Tag Archives: Lo-Fi

Patience: “The Church” (VÍDEO)

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Mais conhecida pelo trabalho como vocalista e líder do grupo britânico Veronica Falls, em carreira solo, Roxanne Clifford parece assumir um som completamente distinto em relação ao indie rock produzido com os parceiros de banda. Trata-se do Patience, um projeto de Synthpop/Italo Disco que mergulha no mesmo universo de artistas como Desire, Glass Candy, Chromatics e grande parte dos projetos relacionados ao selo Italians Do It Better.

Em The Church, primeiro composição e clipe produzido por Clifford, um eficiente resumo do material que será entregue pela cantora nos próximos meses. Bases, batidas e vozes levemente dançantes, como um convite tímido para as pistas. Para o clipe da faixa – filmado em VHS –, uma delicada sobreposição de imagens nostálgicas, como um típico vídeo caseiro da década de 1990. Assista:

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Patience – The Church

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Não ao Futebol Moderno: “Cansado de Trampar”

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Depois de um bom EP lançado em outubro de 2014 pelo selo Umbaduba RecordsOnde Anda Chico Flores? -, é hora de ter acesso ao primeiro álbum de estúdio do quarteto gaúcho Não Ao Futebol Moderno. Composição escolhida para apresentar o registro – previsto para junho deste ano -, Cansado de Trampar mostra um diálogo cada vez mais seguro da banda de Porto Alegre com todo o universo de representantes do dream pop/indie norte-americano.

Enquanto o registro de 2014 parecia flertar com a obra de gigantes do real emo como American Football e Mineral, bastam as guitarras que abrem a presente canção para indicar um novo universo de possibilidades. Entre vozes ecoadas, típicas do pós-punk dos anos 1980, uma chuva de acordes semi-psicodelicos reforçam a transformação do quarteto, hoje próximo de artistas como Craft Spells e Beach Fossils, além, claro, do coletivo carioca Séculos Apaixonados.

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Não Ao Futebol Moderno – Cansado de Trampar

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Disco: “Mantra Happening”, Lê Almeida

Lê Almeida
Nacional/Indie Rock/Psychedelic
http://lealmeida.bandcamp.com/

 

Com o lançamento de Paraleloplasmos, em março de 2015, o cantor e compositor fluminense Lê Almeida parecia indicar a busca por um novo conjunto de referências e sonoridades. Entre composições essencialmente efêmeras, guitarras sujas e ruídos caseiros, Fuck The New School, com mais de 11 minutos de duração, e Câncer dos Trópicos, com quase nove, sutilmente conseguiram transportar o ouvinte para um cenário parcialmente renovado, marcado pela psicodelia. Uma extensão torta do mesmo som produzido pelo músico durante quase uma década de atuação.

Em Mantra Happening (2016, Transfusão Noise Records), terceiro e mais recente registro de inéditas do guitarrista, um delicado regresso ao mesmo ambiente cósmico apresentado há poucos meses. Cinco composições extensas, pouco mais de 50 minutos de duração, tempo suficiente para que Almeida e o time de instrumentistas formado por João Casaes (guitarra), Bigú Medine (baixo) e Joab Régis (bateria) brinque com os ruídos, ondas de distorção e vozes de forma sempre mutável.

Escolhida para inaugurar o disco, a longa Oração da Noite Cheia, com mais de 15 minutos de duração, cria uma ponte involuntária para o trabalho apresentado no último ano. Emanações psicodélicas, imensos paredões de guitarra e a voz pueril de Almeida, assim como em grande parte dos registros do artista, explorada como um “instrumento” complementar. Dois atos distintos, mas que se completam ao longo da execução da faixa, como uma visita o rock da década de 1970, mas sem necessariamente abandonar o presente.

Fina representação do lado mais “experimental” da obra, Maré, segunda canção do disco, não apenas garante sequência ao material apresentado nos primeiros minutos de Mantra Happening, como ainda estabelece uma série de regras para o restante da obra. São quase 13 minutos de texturas sobrepostas e vozes carregadas de efeitos. Arranjos e conceitos que esbarram de forma autoral na obra de Ty Segall, Thee Oh Sees e outros representantes da cena norte-americana. Continue reading

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Ariel Pink & Puro Instinct: “In The Force” (Rexy Cover)

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Para divulgar o relançamento do clássico Running Out Of Time, álbum lançado em 1981 pelo Rexy, um time de peso da cena alternativa norte-americana foi convidado para revisitar algumas das composições originalmente apresentadas com o disco. Samantha Urbani (do grupo Friends) em Alien, Connan Mockasin em Running Out Of Time e, mais recentemente, o trio formado por Ariel Pink e as irmãs Piper e Skylar Kaplan do Puro Instinct.

Com In The Force, composição escolhida pelo trio, um curioso passeio pela década de 1980 sem necessariamente abandonar o presente. Ao mesmo tempo em que a canção replica a mesma atmosfera apresentada em Running Out Of Time, não seria difícil encontrar a mesma faixa em algum registro recente de Ariel Pink, principalmente pom pom (2014) ou o debut das irmãs Kaplan, o ótimo Headbangers In Ecstacy (2011).

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Ariel Pink & Puro Instinct – In The Force (Rexy Cover)

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Bon Iver: “Haven, Mass”

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Justin Vernon parece cada vez menos interessado em produzir um novo álbum de estúdio do Bon Iver, focando seus esforços na segunda edição do Eaux Claires Music & Arts Festival – evento organizado pelo músico e Aaron Dessner, do grupo The National. Para a surpresa de quem acompanha o trabalho do cantor e compositor norte-americano e não é presenteado com nenhuma grande composição inédita desde o registro autointitulado de 2011, Vernon resolveu entregar a delicada Haven, Mass.

Originalmente gravada entre 2009 e 2010, antes mesmo do lançamento do segundo álbum do Bon Iver, a faixa dominada por pianos e vozes em coro mostra a transição entre o som produzido no debut For Emma, Forever Ago (2007) e o acervo que seria entregue quatro anos depois pelo músico. A canção, distribuída em fita cassete, faz parte do material de divulgação do festival organizado por Vernon e que acontece nos dia 12 e 13 de agosto em Eau Claire, Wisconsin.

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Bon Iver – Haven, Mass

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She-Devils: “I Wanna Touch You”

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Audrey Ann (voz) e o parceiro Kyle Jukka (sintetizadores) parecem explorar um cenário completamente novo a cada faixa do She-Devils. Primeiro veio a sensual Come, um misto de Surf Rock e pop francês dos anos 1960 que segue em ritmo crescente. Depois foi a vez de Where There’s No One, um delicado jogo de manipulações psicodélicas, estimulo para o fortalecimento da produção e pequenas doses de experimentos incorporados por Jukka.

Com a chegada de I Wanna Touch You, mais recente single do duo canadense e uma das canções que abastecem o EP de estreia do She-Devils, uma adaptação da duas últimas criações da dupla. De um lado, o romantismo pop dos versos e batidas que dialogam com o mesmo som dos anos 1960, no outro, a sonoridade cósmica, flutuante dos sintetizadores de Jukka, transportando o ouvinte para um ambiente mágico, por vezes abstrato.

She-Devils EP (2016) será lançado no dia 15/01 no Bandcamp da dupla.

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She-Devils – I Wanna Touch You

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Hinds: “San Diego” (VÍDEO)

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Até a entrega do esperado debut Leave Me Alone, previsto para estrear em janeiro de 2016, as garotas do Hinds devem apresentar boa parte das canções que recheiam o trabalho. Depois de passear pelo campo da Surf Music na empoeirada Garden – faixa que deu vida a um dos clipes mais delicados de 2015 -, chega a vez do quarteto original da Espanha abraçar de vez o (indie) pop, transformando a recém-lançada em mais uma canção repleta de vocais e guitarras grudentas.

