Tag Archives: Indie Pop

Yumi Zouma: “Right, Off The Bridge”

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Poucos meses após o lançamento do segundo registro de inéditas, EP II (2015), os membros da banda neo-zelandesa Yumi Zouma estão de volta com alguns novidades. Enquanto o grupo não entrega de vez o primeiro trabalho em estúdio, o selo Cascine decidiu compilar todas as canções lançadas pela banda nos últimos anos em um único pack de singles em vinil. Além do material entregue nos dois primeiros EPs, o single It Feels Good To Be Around You, parceria com o Air France, e, claro, a inédita Right, Off The Bridge.

Ambientada no mesmo universo de sintetizadores e guitarras doces que apresentaram o grupo, a nova faixa cria um pequeno embate entre os dois vocalistas do grupo. Um contrastado diálogo que esbarra em declarações e conflitos típicos de qualquer casal. Essencialmente detalhista, a canção parece abrir passagem para uma nova fase dentro da carreira do grupo, em atuação desde 2013. No Youtube, além da nova faixa, você encontra todo o acervo de composições lançadas pela banda nos últimos anos.

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Yumi Zouma – Right, Off The Bridge

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Stefanini: “Eu Sei” (Prod. Pedrowl)

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Voz entristecida, batidas densas, sintetizadores limpos e arrastados, passagem para a chegada de um catálogo de versos marcados pela confissão. Basta uma única audição para que Eu Sei, mais recente single do cantor e compositor goiano Stefanini, grude sem dificuldade nos ouvidos. Na trilha melancólica do último trabalho do jovem músico, Quiçá, a nova faixa, composição produzida pelo paulistano Pedrowl, cresce, perturba e ainda joga com a ânsia do próprio artista: “São intensos meus desejos de você / A cada som da sua voz“.

A semelhança com o trabalho do capixaba Silva é inevitável, entretanto, enquanto o autor de Vista Pro Mar (2014) parte em busca de um material ensolarado, quase sorridente, Stefanini explora o oposto. Corrompido pela saudade, o cantor flutua em meio ao ondular de bases graves que Pedrowl espalha ao fundo da canção. Um labirinto de ruídos, batidas e temas que evocam com naturalidade o mesmo arsenal de referências lançadas por nomes como Cashmere Cat e Clams Casino.

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Stefanini – Eu Sei (Prod. Pedrowl)

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Tereza: “Seria Tão Bom”

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É difícil afirmar se a inédita Seria Tão Bom é apenas o novo jingle do Pão de Açúcar ou a nova música da banda carioca Tereza. Vocais sorridentes, palmas, versos fáceis e uma overdose de temas ensolarados, exageradamente felizes. Livre da energia exposta pela banda no último álbum de inéditas, Vem Ser Artista Aqui Fora (2012), a música que conta com pouco mais de três minutos de duração funciona como uma espécie de aquecimento, abrindo passagem para o segundo registro em estúdio do grupo.

Marcada pelo caráter esperançoso dos versos – “Seria tão bom / Se a vida passasse assim / Como quem passa por mim / Com um sorriso fácil / Sem deixar de guardar” -, a faixa cresce lentamente, reservando para apenas para eixo central uma pequena dose de batidas eletrônicas e sintetizadores testados pelo grupo há dois anos. Segundo informações do Move That Jukebox, o novo álbum da Tereza deve ser apresentado em outubro.

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Tereza – Seria Tão Bom

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Baio: “The Names”

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Quem está acompanhando o trabalho de Chris Baio para a divulgação do primeiro álbum em carreira solo, The Names (2015), já deve ter percebido o tom versátil que rege a obra. Música eletrônica (e tropical) em Brainwash yyrr Face, referências africanas em Sister Of Pearl e até uma boa dose de (Indie) Pop na adorável Endless Rhythm. Com o álbum encaminhado, é hora de ter acesso à faixa-título do trabalho, composição que mistura boa parte de todas essas referências.

Lembrando muito o trabalho apresentado por Baio nos primeiros EPs, a canção que estreita ainda mais a relação com os conterrâneos do Discovery soa tanto como uma peça típica do produtor, como um possível remix do Vampire Weekend. Vozes, batidas e sintetizadores que crescem lentamente, abrindo espaço para a inclusão de guitarras também brandas. Um último aperitivo antes do lançamento oficial do álbum, previsto para estrear no dia 18 de setembro.

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Baio – The Names

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CHVRCHES: “Leave A Trace” (VÍDEO)

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Você não precisa ir além da capa de Every Open Eye (2015) – imagem acima – para perceber quais são as inspirações do segundo álbum da banda britânica CHVRCHES. Nitidamente inspirada no clássico Power, Corruption & Lies (1983), do New Order, a imagem funciona como pista para a busca por som nostálgico, carregado de sintetizadores e melodias típicas dos anos 1980, conceito que serve de base para a inédita Leave A Trace, primeiro single do novo registro em estúdio do trio de Glasgow.

De natureza melancólica, a faixa sustenta na voz doce de Lauren Mayberry uma típica peça de separação, encontrando no uso de melodias alongadas e batidas pontuais uma explícita relação com o R&B, marca que separa o novo (e ainda inédito) disco do antecessor The Bones of What You Believe (2013). Além da nova faixa, o grupo – completo com os produtores Iain Cook e Martin Doherty – ainda reserva uma sequência de 10 faixas inéditas, todas, como dito em entrevista, movidas pelo mesmo teor entristecido da presente composição. Assista abaixo ao clipe da canção.

Every Open Eye (2015) será lançado no dia 25/09 pelo selo GlassNote.

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CHVRCHES – Leave A Trace

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Nobat: “O Novato”

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Quantos fragmentos você consegue encontrar no interior de O Novato? Verdadeiro mosaico de ideias, arranjos e melodias delicadas, a faixa-título do segundo álbum de inéditas do mineiro Nobat parece brincar com a interpretação do ouvinte, convidado a explorar cada textura – instrumental e lírica – que ocupa o interior da faixa. Uma imensa coleção de batidas, vozes, arranjos de cordas e teclados psicodélicos que servem de base para a letra amarga, ainda que honesta, costurada ao fundo da composição.

Em meio a metáforas religiosas – “Era uma bíblia na mão / E a pistola na outra / Matando os filhos de Deus pelo próprio Deus” -, Nobat discute o abandono e completa solidão de qualquer indivíduo, conceito inspirado e delicadamente ampliado em cima de um poema escrito por Marcelo Diniz. Como reforço aos versos, o apoio de diferentes representantes da cena instrumental de Belo Horizonte – caso de Tiago Eiras (Dibigode) e Daniel Nunes (Constantina) -, responsáveis pelo caráter “orquestral” e em essência grandioso da presente canção.

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Nobat – O Novato

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CHVRCHES: “Never Ending Circles”

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Leave A Trace mostrou um CHVRCHES diferente. Longe das melodias e sintetizadores fáceis que lançaram o trio britânico em 2013, a primeira faixa inédita do segundo álbum da banda, Every Open Eye (2015), trouxe maior espaço para a poesia de Lauren Mayberry, decisão que obrigou a dupla Iain Cook e Martin Doherty a se afastar (temporariamente) das pistas. Com a chegada de Never Ending Circles, o nascimento de uma faixa tão poderosa e dançante quanto as canções que preenchem o rico arsenal de The Bones of What You Believe (2013).

Típica composição do CHVRCHES, a faixa montada em cima de sintetizadores pegajosos e vocal direto aos poucos resgata o lado mais pop do trio. Ainda que as confissões de Mayberry cresçam ao fundo da canção, a busca por um som descomplicado, comercial, aproxima a banda do público médio, resultando em uma peça tão dançante, quanto reflexiva. Se Every Open Eye já começa assim, imagine o restante do trabalho.

Every Open Eye (2015) será lançado no dia 25/09 pelo selo GlassNote.

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CHVRCHES – Never Ending Circles

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Disco: “Superfície”, P A R A T I

P A R A T I
Indie Pop/Dream Pop/Alternative
https://www.facebook.com/paratiduo
https://soundcloud.com/balaclavarecords/

Os sentimentos guiam o trabalho da dupla P A R A T I em Superfície (2015, Balaclava Records). Primeiro registro aos comandos de Rita Oliva e Zelino Lanfranchi, também integrantes do grupo Cabana Café, o projeto de emanações leves e arranjos ora orgânicos, ora eletrônicos brinca com a interpretação do ouvinte em uma montagem lenta e sedutora. Um espaço musicalmente construído em cima dos sonhos, desilusões e até mesmo tormentos extraídos do cotidiano de qualquer casal.

Curto, são apenas oito composições espalhadas em pouco mais de 30 minutos de duração, o álbum de sonoridade tímida cresce a cada sussurro emanado pela vocalista. Versos apaixonados, melancólicos ou apenas confissões dissolvidas em uma lírica costurada pela provocação. “Sente a cadência / Constante intrínseca / Descanso estímulo / Seu consolo faz sorrir”, entrega Oliva na delicada Suor, faixa que resume com naturalidade todo o conceito sentimental (e intimista) que alimenta a obra.

Flutuando em um ambiente próximo do onírico, repleto de vozes e arranjos encaixados delicadamente, sempre de maneira imprecisa, Superfície é um registro que chega até o ouvinte em pequenas doses. Mais do que garantir respostas, a beleza do trabalho está nos “segredos” e colagens que dançam ao fundo de cada composição. Um solo de guitarra entristecido, como em Fugaz, e até pequenos diálogos com a música pop, marca explícita no refrão de Tribor ou mesmo na montagem dançante que abre o disco com Besteira, faixa que parece extraída do primeiro disco do HAIM, Days Are Gone (2013).

Ainda que a relação com SILVA, Mahmundi e outros representantes da “eletrônica nacional” pareça clara no decorrer do disco, faixa após faixa, Oliva e Lanfranchi mantém firme a busca por um caminho isolado, íntimo apenas da cena estrangeira. É fácil lembrar de Blue Hawaii, Washed Out, Cashmere Cat e outros artistas partidários do mesmo Dream Pop “litorâneo” que movimenta as canções da dupla brasileira. Nomes que talvez nem sirvam de referência para o casal, entretanto, parecem confortáveis no mesmo ambiente timidamente iluminado pela luz do Sol à beira mar. Continue reading

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Youth Lagoon: “Highway Patrol Stun Gun” (VÍDEO)

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Nunca antes Trevor Powers esteve tão “pop” quanto em Highway Patrol Stun Gun. Segunda composição de Savage Hills Ballroom (2015) a ser apresentada ao público, a faixa recheada de sintetizadores alegres e batidas dançantes rompe completamente com o catálogo de texturas sujas testadas pelo garoto até o último disco de inéditas, Wondrous Bughouse (2013). Ruptura que acaba transportando o mesmo som psicodélico testado desde The Year of Hibernation (2011) para um cenário talvez próximo do público médio.

Não fosse pelo timbre característico de Powers, estridente, seria fácil encontrar a mesma composição em algum B-Side de bandas como Passion Pit e Young Galaxy. Pouco mais de quatro minutos em que o mesmo universo de referências atormentadas do disco anterior ecoa de forma acessível, pegajosa, talvez filtrado pelo mesmo Dream Pop melódico de gigantes como Mercury Rev. Junto da nova faixa, o perturbador e divertido clipe dirigido por Kendy Ty.

Savage Hills Ballroom (2015) será lançado no dia 25/09 pelo selo Fat Possum.

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Youth Lagoon – Highway Patrol Stun Gun

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Kero Kero Bonito: “Chicken”

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É praticamente impossível escapar das melodias pop, vocais excêntricos e temas pegajosos lançados pelo trio britânico Kero Kero Bonito. Meses após o lançamento do último single da banda, o excelente Picture This, Sarah Midori Perry, Gus Lobban e Jamie Bulled estão de volta para presentear o público com mais uma composição tão estranha quanto pronta para as pistas, a divertidíssima e inédita Chicken.

Menos “conceitual” em relação aos primeiros lançamentos do trio, a nova faixa encontra no tom bem-humorado um verdadeiro acréscimo para o trabalho da banda. Sintetizadores marcados pela nostalgia, ruídos pueris, batidas típicas dos anos 1990 e os tradicionais versos bilingues do projeto – ora em japonês, ora em inglês. Um meio termo entre o Cansei de Ser Sexy do primeiro disco e a música tema do seriado Um Maluco no Pedaço. Com download gratuito pelo Soundcloud, a canção pode ser apreciada na íntegra logo abaixo.

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Kero Kero Bonito – Chicken

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