Tag Archives: Grimes

Bleachers: “Take It Away” (Feat. Grimes)

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A transformação assumida por Grimes no single Go – faixa escrita para Rihanna e exemplar do mais “pop” da cantora até aqui -, em nada parece ter afetado o aspecto “etéreo” da produtora canadense. Melhor exemplo disso está na chegada de Take It Away, novo lançamento do Bleachers, projeto paralelo de Jack Antonoff (guitarrista do Fun.) e uma mínima fração da proposta onírica lançada pela cantora no álbum Visions, de 2012.

Embora pertença ao primeiro álbum solo do Bleachers – Strange Desire (2014) -, não é difícil perceber uma série de elementos típicos do trabalho de Claire Boucher. Da voz enevoada aos sintetizadores que circulam ao fundo da composição, tudo soa como os inventos de Grimes nas canções mais tímidas apresentadas em 2012. Uma boa forma de passar o tempo enquanto a canadense não entrega ao público nenhuma outra novidade – ou pista sobre o próximo disco.

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Bleachers – Take It Away (Feat. Grimes)

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Grimes: “Go” (ft. Blood Diamonds)

Grimes

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Se um dia Grimes oferecer uma música para você, não pense duas vezes: aceite. Originalmente composta para a cantora Rihanna, Go aparece agora dentro dos limites excêntricos e do estranho fascínio pop da artista canadense. Desenvolvida ao lado do conterrâneo e parceiro de longa data, Mike Tucker, o homem responsável pelo Blood Diamonds, a recém-lançada criação é ao mesmo tempo uma continuação do trabalho da artista em Visions, de 2012, e uma completa desarticulação de tudo o que Claire Boucher apresentou até agora.

Passagem para o novo registro solo da artista – previsto para estrear o segundo semestre -, Go é mais um exemplar assertivo da capacidade de Grimes em brincar com todos os clichês do Pop convencional. Na trilha da também excelente Chandelier, mais recente single da australiana Sia, a canção cresce segura, como um misto de R&B, Brostep – vai dizer que você não lembrou de Skrillex? – e toda a emanação etérea que acompanha a norte-americana desde que ela foi oficialmente apresentada em Geidi Primes (2010). A arte que acompanha o single é da própria Grimes.

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Grimes – Go (ft. Blood Diamonds)

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Disco: “Bermuda Waterfall”, Sean Nicholas Savage

Sean Nicholas Savage
Indie/Lo-Fi/Alternative
http://www.seannicholassavage.com/

Por: Cleber Facchi

Sean Nicholas Savage

Mesmo dono de um rico catálogo de faixas avulsas e registros completos lançadas de forma “artesanal” desde a última década, Sean Nicholas Savage só foi apresentado “oficialmente” há pouquíssimos meses. Acolhido pelo selo Arbutus Records – o mesmo de Grimes, Majical Cloudz e outros nomes transformadores da cena canadense -, o dramático artista de Montreal fez de Other Life (2013) uma obra de mudança, eliminando parte do aspecto amador dos primeiros discos para soar acessível, tendência seguida com acerto em Bermuda Waterfall (2014, Arbutus), novo trabalho do cantor.

Distante do aspecto “comercial” do álbum de 2013, Savage pula as melodias semi-detalhistas de faixas como More Than I Love Myself e She Looks Like You para resgatar o toque econômico dos primeiros discos. Guiado em essência pelo uso da voz sofrida do cantor – entregue de forma duplicada, emulado os sons ecoados de um sintetizador -, o novo álbum se revela como (mais) um passeio perturbado pela temática da separação. Uma repetição honesta da fórmula assinada pelo canadense, que volta a se converter na matéria-prima do trabalho.

Longe de solucionar um álbum transgressor ou focado em estabelecer regras próprias dentro da cena recente, Savage usa do registro como uma obra que precisa apenas existir. Da mesma forma que os primeiros discos, caso de Spread Free Like A Butterfly (2009) e Movin Up In Society (2010) – todos disponíveis no site do cantor -, Bermuda Waterfall é uma simples manifestação do sofrimento acumulado de seu criador. Uma espécie de terapia particular e ao mesmo tempo compartilhada, experiência que possibilita ao músico registrar, expor e solucionar a própria depressão.

Dos vocais tímidos ao uso econômico dos arranjos, o ambiente arquitetado para o disco não assume tal enquadramento de forma aleatória. Como bem revela nas confissões de Darkness e Please Set Me Free, Bermuda Waterfall é um disco totalmente abastecido pelas experiências do cantor e dedicado ao próprio. Guiado pelo egoísmo, o músico fornece ao ouvinte um conjunto de canções específicas, faixas tratadas dentro de uma temática efêmera e que podem (ou não) serem absorvidas pelo espectador. Viver o “personagem” triste de Sean Nicholas Savage e a saga construída ao longo de cada disco é uma escolha do ouvinte – como se transformar no protagonista de um livro, filme ou qualquer outra mídia. Continue reading

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Kuhrye-oo: “Air Days” (feat. Evy Jane)

UNO

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Mais conhecido pelo trabalho ao lado de Grimes, Purity Ring e toda a nova frente de artistas da cena canadense, o produtor Kuhrye-oo aparece vez ou outra com alguma composição autoral, frente assumida com a recém-lançada Air Days. Longe da sonoridade etérea conquistada ao lado dos velhos colaboradores, a nova faixa reforça ao lado mais “comercial” do artista, que resgata uma série de conceitos lançados na música eletrônica da primeira metade dos anos 1990.

Longe de receber sozinho os créditos da nova faixa, Kuhrye-oo acerta ao dividir espaço com a cantora conterrânea Evy Jane. Responsável pelas vocalizações melancólicas que definem a canção, a artista se acomoda em uma nuvem de confissões, reforçando a atmosfera R&B e todo o teor nostálgico que compõem o ambiente do trabalho. Recém-lançado, o novo single foi apresentado pelo selo nova-iorquino UNO NYC.

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Kuhrye-oo – Air Days (feat. Evy Jane)

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Hannah Diamond: “Attachment”

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Morada de um número ainda pequeno de artistas e produtores britânicos, o selo/coletivo londrino PC Music parece amarrar as pontas soltas entre o que há de mais doce e experimental tanto na música pop, como em se tratando da presente safra da eletrônica alternativa. Comandado pela cantora e produtora Hannah Diamond, o projeto acaba de ser apresentado oficialmente por conta de uma única (e assertiva) composição, Attachment, mais recente invento da artista e uma das músicas mais provocantes lançadas nos últimos meses.

Seguindo a trilha de Grimes, Jerome LOL e toda a recente safra de artistas de artistas “estranhos” que ocupam a música estrangeira, Diamond usa de toda a formação da música como um objeto de confissão e experimento. São versos essencialmente amargurados, típicos de qualquer pós-relacionamento, mas que encontram nas batidas fragmentadas e vozes sintéticas um ambiente que transita entre o acolhedor e o excêntrico. Mais de quatro minutos de pura hipnose convertida em música.

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Hannah Diamond – Attachment

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Heterotic: “Rain” (feat. Vezelay)

Heterotic

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Os parceiros Michael Paradinas e Lara Rix-Martin não querem nem deixar Love & Devotion (2013) esfriar e já reservam para 2014 um novo disco à frente do Heterotic. Intitulado Weird Drift, o novo álbum tem tudo para ser uma exata continuação do registro lançado há alguns meses, referência anunciada no mais novo single da dupla e primeiro exemplar do inédito registro: Rain.

Parceria com o cantor Vezelay – um dos filiados ao selo Planet Mu, do próprio Paradinas -, a canção é uma completa desconstrução do Synthpop, que encontra na voz enevoada do colaborador um ponto de aproximação com o presente. Lidando com a mesma massa de experimentos que orquestram o Dream Pop/Eletrônica de artistas como Grimes, a canção assenta lentamente um uma base de harmonias homogêneas, palco para o catálogo de emanações melancólicas que escapam da música.

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Heterotic – Rain (feat. Vezelay)

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Lowell: “88″

Lowell

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Em um ano disputadíssimo para as mulheres no mundo da música – prepare-se para discos de Lana del Rey, Grimes, Katy B, entre outras -, a canadense Lowell parece entrar na disputa por um lugar de destaque. Com a estreia de I Killed Sara V, EP de estreia da cantora canadense previsto para 25 de fevereiro, o selo Arts & Crafts reforça toda a boa forma da jovem artista com o lançamento de mais um novo single: 88.

Soando como um encontro entre M.I.A., Sleigh Bells, Grimes e as emanações psicodélicas que ocupam grande parte dos grupos recentes, a canção passeia por diversos estilos sem necessariamente se fixar em um único ponto. São toques de eletrônica, experimentos que até lembram Animal Collective, e toda uma carga de experiências que em nenhum momento excluem a relação com o pop.

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Lowell – 88

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Liphemra: “Bloodwork”

Loka

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Seguindo a trilha de Grimes e outras cantoras que assumem completo domínio sobre a própria obra, a californiana Liphemra parece ser uma das mais instigantes novidades de cena de Los Angeles. Rodeada por elementos que vão do R&B aos inventos experimentais, passando pelo Hip-Hop até alcançar um fragmento do pop, a jovem artista faz da recente Bloodwork o que parece ser a base para um dos projetos para se prestar (muita) atenção em 2014.

Parceria com o rapper MED, a canção produzida por Liphemra quebra a delicadeza de Banks e outras artistas próximas, fazendo da provocação um estímulo. Ora cantada, ora pontuada pelas rimas, a canção se desenrola em uma atmosfera que vai do erotismo à melancolia. Menos esquizofrênica que FKA Twigs, a artista vira a curva nos exageros e redundâncias da musica atual, transformando os poucos instantes da música um palco de doces experimentos.

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Liphemra – Bloodwork

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Py: “Swimming Slow”

Py

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É difícil, quiçá impossível, não se encantar pelo trabalho apresentado pela cantora britânica Py. Seguindo a mesma trilha de nomes como Grimes e MØ, a jovem artista encontra na relação entre o R&B, a eletrônica e os pequenos experimentos sintéticos a passagem direta para um cenário pontuado de forma expressiva pela leveza. De composição onírica e visivelmente influenciada pela obra de Grimes em Visions (2012), Swimming Slow reforça toda a maturidade da cantora em um trabalho que passeia de forma atenta pelas diferentes referências e gêneros. Guiada do princípio ao fim pelas vocalizações sempre transformadas da jovem, a nova música agrupa batidas e arranjos em um cenário acolhedor, próprio de Py. São pequenos atos complementares capazes de contribuir para o crescimento e o recolhimento da faixa. A canção abre passagem para o novo trabalho da artista, previsto para estrear no primeiro semestre de 2014.

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Py – Swimming Slow

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How To Dress Well: “Stay The Night #08 Mixtape”

Tom Krell

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Quem conhece o trabalho de Tom Krell sabe bem sobre o fascínio do músico/produtor em lançar novas Mixtapes sempre que encontra algum tempo livre. Mente e voz aos comandos do melancólico How To Dress Well, o artista norte-americano foi convidado recentemente pela marca Safe House para construir mais uma seleção especial para a série Stay The Night. O resultado está em quase 40 minutos de canções que passeiam pelo R&B, eletrônica e algumas inserções no mínimo curiosas por entre distintos campos da cena musical presente. Entre nomes como Jhene Aiko, Drake e Sampha, Krell trouxe ainda um pouco da banda Deafheaven e até dos veteranos da cena emo, Jimmy Eat World. Somam ainda passagens pelo trabalho de Mariah Carey, Rihanna e Grimes. O trabalho, que mantém o teor homogêneo até o último instante, pode ser baixado ou apreciado na íntegra no player abaixo.

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How To Dress Well – Stay The Night #08 Mixtape

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