Com uma peruca prateada na cabeça, Angel Olsen passou os últimos meses construindo a imagem de um suposto alter ego. Uma suposta personagem que tomou conta dos vídeos de InternShut Up Kiss Me, revelando não apenas uma nova postura por parte da artista, mas uma nova sonoridade. Em Sister, mais recente criação da musicista e uma das canções que abastecem o terceiro álbum de estúdio da cantora, My Woman (2016), uma espécie de regresso.

Da imagem “real”d a cantora à sonoridade que abraça de forma explícita a música Country, reforçando o som produzido em Burn Your Fire for No Witness, de 2014, tudo indica que Olsen “está de volta”. Junto da canção, um extenso ato que ultrapassa os sete minutos de duração, a artista se une ao diretor Conor Hagen para produzir o clipe de Sister. Um passeio pelas paisagens desérticas dos Estados Unidos, finalizando tudo em um mergulho da cantora em uma piscina.

My Woman (2016) será lançado no dia 02/09 pelo selo Jagjaguwar.

Angel Olsen – Sister

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Há poucos meses, Kristian Matsson entregou ao público a inédita Time Of The Blue. Lançada individualmente, sem parecer atrelada a nenhum novo álbum do cantor e compositor sueco, a faixa de versos entristecidos trouxe de volta a mesma atmosfera dos primeiros trabalhos do músico, assumindo parcial distanciamento dos temas comerciais levantados pelo artista nos dois últimos registros de estúdio, There’s No Leaving Now (2012) e Dark Bird Is Home (2015).

Em Rivers, mais recente lançamento à frente do The Tallest Man On Earth, um novo refúgio sentimental. Dividido entre o movimento delicado do violão e a voz triste do cantor, a faixa cresce sublime, detalhando as angústias que cercam o cotidiano do artista. Apresentado no final da última década com os dolorosos Shallow Grave (2008) e The Wild Hunt (2010), Matsson é um dos principais nomes do folk europeu.

The Tallest Man On Earth – Rivers

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Anunciado há poucos dias, durante o lançamento do single Seca, Japão EP (2016) é o nome do primeiro registro produzido pelo músico Ale Sater em carreira solo. Mais conhecido pelo trabalho como baixista e um dos vocalistas da banda Terno Rei, o cantor e compositor paulistano assume uma postura “experimental” dentro do presente álbum, colecionando vozes empoeiradas, ruídos climáticos e fragmentos distintos que se agrupam dentro de uma mesma canção.

São seis composições – Pipa, Seca, Shinkansen, Volte Para Casa, Filha do Dino e Saída Bangu – em que Sater se  concentra na produção de um material essencialmente melancólico, intimista, brincando com lembranças e acontecimentos da própria infância. Um bom exemplo disso está em Filha do Dino. Quinta faixa do disco, a canção marcada pela nostalgia ainda se abre para a lenta inserção de uma viola caipira, estreitando com naturalidade a relação entre Ale e o próprio primo, o músico Almir Sater.

Japão EP (2016) conta com lançamento pelo selo Balaclava Records.

Ale Sater – Japão

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A ambientação sintética de Beth/Rest, faixa de encerramento do segundo registro de inéditas de Bon Iver, parecia indicar a busca de Justin Vernon por um mundo de novas possibilidades e experimentos eletrônicos. Longe do folk intimista que abasteceu o clássico For Emma, Forever Ago (2007), o cantor e compositor norte-americano decidiu se concentrar no uso de temas eletrônicos que vão dos arranjos ao uso da voz – sempre maquiada pelo auto-tune -, proposta que parece orientar o aguardado terceiro registro de estúdio do músico: 22, A Million (2016).

Primeiro álbum de inéditas do Bon Iver em cinco anos, o novo trabalho sustenta nas recém-lançadas 22 (OVER S∞∞N) e 10 d E A T h b R E a s T ⊠ ⊠ (Extended Versions) parte dos experimentos que devem orientar o ainda inédito registro. São fragmentos de vozes recortados, sintetizadores tortos e a voz serena de Vernon, posicionada ao fundo da canção, como se os experimentos estivessem em destaque. Difícil não lembrar de James Blake e Kanye West, artistas com que o músico de Wisconsin vem colaborando nos últimos anos.

22, A Million (2016) será lançado no dia 30/09 via Jagjaguwar.

Bon Iver – 22 (OVER S∞∞N) [Bob Moose Extended Cab Version]

Bon Iver – 10 d E A T h b R E a s T ⚄ ⚄ (Extended Version)

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Com mais de duas décadas de carreira, não é difícil imaginar a quantidade de registros caseiros que Jack White deve ter acumulado. Composições que percorrem toda a sequência de obras produzidas em parceria com Meg White, no The White Stripes, trabalhos assinados de forma colaborativa com outros artistas, além, claro, da sequência de músicas compostas pós-Blunderbuss (2012), quando o músico deu início ao próprio trabalho em carreira solo.

Primeira grande coletânea do guitarrista, Jack White Acoustic Recordings 1998-2016 passeia por diferentes fases da carreira do músico norte-americano e ainda resgata uma série de faixas que nunca antes foram apresentadas ao público. É o caso de City Lights, um delicado lamento do compositor que acaba encantando justamente pelo completo distanciamento do som produzido nos últimos anos. Um tímido movimento de voz e violão originalmente pensado para o álbum Get Behind Me Satan, de 2005.

