Tag Archives: Indie

Giancarlo Rufatto: “Cancioneiro”

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Desde que apresentou ao público o álbum Machismo, em 2010, que Giancarlo Rufatto continua a expandir a atmosfera romântica/brega do próprio trabalho. Matéria-prima para o exercício expandido no single Alfredo / Enseada, ou mesmo dentro do álbum de versões lançado há pouco tempo, a mesma estrutura serve de base para o novo projeto solo do músico curitibano: Cancioneiro (2014).

Detalhado pela mesma composição Lo-Fi dos registros passados, o novo álbum concentra dez faixas marcadas pela melancolia e o jogo confessional dos versos, premissa para o exercício triste que começa na já conhecida Enseada e estaciona somente na densa Gospel. Disponível para audição gratuita logo abaixo, na página do cantor é possível folhear o encarte do novo disco, ou mesmo baixar os antigos projetos de Rufatto.

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Giancarlo Rufatto – Cancioneiro

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Merely: “Princess Hervor”

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A sonoridade mágica da cantora Merely parece longe de se limitar ao exercício doce detalhado em Forever. Último lançamento da artista, a canção etéreo-eletrônica acaba de ter os mesmos elementos replicados no interior de Princess Hervor, mais novo invento inédito da sueca. Pouco mais de três minutos em que sintetizadores atmosféricos, batidas controladas e samples à la jj ecoam delicadamente por todas as partes, seduzindo o ouvinte.

Com lançamento pelo selo Sincerely Yours - Ceo e jj -, a canção desacelera em relação aos últimos inventos da cantora, antecipando parte da sonoridade reservada para Nirvana (2014), registro de estreia reservado para o dia três de setembro. Quem se interessou pela sonoridade de Merely pode buscar por outras músicas no soundcloud do selo, ou acompanhar o trabalho da artista no próprio Facebook.

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Merely – Princess Hervor

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Cozinhando Discografias: Talking Heads

A seção Cozinhando Discografias consiste basicamente em falar de todos os álbuns de um artista, ignorando a ordem cronológica dos lançamentos. E qual o critério usado então? A resposta é simples, mas o método não: a qualidade. Dentro desse parâmetro temos uma série de fatores determinantes envolvidos, que vão da recepção crítica do disco no mercado fonográfico, além, claro, dentro da própria trajetória do grupo e seus anteriores projetos. Além da equipe do Miojo Indie, outros blogs parceiros foram convidados para suas específicas opiniões sobre cada um dos trabalhos, tornando o resultado muito mais democrático.

Em um cenário dominado por bandas como Blondie, Television e Ramones, a nova-iorquina Talking Heads se destacou com naturalidade pelo caráter plural da própria obra. Com oito registros em estúdio e uma produção que se estender entre 1975 e 1991, a banda formada por David Byrne, Chris Frantz, Tina Weymouth e Jerry Harrison é a base para grande parte dos projetos lançados na época, bem como para boa parte da geração de artistas nascidos nos anos 2000. Fonte criativa para projetos como Arcade Fire, Vampire Weekend e Radiohead, o quarteto nova-iorquino é o novo escolhido em nossa seção, tendo toda a discografia organizada desde o debut, Talking Heads: 77, ao álbum de encerramento, Naked (1988). Continue reading

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Miojo Indie Naïve Bar

Estão prontos para mais uma invasão do Miojo Indie no Naïve Bar? Para a próxima edição da “festa”, Cleber Facchi recebe os convidados Ana Prado (Superinteressante) e Di Marques em uma noite regada a cerveja, mojito e, claro, boa música. No cardápio, o melhor do R&B, Garage, Pop, Indie, Ambient, Glitch e Eletrônica em uma sequência de faixas que vão da década de 1970 ao cenário recente.

Durante toda a noite, nomes como How To Dress Well, Chet Faker, Beyoncé, Jessie Ware, Jamie XX, FKA Twigs e Spoon invadem a pista. Achou pouco? Que tal uma pitada de Charli XCX, Caribou, Alt-J, Arcade Fire e The XX? Abaixo uma playlist de aquecimento com um pouco do que você vai encontrar por lá. Para mais informações, dê um pulo na página do Naïve no Facebook.

