Tag Archives: Indie Pop

Passion Pit: “Lifted Up (1985)”

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“Contraste” parece ser a palavra que melhor define o trabalho do Passion Pit. Desde a entrega do primeiro EP, Chunk of Change, lançado em setembro de 2008, Michael Angelakos, vocalista e líder da banda, explora de maneira assertiva a essência melancólica dos próprios versos, posicionando sintetizadores festivos e arranjos voltados ao pop de forma a construir a base de cada composição. Um som de natureza doce, reforçado com delicadeza nos dois últimos trabalhos do grupo, Manners (2009) e Gossamer (2012).

Longe de parecer uma surpresa, com a entrega de Lifted Up (1985), primeiro single de Kindred (2015), terceiro álbum da carreira do grupo, todos os “ingredientes” que caracterizam a obra do Passion Pit são mais uma vez resgatados (e expostos) por Angelakos. Enquanto acomoda confissões e versos nostálgicos – “1985 was a good year / The sky broke apart then you walked in” – ao longo da música, uma frente de sintetizadores e vozes carregadas de efeito explodem com entusiasmo, transportando o ouvinte para o mesmo cenário de It’s Not My Fault, I’m Happy, Cry Like A Ghost e outras faixas mezzo apaixonadas, mezzo sofredoras do último disco.

Com um total de 10 faixas e lançamento pelo selo Columbia, Kindred estreia no dia 21 de abril.

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Passion Pit – Lifted Up (1985)

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Madeon: “Pay No Mind” (ft. Passion Pit)

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Até o lançamento do terceiro álbum de estúdio do Passion Pit, Kindred (2015), previsto para estrear no mês de abril, Michael Angelakos e os parceiros de banda devem apresentar ao público alguns fragmentos do novo registro. Ansioso demais para o trabalho? Carece de alguma canção inédita do grupo de Massachussetts? Tudo bem, a parceria da banda com o produtor francês Madeon talvez funcione como “aperitivo”.

Intitulada Pay No Mind, a inédita composição até que poderia ser encontrada no primeiro álbum de estúdio do grupo norte-americano – Manners (2009) – se não fosse pelo “clima de Daft Punk” no melhor estilo Discovery (2001). Parte do primeiro álbum de estúdio de Madeon, a faixa de quatro minutos parece capaz de resumir a atmosfera do esperado debut, trabalho que ainda conta com a participação de membros do Foster The People e Bastille. Com lançamento pelo selo Columbia, Adventure (2015) estreia no dia 31 de março.

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Madeon – Pay No Mind (ft. Passion Pit)

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Meca Music Festival 2015 – São Paulo

No ultimo sábado, São Paulo recebeu a segunda edição do festival Meca, que em 2014 teve uma versão reduzida na capital paulista, mas que esse ano teve sua maior versão entre as cidades que passou. O Meca teve inicio em 2011 no sul do país, e de lá até agora já trouxe atrações como: Vampire Weekend, Two Door Cinema Club, The Rapture, Mayer Hawthorne, Friendly Fires, além de excelentes djs internacionais.

Nesse ano o festival contou como suas principais atrações nomes como: La Roux, AlunaGeorge e a banda Citizens!, que tocou pela segunda vez no festival, depois de agradar os fãs em 2013, voltou para curtir o verão brasileiro com a galera. Nós fomos ao Campo de Marte, local aonde foi realizado o evento, que teve o palco principal em um hangar de aviões, além de três cabines de djs espalhados pela área aberta do pequeno aeroporto, que além de musica boa, gente bonita, contou com cerveja de graça e sorvete a vontade.

O festival começou na tarde de sábado, mas precisamente às 15h, e teve como abertura Serge Erege, que mostrou para poucos sua mistura de post-punk e space-disco, como assim define seu show. Logo em seguida tivemos a banda Glass n’ Glue, que conta com integrantes de Minas Gerais, Rio e São Paulo, e traz grande influencia do rock e o pop inglês e norte-americano, a banda mostrou um show cheio de energia e exibiu a experiência que ganhou nos últimos anos com seus shows e projetos paralelos. Já com um publico bacana circulando no festival, a banda carioca Mahmundi, comandada pela musicista e compositora Marcela Vale, fez uma das melhores apresentações do festival, e quem chegou cedo pode ver a incrível banda tornar a tarde mais agradável, com aquele climão de festival de verão.

Em seguida, a banda gaucha Wannabe Jalva, que é já quase residente do festival, fez sua terceira apresentação durante os anos no qual existe o meca e como sempre agitou o publico. Terminando as atrações nacionais que iriam tocar no palco principal, a banda paulistana Aldo, The Band, mostrou que veio pra ficar, e com uma plateia de grande quantidade e super animada, tocou seu repertorio desde o inicio do projeto, o novo hit “Sunday Dust” e uma nova canção que foi exibida ao publico pela primeira vez. Logo em seguida, os britânicos do Citizens! fizeram um belo show, super a vontade com a plateia, foram bem recebidos, mostraram gratidão e boas musicas.

Por fim chegou a hora mais aguardada por muitos ali, que esperavam ansiosos para ver a dupla Aluna George, que surpreendeu a todos com um show impecável. O duo londrino que ao vivo se torna trio mostrou musicas bem interpretadas e muito carisma por parte da cantora Aluna Francis, que fez todos ali presentes saberem o porquê do grande destaque nos últimos dois anos, que assim como eles, poucos artistas fazem ou já fizeram um R&B mais pop com tanta originalidade e atitude. Os hits “Your Drums, Your Love” e “You Know You Like It”, assim como a faixa “White Noise”, feita em parceria com o Disclosure, foram cantadas em coro.

Fechando a noite, o projeto La Roux, da cantora Elly Jackson, era a principal atração da noite levando o destaque do line up do festival, mas sua apresentação dividiu opiniões. A cantora subiu ao palco e agitou o publico, mas aos poucos deu pra perceber algo estranho no som. Parecia que algumas musicas estavam usando como apoio o recurso de playback. Mesmo com a apresentação do seu mais novo álbum, seus hits passados, além de estilo de sobra, a cantora decepcionou, faltando um pouco de vontade de “cantar” o que sabemos que ela sabe fazer bem.

Além do palco principal, tivemos muitos djs espalhados pelo espaço externo, com variedade de estilos e de performance. Podemos destacar a tenda feita em parceria com o Red Bull Music Academy, que trouxe o dj e produtor português Branko, membro do grupo de global bass BURAKA SOM SISTEMA, além de artistas brasileiros inovadores como Daniel Limaverde e seixlacK. A noite acabou e deixou um gostinho de quero mais, tirando a falta de variedade de comidas e os mini palcos muito próximos. O Meca SP 2015 trouxe boas atrações, foi bem localizado, bem organizado, teve diversas ações de marketing positivas durante o dia, quantidade de pessoas agradável para um festival, e, sobretudo harmonia entre o publico! Já estamos esperando o anuncio do line up do ano que vem, e novas iniciativas bacanas.

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Disco: “Girls in Peacetime Want to Dance”, Belle and Sebastian

Belle and Sebastian
Indie Pop/Alternative/Dance
http://www.belleandsebastian.com/

A capacidade de contar boas histórias talvez seja o principal instrumento de trabalho a cada novo álbum do Belle and Sebastian. Personagens fictícios esbarram nas histórias reais de Stuart Murdoch, dramas corriqueiros se escondem em meio a confissões intimistas e versos irônicos passeiam em meio a bases sutis, como se histórias tipicamente adultas fossem acomodadas em uma estrutura de composição pueril. Com o nono álbum de estúdio, Girls in Peacetime Want to Dance (2014, Matador), a essência da banda permanece a mesma, entretanto, a estrutura musical agora é outra, íntima das pistas de dança.

Longe de escapar do mesmo ambiente confortável (e pop) reforçado desde Dear Catastrophe Waitress (2003), cada instante do sucessor de Write About Love (2010) parece articulado em meio a tímidos passos de dança. Poderia ser um material perdido do ABBA – na fase Arrival (1976) – ou mesmo uma versão menos frenética do Cut Copy em In Ghost Colours (2008), mas é apenas um curioso exercício de criação, a tentativa de Murdoch em encaixar seus tradicionais temas humanos em cima de descompassadas coreografias.

