Tag Archives: Indie Pop

Diplo, Edward Droste & Rostam Batmanglij: “Long Way Home”

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Em novembro, Diplo e DJ Dahi assinaram a produção da faixa Stand For, um dos trabalhos mais recentes apresentados pelo rapper norte-americano Ty Dolla $ign. Aproveitando do material lançado pela dupla de produtores, os parceiros Edward Droste (do Grizzly Bear) e Rostam Batmanglij (do Vampire Weekend) resolveram brincar com a base da canção, acrescentando uma dose extra de experimento instrumentais e versos que flertam com o pop para desenvolver a curiosa Long Way Home.

Sem necessariamente fugir da versão original da música, Droste e Batmanglij trazem de volta toda a ambientação colorida testada em LP (2009), registro de estreia do Discovery, projeto paralelo do tecladista do Vampire Weekend em parceria com Wes Miles, da banda Ra Ra Riot. Mesmo divertida, a (curta) colaboração está longe de indicar um futuro registro assinado entre os dois músicos. O último álbum do Vampire Weekend foi o ótimo Modern Vampires of the City, de 2013, enquanto o último disco do Grizzly Bear foi o excelente Shields, em 2012.

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Diplo, Ed Droste, & Rostam Batmanglij – “Long Way Home”

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Belle & Sebastian: “Nobody’s Empire”

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Perto de completar os 20 anos de carreira, Stuart Murdoch e os parceiros do Belle & Sebastian continuam a promover o mesmo som melódico e assertivo lançado nos inaugurais Tigermilk (1996) e If You’re Feeling Sinister (1996). Com Girls in Peacetime Want to Dance (2015), o nono registro em estúdio, previsto para estrear no dia 19 de janeiro do próximo ano, o coletivo de Glasgow transforma a recém-lançada Nobody’s Empire em uma ponte para a boa fase na década de 1990 e a sequência de boas obras desenvolvidas desde a chegada de Dear Catastrophe Waitress (2003).

Faixa de abertura do novo disco, a delicada criação parece mergulhar em um cenário distinto em relação ao material “dançante” anteriormente exposto no single The Party Line. Com versos confessionais que atravessam a infância do próprio vocalista, a faixa aos poucos estabelece no vídeo dirigido entre Blair Young e Murdoch uma diálogo com a capa do registro. Produzido por Ben H. Allen (Animal Collective, Washed Out) Girls in Peacetime Want to Dance conta com distribuição pelo selo Matador.

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Belle & Sebastian – Nobody’s Empire

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The Decemberists: “Make You Better”

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Mais de uma década desde a estreia com Castaways and Cutouts (2002), obra que apresentou o som adorável do The Decemberists ao público, Colin Meloy prova que as melodias ainda são a base do coletivo norte-americano. Em Make You Better, instrumentos, vozes e toda a atmosfera da inédita composição parecem desenvolvidos com plena delicadeza e precisão, envolvendo o ouvinte em um ambiente de temas similares ao material utilizado no último registro em estúdio da banda, o ótimo The King Is Dead, de 2011.

Primeira faixa do sétimo registro de inéditas do grupo, What A Terrible World, What A Beautiful World (2015), a canção garante cinco minutos de vozes limpas, versos cantaroláveis e guitarras bem resolvidas, elementos ordenados de forma menos “orquestral” em relação aos primeiros anos da banda. Com distribuição pelos selos Rough Trade e Capitol, o novo álbum conta com lançamento previsto para o dia 19 de janeiro.

Abaixo, o clipe de Make You Better, um programa de entrevistas apresentado por Nick Offerman (Parks & Recreation). A direção do vídeo é de Bill Fishman.

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The Decemberists – Make You Better

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Hamilton Leithauser: “Room For Forgiveness”

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As boas melodias exploradas por Hamilton Leithauser em Black Hours (2014) funcionam como passagem para uma nova fase do cantor. Em uma extensão simples do material entregue no interior do primeiro registro solo, o músico apresenta agora a versão completa de Room For Forgiveness. Inédito, o single involuntariamente assume duas funções. A primeira delas, o reforço aos temas incorporados no recente debut do norte-americano; a segunda, o inevitável regresso e diálogo com o último trabalho ao lado dos parceiros do The Walkmen, Heaven (2012).

Letra acessível, vocais em coro e uma atmosfera simplesmente acolhedora. Em meio a arranjos nostálgicos e harmonias que visitam a década de 1960 – base para a obra final do The Walkmen -, Leithauser explora com acerto os limites da própria voz, tropeçando vez ou outra em elementos tão próprios, quanto íntimos de bandas como The Decemberists e The Shins no começo dos anos 2000.

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Hamilton Leithauser – Room For Forgiveness

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Belle & Sebastian: “The Party Line”

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Ainda que não exista uma ordem específica ou estrutura pré-determinada, de tempos em tempos parece comum ver o Belle and Sebastian assumir novo posicionamento em estúdio. Um esforço de renovação natural, base para toda uma nova sequência de registros autorais. Foi assim com If You Are Feeling Sinister (1996), The Life Pursuit (2006) e esta parece ser a base do aguardado Girls in Peacetime Want To Dance (2015), o nono projeto de estúdio do coletivo escocês.

Primeiro exemplar de inéditas desde o adorável Write About Love, de 2010, o registro sustenta na recém-lançada The Party Line um pouco do que o grupo parece reservar para os próximos lançamentos. Ou pelo menos para os próximos meses. Movida pelo uso de sintetizadores, arranjos dançantes e todo um arsenal de elementos parcialmente raros dentro do extenso material do grupo, a nova faixa sustenta mais de quatro minutos de melodias envolventes, prontas para as pistas, como uma versão aprimorada do material lançado no disco de 2006.

Produzido por Ben H. Allen – Animal Collective, Washed Out -, Girls in Peacetime Want To Dance conta com distribuição pelo selo Matador Records e estreia agendada para 19 de janeiro. Abaixo, o clipe coreografado por Robert Binet e dirigido pela dupla LeBlanc + Cudmore.

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Belle & Sebastian – The Party Line

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Mikky Ekko: “Mourning Doves”

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Com tamanho destaque em sites e revistas, faixas assinadas em parceria com David Guetta e Rihanna, além de boas composições autorais apresentadas ao longo de 2013, todos as pistas indicavam que o aguardado debut de Mikky Ekko seria entregue nos primeiros meses de 2014. Contrariando a expectativa do público, a cobiçada estreia do músico norte-americano atrasou, anunciada pela RCA para 20 de janeiro do próximo ano.

Intitulado Time, o álbum de 12 faixas deve reforçar o exercício de Ekko nos últimos singles e EPs, condensando elementos do Pop e da cena alternativa em um mesmo som. Como um assertivo convite para o trabalho, o cantor acaba de apresentar a inédita Mourning Doves, uma típica balada melancólica que dissolve a voz de Mikky em meio a batidas típicas do (novo) R&B.

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Mikky Ekko – Mourning Doves

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Hundred Waters: “Out Alee”

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Ouvir as canções do grupo norte-americano Hundred Waters é como ser transportado para o mundo dos sonhos. A voz doce de Nicole Miglis, guitarras e sintetizadores etéreos e um acervo imenso de melodias detalhadas de forma mágica, com extrema delicadeza. Em fase de divulgação do último álbum de estúdio, The Moon Rang Like A Bell (2014), a banda de Gainesville, Flórida, convida o espectador a viajar com o som harmônico e imagens que agora abastecem Out Alee.

Síntese dos temas lançados pelo grupo ao longo do novo álbum, a canção equilibra sintetizadores e batidas enquanto os vocais de Miglis crescem de forma intensa. Recomendado para quem acompanha o trabalho de artistas como Björk e Julia Holter, o vídeo dirigido por Michael Langan talvez seja a melhor forma de ser apresentado ao trabalho do grupo. Leia a resenha completa de The Moon Rang Like A Bell.

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Hundred Waters – Out Alee

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Ryn Weaver: “OctaHate” (Cashmere Cat Remix)

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Mesmo iniciante, Ryn Weaver esbanja maturidade. Para a produção do single de estreia OctaHate, a cantora nova-iorquina/californiana apareceu cercada de colaboradores. Na produção, Michael Angelakos, vocalista do Passion Pit que ainda dividiu os créditos da faixa com a britânica Charli XCX e Benny Blanco. Entre os convidados para a construção do hit, o versátil Cashmere Cat, um dos personagens mais significativos da eletrônica-indie-pop atual e responsável pelo novo remix da recente faixa de Weaver.

Sem fugir dos sintetizadores, vocais limpos e toda a estrutura Pop/R&B da canção, Cat aproxima (ainda mais) a música das pistas, criando pequenos atos capazes de potencializar a voz da Weaver. Batidas quebradas, vozes em loop e delicadas ambientações entre os espaços, uma colisão de novas referências que tornam a música ainda melhor do que a versão anterior. Ouça:

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Ryn Weaver – OctaHate (Cashmere Cat Remix)

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Tei Shi: “See Me”

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Há poucas semanas Tei Shi passou a incorporar uma nova sonoridade com o lançamento de Bassically. Uma das melhores composições apresentadas pela artista recentemente, a faixa cruza temas do Dream Pop com todo um acervo de referências típicos do R&B/Disco da década de 1980, no melhor estilo Blood Orange. Ainda dentro desse mesmo universo de tendências, porém, de forma controlada, a artista nova-iorquina lança sua nova criação inédita: See Me.

Lembrando (e muito) as primeiras canções apresentadas por Valerie Teicher em 2013, a peça de quase cinco minutos se arrasta em meio a vocalizações aconchegantes e arranjos econômicos. Um meio termo entre as faixas mais delicadas de Dev Hynes e o trabalho de Caroline Polachek em carreira solo. Parte do novo single de Tei Shi, a recente composição alimenta as expectativas para o primeiro álbum da cantora, previsto para o primeiro semestre de 2015.

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Tei Shi – See Me

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The Decemberists: “Make You Better”

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Mais de uma década desde a estreia com Castaways and Cutouts (2002), obra que apresentou o som adorável do The Decemberists ao público, Colin Meloy prova que as melodias ainda são a base do coletivo norte-americano. Em Make You Better, instrumentos, vozes e toda a atmosfera da inédita composição parecem desenvolvidos com plena delicadeza e precisão, envolvendo o ouvinte em um ambiente de temas similares ao material utilizado no último registro em estúdio da banda, o ótimo The King Is Dead, de 2011.

Primeira faixa do sétimo registro de inéditas do grupo, What A Terrible World, What A Beautiful World (2015), a canção garante cinco minutos de vozes limpas, versos cantaroláveis e guitarras bem resolvidas, elementos ordenados de forma menos “orquestral” em relação aos primeiros anos da banda. Com distribuição pelos selos Rough Trade e Capitol, o novo álbum conta com lançamento previsto para o dia 19 de janeiro.

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The Decemberists – Make You Better

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