Tag Archives: Justin Timberlake

Cinco discos para conhecer Marvin Gaye

Marvin Gaye

Versátil e ainda assim comprometido com a própria estética, em mais de 20 anos de carreira, Marvin Gaye fez do extenso repertório um universo de possibilidades. Soul, funk, jazz, R&B e gospel, décadas de variações da música negra orquestradas dentro dos conceitos sensuais lançados pelo músico.

Dono de um bem servido cardápio de obras – são mais de 20 registros em estúdio, colaborações, obras ao vivo e singles -, Gaye completaria 75 de vida se estivesse vivo hoje. Morto em 1º de abril de 1984, um dia antes do próprio aniversário, o cantor deixou para o público (e para outros artistas) uma série de obras fundamentais para a história recente da música. Álbuns que atravessam décadas, gêneros e tendências, mas que foram resumidos em (apenas) cinco obras essências na lista abaixo. Continue reading

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Disco: “Beyoncé”, Beyoncé

Beyoncé
R&B/Pop/Hip-Hop
http://beyonce.com/

Por: Cleber Facchi

Beyoncé

Dez anos separam o requebrado que apresentou Beyoncé em carreira solo, com Dangerously in Love (2003), da sobriedade expressa no quinto álbum da cantora. Seguindo na direção contrária ao ritmo que abriu passagem para uma das carreiras mais lucrativas da música recente, a artista alcança o presente disco reforçando uma postura há muito esquecida dentro do pop: a de se reinventar e provocar o próprio público. Consumido pela arquitetura densa dos arranjos e a completa desarticulação de faixas radiofônicas, o autointitulado projeto vai além da surpresas que envolvem sua inesperada estratégia de lançamento. Trata-se de uma explícita obra de desconstrução, mas acima de tudo, um disco que reforça a maturidade de sua criadora.

Embalada pelo ritmo soturno de Pretty Hurts, faixa de abertura do álbum, a cantora dá um passo seguro em relação ao que 4 (2011) trouxe com maior autoridade há poucos anos. As batidas involuntariamente dançantes de Countdown e Run The World (Girls), agora dão lugar ao clima soturno das vozes e sons. Traço previamente reforçado em músicas como 1+1 e I Miss You, do trabalho passado. A habitual tristeza que pontua a carreira da artista desde I Am… Sasha Fierce (2008), agora parece assumir maior organização e arranjos tratados de forma homogênea. Assim como o título logo reforça, Beyoncé é uma obra inteiramente centrada no universo da cantora, que ao explorar esse conceito usa das desilusões e conquistas como uma forma de aproximação do público.

Descrito pela artista como um Visual Album - todas as 14 faixas do disco foram apresentadas paralelamente em vídeo -, o registro consegue ir além de um mero projeto multimídia, afinal, pode ser observado de maneira isolada, ecoando coerência sem possíveis elementos externos/complementares. Distante dos erros que acompanham os App Albums de Lady Gaga e Björk, ou quem sabe o também “visual” (e incompleto) projeto de Jonna Lee (iamamiwhoami), Beyoncé entrega ao ouvinte uma obra em que o ponto central é a música, e qualquer componente além desse princípio ecoa como um natural acréscimo. O objetivo claro, lentamente amplia o hermetismo revelado em princípio, como se toda a carreira prévia da cantora fosse apagada, restando ao ouvinte apenas a presente obra.

Econômico quando observado em proximidade ao disco de 2011, o novo álbum deixa de lado o naipe de metais e o provável catálogo de vozes em prol de um tema eletrônico e enxuto. A medida, de forma alguma parece comprometer a grandeza da cantora, pelo contrário, força a atuação de Timbaland, Hit Boy e até Justin Timberlake quanto produtores das faixas. Parte desse equilíbrio e evidente crescimento está na presença do (quase) desconhecido Boots como principal arquiteto do disco. Presente em boa parte das canções, o produtor garante ao álbum um natural relação entre as músicas, como se tudo partisse de um mesmo cenário conceitual – um meio termo entre a firmeza épica do Hip-Hop e o isolamento letárgico do R&B dos anos 1990. O próprio catálogo de samples, boa parte deles recortes nostálgicos sobre diferentes fases da vida da cantora, auxiliam na construção atmosférica do disco. Se há uma década Beyoncé dançava por entre faixas avulsas e falhas, hoje ela pisa com firmeza em um palco fechado, desenvolvido de forma a favorecer todas as nuances e exigências de sua voz. Continue reading

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Chance The Rapper: “Confident” & “Suitcase”

