Tag Archives: Lo-Fi

Disco: “Drop”, Thee Oh Sees

Thee Oh Sees
Garage Rock/Psychedelic/Lo-Fi
http://www.theeohsees.com/

Por: Cleber Facchi

Thee Oh Sees

John Dwyer não sabe ficar mais do que alguns meses em hiato até investir em algum novo registro em estúdio. Ainda bem. Responsável pelos versos, arranjos (sujos) e grande parte das experiências que definem a sonoridade do Thee Oh Sees, o músico californiano prova que mesmo os anos à frente do projeto e a extensa produção de discos estão longe de afetar o comprometimento criativo do grupo. Maturidade e certa dose de ineditismo que automaticamente são reforçados no lançamento de Drop (2014, Castle Face).

Mais novo invento assinado por Dwyer e seus (hoje) quatro companheiros de banda, o nostálgico e ainda recente disco parece seguir a mesma fórmula proposta pelo músico de São Francisco há mais de uma década. São composições semi-artesanais diluídas entre as experiências lisérgicas do Rock Psicodélico e a linha suja das distorções, típicas do Garage Rock. Músicas conduzidas por uma poesia confessional, romântica por vezes, mas que em nenhum momento oculta a esquizofrenia (ou seriam os exageros?) de seu criador.

Em um sentido de continuidade e ao mesmo tempo ruptura com o trabalho anterior, Floating Coffin (2013), também lançado pelo selo Castle Face, Drop abandona a complexidade das guitarras para investir em uma estrutura “simples”. Espécie de diálogo com os projetos anteriores do grupo, principalmente Carrion Crawler/The Dream (2011), Putrifiers II (2012) e todos os grandes álbuns apresentados pelo selo In The Red, o novo disco quebra o exagero para brincar com uma composição específica, ainda que caótica.

Se por um lado a imposição crua de faixas como Penetrating Eye e Put Some Reverb On My Brother joga o disco para um ambiente típico dos anos 1960, em momentos específicos do álbum é possível tropeçar em canções orquestradas por guitarras de maior “requinte”, típicas dos anos 1970. Basta Savage Victory e o solo atento na segunda metade da faixa para perceber como boa parte das imposições conquistadas de forma quase límpida há poucos meses continuam a reverberam. Um efeito que se repete ainda nos instantes finais do álbum, como na psicodélica Transparent World ou mesmo na essencialmente detalhista The Kings Nose. Continue reading

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Disco: “Angel”, Pure X

Pure X
Indie/Alternative/Dream Pop
http://purexmusic.com/

Por: Cleber Facchi

Pure X

Se você voltar os ouvidos para o ambiente sombrio Pleasure (2011), álbum de estreia do grupo texano Pure X, encontrará uma banda completamente distinta da que passeia pelas emanações doces de Angel (2014, Fat Possum). Em um sentido de reformulação da própria sonoridade, Nate Grace e os demais parceiros de banda deixam de lado a psicodelia suja do debut para alcançar de vez o romantismo escancarado das canções. Um exercício que quebra a essência dos primeiros álbuns, mas soluciona de vez o trabalho do grupo.

Em um sentido de reforço ao que Crawling Up The Stairs (2013), o segundo registro em estúdio da banda, trouxe há poucos meses, o novo disco concentra no uso de fórmulas melancólicas uma espécie de engrenagem para a banda. Tudo bem, até aí nada que Grace já não venha cantando desde o começo de carreira, a diferença está na forma como o grupo parece dar fim ao enclausuramento lançado desde as primeiras faixas. Uma tentativa de abraçar uma parcela maior do público, sem tropeçar em experiências há muito desgastadas por outros artistas.

Lidando com as confissões em um enquadramento que esbarra no “brega”, Angel abraça as mesmas sensações que há anos ocupam a obra do canadense Sean Nicholas Savage, ou mesmo os trabalhos de Ariel Pink depois das melodias acolhedoras de Before Today (2010). São músicas que reforçam a dependência romântica do eu lírico (Every Tomorrow), declarações escancaradas de amor (Fly Away with Me Woman) ou faixas essencialmente sorumbáticas (Make You Want Me). Um verdadeiro cardápio para o ouvinte sofredor/apaixonado.

