Tag Archives: Indie Rock

White Lung: “Below” (VÍDEO)

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Resistir ao trabalho do White Lung nos últimos meses não tem sido uma tarefa fácil. Primeiro veio a desesperada Hungry, em fevereiro deste ano. Depois foi a vez de Kiss Me When a Bleed chegar até o público, despejando uma solução de guitarras melódicas, gritos e batidas que apresentaram a nova sonoridade da banda canadense. Agora é a vez Below, terceira e mais recente canção do aguardado Paradise (2016) ser oficialmente entregue ao público.

Musicalmente “comportada” em relação ao som agressivo incorporado nas duas últimas canções da banda, Below mostra a busca do White Lung por novas possibilidades. Uma colisão de guitarras sujas, crescendo como um pano de fundo para a voz perfeitamente esculpida de Mish Way, responsável pela sequência de versos sufocantes da faixa. Para o clipe da faixa, dirigido por Richard Bates Jr., uma “homenagem” da banda à atriz Marilyn Monroe.

Paradise (2016) será lançado no dia 06/05 pelo selo Domino.

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White Lung – Below

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Swanning: “Sleep My Pretties”

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Não é necessário fazer muito esforço para perceber de onde vem grande parte das inspirações de Cynthia Ann Schemmer. Cantora e compositora original da cidade de Filadélfia, Pennsylvania, a musicista, também integrante do coletivo Radiator Hospital, acaba de anunciar a formação de um novo projeto em carreira solo. Trata-se do Swanning, banda de Indie Rock/Indie Pop que parece vinda diretamente do começo da década de 1990.

Para inaugurar oficialmente o projeto e anunciar a chegada do primeiro álbum do Swanning, Drawing Down The Moon (2016), Schemmer decidiu apresentar a inédita Sleep My Pretties. Da captação suja das guitarras e vozes ao uso de melodias pegajosas, típicas de bandas como Alvvays, todos os elementos se organizam de forma a revelar uma canção que parece criada há mais de duas décadas, mas que acabou se perdendo no tempo.

Drawing Down The Moon será lançado no dia 27/05 pelo selo Salinas Records.

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Swanning – Sleep My Pretties

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Band of Horses: “Casual Party”

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Why Are You OK (2016), esse é o nome do quinto álbum de estúdio do Band of Horses. Sucessor do mediano Mirage Rock, de 2012, o trabalho reserva ao público 12 composições inéditas e produção dividida entre Jason Lytle, vocalista e líder do Grandaddy, além do veterano Rick Rubin, responsável pela produção executiva do disco. Musicalmente, uma extensão do material apresentado pelo grupo desde o terceiro registro de inéditas, o acelerado Infinite Arms (2010), sonoridade explícita na recém-lançada Casual Party.

Do vocal característico de Ben Bridwell, passando pelo uso de guitarras essencialmente melódicas e todo um material que remete à discografia da banda, pouco parece ter evoluído nos últimos três anos de hiato da banda. Um refrão explosivo, a letra marcada por versos confessionais e a interferência direta de arranjos tão melancólicos quanto raivosos. Uma fórmula pronta, mas que deve agradar a massa de seguidores que há mais de uma década acompanham o trabalho do grupo.

Why Are You OK (2016) será lançado em junho pelos selos Interscope/American Recordings.

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Band Of Horses – Casual Party

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Disco: “Xóõ”, Xóõ

Artista: Xóõ
Gênero: Rock, Alternative, Experimental
Acesse: http://projetoxoo.com.br/

 

As ideias ocupam toda a extensão do primeiro registro em estúdio do coletivo Xóõ. Entre versos marcados por temas existencialistas, conceitos políticos, medos e confissões sentimentais, uma chuva de ruídos, bases eletrônicas e experimentos orquestram de forma essencialmente instável o rumo de cada composição assinada pelo grupo. Caos transformado em música. Uma propositada ausência de ordem, estímulo para a construção do curto acervo que sustenta o disco homônimo da banda.

No time de músicos aos comandos do Xóõ – pronuncia-se chó-on -, Vitor Brauer (vocalista da banda mineira Lupe de Lupe), Bruno Schulz (produtor e músico que já trabalhou ao lado de Cícero), Cairê Rego e Felipe Pacheco (ambos integrantes do coletivo Baleia), Gabriel Barbosa (SLVDR, também membro da banda de Duda Brack), além de Larissa Conforto, Gabriel Ventura e Hugo Noguchi, estes três últimos, responsáveis pelo Ventre. Oito colaboradores. Oito canções inéditas.

