Tag Archives: Indie Pop

Ra Ra Riot: “Foreign Lovers”

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Faltando poucos dias para o lançamento de Need Your Light (2016), quarto álbum de estúdio do Ra Ra Riot, o grupo nova-iorquino decidiu apresentar ao público mais uma inédita composição: Foreign Lovers. Menos “experimental” que Water, parceria com Rostam Batmanglij (ex-Vampire Weekend), e naturalmente próxima do material apresentado em Absolutely, a canção de apenas dois minutos encontra no uso das guitarras o principal mecanismo de apoio.

Difícil não lembrar de todo o universo de bandas pós-Strokes quando o refrão e as guitarras explodem no interior da faixa. Como uma típica canção dos anos 2000, a música de atos marcados chega até o ouvinte em pequenas doses, conduzindo o ouvinte até os instantes finais. Um produto da clara interferência de Ryan Hadlock (The Lumineers, Foo Fighters), junto de Batmanglij, um dos produtores do novo álbum.

Need Your Light (2016) será lançado no dia 19/02 pelo selo Barsuk.

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Ra Ra Riot – Foreign Lovers

 

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Cullen Omori: “Sour Silk”

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Ainda que pareça explorar uma sonoridade distinta em relação ao trabalho produzido com os ex-parceiros de banda do Smith Westerns, em carreira solo, Culen Omori parece manter firme a essência de obras como Dye It Blonde (2011) e Soft Will (2013). Uma colisão de temas instrumentais marcados pela delicadeza, guitarras sujas, vozes sempre acessíveis e acompanhadas de um canto melódico que sustenta os versos confessionais lançados pelo músico.

Em Sour Silk não poderia ser diferente. Mergulhada em uma solução de vozes em coro, alternações na voz de Omori e um conjunto de instrumentos arrastados, crescentes, a nova faixa parece seguir um caminho distinto em relação ao material apresentado em Cinnamon, seduzindo o público lentamente. São pouco mais de três minutos em que o ouvinte é arrastado para dentro do universo particular de Omori, tão íntimo do som produzido pelo Smith Westerns como de obras recentes assinadas por Ariel Pink e Ducktails

New Misery (2016) será lançado no dia 18/04 pelo selo Sub Pop.

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Cullen Omori – Sour Silk

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Animal Collective: “Lying In The Grass”

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Vozes sobrepostas, sintetizadores e batidas loucas, uma pitada de experimentos jazzísticos e constantes quebras bruscas marcam o trabalho do Animal Collective em Lying In The Grass. Mais recente composição do aguardado Painting With (2016), obra que será apresentada no dia 19/02, a canção de versos abstratos traz de volta o mesmo brilhantismo que projetou o grupo norte-americano no fim a década passada, sonoridade já explícita na antecessora Floridada.

A diferença em relação ao material apresentado no último single está na forma como as vozes se transformam em um componente de sustentação para os instrumentos. O saxofone de Colin Stetson, um dos músicos convidados a colaborar dentro da obra é outro destaque notável. Inspirado em diferentes movimentos culturais do começo do século XX – como o dadaísmo e o cubismo -, Painting With também conta com a presença do veterano John Cale (The Velvet Underground).

Painting With (2016) será lançado no dia 19/02 pelo selo Domino.

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Animal Collective – Lying In The Grass

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Porches: “Car”

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Com o lançamento de Pool (2016) se aproximando, Aaron Maine apresenta ao público a última peça antes da entrega do primeiro registro de estúdio do Porches. Intitulada Car, a nova composição reforça a busca do cantora/produtor em ampliar o universo referencial testado no single anterior, Be Apart. Uma seleção de versos sentimentais, sintetizadores e guitarras que poderiam facilmente ser encontradas na década de 1980, como em obras recentes de Ariel Pink e Future Islands.

Tão intimista quanto o material apresentado anteriormente pelo músico, em Car, Main se transporta para dentro de um veículo, encontrando na própria fuga um instante de libertação – “It takes us away from where we are/ Oh, what a machine/ Oh, what a machine“. Na mixagem da composição – e de todo o restante da obra -, mais um assertivo enquadramento nostálgico de Chris Coady, produtor que já trabalhou com nomes como Tobias Jesso Jr. e Beach House.

Pool (2016) será lançado no dia 05/02 pelo selo Domino.

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Porches – Car

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Frankie Cosmos: “Sinister”

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Poucas vezes antes o trabalho de Frankie Cosmos pareceu tão acessível quanto em Sinister. Escolhida para apresentar o novo registro de inéditas da cantora e compositora norte-americana, Next Thing (2016), a canção mostra um completo aprimoramento em relação ao material produzido pela cantora desde o lançamento do álbum Zentropy, em 2014. Um delicado jogo de vozes e versos confessionais que exploram o universo particular da jovem artista.

