Tag Archives: Indie

Of Montreal: “My Fair Lady”

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Há tempos Kevin Barnes não apresentava uma composição tão pegajosa quanto It’s Different For Girls. Entregue ao público no começo de junho, a faixa que fala sobre as diferentes formas de opressão sofridas pelas mulheres cresce em umas espiral de sons psicodélico-tropicais, como um novo respiro criativo dentro da extensa carreira da banda. A canção, posteriormente transformada em clipe, anuncia a chegada de um novo álbum de inéditas do grupo norte-americano: Innocence Reaches (2016).

Com 12 canções inéditas, o trabalho inspirado em artistas como Jack Ü, Chairlift e Arca acaba de ter mais uma de suas faixas liberadas, a psicodélica My Fair Lady. Assim como a música que a antecede, a nova criação de Barnes parece crescer lentamente, sem pressa, alavancando o uso de sintetizadores, batidas, guitarras e vozes que explodem nos instantes finais da faixa, revelando um som tão colorido quanto em clássicos como Satanic Panic in the Attic (2004) e Skeletal Lamping (2008).

Innocence Reaches (2016) será lançado no dia 12/08 pelo selo Polyvinyl.

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Of Montreal – My Fair Lady

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Hamilton Leithauser & Rostam: “A 1000 Times”

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Em 2013, quando deu início ao processo de gravação do primeiro álbum em carreira solo, Black Hours (2014), Hamilton Leithauser, também integrante do The Walkmen, decidiu convidar Rostam Batmanglij, na época integrante do Vampire Weekend, para a produção do trabalho. O resultado está na construção de faixas essencialmente melódicas, íntimas do pop explorado entre os anos 1960 e 1970, base da recém lançada A 1000 Times, mais recente composição da dupla.

Diferente do trabalho apresentado Alexandra, antiga colaboração entre os músicos, a nova faixa parece crescer lentamente, esbarrando em conceitos típicos do Vampire Weekend. Da batida seca que se espalha ao fundo da composição, passando pelo uso dos sintetizadores íntimos de toda a série de canções recentes de Batmanglij, todos os elementos se agrupam de forma a dialogar com o trabalho do grupo nova-iorquino, se abrindo para a melancólica interferência vocal de Leithauser.

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Hamilton Leithauser & Rostam – A 1000 Times

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Resenha: “Ó”, Juliana Perdigão

Artista: Juliana Perdigão
Gênero: Nacional, MPB, Rock
Acesse: https://www.facebook.com/perdigaoju/

 

Juliana Perdigão passou os últimos cinco anos pulando de um trabalho para outro. Em meio ao processo de divulgação do primeiro registro em estúdio, Álbum Desconhecido, obra entregue ao público em 2011, a cantora e compositora mineira criou pequenas brechas criativas, colaborando com diferentes nomes da música brasileira, caso de Maurilio Nunes, em Choro Doce (2013), Matheus Brant no recente Assume Que Gosta (2016) e até na coletânea Mulheres de Péricles (2013), um disco/homenagem ao músico Péricles Cavalcanti que ainda contou com nomes como Céu e Mallu Magalhães.

Com a chegada de Ó (2016, YB), segundo álbum de estúdio de Perdigão e obra que conta com a produção de Romulo Fróes, a cantora revela ao público uma delicada extensão de toda a sequência de parcerias, experimentos e conceitos musicalmente explorados nos últimos anos. São 17 faixas em que a artista converte em música fragmentos de poemas cotidianos, apresenta versões para o trabalho de outros compositores e ainda finaliza uma série de canções inéditas.

Acompanhada de perto pelos integrantes da banda Os Kurva — coletivo formado por Chicão (piano e teclados), Moita (guitarra e baixo) João Antunes (baixo, guitarra e violão) e Pedro Gongom (bateria e percussão) —, Perdigão parece testar os próprios limites. O samba encontra o rock de forma sempre curiosa, ruídos controlados esbarram em melodias íntimas do pop, temas atmosféricos que se abrem para a precisa interferência vocal da artista, também responsável pela flauta transversal e clarinete que costura o disco.

Dentro de uma estrutura que se desprende do óbvio, a cantora parece seguir uma trilha distinta em relação ao trabalho de outras representantes da música nacional. A cada nova faixa, um exercício isolado, como se diferentes retalhos fossem agrupados no interior do registro. Se em instantes Perdigão mergulha em temas semi-esotéricos, caso de Mãe da Lua, música que parece feita para o Secos e Molhados, no minuto seguinte, a cantora inverte a ordem do próprio trabalho, revelando canções marcadas pelo cenário urbano, caso da bem-sucedida adaptação de Pierrô Lunático. Continue reading

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Ablebody: “Backseat Heart” (VÍDEO)

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Mais conhecido pelo trabalho com guitarrista das bandas The Pains of Being Pure At Heart e The Depreciation Guild, o músico Christoph Hochheim decidiu em 2014 dar vida a um novo projeto autoral. Trata-se do Ablebody, um duo de Indie Pop assumido em parceria com o próprio irmão do cantor, colaborador em uma rápida sequência de faixas lançadas em 2013, dentro de All My Everbody EP, além do single After Hours, de 2014.

