Tag Archives: Indie Rock

It Looks Sad: “Creature”

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Vocal “dramático”, no melhor estilo Sunny Day Real Estate e WU LYF, guitarras que crescem e encolhem a todo instante, emulando o pós-hardcore da década de 1990, isso sem esquecer da estranha atmosfera de “Indie-Rock-dos-anos-2000″ que invade a mente do ouvinte com nostalgia, sem grandes dificuldades. Em pouco mais de três minutos de duração, incontáveis são as referências que explodem e se espalham no interior de Creature, mais recente faixa lançada pelo quarteto da cidade de Charlotte, Carolina do Norte, It Looks Sad.

Uma das metades digital-single Kaiju, a canção de versos amargos vai muito além do grito de um jovem adulto, discutindo solidão e isolamento sem necessariamente parecer uma composição tola. Montada em cima de uma base muito mais complexa em relação ao single anterior do grupo, Ocean, a nova faixa reforça um claro amadurecimento do quarteto em um curto período de tempo.

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It Looks Sad – Creature

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Disco: “California Nights”, Best Coast

Best Coast
Indie Rock/Alternative/Garage Pop
http://www.bestcoast.net/

Poucos artistas atuais sabem como explorar tão bem as melodias quanto Bethany Cosentino. Seja no ambiente sujo que marca o álbum de estreia do Best Coast, Crazy for You (2012), ou na limpidez instrumental que preenche toda a estrutura do sucessor The Only Place (2012) – obra que conta com a produção do compositor Jon Brion -, ao visitar o cercado autoral da cantora e compositora californiana, vozes, arranjos e até mesmo as confissões mais amargas ecoam de forma acolhedora, em um ambiente sutil.

Quase uma continuação do material apresentado em Fade Away EP, de 2013, California Nights (2015, Harvest), terceiro álbum de estúdio da banda, cresce como uma obra que mesmo raivosa em diversos instantes, mantém firme o uso de harmonias brandas, típicas da artista. Enquanto a voz de Cosentino cresce (Fine Without You), explode (So Unaware) e até assume o tom dramático (Wasted Time), guitarras versáteis – em parte assumidas pelo parceiro Bobb Bruno – aos poucos preenchem todas as lacunas da obra, resgatando elementos característicos de veteranos como R.E.M. ou mesmo de artistas próximos, caso dos conterrâneos do Real Estate.

Mesmo montado em uma estrutura padronizada, alternando entre arranjos de temática litorânea, solos carimbados e refrão pronto, difícil não sucumbir aos encantos de Cosentino. Emulando um típico exemplar do Pop-Rock dos anos 1970 – ou seria 1990? -, faixas como When Will I Change, Feeling Ok e In My Eyes prendem o ouvinte sem dificuldades, padrão que em nenhum momento transforma o disco em uma obra cansativa ou previsível.

Verdadeira fábrica de hits, California Nights segue de forma intensa até o último acorde, ocupando todos os espaços da obra com música de forte apelo radiofônico. Da abertura com Feeling OK, passando pelas guitarras sujas de In My Eyes até alcançar os versos de apelo imediato em Sleep Won’t Ever Come e Wasted Time, no encerramento do disco, cada composição parece projetada de forma a grudar no cérebro do ouvinte. Uma clara evolução quando comparado ao antecessor The Only Place, um disco de fato inaugurado por boas canções, porém, arrastado nos instantes finais. Continue reading

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Christopher Owens: “Chrissybaby Forever”

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Surpresa! Passados poucos meses desde o lançamento do último trabalho em estúdio, A New Testament (2014), o ex-vocalista e guitarrista do Girls, Christopher Owens segue em carreira solo com um novo álbum de inéditas. Intitulado Chrissybaby Forever (2015), o registro produzido de forma independente e, por enquanto, disponível apenas no Bandcamp entrega ao ouvinte 15 composições inéditas e uma temática completamente distinta em relação ao resultado “mediano” do disco anterior.

