Tag Archives: Grimes

Grimes: “California” (VÍDEO)

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Em agosto de 2013, convidada a participar de uma das edições da série Boiler Room, Grimes causou polêmica por conta do repertório apresentado ao público. Entre canções autorais e faixas de outros artistas, o que de fato chamou a atenção foi a avalanche de composições pop que preencheram o set da artista canadense. Taylor Swift, Mariah Carrey, Skrillex e até o “clássico” We’re Going to Ibiza, do grupo holandês Vengaboys. Acusada de trollar o projeto, no Twitter, a cantora se defendeu: “Eu não acho que exista um ‘livro de regras’ dos DJs. Nada do que eu faço é irônico”.

Ainda que a apresentação não tenha sido publicada no canal do Boiler Room, no Youtube, mesmo sob o pedido e petição do público, com a “curiosa” performance, Grimes parecia indicar o caminho que seria musicalmente incorporado após a divulgação do etéreo Visions (2012). Em busca de um som cada vez mais pop, a artista se mudou para Los Angeles, acabou se envolvendo com figurões da música local, lançou a pegajosa Go – faixa originalmente composta para Rihanna -, e, poucos meses depois, insatisfeita com o resultado do material produzido, decidiu abandonar tudo e trabalhar sozinha no Canadá. Fruto desse universo de novas experiências, mudanças e relações conturbadas, Art Angels (2015, 4AD), quarto álbum de estúdio de Grimes, reforça a busca da artista canadense por um som completamente distinto em relação ao material entregue há três anos. Leia o texto completo.

Depois do excelente clipe de Kill V. Main, Grimes decidiu exagerar ainda mais no uso das cores para apresentar o vídeo de California. Além do clipe, a cantora e produtora canadense aproveitou para revelar ao público a nova versão da faixa, menos “country”, tímida em relação ao material que abre Art Angels.

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Grimes – California

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10 Discos Essenciais da Música Pop (2010 – 2015)

Body Talk (2010) da sueca Robyn ou 1989 (2014) da norte-americana Taylor Swift? E•MO•TION (2015) de Carly Rae Jepsen ou Teenage Dream (2010) de Katy Perry? Qual é o melhor exemplar da música pop lançado na presente década? Nas últimas semanas perguntei a diversos amigos, blogueiros, jornalistas e até mesmo para os leitores pelo Twitter quais são os trabalhos mais importantes da música pop entregues ao público nos últimos seis anos. Obras lançadas entre 2010 e 2015 e que foram compiladas em uma lista de 10 discos essenciais – abaixo. Menções honrosasBorn This Way (2011) de Lady Gaga, 4 (2011) de Beyoncé, Days Are Gone (2013) do Haim, True Romance (2013) de Charli XCX e #1 (2015) do paraense Jaloo. Continue reading

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Grimes: “Kill V. Maim” (VÍDEO)

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Em agosto de 2013, convidada a participar de uma das edições da série Boiler Room, Grimes causou polêmica por conta do repertório apresentado ao público. Entre canções autorais e faixas de outros artistas, o que de fato chamou a atenção foi a avalanche de composições pop que preencheram o set da artista canadense. Taylor Swift, Mariah Carrey, Skrillex e até o “clássico” We’re Going to Ibiza, do grupo holandês Vengaboys. Acusada de trollar o projeto, no Twitter, a cantora se defendeu: “Eu não acho que exista um ‘livro de regras’ dos DJs. Nada do que eu faço é irônico”.

Ainda que a apresentação não tenha sido publicada no canal do Boiler Room, no Youtube, mesmo sob o pedido e petição do público, com a “curiosa” performance, Grimes parecia indicar o caminho que seria musicalmente incorporado após a divulgação do etéreo Visions (2012). Em busca de um som cada vez mais pop, a artista se mudou para Los Angeles, acabou se envolvendo com figurões da música local, lançou a pegajosa Go – faixa originalmente composta para Rihanna -, e, poucos meses depois, insatisfeita com o resultado do material produzido, decidiu abandonar tudo e trabalhar sozinha no Canadá. Fruto desse universo de novas experiências, mudanças e relações conturbadas, Art Angels (2015, 4AD), quarto álbum de estúdio de Grimes, reforça a busca da artista canadense por um som completamente distinto em relação ao material entregue há três anos. Leia o texto completo.

Dirigido pela própria Claire Boucher, o clipe de Kill V. Maim concentra tudo o que há de mais curioso dentro do universo particular da canadense. Roupas espalhafatosas, coreografias excêntricas, animações, referências ao universo dos video games e até uma rave banhada em sangue.

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Grimes – Kill V. Maim

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Os Melhores Clipes de 2015

Um ano repleto de grandes lançamentos musicais sempre vem acompanhado de clipes impactantes. Em 2015 não poderia ser diferente. Do Hip-Hop de Kendrick Lamar (Alright) e Vince Staples (Señorita), passando pelo pop de Anitta (Bang) e Rihanna (Bitch Better Have My Money) até o rock de bandas como Blur (Lonesome Street) e os experimentos eletrônicos de Oneohtrix Point Never (Sticky Drama), sobram grandes produções que exploraram de forma assertiva a relação entre som e imagem.

São vídeos dirigidos por veteranos como Katia Lund e Johan Renck, e até mesmo trabalhos assinados por artistas novatos como FKA Twigs e Grimes. Abaixo, nossa seleção com os 32 melhores clipes lançados nos últimos meses. Continue reading

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Grimes: “Art Angels” Documentary

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Em agosto de 2013, convidada a participar de uma das edições da série Boiler Room, Grimes causou polêmica por conta do repertório apresentado ao público. Entre canções autorais e faixas de outros artistas, o que de fato chamou a atenção foi a avalanche de composições pop que preencheram o set da artista canadense. Taylor Swift, Mariah Carrey, Skrillex e até o “clássico”We’re Going to Ibiza, do grupo holandês Vengaboys. Acusada de trollar o projeto, no Twitter, acantora se defendeu: “Eu não acho que exista um ‘livro de regras’ dos DJs. Nada do que eu faço é irônico”.

Ainda que a apresentação não tenha sido publicada no canal do Boiler Room, no Youtube, mesmo sob o pedido e petição do público, com a “curiosa” performance, Grimes parecia indicar o caminho que seria musicalmente incorporado após a divulgação do etéreo Visions (2012). Em busca de um som cada vez mais pop, a artista se mudou para Los Angeles, acabou se envolvendo com figurões da música local, lançou a pegajosa Go – faixa originalmente composta para Rihanna -, e, poucos meses depois, insatisfeita com o resultado do material produzido, decidiu abandonar tudo e trabalhar sozinha no Canadá. Fruto desse universo de novas experiências, mudanças e relações conturbadas, Art Angels (2015, 4AD), quarto álbum de estúdio de Grimes, reforça a busca da artista canadense por um som completamente distinto em relação ao material entregue há três anos. Leia o texto completo.

Aproveitando o sucesso de Art Angels (2015), a Fader Magazine decidiu fazer um documentário sobre o novo trabalho da cantora, compositora e produtora canadense Grimes. São pouco mais de cinco minutos em que Claire Boucher discute o processo de construção do novo álbum, a relação com a internet e conceitos aplicados dentro de cada canção.

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Grimes – Art Angels Documentary

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As Melhores Capas de 2015

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Qual é a sua capa de disco favorita de 2015? Art Angels da canadense Grimes ou #1 do cantora paraense Jaloo? As cores de Jamie XX ou o preto e branco de Oneohtrix Point Never? A psicodelia brega do Tame Impala ou o visual plástico do venezuelano Arca? Em um passeio por alguns dos trabalhos mais relevantes da música Pop, Hip-Hop e alternativa deste ano, preparamos uma seleção de 40 trabalhos que resumem a beleza da música lançadas nos últimos meses em imagens. Da composição delicada que ilustra a sonoridade de Jefre Cantu-Ledesma, passando pela fotografia emblemática na capa de To Pimp a Butterfly, do rapper Kendrick Lamar, veja abaixo nossa seleção com as melhores artes de 2015. Continue reading

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Disco: “Natural Born Losers”, Nicole Dollanganger

Nicole Dollanganger
Indie/Dream Pop/Folk
https://nicoledollanganger.bandcamp.com/

 

A veste masoquista de Nicole Dollanganger na capa de Natural Born Losers (2015, Eerie Organization) parece dizer muito sobre o conteúdo das canções assinadas pela musicista canadense. Original da cidade de Stouffville, Ontario, e dona de uma sequência de obras “caseiras” publicadas no bandcamp, Dollanganger faz do primeiro registro oficial um passeio por temas melancólicos e canções de amor que refletem o que há de mais doloroso na vida sentimental da própria artista.

Com distribuição pelo selo Eerie Organization, da conterrânea Grimes, cada uma das faixas do delicado registro se projeta como um lamento musicado, essencialmente sensível e amargo. O mesmo ambiente melancólico compartilhado por Angel Olsen, Marissa Nadler, Jessica Pratt e outras “vizinhas” que atuam na cena estadunidense. Da abertura, com Poarcher’s Pride, ao fechamento, em You’re So Cool, a cantora transforma os próprios medos e tormentos em pequenos diálogos com o ouvinte.

A principal diferença em relação ao trabalho de outras representantes do folk norte-americano está na delicada tapeçaria instrumental que preenche o disco. Ainda que a base acústica de violões e vozes pareça direcionar o material apresentado pela cantora, são os pequenos encaixes de guitarras que brincam com a percepção do ouvinte. Bases e colagens sujas de distorção, como Alligator Blood e In The Land, que distanciam Dollanganger de um som predominantemente acústico e tímido.

Mais do que um objeto de destaque, os arranjos que cercam Natural Born Losers servem apenas de estímulo para o exuberante catálogo de versos que recheiam a obra. “Eu atirei em um anjo com rifle do meu pai / Eu deveria libertá-lo, mas o deixei sangrar”, canta Dollanganger na inaugural Poarcher’s Pride, síntese do lirismo perturbador, por vezes visceral, que abastece a obra da compositora. Uma coleção de temas entristecidos, íntimos de qualquer indivíduo sofredor. Continue reading

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Disco: “Art Angels”, Grimes

Grimes
Alternative/Pop/Electronic
http://www.grimesmusic.com/

Em agosto de 2013, convidada a participar de uma das edições da série Boiler Room, Grimes causou polêmica por conta do repertório apresentado ao público. Entre canções autorais e faixas de outros artistas, o que de fato chamou a atenção foi a avalanche de composições pop que preencheram o set da artista canadense. Taylor Swift, Mariah Carrey, Skrillex e até o “clássico” We’re Going to Ibiza, do grupo holandês Vengaboys. Acusada de trollar o projeto, no Twitter, a cantora se defendeu: “Eu não acho que exista um ‘livro de regras’ dos DJs. Nada do que eu faço é irônico”.

Ainda que a apresentação não tenha sido publicada no canal do Boiler Room, no Youtube, mesmo sob o pedido e petição do público, com a “curiosa” performance, Grimes parecia indicar o caminho que seria musicalmente incorporado após a divulgação do etéreo Visions (2012). Em busca de um som cada vez mais pop, a artista se mudou para Los Angeles, acabou se envolvendo com figurões da música local, lançou a pegajosa Go – faixa originalmente composta para Rihanna -, e, poucos meses depois, insatisfeita com o resultado do material produzido, decidiu abandonar tudo e trabalhar sozinha no Canadá.

Fruto desse universo de novas experiências, mudanças e relações conturbadas, Art Angels (2015, 4AD), quarto álbum de estúdio de Grimes, reforça a busca da artista canadense por um som completamente distinto em relação ao material entregue há três anos. Esqueça as bases enevoadas de Geidi Primes (2010), as quebras bruscas e experimentos de Halfaxa (2010) e, principalmente, todo o cardápio de melodias cósmicas detalhadas em Visions. Da abertura ao fechamento do álbum, Grimes brinca com o pop em uma estrutura essencialmente particular.

Em uma mistura esquizofrênica de ritmos, talvez maior do que o próprio repertório apresentado na sessão do Boiler Room, Grimes vai do Hip-Hop, em SCREAM, parceria com a rapper taiwanesa Aristophanes, ao pop comercial de California sem necessariamente perder a coerência. Como a colorida imagem de capa indica – trabalho da própria canadense -, Art Angels sobrevive como uma imensa colcha de retalhos exageradamente colorida. Um resumo instável de todo o catálogo de referências da cultura pop que abastecem o cotidiano da artista. Continue reading

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