Tag Archives: Móveis Coloniais de Acaju

Emicida: “Obrigado, Darcy!” (Ft. Rael)

Emicida

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Com a Copo do Mundo se aproximando, o Brasil é um alvo dos estrangeiros não apenas dentro do país, mas fora dele. Além da escalação pesada de artistas que invadem o festival espanhol Primavera Sound – Caetano Veloso, Móveis Coloniais de Acaju e Rodrigo Amarante entre eles -, em solo estadunidense um time de artistas chegam para ocupar o concorrido SXSW, evento que transporta Boogarins, Rashid e Emicida para dentro do (imenso) line-up do festival.

Como uma espécie de “apresentação” para o público norte-americano, Emicida lançada agora a bem conduzida Obrigado, Darcy (O Brasil que vai além). Com produção assinada por Nave e participação de Rael, a canção é uma fina representação da recente fase do rapper – cada vez mais próximo do grande público. Promovida pela Apex Brasil, agência do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e Sony Music, a faixa chega também como clipe, projeto dirigido por Adolpho Knauth.

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Emicida – Obrigado, Darcy! (Ft. Rael)

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Disco: “Muito Mais Que O Amor”, Vanguart

Vanguart
Brazilian/Folk/Indie
http://www.vanguart.com.br/

 

Por: Cleber Facchi
Foto: Ariel Martini

vanguart_credito-Ariel_Martini (1)

Há dois anos, quando lançava Parte de Mim Vai Embora (2011), a proposta do Vanguart parecia ser clara e simples: soar acessível. Longe da poesia complexa que ocupa os versos trilíngues do autointitulado debut, de 2007, o quinteto cuiabano parecia cada vez mais interessado em buscar pelo grande público – um percurso de quase oposição ao hermetismo testado em início de carreira. Sustentando com acerto uma lírica melódica – que abastece faixas como Mi Vida Eres Tu e demais composições do trabalho -, a banda deu um passo seguro para o domínio de uma soma ainda maior de ouvintes, merecida sequência de prêmios no VMB de 2012 e, claro, a base para o que se revela em um efeito amplo na construção do terceiro registro em estúdio.

Intencionalmente dramático, Muito Mais Que O Amor (2013, DeckDisc) se aproveita do mesmo teor amargo dos trabalhos anteriores, porém, em um sentido intenso de confissão. O que antes era proposto de forma existencial e melancólica – principalmente em faixas como Semáforo, Para Abrir os Olhos e Cachaça -, agora dá lugar ao drama pintado de saudade e expectativa. Boa parte das faixas espalhadas pela obra refletem a carência do eu-lírico em um sentido vulnerável. Seja na antecipação por um novo amor (Sempre Que Eu Estou Lá), ou mesmo em um cenário recente e que aos poucos começa a se esfarelar (Pra Onde Eu Devo Ir?), a dor ainda é a principal constante para a banda.

Mesmo em um alinhamento de confissão, Hélio Flanders, principal letrista da obra, parece fugir a todo o custo de um resultado subjetivo, amenizando nos versos de cada faixa uma interpretação exageradamente acessível, até rasa em alguns aspectos. Por vezes falta beleza aos versos instalados de forma monotemática, caso de Meu Sol (o que é isso, Armandinho?), Mesmo De Longe e parte expressiva do eixo final do registro. Entretanto, nenhuma composição parece capaz de superar a redundância da O Que Seria de Nós, sétima canção do disco. “O que seria de você sem mim/ O que seria de Mim sem você/ O que seria de nós dois sem nós?”, arrasta a canção em (felizmente) pouco menos de um minuto de duração. Seria ironia ou apenas vontade de encher o disco com mais uma faixa? Onde estão os responsáveis por Enquanto Isso Na Lanchonete e demais canções dos primeiros discos?