Jack White Acoustic Recordings 1998-2016 será lançado no dia 09/09 via Third Man/Columbia.

 

The White Stripes – City Lights

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Em 2013, quando deu início ao processo de gravação do primeiro álbum em carreira solo, Black Hours (2014), Hamilton Leithauser, também integrante do The Walkmen, decidiu convidar Rostam Batmanglij, na época integrante do Vampire Weekend, para a produção do trabalho. O resultado está na construção de faixas essencialmente melódicas, íntimas do pop explorado entre os anos 1960 e 1970, base de A 1000 Times, canção escolhida para apresentar o primeiro álbum colaborativo da dupla: I Had A Dream That You Were Mine (2016)

Diferente do trabalho apresentado Alexandra, antiga parceria entre os músicos, a nova faixa parece crescer lentamente, esbarrando em conceitos típicos do Vampire Weekend. Da batida seca que se espalha ao fundo da composição, passando pelo uso dos sintetizadores íntimos de toda a série de canções recentes de Batmanglij, todos os elementos se agrupam de forma a dialogar com o trabalho do grupo nova-iorquino, se abrindo para a melancólica interferência vocal de Leithauser. Para o clipe da canção, dirigido por Josh Goleman e Batmanglij, o lento crescimento dos dois integrantes da banda, começando com a presença de duas crianças, passando pela aparição dos músicos reais e até a fase adulta assumida pelos pais dos artistas.

I Had A Dream That You Were Mine (2016) será lançado no dia 23/09 via Glassnote.

Hamilton Leithauser + Rostam – A 1000 Times

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Um breve respiro em Run Sister Run, e Cass McCombs está de volta ao mesmo ambiente sofredor de Opposite House. Em Medusa’s Outhouse, mais recente criação do cantor e compositor norte-americano, todos os elementos que apresentaram o artista no fim da década passada estão de volta. Versos sufocados pela melancolia, guitarras climáticas, levemente arrastadas e a voz triste do artista, confessional e intimista até o último instante da canção.

Assim como as duas canções apresentadas anteriormente, Medusa’s Outhouse é uma das composições que abastecem o novo registro de inéditas do cantor, o aguardado Mangy Love (2016). Trata-se do primeiro álbum de estúdio de McCombs desde o ótimo Big Wheel and Others, de 2013, último trabalho de inéditas do músico californiano antes da compilação A Folk Set Apart: Rarities, B-Sides & Space Junk, ETC., de 2015. Dirigido por Aaron Brown, o vídeo da canção mostra o cotidiano das atrizes e da equipe de filmagem durante a produção de um filme pornô.

Mangy Love (2016) será lançado no dia 26/08 pelo selo ANTI-.

Cass McCombs – Medusa’s Outhouse

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Poucos dias após o lançamento da melódica 1000 Times, Hamilton Leithauser (The Walkmen) e Rostam Batmanglij (ex-Vampire Weekend) estão de volta com um nova criação. Intitulada In A Black Out, a canção de movimentos contidos, íntimos do folk dos anos 1970, se abre para o delicado dueto entre a dupla nova-iorquina. Um mero fragmento do som que deve orientar o primeiro álbum de inéditas dos músicos em parceria: I Had A Dream That You Were Mine (2016).

Com 10 composições, incluindo o single apresentado há poucos dias, o novo álbum expande a parceria gerada em 2014, durante o lançamento do primeiro registro de Leithauser em carreira solo, o ótimo Black Hours. Além da dupla, o registro ainda conta com a participação da cantora Angel Deradoorian (ex-Dirty Projectors) na faixa de encerramento do trabalho, 1959.

I Had A Dream That You Were Mine (2016) será lançado no dia 23/09 via Glassnote.

Hamilton Leithauser + Rostam – In A Black Out

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Um breve respiro em Run Sister Run, e Cass McCombs está de volta ao mesmo ambiente sofredor de Opposite House. Em Medusa’s Outhouse, mais recente criação do cantor e compositor norte-americano, todos os elementos que apresentaram o artista no fim da década passada estão de volta. Versos sufocados pela melancolia, guitarras climáticas, levemente arrastadas e a voz triste do artista, confessional e intimista até o último instante da canção.

Assim como as duas canções apresentadas anteriormente, Medusa’s Outhouse é uma das composições que abastecem o novo registro de inéditas do cantor, o aguardado Mangy Love (2016). Trata-se do primeiro álbum de estúdio de McCombs desde o ótimo Big Wheel and Others, de 2013, último trabalho de inéditas do músico californiano antes da compilação A Folk Set Apart: Rarities, B-Sides & Space Junk, ETC., de 2015.

Mangy Love (2016) será lançado no dia 26/08 pelo selo ANTI-.

Cass McCombs – Medusa’s Outhouse

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. Meses após o lançamento de Star Wars (2015), nono álbum de estúdio do Wilco, Jeff Tweedy e seus parceiros de banda estão de volta com mais um novo registro de inéditas. Intitulado Schmilco (2016), o décimo trabalho dentro da discografia do grupo norte-americano conta com uma seleção de 10 composições inéditas e uma divertida arte de capa produzida pelo ilustrador e cartunista espanhol Joan Cornellà. If I Ever Was a Child foi a composição escolhida para anunciar o disco. Musicalmente, trata-se de uma delicada adaptação dos…Continue Reading “Wilco: “If I Ever Was a Child””