Ainda que o globo espelhado e luzes coloridas sejam acionadas apenas na terceira faixa do disco, The Party Line, quando mais o ouvinte se aproxima do núcleo da obra, mais o ritmo acelera e os sintetizadores ditam o funcionamento dos vocais. Melodias acústicas no melhor estilo Tigermilk? Esqueça, o cenário desbravado pelo (hoje) sexteto transborda novidade, mesmo que a estrutura da obra confirme o interesse da banda pela década de 1970. Assim como a  abertura comercial lançada em The Life Pursuit (2006), GIPWTD talvez seja o indicativo de um novo caminho a ser percorrido pelo Belle and Sebastian.

Sem necessariamente parecer uma cópia, diversos aspectos do presente álbum parecem replicar conceitos antes explorados pelo Arcade Fire em Reflektor, de 2013. Incapaz de romper com a estrutura incorporada pela banda até o registro de 2010, Murdoch e Ben H. Allen, produtor do disco, flertam com o passado em um sentido tão nostálgico quanto presente, promovendo um trabalho próximo de uma linguagem atemporal. Temas autobiográficos e melancólicos que parecem prontos para aquecer as pistas e, ao mesmo tempo, confortar a mente do espectador. Continue reading

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Jens Lekman: “Postcard #1″

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Você também é apaixonado pelas melodias delicadas de Jens Lekman? Então é bom celebrar. Enquanto trabalha na produção do quarto registro em estúdio, o músico sueco resolveu presentear o público com uma série de canções semanais inéditas. Intitulada Postcards, a série deve presentear o ouvinte semanalmente com uma sequência de recortes melancólicos e harmonias instrumentais típicas de Lekman, ainda próximo do mesmo material lançado pelo compositor em I Know What Love Isn’t, de 2012.

Primeiro fragmento da série, Postcards #1 sobrevive a partir de pequenas melodias de piano, vozes comportadas e delicadeza, matéria típica do artista. Se tudo der certo, ao final do ano, os ouvintes devem contabilizar um material composto por 52 faixas inéditas. Como explicou no texto de apresentação do projeto, nenhuma das novas composições devem ultrapassar os dois ou três minutos de duração. “Pense nestas pequenas canções como cartões postais”, disse Lekman.

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Jens Lekman – Postcard #1

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MØ: “New Year’s Eve”

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A boa recepção do público e crítica em relação ao primeiro disco solo - No Mythologies to Follow (2014) -, músicas em parceria com Elliphant e Iggy Azalea, agenda lotada e apresentações nos quatro cantos do planeta. Sem dúvidas, o ano de 2014 foi extremamente positivo para a cantora dinamarquesa MØ. E qual a melhor forma de celebrar todas as realizações conquistadas e ainda preparar o terreno para 2015 se não apresentando uma nova composição?

Intitulada New Year’s Eve, a inédita criação pode até se afastar dos últimos inventos assinados pela artista, entretanto, reforça a mesma delicadeza e autoral interpretação do pop explorada desde as primeiras músicas de MØ. Acomodada em arranjos econômicos e vozes melancólicas, a cantora logo invade o mesmo território de nomes como Lykke Li e Lana Del Rey, reforçando uma sonoridade melódica, ainda que empoeirada e doce. Utilizando do recorte de diversos filmes e cenas em preto e branco, Anne Sofie Skaaring assina o vídeo que acompanha a canção.

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MØ – New Year’s Eve

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Camel Power Club: “Laïka”

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Batidas controladas, guitarras e arranjos “tropicais”, além de um coro infantil de vozes doces. Esta é a estrutura projetada para Laïka, mais novo lançamento da dupla francesa Camel Power Club. Embora tenha ficado de fora do último trabalho oficial dos produtores - Sputnik EP (2014) -, durante pouco mais de três minutos, toda a essência do projeto – inspirado por referências vindas das décadas de 1970 e 1990 – parece repetida e aperfeiçoada delicadamente.

