Tag Archives: Lo-Fi

Omni: “Wednesday Wedding”

.

Formado por Frankie Broyles (ex-Deerhunter), Philip Frobos (ex-Carnivores) e Billy Mitchell (ex-Carnivores), Omni é um projeto de Garage Rock que entregou ao público uma série de grandes composições nos últimos meses. Faixas como Afterlife e Wire, composições essencialmente curtas, mas que carregam um mundo de referências que vão do pós-punk norte-americano a clássicos do rock alternativo dos anos 1990.

Em Wednesday Wedding, mais recente lançamento do trio estadunidense, a busca declarada por um som de natureza pop, pegajoso. Uma versão desconstruída do mesmo som produzido pelo Deerhunter em Monomania (2013), além de uma série de guitarras que se aproximam com naturalidade da fase mais “ensolarada” do Wavves. Assim como as duas últimas faixas do grupo, a nova canção é parte do primeiro álbum da banda, Deluxe (2016).

Deluxe (2016) será lançado no dia 08/07 pelo selo Trouble In Mind.

.

Omni – Wednesday Wedding

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , ,

Deakin: “Harpy (Blue)”

.

Longe dos parceiros de banda do Animal Collective, Josh Dibb deu vida ao primeiro registro em carreira solo como Deakin. Em Sleep Cycle (2016), cada uma das seis composições que abastecem o disco lentamente revelam um mundo de detalhes acústicos e emanações psicodélicas, como se o cantor e compositor norte-americano visitasse o mesmo universo originalmente apresentado em clássicos da banda de Baltimore, como Sung Tongs (2004) e Feels (2005).

Mesmo deixada de fora desse material, Harpy (Blue), mais recente lançamento de Deakin revela o mesmo preciosismo que marca as demais composições do músico. A voz serena, o violão preciso, apontado para a década de 1970, e uma coleção de melodias lisérgicas, fruto da controlada inserção de efeitos no interior da faixa. Lançada em fica cassete, a canção se divide em duas interpretações: Harpy (red), a elétrica, e Harpy (blue), a acústica.

.

Deakin – Harpy (Blue)

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , ,

Filipe Alvim: “Vida Sem Sentido”

.

Você pensa que está bom / Mas podia estar melhor / Não queria estar ali / Mas podia ser pior“, canta Filipe Alvim em Vida Sem Sentido. Mais recente composição do cantor e compositor original de Juiz de Fora, a faixa de temática “existencialista” se divide entre o brega dos cantores brasileiros que apareceram na década 1970 e o mesmo universo de artistas canadenses como TOPS, Sean Nicholas Savage e, principalmente, Mac DeMarco.

Com distribuição pelo selo mineiro Pug Records – casa de bandas como duplodeck e Top Surpise –, a nova criação de Alvim também conta com lançamento em formato físico, sendo vendido como compacto sete polegadas com cópias limitadíssimas. No registro, duas versões para a mesma composição. De um lado, uma interpretação lenta e melancólica do som produzido pelo músico, no outro, um toque leve, descompromissado, como se Alvim brincasse com as próprias dúvidas e sofrimento.

.

Filipe Alvim – Vida Sem Sentido

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , ,

Patience: “The Church” (VÍDEO)

.

Mais conhecida pelo trabalho como vocalista e líder do grupo britânico Veronica Falls, em carreira solo, Roxanne Clifford parece assumir um som completamente distinto em relação ao indie rock produzido com os parceiros de banda. Trata-se do Patience, um projeto de Synthpop/Italo Disco que mergulha no mesmo universo de artistas como Desire, Glass Candy, Chromatics e grande parte dos projetos relacionados ao selo Italians Do It Better.

Em The Church, primeiro composição e clipe produzido por Clifford, um eficiente resumo do material que será entregue pela cantora nos próximos meses. Bases, batidas e vozes levemente dançantes, como um convite tímido para as pistas. Para o clipe da faixa – filmado em VHS –, uma delicada sobreposição de imagens nostálgicas, como um típico vídeo caseiro da década de 1990. Assista:

.