Como um diálogo involuntário com o registro de estreia do Girls, o excelente Album, de 2009, Owens investe de forma inteligente no uso de arranjos ensolarados e guitarras diretas, base para o vocal sempre “arrastado” e dramático do artista. São faixas sustentadas por temas românticos, melancolia ou mesmo aspectos simples do cotidiano. Mesmo sem previsão de lançamento em formato físico (vinil), o disco pode ser apreciado na íntegra logo abaixo:

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Christopher Owens – Chrissybaby Forever

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Destroyer: “Dream Lover”

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Quem acompanha o trabalho de Dan Bejar com o Destroyer sabe que o tempo flui de maneira particular, sem pressa ou possíveis prazos para o lançamento de um novo álbum de inéditas. Melhor exemplo disso está no intervalo de quatro anos que separa o hoje clássico Kaputt (2011) e o ainda inédito Poison Season (2015). Previsto para estrear em agosto de 2015, o décimo registro em estúdio da banda canadense parece seguir em uma direção contrária ao arsenal exposto no antecessor, transformação reforçada nas guitarras, vozes e certa dose de urgência de Bejar dentro da inédita Dream Lover.

Primeiro single do novo trabalho, a canção resgata os mesmos elementos incorporados no disco de 2011, entretanto, de forma bagunçada, suja e tumultuada até o último acorde. Antes sedutoras, as guitarras se comportam de forma a “agredir” o ouvinte, estabelecendo as regras do ambiente caótico da canção, lentamente completo pela inclusão de metais, batidas e, claro, a voz tradicionalmente macia de Bejar. Em recente entrevista ao site da Pitchfork, o músico mais uma reforça o fascínio da banda pelos sons da década de 1970 – principalmente Soft Rock -, citando ainda nomes como Frank Sinatra e Van Morrison.

Poison Season (2015) será lançado no dia 28 de agosto pelos selos Marge e Dead Oceans.

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Destroyer – Dream Lover

 

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Edição do Popload Festival 2015 acontece nos dias 16 e 17 de outubro no Audio Club em São Paulo

popload miojo

A terceira edição do Popload Festival, que acontece no Audio Club nos dias 16 e 17 de outubro. Maior e mais diversificado a cada ano, o festival vem se consolidando como um dos principais eventos de música do país e promete muitas surpresas para 2015. As primeiras atrações desta terceira edição, serão reveladas ainda em maio e o line up completo, que deve reunir entre 10 e 15 artistas nacionais e internacionais, será anunciado em breve.

O festival informa que haverá uma pré-venda promocional e limitada somente entre os dias 22 e 26 de maio. Durante esses quatro dias, o público poderá adquirir ingressos Passaporte-Pista com 30% de desconto. Esse passaporte dará acesso aos dois dias de festival no setor pista, a R$180,00 (meia-entrada) e R$360,00 (inteira). Os ingressos estarão disponíveis através do site www.poploadfestival.com. A venda geral e sem o desconto promocional acontece a partir do dia 26 de maio e a divulgação dos preços será feita posteriormente.

Criado em 2013, o festival que se deu a partir das edições do Popload Gig, o selo que traz bandas internacionais para tocar no Brasil desde 2009. No ano passado, a segunda edição teve 14 atrações, entre bandas nacionais e internacionais, durante dois dias de shows, levando seis mil pessoas ao Audio Club, em São Paulo.

 

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Jaill: “Got An F”

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Você não precisa ir além da capa de Brain Cream (2015) para entender quais são as inspirações e o som produzido pelo trio norte-americano Jaill. Quarto álbum de inéditas da banda original de Milwaukee, Wisconsin, o registro nasce como um reforço aos temas psicodélicos que o grupo – hoje formado por Vincent Kircher, Austin Dutmer e Andrew Harris – promove desde o primeiro disco, There’s No Sky (Oh My My) (2009).

Em Got An F, mais novo single do inédito disco, guitarras calcadas no Power Pop, vozes pegajosas e uma dose leve de distorção transportam o ouvinte sem dificuldades até o meio dos anos 1970. Uma sequência de acordes coloridos, jovialidade e energia que logo afasta o ouvinte do mesmo universo letárgico, quase místico, de boa parte dos grupos atuais, caso de Unknown Mortal Orchestra e Tame Impala.

Brain Cream (2015) será lançado no dia 30/06 pelo selo Burger Records.

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Jaill – Got An F

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Albert Hammond Jr.: “Born Slippy”

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Quem acompanha o trabalho solo de Albert Hammond Jr., sabe que o músico nova-iorquino flutua entre composições montadas dentro de um universo próprio e solos de guitarra típicos de sua outra banda, The Strokes. Da estreia (solo) com Yours to Keep (2006), passando pelo enérgico ¿Cómo Te Llama? (2008), até alcançar o EP AHJ, de 2013, a continua “divisão” do músico garante ao público uma obra acessível e melódica, ponto de partida para a a recém-lançada Born Slippy.

Divertida transposição dos mesmos vocais sujos, arranjos dançantes e temas incorporados em Comedown Machine (2013), último disco dos Strokes, a nova faixa abre passagem para o terceiro registro em carreira solo de Hammond Jr, Momentary Masters (2015). Guitarras bem posicionadas, versos fáceis e um refrão pegajoso, uma boa forma de passar o tempo enquanto um novo álbum do quinteto de Nova York não é oficialmente apresentado ao público.

Momentary Masters (2015) será lançado no dia 31 de Julho pelo selo Vagrant.

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Albert Hammond Jr. – Born Slippy

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Mac Demarco: “The Way You’d Love Her”

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Mac DeMarco segue inspirado. Para anunciar a expansão da turnê pela Europa e América do Norte, o canadense decidiu presentear o público com uma composição que bem poderia ser encontrada em seu último (e elogiado) registro solo, Salad Days (2014). Acomodada em emanações brandas e confissões românticas, The Way You’d Love Her não apenas reflete o lado “romântico” do artista, como ainda garante os tradicionais solos de DeMarco, sempre descomplicado, capaz de prender o ouvinte sem dificuldades.

Já anunciada anteriormente, a composição faz parte do novo mini-LP do cantor, o aguardado Another One (2015). Com lançamento previsto para o dia sete de agosto pelo selo Carpark Records, o novo registro conta com nada menos do que oito criações inéditas do músico, entre elas, a recém-lançada The Way You’d Love Her, faixa escolhida para apresentar a sequência de novas canções espalhadas pela obra. Ouça:

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Mac Demarco – The Way You’d Love Her

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Siba: “Marcha Macia”

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É bom pensar em dar no pé quem não se agrade
Sendo você eu me acomodaria…
Não custa nada se ajustar às condições
Estes senhores devem ter suas razões
Além do mais eles comandam multidões
Quem para o passo de uma maioria?

Siba não poderia escolhido melhor hora para apresentar a provocativa Marcha Macia. Inédita, a composição é um dos primeiros exemplares de De Baile Solto (2015), novo registro solo do artista recifense. Diálogo imediato com a atual situação do Brasil, a criação de ritmo torto, quebras e guitarras límpidas soa como uma provocação, costurando metáforas carnavalescas que logo se adaptam ao presente cenário, revelando “panelaços”, os problemas da “elite branca”, além de menções aos movimentos e “instituições da moral e dos bons costumes”.

Distinta em relação ao material apresentado no último trabalho solo do artista, Avante, de 2012, a nova composição mantém o fluxo enérgico da “estreia” solo de Siba, quebrando as pequenas distorções de guitarras de forma a solucionar um diálogo com os primeiros anos do músico com a extinta Mestre Ambrósio. Com lançamento para o dia 13 de maio, De Baile Solto é o segundo registro autoral de Siba sem a presença do coletivo de músicos da Fuloresta.

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Siba – Marcha Macia

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Everything Everything: “Regret” (VÍDEO)

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A julgar pela sonoridade incorporada no último álbum do Everything Everything, Arc (2012), a busca por um som cada vez mais experimental parecia apontar a direção a ser seguida pelo grupo de Manchester. Ledo engano. Com o caminho livre para o terceiro álbum de inéditas, Get to Heaven (2015), o quarteto comandado pelo vocalista Jonathan Higgs se despede de qualquer elemento “complicador” do último disco para abraçar um som cada vez mais pop e simplificado.

Em uma trilha ainda menos complexa, sequência ao trabalho exposto em Distant Past, faixa lançada no começo de fevereiro pela banda, Regret mostra a utilização de vozes e arranjos limpos, como um diálogo com o primeiro disco do grupo. Quase nada dos tradicionais falsetes de Higgs ou colagens eletrônicas da banda, apenas uma montagem linear, orientada para o refrão cíclico da faixa. Novo single de Get to Heaven, a canção chega acompanhada de um divertido clipe. Uma passagem pelo cotidiano de uma “Glitch-Seita” e seu messias.

Get To Heaven (2015) será lançado no dia 15/05 pela Sony.

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Everything Everything – Regret

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