Tag Archives: Gruff Rhys

Cate Le Bon: “I Think I Knew” (ft. Perfume Genius)

Cate Le Bon

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Britânica, Cate Le Bon já serviu como uma boa ferramenta dentro de uma sequência de projetos da cena inglesa, caso de Neon Neon e, o mais expressivo deles, ao lado de Gruff Rhys (do Super Furry Animals). Entretanto, é dentro do próprio universo que o trabalho da cantora cresce substancialmente. Da apresentação do debut Me Oh My, em 2009, ao lançamento de Cyrk, no último ano, a evolução é clara dentro da obra da artista, que anuncia para dezembro a chegada de Mug Museum, terceiro álbum de estúdio. Antecipando o que deve conduzir todo o registro, Le Bon apresenta a melancólica I Think I Knew, canção que cresce visivelmente não apenas por conta dos vocais da artista, mas pela presença de Mike Hadreas, a mente nos comandos do Perfume Genius e o grande responsável por um dos álbuns mais tristes de 2012, Put Your Back N 2 It.

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Cate Le Bon – I Think I Knew (feat. Perfume Genius)

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Gruff Rhys: “Whale Trail”

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Lançado em fevereiro deste ano, Hotel Shampoo é o terceiro álbum em carreira solo do cantor e compositor britânico Gruff Rhys, entretanto, não é dele que vem o mais novo clipe do artista. Lançada como música tema de um jogo para iPhone, Whale Trail escrita e musicada por Rhys surge agora em sua versão clipe, com o inglês sendo transportado para dentro do mesmo universo que é apresentado através do jogo.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=wwr6c2Ws1yI]

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Miojo Indie Mixtape 10.0 “Cute Edition”

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Unicórnios, flores, ursinhos, bebês, jujubas coloridas, fotos de gatinhos brincando, hamsters dormindo, colírios capricho, filhotes de labrador, gliter e todas essas coisas que tornam seu cotidiano muito mais fofo, muito mais txuco-txuco, muito mais lindo, muito mais… ai, ai. Para tornar a sua vida bem mais agradável preparamos uma mixtape carregada de coisas… fofas. Tiê, Cocorosie, Givers e mais um bom número de artistas integram nossa Miojo Indie Mixtape 10.0 Cute Edition, uma coletânea repleta de canções que vão tornar sua vida muito mais colorida, ensolarada e fofa.

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#01. Givers – Up Up Up

Xilofones, um ritmo festivo, vocais femininos, coros ensolarados e uma condução sempre crescente e entusiasmada, estes são os elementos que transformam Up Up Up da banda norte-americana Givers em uma faixa ao mesmo tempo explosiva e doce. Primeiro single do debut do grupo, a canção não poupa esforços e manter seu ritmo em nível sempre dançante e temperado com boas colheres de açúcar.

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#02. Tiê – Só Sei Dancar Com Você

Na versão de Tulipa Ruiz Só Sei Dançar Com Você já era uma composição surpreendentemente bela, aí chega Tiê e dá uma roupagem ainda mais encantadora aos doces versos da canção. Um perigo aos diabéticos, a faixa segue talhada por um banjo e uma sanfona trabalhados de maneira suave e cativante, tudo isso enquanto os vocais da bela cantora vão delineando a romântica criação.

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#03. Gruff Rhys – Candylion

Sempre lembrado por suas composições psicodélicas e suas extensas experimentações lisérgicas através de sua banda o Super Furry Animals, ao lançar seu segundo disco em carreira solo Gruff Rhys surpreendeu a todos com a delicadeza de Candylion. Ecoando uma sonoridade típica da década de 60, Rhys faz da faixa título de seu segundo disco uma música memorável e tomada por um ritmo quase pueril.

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#04. Apanhador Só – Bem-Me-Leve

Originalmente Bem-Me-Leve fluía através de uma musicalidade simplista, porém incrivelmente bela e compatível com seus dolorosos versos, entretanto, ao adaptarem a canção para o divertido Acústico Sucateiro, o quarteto gaúcho Apanhador Só deu outro sentido aos versos exaltados em sua composição, transformando a faixa em um refúgio de sonoridades brandas e emanações aprazíveis.

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#05. Jens Lekman – A Postacard To Nina

Escolher uma única faixa de Night Falls Over Kortedala que seja compatível com a temática desta mixtape não foi nada fácil, afinal, o clássico registro do sueco Jens Lekman (assim como boa parte do que é produzido em solo escandinavo) é um verdadeiro poço de composições graciosas, movidas a partir de uma instrumentação sempre minuciosa e carregada de elementos perfeitamente encaixados.

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#06. Mallu Magalhães – J1

Muito embora a pouca idade de Mallu Magalhães tenha chamado as atenções da mídia quando a mesma passou a apresentar suas primeiras canções, faixas como J1, repletas de gracejos e suspiros da cantora foi o que realmente trouxe destaque ao trabalho da jovial cantora. Através de acordes precisos e gritinhos entusiasmados, a cantora nos conduz através de um suave passeio musical.

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#07. The Boy Least Likely To – Paper Cuts

Poucas coisas conseguem fisgar o ouvinte tamanha precisão e doçura quanto as canções da dupla britânica The Boy Least Likely To. Visivelmente inspirados pelo trabalho de grupos como Belle and Sebastian e fazendo uso de instrumentos que ressaltem o caráter pueril de suas músicas, o duo transforma suas criações em uma entrada para um universo nostálgico e delicado. Paper Cuts vinda do primeiro álbum da dupla é um belo exemplo disso.

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#08. Homiepie – Color Blind

Simples, mas ainda assim encantador, o trabalho do trio paulistano Homiepie é a melhor prova de que menos em grande parte das vezes é mais. Inspirados pelos indie groups da década de 90, o grupo protege os dolorosos versos de suas composições com uma eficaz camada acústica, além de tecladinhos coloridos e encantadores que fazem de faixas como Color Blind um reduto de pura delicadeza.

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#09. The Unicorns – I Was Born (A Unicorn)

Um trio denominado “Os Unicórnios”, tocando uma música chamada “Eu nasci um Unicórnio”, claro que não ficaria de fora da nossa mixtape. Um dos grandes exemplares do indie pop norte-americano da primeira metade dos anos 2000, a faixa transmite um pouco da excentricidade que tomava conta das sempre divertidas composições do trio canadense.

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#10. Club 8 – Whatever You Want

Quem conhece o trabalho da dupla sueca Karolina Komstedt e Johan Angergård no Club 8 sabe o quão doce e agradáveis são as composições da banda. Whatever You Want, faixa retirada do disco The Boy Who Couldn’t Stop Dreaming é um belo exemplo daquilo que o duo se especializou em produzir, mesclando vocais angelicais, uma instrumentação acústica e, claro, doces assobios.

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#11. The Shins – Red Rebbits

Boa parte da discografia do The Shins é composta de faixas inundadas de sons delicados e encantadoramente suaves, faixas como Red Rebbits, que mesmo longe de portar os versos das mais memoráveis composições da banda é capaz de tragar o ouvinte para dentro de uma sonoridade onírica, mágica e melancolicamente projetada. A música faz parte do disco Wincing The Night Away, um verdadeiro condensado de belíssimas canções.

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#12. CocoRosie – Japan

“Todo mundo quer ir para o Japão”, cantam as irmãs Sierra e Bianca Cassidy, as duas excêntricas mentes que comandam o CocoRosie, grupo francês de freak folk, mas que sempre preenche suas composições com elementos e efeitos carregados de sons amenos e sonorizações suaves que incluem até teclados de brinquedos.

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#13. Sigur Rós – Hoppípolla

Por mais que Hoppípolla esteja muito além de uma mera composição “fofa”, não há como desligar as canções do grupo islandês de sua aura doce, intimista e levemente açucarada em alguns bons momentos. Mais conhecida faixa da banda, a música proporciona ao ouvinte um incomparável passeio sonoro, uma canção feita para provocar os sentidos de quem quer que a aprecie.

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Gruff Rhys: “Honey All Over”

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Não seria nem um pouco estranho nomear Honey All Over, novo clipe do britânico Gruff Rhys como um dos vídeos mais excêntricos de 2011. Retirada do álbum Hotel Shampoo (2011), mais recente lançamento de Rhyss, a canção entrega seu interprete como uma espécie de “Rei do Mel”, coordenando sua própria, sociedade secreta do mel, rodeado de garotas de vestes negras, com colmeias tatuadas em seus corpos. De uma sátira a Santa Ceia até um batismo com mel, tudo é possível no novo clipe do também líder Super Furry Animals.

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[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=d52ngGczZDU]

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Disco: “Hotel Shampoo”, Gruff Rhys

Gruff Rhys
Indie/Singer-Songwriter/Alternative
http://www.myspace.com/gruffrhys24hrs

Paralelo ao eficiente trabalho com o Super Furry Animals, Gruff Rhys segue com uma bem estabelecida carreira solo. Se com sua banda oficial o músico vem inspirado por um rock alternativo com toques de psicodelia, em sua carreira alternativa é testando novas fórmulas que o artista lança seus trabalhos. Com Hotel Shampoo (2011) o músico aposta em composições comportadas, melodias pop e uma instrumentação caprichada.

Se contabilizado os lançamentos com o Neon Neon (em que trabalha com o produtor Boom Bit e traz como foco a música eletrônica) e com a fracassada parceria com o brasileiro Tony da Gatorra em 2010 (no álbum The Terror of Cosmic Loneliness), esse é o quinto disco da carreira particular de Rhys. O primeiro álbum veio em 2005 com Yr Atal Genhedlaeth, um disco divertido e cantando inteiramente em idioma galês. Mas é com o trabalho de 2007, Candylion, que o músico realmente entrega o ouro. Um projeto delicado, repleto de bons arranjos e participações que contam com o grupo de post-rock Explosions in The Sky, além da produção impecável de Mario Caldato Jr (que já trabalhou com gente como Beastie Boys e Planet Hemp).