Em um explícito diálogo com a música ensolarada de boa parte dos grupos californianos – caso de Best Coast, Wavves e Dum Dum Girls -, durante pouco mais de dois minutos, um clima despretensioso se apodera dos arranjos e vozes em coro da composição. Nos versos, uma divertida história de amor, conceito que sustenta as canções da banda desde que os primeiros singles, sempre caseiros, há pouco mais de dois anos. Abaixo você encontra o clipe não oficial de San Diego, mas que acabou sendo compartilhado pelo grupo no próprio canal do Youtube.

Leave Me Alone (2016) será lançado no dia 08/01 pelos selos Mom+Pop e Lucky Number.

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Hinds – San Diego

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She-Devils: “Where There’s No One”

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É difícil não se encantar pelo trabalho da dupla She-Devils. Com elementos que vão da Surf Music ao pop francês dos anos 1960, o casal formado por Audrey Ann (voz) e Kyle Jukka (sintetizadores) fizeram da enérgica Come uma das composições mais poderosas dos últimos meses. Uma rajada de versos sensuais e ritmo acelerado, proposta que se fragmenta com o lançamento da inédita Where There’s No One, uma das canções do primeiro EP de inéditas da banda canadense.

Ainda que a relação com a música lançada há mais de quatro décadas tome conta das pequenas lacunas da faixa, está no jogo de sintetizadores cósmicos e voz ecoada de Ann a passagem para um novo mundo de possibilidades. Longe da aceleração que marca o último single, Jukka produz uma faixa que passeia pela mesma nostalgia sentimental de outros artistas canadenses, principalmente Mac DeMarco e o romântico Sean Nicholas Savage.

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She-Devils – Where There’s No One

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Prince Rama: “Bahia”

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Depois de sobreviver ao fim do mundo com o lançamento do álbum Top Ten Hits of the End of the World, em 2012, Taraka Larson, Nimai Larson e Ryan Sciaino estão de volta com um novo registro de inéditas pelo Prince Rama. Batizado Xtreme Now (2016), o álbum que leva a assinatura do produtor XXXChange, do grupo Spankrock, mostra o grupo envolvido em uma nova temática conceitual, encontrando em diferentes esportes arriscados a base para todos esse cenário musical.

Primeira composição do novo trabalho a ser entregue ao público, Bahia resgata com acerto grande parte dos elementos que apresentaram o Prince Rama no fim da década passada. São batidas dançantes e sintetizadores eletrônicos, sempre encaixados de forma nostálgica, vozes gravadas de forma caseira e doses controladas de psicodelia, sonoridade que orienta o ouvinte durante os quase três minutos da recém-lançada composição.

Xtreme Now (2016) será lançado no dia 04/03 pelo selo Carpark Records.

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Prince Rama – Bahia

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Ducktails: “Don’t Want To Let You Know”

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St. Catherine (2015), último álbum de estúdio de Matt Mondanile (Real Estate) como Ducktails ainda nem esfriou e o músico norte-americano já parece ter um novo disco engatilhado. Recém-lançada, a inédita Don’t Want To Let You Know não apenas distorce o material apresentado por Mondanile há poucos meses, como resgata todo o jogo de sintetizadores empoeirados que acompanharam o músico nos últimos álbuns em carreira solo, como Ducktails III: Arcade Dynamics (2011) e The Flower Lane (2013).

De fato, a mesma base testada no trabalho apresentado há dois anos parece orientar as melodias sintetizadas da presente faixa. Difícil não lembrar das colaborações entre Mondanile e Daniel Lopatin (Oneohtrix Point Never) dentro do mesmo disco. Além da nova faixa, o cantor é responsável pelo direção do clipe de Don’t Want To Let You Know, um passeio pela região de St. Gallen, na Suíça.

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Ducktails – Don’t Want To Let You Know

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