Enquanto beats lentos e solos econômicos definem a estrutura da canção de forma precisa, esbarrando em referências extraídas da nova safra do Balearic Pop, um coro de 30 crianças acrescenta um tempero extra aos versos da composição. Lembra até a parceria do Passion Pit com o PS22 Chorus, não? Quem se interessou pelo trabalho, pode encontrar outras canções da dupla no soundcloud do CPC. (Via Pigeons and Planes)

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Camel Power Club – Laïka

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Diplo, Edward Droste & Rostam Batmanglij: “Long Way Home”

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Em novembro, Diplo e DJ Dahi assinaram a produção da faixa Stand For, um dos trabalhos mais recentes apresentados pelo rapper norte-americano Ty Dolla $ign. Aproveitando do material lançado pela dupla de produtores, os parceiros Edward Droste (do Grizzly Bear) e Rostam Batmanglij (do Vampire Weekend) resolveram brincar com a base da canção, acrescentando uma dose extra de experimento instrumentais e versos que flertam com o pop para desenvolver a curiosa Long Way Home.

Sem necessariamente fugir da versão original da música, Droste e Batmanglij trazem de volta toda a ambientação colorida testada em LP (2009), registro de estreia do Discovery, projeto paralelo do tecladista do Vampire Weekend em parceria com Wes Miles, da banda Ra Ra Riot. Mesmo divertida, a (curta) colaboração está longe de indicar um futuro registro assinado entre os dois músicos. O último álbum do Vampire Weekend foi o ótimo Modern Vampires of the City, de 2013, enquanto o último disco do Grizzly Bear foi o excelente Shields, em 2012.

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Diplo, Ed Droste, & Rostam Batmanglij – “Long Way Home”

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Belle & Sebastian: “Nobody’s Empire”

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Perto de completar os 20 anos de carreira, Stuart Murdoch e os parceiros do Belle & Sebastian continuam a promover o mesmo som melódico e assertivo lançado nos inaugurais Tigermilk (1996) e If You’re Feeling Sinister (1996). Com Girls in Peacetime Want to Dance (2015), o nono registro em estúdio, previsto para estrear no dia 19 de janeiro do próximo ano, o coletivo de Glasgow transforma a recém-lançada Nobody’s Empire em uma ponte para a boa fase na década de 1990 e a sequência de boas obras desenvolvidas desde a chegada de Dear Catastrophe Waitress (2003).

Faixa de abertura do novo disco, a delicada criação parece mergulhar em um cenário distinto em relação ao material “dançante” anteriormente exposto no single The Party Line. Com versos confessionais que atravessam a infância do próprio vocalista, a faixa aos poucos estabelece no vídeo dirigido entre Blair Young e Murdoch uma diálogo com a capa do registro. Produzido por Ben H. Allen (Animal Collective, Washed Out) Girls in Peacetime Want to Dance conta com distribuição pelo selo Matador.

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Belle & Sebastian – Nobody’s Empire

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The Decemberists: “Make You Better”

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Mais de uma década desde a estreia com Castaways and Cutouts (2002), obra que apresentou o som adorável do The Decemberists ao público, Colin Meloy prova que as melodias ainda são a base do coletivo norte-americano. Em Make You Better, instrumentos, vozes e toda a atmosfera da inédita composição parecem desenvolvidos com plena delicadeza e precisão, envolvendo o ouvinte em um ambiente de temas similares ao material utilizado no último registro em estúdio da banda, o ótimo The King Is Dead, de 2011.

Primeira faixa do sétimo registro de inéditas do grupo, What A Terrible World, What A Beautiful World (2015), a canção garante cinco minutos de vozes limpas, versos cantaroláveis e guitarras bem resolvidas, elementos ordenados de forma menos “orquestral” em relação aos primeiros anos da banda. Com distribuição pelos selos Rough Trade e Capitol, o novo álbum conta com lançamento previsto para o dia 19 de janeiro.

Abaixo, o clipe de Make You Better, um programa de entrevistas apresentado por Nick Offerman (Parks & Recreation). A direção do vídeo é de Bill Fishman.

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The Decemberists – Make You Better

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