Em um intervalo de apenas cinco anos, Abel Tesfaye se transformou em um gigante da música Pop/R&B. Da apresentação com três obras de peso para o gênero – House of Balloons, Thursday e Echoes of Silence –, passando pela entrada em uma grande gravadora com Kiss Land (2013), até alcançar o sucesso em Beauty Behind the Madness (2015), cada registro apresentado pelo cantor, compositor e produtor canadense se revela como a passagem para um mundo de sonhos, medos, delírios e declarações de amor. Uma discografia marcada pelos sentimentos.

Com a passagem do The Weeknd pelo Lollapalooza Brasil 2017 – edição que ainda conta com nomes como The XX, The Strokes, MØ e Tegan and Sara –, aproveitamos para organizar toda a obra do artista canadense em mais uma edição do Cozinhando Discografias. Da estreia com House of Balloons (2011), ao último álbum de estúdio, Starboy (2016), classificamos cada um dos registros do pior para o melhor lançamento.

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. Em Kiss Land, quarto (!) álbum da carreira como The Weeknd, Abel Tesfaye sentiu o peso da própria gravadora durante a formação do registro. Trabalho mais comercial e simples do artista até o momento, o álbum entregue há poucos meses em nada se compara ao detalhamento encontrado na trilogia de 2011 – House of Balloons, Thursday e Echoes of Silence -, efeito que volta a ser reforçado com a chegada de Often, mais novo single do artista e um regresso inteligente aos primeiros discos….Continue Reading “The Weeknd: “Often””

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A história da música está repleta de obras marcadas por gemidos, suspiros e composições pontuadas do começo ao fim pelo erotismo. Trabalhos que vão do soul de Marvin Gaye ao trip-hop do trio britânico Portishead em uma atmosfera de pura provocação e sensualidade evidente. Mas quais são os trabalhos recentes que conseguem mergulhar na mesma sonoridade? Obras que amenizam letras provocantes e arranjos lascivos em um mesmo cenário musical? Pensando nisso, a lista abaixo resgata 10 discos (recentes) para ouvir fazendo amor. São trabalhos lançados de 2010 até hoje e que cruzam as experiências do R&B, eletrônica, pop e rock em um catálogo de sons que funcionam de maneira ainda mais intrigante embaixo dos lençóis. Respire fundo, morda os lábios e prepare-se para fortes sensações.

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The Weeknd
Canadian/R&B/Electronic
https://www.facebook.com/theweeknd

 

Por: Fernanda Blammer

The Weeknd

Sabe a sensação de piscar, perceber que um disco inteiro passou e você não conseguiu extrair nada dele? Assim é Kiss Land (2013, Republic/XO), novo álbum do The Weeknd. Representação genérica do mesmo cenário doloroso/erótico da trilogia – House of Balloons, Thursday e Echoes of Silence – que apresentou o produtor canadense em 2011, o aguardado “debut” mais parece uma extensão de tudo o que Abel Tesfaye vinha promovendo, mas em uma versão ausente de brilho. Reaproveitamento de temas, versos e bases sonoras arrastadas, o disco não apenas tropeça no mais do mesmo, como afunda por completo na preguiça e ausência de inspiração.

Teria o artista gasto toda a capacidade em compor e produzir com a trilogia inicial? A sequência aprimorada de grandes faixas lançadas em um curto espaço de tempo teriam exaurido a criatividade do produtor? A julgar pela incapacidade do canadense em prender o ouvinte ao longo do novo disco, a sensação é exatamente essa. Mesmo quem chega agora, sem ter espiado o catálogo de emanações sombrias da trinca inicial de álbuns, vai se deparar com o óbvio. The Weeknd virou Chris Brown, Tyga ou qualquer outro nome tão desgastado dentro do gênero, que pode facilmente ser confundido. A voz é dele, mas todo o resto não é.

Afundado em drogas, sexo, melancolia e desespero, Tesfaye trouxe há pouco tempo faixas como The Morning, Thursday e Wicked Games, canções que mais parecem desequilibrar a fórmula do R&B tamanho o detalhismo que acompanha os versos e, principalmente, os sons. Imerso em samples de Beach House, Aaliyah, Cults e Cocteau Twins, o produtor encontrou um cenário musical isolado, efeito que abasteceu criativamente até a obra de outros artistas centrados no mesmo estilo. Mesmo ao brincar com Dirty Diana, clássico de Michael Jackson, a identidade de Tesfaye é tamanha que a faixa simplesmente deixa as mãos do “Rei do Pop”, para se transformar em um invento do canadense. Em Kiss Land você não encontra nada disso.

Tão plástico quanto os trabalhos assinados pelo produtor para outros rappers, o novo álbum parece fluir como um bloco previsível de sons, pronto para consumo. Basta comparar a parceria com o conterrâneo Drake, em Live For, com a mesma colaboração firmada na faixa The Zone, do disco Thursday. Enquanto no álbum de 2011 a música carrega vocalizações precisas e crescentes, uma base atmosférica alicerça com parcimônia a chegada do convidado. Tudo é preciso, cuidadosamente posicionado. Agora, vozes, sons e rimas se aglomeram em uma massa densa, indistinta, efeito que pasteuriza toda a extensão do álbum. Do sample de Machine Gun (Portishead) em Belong To The World, ao texto ensaiado que inaugura o disco, com Professional, tudo faz converter a obra do canadense em um jogo atento de ideias repetidas e fáceis de serem antecipadas.

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. Abel Tesfaye parece pronto para caminhar pelo cenário obscuro firmado com a trilogia inicial do The Weeknd mais uma vez. Depois de transformar House Of Balloons, Thursday e Echoes Of Silence em uma das estreias mais surpreendentes dos últimos anos, o cantor e produtor canadense mergulha no R&B sombrio que lhe concedeu vida para revelar o ambiente também doloroso de Kiss Land. Quarto registro em estúdio, o trabalho parece se ausentar dos limites caseiros definidos nos três primeiros álbuns, trazendo no propósito épico (em…Continue Reading “The Weeknd: “Kiss Land””

. Como anunciamos há alguns dias, Abel Tesfaye prepara para o dia 26 de novembro a chegada da coletânea The Trilogy, registro que vai concentrar os três registros apresentados pelo produtor canadense no último ano – respectivamente House Of Balloons, Thursday e Echoes Of Silence. Até o relançamento dos trabalhos, Tesfaye aproveita para lançar uma sucessão de novos clipes, feito continuado agora com a chegada do vídeo safadinho de Wicked Games. Facilmente uma das melhores composições do músico, a canção rompe com as limitações do…Continue Reading “The Weeknd: “Wicked Games””

. Abel Tesfaye é responsável por um dos projetos mais grandiosos do cenário musical na última década. Desconhecido, o jovem produtor canadense tornou pública a beleza da obra que envolve o The Weeknd de forma “simples”, apresentando ao longo de 2011 nada mais e nada menos do que três discos de beleza inquestionável. Agora, o produtor anuncia para o dia 26 de novembro a chegada de The Trilogy, registro físico que contará com os três álbuns – House Of Balloons, Thursday e Echoes Of Silence…Continue Reading “The Weekend: “Rolling Stone””