Tag Archives: Indie Pop

Whitney: “No Matter Where We Go” (VÍDEO)

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Aos poucos o coletivo Whitney se transforma em um dos projetos mais graciosos e interessantes da presente cena dos Estados Unidos. Comandada por Max Kakacek (ex-integrante do Smith Westerns) e Julien Ehrlich (baterista do Unknown Mortal Orchestra), a banda que nos últimos meses presenteou o público com as delicadas Golden Days e No Woman, acaba de revelar uma de suas canções mais pegajosas até aqui: No Matter Where We Go.

Trata-se de uma encantadora declaração de amor que se estende do primeiro ao último verso. Um jogo seguro de guitarras íntimas dos anos 1970, vozes marcadas pela sutileza e sentimentos sempre confessos. Uma típica composição do UMO, porém, livre da base psicodélica que orienta o trabalho do grupo neo-zelandês. Junto da canção, o grupo aproveita para lançar o clipe da faixa, trabalho dirigido por Alan Del Rio Oritz.

Light Upon The Lake (2016) será lançado no dia 03/06 pelo selo Secretly Canadian.

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Whitney – No Matter Where We Go

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Fernando Temporão: “Paraíso”

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Paraíso (2016), esse é o nome do segundo e mais recente álbum do cantor e compositor Fernando Temporão. Sucessor do ótimo De dentro da gaveta da alma da gente – um dos 50 melhores discos nacionais de 2013 –, o registro que conta com 11 faixas inéditas e ilustrações de Elisa Arruda apresenta ao público uma série de colaborações com nomes de peso da música nacional, caso da cantora Ava Rocha, o cantor e compositor César Lacerda, além de Filipe Catto.

Com produção de Kassin, parceiro de Temporão desde o último álbum, Paraíso ainda conta com a presença de músicos como Marcelo Jeneci, Domenico Lancellotti e um time de instrumentistas que acompanham o cantor até os últimos instantes da obra. Disponível para download gratuito pela página de Temporão, o trabalho também pode ser apreciado em diferentes serviços como Spotify, Youtube ou pelo Soundcloud. Ouça:

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Fernando Temporão – Paraíso

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Classixx: “Safe Inside” (Ft. Passion Pit)

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O que acontece quando você mistura as batidas e sintetizadores quentes da dupla Classixx com a voz característica de Michael Angelakos? A resposta está em Safe Inside. Mais recente composição do projeto comandado pelos produtores Michael David e Tyler Blake, a faixa de versos marcados pelos sentimentos mostra a busca dos californianos por um som cada vez mais acessível, pop, proposta reforçada desde o lançamento de Just Let Go (com How To Dress Well) e Whatever I Want (ao lado do rapper T-Pain).

Em Safe Inside, a proposta da dupla californiana está em replicar todos os elementos produzidos por Angelakos no Passion Pit, porém, dentro dos limites e ambientações típicas do Classixx. Uma espécie de remix do mesmo material apresentado pelo músico de New Jersey nos últimos cinco anos. Do coro de vozes ao uso delicado dos sintetizadores, uma das composições mais delicadas do projeto e uma espécie de fuga do material apresentado em 2013 com Hanging Gardens.

Faraway Reach (2016) será lançado no dia 03/06.

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Classixx – Safe Inside (Ft. Passion Pit)

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Laure Briard: “Toi et Moi” (VÍDEO)

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Versos em francês divididos entre o amor e a melancolia, batidas, vozes e arranjos sempre contidos, deliciosamente sedutores. Quem conheceu o trabalho de Laure Briard em Révélation, álbum apresentado em 2015, sabe do caráter nostálgico que move o trabalho da cantora e compositora de Toulouse. Um passeio delicado pela música francesa dos anos 1960/1970, preferência que volta a se repetir no novo registro de inéditas da jovem artista: Sur la Piste de Danse (2016).

Canção escolhida por Briard para anunciar o novo disco, Toi et Moi segue um ritmo ainda mais lento em relação aos últimos lançamentos da cantora. Pianos e guitarras que funcionam como um delicado pano de fundo para a voz da artista francesa. Junto da canção, curtinha, apaixonada, o clipe assumido por Michelle Blades, trabalho que foca no isolamento da cantora.

Sur la Piste de Danse (2016) será lançado no dia 24/06 pelo selo Midnight Special.

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Laure Briard – Toi et Moi

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Vogue Dots: “If You Stay”

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Original da cidade canadense de Halifax, o Vogue Dots é um projeto de Dream Pop comandado pela dupla Babette Hayward e Tynan Dunfield. Com uma sequência de EPs e singles nas mãos, o duo acaba de alcançar uma de suas canções mais dolorosas e sombrias: If You Stay. Uma delicada colisão entre batidas, sintetizadores e vozes, conceito que tanto se aproxima do trabalho da neo-zelandesa Lorde como do som produzido pela dupla norte-americana Beach House.

Lançada isoladamente, como single, a canção parece seguir um caminho bem diferente em relação aos últimos trabalhos do casal. Longe da ambientação “pop” de faixas como Way With Silence e Thunder, o desespero parece tomar conta de cada instante da canção. Uma constante sensação de abandono, conceito que se reflete também na imagem que ilustra o trabalho – a fotografia escura de um telefone em cima de uma mesa.