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Only Real: “Pass The Pain”

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A mistura de versos ora cantados, ora rimados, arranjos veranis, além do delicioso apelo pop das canções garantiram ao britânico Niall Gavin um lugar de destaque com o Only Real. Um dos projetos mais interessantes da atual cena inglesa, a banda responsável pelos hits Get It On e Cadillac Girlconfirma a natureza assertiva dos próprios inventos e melodias com a chegada do single Pass The Pain.

Tão envolvente quanto qualquer um dos últimos lançamentos de Gavin, a nova faixa reforça o uso das rimas ao mesmo tempo em que o Surf Rock do single de estreia ecoa renovado. São pouco mais de três minutos em que vocalizações brandas e acordes psicodélicadas resumem parte da estrutura lançada pelo músico – uma espécie de versão “pop” do conterrâneo King Krule. Ainda que apresentada de forma individual, a nova música é parte do primeiro registro de estúdio do Only Real, a ser lançado ainda em 2014.

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Only Real – Pass The Pain

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HAIM: “My Song 5″ (ft. A$AP Ferg, Ezra Koenig, Grimes, Kesha e Big Sean)

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Para brincar com os clichês e fórmulas prontas dos programas de auditório, as garotas do Haim não economizaram esforços. Tema escolhido para clipe da nova versão de My Song 5, parceria com o rapper A$AP Ferg, o vídeo cresce como um verdadeiro acervo nostálgico. Em um cenário em que a comediante Vanessa Bayer é a apresentadora do fictício Dallas Murphy, dramas, casos de amor não resolvidos e performances musicais conquistam a atenção do “espectador”, além da própria plateia.

Como um programa dos anos 1990 salvo em fita VHS, o clipe vai além do visual e “quadros” cômicos, conquistando a atenção pelo número de participações especiais. Além da banda, Ezra Koenig (Vampire Weekend), Grimes, Kesha e Big Sean aparecem pelo vídeo, interpretando desde convidados do programa, até membros efusivos da plateia. Até bateu uma saudade da Márcia Goldschmidt.

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HAIM – My Song 5 (ft. A$AP Ferg)

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Disco: “Na Loucura & Na Lucidez”, Tatá Aeroplano

Tatá Aeroplano
Brazilian/Psychedelic/Indie
https://www.facebook.com/tata.aeroplano

Por: Cleber Facchi

Personagem central da própria obra, Tatá Aeroplano sempre encontrou espaço para detalhar o universo místico/boêmio que o cerca. Seja em fase solo ou dentro do ambiente lisérgico tecido com os parceiros do Cerébro Eletrônico, cada verso composto pelo artista se transforma em um curioso e autoral passeio pela noite paulistana. Fragmentos líricos sempre alimentados por histórias de amor, desencontros, brigas e tramas puramente descritivas. Cenário mais uma vez reproduzido em Na Loucura & Na Lucidez (2014, Independente), novo álbum do cantor.

Distante e ao mesmo próximo dos conceitos levantados no debut solo de 2012, Aeroplano explora com acerto a estranheza dos temas sem necessariamente se esquivar da construção de boas melodias. Da mesma forma que no último registro em estúdio da Cérebro Eletrônico, Vamos Pro Quarto (2013), o pop aparece de maneira remodelada no interior do trabalho, solucionando desde faixas acessíveis ao público médio (Entregue a Dionísio), como músicas nutridas pelo som naturalmente experimento do compositor (Na Lucidez).

De todos as mudanças em relação ao discos passado, o dinamismo em faixas que revelam histórias complexas parece ser o ponto de maior acerto do trabalho. Econômico, Tatá escapa de faixas arrastadas como Par de Tapas que Doeu em Mim, do disco passado, mantendo a atenção do ouvinte em alta durante todo o percurso. Exemplo autêntico desse resultado está na cômica Amiga do Casal de Amigos. Esculpida em arranjos versáteis que se moldam aos atos dos personagens, a faixa cresce ao mesmo tempo em sua história, sem necessariamente perder os versos e bases feitas para encantar o ouvinte. Como explicou em entrevista, Aeroplano finalmente entendeu o próprio método de composição, concentrando todos os elementos de cada faixa em um mesmo espaço criativo.