Chance The Rapper

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O lançamento de Acid Rap há alguns meses garantiu ao “novato” Chance The Rapper um lugar de destaque no Hip-Hop/R&B atual. A boa repercussão da obra garantiu ao artista as mais diversas parcerias durante todo o ano, indo da melancólica colaboração com James Blake (em Life Round Here), até travessias pela obra de Childish Gambino e nomes de destaque da música pop. Agora Chance volta com duas inéditas e bem resolvias parcerias. A primeira delas é Confident, faixa em parceria com ninguém menos do que o garoto problema/prodígio Justin Bieber, e a melhor música que Justin Timberlake nunca lançou em Justified (2002). Bem resolvida, a canção tira os dois músicos da zona de conforto, tanto Bieber, que sai do pop redunduante para algo “maior”, como o convidado, que brinca com uma composição menos hermética. Já a segunda faixa é Suitcase, parceria com o velho colaborador Vic Mensa e mais uma desarticulação do ambiente prévio do rapper. Nas duas faixas, os já habituais “gritinhos” de Chance e o uso bem resolvido das rimas.

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Justin Bieber – Confident (ft. Chance The Rapper)

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Vic Mensa – Suitcase (Chance The Rapper)

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Disco: “Cupid Deluxe”, Blood Orange

Blood Orange
R&B/Indie/Alternative
http://bloodorangeforever.tumblr.com/

Por: Cleber Facchi

Não há gênero, ou possível cena que já não tenha abrigado o trabalho de Devonté Hynes. Da origem “Punk”, com o trio Test Icles, passando pelo lado pop do Lightspeed Champion, até alcançar o sucesso com os versos para Solange (Losing You) e Sky Ferreira (Everything Is Embarrassing), cada etapa conquistada pelo artista na última década parece surgir como um preparativo para o que surge sob nítida maturidade em Cupid Deluxe (2013, Domino). Segundo registro em estúdio pelo Blood Oranges, o álbum, mais do que apontar a evolução de seu criador, prova que todo conforto ou possível senso de estabilidade está longe de ser encontrado no trabalho do britânico – um dos personagens mais completos da música recente.

Livre da instabilidade que habitou os versos e arranjos de Coastal Grooves (2011), um típico trabalho de preparação, o músico deixa a timidez explícita para brincar de forma ilimitada com as canções. Posicionado de forma decisiva entre o fim dos anos 1970 e o início da década de 1980, Hynes encontra no romantismo da época o princípio para amarrar todas as composições do álbum. São resquícios da Soul Music de Prince, o R&B sintetizado de Michael Jackson e todo um conjunto de experiências iluminadas pelo neon que saltam os ouvidos a todo o instante. Blood Orange poderia apenas olhar para o passado, mas ele resolveu se transportar para lá.

Partindo exatamente de onde parou com Losing You – faixa escrita e produzida em parceria com Solange Knowles -, Hynes faz da inaugural Chamakay um princípio para o que define toda a composição da obra. Com os vocais divididos com Caroline Polachek (Chairlift), figura cada vez mais presente em outras colaborações do gênero, o britânico encontra na melancolia a base de sustento para todo o dueto. “Eu nunca vou deixar você, se você está pensando que é tudo a mesma coisa/ Eu nunca vou confiar em você se você está pensando que é apenas um jogo”, entrega o casal em um jogo de fragmentos sentimentais temperados pelo clima empoeirado dos instrumentos e vozes. Um mero aquecimento para o universo soturno que Dev Hynes desenvolve com visível cuidado e confissão.

Embora centrado no ambiente nostálgico dos anos 1980, Hynes curiosamente se esquiva de boa parte dos clichês que abastecem outros projetos do gênero. Partidário das mesmas experiências que envolvem a obra de Twin Shadow, Chad Valley e demais artistas próximos, o músico visita o passado não em um sentido de busca por um ponto em específico, mas como uma necessidade em percorrer diferentes cenários de uma mesma base temporal. Essa multiplicidade resulta tanto na composição de faixas mais dançantes, caso de You’re Not Good Enough, como de canções climáticas e extensas, vide Chosen. Uma espécie de imenso Greatest Hits, capaz olha para todas as direções de um mesmo período sem possíveis barreiras. Continue reading

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AlunaGeorge: “Best Be Believing” (Ta-Ku Remix)

AlunaGeorge

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Quem conhece o trabalho do australiano Ta-Ku sabe do fascínio no produtor em transformar grandes (ou pequenos) exemplares da música pop/alternativa em um composto essencialmente particular. Depois de brincar recentemente com Empire Of The Sun, King Krule e até Justin Timberlake, chega a vez do artista botar as mãos em Best Be Believing. Mais novo single da dupla britânica AlunaGeorge, a canção surge completamente reformulada, substiuindo os já tradicionais (e pegajosos) vocais de Aluna Francis por um jogo de suspiros e pequenos fragmentos de vozes originalmente posicionados nas lacunas da canção. O resultado está em quase quatro minutos de experimentações dançantes e uma completa ruptura da versão original da música que deve ter feito George Reid muito feliz.