Seu novo álbum Hotel Shampoo (o nome vem da coleção que Rhys tem de xampus recolhidos nos hotéis em que fica durante as turnês) pode ser definido em uma palavra: bonito. Com produção do amigo Andy Votel (produtor e DJ inglês) o disco se prende a construção de faixas marcadas por pianos, um ótimo arranjo de cordas e metais, os vocais polidos de Rhys, além de uma aura de banda de baile, que fica bem visível quando ouvido o disco integralmente. Gruff surge como uma espécie de cantor dentro de um hotel imaginário, embora em alguns momentos a sonoridade marcada pelas guitarras acabe afastando o disco de seu foco, como com Patterns Of Power, uma ótima canção pop que segue encabeçada por boas guitarras.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=tKVWDbZ_EIc]

Se em Candylion havia um favoritismo por faixas comportadas e arranjos mais detalhados, que contavam com a inserção de xilofones e uma instrumentação acústica, com o novo trabalho o músico aposta em um lado elétrico das músicas. Mas como já dito, mesmo que a sonoridade acústica tenha diminuído, o disco segue de maneira comportada e indispõem de musicas mais pesadas, como explorado por Rhys no Super Furry Animals.

Hotel Shampoo apresenta dois tipos de canções. Parte do álbum conta com o lado sofisticado “músico de hotel”, que nada mais é do que uma continuação do que Gruff explora em Candylion. Vem daí canções como Honey All Over, Vitamin K, Sophie Softy e outras pérolas delicadas e dotadas de uma instrumentação excepcional. O outro lado é agregado por composições menos detalhistas e até mais enérgicas como Christopher Columbus que vem carregada de efeitos de guitarra e uma bateria radiante. Em Space Dust #2, Gruff chama a sueca Sarah Assbring do grupo El Perro Del Mar para um belíssimo dueto. A faixa acaba destacando ainda mais esse lado delicado do álbum.

Embora seja marcado por excelentes composições, alguns deslizes como Ruble Ruble vem para atrapalhar o disco, além da forma excessivamente contida de algumas canções. Entretanto isso é um mero detalhe. O terceiro disco de Gruff Rhys é um ótimo trabalho e que cresce embalado através de um conjunto de faixas que exalam um pop puro e descontraído.

Hotel Shampoo (2011)

Nota: 8.0
Para quem gosta de: Super Furry Animals, Neon Neon e Ben Kweller
Ouça: At The Heart Of Love

Por: Cleber Facchi

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Disco: The Terror of Cosmic Loneliness

Tony Da Gatorra Vs. Gruff Rhys
Psychedelic/Alternative/Electronic
http://www.myspace.com/gruffrhys24hrs
http://www.myspace.com/tonydagatorra

Que Gruff Rhys curte um baseado e é chegado em drogas ilícitas e outras substâncias tóxicas, isso todo mundo sabe e até aprova. Parte das viagens do cara é o que dá origem aos discos do Super Furry Animals e criam aquele ambiente psicodélico pop e as letras nonsenses. Porém, enquanto os discos na banda assim como o trabalho solo de Rhys são uma perfeita good trip, o projeto em parceria com o brasileiro Tony da Gatorra é uma bad trip total.

Além da sonoridade ruim (não me venha chamar de Lo-Fi que aquilo é ruim mesmo) as músicas de Rhys parecem repetitivas ou sobras inúteis de algum disco do Super Furry Animals. Já em se tratando de Tony da Gatorra o revolucionário inventor da… Gatorra, a situação é ainda pior. As músicas são velhas conhecidas do artista o que não traz nenhum ineditismo ao disco. As letras que tratam de problemas sociais se tornam repetitivas já na primeira audição.

Mesmo quando tenta focar no experimentalismo do disco, como na faixa OVNI, a sonoridade é visivelmente uma forçada tentativa de dar status Cult ao trabalho. Ao término do disco o ouvinte fica desnorteado, sem saber se o que acabou de ouvir deve ser levado a sério ou é um infeliz encontro entre dois músicos que não sabiam ao certo o que estavam fazendo.


The Terror of Cosmic Loneliness (2010)

1. O Que Tu Tem In
2. In a House With No Mirrors
3. Espirito Luz
4. Oh Warra Hoo!
5. Eu Protesto
6. Ovni
7. Voz Dos Semterra
8. 6868
9. Rap Verdade
10. (Peidiwch Ac) Ovni

Nota: 2,0
Para quem gosta de: Drogas, Ficar entediado e perder tempo
Ouça: …

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