Passado um longo período de produção, a dupla está de volta com a nostálgica Backseat Heart, música que parece ter saído de algum estúdio no começo dos anos 1980. Longe de parecer um registro isolado, a canção de versos e melodias descomplicadas, íntima de artistas como Ducktails e Ariel Pink, foi a escolhida para anunciar o primeiro álbum de estúdio da banda, Adult Contemporaries (2016), um registro de dez composições inéditas.

Adult Contemporaries (2016) será lançado no dia 14/10 pelo selo Lolipop Records.

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Ablebody – Backseat Heart

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The Pooches: “Mulligan”

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The Pooches é uma quarteto de Indie Pop original da cidade de Glasgow, na Escócia. Inicialmente pensado como um projeto solo do cantor e compositor Jimmy Hindle, a banda criada em 2013 acabou crescendo nos últimos meses, encontrando no uso de melodias aprazíveis a base para o EP Heart Attack, lançado em janeiro deste ano. Quatro composições essencialmente acolhedoras que acabam servindo de base para a mais recente criação do grupo: Mulligan.

Em um meio termo entre os versos irônico do Belle and Sebastian e o som descomplicado de artistas como The Beatles, a nova faixa indica o caminho que deve ser explorado pela banda dentro do primeiro registro de inéditas. Uma obra homônima em que Hindle e os demais integrantes do projeto decidiram apresentar ao público os próprios sentimentos, histórias de amor e pequenos fracassos típicos de qualquer adulto.

The Pooches (2016) será lançado no dia 09/09 pelo selo Lame-O Records.

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The Pooches – Mulligan

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Resenha: “Vida Que Segue”, Não Ao Futebol Moderno

Artista: Não Ao Futebol Moderno
Gênero: Indie Rock, Alternative, Dream Pop
Acesse: https://umbadubarecords.bandcamp.com/

Foto: Tuany Areze

Dois anos após o lançamento do EP Onde Anda Chico Flores? (2014), obra que apresentou ao público o trabalho da Não Ao Futebol Moderno, pouco parece ter sobrevivido da essência triste que marca a sequência de seis canções produzidas pela banda gaúcha. Em Vida Que Segue (2016, Umbaduba), primeiro álbum de estúdio do coletivo de Porto Alegre, guitarras empoeiradas flutuam em meio a versos marcadas por relacionamentos tediosos, fracassos, personagens e conflitos típicos de jovens adultos.

Como indicado durante o lançamento de Cansado de Trampar, faixa escolhida para anunciar o novo disco, todos os elementos do trabalho parecem pensados de forma a emular um som parcialmente nostálgico. Se há dois anos o quarteto – formado por Felipe, Kílary, Pedro e Marco – apontava para clássicos do real emo – como a estreia do American Football e EndSerenading (1998), do Mineral –, hoje, a proposta é outra. Temas que resgatam o Jangle Pop/Pós-Punk dos anos 1980, porém, mantém firme o diálogo com o presente cenário, explorando a obra de Mac DeMarco, Real Estate e outros nomes fortes da cena norte-americana.

Um bom exemplo disso está em Janeiro. Sétima faixa do disco, a canção de guitarras e vozes arrastadas delicadamente parece confortar o ouvinte, transportado para o mesmo universo de obras recentes como Salad Days e Atlas – ambos lançados em 2014. “Olhar pra cama e ver você me faz enlouquecer / Viajar pra dentro de você / Para te conhecer melhor”, sussurra a letra enquanto a base “litorânea” da composição se espalha sem pressa, proposta também incorporada em Laços de Família.

Claro que a “mudança de direção” por parte da banda em nenhum momento interfere na construção de pequenos atos criativos que apontam para o registro apresentado há dois anos. Basta se concentrar na quinta faixa do disco, a dolorosa Saia. Enquanto os versos sufocam pela temática existencialista – “Eu sei que o que eu vou fazer vocês já fizeram antes de eu nascer / Eu só quero tentar” –, musicalmente a canção parece romper com a trilha psicodélica que inaugura o álbum, apontando de maneira explícita para o rock alternativo do final dos anos 1990. Continue reading

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O Nó: “Vão”

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Com o lançamento de EP1 (2015), em outubro do último ano, o quarteto paulistano O Nó parecia preparar o terreno para uma obra maior, brincando com as possibilidades a cada cada nova faixa do curto registro. Em Vão, mais recente single da banda e fragmento escolhido para apresentar o primeiro álbum de estúdio do grupo, um claro amadurecimento, percepção que se reforça no uso atento da voz, instrumentos e, principalmente, na letra assumida por Luísa Moreira.

