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Pharmakon: “Bestial Burden”

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Fígado, ossos, coração, costelas e um bloco cru de carne em decomposição. Por mais gratuita que a fotografia de Bestial Burden (2014, Sacred Bones) possa parecer, a construção perturbadora da imagem reforça o contexto honesto (e nauseante) em torno do trabalho de Margaret Chardiet. “Desejo mostrar [ao público] o corpo como um pedaço de carne e células que se transformam, falham e traem você. Algo banal e sem importância”, explicou em entrevista.

Mesmo instalada em um ambiente próximo de Abandon (2012), o material explorado ao longo do novo registro se movimenta de forma distinta. Como explícito na capa da obra, ou mesmo na voz sufocada da faixa de abertura, Vacuum, o segundo registro do Pharmakon pelo Sacred Bones é um exercício de interpretação de Chardiet sobre o próprio corpo. Gritos, grunhidos, escarro, tosse e toda uma colisão de ecos sujos que parecem reproduzir o lento “apodrecimento” dos indivíduos. Leia o texto completo.

Abaixo você encontra o curta dirigido por Nina Hartmann e Margaret Chardiet inspirado no novo disco. Bestial Burden integra nossa lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2014.

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Pharmakon – Bestial Burden

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JMSN: “JMSN (The Blue Album)”

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Interessado no uso de arranjos instrumentais complexos e bases eletrônicas minimalistas, Christian Berishaj parece incorporar uma sonoridade diferente com o lançamento do novo álbum à frente do JMSN. Apelidado “The Blue Album”, o trabalho expande lentamente não apenas a estrutura musical de todas as 14 canções presentes no registros, mas principalmente a voz do artista, tão próximo de Justin Timberlake no ótimo The 20/20 Experience (2012), como ambientado aos primeiros anos em estúdio e faixas densas como The One.

Além da pop Addicted, apresentada há poucos dias, JMSN reserva uma sequência de faixas tão comerciais quanto complexas, caso de Need U, Street Sweaper e demais composições orientadas pela melancolia do compositor. Com lançamento físico pelo selo n WhiteRoom, por onde Berishaj apresentou os últimos trabalhos, “The Blue Album” pode ser apreciado na íntegra no player logo abaixo

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JMSN – JMSN (The Blue Album)

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Jaloo: “Insight EP”

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Quatro faixas, direção artística de Carlos Eduardo Miranda e uma nova interpretação da música pop. Em Insight EP – trabalho que contou com lançamento pelo selo StereoMono, da plataforma Skol Music -, o paraense Jaime Melo se apresenta de forma definitiva como Jaloo. Na trilha do som apresentado nos últimos meses, com o presente lançamento os temas eletrônicos/dançantes do Sci-Fi Brega não apenas são ampliados, como ainda contam com um acervo de novas referências – caso de elementos do R&B e Bass – e maior refinamento.

Das quatro composições que recheiam a obra, Downtown e a excelente versão para Oblivion, da cantora canadense Grimes, já são velhas conhecidas do público. Entre as criações inéditas, além da própria faixa-título, Jaloo apresenta Odoiá (In Your Eyes), uma música definida pelo cantor como “é docinha, mas ‘treta'”. Em entrevista ao site da Rolling Stone Brasil, onde o registro foi inicialmente lançado, Melo resume um pouco do trabalho, fala sobre cada uma das faixas e ainda discute o processo de produção do EP. Em setembro Jaloo havia assumido uma nova sonoridade durante o lançamento de Downtown, veja nosso texto sobre a faixa.

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Jaloo – Insight EP 

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How To Dress Well: “You and I Are the Same” Mixtape

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Tom Krell não sabe a hora de parar. Passado o lançamento do EP “What Is This Heart?” Remixes, além, claro, do bem sucedido “What Is This Heart?” (2014), mais novo álbum à frente do How To Dress Well, o cantor e compositor norte-americano resolveu aproveitar o tempo livre para investir em um novo projeto. Trata-se de You and I Are the Same, uma das tradicionais mixtapes que Krell eventualmente lança no próprio perfil do Soundcloud.

