Tag Archives: Notícias

Hó Mon Tchain: “Assim que Nóis Trabalha”

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Três anos após o lançamento do ótimo Ascensão, álbum de estreia do coletivo Hó Mon Tchain e um dos 50 Melhores Discos Nacionais de 2013, Amiltex, Diham, Falcon Mc, Mud, JG‐Mano e Plano B estão de volta com mais um novo registro de estúdio: Assim que Nóis Trabalha (2016). São 13 composições inéditas, além da já conhecida Malandrão, música transformada em clipe no final de 2015 e uma espécie de resumo da lírica urbana que acompanha a produção assinada por Mud até os últimos segundos do disco.

Além do revezamento do time de rappers na construção de cada faixa, AQNT abre espaço para a chegada de um time de novos colaboradores. Nomes como D‐Cazz, Jimmy Luv e Yunei Rosa, responsáveis por Essa Noite, A.Q.N.T e Fim de Expediente, respectivamente. Sobra até para um sample de Björk na pesada Amo os que me Odeiam, 11ª faixa do disco. Disponível para audição pelo Youtube, AQNT também pode ser baixado gratuitamente.

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Hó Mon Tchain – Assim que Nóis Trabalha

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AraabMuzik: “Goon Loops EP” & “King EP”

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Abraham Orellana está de volta. Depois da série de mixtapes (Instrumental University, For Professional Use Only), registros de sobras e remixes (The Remixes, Vol. 1), o produtor de Rhode Island está de volta com uma bem-sucedida sequência de novos EPs dentro do projeto AraabMuzik. De um lado, as seis composições climáticas e experimentais de Goon Loops EP. Em King EP, o habitual diálogo do norte-americano com a EDM, Trap e Hip-Hop, marca das principais canções assinadas pelo artista pós-Electronic Dream (2011).

Musicalmente distintos, ambos os trabalhos abrem passagem para o novo registro de inéditas de Orellana, o aguardado Dream World, álbum que conta com lançamento previsto para 2016. Tanto Goon Loops como King podem ser apreciados na íntegra pelo soundcloud de AraabMuzik. O primeiro EP é o único que conta com download gratuito (e com tempo limitado) pelo perfil do produtor.

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AraabMuzik – Goon Loops EP

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AraabMuzik – King EP

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Disco “O Novato”, Nobat

Nobat
Nacional/Indie/Alternative
https://soundcloud.com/nobatmusic

Fotos: Rafael Sandim

O caminho assumido por Luan Nobat em O Novato (2015, Independente) está longe de parecer o mesmo do antecessor Disco Arranhado (2012). Livre do jogo de guitarras, batidas e vozes rápidas que marcam o trabalho apresentado há três anos, o cantor e compositor mineiro faz do segundo registro de inéditas uma peça marcada pela delicadeza. Versos e arranjos que passeiam por pequenos fragmentos do cotidiano, relacionamentos e tormentos que muitas vezes escapam do cercado particular do artista.

Maquiado pela sonoridade detalhista do músico Daniel Nunes, co-produtor do álbum também integrante da banda de rock instrumental Constantina, o trabalho de apenas 10 faixas cresce lentamente, sem pressa ou possíveis exageros. Ainda que a já conhecida LSD, parceria com a cantora Julia Branco lançada em 2014, pareça apontar a direção seguida no interior do disco, está no tempero pessimista da inaugural faixa-título o estímulo lírico e instrumental de todo o restante da obra.

Era uma bíblia na mão / E a pistola na outra / Matando os filhos de Deus pelo próprio Deus”, despeja Nobat em uma solução de versos sóbrios que discutem não apenas a temática da religião, mas todo o universo de conflitos e ilusões que bagunçam o cotidiano de qualquer indivíduo. Ponto de partida para a sequência de faixas que abastecem o álbum, a canção orquestrada de forma crescente, cercada pela bateria marcial de um time de percussionistas, resume o esmero de Nobat na montagem do trabalho.

Produzido em um intervalo de quase dois anos, O Novato encanta pelo imenso catálogo de detalhes que parece crescer a cada nova faixa. Mesmo que a voz do artista falhe em diversos momentos – “E minha voz desafinada exclama e cresce” -, sobram encaixes minimalistas que prendem a atenção do ouvinte com naturalidade. O naipe de metais em Judith; guitarras coloridas na apaixonada Luísa; a percussão descontrolada de Nara Torres (Iconili) em Agosto. Entre curvas sonoras e abismos sentimentais, Nobat finaliza um trabalho que convida o público a se perder dentro dele. Continue reading

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Nobat: “O Novato”

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Responsável por uma das melhores e mais fortes composições de 2015, o mineiro Luan Nobat está de volta com um novo registro em carreira solo: O Novato (2015). Produzido em parceria com Daniel Nunes, também integrante do grupo Constantina, o trabalho chega ao público recheado com 10 canções inéditas e parcerias ao lado de músicos como Helio Flanders (Vanguart), Tatá Aeroplano (Cérebro Eletrônico), Julia Branco, Tiago Eiras (Dibigode), Nara Torres (Iconili) e Fernando de Sá (A Fase Rosa).

De essência melancólico, delicado em grande parte dos versos, o registro gravado entre maio e setembro deste ano mergulha em casos de amor (Outros Dias), discute temas como religião (O Novato) e conflitos pessoais (LSD) sempre acompanhados com uma primorosa solução de arranjos instrumentais. Assim como o último álbum de Nobat, Discos Arranhados (2012), o novo álbum conta com audição gratuita pelo soundcloud ou no player abaixo.

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Nobat – O Novato

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Ceticências: “Deus Sabe”

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Passado o anúncio de um novo disco, seguido do lançamento do single/vídeo de Deus Sabe #2, Cadu Tenório e Sávio de Queiroz apresentam ao público o segundo álbum de inéditas do Ceticências: Deus Sabe (2015). Sucessor do ótimo Lua, um dos 10 melhores discos nacionais de 2013, o álbum de apenas oito faixas e distribuição pelo selo Domina, do Rio de Janeiro, parece seguir uma trilha completamente distinta em relação ao trabalho lançado há dois anos.

Livre das habituais bases sombrias tradicionalmente testadas por Tenório, cada peça do novo registro encontra na constante quebra de ritmo uma ferramenta eficiente para todo o desenvolvimento do álbum. Composições curtas, como Medusa, ou mesmo faixas extensas, caso de Drugs & Homossexualism, em que sintetizadores, colagens de vozes e batidas sempre instáveis ditam as regras de cada ruído eletrônico encaixado pela dupla.

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Ceticências – Deus Sabe

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Jaloo: “#1”

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Brega, dançante, melancólico e pop. Depois de meses de remixes, versões, composições inéditas, clipes e um eficiente aquecimento em Insight EP (2014), Jaloo acaba de apresentar o primeiro registro da carreira: #1 (2015). Com lançamento pelo selo StereoMono – parte da Skol Music – o trabalho de 12 faixas e direção artística de Carlos Eduardo Miranda expande de forma comercial o mesmo som eletrônico testado pelo produtor paraense desde as primeiras canções – apresentadas no começo da presente década.

Além de faixas já conhecidas do público, como Insight, Odaiá (In Your Eyes) e Pa Parará, o álbum conta com uma sequência de canções inéditas que mostram a evolução do músico não apenas na construção dos versos (A Cidade), mas principalmente nas batidas (Fluxo). Há poucos dias, Jaloo apresentou ao público o clipe de Ah! Dor, uma das composições que abastecem o disco e refletem parte da estética assumida pelo músico ao longo do disco.

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Jaloo – #1

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O Nó: “EP1”

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Original da cidade de São Paulo e formada por Alexandre Drobac (Guitarra), Mateus Bentivegna (Bateria), Rodolfo Almeida (Baixo) e Matheus Perelmutter (Sintetizadores), O Nó é uma banda que passeia por diferentes aspectos da música incorporada nos anos 1970 – rock progressivo, krautrock e brega – sem necessariamente abandonar o presente cenário. Com um registro demo lançado ao final de 2014, o quarteto entrega agora o primeiro trabalho oficial: EP1.

São cinco composições que mergulham em sintetizadores empoeirados, solos alongados de guitarras e uso sempre restrito da voz, sustentando nos instrumentos a verdadeira força do trabalho. Entre os destaques do presente lançamento, faixas como O Sol e Ouro-e-Fio, canções mais do que recomendadas para quem se interessa pelo trabalho de bandas como Tame Impala, Cidadão Instigado e todo o universo de veteranos dos anos 1970, caso das nacionais O Terço e Casa das Máquinas.

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O Nó – EP1

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Bárbara Eugênia: “Frou Frou”

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Frou Frou (2015), esse é o nome do terceiro registro de inéditas da cantora paulistana Bárbara Eugênia. Na trilha dos ótimos Journal de BAD (2010) e É o que temos (2013) – este último, um dos 50 melhores discos brasileiros de 2013 -, Eugênia continua a brincar com elementos do brega e chanson française de forma autoral, visitando a música incorporada entre as décadas de 1960 e 1970 como forma de estímulo para a própria obra.

Acompanhada de velhos parceiros de estúdio como Tatá Aeroplano, Blubell, Naná Rizzini, Jesus Sanchez, Rafael Castro e Astronauta Pinguim, Bárbara Eugênia destila amores fracassados, tormentos e noites de abandono em cada uma das 13 faixas do disco. Além de Besta, faixa já conhecida do público da cantora, o álbum ainda conta com as ótimas Para Curar o Coração, Só Quero Seu Amor e Pra Te Atazanar. Com lançamento no site da cantora, Frou Frou pode ser baixado gratuitamente.

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Bárbara Eugênia – Frou Frou

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Juçara Marçal & Cadu Tenório: “Anganga”

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Anunciado no começo de setembro com o lançamento da faixa Canto II, Anganga (2015), trabalho em parceria entre Cadu Tenório e Juçara Marçal acaba de ser apresentado ao público. São oito composições que passeiam por experimentos ambientais típicos da obra de Tenório, mergulham nas raízes africanas de Marçal e explodem em meio a fórmulas instáveis, cantos de escravos e todo um universo de conceitos que abraçam diferentes cenários da cultura nacional.

Produzido e arranjado por Cadu Tenório, masterizado por Emygdio Costa (Fábrica), Ananga conta versos extraídos do LP O Canto dos Escravos, trabalho lançado em 1982 pelo filólogo, professor e linguista mineiro Aires da Mata Machado Filho. O projeto gráfico do disco ficou por conta de Mariana Mansur. Ananga, assim como toda a discografia solo de Tenório, pode ser baixado gratuitamente pelo Bandcamp do músico.

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Juçara Marçal & Cadu Tenório – Ananga

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Ryan Adams: “1989”

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Muita gente riu (ou se espantou) nas redes sociais quando Ryan Adams anunciou que faria uma adaptação do trabalho da cantora Taylor Swift em 1989. Com o lançamento de Bad Blood, há poucos dias, ficou mais do que claro o acerto do músico norte-americano ao investir no projeto – uma interpretação contry-folk do som pop testado no último álbum de Swift. Depois de muita expectativa, a versão de Adams pode ser encontrada na íntegra no canal do cantor no Youtube.

Além da excelente versão de Bad Blood, faixas como Out of the Woods, Blank Space, This Love e I Know Places passam contam com boas adaptações ao longo do disco, lembrando em diversos aspectos a melancolia honesta de Adams no começo dos anos 2000. Shake It Off talvez seja a peça mais “estranha” do trabalho, efeito da excessiva execução da música/clipe e sonoridade propositadamente dançante, na versão de Adams, um pouco mais lenta, quase arrastada. Ouça.

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Ryan Adams – 1989

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