Ao mesmo tempo em que o grupo – formado por Alexandre Drobac (Guitarra), Mateus Bentivegna (Bateria), Rodolfo Almeida (Baixo) e Matheus Perelmutter (Sintetizadores) – brinca com os temas psicodélicos que deram vida ao último EP, esbarrando na obra de artistas como Tame Impala, sintetizadores, guitarras e pequenas ambientações climáticas indicam uma forte mudança de direção por parte da banda. Uma explícita visita ao cenário musical dos anos 1980, como se a banda mergulhasse de cabeça no pop nostálgico que abasteceu a cena brasileira durante o período.

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O Nó – Vão

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Catavento: “Plantinha”

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Uma avalanche de ruídos psicodélicos. Assim pode ser definida a recém-lançada Plantinha, mais recente single do coletivo gaúcho Catavento. Tão instável quanto o material apresentado há poucos dias durante o lançamento de City’s Angel, canção escolhida para anunciar o segundo álbum de estúdio do grupo, CHA (2016), a nova faixa flutua em meio a doses consideráveis de distorções e vozes em coro, como uma extensão do som produzido há dois anos em Lost Youth Against The Rush (2014).

Enquanto mergulha no mesmo universo de artistas estrangeiros como Ty Segall e Thees Oh Sees, difícil ignorar a forte relação da banda com uma série de obras recentes da nossa música. Ruídos cósmicos que dialogam com a obra de artistas como BIKE e até representantes do selo Midsummer Madness no começo dos anos 2000, principalmente a extinta Astromato. Um bem-sucedido exercício de pura insanidade musical.

CHA (2016) será lançado em agosto pelo selo Honey Bomb Records.

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Catavento – Plantinha

 

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Wilco: “If I Ever Was a Child”

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Meses após o lançamento de Star Wars (2015), nono álbum de estúdio do Wilco, Jeff Tweedy e seus parceiros de banda estão de volta com mais um novo registro de inéditas. Intitulado Schmilco (2016), o décimo trabalho dentro da discografia do grupo norte-americano conta com uma seleção de 10 composições inéditas e uma divertida arte de capa produzida pelo ilustrador e cartunista espanhol Joan Cornellà.

If I Ever Was a Child foi a composição escolhida para anunciar o disco. Musicalmente, trata-se de uma delicada adaptação dos mesmos temas instrumentais testados pela banda no último ano, esbarrando vez o outra em obras como Sky Blue Sky (2007), efeito das melodias descomplicadas que orientam a faixa. Enquanto você ouve a canção, aproveite para relembrar nosso especial no Cozinhando Discografias sobre o grupo, além, claro, da nossa seleção com 10 músicas para gostar de Wilco.

Schmilco (2016) será lançado no dia 09/09 pelo selo dBpm.

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Wilco – If I Ever Was a Child

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Jägermeister: “Invasão True Rock 2016”

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O Jägermeister, oitavo destilado premium mais vendido do mundo, realiza o lançamento do projeto Invasão True Rock, que tem como objetivo promover o cenário do rock alternativo por meio do apoio a bandas emergentes.

Dando continuidade aos eventos realizados no ano passado, o projeto True Rock Jägermeister foi repaginado para um novo formato, seguindo com o nome de Invasão True Rock. A marca traz para as bandas a oportunidade de gravarem uma faixa inédita no Estúdio Costella, e se apresentarem em um pocket show exclusivo sediado no estúdio. Os shows serão projetados ao vivo em um lugar inusitado de São Paulo com a intervenção artística do VJ Luciano Ferrarezi.

O primeiro evento, que acontecerá no recém-inaugurado Home SP, terá a projeção das bandas Terminal e Corona Kings em frente ao bar. O público presente contará com a promoção de double shot de Jägermeister distribuídos pelas Jägerettes, promotoras da marca.

Dentro do perfil internacional da marca no Spotify, é possível conferir a playlist do projeto, com as novas faixas das bandas deste ano e ter acesso às faixas das bandas participantes do ano passado. Para acompanhar todo o conteúdo, inclusive o streaming ao vivo dos shows, a partir do dia 23 de Julho será possível acessar o link www.invasaotruerock.com.

Invasão True Rock @ HOME SP
Sábado, 23 de julho de 2016, a partir das 20h
Rua Matias Aires, 94 – Consolação – São Paulo
Site: www.invasaotruerock.com
Censura: 18 anos
Entrada: Gratuita
Line up: 20h – Terminal / 21h – Corona Kings

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