Por conta da fluidez sentimental do álbum, cada composição do disco autoriza o reverberar de melodias vocais antes raras dentro da condução do Pure X. São enquadramentos nostálgicos, como em Valley of Tears e Livin’ the Dream, faixas que parecem saídas de algum registro esquecido da década de 1980. Já outras como Fly Away with Me Woman revelam um aspecto curioso dentro do projeto: a aproximação com o soul. Uma tendência que atravessa os domínios atmosféricos do Dream Pop – base instrumental do grupo – para desaguar em um lago quase pacato de essências. Continue reading

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10 discos (recentes) para ouvir fazendo amor

10 discos para ouvir fazendo amor

A história da música está repleta de obras marcadas por gemidos, suspiros e composições pontuadas do começo ao fim pelo erotismo. Trabalhos que vão do soul de Marvin Gaye ao trip-hop do trio britânico Portishead em uma atmosfera de pura provocação e sensualidade evidente. Mas quais são os trabalhos recentes que conseguem mergulhar na mesma sonoridade? Obras que amenizam letras provocantes e arranjos lascivos em um mesmo cenário musical? Pensando nisso, a lista abaixo resgata 10 discos (recentes) para ouvir fazendo amor. São trabalhos lançados de 2010 até hoje e que cruzam as experiências do R&B, eletrônica, pop e rock em um catálogo de sons que funcionam de maneira ainda mais intrigante embaixo dos lençóis. Respire fundo, morda os lábios e prepare-se para fortes sensações. Continue reading

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Disco: “Salad Days”, Mac DeMarco

Mac DeMarco
Indie/Alternative/Lo-Fi
https://www.facebook.com/pages/Mac-DeMarco/

Por: Cleber Facchi

Mac DeMarco

Mac DeMarco é um homem comum. Gosta de falar sobre amor, canta sobre o prazer de fumar um cigarro e usa da mediocridade do cotidiano como uma ferramenta para as próprias composições. Naturalmente descompromissado, mas ainda assim capaz de ressaltar aspectos curiosos de um dia aprazível, o cantor e compositor canadense mais uma vez abre as portas do universo particular que o envolve para apresentar Salad Days (2014, Captured Tracks). Um álbum que fala/canta inteiramente sobre ele, mas que esbarra na casualidade de qualquer espectador.

Passo seguro em relação ao que 2, registro de “estreia” do músico, trouxe em 2012, o presente álbum vai além de brincar com temas aleatórios e pequenas confissões, trata-se de uma obra em que a maturidade do músico impera evidência. Se há dois anos o canadense  abria o disco falando sobre a vida em um efeito de crônica leve, em Cooking Up Something Good – “Quando a vida se move lentamente/ Apenas deixe-a ir” -, com a inaugural faixa-título, DeMarco soa existencialista – “Rolando pela vida, para rolar e morrer” -, mas sem parecer um poeta sombrio. Mais uma vez o músico discorre sobre o amor (Let My Baby Stay), conselhos reciclados (Brother) e personagens (Jonny’s Odyssey), premissa que ocupa o álbum até o último instante.

Afundado com segurança nas ambientações caseiras dos anos 1980, DeMarco abraça a morosidade de Ariel Pink e do conterrâneo Sean Nicholas Savage para reforçar um projeto tão autoral, quanto partilhado. A leveza que comanda o disco se esbalda em acordes econômicos, guitarras poluídas sutilmente pela distorção e uma doce melancolia que segue as pistas do efeito imposto em My Kind Of Woman. Nada tende ao exagero no interior do disco, pelo contrário, durante todo o percurso o músico parece inclinado a fugir dos instantes de grandeza, fazendo de Salad Days um disco marcado pela serenidade.

Em busca de consolidar uma obra homogênea, DeMarco pode até se esquivar da formação de canções íntimas do grande público – caso de Freaking Out The Neighborhood, do disco passado -, mas isso não quer dizer que fluidez do registro seja prejudicada. Brando, Salad Days deixa de lado as melodias “fáceis” para prender em essência pelas as palavras. Tendo em Passing Out Pieces – “Assistindo a minha vida, passando bem na frente dos olhos/ Que inferno de história, oh é chata?” – um fino exemplo do registro, o compositor brinca com os temas de jovens adultos sem necessariamente parecer clichê. Uma ferramenta que engata nos versos cotidianos do artista para fluir com ineditismo pelo álbum. Continue reading

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Sean Nicholas Savage: “Heartless”

Sean

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É difícil não se encantar pelo sofrimento de Sean Nicholas Savage. Dono de um cardápio de obras tristes e em pleno crescimento, o cantor e compositor canadense parece ter aperfeiçoado a tradicional fórmula da música de (des)amor dentro de uma estrutura particular. Canções que esbarram na estética sombria da década de 1980, deixam de lado qualquer detalhamento apurado e encontram nos versos um mecanismo funcional para se aproximar de todo e qualquer ouvinte.

Próximo de lançar mais um novo trabalho em estúdio, Bermuda Waterfall, Savage reforça os próprios inventos com a chegada de Heartless. Menos tímida que a antecessora Naturally, lançada há poucas semanas, a nova música usa das batidas e da linha de baixo firme como um estímulo para os vocais do cantor. Nos versos, apenas confissão, melancolia e um diálogo honesto com o ouvinte. Com lançamento pelo selo Arbutus Records, mesmo do disco passado, Other Life (2013), o novo disco estreia no dia 13 de maio.

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Sean Nicholas Savage – Heartless

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Disco: “Say Yes To Love”, Perfect Pussy

Perfect Pussy
Punk/Noise/Indie Rock
http://prrfectpussy.bandcamp.com/

Por: Cleber Facchi

Perfect Pussy

Pouco mais de 23 minutos de duração, este é o tempo necessário para que o grupo norte-americano Perfect Pussy possa dar vazão aos sons caóticos que imperam em Say Yes To Love (2014, Captured Tracks). Abraçando o Punk “Alternativo” do Hüsker Dü, na década de 1980, mas sem fugir das melodias que guiaram o Sleater-Kinney e outros grupos próximos até o começo dos anos 2000, o quinteto de Syracuse, Nova York tranca o ouvinte em uma sequência de riffs crus e vozes essencialmente berradas. Um ambiente de desordem, mas que serve como ferramenta básica para o universo em plena desconstrução do grupo.

Com a desesperada Meredith Graves à frente dos vocais, Ray McAndrew (guitarra), Garrett Koloski (bateria), Greg Ambler (baixo) e Shaun Sutkus (sintetizadores) promovem um registro em que tudo parece fugir ao controle do espectador (e deles próprios). Vozes que batem desgovernadas nos acordes sujos, sintetizadores que edificam verdadeiros monumentos do noise pop e toda uma sequência de músicas que apostam na urgência sem qualquer chance de equilíbrio. A ordem aqui é perturbar, e qualquer tentativa de conforto é soterrada por avalanches anárquicas de distorção.

Caseiro, Say Yes To Love logo assume na inaugural Driver um senso de direção para o trabalho – pelo menos até a primeira metade do projeto. São acordes emergenciais, distorções guiadas pela voz intensa de Graves e uma colagem de gêneros que aos poucos firmam um curioso senso estético para a banda. Espécie de resposta ao que o Punk europeu trouxe com Iceage, Eagulls e, em menor escala, com as garotas do Savages, o disco implica na crueza íntima do hardcore e no distanciamento do Pós-Punk um ponto de originalidade. Diálogos com a cena californiana dos anos 1980, um explícito teor Lo-Fi (típico do Indie Rock de 1990) e todo um catálogo de pequenas esquizofrenias. Décadas de ruídos traduzidas em minutos.