Assim como as últimas edições do projeto, caso de NO WORDS TO SAY Mixtape, durante os mais de 50 minutos do novo trabalho, faixas originais, remixes e até versões para o trabalho de outros artistas abastecem o material, uma espécie de resumo das principais referências do cantor. Em meio a faixas de Sia, Phillip Glass, Akron/Family, The Microphones e Majical Cloudz, um dos destaques do trabalho acaba sendo a adaptação das canções de FKA Twigs.  Abaixo você encontra a nova mixtape e também a série de remixes apresentada recentemente pelo músico.

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How To Dress Well – You and I Are the Same Mixtape

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How To Dress Well – “What Is This Heart?” Remixes

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Jacques Greene: “After Life After Party EP”

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Enquanto o esperado debut de Jacques Greene não é apresentado ao público, os constantes EPs prevalecem como a principal fonte com novidades sobre produtor. Terceiro e mais recente trabalho do artista canadense em 2014, After Life, After Party segue a trilha dos antecessores On Your Side EP e Phantom Vibrate EP, transportando o ouvinte para um cenário musical tão recente, quanto característico da década de 1990.

Além da versão original e dois remixes para a faixa-título, o presente trabalho de Green conta ainda com a inédita 1 4 Me. Na primeira canção, um típico diálogo do canadense com os elementos do Future Garage e Techno. Na faixa seguinte, um trabalho atento do produtor em adaptar diferentes conceitos, batidas e vocais íntimos do R&B ao material desenvolvido desde o último ano. Com lançamento pelo selo LuckyMe Records, o registro pode ser apreciado na íntegra logo abaixo.

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Jacques Greene – After Life After Party

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Séculos Apaixonados: “Roupa Linda, Figura Fantasmagórica”

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O som “estranho” apresentado pela carioca Séculos Apaixonados em Refletir é Inútil e Só no Masoquismo é apenas um fragmento do material explorado em essência com Roupa Linda, Figura Fantasmagórica (2014). Primeiro registro em estúdio da banda formada por Arthur Braganti (teclado e voz), Felipe Vellozo (baixo), Gabriel Guerra (voz e guitarra), João Pessanha (bateria) e Lucas de Paiva (teclado, saxofone e voz), o trabalho de oito canções já pode ser apreciado na íntegra pelo perfil do grupo no soundcloud ou no player abaixo.

Produzido, gravado e mixado pelos próprios integrantes entre fevereiro e outubro deste ano, o romântico debut ainda conta com lançamento nacional pela Balaclava Records – casa de Holger e Câmera – e distribuição em território lusitano pelo selo português Amor Fúria. Em entrevista recente ao IG, o vocalista Gabriel Guerra – ex-Dorgas e um dos produtores do trabalho – falou um pouco sobre a sonoridade do grupo e também influências como o cantor “brega” Waldick Soriano.

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Séculos Apaixonados – Roupa Linda, Figura Fantasmagórica

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Thiago Pethit: “Rock’n’roll Sugar Darling”

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Thiago Pethit passou as últimas semanas preparando o terreno para Rock’n’roll Sugar Darling (2014) – terceiro registro oficial do cantor paulistano. De um lado, o pop rock acessível de ROMEO, no outro, a crueza de Quero Ser Seu Cão; peças talvez distintas, porém íntimas da principal fonte referencial do artista: o rock dos anos 1970. Entre diálogos com Iggy Pop e Mick Jagger, é hora de ter acesso ao material do novo disco do músico, disponível para audição na íntegra pela Deezer ou Youtube.

Com dez “áudio-vídeos”, o sucessor de Estrela Decadente (2012) conta com produção de Kassin e Adriano Cintra – este último, dono do ótimo Animal (2014). Entre os convidados, músicos como Helio Flanders, da banda Vanguart, além do ator Joe Dallesandro, queridinho de Andy Warhol e dono da voz que ocupa os segundos iniciais do trabalho. Abaixo, ouça/assista Perdedor, uma das criações inéditas que Pethit reserva para o novo álbum. Para saber mais sobre o disco, aproveite esta entrevista concedida pelo cantor ao amigo Amauri Terto do Catraca Livre.

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Thiago Pethit – Perdedor

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Aphex Twin: “Unrelesed Tracks”

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Há poucos dias Richard D. James presenteou o público com uma série de demos e faixas inéditas. Entre composições que acabaram de fora do mais recente álbum de estúdio, SYRO (2014), e experimentos descartados dos últimos discos, no começo dos anos 2000, o destaque ficou por conta da série de músicas em parceria com o filho de apenas seis anos. Para a felicidade dos ouvintes que acompanham o trabalho do produtor, James acaba de despejar mais um acarvo enorme de peças raras.

Assim como a sequência anterior, grande parte das “músicas” lançadas pelo artista escocês não passam de ruídos aleatórios, esboços e pequenas migalhas de estúdio. Faixas de poucos segundos, experimentos com sintetizadores e até mesmo fragmentos descartados de uma composição maior. Abaixo, uma pequena seleção com o material apresentado pelo produtor. Para ouvir e baixar toda a sequência de músicas, faça uma visita ao rico acervo de James no Soundcloud. Ouça também a ótima Rhubarb Orc. 19.53 Rev, uma das melhores faixas recentemente disponibilizadas pelo produtor.

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Aphex Twin – Unrelesed Tracks

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Aphex Twin – Rhubarb Orc. 19.53 Rev

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Johnny Jewel: “The Last Dance”

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Johnny Jewel sempre manteve a própria conta no Soundcloud abastecida com boas novidades do Glass Candy, Chromatics ou mesmo registros pessoais. Todavia, mesmo o rico acervo do artista norte-americano nunca contou com tamanha variedade de lançamentos quanto nos últimos dias. Aquecimento para um novo trabalho pelo selo Italians Do It Better ou apenas uma limpeza de final de ano, não importa, quem se interessa pelos diferentes projetos do músico não tem do que reclamar.

Além de uma versão alternativa para a climática Cherry – intitulada I Can’t Keep Running -, e um cover do Chromatics para o clássico Blue Moon, recentemente Jewel apresentou a inédita The Last Dance. Completamente distinta em relação aos últimos projetos do músico, a faixa instrumental condensa arranjos de cordas, sintetizadores e toda uma atmosfera sutil em poucos minutos, reforçando o ar de despedida explícito no próprio título. Ouça:

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Johnny Jewel – The Last Dance

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Azealia Banks: “Broke with Expensive Taste”

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É hora de celebrar: Broke with Expensive Taste (2014), o esperado (e quase mitológico) álbum de estreia da rapper Azealia Banks está entre nós. Originalmente agendado para setembro de 2012, engavetado pela Universal (antigo selo da artista) e, nos últimos meses, anunciado para o começo de 2015 pelo selo Prospect Park (nova casa de Banks), o trabalho pode finalmente ser apreciado na íntegra pelo público fiel da jovem nova-iorquina.

Disponível para download pelo iTunes e audição pelo Spotify, o registro chega para saciar o público com um bem servido acervo de 16 composições. Entre músicas já conhecidas e lançadas nos últimos EPs/mixtapes da rapper – caso de 212 e Luxury -, a atenção acaba mesmo voltada para o catálogo de músicas inéditas do registro. Faixas como Miss Amore, assinada pelo britânico Lone, ou mesmo Nude Beach A-Go-Go, música produzida pelo estranho Ariel Pink.

Abaixo, um resumo do disco com a ótima Luxury.

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Azealia Banks – Luxury

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