Tag Archives: Indie Pop

Sally Shapiro: “If You Ever Wanna Change Your Mind”

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São dez anos de carreira, três ótimos trabalhos em estúdio – Disco Romance (2006), My Guilty Pleasure (2009) e Somewhere Else (2013) –, além de um acervo imenso de composição avulsas, lançadas durante todo o período. Três anos após a chegada do último registro de inéditas, Sally Shapiro anuncia o fim da bem-sucedida parceria com o produtor Johan Agebjörn. Para o encerramento do projeto que carrega o nome da cantora de synthpop/italodisco, uma canção nunca antes apresentada ao público.

Em If You Ever Wanna Change Your Mind, passagem para a nova fase de Shapiro, uma coleção de elementos que transportam o ouvinte para os primeiros anos de atuação da cantora. São vozes doces, sempre acompanhadas de versos entristecidos, batidas essencialmente contidas e uma fina base de sintetizadores que acolhem não apenas a artista sueca, como o ouvinte, convidado a ouvir o último suspiro musical do projeto.

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Sally Shapiro – If You Ever Wanna Change Your Mind

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Tegan and Sara: “Boyfriend” (VÍDEO)

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Com o lançamento de Heartthrob, em 2013, as irmãs Tegan e Sara Quin abraçaram de vez a música pop, principalmente o som dançante originalmente apresentado na década de 1980. Três anos depois, a dupla canadense está de volta com um novo álbum de estúdio, Love You To Death (2016), uma extensão declarada (e ainda mais pegajosa) do mesmo material entregue anteriormente. Para apresentar o trabalho, Boyfriend, uma típica canção de (des)amor, grudenta e, possivelmente, o melhor exemplar do pop nos últimos meses.

Sintetizadores crescentes, a batida pronta para as pistas, vozes e versos que chegam perfeitamente limpos até o ouvinte. Uma completa fuga do indie pop semi-acústico produzido pelas irmãs em começo de carreira. Uma extensão do mesmo trabalho produzido pela sueca Robyn nos últimos anos, ou mesmo o recente trabalho de Carly Rae Jepsen em Emotion (2015). No clipe de Clea Duvall, uma cômica interpretação da música pela dupla em estúdio.

Love You To Death (2016) será lançado no dia 03/06 pelo selo Warner Bros.

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Tegan and Sara – Boyfriend

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Resenha: “Everybody’s Heart Is Broken Now”, Niki and the Dove

Artista: Niki and the Dove
Gênero: Indie Pop, Alternative, Synthpop
Acessehttp://www.nikiandthedove.com/

É difícil não se encantar pelo som produzido pela dupla Niki and the Dove. Da eletrônica colorida que marca o primeiro álbum de estúdio do casal, Instinct, de 2012, passando pelos versos sentimentais, sempre pegajosos, cada música assinada pela dupla Malin Dahlström e Gustaf Karlöf parece polida de forma sempre detalhista, pop e acessível, cuidado que se repete, porém, sob outra ótica em Everybody’s Heart Is Broken Now (2016, TEN Music Group).
Segundo e mais recente álbum de estúdio do duo sueco, o registro de 13 composições inéditas encontra no som empoeirado da década de 1980 uma espécie de novo alicerce criativo. Se há quatro anos Dahlström e Karlöf apresentavam uma versão “descomplicada” do mesmo som produzido pelos conterrâneos do The Knife, com o novo trabalho, vozes, guitarras, batidas e sintetizadores apontam para um universo parcialmente renovado.
Ponto de partida para grande parte das canções que abastecem a obra, So Much It Hurts detalha a busca do casal por um som enevoado, nostálgico, como se parte do material produzido há mais de três décadas fosse replicado de forma atenta no interior da obra. Instantes que ainda passeiam pelo mesmo R&B entristecido de Michael Jackson e Lionel Richie, base para a formação de músicas aos moldes de Everybody Wants To Be You e Miami Beach, duas das peça mais tristes do trabalho.
Perto das canções apresentadas em Instinct, Everybody’s Heart Is Broken Now acaba se revelando um registro musicalmente lento, tímido em grande parte das canções. Salve a explosão controlada que marca faixas como You Stole My Heart Away e Coconut Kiss, parte expressiva do trabalho mantem firme a relação entre as canções, resultando em um material homogêneo e controlado, como se uma mesma peça servisse de base para toda a formação da obra.

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Swanning: “Sleep My Pretties”

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Não é necessário fazer muito esforço para perceber de onde vem grande parte das inspirações de Cynthia Ann Schemmer. Cantora e compositora original da cidade de Filadélfia, Pennsylvania, a musicista, também integrante do coletivo Radiator Hospital, acaba de anunciar a formação de um novo projeto em carreira solo. Trata-se do Swanning, banda de Indie Rock/Indie Pop que parece vinda diretamente do começo da década de 1990.

Para inaugurar oficialmente o projeto e anunciar a chegada do primeiro álbum do Swanning, Drawing Down The Moon (2016), Schemmer decidiu apresentar a inédita Sleep My Pretties. Da captação suja das guitarras e vozes ao uso de melodias pegajosas, típicas de bandas como Alvvays, todos os elementos se organizam de forma a revelar uma canção que parece criada há mais de duas décadas, mas que acabou se perdendo no tempo.

Drawing Down The Moon será lançado no dia 27/05 pelo selo Salinas Records.

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Swanning – Sleep My Pretties

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Yumi Zouma: “Barricade (Matter Of Fact)”

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Quem esperava por um som cada vez mais acelerado e dançante talvez encontre o completo oposto disso no primeiro álbum de estúdio do Yumi Zouma. Como indicado em Keep It Close To Me, faixa apresentada há poucas semanas, o quarteto neo-zelandês decidiu transformar o aguardado debut Yoncalla em um registro de vozes e melodias ambientais, tímidas, como a seleção de faixas exploradas como respiros dentro da sequência de EPs apresentada pelo grupo nos últimos anos.

Em Barricade (Matter Of Fact), mais recente canção de trabalho do grupo, uma continuação da mesma proposta. São sintetizadores comportados e a voz sempre delicada de Kim Pflaum, como se todos os elementos assentassem suavemente ao fundo da canção. Uma típica canção de grupos como Chromatics e Mr. Twin Sister, porém, em versão “miniatura”, como se todos elementos fossem encaixados de maneira sutil.

Yoncalla (2016) será lançado no dia 27/05 pelo selo Cascine.

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Yumi Zouma – Barricade (Matter Of Fact)

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Matt and Kim: “We Were The Weirdos EP”

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We Were The Weirdos (2016), esse é o nome do mais novo trabalho da dupla nova-iorquina Matt and Kim. Lançado poucos meses após o fraco New Glow, de 2015, o registro apresentado durante a passagem da dupla pelo Coachella, no último final de semana, mostra a busca por novas possibilidades, ritmos e temas eletrônicos. Uma extensão do Indie Pop colorido que a banda produz desde os primeiros trabalhos de estúdio.

São apenas quatro faixas inéditas – Fall To Pieces, Let’s Run Away, Please No More e Haunting Me –, mas que mostram o duo estadunidense tão enérgico quanto em começo de carreira. Faixa mais curiosa do trabalho, Let’s Run Away talvez seja a canção que melhor sintetiza a coerência da dupla, flutuando em meio a vozes típicas do R&B e batidas que mergulham em um som mais “punk”, resgatando a mesma energia de obras como Matt & Kim (2006) e Grand (2009).

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Matt and Kim – We Were The Weirdos EP

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The Clientele: “Since We Last Spoke”

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São mais de 20 anos de carreira, uma discografia riquíssima completa com obras como Suburban Light (2010), The Violet Hour (2003) e God Save The Clientele (2007), além de uma sequência de composições que nunca foram lançadas oficialmente pela banda. Em hiato desde 2010, o grupo britânico The Clientele está de volta para o relançamento do clássico Strange Geometry, obra originalmente apresentada em 2005, mas que reaparece agora com algumas “novidades”.

Junto da edição especial do disco, o coletivo inglês anuncia o lançamento de A Sense of Falling: Strange Geometry Outtakes (2006), um EP repleto de músicas que acabaram ficando de fora da edição final do trabalho lançado há mais de uma década. Entre as faixas que abastecem o pequeno registro “de inéditas”, Since We Last Spoke, um indie pop empoeirado, repleto de melodias acústicas e vozes brandas, íntimas do material produzido pelo grupo em grande parte dos anos 2000.

A nova edição de Strange Geometry e o EP A Sense of Falling: Strange Geometry Outtakes serão lançados no dia 06/05 pelo selo Merge.

