Tag Archives: Indie Pop

Edição do Popload Festival 2015 acontece nos dias 16 e 17 de outubro no Audio Club em São Paulo

popload miojo

A terceira edição do Popload Festival, que acontece no Audio Club nos dias 16 e 17 de outubro. Maior e mais diversificado a cada ano, o festival vem se consolidando como um dos principais eventos de música do país e promete muitas surpresas para 2015. As primeiras atrações desta terceira edição, serão reveladas ainda em maio e o line up completo, que deve reunir entre 10 e 15 artistas nacionais e internacionais, será anunciado em breve.

O festival informa que haverá uma pré-venda promocional e limitada somente entre os dias 22 e 26 de maio. Durante esses quatro dias, o público poderá adquirir ingressos Passaporte-Pista com 30% de desconto. Esse passaporte dará acesso aos dois dias de festival no setor pista, a R$180,00 (meia-entrada) e R$360,00 (inteira). Os ingressos estarão disponíveis através do site www.poploadfestival.com. A venda geral e sem o desconto promocional acontece a partir do dia 26 de maio e a divulgação dos preços será feita posteriormente.

Criado em 2013, o festival que se deu a partir das edições do Popload Gig, o selo que traz bandas internacionais para tocar no Brasil desde 2009. No ano passado, a segunda edição teve 14 atrações, entre bandas nacionais e internacionais, durante dois dias de shows, levando seis mil pessoas ao Audio Club, em São Paulo.

 

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , ,

Dupla Arcade Fighters lança novo EP

Creditos_Ihateflash

Dupla de DJs e produtores brasileiros de Indie Dance, Disco House e Nu-Disco lança seu mais novo ep. Começando em 2013 eles compartilham influencias de artistas como Daft Punk, Tim Maia e Michael Jackson. O estilo da dupla traz o poder da batida brasileira com cortes e filtros do disco francês, sempre procurando boogies da decada de 80 e música brasileira como groove funk e samba, eles olham para o corte e a batida certa para renovar.

Arcade Fighters traz em seu novo EP de edits, o Brazilian Grooves Vol. 1. O Ep contem cinco faixas selecionadas entre a década de 70 e final de 80, sempre com um ritmo agitado e com uma ideia de que é possível polir essas músicas pra pista de agora. Apoiados por selos internacionais como Spa In Disco, Spincat Records, and NuDiscoYourDisco, eles reinventam os clássicos e os trazem para uma nova época. Também fazem parte do coletivo paulista Brazilian Disco Club.

O novo disco dos meninos se encontra disponível gratuitamente no soundcloud deles, você pode ouvir e baixar tudo sem pagar nada.
https://soundcloud.com/arcadefighters/sets/arcade-fighters-brazilian-1

 

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , , , , ,

Roses: “Quiet Time”

.

Depois de apresentar quatro álbuns de estúdio bem-sucedidos, no começo de 2014 foi anunciado o fim das atividades do Abe Vigoda. Para a felicidade do público fiel, carente por um novo registo de inéditas do extinto coletivo, parte dos integrantes se juntaram para formar o Roses, projeto que pode não sustentar a mesma sonoridade “Punk-Tropical” de obras como Skeleton (2008) e Crush (2010), mas mantém parte da estética Lo-Fi da antiga banda, encontrando na estética dos anos 1980 uma inusitada forma de renovação.

Dando sequência ao ótimo Dreamlover EP (2014), o grupo formado por Marc Steinberg, Victor Herrera e Juan Velasquez apresenta a inédita Quiet Time. Uma das metades do Single 7″ lançado em parceria com a banda Moaning, com nova composição o trio reforça ainda mais a relação com a sonoridade projetada há mais de três décadas, carregando nos sintetizadores e versos extensos uma espécie de diálogo com o último álbum do também trio Future Islands, Singles (2014).

.

Roses – Quiet Time

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , ,

Puro Instinct: “Lake Como”

.

Pelo visto, Grimes e os conterrâneos do Purity Ring não foram os únicos a perceber o diálogo natural entre o Dream Pop e as batidas densas do Hip-Hop/R&B. Em Lake Como, mais recente canção da dupla Puro Instinct – projeto comandado pelas irmãs Piper e Sky Kaplan -, todo o catálogo de ambientações etéreas testadas no álbum Headbangers in Ecstasy (2011) é encarado de forma distinta, resultando em uma faixa que escapa temporariamente do conceito “celestial” das irmãs Kaplan.