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Vogue Dots – If You Stay

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Fernando Temporão: “Dança”

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Em Paraíso (2016), o cantor e compositor Fernando Temporão parece seguir um caminho completamente distinto em relação ao som produzido no inaugural De dentro da gaveta da alma da gente (2013) – um dos 50 Melhores Discos Nacionais de 2013. Longe dos versos e arranjos coloridos que marcam o trabalho apresentado há três anos, um explícito amadurecimento, estímulo para a série de colaborações com nomes como Ava Rocha, César Lacerda, Filipe Catto e o velho parceiro de produção, o músico Kassin.

Escolhida para apresentar o novo disco – previsto para o final de maio –, a inédita Dança, faixa em parceria com o cantor e compositor Marcelo Jeneci, mostra a veia política de Temporão. “Tira a cabeça daí / Olha de frente pro perigo … Não, eu não vou saber dizer / Pra vocês não vou dizer / Sim“, canta suavemente, discutindo a situação política do país, enquanto o acordeom do convidado se espalha lentamente ao fundo da canção. Acima, a imagem de capa do álbum, trabalho que leva a assinatura de Elisa Arruda.

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Fernando Temporão – Dança

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Tegan and Sara: “Stop Desire”

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As irmãs Tegan e Sara Quin têm se esforçado bastante para a divulgação do novo álbum de inéditas, Love You To Death (2016). Como se não bastasse a responsabilidade por uma das melhores – se não a melhor – música pop do ano, Boyfriend, o duo canadense vem presenteando o público com uma seleção de faixas essencialmente pegajosas. É o caso da “oitentista” U-Turn, a adorável 100x e seu clipe repleto de cachorros e a recém-lançada Stop Desire.

Síntese do lado mais pop da dupla canadense, a canção de batidas e vozes quentes nasce como um convite para as pistas, uma continuação explícita do material produzido anteriormente no álbum Heartthrob, de 2013. Difícil passar pela canção e não sair com o refrão pegajoso grudado na cabeça. Apenas mais um componente da imensa fábrica de hits que a dupla vem produzindo desde que assumiu uma nova postura musical no começo da presente década.

Love You To Death (2016) será lançado no dia 03/06 pelo selo Warner Bros.

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Tegan and Sara – Stop Desire

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Anna of The North: “Baby” (VÍDEO)

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Batidas e arranjos sempre minimalistas, tímidas, a voz doce e versos que tratam de relacionamentos fracassados, medos e confissões românticas. É fácil ser seduzido pelo trabalho da jovem Anna Lotterud. Dona de uma sequência de composições assinadas como Anna of the North, a cantora, compositora e produtor escandinava acumula no próprio perfil no soundcloud um vasto acervo de faixas marcadas pela saudade; faixas como Sway e a mais recente delas, Baby.

Em uma estrutura que cresce lentamente, revelando vozes e sintetizadores que são apresentados ao público em pequenas doses, a composição de versos dolorosos parece seguir uma trilha intimista, rompendo com o trabalho de outras conterrâneas da cena escandinava. Uma espécie de interpretação mais “lenta” do mesmo material dançante produzido pelo CHVRCHES em The Bones of What You Believe (2013), percepção clara desde o single anterior, The DreamerAssisa ao colorido clipe da canção:

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Anna of The North – Baby

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MØ: “Final Song”

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Desde o lançamento do bem-sucedido No Mythologies to Follow, trabalho lançado em 2014, MØ já se aventurou em uma série de outras composições inéditas. Músicas como New Year’s Eve e a dançante Kamikaze. Isso sem contar o arrasa quarteirões Lean On, parceria com o coletivo norte-americano Major Lazer e um dos grandes hits de 2015. Ponto de partida para um novo álbum de inéditas da cantora sueca? Possivelmente.

Enquanto não anuncia o sucessor do primeiro álbum de sua carreira, a jovem cantora segue despejando novas criações. É o caso da recém-lançada Final Song. Típica composição da artista, a música de quase quatro minutos cresce com leveza, detalhando sintetizadores e batidas controladas, ponto de partida para a letra machucada de MØ, repleta de sentimentos e tormentos expostos, marca de grande parte do trabalho da cantora.

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MØ – Final Song

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CHVRCHES: “Warning Call”

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Com dois ótimos discos em mãos – The Bones of What You Believe (2013) e Every Open Eye (2015) –, o trio CHVRCHES se projeta como um dos projetos mais assertivos da recente safra do pop/synthpop britânico. Convidado a colaborar com a trilha sonora do jogo Mirror’s Edge Catalyst, o grupo apresenta ao público a inédita Warning Call, faixa escrita pela vocalista Lauren Mayberry e inspirada em uma das personagens do jogo em questão.

Lírica e musicalmente, uma clara extensão do material produzido pela banda nos últimos três anos. Sintetizadores brandos e detalhistas no primeiro ato, o vocal entristecido de Mayberry, um gancho poderoso para o refrão e a colisão de ruídos eletrônicos que marcam o instante final da canção. Talvez a principal diferença sejam os pequenos toques de “8-bit” ao fundo da canção, sonoridade que faz lembrar das trilhas sonoras de jogos produzidos pelo produtor Disasterpeace.

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CHVRCHES – Warning Call

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