Sometimes I get sinister“, canta Cosmos no pegajoso refrão da faixa. Parcialmente livre dos sintetizadores apresentados no curto acervo de Fit Me In EP (2015), a nova composição reforça o interesse da musicista em brincar com o Indie Pop dos anos 1990 e toda a carga de referências melódicas que abasteceram a década de 1980. Além de Sinister, o novo álbum conta com outras 14 faixas inéditas.

Next Thing (2016) será lançado no 01/04 pelo selo Bayonet.

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Frankie Cosmos – Sinister

 

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Disco: “Assume Que Gosta”, Matheus Brant

Matheus Brant
Nacional/Indie/Alternative
http://matheusbrant.com.br/

 

Assume que gosta de mim assim / Assim como gosta de um pagodinho / Me beija / Me deita, me cheira, me olha assim / Assim como se fosse até o fim me leva”. É impossível ouvir as canções de Assume Que Gosta (2016, Independente) e não sentir vontade de dançar. Segundo registro de inéditas do cantor e compositor mineiro Matheus Brant, o trabalho que conta com produção assinada por Fábio Pinczowski e Mauro Motoki – também integrantes da Ludov -, cresce, dança e provoca, como um convite para o ambiente de versos sedutores, batidas e arranjos quentes que delicadamente cercam o ouvinte.

Inspirado pelo clima do Carnaval, Brant, um dos criadores do popular bloco mineiro Me Beija que Eu Sou Pagodeiro, assume um caminho completamente distinto em relação ao som promovido no álbum anterior, A Semana (2011). Trata-se de um registro de versos e fórmulas descomplicadas. Uma coleção de faixas marcadas pelo romantismo (Me Namorar), instantes de confissões dramáticas (Abandonado) e versos que nascem a partir de diálogos típicos qualquer casal (Do Prazer).

Círculo sem parar no giro do pedal / Pela perna é ela a tração tropical / Minha cabeça girando seguindo a dela / A bicicleta me leva pra ela afinal”, canta Brant na delicada #Magrela, um afoxé repleto de metáforas que resume com naturalidade a lírica versátil do disco. Do Prazer, música em parceria com a paraense Luê, é outra que explora a mesma temática. “Ah, meu amor, você me deu muita vontade de fazer / Será que você fala fala e não me pega pra valer”, duela o casal no interior da faixa. Uma típica canção de novela, grudenta e radiofônica na medida exata.

Apreciador confesso da obra dos Novos Baianos, Brant, que em 2011 regravou o clássico Mistério do Planeta, aos poucos estabeleces pequenas pontes criativas para o trabalho do coletivo baiano. Basta uma rápida passagem pela enérgica Me Namorar, composição que brinca com a mesma sonoridade montada por Pepeu Gomes no clássico Acabou Chorare (1972). Um assertivo encontro entre o samba e o rock que se repete na dobradinha Carnaval e Sereia, esta última, parceria com a cantora mineira Juliana Perdigão. Continue reading

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Flowers: “Bitter Pill”

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Everybody’s Dying To Meet You (2016), esse é o nome do segundo álbum em estúdio da banda britânica Flowers. Responsáveis por um bom registro de estreia em 2014, Do What You Want To, It’s What You Should Do, o trio inglês parece manter firme a essência nostálgica das primeiras canções, estreitando ainda mais a relação com o Indie Rock britânico do final dos anos 1980. Uma obra que passeia pelo trabalho de nomes como The Smiths, The Pastels e até pelo trabalho do My Bloody Valentine em começo de carreira.

Mais recente composição lançada pela banda, Bitter Pill mostra a capacidade do trio comandado pela guitarrista Rachel Kenedy em brincar com o passado. São pouco mais de três minutos em que o trio destila sentimentos em meio a uma avalanche de ruídos controlados, sonoridade anteriormente reforçada durante o lançamento de Pull My Arm e, em menor escala, a apaixonada Ego Loss, canções que também abastecem o novo disco.

Everybody’s Dying To Meet You (2016) será lançado no dia 12/02 pelo selo Fortuna POP.

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Flowers – Bitter Pill

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School Of Seven Bells: “Ablaze”

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Resistir ao trabalho da dupla School Of Seven Bells nas últimas semanas não tem sido uma tarefa nada fácil. Com três ótimos discos na bagagem – Alpinisms (2008), Disconnect from Desire (2010) e Ghostory (2012) -, a banda reserva para o dia 26/02 o lançamento de SVIIB (2016), primeiro registro de inéditas desde a morte do guitarrista Benjamin Curtis, em 2013. Além de On My Heart e Open Your Eyes, a recém-lançada Ablaze foi a nova escolhida para conduzir o público até o aguardado quarto álbum de estúdio.

Assim como nas duas últimas canções e em todo o material produzido pela banda desde a estreia, em 2008, Ablaze flutua em um ambiente tão íntimo da eletrônica quanto do Dream Pop / Shoegaze do começo dos anos 1990. Uma solução controlada de ruídos, sintetizadores e batidas sintéticas, plano de fundo para a voz forte da líder Alejandra Deheza. Uma extensão do mesmo som pop, acessível, testado pelo SOSB desde o trabalho apresentado em 2012.

SVIIB (2016) será lançado no dia 26/02 pelo selo Vagrant.

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School Of Seven Bells – Ablaze

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Disco: “Moth”, Chairlift

Chairlift
Synthpop/Pop/R&B
http://chairlifted.com/

 

O pop se comporta de forma inusitada a cada novo álbum do Chairlift. Se em 2008, com o lançamento de Does You Inspire You, Caroline Polachek, Patrick Wimberly e o ex-integrante Aaron Pfenning seguiam a trilha de outros nomes do indie pop norte-americano, com a chegada de Something, em 2012, uma clara evolução tomou conta do trabalho assinado pela banda. Livre do som “inofensivo” do primeiro registro em estúdio, faixas como I Belong In Your Arms, Cool as a Fire e Amanaemonesia pareciam indicar um mundo de novas possibilidades – mesmo ancoradas em temas vindos da década de 1980.

Em Moth (2016, Columbia), terceiro álbum de inéditas da dupla nova-iorquina, cada faixa parece crescer dentro de um instável ambiente criativo. Um vasto catálogo de ideias, letras, sons e referências que passeiam por diferentes campos da música pop, ampliando o terreno explorado pela dupla em Something. Da abertura, com Look Up, ao fechamento, em No Such Thing as Illusion, fragmentos que utilizam dos sentimentos de Polachek como um instrumento para a formação de versos sempre confessionais e sensíveis.

Me desculpe por chorar em público deste jeito / Eu estou apaixonada por você / Me desculpe por fazer uma cena no trem / Eu estou apaixonada por você, eu estou apaixonada por você”, canta Polachek na melancólica Crying In Public, uma síntese da lírica conturbada que abastece grande parte do registro. Obra de exposições intimistas, Moth amplia a forte carga emocional reforçada pela dupla em trechos do álbum anterior, transformando composições como Polymorphing e Unfinished Business em músicas que dialogam diretamente com o ouvinte.

Co-autora de No Angel, uma das canções que abastecem o último álbum de Beyoncé, Polachek transporta para o interior de Moth uma série de referências que incorporam a música negra de diferentes épocas e tendências. São passagens bem-sucedidas pelo R&B/Hip-Hop dos anos 1980, manipulações vocais e batidas que distanciam a dupla do synthpop aplicado em Something. Um nostálgico jogo de possibilidades que visita a obra de Michael Jackson com Ch-Ching, passa pela música disco em Moth to the Flame e ainda dialoga com o presente cenário na comercial Show U Off, faixa que poderia facilmente ser encontrada nos últimos discos de Janelle Monáe. Continue reading

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Matheus Brant: “Assume Que Gosta”

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Assume que gosta de mim / Assim assim como gosta de um pagodinho / Me beija / Me deita, me cheira, me olha assim / Assim como se fosse até o fim me leva“, canta Matheus Brant na apaixonada (e provocante) Assume Que Gosta. Faixa-título do segundo álbum solo do cantor e compositor mineiro, a canção delineada por sintetizadores, guitarras quentes e batidas prontas para a dança mostra a completa evolução do músico em relação ao primeiro álbum de inéditas, A Semana, obra originalmente apresentada ao público em 2012.

Na produção do novo registro, a dupla Fábio Pinczowski e Mauro Motoki – do Ludov. Ao lado de Brant, um time de músicos formado por João Erbetta (Marcelo Jeneci), Dustan Gallas (Cidadão Instigado) e Lenis Rino (Fernanda Takai). Sobram ainda participações da cantora paraense Luê – dona do ótimo A Fim de Onda (2013) -, além de Juliana Perdigão, integrante do coletivo Graveola & O Lixo Polifônico. No colorido site de Matheus Brant você pode ouvir e baixar gratuitamente a nova música. Assume Que Gosta, o disco, será lançado no dia 26 de janeiro.

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Matheus Brant – Assume Que Gosta

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