Mesmo a imposição demasiado suja do trabalho, em nenhum momento serve como um possível bloqueio para o ouvinte médio. Pelo contrário, bastam os acordes nostálgicos de Big Stars ou a leveza emergencial de Dig para perceber como o quinteto aos poucos hipnotiza o ouvinte passageiro. Dentro do cenário claustrofóbico que cresce com a primeira faixa, acordes melódicos e vozes íntimas do espectador promovem um inevitável senso de aceitação. Uma furtividade que pula a calmaria de qualquer obra tradicional da (presente) cena alternativa e logo surpreende o público por meio da inquietação. Continue reading

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Disco: “Lenhador”, Marcelo Perdido

Marcelo Perdido
Indie/Folk/Alternative
http://marceloperdido.com.br/

Por: Cleber Facchi

Marcelo Perdido

Mais do que ser apresentado como um artista, Marcelo Perdido deve ser observado como um trabalhador. Tendo nas experiências musicais um complemento ao esforço cotidiano – que está longe de se relacionar exclusivamente com a música -, o músico “paulistano” encontra no uso de pequenas melodias e versos brandos um refúgio. Não por acaso a busca por uma clareira criativa parece dar título e movimento lírico ao primeiro invento solo do músico, Lenhador (2014, Independente). Um registro pontuado pela singeleza dos arranjos, mas alimentado em essência pelo esforço dos sentimentos, temas e toques amargurados de desamor.

Em um sentido de oposição e ao mesmo tempo proximidade ao trabalho anunciado em sua antiga banda, a falecida Hidrocor, Perdido usa do presente álbum como um objeto de experimento. Ainda que as melodias doces e vozes tímidas sejam capazes de se comunicar naturalmente com o som exposto há dois anos – em Edifício Bambi (2012) -, cada música do presente álbum abraça a descoberta como uma ferramenta de sofisticação. Um cenário dividido entre a limpidez e o artesanal, dualidades que estimulam ainda mais um mergulho involuntário no isolamento do próprio autor.

Perturbado sem deixar de convencer musicalmente, o presente disco se acomoda em meio a um conjunto de temas sempre subjetivos e versáteis. São canções capazes de brincar com personagens (Vincent, William e José), cenários (Paquetá) e sentimentos (Aritimética) ao mesmo tempo em que reforçam as particularidades do cantor – direcionamento exposto logo na inaugural faixa-título. Assim como no exercício testado em Edifício Bambi, Perdido continua a cantar sobre si próprio e o universo que o rodeia, esforço que em nenhum instante esbarra no hermetismo típico de obras do gênero.

Enquanto trilha um catálogo de faixas propositalmente simples, vide Meu maravilhoso amigo meu ou a encantadora Sacolé (parceria com Laura Lavieri), Perdido esculpe com parcimônia um detalhista infinito particular. São histórias ambientadas em um cenário urbano, movido por temas recentes e que aos poucos firmam nessa desenvoltura um abrigo inevitável para confortar o visitante. A poesia que abastece as faixas não dá voltas, pelo contrário, simplifica, fala sobre amor, sobre tomar sorvete ou apenas caminhar na rua com naturalidade. Sim, Perdido canta sobre ele, mas isso não quer dizer que o ouvinte acabe de fora desse cenário. Continue reading

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Disco: “Vista Pro Mar”, Silva

Silva
Indie/Synthpop/Electronic
http://silva.tv/

Por: Cleber Facchi

Silva

Bastam os instantes iniciais de Vista Pro Mar (2014, Slap), segundo álbum de estúdio do capixaba Silva, para perceber que os rumos do artista agora são outros. “Eu sou de remar/ Sou de insistir/ Mesmo que sozinho”. Como bem entregam os versos da autointitulada faixa de abertura, o cantor e compositor contorna a própria timidez do álbum de estreia, Claridão (2012), em busca de uma sonoridade abrangente, ainda que intimista e naturalmente particular. Um eco entre a melancolia (agora ensolarada) e o constante diálogo com o público, exercício que ultrapassa os limites da poesia sorumbática, mergulha nos arranjos versáteis e cresce como um genuíno cardápio da música pop.

