Tag Archives: Grimes

Heterotic: “Rain” (feat. Vezelay)

Heterotic

.

Os parceiros Michael Paradinas e Lara Rix-Martin não querem nem deixar Love & Devotion (2013) esfriar e já reservam para 2014 um novo disco à frente do Heterotic. Intitulado Weird Drift, o novo álbum tem tudo para ser uma exata continuação do registro lançado há alguns meses, referência anunciada no mais novo single da dupla e primeiro exemplar do inédito registro: Rain.

Parceria com o cantor Vezelay – um dos filiados ao selo Planet Mu, do próprio Paradinas -, a canção é uma completa desconstrução do Synthpop, que encontra na voz enevoada do colaborador um ponto de aproximação com o presente. Lidando com a mesma massa de experimentos que orquestram o Dream Pop/Eletrônica de artistas como Grimes, a canção assenta lentamente um uma base de harmonias homogêneas, palco para o catálogo de emanações melancólicas que escapam da música.

.


Heterotic – Rain (feat. Vezelay)

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , , , , ,

Lowell: “88″

Lowell

.

Em um ano disputadíssimo para as mulheres no mundo da música – prepare-se para discos de Lana del Rey, Grimes, Katy B, entre outras -, a canadense Lowell parece entrar na disputa por um lugar de destaque. Com a estreia de I Killed Sara V, EP de estreia da cantora canadense previsto para 25 de fevereiro, o selo Arts & Crafts reforça toda a boa forma da jovem artista com o lançamento de mais um novo single: 88.

Soando como um encontro entre M.I.A., Sleigh Bells, Grimes e as emanações psicodélicas que ocupam grande parte dos grupos recentes, a canção passeia por diversos estilos sem necessariamente se fixar em um único ponto. São toques de eletrônica, experimentos que até lembram Animal Collective, e toda uma carga de experiências que em nenhum momento excluem a relação com o pop.

.


Lowell – 88

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , , , , , , ,

Liphemra: “Bloodwork”

Loka

.

Seguindo a trilha de Grimes e outras cantoras que assumem completo domínio sobre a própria obra, a californiana Liphemra parece ser uma das mais instigantes novidades de cena de Los Angeles. Rodeada por elementos que vão do R&B aos inventos experimentais, passando pelo Hip-Hop até alcançar um fragmento do pop, a jovem artista faz da recente Bloodwork o que parece ser a base para um dos projetos para se prestar (muita) atenção em 2014.

Parceria com o rapper MED, a canção produzida por Liphemra quebra a delicadeza de Banks e outras artistas próximas, fazendo da provocação um estímulo. Ora cantada, ora pontuada pelas rimas, a canção se desenrola em uma atmosfera que vai do erotismo à melancolia. Menos esquizofrênica que FKA Twigs, a artista vira a curva nos exageros e redundâncias da musica atual, transformando os poucos instantes da música um palco de doces experimentos.

.


Liphemra – Bloodwork

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , ,

Py: “Swimming Slow”

Py

.

É difícil, quiçá impossível, não se encantar pelo trabalho apresentado pela cantora britânica Py. Seguindo a mesma trilha de nomes como Grimes e MØ, a jovem artista encontra na relação entre o R&B, a eletrônica e os pequenos experimentos sintéticos a passagem direta para um cenário pontuado de forma expressiva pela leveza. De composição onírica e visivelmente influenciada pela obra de Grimes em Visions (2012), Swimming Slow reforça toda a maturidade da cantora em um trabalho que passeia de forma atenta pelas diferentes referências e gêneros. Guiada do princípio ao fim pelas vocalizações sempre transformadas da jovem, a nova música agrupa batidas e arranjos em um cenário acolhedor, próprio de Py. São pequenos atos complementares capazes de contribuir para o crescimento e o recolhimento da faixa. A canção abre passagem para o novo trabalho da artista, previsto para estrear no primeiro semestre de 2014.

.

Py – Swimming Slow

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , ,

How To Dress Well: “Stay The Night #08 Mixtape”

Tom Krell

.

Quem conhece o trabalho de Tom Krell sabe bem sobre o fascínio do músico/produtor em lançar novas Mixtapes sempre que encontra algum tempo livre. Mente e voz aos comandos do melancólico How To Dress Well, o artista norte-americano foi convidado recentemente pela marca Safe House para construir mais uma seleção especial para a série Stay The Night. O resultado está em quase 40 minutos de canções que passeiam pelo R&B, eletrônica e algumas inserções no mínimo curiosas por entre distintos campos da cena musical presente. Entre nomes como Jhene Aiko, Drake e Sampha, Krell trouxe ainda um pouco da banda Deafheaven e até dos veteranos da cena emo, Jimmy Eat World. Somam ainda passagens pelo trabalho de Mariah Carey, Rihanna e Grimes. O trabalho, que mantém o teor homogêneo até o último instante, pode ser baixado ou apreciado na íntegra no player abaixo.

.


How To Dress Well – Stay The Night #08 Mixtape

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , , , , , ,

Doldrums: “Dive Deep pt 1″

Doldrums

.

