Tag Archives: Indie Pop

Ice Choir: “Unprepared”

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Quatro anos após o lançamento de Afar (2012), Kurt Feldman continua dando vida ao mesmo som nostálgico que abasteceu o primeiro álbum de inéditas do Ice Choir. Mais conhecido pelo trabalho como baterista do grupo The Pains of Being Pure At Heart, o cantor, compositor e produtor norte-americano anuncia a chegada de um novo álbum de estúdio: Designs In Rhythm (2016), o segundo desde que deu vida ao curioso projeto paralelo de synthpop/dream pop.

Mais recente invento de Feldman e seus parceiros de banda, Unprepared não apenas resgata grande parte do espírito musical da década de 1980, como confirma a clara evolução do músico estadunidense. São melodias descomplicadas, vozes brandas e sintetizadores que parecem ter saído de algum jogo de aventura lançado há mais de três décadas. Uma clara continuação de todo o trabalho produzido há quatro anos, porém, de forma ainda mais acessível, pop e pegajosa.

Designs In Rhythm (2016) será lançado no dia 09/09 pelo selo Shelflife/Fastcut.

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Ice Choir – Unprepared

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Metronomy: “Hang Me Out to Dry” (ft. Robyn)

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Joseph Mount e os demais parceiros de banda não estão economizando esforços para o lançamento de Summer 08 (2016). A cada nova composição do quinto registro de inéditas do Metronomy, uma nova surpresa. Canções como a nostálgica Old Skool, parceria com Master Mike, um dos ex-integrantes do Beastie Boys, além de peças como Back Together e Night Owl, músicas que incorporam diferentes temas instrumentais dos anos 1970/1980.

Em Hang Me Out to Dry, mais recente criação do coletivo britânico, uma espécie de regresso ao mesmo ambiente acolhedor de The English Riviera (2011). Assinada em parceria com a cantora e produtora sueca Robyn, a faixa de quase quatro minutos parece crescer sem pressa, encaixando sintetizadores e vozes de forma a reproduzir um material essencialmente dançante, mesmo na timidez como cada componente da música é entregue ao público.

Summer 08 (2016) será lançado no dia 01/07.

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Metronomy – Hang Me Out to Dry (ft. Robyn)

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Teenage Fanclub: “I’m in Love”

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Já imaginou como seriam as canções de Brian Wilson em Pet Sounds (1967) com uma dose extra de guitarras? A resposta talvez esteja na delicada I’m In Love. Mais recente single do grupo escocês Teenage Fanclub, a composição que conta com pouco mais de dois minutos mostra a capacidade do time de veteranos em produzir boas melodias, arrastando o ouvinte para dentro de um cenário marcado pelo romantismo e arranjos sempre precisos.

Longo de parecer um ato isolado do grupo, a canção foi a escolhida para anunciar o novo registro de inéditas da banda: Here (2016). Gravado em parceria com o engenheiro de som David Henderson, o trabalho conta com 12 faixas inéditas, sendo o primeiro álbum de estúdio da banda desde o ótimo Shadows, registro entregue ao público em maio de 2010.

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Teenage Fanclub – I’m in Love

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Resenha: “Love You to Death”, Tegan and Sara

Artista: Tegan and Sara
Gênero: Indie Pop, Synthpop, Pop
Acesse: http://teganandsara.com/

 

Em 2013, com o lançamento de Heartthrob, as irmãs Tegan e Sara Quin assumiram de vez a busca por um som cada vez mais pop, dançante e íntimo das experiências musicais testadas ao longo de toda a década de 1980. Entre faixas como Closer e I Was a Fool, a explícita desconstrução do material intimista incorporado nos iniciais If It Was You (2002) e So Jealous (2004), conceito que se repete em cada uma das canções do recente Love You to Death (2016, Vapor / Warner Bros).

Oitavo álbum de estúdio da dupla canadense, o registro que conta com produção assinada pelo veterano Greg Kurstin (Lily Allen, Kelly Clarkson) faz de cada fragmento musical um componente pegajoso, acessível aos mais variados públicos. Da abertura do disco, em That Girl, passando por músicas como Stop Desire e Boyfriend – dois dos melhores exemplares da música pop em 2016 –, uma coleção de faixas capazes de “seduzir” em poucos instantes.

A principal diferença em relação ao material entregue há três anos está no completo refinamento dos versos e melodias que preenchem o disco. Ao mesmo tempo em que cada canção se projeta como um típico exemplar da música pop, arrastando o ouvinte para as pistas, Tegan e Sara Quin detalham um mundo de desilusões, medos e confissões sentimentais. Histórias que ultrapassam os limites da vida particular da dupla e acabam dialogando com os mais variados indivíduos.

Você me trata como seu namorado / E confiem em mim como seu melhor amigo / Mas eu não quero mais ser o seu segredo”, desabafa o eu lírico da grudenta Boyfriend, música que explora a tumultuada história de amor de um casal que se relaciona em segredo. Já em Dying To Know, quarta faixa do disco, a dolorosa reflexão de uma personagem que acaba iludida em meio a diversas tentativas de reatar com a ex – “Eu deixei um pouco de luz na escuridão / Causar um apagão dentro do meu coração”. Continue reading

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Puro Instinct: “What You See”

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Piper e Sky Kaplan seguem com a divulgação do segundo álbum de estúdio do Puro Instinct, Autodrama (2016). Depois de sutilmente arrastar os ouvintes para as pistas em Tell Me, canção que incorpora o espírito da década de 1980, além de brincar com as referências em Peccavi – difícil não lembrar dos primeiros anos de Madonna –, a dupla norte-americana está de volta com mais uma canção inédita: What You See.

Menos frenética do que as faixas que a antecedem, com a nova faixa, as irmãs Kaplan trazem de volta o mesmo Dream Pop “estranho” que marca o primeiro álbum de estúdio da dupla, Headbangers In Ecstacy (2011). São vozes, batidas e sintetizadores sempre empoeirados, como se as garotas flutuassem em um mundo de sonhos e detalhes etéreos, resgatando parte da sonoridade explorada pelo antigo parceiro Ariel Pink, colaborador ativo no disco lançado há cinco anos.

Autodrama (2016) será lançado no dia 24/06 pelo selo Manifesto.

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Puro Instinct – What You See

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Puro Instinct: “Peccavi”

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Com o lançamento de Tell Me, há poucas semanas, Piper e Sky Kaplan reforçaram de forma natural o diálogo com a música produzida na década de 1980. Do uso de batidas ecoadas ao toque dançante dos sintetizadores, todos os fragmentos da canção se agrupam de forma a revelar um material típico da música produzida há mais de três décadas, preferência que se repete de forma “transformada” dentro da nova canção da dupla: Peccavi.

Ao mesmo tempo em que dialoga com o passado, efeito da instrumentação empoeirada e sintetizadores que se espalham do primeiro ao último ato da canção, o vocal límpido das duas irmãs indica a inevitável aproximação com o presente. Uma fuga não apenas de grande parte das referências da dupla, mas do próprio som caseiro que marca Headbangers In Ecstacy, álbum de estreia do Puro Instinct lançado em 2011.

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Puro Instinct – Peccavi

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MØ: “Final Song” (VÍDEO)

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Desde o lançamento do bem-sucedido No Mythologies to Follow, trabalho lançado em 2014, MØ já se aventurou em uma série de outras composições inéditas. Músicas como New Year’s Eve e a dançante Kamikaze. Isso sem contar o arrasa quarteirões Lean On, parceria com o coletivo norte-americano Major Lazer e um dos grandes hits de 2015. Ponto de partida para um novo álbum de inéditas da cantora sueca? Possivelmente.

Enquanto não anuncia o sucessor do primeiro álbum de sua carreira, a jovem cantora segue despejando novas criações. É o caso da recém-lançada Final Song. Típica composição da artista, a música de quase quatro minutos cresce com leveza, detalhando sintetizadores e batidas controladas, ponto de partida para a letra machucada de MØ, repleta de sentimentos e tormentos expostos, marca de grande parte do trabalho da cantora. Com serpentes brancas, corpos que flutuam e um cenário fantástico, a canção foi a escolhida para se transformar no novo clipe da cantora.

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MØ – Final Song

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Resenha: “Paraíso”, Fernando Temporão

Artista: Fernando Temporão
Gênero: Pop Rock, MPB, Indie Pop
Acesso: http://www.fernandotemporao.com.br/

Fotos: Rafael Silva

Fernando Temporão nem parece o mesmo artista que foi apresentado ao público com o álbum De dentro da gaveta da alma da gente (2013). Entre versos sóbrios, canções amargas e declarações de amor sempre delicadas, confessionais, o cantor e compositor carioca esbanja maturidade no segundo registro em carreira solo, Paraíso (2016, Independente). Um trabalho de temática acinzentada, apaixonado e ensolarado em momentos específicos, porém, íntimo de diferentes aspectos que marcam o presente cenário político/cultural brasileiro

Com Dança como faixa de abertura do disco, Temporão e o parceiro Kassin, produtor desde o álbum passado, indicam a direção assumida em cada uma das 11 faixas que recheiam o presente trabalho. São arranjos sempre precisos, marcados pelos detalhes, passagem para a interferência de convidados como o paulistano Marcelo Jeneci, influência confessa do músico carioca e responsável pela sanfona que passeia ao fundo da canção. Nos versos, fragmentos da identidade político de Temporão: “Tira a cabeça daí / Olha de frente pro perigo … Não, eu não vou saber dizer / Pra vocês não vou dizer / Sim“.

Convidado a inaugurar o disco, Jeneci é apenas um dos artistas que interferem diretamente no segundo álbum de Temporão. São nomes como Filipe Catto, responsável por parte dos versos na densa Exílios, o conterrâneo César Lacerda na trinca Sem fantasia, Afinal e Um milhão de novas palavras, além de Bruno Di Lullo (Dois), Alberto Continentino (No Ar) e Thiago Camelo (Dia de seguir, Tudo o que é tristeza). Nada que se compare ao assertivo encontro entre Temporão e a convidada Ava Rocha na composição que garante título ao disco.

Entre versos marcados pela subjetividade, Temporão e Rocha evocam o mesmo romantismo incorporado por Caetano Veloso em obras fundamentais como Qualquer Coisa (1975) e Bicho (1977). “Todo o teu território no teu rosto / Sinto o gosto, sinto amargar … Explosões sentimentais / Confissões abissais”, canta o músico carioca enquanto a guitarra passeia suavemente, pintando um delicado pano de fundo que ainda ecoa em outras composições espalhadas pela da obra.   Continue reading

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Resenha: “Light Upon The Lake “, Whitney

Artista: Whitney
Gênero: Folk, Indie Pop, Alternative
Acesso: http://www.whitneytheband.com/

 

Versos tristes, declarações de amor e melodias que chegam até o ouvinte com extrema delicadeza. Em Light Upon The Lake (2016, Secretly Canadian), primeiro álbum de estúdio do coletivo norte-americano Whitney, Max Kakacek (ex-integrante do Smith Westerns) e o parceiro Julien Ehrlich (baterista do Unknown Mortal Orchestra) exploram sentimentos, histórias e confissões de forma sempre sensível, revelando ao público uma coleção de músicas essencialmente simples, mas que encantam pela composição agridoce de cada fragmento de voz.

Nascido das experiências e temas instrumentais anteriormente incorporados por cada integrante da banda – hoje completa com Josiah Marshall, Will Miller, Malcolm Brown, Print Chouteau e Charles Glanders – o álbum de apenas 10 faixas e exatos 30 minutos de duração parece flutuar entre diferentes cenários, décadas e referências musicais. Melodias aprazíveis, sempre acolhedoras, tão íntimas de veteranos que marcaram o folk psicodélico dos anos 1960/1970, como de nomes recentes, principalmente Girls, The Shins e Fleet Foxes.

A cada curva do álbum, um novo caso de amor é apresentado ao ouvinte. São histórias descritivas, como na inaugural No Woman (“Eu estive passando por uma mudança / Não poderia ter nenhuma certeza /  Caminho por uma névoa / Eu não estou pronto para mudar”), ou mesmo faixas que detalham versos típicos de qualquer casal, conceito que move a pegajosa No Metter Where We Go (“Portanto, não se sinta solitária / Eu quero que você saiba / Posso levá-lo para para sair / Eu quero dirigir por aí / Com você, com as janelas abertas”).

Um conjunto de composições descomplicadas, acessíveis aos mais variados públicos, produto de ideias e sentimentos universais. “Nós não tivemos um fim, eu sei / Acho que devemos tentar de novo … Eu não consigo dormir sozinho quando você está na minha mente”, confessa Kakacek na delicada On My Own. Sétima faixa do disco, a canção de base acústica parece sintetizar grande parte dos tormentos que movem o disco. Os encontros e desencontros, idas e vindas de qualquer relacionamento fracassado. Continue reading

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Local Natives: “Villainy”

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Pouco a pouco, o terceiro álbum de estúdio do Local Natives começa a ganhar forma. Três anos após o lançamento de Hummingbird (2013), o coletivo de Los Angeles continua a explorar as mesmas melodias delicadas que apresentaram o trabalho da banda em 2009, durante o lançamento do álbum Gorilla Manor. Um som acolhedor, marcado pelos detalhes, base da recém-lançada Villainy, mais novo invento do grupo californiano.

Entregue ao público poucas semanas após o lançamento de Past Lives, canção apresentada no início de maio, a nova faixa brinca com os sintetizadores, guitarras e vozes com uma leveza rara. O mesmo som pegajoso, pop, que tanto inspira coletivos como Portugal. The Man, Grouplove e outos projetos norte-americanos, mas que funciona de forma realmente precisa dentro do trabalho do Local Natives. Por enquanto, o novo álbum segue sem data de lançamento.

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Local Natives – Villainy

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