Escolhida para apresentar o trabalho, a descritiva Passado Futuro encontra em fragmentos históricos – que vão da antiguidade à era da informação – um eficiente ponto de partida. Trata-se de uma colisão alucinada de ideias e textos narrados por Brauer. Versos que observam o nascimento do homem, discutem religião, guerras, evolução e tecnologia, fixando no verso inaugural — “A humanidade nasceu da morte” — uma base pessimista que serve de estímulo para o restante da obra.

Sem ordem aparente, cada música assume uma direção específica, torta e sempre provocativa. Em Gente Boa, por exemplo, enquanto as guitarras flertam com a obra de Deftones e Queens Of The Stone Age, nos versos, Brauer mergulha em um cenário cinza, dominado por personagens tão instáveis (e sujos) quanto os arranjos que invadem a canção. Um completo oposto do som apresentado em Eu Te Amo, um axé-rock distorcido, “pegajoso” e talvez a composição mais acessível de toda a obra. Continue reading

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Disco: “Human Performance”, Parquet Courts

Artista: Parquet Courts
Gênero: Indie Rock, Alternative, Post-Punk
Acesse: https://parquetcourts.wordpress.com/

 

Evoluir sem necessariamente perverter a própria essência musical. Dois anos após o lançamento da dobradinha Sunbathing Animal (2014) e Content Nausea (2014) – este último, apresentado ao público sob título de Parkay Quarts – Andrew Savage (voz, guitarras), Austin Brown (voz, guitarras), Sean Yeaton (baixo) e Max Savage (bateria) estão de volta um novo registro de inéditas do Parquet Courts: Human Performance (2016, Rough Trade).

Obra mais “ousada” de toda a discografia dos nova-iorquinos, musicalmente o presente álbum dá um salto em relação ao material produzido anteriormente pela banda. Ainda que o diálogo com elementos do pós-punk e rock alternativo dos anos 1990 seja mantido durante toda a execução do trabalho, pouco do som pensado para os iniciais American Specialties (2011) e Light Up Gold (2012) parece ter sobrevivido, revelando um claro exercício de reposicionamento por parte do quarteto.

Mesmo que a inaugural Dust sirva para exemplificar toda a transformação da banda, detalhando uma coleção de sintetizadores cósmicos e guitarras crescentes, típicas de gigantes como The Velvet Underground, está na própria faixa-título do disco a busca por um conjunto de novas possibilidades. Um material inicialmente tímido, mas que logo transporta o quarteto para um novo cenário, como se o grupo exagerasse de forma propositada na utilização de efeitos e distorções.

Em uma estrutura essencialmente versátil, cada uma das 13 composições que abastecem Human Performance se fragmenta em diferentes temas e ambientações instrumentais. Salve a rigidez de músicas como Berlin Got Blurry, difícil encontrar uma canção que mantenha a mesma estrutura do primeiro ao último acorde. Da explosão de sons na extensa One Man No City ao toque melancólico de Steady On My Mind, faixa após faixa, o grupo detalha um mundo de texturas e pequenos detalhes. Continue reading

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Weaves: “Candy”

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Guitarras ensurdecedoras, batidas sempre precisas e a voz poderosa de Jasmyn Burke. Poucas semanas após o lançamento de One More, o quarteto canadense Weaves está de volta com mais uma composição inédita. Batizada Candy, a faixa que abre em meio a guitarras suculentas, no melhor estilo Queens of The Stone Age mostra todo o potencial do grupo de Toronto, criando uma escalada de ruídos e vozes que acompanham o ouvinte até o último instante.

Em sentido oposto ao som apresentado em One More — um garage rock festivo e jovial –, Candy mostra a busca do quarteto por um som que vá além do material apresentado na série de singles e EPs lançados pelo grupo nos últimos três anos. Além das duas canções já apresentadas ao público, o quarteto ainda reserva uma sequência de nove composições inéditas.

Weaves (2016) será lançado no dia 17/06 pelos selos Kanine/Memphis Industries/Buzz.

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Weaves – Candy

 

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Mitski: “Your Best American Girl” (VÍDEO)

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Dona de um vasto catálogo de obras acumuladas no bandcamp, incluindo o ótimo Bury Me At Makeout Creek, de 2014, Mitski Miyawaki passou os últimos cinco anos construindo o próprio espaço dentro da cena norte-americana. Um lento exercício de amadurecimento que passa por obras como LUSH (2012) e Retired from Sad, New Career in Business (2013), até alcançar o novo registro de inéditas da cantora, o aguardado Puberty 2 (2016).

Em Your Best American Girl, composição escolhida para apresentar o ainda inédito trabalho da musicista, o claro sentimento de mudança. Ainda que habite o mesmo universo de Torres, Waxahatchee e todo o time de novas representantes da música alternativa, está no diálogo com PJ Harvey e todo o grupo de veteranas da década de 1990 a real beleza da recém-lançada composição. Guitarras e vozes que flertam abertamente com o passado, entretanto, mantém firme o som produzido nos últimos discos da cantora. Para o clipe da canção, Miyawaki convidou a diretora Zia Anger, responsável por trabalhos para Angel Olsen, Julianna Barwick e Jenny Hval.

Puberty 2 (2016) será lançado no dia 17/06 pelo selo Dead Oceans.

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Mitski – Your Best American Girl

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Little Scream: “The Kissing” (ft. Kyp Malone)

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Laurel Sprengelmeyer conseguiu chamar a atenção de muita gente com o lançamento de The Golden Record, em 2011. Primeiro álbum de estúdio da multi-instrumentista canadense como Little Scream, a obra produzida pelo músico Richard Parry, um dos integrantes do Arcade Fire, conseguiu reforçar toda a versatilidade da artista. Cinco anos depois, Sprengelmeyer está de volta com um novo registro de inéditas: Cult Following (2016)

Anunciado há poucos meses, durante o lançamento da ótima Love Is a Weapon, o novo álbum acaba de contar um novo e bem-sucedido apoio. Trata-se da inédita The Kissing, uma parceria entre Sprengelmeyer e um dos vocalistas do TV on The Radio, Kyp Malone. Pouco mais de quatro minutos em que ruídos, vozes sombrias e colagens eletrônicas distanciam o trabalho da musicista do mesmo Art Rock/Baroque Pop produzido há cinco anos.

Cult Following (2016) será lançado no dia 06/05 pelo selo Marge.

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Little Scream – The Kissing (ft. Kyp Malone)

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Yung: “Uncombed Hair”

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Original da cidade Aarhus, na Dinamarca, o Yung é uma banda de punk/indie rock que parece seguir de perto a trilha dos conterrâneos de Iceage no primeiro álbum de estúdio, New Brigade (2011). Entretanto, enquanto o grupo comandado por Elias Bender Rønnenfelt parece apontar para o final da década de 1970, brincando com elementos do post-punk inglês e garage rock, o jovem quarteto aponta para os anos 1990, colecionando referências e melodias que vão do pós-hardcore ao imenso time de representantes da cena norte-americana.

Em Uncombed Hair, mais recente single do grupo dinamarquês, é possível perceber todo o universo de influências que inspiram a banda. Parte do novo registro de inéditas do coletivo, A Youthful Dream (2016), a faixa de versos berrados e guitarras que vão do Modest Mouse ao Cap’n Jazz parece brincar com as possibilidades, arremessando o coletivo (bem como o próprio ouvinte) para diferentes cenários a cada nova curva da canção.

A Youthful Dream (2016) será lançado no dia 10/06 pelo selo Fat Possum.

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Yung – Uncombed Hair

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PJ Harvey: “The Orange Monkey”

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Mesmo com poucas composições em mãos – caso de The WheelThe Community Of Hope -, já ficou mais do que claro que em The Hope Six Demolition Project (2016), PJ Harvey deve investir em uma clara continuação do material apresentado há cinco anos em Let England Shake (2011). Todavia, longe do universo de referências centradas na cultura e história da Inglaterra, a veterana da música britânica lentamente amplia seu leque de referências, conceito evidente em The Orange Monkey.

Tendo como base para o registro as diferentes viagens de Harvey pelo mundo – incluindo visitas ao Oriente Médio, África e Ásia -, a presente composição cresce de forma descritiva, como se cada verso buscasse apoio em  um cenário específico. Com produção assinada por Flood e John Parish, além da própria cantora, The Hope Six Demolition Project é o nono registro de estúdio de PJ Harvey.

The Hope Six Demolition Project (2016) será lançado no dia 15/04 pelos selos Island/Vagrant.

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PJ Harvey – The Orange Monkey

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