Patience – The Church

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , ,

Não ao Futebol Moderno: “Cansado de Trampar”

.

Depois de um bom EP lançado em outubro de 2014 pelo selo Umbaduba RecordsOnde Anda Chico Flores? -, é hora de ter acesso ao primeiro álbum de estúdio do quarteto gaúcho Não Ao Futebol Moderno. Composição escolhida para apresentar o registro – previsto para junho deste ano -, Cansado de Trampar mostra um diálogo cada vez mais seguro da banda de Porto Alegre com todo o universo de representantes do dream pop/indie norte-americano.

Enquanto o registro de 2014 parecia flertar com a obra de gigantes do real emo como American Football e Mineral, bastam as guitarras que abrem a presente canção para indicar um novo universo de possibilidades. Entre vozes ecoadas, típicas do pós-punk dos anos 1980, uma chuva de acordes semi-psicodelicos reforçam a transformação do quarteto, hoje próximo de artistas como Craft Spells e Beach Fossils, além, claro, do coletivo carioca Séculos Apaixonados.

ep[.

Não Ao Futebol Moderno – Cansado de Trampar

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , ,

Disco: “Mantra Happening”, Lê Almeida

Lê Almeida
Nacional/Indie Rock/Psychedelic
http://lealmeida.bandcamp.com/

 

Com o lançamento de Paraleloplasmos, em março de 2015, o cantor e compositor fluminense Lê Almeida parecia indicar a busca por um novo conjunto de referências e sonoridades. Entre composições essencialmente efêmeras, guitarras sujas e ruídos caseiros, Fuck The New School, com mais de 11 minutos de duração, e Câncer dos Trópicos, com quase nove, sutilmente conseguiram transportar o ouvinte para um cenário parcialmente renovado, marcado pela psicodelia. Uma extensão torta do mesmo som produzido pelo músico durante quase uma década de atuação.

Em Mantra Happening (2016, Transfusão Noise Records), terceiro e mais recente registro de inéditas do guitarrista, um delicado regresso ao mesmo ambiente cósmico apresentado há poucos meses. Cinco composições extensas, pouco mais de 50 minutos de duração, tempo suficiente para que Almeida e o time de instrumentistas formado por João Casaes (guitarra), Bigú Medine (baixo) e Joab Régis (bateria) brinque com os ruídos, ondas de distorção e vozes de forma sempre mutável.

Escolhida para inaugurar o disco, a longa Oração da Noite Cheia, com mais de 15 minutos de duração, cria uma ponte involuntária para o trabalho apresentado no último ano. Emanações psicodélicas, imensos paredões de guitarra e a voz pueril de Almeida, assim como em grande parte dos registros do artista, explorada como um “instrumento” complementar. Dois atos distintos, mas que se completam ao longo da execução da faixa, como uma visita o rock da década de 1970, mas sem necessariamente abandonar o presente.

Fina representação do lado mais “experimental” da obra, Maré, segunda canção do disco, não apenas garante sequência ao material apresentado nos primeiros minutos de Mantra Happening, como ainda estabelece uma série de regras para o restante da obra. São quase 13 minutos de texturas sobrepostas e vozes carregadas de efeitos. Arranjos e conceitos que esbarram de forma autoral na obra de Ty Segall, Thee Oh Sees e outros representantes da cena norte-americana. Continue reading

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , , , ,

Ariel Pink & Puro Instinct: “In The Force” (Rexy Cover)

.

Para divulgar o relançamento do clássico Running Out Of Time, álbum lançado em 1981 pelo Rexy, um time de peso da cena alternativa norte-americana foi convidado para revisitar algumas das composições originalmente apresentadas com o disco. Samantha Urbani (do grupo Friends) em Alien, Connan Mockasin em Running Out Of Time e, mais recentemente, o trio formado por Ariel Pink e as irmãs Piper e Skylar Kaplan do Puro Instinct.

Com In The Force, composição escolhida pelo trio, um curioso passeio pela década de 1980 sem necessariamente abandonar o presente. Ao mesmo tempo em que a canção replica a mesma atmosfera apresentada em Running Out Of Time, não seria difícil encontrar a mesma faixa em algum registro recente de Ariel Pink, principalmente pom pom (2014) ou o debut das irmãs Kaplan, o ótimo Headbangers In Ecstacy (2011).

.

Ariel Pink & Puro Instinct – In The Force (Rexy Cover)

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , ,

Bon Iver: “Haven, Mass”

.

Justin Vernon parece cada vez menos interessado em produzir um novo álbum de estúdio do Bon Iver, focando seus esforços na segunda edição do Eaux Claires Music & Arts Festival – evento organizado pelo músico e Aaron Dessner, do grupo The National. Para a surpresa de quem acompanha o trabalho do cantor e compositor norte-americano e não é presenteado com nenhuma grande composição inédita desde o registro autointitulado de 2011, Vernon resolveu entregar a delicada Haven, Mass.

Originalmente gravada entre 2009 e 2010, antes mesmo do lançamento do segundo álbum do Bon Iver, a faixa dominada por pianos e vozes em coro mostra a transição entre o som produzido no debut For Emma, Forever Ago (2007) e o acervo que seria entregue quatro anos depois pelo músico. A canção, distribuída em fita cassete, faz parte do material de divulgação do festival organizado por Vernon e que acontece nos dia 12 e 13 de agosto em Eau Claire, Wisconsin.

.

Bon Iver – Haven, Mass

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , ,

She-Devils: “I Wanna Touch You”

.

Audrey Ann (voz) e o parceiro Kyle Jukka (sintetizadores) parecem explorar um cenário completamente novo a cada faixa do She-Devils. Primeiro veio a sensual Come, um misto de Surf Rock e pop francês dos anos 1960 que segue em ritmo crescente. Depois foi a vez de Where There’s No One, um delicado jogo de manipulações psicodélicas, estimulo para o fortalecimento da produção e pequenas doses de experimentos incorporados por Jukka.

Com a chegada de I Wanna Touch You, mais recente single do duo canadense e uma das canções que abastecem o EP de estreia do She-Devils, uma adaptação da duas últimas criações da dupla. De um lado, o romantismo pop dos versos e batidas que dialogam com o mesmo som dos anos 1960, no outro, a sonoridade cósmica, flutuante dos sintetizadores de Jukka, transportando o ouvinte para um ambiente mágico, por vezes abstrato.

She-Devils EP (2016) será lançado no dia 15/01 no Bandcamp da dupla.

.

She-Devils – I Wanna Touch You

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , ,

Hinds: “San Diego” (VÍDEO)

.

Até a entrega do esperado debut Leave Me Alone, previsto para estrear em janeiro de 2016, as garotas do Hinds devem apresentar boa parte das canções que recheiam o trabalho. Depois de passear pelo campo da Surf Music na empoeirada Garden – faixa que deu vida a um dos clipes mais delicados de 2015 -, chega a vez do quarteto original da Espanha abraçar de vez o (indie) pop, transformando a recém-lançada em mais uma canção repleta de vocais e guitarras grudentas.

Em um explícito diálogo com a música ensolarada de boa parte dos grupos californianos – caso de Best Coast, Wavves e Dum Dum Girls -, durante pouco mais de dois minutos, um clima despretensioso se apodera dos arranjos e vozes em coro da composição. Nos versos, uma divertida história de amor, conceito que sustenta as canções da banda desde que os primeiros singles, sempre caseiros, há pouco mais de dois anos. Abaixo você encontra o clipe não oficial de San Diego, mas que acabou sendo compartilhado pelo grupo no próprio canal do Youtube.

Leave Me Alone (2016) será lançado no dia 08/01 pelos selos Mom+Pop e Lucky Number.

.

Hinds – San Diego

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , , ,