É difícil escapar dos trabalhos produzidos pela cantora e compositora britânica Laura Marling. Dona de uma sequência de grandes obras – caso dos recentes Once I Was an Eagle (2013) e Short Movie (2015) –, a musicista de Berkshire anuncia para o começo de março a chegada de um novo registro de inéditas. Intitulado Semper Femina (2017), o trabalho que conta com a excelente Soothing, lançada em 2016, acaba de ser reforçado com a também inédita Wild Fire.

Ora cantada, ora declamada, a música que utiliza de arranjos sutis e batidas sempre contidas mostra a força do trabalho de Marling, sempre intimista, romântica e sensível. Enquanto os versos buscam apoio na boa safra do Folk produzido na década de 1970, difícil não lembrar de Fiona Apple e obras como Extraordinary Machine (2005) ou The Idler Wheel… (2012) na composição atmosférica da faixa, sonoridade também explorada em Soothing.

Semper Femina (2017) será lançado no dia 10/03 via More Alarming Records.

 

Laura Marling – Wild Fire

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Dona de um dos registros mais sensíveis de 2015, Sprained Ankle, a cantora e compositora Julien Baker está de volta com um novo registro de inéditas. Trata-se do single Funeral Pyre / Distant Solar System, duas composições que seguem exatamente de onde a musicista parou há dois anos, durante o lançamento do elogiado debut. Com distribuição física prevista para março deste ano, o curto registro acaba de ter a primeira canção apresentada ao público.

Tão intimista e dolorosa quanto qualquer uma das canções produzidas para o primeiro disco da cantora, Funeral Pyre delicadamente se espalha em meio a arranjos tímidos de guitarra, sufocando os versos lançados por Baker. Um som enevoado, naturalmente triste, íntimo do mesmo universo de artistas como Girlpool, Angel Olsen e outros nomes recentes que buscam apoio no folk/rock alternativo do começo da década de 1990.

 

Julien Baker – Funeral Pyre

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Ao lado da parceira de banda Harmony Tividad, Cleo Tucker deu vida a um dos registros mais preciosos do rock alternativo de 2015. Em Before the World Was Big, álbum de estreia do Girpool, arranjos tímidos de guitarra servem de base para os versos sempre intimistas da dupla. Canções marcadas por relacionamentos fracassados, conflitos típicos de um jovem adulto e até pequenas confissões românticas, estímulo para grande parte do trabalho.

Em carreira solo, Tucker mantém firme a mesma proposta, porém, de forma ainda mais intimista. Um bom exemplo disso está na inédita Minute In Your Mind. Mais recente invento em carreira solo, a composição ancorada em memórias recentes da própria artista mantém firme a estética lo-fi dos antigos trabalhos de Tucker, caso de Looking Pretty At The Wall e Call It Tie. Um ato curto, mas não menos delicado e sensível.

 

Cleo Tucker – Minute In Your Mind

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Com leveza e certa dose de melancolia, Julie Byrne passou as últimas semanas preparando o terreno para o inédito Not Even Happiness (2017). Mais recente trabalho de estúdio da cantora e compositora nova-iorquina, o sucessor de Rooms With Walls and Windows (2014) indica um claro amadurecimento por parte da artista, transformação explícita no detalhamento de músicas como Natural Blue, Follow My Voice e, mais recentemente, a delicada I Live Now As A Singer.

Flutuando em uma nuvem de melodias atmosféricas, Byrne não apenas reforça o diálogo com diferentes nomes do folk norte-americano, como Angel Olsen e Cat Power, como assume uma sonoridade própria, quase etérea. São arranjos acústicos que se espalham em meio a sintetizadores densos, por vezes íntimos do trabalho de Angelo Badelamenti na trilha sonora de Twin Peaks. Nos versos, a busca declarada pela libertação e um lugar para chamar de “casa”.

Not Even Happiness (2017) será lançado no dia 27/01 via Ba Da Bing.

 

Julie Byrne – I Live Now As A Singer

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No dia 25 de fevereiro deste ano, o clássico Either/Or (1997), um dos principais trabalhos do cantor e compositor norte-americano Elliott Smith completa duas décadas de lançamento. Para celebrar a data, o selo Kill Rock Stars, por onde foram lançados alguns dos principais registros do músico, anuncia uma edição especial e remasterizada da obra. Além das 12 versões originais do disco, a nova versão do álbum ainda conta com uma seleção de faixas inéditas.

Uma das canções que recheiam o trabalho, I Figured You Out mostra toda a sutileza do som produzido por Smith. Entre versos intimistas, arranjos econômicos, semi-acústicos, se espalham lentamente ao fundo da composição, como um complemento à voz tímida do cantor. Concebida durante o processo de produção do disco, a nova faixa ainda chega acompanhada de outras oito canções inéditas, parte expressiva delas forma por versões caseiras e gravadas ao vivo.

Either/Or: Expanded Edition (2017) será lançada no dia 10/03 via Kill Rock Stars.

 

Elliott Smith – I Figured You Out

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Entre os versos em inglês que marcam as canções do bucólico Songs of Wood & Fire, álbum de estreia do M O O N S, o cantor e compositor mineiro André Travassos reservou um pequenos espaço para produzir uma faixa cantada em português. Deixada de fora na edição final do disco, porém, agora apresentada ao público, Oh, Caraíva mantém firme a essência acolhedora e doce que marca grande parte do registro – 31º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Nacionais de 2016.

Composta durante uma passagem do músico pela comunidade de Caraíva, no interior da Bahia, a canção de versos descritivos delicadamente transporta o ouvinte para o cenário litorâneo onde foi criada. “Oh, Caraíva, que falta você me faz / Seus ritos e descaminhos num entardecer lilás / A noite todos planetas param para te olhar / E dançam com as estrelas na imensidão do mar“, canta Travassos enquanto o violão se espalha preguiçoso, sempre acolhedor.

 

M O O N S – Oh, Caraíva

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Lentamente, o repertório produzido pelo cantor e compositor fluminense Licio se amplia. Dono de um reservado acervo de faixas marcadas pela leveza dos versos e arranjos, caso de Eu Não Sei Nadar e G áve a, o músico anuncia para o ano de 2017 a chegada de um novo álbum de inéditas. Ainda sem título, o trabalho resume na fluidez tímida e captação ao vivo de À Árvore parte das experiências que devem ser exploradas pelo artista nos próximos meses.

Misto de homenagem e despedida, a música detalha uma sequência de versos que aproximam o ouvinte da Casa da Árvore, uma residência artística no Rio de Janeiro onde já passaram nomes de destaque como Momo, Lucas Vasconcellos e Rubel. Para a captação da faixa, um trabalho em conjunto entre a produtora e fotógrafa Fharah Mahrmud e o diretor João Arthur. Uma seleção de imagens acolhedoras que dialoga com a voz e os arranjos tímidos da canção.

 

Licio –  À Árvore

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Já era hora de Marcelo Frota presentear o público com um novo álbum de inéditas. Três anos após o melancólico Cadafalso – 27º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Nacionais de 2013 –, o cantor e compositor carioca anuncia a chegada do quinto registro de estúdio. Com previsão de lançamento para o começo de 2017, o trabalho resume na poesia sutil de Esse Mar, mais recente criação de Momo, parte da sonoridade e conceito que deve ser explorado pelo músico.

De essência litorânea, a nova composição se espalha sem pressa, quase preguiçosa, detalhando guitarras levemente ensolaradas, como um complemento aos versos lançados pelo cantor. Assinada em parceria com o compositor Thiago Camelo, a música ainda conta com a clara interferência do parceiro de longa data, o músico Marcelo Camelo, responsável pela produção da faixa. Uma delicada reflexão sobre o tempo, o mar e a saudade. Para ouvir a canção, basta fazer o download gratuito.

 

Momo – Esse Mar

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Pouco mais de um ano após o lançamento do segundo álbum em carreira solo, Inverno (2015), o cantor e compositor Marcelo Perdido está de volta com um novo registro de inéditas. Reflexo da mudança do artista para Portugal, Bicho (2016) entrega ao público uma sequência de faixas marcadas pela transformação, despedida e saudade. Um repertório econômico, apenas dez composições que rapidamente transportam o ouvinte para dentro do universo particular de Perdido.

Além da psicodélica Muda, composição entregue ao público há poucas semanas, o trabalho ainda conta com uma sequência de faixas como a delicada (e descritiva) Passarinha, música que flutua entre o romantismo e fragmentos do cotidiano. Sobram ainda canções aos moldes de Primavera em Mim, parceria com João Erbetta, e a caseira Empate, música assinada em parceria com o lusitano Filipe Sambado, também produtor do álbum.

 

Marcelo Perdido – Bicho

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O Sol toma brilha forte dentro do mais novo clipe/single de Marcelo Perdido. Um ano após o lançamento do melancólico Inverno (2015), segundo álbum em carreira solo, o ex-integrante da Hidrocor apresenta ao público o primeiro fragmento do novo registro de inéditas: Muda. Trata-se de uma canção essencialmente leve, acolhedora, íntima do material produzido pelo músico paulistano durante a construção do bucólico Lenhador, de 2013.

Gravado nas ilhas Berlengas, em Portugal, o delicado vídeo da composição funciona como uma espécie de passagem para o som intimista e levemente ensolarado do terceiro álbum de estúdio do cantor, o inédito Bicho (2016). Produzido em Lisboa, o registro que tem lançamento previsto para o dia 09 de dezembro ainda conta com uma belíssima ilustração de capa, trabalho produzido pelo artista gráfico Diego Sanches.

 

Marcelo Perdido – Muda

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