Lançado no começo do ano, Lesser Evil, álbum de estreia do Doldrums, acabou soterrado pela quantidade de bons registros que vieram logo em sequência. O uso de melodias tortas, vozes mergulhadas em ruídos e todo um catálogo aberto de experimentos garantiram ao canadense Airick Woodhead uma espécie de continuação dos mesmos inventos testados por Grimes no último ano – com Visions (2012). Depois de algum tempo sem grandes novidades, o produtor aparece agora com Dive Deep pt 1, música que repete os mesmos inventos e referências sensoriais aplicadas no último registro. De composição minimalista, a faixa dança em uma medida totalmente comportada, agregando vozes e sons em um concentrado que mais parece uma estufa musical de alcance bem definido.

.


Doldrums – Dive Deep pt 1

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , , ,

Cozinhando Discografias: Kate Bush

Por: Cleber Facchi

Kate Bush

.

A seção Cozinhando Discografias consiste basicamente em falar de todos os álbuns de um artista, ignorando a ordem cronológica dos lançamentos. E qual o critério usado então? A resposta é simples, mas o método não: a qualidade. Dentro desse parâmetro temos uma série de fatores determinantes envolvidos, que vão da recepção crítica do disco no mercado fonográfico, além, claro, dentro da própria trajetória do grupo e seus anteriores projetos. Vale ressaltar que além da equipe do Miojo Indie, outros blogs parceiros foram convidados para suas específicas opiniões sobre cada um dos trabalhos, tornando o resultado da lista muito mais democrático e pontual.

Descoberta no meio da década de 1970 por David Gilmour (Pink Floyd), e pouco depois contratada pela EMI (a fim de manter a jovem artista aos seus “domínios”), Kate Bush não precisou de muito tempo para se transformar em um dos nomes mais importantes da história da música. Dona de um pop místico, a cantora e compositora britânica fez da boa fase nos anos 1980 um período marcado de forma natural pelo experimento. Base para a obra de cantoras como Grimes, Florence Welch, Fiona Apple e outros nomes de peso da cena alternativa, Bush fez da curta discografia um ponto constante de transformação, algo que Hounds Of Love e The Sensual World mantém com explícita novidade até hoje. Com dez obras de estúdio, a artista teve cada um dos trabalhos posicionados do “pior” para o melhor em mais um especial da seção Cozinhando Discografias. Continue reading

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Fast Times: “Bodytalk”

Fast Times

.

Casa de alguns dos projetos mais “estranhos” da cena norte-americana atual – como Octa Octo, Ital e Maria Minerva -, o selo californiano 100% SILK reserva para a próxima semana a chegada de BodyTalk, primeiro LP do produtor Fast Times. Assumido em totalidade pelo nova-iorquino Jorge Day, o projeto vai de encontro a todo o catálogo de referências que abasteceram a década de 1980, principalmente os últimos anos do período. Um meio termo assumido entre as colagens da dupla Ford & Lopatin e o detalhamento etéreo que ocupa com leveza a obra da canadense Grimes. Sem qualquer comprometimento com o grande público, o trabalho se perde em meio a loops sintetizados, arranjos de esforço climático e o uso limitado de vozes, algo que Comfort Zone e a faixa-título revelam como funcionais aperitivos para a obra.

.

Fast Times – Bodytalk

.

Fast Times – Comfort Zone

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , , , , ,

Tei Shi: “Nature vs Nurture”

Tei Shi

.

O pop e o experimental simplesmente se confundem dentro do universo da nova-iorquina Tei Shi. Se por um lado as vocalizações esbarram no mesmo misticismo de Juliana Barwick, o instrumental dança pelo que há de mais adorável na música recente. CHVRCHES, Björk, Grimes, Devendra Banhart, enfim, é possível observar um catálogo imenso de referências dentro da obra da artista, algo que a recém-lançada Nature vs Nurture assume com o mesmo entusiasmo. Seguindo as pistas de Nevermind The End, M&Ms e demais faixas assinadas pela cantora, a nova música coleciona interferências leves até explodir, trazendo no manuseio das batidas e guitarras um afastamento em relação aos primeiros lançamentos da cantora. Assim como as demais faixas apresentadas previamente por Tei Shi, a recente canção faz parte do EP Saudade, que estreia no dia 12 de Novembro.

.


Tei Shi – Nature vs Nurture

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , , , , ,

RIINA: “Terror”

RIINA

.

Desde o lançamento do single Sleeping In Waking no começo de 2013, a cantora e compositora londrina Rina Sawayama, ou simplesmente RIINA, vem atravessando um cenário criativo particular. Ainda em busca de traços específicos da própria obra, a artista concentra desde os vocais densos de Jessie Ware, até as batidas quebradas de Grimes ou mesmo o teor comercial de MØ. Uma imensa colcha de retalhos conceituais que ao alcançar Terror, mais novo single, evidenciam uma maior imposição da artista. Ora íntima do R&B, ora próxima das variações climáticas de artistas como Björk e The Knife, a faixa dança pelos experimentos sem a necessidade de fixar em um ponto específico, o que faz com que até o último segundo o ouvinte seja arremessado para diferentes cenários.

.


RIINA – Terror

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , , , , , , ,