Créditos: Eduardo Magalhães  No último sábado (28), a cidade de São Paulo recebeu o festival catalão Sónar, evento que nasceu em Barcelona e teve sua terceira edição em terras paulistanas. Depois de trazer sua versão menor, o Sonar Sound, em 2004, veio com sua versão ampliada em 2012, evento que aconteceu durante dois dias e trouxe nomes como Justice, James Blake, Kraftwerk, MF Doom, Flying Lotus, Totally Enormous Extinct Dinosaurs e mais uma variedade de artistas gringos e nacionais. Já a edição 2015 do evento passou longe do…Continue Reading “Sónar São Paulo 2015: Os erros e acertos do festival”

O Festival Sónar, evento catalão que acontece anualmente em Barcelona desde 1994 e com edições pontuais em outras regiões do planeta, volta a São Paulo para sua terceira edição. Com apenas um dia de música e poucas atrações, a edição desse ano do Sónar São Paulo traz diversos eventos paralelos durantes os dias 24 e 28 de novembro, que atravessa a semana com o SónarCinema e finaliza suas atividade em grande estilo no sábado, com apresentações de nomes como Chemical Brothers, Hot Chip e o…Continue Reading “Sónar São Paulo volta em 2015 com música, cinema e festas extras pela cidade”

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A seção Cozinhando Discografias consiste basicamente em analisar todos os álbuns de um artista, ignorando a ordem cronológica dos lançamentos. E qual o critério usado então? A resposta é simples, mas o método não: a qualidade. Dentro desse parâmetro temos uma série de fatores determinantes envolvidos, que vão da recepção crítica do disco no mercado fonográfico, além, claro, dentro da própria trajetória do grupo e seus anteriores projetos. Além da equipe do Miojo Indie, outros blogs parceiros foram convidados para suas específicas opiniões sobre cada um dos trabalhos, tornando o resultado muito mais democrático. No cardápio de hoje: Hot Chip.

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. Depois de cinco álbuns de estúdio – Coming on Strong (2004), The Warning (2006), Made in the Dark (2008), One Life Stand (2010), In Our Heads (2012) -, apresentações agendadas pelos quatro cantos do planeta e um dos acervos mais criativos da música atual – Over and Over, Boy From School, Ready for the Floor, Take It In -, seria natural que o Hot Chip sufocasse pelo peso da própria obra. Entretanto, em um sentido oposto ao de grande parte da nova safra de…Continue Reading “Hot Chip: “Started Right” (VÍDEO)”

Lançada em 1995 pelo selo germânico !K7 Records, a série DJ-KiCKS é de longe um dos projetos mais importantes (e versáteis) da música eletrônica atual. Originalmente pensada como um resumo da cena Techno/House que se espalhava pela Europa na década de 1990, a seleção de obras lentamente expandiu seus conceitos, absorvendo diferentes panoramas, gêneros e preferências musicais em mais de 20 anos de produção. Entre trabalhos assinadas por produtores (Four Tet, Carl Craig), músicos (Erlend Øye, Annie) e até mesmo bandas (Hot Chip, Chromeo), a série acaba ter o 50º registro apresentado ao público. Para celebrar a sequência de lançamentos, um resumo com 10 discos essenciais do catálogo DJ-KiCKS.

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Hot Chip
Electronic/Dance/Synthpop
http://www.hotchip.co.uk/

Depois de cinco álbuns de estúdio – Coming on Strong (2004), The Warning (2006), Made in the Dark (2008), One Life Stand (2010), In Our Heads (2012) -, apresentações agendadas pelos quatro cantos do planeta e um dos acervos mais criativos da música atual – Over and Over, Boy From School, Ready for the Floor, Take It In -, seria natural que o Hot Chip sufocasse pelo peso da própria obra. Entretanto, em um sentido oposto ao de grande parte da nova safra de artistas – músicos e produtores incapazes de mantar a coerência depois do segundo ou terceiro disco -, o coletivo britânico não apenas confirma a boa forma, como parece longe de errar o passo dentro ou mesmo fora das pistas de dança.

Bastam os cinco minutos de Huarache Lights, faixa de abertura do sexto e mais recente trabalho do grupo para que o ouvinte seja “seduzido”. Em Why Make Sense? (2015, Domino), obra lançado depois de um hiato de três anos desde o último disco – período mais longo até então -, Alexis Taylor, Joe Goddard e demais parceiros de banda ultrapassam os limites da própria maturidade, aproximando o Hot Chip de todo um novo mundo de possibilidades, ritmos e referências musicais.

Um pouco mais “lento” em relação ao som eufórico do antecessor In Our Heads, de 2012, Why Make Sense? assume de forma transformada boa parte da sonoridade incorporada no álbum de 2010, One Life Stand, encaminhando o ouvinte para o começo dos anos 1990. Ainda que a eletrônica pareça servir de alicerce para a obra, está no diálogo com o R&B, pop e Hip-Hop (do mesmo período) o real sustento das canções. Uma verdadeira coleção de temas adaptados, porém, incapazes de distorcer as habituais melodias e versos sempre limpos do grupo.

Longe de parecer novidade, mesmo a expressiva relação do Hot Chip com a música dos anos 1970 – principalmente o Funk e a Disco Music – aos poucos assume novo enquadramento dentro de Why Make Sense?. Do arranjo de cordas (sampleado) em Dark Night, passando pelo coro de vozes em Easy To Get, ao uso de guitarras comportadas em Started Right, toda a base dançante dos últimos registros desacelera, muda de direção e ainda serve como estímulo para os versos tristes que se estendem até o registro complementar Separate EP.

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. Para evitar o descarte de algumas das canções que acabaram de fora das gravações de Why Make Sense? (2015), os membros do Hot Chip tiveram uma ideia inteligente. Lançado paralelamente ao disco – previsto para o dia 18 de maio -, o também registro de inéditas Separate EP. A diferença em relação ao trabalho que o acompanha? A busca por um som menos acelerado, brando e naturalmente melancólico, indicação resumida no primeiro “single” do disco, a comportada Burning Up. Com cara de faixa de encerramento dos trabalhos paralelos…Continue Reading “Hot Chip: “Burning Up””

. De onde vem tamanha inspiração? Mais de uma década de carreira, cinco registros de estúdio e o Hot Chip continua a surpreender a cada novo lançamento. Com Why Make Sense? (2015), sexto álbum de inéditas do coletivo se aproximando, Alexis Taylor, Joe Goddard e demais membros do grupo lentamente se despedem da década de 1980 que abasteceu grande parte dos primeiros disco, encontrando no início dos anos 1990 a base para todo um novo catálogo de referências e composições ainda mais pegajosas, totalmente renovadas. Na trilha “House”…Continue Reading “Hot Chip: “Need You Now” (VÍDEO)”

. Em constante produção desde a estreia de Coming on Strong, em 2004, com um novo álbum em mãos a cada dois anos, nunca antes o Hot Chip enfrentou um “hiato” tão grande quanto o reforçado nos último período. Três anos depois de apresentar (o excelente) In Our Heads (2012) e com um espaço aberto para o trabalho solo de boa parte dos integrantes, é chegada a hora de conhecer o tão esperado sexto registro em estúdio da banda londrina: Why Make Sense? (2015). Segundo lançamento do coletivo pelo selo…Continue Reading “Hot Chip: “Huarache Lights””

Hercules and Love Affair
Electronic/House/Disco
http://herculesandloveaffair.net/

Por: Cleber Facchi

Andy Butler

A última vez que Andy Butler abriu um álbum do Hercules and Love Affair com um Hercules Theme, o contexto assumido pelo produtor parecia ser muito diferente do atual. Longe da avalanche de artistas inclinados a reviver a década de 1990, o artista fez do primeiro álbum do coletivo nova-iorquino, em 2008, uma obra de redescoberta do período e suas tendências. Arranjos tímidos, sexualidade exposta, a voz densa de Antony Hegarty – elemento envolventes dentro de cada canção. Longe da mesma atmosfera, Butler abre agora as portas do terceiro álbum de estúdio, mantendo firme a estética inicial do projeto, porém, em busca de um novo universo de possibilidades.

Menos esparso que o antecessor Blue Songs, de 2011, The Feast of the Broken Heart (2014, Moshi Moshi) assume de vez o lado pop de seu idealizador, como um flerte com o grande público. Da faixa de abertura, Hercules Theme 2014, ao encerramento do disco, em The Key, cada minuto do trabalho aponta para a transformação, usando das melodias e versos fáceis como um princípio para o delineamento para o álbum. Todos os elementos da obra ainda são encarados de forma coletiva, mas o fechamento do disco se dá de outra forma.

Como uma trilha sonora para o verão – de 1991 ou atual -, Butler deixa de lado as tapeçarias detalhistas para reforçar um álbum simples, feito para o consumo imediato. Enquanto há seis anos o mesmo exercício era assumido de forma minuciosa, vide a coleção detalhista de arranjos em You Belong e This Is My Love , hoje pouco disso parece ter sobrevivido – o que está longe de parecer um erro. Como o disco de 2011 já havia identificado, Butler quer apenas arrastar o ouvinte para a pista, efeito que se reforça no ritmo de Do You Feel The Same? e demais faixas essencialmente comerciais do disco.

Ainda que seja encarado como o ponto central da obra, Butler segue a trilha dos dois últimos discos, entregando os versos de cada música para um novo time de vocalistas. Naturalmente imerso na cultura LGBT norte-americana, o álbum abre espaço para que Rouge Mary, Krystle Warren e o assertivo John Grant – todos homossexuais – assumam presença no decorrer da obra, fragmentando o universo do produtor em diferentes personagens. Sim, a ausência da voz marcante de Hegarty ainda minimiza o crescimento da presente obra, mas isso está longe de prejudicar o rendimento das canções.

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