Observado em comparação, Na Loucura & Na Lucidez talvez seja o registro mais “fácil” de Aeroplano desde a coleção de hits em Pareço Moderno, de 2008. Mesmo nos instantes mais perturbadores do disco, como na inaugural Na Loucura, há sempre um expressivo condimento “pop” que serve de encantamento para as faixas – excêntricas e atrativas na mesma medida. São versos que se repetem, um refrão pegajoso ou solo de guitarra instalado como referência. Âncoras melódicas no turbilhão brega-psicodélico que logo se espalha pelo registro. Continue reading

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Disco: “The Number Ones”, The #1s

The #1s
Indie Rock/Power Pop/Garage Rock
https://www.facebook.com/thenumberonesdublin

Por: Cleber Facchi

De todos os aspectos que marcaram a primeira leva de artistas no começo dos anos 2000, o toque descompromissado dos arranjos e versos ainda permanece como o mais atrativo. Seja na crueza do rock norte-americano ou nos excessos lisérgicos da cena britânica, acertou quem investiu em um som rápido, simples e essencialmente divertido. É dentro dessa mesma atmosfera que o quarteto irlandês The #1s encontra refúgio e inspiração para o mais novo trabalho em estúdio, o enérgico The Number Ones (2014, Ones Deranged / Static Shock).

Assim como Is This It (2000) do Strokes ou Up The Bracket (2002) do Libertines, nada do que a banda de Dublin apresenta ao longo do trabalho pode ser encarado como “original”. Do esforço coletivo de Eddie Kenrick, Seán Goucher, Conor Lumsden e Cian Nugent traços musicais da década de 1970 – Buzzcocks, The Stooges – e 1980 – The Replacements – se acomodam dentro de um acervo de reciclagens autorais. Um cenário onde versos alcoólicos, confissões e berros que proclamam apenas um único sentimento: diversão.

De fato, “diversão” parece ser a palavra que imediatamente salta na cabeça do ouvinte tão logo os primeiros acordes de I Wish I Was Lonely têm início. São composições aos moldes de Favorite Game e Anything – de até dois minutos – em que o imediatismo dos elementos arrastam o ouvinte para o contexto do disco. Nada de produção atenta, horas em estúdio ou elementos ordenados de forma a provocar o espectador. Tão cru e efêmero quanto o cassete que apresentou a banda – Italia ’90 (2011) -, o material do presente disco parece feito para explodir em segundos.

Mesmo nutrido pelo espírito punk – natureza confessa nas influências e entrevistas do grupo -, The Number Ones é um trabalho que jamais parece “fugir do controle”. Como as guitarras recheadas de I Wish I Was Lonely ou mesmo os atos sutis de Sharon Shouldn’t reforçam, há sempre planejamento por trás de cada criação. Não por acaso comparações ao álbum Guitar Romantic (2003) da (falecida banda) The Exploding Hearts surgem eventualmente – efeito natural do contraste entre boas melodias (de voz) e cargas expressivas de acordes sujos. Continue reading

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Disco: “Gist Is”, Adult Jazz

Adult Jazz
Experimental/Indie/Art Rock
https://www.facebook.com/adultjazz

Por: Cleber Facchi

Por mais irônico que o título “Adult Jazz” possa parecer, não existe termo mais correto para traduzir o som proposto pelo grupo britânico em Gist Is (2014, Spare Thought). Efeito da coleção de ideias que ocupa a mente de cada integrante da banda – principalmente o vocalista e líder Harry Burgess -, cada ato do registro ecoa pensado de forma a provocar as percepções do ouvinte. Manipulações e pequenos improvisos que esbarram o território mais rico de qualquer clássico do jazz, mas em nenhum momento escapam do fino apelo “pop” da presente cena alternativa.

Mesmo carregado de comparações ao trabalho de Dirty Projectors e Grizzly Bear desde o single Springful, Gist Is é uma obra que escapa do território norte-americano e se concentra apenas no cenário inglês. Da herança do Pós-Rock conquistada pelo Talk Talk (ainda nos anos 1980), passando pela obra do Radiohead pós-Kid A, até alcançar o mesmo espaço de Foals (em Total Life Forever, 2010) e These New Puritans, cada fórmula dos novatos se acomoda em um expressivo terreno familiar.