Parte expressiva dessa transformação nasce da interferência direta da dupla de produtores formada por Kehinde e Taiwo. Sob o nome de Christian Rich, o duo de original da cidade de Chicago transporta parte do som letárgico do Puro Instinct para o mesmo universo de Earl Sweatshirt, Vince Staples e outros nomes de peso do Hip-Hop atual; artistas – novatos ou experientes – que também contam com músicas produzidas pela dupla.

.

Puro Instinct – Lake Como

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , ,

Disco: “No Meu Peito”, Luneta Mágica

Luneta Mágica
Indie/Alternative/Indie Pop
https://www.facebook.com/bandalunetamagica

“Experimental”, “Alternativo”, “Eletrônico”, “Indie” e “Folk”. Esses são alguns dos rótulos escolhidos pelos integrantes da Luneta Mágica para definir a sonoridade produzida pela banda. Curioso perceber no segundo registro de inéditas do coletivo amazonense, No Meu Peito (2015, Invern Records), uma obra esquiva de toda essa pluralidade “restritiva” de conceitos. Como uma fuga de possíveis experimentos e bloqueios estéticos lançados no inicial Amanhã vai ser o melhor dia da sua vida (2012), um caminho marcado pela leveza orienta de forma positiva os passos e referências do hoje renovado quarteto de Manaus.

Por vezes íntimo do pop “clássico”, o novo trabalho de Pablo Araújo (vocal e guitarra), Erick Omena (guitarra), Eron Oliveira (bateria) e Diego Souza (baixo e teclado) borbulha em meio a bases melódicas, vocais tratados de forma polida e versos que se espalham descomplicados, ocupando sem esforços a mente do ouvinte. Em um explícito exercício de maturidade, toda a soma de argumentos complexos lançados no álbum de 2012 é logo derrubada na primeira composição, resultando em uma corredeira de emanações acolhedoras, acessíveis aos mais variados públicos. Beatles e The Beach Boys surgem de forma quase instintiva, como pilares, entretanto, é na formação de som próprio da Luneta Mágica que reside o grande acerto da obra.

Inaugurado pela timidez da reclusa faixa-título, No Meu Peito logo explode em cores, acordes e vozes marcadas pela euforia. Basta um passeio pela efetiva trinca de abertura da obra – Lulu, Acima das Nuvens e Mônica – para imediatamente cair na arapuca melódica que o quarteto reforça até o último ato do trabalho. Canções capazes de resgatar o hoje esquecido conceito de “música radiofônica”, preferência que involuntariamente mergulha no mesmo ambiente acessível de gigantes como Skank – em Maquinarama (2000) e (2001) Cosmotron (2003) – e Los Hermanos – Ventura (2003) -, mas sem necessariamente interferir na construção de uma sonoridade autoral.

Rico catálogo de hits, mesmo abastecida pelo pop e melodias radiantes, No Meu Peito é uma obra que assume dois caminhos distintos. Na primeira metade do registro, uma coleção de versos sentimentais e arranjos ensolarados, como um diálogo leve da banda com toda uma nova frente de ouvintes. A partir de Preciso, sexta composição da obra, um completo deslocamento desse mesmo propósito. A julgar pelo uso de vocais e bases “sujas”, uma extensão simplificada do arsenal temático lançado no disco anterior. Conceitos que mergulham na psicodelia (Mantra), remontam velhas bases eletrônicas (Sem Perceber) e, pela primeira vez, refletem de forma provocativa o rótulo de obra “experimental” que a banda defende. Continue reading

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , ,

Tame Impala: “Eventually”

.

Let It Happen, Disciples e Cause I’m a Man; se parasse aí, os australianos do Tame Impala teriam um grande EP em mãos, mas isso é apenas o começo, a ponta do iceberg colorido que será apresentado em Currents (2015). Terceiro álbum de inéditas do grupo comandado por Kevin Parker, o registro de 13 faixas e lançamento mundial pelo selo Interscope acaba de ter sua data de lançamento (finalmente) divulgada ao público: 17 de julho. Para celebrar o anúncio, o grupo entregou mais uma faixa inédita: Eventually.

Nova fuga do som “pesado” de Lonerism (2012), último álbum de estúdio da banda, Eventually segue com naturalidade a base proposta na já conhecida Cause I’m a Man, equilibrando sintetizadores e toda uma variedade de elementos da década de 1980 em necessariamente fugir dos temas característicos do grupo australiano. Pequenos atos individuais, guitarras tímidas, pausas e encaixes precisos de voz que mais uma vez transportam o ouvinte para um cenário mágico.

.


Tame Impala – Eventually

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , ,

Nana: “Berli(m)possível”

.