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AlunaGeorge – Best Be Believing (Ta-Ku Remix)

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Disco: “Quebra Azul”, Baleia

Baleia
Brazilian/Alternative/Indie
http://www.baleiabaleia.com/

Por: Cleber Facchi

Baleia

O tempo apenas trouxe benefícios ao trabalho do coletivo carioca Baleia. Se até poucos meses os contornos jazzísticos e a brincadeira em “amadurecer” o pop servia como base ao cenário instrumental do grupo, ao passear pelo campo  que se abre em Quebra Azul (2013, Independente), primeiro registro em estúdio, a banda prova que pode ir ainda mais longe. Estranho e acessível em uma divisão exata, o álbum esforça um resultado que segue na contramão do que outros coletivos nacionais insistem em apostar, trazendo na real quebra – de vozes e sons – o apoio para uma obra que mesmo passadas diversas audições, ainda esconde um catálogo imenso de surpresas.

Quem pensava que a versão refinada de What Goes Around Comes Around, de Justin Timberlake, seria a pista a ser explorada pela banda, logo ao pisar nas melodias adocicadas da inaugural Casa vai ver que os rumos do grupo são outros. Longe dos versos em inglês, também testados em Killing Cupids, o sexteto – representado por Cairê Rego, David Rosenblit, Felipe Ventura, João Pessanha, Gabriel e Sofia Vaz – encontra no bem planejado uso dos arranjos um labirinto mutável de experiências. Do orquestral ao rock, do Jazz ao pop, a aposta dos cariocas é a transformação, o que faz de cada integrante da banda em uma peça significativa para a movimentação do disco.

Longe de percursos acessíveis ou versos emoldurados com foco no grande público, Quebra Azul é uma obra para quem gosta de ser provocado e, principalmente, pede por isso. Se em instantes a banda dança a passos lentos (Jiraiya), basta piscar para que ela salte (In). Ponto de convergência de ideias – externas e principalmente internas -, o grupo observa cada composição do registro de forma isolada. Dessa forma, por mais curto que seja o exemplar proposto pelo sexteto, vide Breu e seus pouco mais de três minutos de duração, o manuseio autêntico de diferentes texturas amplia com naturalidade a construção da obra.

Atravessar a estreia do coletivo Baleia é ser presenteado por um oceano de referências. Enquanto Casa esbarra nas harmonias acústicas de Beirut e The Decemberists, Motim e Fuga, logo em sequência, percorrem as vozes e a percussão típica do Dirty Projectors. Sobra espaço para uma passagem pelos anos 1970, em In, um pouco da MPB pós-Los Hermanos, com Breu, além de um jogo imenso de interferências que desaparecem tão rapidamente quanto surgem. O mais curioso nesse resultado talvez seja perceber o quanto toda a essência do coletivo funciona desconstruída, tudo e nada em uma espécie de reverência que nunca existiu. Continue reading

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Disco: “The 20/20 Experience 2/2″, Justin Timberlake

Justin Timberlake
Pop/R&B/Hip-Hop
http://justintimberlake.com/

Por: Cleber Facchi

Justin Timberlake

Justin Timberlake parece pouco interessado em facilitar as coisas para os ouvintes. Se em The 20/20 Experience, o músico provocou uma verdadeira divisão entre os seguidores, ou até em quem pouco parecia interessado na obra do cantor norte-americano, com a segunda parte do mesmo registro, o ex-N’Sync volta a “complicar” para os ouvidos dos espectadores. Composições imensas, um novo passeio nostálgico (e naturalmente extenso) pelo pop dos anos 1970/1980, além da capacidade do artista em aprisionar o ouvinte em um loop sintético que vai da eletrônica ao R&B em instantes. Timberlake, sem pressa e exigindo tempo, obriga o público a mais uma vez voltar as atenções para ele.

Embora tratado como uma continuação ao registro apresentado em Março, 2/2 é uma obra de conceitos, estética e rumos completamente diferentes em relação ao tão comentado disco. Trata-se de um resgate (não intencional) do mesmo Timberlake de FutureSex/LoveSounds, um artista que se deixa guiar pela tapeçaria eletrônica de seus produtores, batidas frias e um desligamento do efeito temático até pouco reforçado em faixas como Mirrors e Suit & Tie. É como se todo o orquestral exaltado por um time de instrumentistas se transformasse em sample, com o cantor seguindo a linha iniciada em Don’t Hold the Wall, ou mesmo todas as outras faixas do registro de 2006. O que era orgânico, agora virou sintético.

