Eminem, Lil Wayne, Skrillex, Kevin Gates, Imagine Dragons, Dan Auerbach (The Black Keys) e Mark Ronson, esses são alguns dos artistas já confirmados e que integram a trilha sonora do filme Esquadrão Suicida (2016). Mais recente do universo de quadrinhos DC, a película acaba de ter mais uma de suas músicas oficiais apresentadas ao público. Trata-se de Medieval Warfere, canção produzida pela cantora e produtora canadense Grimes.

Movida pelo uso das guitarras, sintetizadores instáveis e batidas eletrônicas, a canção nasce como uma espécie de sobra de estúdio do último álbum da artista, Art Angels – 5º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2015. Com lançamento pelo Beats 1, da Apple Music, a canção ainda conta com uma rápida entrevista entre Grimes e o apresentador Zane Lowe.

 

Grimes – Medieval Warfare

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. Em agosto de 2013, convidada a participar de uma das edições da série Boiler Room, Grimes causou polêmica por conta do repertório apresentado ao público. Entre canções autorais e faixas de outros artistas, o que de fato chamou a atenção foi a avalanche de composições pop que preencheram o set da artista canadense. Taylor Swift, Mariah Carrey, Skrillex e até o “clássico” We’re Going to Ibiza, do grupo holandês Vengaboys. Acusada de trollar o projeto, no Twitter, a cantora se defendeu: “Eu não acho que exista…Continue Reading “Grimes: “California” (VÍDEO)”

Body Talk (2010) da sueca Robyn ou 1989 (2014) da norte-americana Taylor Swift? E•MO•TION (2015) de Carly Rae Jepsen ou Teenage Dream (2010) de Katy Perry? Qual é o melhor exemplar da música pop lançado na presente década? Nas últimas semanas perguntei a diversos amigos, blogueiros, jornalistas e até mesmo para os leitores pelo Twitter quais são os trabalhos mais importantes da música pop entregues ao público nos últimos seis anos. Obras lançadas entre 2010 e 2015 e que foram compiladas em uma lista de 10 discos essenciais – abaixo. Menções honrosasBorn This Way (2011) de Lady Gaga, 4 (2011) de Beyoncé, Days Are Gone (2013) do Haim, True Romance (2013) de Charli XCX e #1 (2015) do paraense Jaloo.

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. Em agosto de 2013, convidada a participar de uma das edições da série Boiler Room, Grimes causou polêmica por conta do repertório apresentado ao público. Entre canções autorais e faixas de outros artistas, o que de fato chamou a atenção foi a avalanche de composições pop que preencheram o set da artista canadense. Taylor Swift, Mariah Carrey, Skrillex e até o “clássico” We’re Going to Ibiza, do grupo holandês Vengaboys. Acusada de trollar o projeto, no Twitter, a cantora se defendeu: “Eu não acho que exista…Continue Reading “Grimes: “Kill V. Maim” (VÍDEO)”

Um ano repleto de grandes lançamentos musicais sempre vem acompanhado de clipes impactantes. Em 2015 não poderia ser diferente. Do Hip-Hop de Kendrick Lamar (Alright) e Vince Staples (Señorita), passando pelo pop de Anitta (Bang) e Rihanna (Bitch Better Have My Money) até o rock de bandas como Blur (Lonesome Street) e os experimentos eletrônicos de Oneohtrix Point Never (Sticky Drama), sobram grandes produções que exploraram de forma assertiva a relação entre som e imagem.

São vídeos dirigidos por veteranos como Katia Lund e Johan Renck, e até mesmo trabalhos assinados por artistas novatos como FKA Twigs e Grimes. Abaixo, nossa seleção com os 32 melhores clipes lançados nos últimos meses.

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. Em agosto de 2013, convidada a participar de uma das edições da série Boiler Room, Grimes causou polêmica por conta do repertório apresentado ao público. Entre canções autorais e faixas de outros artistas, o que de fato chamou a atenção foi a avalanche de composições pop que preencheram o set da artista canadense. Taylor Swift, Mariah Carrey, Skrillex e até o “clássico”We’re Going to Ibiza, do grupo holandês Vengaboys. Acusada de trollar o projeto, no Twitter, acantora se defendeu: “Eu não acho que exista…Continue Reading “Grimes: “Art Angels” Documentary”

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Qual é a sua capa de disco favorita de 2015? Art Angels da canadense Grimes ou #1 do cantora paraense Jaloo? As cores de Jamie XX ou o preto e branco de Oneohtrix Point Never? A psicodelia brega do Tame Impala ou o visual plástico do venezuelano Arca? Em um passeio por alguns dos trabalhos mais relevantes da música Pop, Hip-Hop e alternativa deste ano, preparamos uma seleção de 40 trabalhos que resumem a beleza da música lançadas nos últimos meses em imagens. Da composição delicada que ilustra a sonoridade de Jefre Cantu-Ledesma, passando pela fotografia emblemática na capa de To Pimp a Butterfly, do rapper Kendrick Lamar, veja abaixo nossa seleção com as melhores artes de 2015.

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Nicole Dollanganger
Indie/Dream Pop/Folk
https://nicoledollanganger.bandcamp.com/

 

A veste masoquista de Nicole Dollanganger na capa de Natural Born Losers (2015, Eerie Organization) parece dizer muito sobre o conteúdo das canções assinadas pela musicista canadense. Original da cidade de Stouffville, Ontario, e dona de uma sequência de obras “caseiras” publicadas no bandcamp, Dollanganger faz do primeiro registro oficial um passeio por temas melancólicos e canções de amor que refletem o que há de mais doloroso na vida sentimental da própria artista.

Com distribuição pelo selo Eerie Organization, da conterrânea Grimes, cada uma das faixas do delicado registro se projeta como um lamento musicado, essencialmente sensível e amargo. O mesmo ambiente melancólico compartilhado por Angel Olsen, Marissa Nadler, Jessica Pratt e outras “vizinhas” que atuam na cena estadunidense. Da abertura, com Poarcher’s Pride, ao fechamento, em You’re So Cool, a cantora transforma os próprios medos e tormentos em pequenos diálogos com o ouvinte.

A principal diferença em relação ao trabalho de outras representantes do folk norte-americano está na delicada tapeçaria instrumental que preenche o disco. Ainda que a base acústica de violões e vozes pareça direcionar o material apresentado pela cantora, são os pequenos encaixes de guitarras que brincam com a percepção do ouvinte. Bases e colagens sujas de distorção, como Alligator Blood e In The Land, que distanciam Dollanganger de um som predominantemente acústico e tímido.

Mais do que um objeto de destaque, os arranjos que cercam Natural Born Losers servem apenas de estímulo para o exuberante catálogo de versos que recheiam a obra. “Eu atirei em um anjo com rifle do meu pai / Eu deveria libertá-lo, mas o deixei sangrar”, canta Dollanganger na inaugural Poarcher’s Pride, síntese do lirismo perturbador, por vezes visceral, que abastece a obra da compositora. Uma coleção de temas entristecidos, íntimos de qualquer indivíduo sofredor.

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