Mesmo os exageros e a lírica falha em algumas das composições não subtraem a presença de boas faixas no decorrer da obra. A melhor delas talvez seja Pra Onde Eu Devo Ir?, canção que se esquiva das melodias programadas para fluir em um cenário de intensidade e dor real. Trabalhada em uma estética Country honesta, a música esbarra em vozes que curiosamente remetem ao trabalho de Chitãozinho e Xororó – entenda isso como um elogio sincero. Um aspecto caricato que não apenas potencializa o crescimento da faixa, como traduz de maneira eficaz a saudade que se acumula em doses pela obra. A mesma relação com o cancioneiro de raiz flutua de maneira coerente em Estive e Eu Sei Onde Você Está, faixas acessíveis, de versos duráveis e que não se perdem nos mesmos exageros e banalidades de outras canções do disco. Continue reading

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Disco: “De Lá Até Aqui”, Móveis Coloniais de Acaju

Móveis Coloniais de Acaju
Brazilian/Alternative/Ska
http://www.moveiscoloniaisdeacaju.com.br/

 

Por: Cleber Facchi

Moveis Coloniais de Acaju

De Lá Até Aqui. Não poderia existir um título mais coeso para o redundante ensaio da Móveis Coloniais de Acaju do que este. Mais um regresso aos sons festivos que apresentaram a banda em 2005 – com o lançamento de Idem -, o novo disco encontra no reaproveitamento claro de ideias um exercício cíclico, como se tudo o que o coletivo brasiliense construiu, aprimorou em C_mpl_te (2009) e entrega agora com o terceiro disco, fosse parte natural de um mesmo universo. Um ambiente eufórico, dominado visivelmente pelas apresentações ao vivo, a emoção assumida do público e um ato simplesmente desmotivador ao final.

É preciso concordar: da avalanche de bandas nacionais pós-Los Hermanos, quantas sobreviveram de fato e impuseram um estágio de extrema urgência perante o público? Poucas, raras para definir melhor. Assumindo um lugar de destaque, o grupo de Brasília não apenas pareceu alimentar a infinidade de órfãos do quarteto carioca, como soube ir além. Fez dos dois primeiros registros em estúdio obras complementares para a cena musical recente; transformou cada integrante da banda em uma parte importante na espécie de “empresa” que é o coletivo; encaixou música em trilha sonora de novela; lota shows; tocou de leve no mainstream e agora busca pelo conforto com o novo disco.

Da mesma forma que em 2005, ou talvez antes, quando as primeiras canções do grupo surgiram pela Internet, a banda revela um catálogo rico de sons efusivos e naturalmente enquadrados para as apresentações ao vivo. A mesma overdose de metais, batidas épicas, guitarras alimentadas por diferentes gêneros, temas e tramas distintas que alegram o público. Possivelmente, o melhor álbum da banda, se não fosse por um simples detalhe: As letras. Investindo forte na produção – cuidadosamente assumida por Carlos Eduardo Miranda -, o trabalho cresce em um cruzamento de vozes e sons assertivos, mas que morrem nas palavras. Versos infantis, tolos perante a analogia imobiliária de Aluga-se-Vende, as referências político-literárias de Idem, ou mesmo o romantismo lírico que acompanha grande parte de C_mpl_te.

I say I love You (Say)/ Três menos nove é seis/ Do Inglês pro português/ O amor é tradução/ O amor é tradução” proclama o vocalista André Gonzáles enquanto brinca de ser Renato Russo em Amor É Tradução, possivelmente a pior faixa do trabalho. Há também espaço para as rimas pueris de Saionara (“Cansei de falar português, francês, inglês/ E nada que eu dizia traduzia toda a nossa história/ Não me venha com Saionara/ Sol Nascente não retornará”), música que bem poderia ser encaixada no trabalho da extinta P.O. BOX. Na contramão dos discos anteriores, a poesia do Móveis se faz plástica, descartável, como se a banda planejasse de forma atenta toda a sonoridade do álbum, mas esquecesse da base lírica em torno dele. A decepção é ainda maior se levarmos em conta o cuidado de Abraço EP (2012), estreia solo de Beto Mejía (flautista da banda), e um esforço simples das palavras que parece longe de se repetir nas atuais canções da banda. Continue reading

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Móveis Coloniais de Acaju: “De Lá Até Aqui”

Móveis Coloniais De Acaju

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Quatro anos se passaram desde que a evolução tomou conta do Móveis Coloniais de Acaju em C_mpl_te (2009). Sem fugir do território instrumental próprio construído ao longo dos anos, a banda brasiliense está de volta com o terceiro e aguardado registro em estúdio: De Lá Até Aqui. São 14 novas composições, boa parte delas já conhecidas de quem acompanha as apresentações do grupo, mas que preenchem com novidade os ouvidos dos velhos seguidores. Menos frenético que os registros anteriores, principalmente o primeiro, o novo disco valoriza o uso dos vocais e melodias, esforço claro na presença de Carlos Eduardo Miranda, produtor que assume as direções do presente álbum. Com previsão de estreia oficial para o dia 12 de Agosto, o trabalho já pode ser ouvido na íntegra na Deezer, basta estar logado.

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Móveis Coloniais de Acaju – Vejo em teu Olhar

 

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Beto Mejía: “Simples”

Beto Mejía

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De todos os registros nacionais lançados no último ano, Abraço EP, de Beto Mejía, é um dos mais curiosos e naturalmente encantadores. Primeiro projeto solo do flautista da banda Móveis Coloniais de Acaju, o trabalho encontra na delicadeza dos arranjos instrumentais e de vozes um princípio para cada uma das faixas que o sustentam. Não diferente é a estética explorada em Simples, primeiro clipe retirado do trabalho. Centrado dentro do universo do próprio músico, o trabalho que conta com direção e produção da Duas Lentes acompanha o processo de construção da própria música, indo da composição dos sons ao acerto dos versos, tudo isso enquanto fotos e referências do músico surgem pelo ambiente. Simples e bonito.

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Beto Mejía – Simples

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Vespas Mandarinas: “Animal Nacional”

Animal Nacional

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Reclama que o rock nacional não produz mais bandas de qualidade? Então Animal Nacional do Vespas Mandarinas é um disco que você precisa ouvir, mesmo. Estreia definitiva do supergrupo formado Chuck Hipolitho, Thadeu Meneghini, André Dea e Flavio Guarnieri, o disco concentra em 12 faixas guitarras rápidas, vozes abertamente melódicas e letras que conseguem se desvincilhar das redundâncias do gênero de forma bem sucedida e ainda grudar nos ouvidos. Lançado pelo selo Deckdisc, o trabalho conta com a produção assertiva de Rafael Ramos, produtor responsável pela estreia de bandas como Los Hermanos, Vídeo Hits e Móveis Coloniais de Acaju. Além do disco, a banda vem divulgando o novo clipe, Cobra de Vidro, trabalho que conta com direção assinada por Ivan Cardoso e você pode conferir logo abaixo.

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Vespas Mandarinas – Animal Nacional

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[youtube http://www.youtube.com/watch?v=Be8FMROXi2Y?rel=0]
Vespas Mandarinas – Cobra de Vidro

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Disco: “2012”, Galinha Preta

Galinha Preta
Brazilian/Punk/Hardcore
http://www.galinhapreta.net/
https://www.facebook.com/galinhapretakaos

Por: Sylvia Tamie

Galinha Preta

Em outubro do ano passado, a banda brasiliense de grindcore Galinha Preta lançou um teaser do seu terceiro álbum, 2012. O vídeo de Ratoburguer foi rodado na rodoviária de Brasília, que centraliza o transporte público do Distrito Federal e é o ponto de convergência de toda a classe trabalhadora da região. Como não poderia deixar de ser, ali se vende um lanche tradicional – no caso, pastel com caldo de cana. Mas na parte externa do terminal instalou-se um quiosque de sanduíches que passou a dividir as preferências dos frequentadores, e que ganhou um singelo apelido em função da quantidade de roedores que também circula por ali. Capaz de agradar até vegetarianos e agentes da vigilância sanitária, o clipe conta com a participação especial de Esdras Nogueira, saxofonista barítono do Móveis Coloniais de Acaju, sendo, como o sanduíche que celebra, “rápido, bom e barato”.

Ratoburguer é um bom exemplo do rock do Galinha Preta na linha “um minuto é tempo demais”: a história por trás da música, muito mais comprida do que a mesma, o andamento alucinado e as letras extremamente sintéticas, de forte conteúdo crítico, político e social, e calcado em problemas do cotidiano. Depois de dez anos de existência, registrados em 3 em 1 (2007) – que juntava as três demos da banda, inacreditáveis 34 faixas em pouco mais de meia hora de duração – e o mais bem-acabado Ajuda Nóis Ae (2010), a banda formada por Frango Kaos (vocal, samplers, guitarra), Bruno Tartalho (baixo), Hudson Hells (guitarra) e Guilherme Tanner (bateria) não traz nenhuma surpresa para os fãs. O novo álbum mantém a rotina de samples pontuando as guitarras em profusão e os vocais gritados, num som orgulhosamente sujo, que sempre termina de forma brusca.


Por conta do formato despretensioso das canções, é comum que muitos ouvintes encarem o som do Galinha Preta como mera diversão para headbangers, que enchem os shows da banda, e não atentem para os temas muito sérios que suas letras abordam: a profusão de teorias conspiratórias (como o próprio fim do mundo), a dependência das mídias sociais (“meu mundo acabou e ninguém tuitou”), a arrogância de certas camadas sociais brasileiras, representadas aqui por Boris Casoy, e a situação de endividamento permanente do trabalhador brasileiro. Em entrevista, o vocalista Frango Kaos já expressou sua intenção de fazer o público refletir sem apontar o dedo na cara de ninguém, por isso o tom quase de piada que muitas de suas letras adotam. Continue reading

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Disco: “Abraço EP”, Beto Mejía

Beto Mejía
Brazilian/Alternative/Indie
http://betomejia.com.br/

Por: Sylvia Tamie

“… há esse outro enlace que é o abraço imóvel: estamos encantados, enfeitiçados: estamos no sono, sem dormir; estamos na volúpia infantil do adormecer: é o momento das histórias contadas, o momento da voz que vem me imobilizar, me siderar, é a volta à mãe. Nesse incesto reconduzido, tudo é então suspenso: o tempo, a lei, a proibição: nada cansa, nada se quer: todos os desejos são abolidos, porque parecem definitivamente transbordantes.”

(Verbete “Abraço”, em Fragmentos do Discurso Amoroso, de Roland Barthes)

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O lançamento do trabalho solo de qualquer integrante de banda conhecida sempre gera uma expectativa justificada. De que maneira se distinguem o trabalho do grupo e a criação individual, ainda mais em uma banda que segue o modelo do Móveis Coloniais de Acaju, em que todas as composições são coletivas? O EP Abraço, do flautista Beto Mejía pode decepcionar os seguidores mais fanáticos que esperavam apenas um apaziguamento na espera do próximo álbum da banda, previsto para março de 2013. Não se ouvem instrumentos de sopro e as letras diretas, tão distantes dos malabarismos verbais do Móveis, tudo se restringe a um universo particular, circunscrito à intimidade sugerida pelo título.

Em uma primeira impressão, estamos diante de uma textura sonora completamente diferente, dominada pelos sons mais graves do piano na faixa de introdução, a que camadas de sons se sobrepõem sem pressa alguma e abrem para as faixas não instrumentais. De manhã cedinho até Soneca, passando por Vermelho, o que se tem é um conjunto coeso de canções que acompanham o decorrer de um dia passado entre pessoas queridas. Ao contrário da tristeza cínica dos moderninhos, em que se tornou moda envenenar as pequenas sensações do dia-a-dia como negação de alguma angústia latente, ouve-se aqui uma celebração de uma felicidade solar em tons sóbrios e maduros e em palavras francas, que às vezes soam até banais – como os diminutivos em Téo ou a discussão sobre o horário de cinema em Simples.

O momento de ambiguidade fica por conta da última e de longe melhor faixa do disco, Soneca. De um lado ela recupera a sonoridade da faixa introdutória (que merecia um título melhor do que o singelo Intro tamanha a beleza da composição), amarrando o disco com sua combinação de guitarras e sintetizadores que ecoam a linha melódica principal. De outro, sua letra é menos literal do que as anteriores e cantada em um tom baixo, meio coberto pelos instrumentos, quase não se percebe a sombra lançada no dia de perfeição, um momento de separação em que “Choro até me desmanchar/ e desaparecer”. Ainda que a conclusão recupere o equilíbrio e justifique o título – tudo se resolve num abraço –, fica evidente que não se trata de uma composição ingênua. Continue reading

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Móveis Coloniais de Acaju: “Vejo em Teu Olhar”

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Quem gostou da linha romântica assumida pela banda Móveis Coloniais de Acaju no registro C_mpl_te, de 2009, provavelmente ficará satisfeito com o mais novo single do grupo brasiliense. Com o nome de Vejo em Teu Olhar, a canção arrasta a banda para junto da mesma sonoridade proposta em faixas como O Tempo e Sem Palavras. Além da fluência melódica, a canção conta com mais um inventivo clipe do grupo, que a exemplo do trabalho anterior – no vídeo a da música O Tempo – traz a proposta de colaboração com o público do coletivo, que neste caso participa de intervenções por diversos pontos de ônibus de Brasília.

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