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The Clientele – Since We Last Spoke

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Islands: “No Milk, No Sugar” / “Fear”

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Quem esperava pelo sucessor de Ski Mask, de 2012, acabou surpreendido com duas grandes notícias do Islands. Para a surpresa do público, o grupo canadense decidiu lançar nada mais e nada menos do que dois novos álbuns de estúdio. De um lado, Should I Remain Here, At Sea?, um registro marcado por boas melodias e sintetizadores sóbrios, base dos últimos discos da banda. No outro, as guitarras e leve seriedade de Taste, uma espécie de complemento ao trabalho irmão.

Oficialmente apresentados no final de janeiro, durante o lançamento de Back Into It e Charm Offensive, os dois registros acabam de ter mais duas novas faixas apresentadas ao público: No Milk, No Sugar e Fear. Duas composições que passeiam por temas e referências quase opostas, flertando com o pop e outras experiências, porém, sempre dentro dos limites impostos pela banda canadense, íntima de toda a rica discografia apresentada na segunda metade dos anos 2000.

TasteShould I Remain Here, At Sea? (2016) serão lançados no dia 13/05

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Islands – No Milk, No Sugar / Fear

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Disco: “Bilhão”, Bilhão

Artista: Bilhão
Gênero: Indie, Indie Pop, Dream Pop
Acesse: https://www.facebook.com/bilhao.musica/

 

Versos que detalham a passagem do tempo, guitarras essencialmente sutis e a constante sensação de acolhimento. Em Bilhão (2016, Balaclava Records), delicado registro de estreia do projeto comandado pelos músicos Felipe Vellozo (Séculos Apaixonados, Mahmundi) e Gabriel Luz (Crombie), todos os elementos que abastecem a obra são apresentados ao público com leveza, como a passagem para um ambiente que se faz convidativo, um verdadeiro recanto instrumental e lírico.

Tendo como base Atlântico Lunar e Horizontalidade, composições que apresentaram o trabalho da dupla carioca há poucos meses, vozes e arranjos flutuam em um aconchegante colchão de melodias tímidas e litorâneas. Sem pressa, ainda que efêmero – são apenas sete faixas e pouco mais de 20 minutos de duração -, o álbum segue à risca o verso central que salta da canção de abertura: “…que o tempo passa / Gordo e devagar”.

Em uma nuvem de sons e versos oníricos, típicos da recente safra do Dream Pop norte-americano, cada uma das sete composições que abastecem o disco seguem dentro uma medida própria de tempo. Nada de exageros, quebras bruscas ou possíveis alterações na ordem inicialmente apontada pela canção de abertura. Do jangle pop de Três da Tarde, passando pelo som acústico de Tô pra ver o tempo, até alcançar as derradeiras Mar de Vapor e The Effect, tudo flui com tranquilidade.

São letras ancoradas em elementos como “sol”, “céu”, “calor”, “mar” e “vapor”, detalhando de forma colorida o nascimento de pequenas paisagens – reais ou poéticas – que se espalham de forma sempre aconchegante até o último instante do trabalho. Uma espécie de fuga para um paraíso possível, talvez uma praia isolada em algum ponto distante do Rio de Janeiro, ou simplesmente um refúgio criativo que cresce na mente do próprio ouvinte. Continue reading

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Classixx: “Just Let Go” (Ft. How to Dress Well)

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Difícil imaginar que o responsável por obras como Love Remains (2010) e Total Loss (2012) faria parte de uma composição tão dançante quanto Just Let Go. Partindo exatamente de onde parou em “What Is This Heart?”, de 2014, Tom Krell, do How To Dress Well, se une aos produtores Michael David e Tyler Blake para uma das 12 canções que abastecem o novo registro de inéditas da dupla californiana, o sucessor de Hanging Gardens (2013), Faraway Reach (2016).

Além de Krell, dono das vozes e falsetes que preenchem o presente single, nomes como Passion Pit, De Lux, Harriet Brown e Isles também participam do disco. Outro que foi confirmado é o rapper T-Pain, colaborador da dupla em Whatever I Want, composição originalmente apresentada em novembro do último ano, mas que será parte do registro. Há poucos dias, Grecian Summer, faixa de abertura do álbum também foi entregue ao público. Acima, a capa de Faraway Reach, um projeto do artista gráfico Jonathan Zawada.

Faraway Reach (2016) será lançado no dia 03/06.

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Classixx – Just Let Go (Ft. How to Dress Well)

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