Tag Archives: Lo-Fi

Bon Iver: “Haven, Mass”

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Justin Vernon parece cada vez menos interessado em produzir um novo álbum de estúdio do Bon Iver, focando seus esforços na segunda edição do Eaux Claires Music & Arts Festival – evento organizado pelo músico e Aaron Dessner, do grupo The National. Para a surpresa de quem acompanha o trabalho do cantor e compositor norte-americano e não é presenteado com nenhuma grande composição inédita desde o registro autointitulado de 2011, Vernon resolveu entregar a delicada Haven, Mass.

Originalmente gravada entre 2009 e 2010, antes mesmo do lançamento do segundo álbum do Bon Iver, a faixa dominada por pianos e vozes em coro mostra a transição entre o som produzido no debut For Emma, Forever Ago (2007) e o acervo que seria entregue quatro anos depois pelo músico. A canção, distribuída em fita cassete, faz parte do material de divulgação do festival organizado por Vernon e que acontece nos dia 12 e 13 de agosto em Eau Claire, Wisconsin.

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Bon Iver – Haven, Mass

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She-Devils: “I Wanna Touch You”

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Audrey Ann (voz) e o parceiro Kyle Jukka (sintetizadores) parecem explorar um cenário completamente novo a cada faixa do She-Devils. Primeiro veio a sensual Come, um misto de Surf Rock e pop francês dos anos 1960 que segue em ritmo crescente. Depois foi a vez de Where There’s No One, um delicado jogo de manipulações psicodélicas, estimulo para o fortalecimento da produção e pequenas doses de experimentos incorporados por Jukka.

Com a chegada de I Wanna Touch You, mais recente single do duo canadense e uma das canções que abastecem o EP de estreia do She-Devils, uma adaptação da duas últimas criações da dupla. De um lado, o romantismo pop dos versos e batidas que dialogam com o mesmo som dos anos 1960, no outro, a sonoridade cósmica, flutuante dos sintetizadores de Jukka, transportando o ouvinte para um ambiente mágico, por vezes abstrato.

She-Devils EP (2016) será lançado no dia 15/01 no Bandcamp da dupla.

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She-Devils – I Wanna Touch You

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Hinds: “San Diego” (VÍDEO)

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Até a entrega do esperado debut Leave Me Alone, previsto para estrear em janeiro de 2016, as garotas do Hinds devem apresentar boa parte das canções que recheiam o trabalho. Depois de passear pelo campo da Surf Music na empoeirada Garden – faixa que deu vida a um dos clipes mais delicados de 2015 -, chega a vez do quarteto original da Espanha abraçar de vez o (indie) pop, transformando a recém-lançada em mais uma canção repleta de vocais e guitarras grudentas.

Em um explícito diálogo com a música ensolarada de boa parte dos grupos californianos – caso de Best Coast, Wavves e Dum Dum Girls -, durante pouco mais de dois minutos, um clima despretensioso se apodera dos arranjos e vozes em coro da composição. Nos versos, uma divertida história de amor, conceito que sustenta as canções da banda desde que os primeiros singles, sempre caseiros, há pouco mais de dois anos. Abaixo você encontra o clipe não oficial de San Diego, mas que acabou sendo compartilhado pelo grupo no próprio canal do Youtube.

Leave Me Alone (2016) será lançado no dia 08/01 pelos selos Mom+Pop e Lucky Number.

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Hinds – San Diego

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She-Devils: “Where There’s No One”

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É difícil não se encantar pelo trabalho da dupla She-Devils. Com elementos que vão da Surf Music ao pop francês dos anos 1960, o casal formado por Audrey Ann (voz) e Kyle Jukka (sintetizadores) fizeram da enérgica Come uma das composições mais poderosas dos últimos meses. Uma rajada de versos sensuais e ritmo acelerado, proposta que se fragmenta com o lançamento da inédita Where There’s No One, uma das canções do primeiro EP de inéditas da banda canadense.

Ainda que a relação com a música lançada há mais de quatro décadas tome conta das pequenas lacunas da faixa, está no jogo de sintetizadores cósmicos e voz ecoada de Ann a passagem para um novo mundo de possibilidades. Longe da aceleração que marca o último single, Jukka produz uma faixa que passeia pela mesma nostalgia sentimental de outros artistas canadenses, principalmente Mac DeMarco e o romântico Sean Nicholas Savage.

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She-Devils – Where There’s No One

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Prince Rama: “Bahia”

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Depois de sobreviver ao fim do mundo com o lançamento do álbum Top Ten Hits of the End of the World, em 2012, Taraka Larson, Nimai Larson e Ryan Sciaino estão de volta com um novo registro de inéditas pelo Prince Rama. Batizado Xtreme Now (2016), o álbum que leva a assinatura do produtor XXXChange, do grupo Spankrock, mostra o grupo envolvido em uma nova temática conceitual, encontrando em diferentes esportes arriscados a base para todos esse cenário musical.

Primeira composição do novo trabalho a ser entregue ao público, Bahia resgata com acerto grande parte dos elementos que apresentaram o Prince Rama no fim da década passada. São batidas dançantes e sintetizadores eletrônicos, sempre encaixados de forma nostálgica, vozes gravadas de forma caseira e doses controladas de psicodelia, sonoridade que orienta o ouvinte durante os quase três minutos da recém-lançada composição.

Xtreme Now (2016) será lançado no dia 04/03 pelo selo Carpark Records.

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Prince Rama – Bahia

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Ducktails: “Don’t Want To Let You Know”

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St. Catherine (2015), último álbum de estúdio de Matt Mondanile (Real Estate) como Ducktails ainda nem esfriou e o músico norte-americano já parece ter um novo disco engatilhado. Recém-lançada, a inédita Don’t Want To Let You Know não apenas distorce o material apresentado por Mondanile há poucos meses, como resgata todo o jogo de sintetizadores empoeirados que acompanharam o músico nos últimos álbuns em carreira solo, como Ducktails III: Arcade Dynamics (2011) e The Flower Lane (2013).

De fato, a mesma base testada no trabalho apresentado há dois anos parece orientar as melodias sintetizadas da presente faixa. Difícil não lembrar das colaborações entre Mondanile e Daniel Lopatin (Oneohtrix Point Never) dentro do mesmo disco. Além da nova faixa, o cantor é responsável pelo direção do clipe de Don’t Want To Let You Know, um passeio pela região de St. Gallen, na Suíça.

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Ducktails – Don’t Want To Let You Know

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She-Devils: “Come” (VÍDEO)

De um lado, a voz enevoada e sempre contida da vocalista Audrey Ann, no outro, os sintetizadores psicodélicos, colagens eletrônicas e batidas artificiais criadas pelo músico/produtor Kyle Jukka. Original da cidade de Montreal, no Canadá, a dupla é responsável pelo recém-lançado She-Devils, projeto que incorpora elementos da Surf Music, pop francês dos anos 1960, uma pitada de bossa nova e outros temperos psicodélicos lançados há cinco ou mais décadas.

Come, primeiro single do autointitulado EP de estreia da dupla, resume com naturalidade a proposta do casal. Enquanto Ann brinca com a sensualidade dos versos – “Hey baby can I get a little closer? There are things that I want you to hear” -, Jukka espalha um imenso catálogo de temas e referências musicais. Uma colisão de temas que resgata as primeiras canções do Unknown Mortal Orchestra ou a mesmo a sonoridade litorânea de artistas como Real Estate, mas que em nenhum momento ultrapassa o colorido psicodélico explorado de forma autoral pela dupla.

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She-Devils – Come

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Hinds: “San Diego”

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Até a entrega do esperado debut Leave Me Alone, previsto para estrear em janeiro de 2016, as garotas do Hinds devem apresentar boa parte das canções que recheiam o trabalho. Depois de passear pelo campo da Surf Music na empoeirada Garden – faixa que deu vida a um dos clipes mais delicados de 2015 -, chega a vez do quarteto original da Espanha abraçar de vez o (indie) pop, transformando a recém-lançada em mais uma canção repleta de vocais e guitarras grudentas.

Em um explícito diálogo com a música ensolarada de boa parte dos grupos californianos – caso de Best Coast, Wavves e Dum Dum Girls -, durante pouco mais de dois minutos, um clima despretensioso se apodera dos arranjos e vozes em coro da composição. Nos versos, uma divertida história de amor, conceito que sustenta as canções da banda desde que os primeiros singles, sempre caseiros, há pouco mais de dois anos.

Leave Me Alone (2016) será lançado no dia 08/01 pelos selos Mom+Pop e Lucky Number.

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Connan Mockasin & Devonté Hynes: “Feelin’ Lovely”

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Enquanto Dev Heynes não anuncia um novo álbum de inéditas do Blood Orange, o jeito é correr atrás das diversas canções apresentadas em parceria pelo músico. Poucos dias após o lançamento de Sandra’s Smile, faixa que discute a crescente de assassinatos contra negros nos Estados Unidos, Hynes deixa de lado o aspecto crítico da própria obra para mergulhar em uma delicada canção de amor ao lado do velho colaborador Connan Mockasin.

Intitulada Feelin’ Lovely, a faixa dominada pelo constante diálogo vocal da dupla passeia pelo mesmo som empoeirado e psicodélico de Caramel (2013) – último registro em estúdio de Mockasin -, cai no R&B funkeado de Cupid Deluxe (2013), e lentamente mergulha no mesmo universo de obras recentes como Multi-Love, do Unknown Mortal Orchestra, ou as canções finais de Currents, do Tame Impala.  A canção é parte do recém-lançado EP de parcerias Myths 001.

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Connan Mockasin & Devonté Hynes – Feelin’ Lovely

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TOPS: “Hollow Sound Of The Morning Chimes”

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Responsáveis por um dos grandes lançamentos de 2014, Picture You Staring, os norte-americanos do TOPS já estão de volta com uma nova e bem-sucedida composição inédita. Batizada Hollow Sound Of The Morning Chimes, a faixa parece seguir a linha dos últimos trabalhos do grupo, dosando entre instantes de calmaria e explosão que valorizam ainda mais a voz de Jane Penny, vocalista do grupo original da cidade de Montreal, no Canadá.

Meio termo entre o último álbum do Mr. Twin Sister e o presente trabalho do conterrâneo Mac DeMarco, Another One (2015), a canção de quase sete minutos parece dividida em dois diferentes atos. Na primeira metade, uma base jazzística cerca e conforta o vocal de Jane Penny, reservando para os instantes finais um detalhado solo de guitarra que ocupa com acerto a imensa lacuna deixada pela ausênca da vocalista. Hipnótica.

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TOPS – Hollow Sound Of The Morning Chimes

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