Como já havia confessado em entrevista, “Vista Pro Mar foi feito num momento diferente”, trata-se de um trabalho que nasceu na “Flórida com dias ensolarados, numa piscina, de férias, vendo gente bonita, ouvindo Poolside, João Donato, Cashmere Cat e Frank Ocean”. Dentro desse novo conjunto de referências, Silva apresenta ao público um álbum que emula sensações litorâneas, premissa instalada nos samples de ondas e ruídos praianos que preenchem todo o álbum. Veranil, o disco usa dessa mesma sensação nostálgica como um mecanismo de composição para as faixas. Um estágio permanente que se divide entre a calmaria atual e a sensação de despedida que aos poucos se aproxima e rege a ambientação lírica das faixas.

Por vezes contradizendo o estágio de euforia anunciado pelo próprio criador, o novo álbum se apresenta como um mosaico de delicadas sensações – algumas felizes, outras naturalmente tristes. Um trabalho que sorri de forma evidente, mas amarga (de maneira quase inevitável) a futura separação. A julgar pelo detalhamento de faixas como Entardecer e É Preciso Dizer, Vista Pro Mar se faz como um trabalho marcado de forma expressiva pelo isolamento do músico. Gravado em Portugal, o disco não esconde a sensação de “última semana de férias”, como se o músico desfrutasse de todas as mordomias – sentimentais e físicas -, mas avistasse de perto o fim desse ambiente sabático.

Silva

Ainda que entristecido em diversos aspectos instrumentais e líricos, o presente álbum mantém firme o toque esperançoso que orquestra os sentimentos do cantor. Enquanto Claridão se revelava como um trabalho consumido pela saudade (Moletom), descrença (Cansei) e até uma estranha aceitação da morte (2012), Vista Pro Mar contorna a melancolia e suspira doces percepções. Basta a carga de sentimentos entusiasmados no interior de Janeiro (“A gente pode sem medo/ Se pertencer/ O amor é cego, mas hoje/ Eu posso ver tão bem”) para perceber que os rumos aqui são outros. Há tristeza (Volta) e constante amargura (É Preciso Dizer), mas a vontade de seguir em frente parece ainda maior. Continue reading

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Teen Daze: “Tokyo Winter”

Teen Daze

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Depois da dobradinha The Inner Mansions‎ e All Of Us, Together, em 2012, o canadense Teen Daze passou o último apenas com o climático Glacier. Dando sequência ao projeto em construção desde o fim da década passada, o artista parece cada vez mais interessado na projeção de arranjos essencialmente climáticos, efeito condensado nos últimos trabalhos em estúdio do músico, mas que volta a se repetir com a recém-lançada Tokyo Winter.

Banhada pelo uso de sintetizadores em loop e pequenas interferências atmosféricas, a nova música abandona de vez os recursos da Chillwave, tão comum nos primeiros discos de Daze, para brincar com a Ambient Music. São quase cinco minutos de duração em que todos os elementos da faixa se acomodam em uma medida confortável, quase preguiçosa. A canção é parte do novo EP do canadense, Paradiso, trabalho que será liberado para download gratuito no dia 25 de março.

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Teen Daze – Tokyo Winter

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The Snow: “Memory Loss”

Wild Nothing

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De todos os bons registros e lançamentos inéditos que surgem com o Record Story Day, as parcerias, versões e encontros raros entre diferentes artistas talvez seja o que há de mais interessante com a chegada da data. Além da série de canções que já vêm se acumulando nas últimas semanas, uma ganha agora um lugar especial: Memory Loss, primeira música do supergrupo The Snow.

Formado pela nata do Dream Pop/Shoegaze estadunidense, a canção aproxima em um mesmo projeto ninguém menos do que Dustin Payseur (Beach Fossils), Jack Tatum (Wild Nothing) e Andreas Lagerström (Holograms). Assertivamente capaz de brincar com aspectos de cada colaborador, a canção parece intencionalmente apontada para os anos 1980. São guitarras sujas, arranjos psicodélicos e uma curiosa relação com o Pós-Punk que até  lembra gigantes como The Cure e Public Image Ltd. Disponível para audição, a canção chega oficialmente no dia 19 de abril pelo selo Captured Tracks.

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The Snow – Memory Loss

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