Observado de forma atenta, cada ato do registro autoriza que a banda resgate uma série de conceitos há meses aperfeiçoados pelo These New Puritans no terceiro álbum de estúdio da banda, Field of Reeds, 2013. Mesmo o uso de colagens eletrônicas, percussão e samples de Spook ou Pigeon Skulls ecoam similaridades óbvias e já reforçadas em Hidden, trabalho de 2010 da mesma banda. Sobram ainda diálogos com o disco de estreia do Alt-J (An Awesome Wave, 2012) e até referências vindas de Two Dancers (2009) ou Smother (2011), da também vizinha Wild Beasts.

Interessante notar que dessa colcha de retalhos nasce todo o plano autoral do Adult Jazz. Mesmo apoiadas em um acervo de sons e fórmulas pré-fabricadas, cada (extensa) criação do álbum logo se distancia de um possível limite instrumental. São bases serenas que engatam em batidas tribais (Springful), vocalizações pop distorcidas pelo math-rock (Hum), e todo um conjunto de experiências – mesmo aquelas apresentadas nos primeiros singles – que logo passeiam por labirintos de curvas e sons completamente inexatos. Continue reading

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Indieoteque Miojo Indie

É hora de mais uma Indieoteque ao som e tempero do Miojo IndieDurante toda a noite, clássicos antigos e recentes do Indie rock, eletrônica, rock alternativo e Hip-Hop comandam a festa. Para a nova edição da festa, Cleber Facchi (Miojo Indie) recebe os amigos Fernando Galassi (MonkeyBuzz), Cauê Marques (Brasil Post) e Augusto Garcia para uma noite abastecida por clássicos antigos e recentes. Abaixo, a mixtape de aquecimento da festa:

Você vai ouvir: Vampire Weekend, Arcade Fire, Disclosure, Phoenix, Queens Of The Stone Age, Daft Punk, Arctic Monkeys, Chromatics, Icona Pop, Hot Chip, CHVRCHES, Young Galaxy, The Strokes, Charli XCX, Tame Impala, Friendly Fires, Pixies, Grimes, The XX, Silva, Jessie Ware, Animal Collective, Talking Heads, Radiohead, Dirty Projectors, Björk, The Rapture, Interpol, Kanye West, Deerhunter, Baths, Amy Winehouse, Savages, Yeah Yeah Yeahs, Janelle Monáe, She & Him, !!!, Purity Ring, Toro Y Moi, Crystal Castles, The Killers, The Kinfe, Tyler The Creator, Best Coast, Chairlift, Foals, Everything Everything, Frank Ocean, Holy Ghost!, Justin Timberlake, La Roux, Kendrick Lamar, MGMT, Lily Allen, Twin Shadow, Solange, Passion Pit, Wavves, Chloe Howl, Ducktails, Unknown Mortal Orchestra, Franz Ferdinand, HAIM, Azealia Banks, Japandroids, Two Door Cinema Club, e mais ♩♬♪♩♫


:::: LINE UP ::::
Cleber Facchi (Miojo Indie)
Fernando Galassi (MonkeyBuzz)
Cauê Marques (Brasil Post)
Augusto Garcia


:::: QUANTO ::::
Com nome na lista: R$40 consuma ou R$20 de entrada
Sem nome na lista: R$60 consuma ou R$30 de entrada
Lista de desconto no site: http://bit.ly/AgostoMiojoIndie


::: ANIVERSÁRIOS :::
Quer comemorar seu aniversário na Funhouse? Você ganha VIPs, pode girar a nossa roleta e mais! Confira as vantagens no site: http://bit.ly/HVkjYO


:::: ESQUENTA ::::
Novidade na Funhouse! Abrimos nossas portas às 20h para happy hour e esquenta! A entrada não é cobrada e ainda tem promo de cerveja: compre 4, leve 5! +infos: http://bit.ly/17dbmUk


Só é permitida a entrada de maiores de 18 anos na casa e todos devem portar um documento oficial com foto recente.

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