Claro que parte das canções presentes no novo disco se mantém dentro da mesma arquitetura pensada para a primeira metade do projeto, algo que TKO, com seus mais de sete minutos de duração, e o loop orquestral de Amnesia traduzem com entusiasmo. Entretanto, enquanto o extenso exemplar apresentado há poucos meses carregava na massa densa de vozes, sons e efeitos um exercício de necessidade, como se as canções fossem grandes pois elas realmente precisavam ser, irretocáveis, em 2/2 Timberlake e o mesmo time de produtores parecem forçar isso. É como se Timbaland, J-Roc e o próprio cantor, movidos pela ganância do acerto inicial, se perdessem em um jogo de emulações, um exercício de fabricar a si próprio, mas sem grandes novidades.

Se por um lado o jogo de acertos que movimenta o disco é grande, o exercício de erros parecem ser ainda maiores. Ao forçar a extensa duração de cada música, Timberlake e os parceiros tornam a audição do trabalho estafante, desnecessária em vários momentos. Mesmo que True Blood seja a melhor/pior representação de toda essa grandiosidade exagerada que preenche o disco, falseando os mesmos princípios instrumentais de Tunnel Vision, outras como Not A Bad Thing (a “melhor” música romântica que o N’Sync nunca lançou) e Murder (com Jay-Z mostrando toda sua presente irrelevância), tornam a audição da obra ainda mais arrastada e penosa. Enquanto a primeira parte do álbum se apresentava como um exercício prazeroso ao ouvinte, convidado a mergulhar nas camadas, arranjos e, principalmente, nas letras do trabalho, com 2/2 fugir parece ser a melhor resposta. Continue reading

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Justin Timberlake: “The 20/20 Experience 2/2″

Justin Timberlake

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Há pouco menos de seis meses Justin Timberlake deixava o hiato firmado em 2006 com FutureSex/LoveSounds para brindar o público com as batidas épicas, sons orquestrais e letras imensas que deixaram muitos ouvintes furiosos. Era a chegada de The 20/20 Experience, terceiro registro solo do ex-N’Sync e trabalho que, mesmo extenso, em pouco tempo seria acrescido de um novo jogo de composições. Dividido em dois atos, a parte dois da experiência proposta pelo cantor norte-americano já pode finalmente ser apreciada. Ainda mais extenso do que o primeiro álbum, são quatro minutos a mais, o recente exemplar carrega em faixas como True Blood (com mais de nove minutos) e Only When I Walk Away (com quase 12 minutos de duração) uma sequência natural ao exercício de Timberlake em resgatar marcas esquecidas da música pop em um efeito, que muito mais do que apenas ouvir, força o ouvinte a ir ao espetáculo. Para ouvir o novo disco, basta dar um poulo no iTunes, ou simplesmente ter uma prévia com o vídeo de Take Back The Night, abaixo.

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Justin Timberlake – Take Back The Night

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Justin Timberlake: “TKO”

Justin Timberlake

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Se você pensou que a parte dois de The 20/20 Experience seria marcada por uma versão simplista do resultado exposto previamente por Justin Timberlake, então se enganou. Ainda mais extenso que a primeira metade do registro, o novo álbum deve solucionar as batidas, sintetizadores, falsetes e o R&B épico do ex-’N Sync em uma versão mais alongada desse propósito, efeito que deve garantir um álbum com mais de 70 minutos de duração. Como Take Back The Night já havia apontado, Timberlake segue na empreitada de resgatar antigos traços da música pop, passeando pela década de 1970, até alcançar a essência de Michael Jackson na fase mais criativa do cantor. Com TKO, mais nova música do cantor, é possível ter mais uma indicação do próximo disco. São mais de sete minutos de duração, princípio que o músico ameniza em um meio termo entre as composições recentes e a plasticidade quase robótica de Futuresex/Lovesound (2006). The 20/20 Experience 2/2 será oficialmente lançado no dia 30 de Setembro.

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Justin Timberlake – TKO

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Aquecimento: “Matangi”, M.I.A.

Por: Cleber Facchi

M.I.A.

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Duas obras fundamentais para o catálogo de registros que marcam os anos 2000, e um tropeço. Em pouco menos de uma década de carreira, a rapper britânica Mathangi Arulpragasam, a M.I.A., foi da ascensão – Arular (2005) e Kala (2007) – à queda – /\/\ /\ Y /\ (2010) – em poucos instantes. O que antes era a morada para versos consumidos pelo teor político, mas embalados de forma dançante pelos ritmos periféricos, logo deu lugar a composições tomadas pelo esforço ingênuo das palavras, uma tentativa de substituir a própria origem e se transformar em um novo produtor da música pop. Próxima de lançar o quarto registro em estúdio, Matangi, M.I.A. se adorna de referências, estreia os laços com velhos parceiros e tenta restabelecer os rumos abandonados nos primeiros discos. Em mais um texto do especial Aquecimento, listamos dez músicas, discos e outras referências culturais que valem ser conhecidas antes da chegada do aguardado Matangi. Continue reading

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