Nana está de volta. Dois anos após o lançamento de Pequenas Margaridas, um dos registros mais graciosos da música brasileira em 2013, a baiana regressa ao mesmo ambiente temático e “germânico” de Expressionismo Alemão para apresentar o inédito Berli(m)possível EP. São apenas quatro composições – Ano novo, Amor, bicho geográfico, Berli(m)possível e Recomeçar -, material suficiente para que a cantora mais uma vez transporte para dentro do universo enevoado e sutil do último grande álbum de estúdio.

De um lado, o tempero doce do Twee Pop e referências que inevitavelmente tropeçam na obra inicial de Belle and Sebastian ou Camera Obscura. No outro oposto, os ritmos nacionais; elementos do samba, bossa nova e acréscimos regionais que fazem do EP um trabalho acolhedor. Recomendado para quem ainda desconhece a sonoridade da cantora, o registro pode ser apreciado na íntegra logo abaixo. No perfil de Nana no Bandcamp, um acervo enorme de singles, versões e diferentes projetos assinados pela artista nos últimos anos.

.

Nana – Berli(m)possível

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , , , , ,

Little Boots: “Better In The Morning”

.

Mesmo passados dois anos desde o lançamento do dançante Nocturnal (2013), Victoria Hesketh já reforça o interesse em produzir uma sonoridade completamente distinta em relação ao último álbum com o Little Boots. Em Better In The Morning, mais recente single da cantora britânica, dos vocais ao uso de sintetizadores, da melodias ao exercício “simples” dos versos, a busca por um material que se aproxime de Hands (2009), primeiro álbum da artista, ecoa de forma perceptível e quase nostálgica.

Em um diálogo descomplicado com a década de 1980, porém, longe de escapar do presente cenário, Hesketh cria uma faixa que cresce acolhedora e leve, distante das pistas e do clima dançante que apresentou a cantora na década passada. Passagem para o terceiro disco solo da artista, Working Girl (2015), a nova faixa lembra Tom Tom Club e qualquer outro grupo clássico do passado, mas, acima de tudo, preserva a essência doce do Little Boots.

Working Girl (2015) será lançado no dia 10/07 pelo selo Dim Mak Records.

.


Little Boots – Better In The Morning

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , ,

Made In Heights: “Slow Burn”


.

Voz doce, sintetizadores tímidos e batidas crescentes, como se convidassem o ouvinte para dançar de forma lenta, despretensiosa. Assim é o trabalho da dupla Made In Heights, projeto norte-americano de “Pop Fiction“, “West Coast Gothic” e outros (sub)gêneros marcados pela ironia e gracejo dos integrantes. De um lado, a estrutura musical montada pelo DJ/produtor Sabzi, no outro oposto, o vocal delicado de Kelsey Bulkin, artista que parece dialogar de forma natural com a essência comportada de Goldfrapp e demais representantes do Trip-Hop etéreo dos anos 1990.

Em Slow Burn, mais novo lançamento da dupla, uma pequena mostra daquilo que será lançado em essência dentro do debut Without My Enemy What Would I Do (2015). Montada em uma estrutura econômica, a canção segue a linha dos últimos lançamentos da dupla nos últimos três anos, reforçando o toque “sensual” já previsto em outras criações do casal.

Without My Enemy What Would I Do (2015) será lançado de forma independente no dia 26 de maio pelo iTunes.

.


Made In Heights – Slow Burn

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , ,

FFS: “Collaborations Don’t Work”

.

FFS (2015), homônimo registro de estreia da parceria entre os escoceses do Franz Ferdinand e a banda norte-americana Sparks ainda nem foi lançado, mas Alex Kapranos insiste em afirmar: “colaborações não funcionam”. Calma, nada de desentendimentos e brigas entre os diferentes membros do (novo) projeto, este é apenas o título e refrão do mais recente lançamento do sexteto, a orquestral e, ainda assim, pop Collaborations Don’t Work.

Típica composição “comportada” que aparece como respiro instrumental na obra do Franz Ferdinand, com a nova faixa, o grupo mais uma vez reforça a comunicação do FFS com todo o acervo de registros lançados na década de 1970. De relação com os vocais e arranjos típicos de David Bowie, passando pelo breve diálogo com a música progressiva, diferentes cenários e tendências se encontram dentro dos limites próprios da banda, ainda íntima do mesmo conceito apresentado em Right Thoughts, Right Words, Right Action,  de 2013.

A estreia do FFS conta com lançamento previsto para 08/06 pelo selo Domino.

.

FFS – Collaborations Don’t Work 

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , ,