Recentemente, Michael Angelakos, vocalista e líder do Passion Pit, deu vida a uma plataforma intitulada The Wishart Group. Trata-se de um projeto de incentivo a jovens artistas que prestará auxílio educacional, jurídico e até tratamento de saúde a jovens músicos. Com um fundo de 250 milhões de dólares doados por diferentes nomes de peso do cenário musical, o coletivo visa proteger e estimular projetos independentes para que os artistas tenham mais chances de sobreviver no mercado.

Enquanto segue sem um lançamento oficial, Angelakos aproveitou o canal do Youtube do projeto para apresentar uma série de músicas inéditas do Passion Pit. São faixas como Inner Dialogue, I’m Perfect, Moonbeam, a grudenta Somewhere Up There e, mais recentemente, Hey K. Uma clara continuação do mesmo pop pegajoso e eletrônico que a banda original da cidade de Cambridge, Massachusetts vem desenvolvendo desde o primeiro álbum de estúdio, Manners (2009).

 

Passion Pit – Hey K

 

Passion Pit – Somewhere Up There

Continue Reading "Passion Pit: “Hey K” / “Somewhere Up There”"

 

Seis anos se passaram desde o lançamento de Bandarra (2011), primeiro álbum de Tibério Azul (Mula Manca & a Fabulosa Figura) em carreira solo. De lá para cá, o cantor e compositor pernambucano vem se revezando em uma série de apresentações do disco, além, claro, na composição do segundo registro de inéditas. O resultado desse longo período de gestação está nas nove músicas de Líquido ou a vida pede mais abraço que razão (2017).

Com produção de Yuri Queiroga, o trabalho se abre para a chegada de um imenso time de instrumentistas da cena pernambucana. Na composição dos versos, músicas assinadas em parceria com artistas como Zé Manoel, Vinícius Sarmento e Vítor Araújo, este último, responsável pelo belíssimo Levaguiã Terê, de 2016. O disco ainda conta com a participação de Clarice Falcão, responsável pela voz em Chover, e Pedro Luis, convidado a ocupar os versos de Nem a pedra é dura.

 

Tibério Azul – Líquido

Continue Reading "Tibério Azul: “Líquido”"

 

Depois de duas composições inéditas – Elogio à Instituição do Cinismo e Olhos –, os integrantes da banda goiana Boogarins estão de volta com um novo lançamento. Intitulado Desvio Onírico (2017), o trabalho de apenas quatro faixas – todas com mais de nove minutos de duração –, resume parte parte da extensa turnê produzida pela banda para a divulgação do elogiado Manual ou Guia Livre de Dissolução dos Sonhos (2015), segundo álbum de estúdio da banda.

São pouco mais de 40 minutos em que o grupo detalha pequenos experimentos e variações instrumentais de faixas já conhecidas do público, caso de Tempo, originalmente gravada no disco de 2015, porém, reformulada na apresentação do grupo no Rock In Rio Lisboa. Em recente entrevista à Rolling Stone Brasil, os integrantes explicaram que esse é apenas o primeiro dos dois discos que a Boogarins deve apresentar pelos próximos meses.

 

Boogarins – Desvio Onírico

Continue Reading "Boogarins: “Desvio Onírico”"

 

Angel Olsen, How To Dress Well, Toro Y Moi, The Range e Avey Tare (Animal Collective), esses são alguns dos artistas que integram a coletânea Our First 100 Days. Trata-se de um projeto de enfrentamento ao novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em que toda a renda captada com a venda do trabalho será revertida a diferentes organizações não governamentais, entidades de proteção às mulheres, grupos LGBTQIA+ e imigrantes.

Com um custo de 30 dólares – aproximadamente 95 reais –, o usuário pode baixar todas as 100 composições produzidas por diferentes artistas para o projeto. Diariamente, uma nova composição será publicada e apresentada ao público para audição gratuita no Bandcamp. Pelo Facebook do coletivo, você acompanha os anúncios e lançamentos diários. Para conhecer todas as entidades que serão beneficiadas pelo projeto, basta uma visita ao site Our First 100 Days.

 

Vários Artistas – Our First 100 Days

Continue Reading "Vários Artistas: “Our First 100 Days”"

 

Como anunciado há poucas semanas, o Chairlift se despede do público para que seus integrantes, Caroline Polachek e Patrick Wimberly, possam se dedicar a diferentes projetos em carreira solo. Enquanto a dupla se prepara para as últimas apresentações ao vivo, Polachek aproveitou para lançar um novo álbum em carreira solo: Drawing The Target Around The Arrow (2017). Com download gratuito, o registro é o primeiro registro paralelo da cantora desde o estranho Arcadia (2014), como Ramona Lisa.

Na contramão do último álbum do Chairlift, o ótimo Moth – 44º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2016 –, o presente registro mostra o lado mais “experimental” de Polachek. São 18 composições, parte expressiva delas com menos de dois minutos de duração, em que a artista brinca com o uso de sintetizadores atmosféricos, captações caseiras e até sons ambientais, como uma possível sobra de estúdio dos últimos trabalhos de Polachek.

 

CEP – Drawing The Target Around The Arrow

Continue Reading "CEP: “Drawing The Target Around The Arrow”"

 

Desde o último ano, os integrantes da Luziluzia vem trabalhando em uma série de três EPs marcados pela experimentação. Intitulado EP 1​/​3 (concerto pra caixas pequenas), o registro de quatro faixas – uma delas com mais de 11 minutos –, se espalha em meio a ruídos, vozes desconexas e ambientações caseiras, sujas, proposta que volta a se repetir dentro do segundo e mais recente trabalho da banda: EP 2​/​3 (autofarra – trilha pra uma festa boa) (2017).

Em um intervalo de apenas cinco faixas – Caverninha, Provador, Temporada 2014, Love co n5 e Rufião, à espera da festa boa –, a banda forma por integrantes do Boogarins e Carne Doce parece jogar com o uso de fragmentos musicais vindos de diferentes sessões. Retalhos musicais que se completam com o uso de temas eletrônicos. Assim como o trabalho lançado pela banda em 2016, o novo EP pode ser baixado gratuitamente no perfil da Luziluzia no Bandcamp.

 

Luziluzia – EP 2​/​3 (autofarra – trilha pra uma festa boa)

Continue Reading "Luziluzia: “EP 2​/​3 (autofarra – trilha pra uma festa boa)”"

 

Dez anos, esse foi o tempo que os fãs do Sleater-Kinney tiveram de esperar até o lançamento de um novo álbum de inéditas da banda norte-americana. Mesmo extenso, o longo período de espera acabou resultando no ótimo No Cities to Love – 25º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2015 –, obra que levou o trio de Olympia a produzir uma bem-sucedida turnê nos últimos dois anos, estímulo para o primeiro registro de inéditas do grupo: Live in Paris (2017).

Gravado durante uma apresentação da banda no teatro La Cigale, em Paris, o trabalho revela ao público uma seleção com 13 faixas que passeiam por diferentes fases do trio norte-americano. No repertório, clássicos como Dig Me Out, além de uma seleção de músicas vindas do mais recente álbum do grupo. Canção escolhida para apresentar o disco, Surface Envy chega acompanhada de um vídeo montado a partir de diferentes performances do Sleater-Kinney.

 

Live in Paris

01 Price Tag
02 Oh!
03 What’s Mine is Yours
04 A New Wave
05 Start Together
06 No Cities to Love
07 Surface Envy
08 I Wanna Be Your Joey Ramone
09 Turn It On
10 Entertain
11 Jumpers
12 Dig Me Out
13 Modern Girl

Live In Paris (2017) será lançado no dia 27/01 via Sub Pop.

 

Sleater-Kinney – Surface Envy

Continue Reading "Sleater-Kinney: “Surface Envy” (VÍDEO)"

 

Enquanto o novo álbum do Gorillaz – previsto para estrear nos próximos meses – não é apresentado ao público, o jeito é correr atrás dos “trabalhos paralelos” produzidos e lançados por cada integrante da banda virtual. É o caso da recém-lançada 私 Noodle❗️, uma mixtape que conta com a assinatura da guitarrista Noodle, personagem feminina do coletivo e uma seleção repleta de “mulheres fortes” como anunciado em uma publicação no Instagram.

Entre vinhetas que incluem a pioneira da música eletrônica, Delia Derbyshire, o trabalho ainda conta com nomes como Grimes (Realiti), Anna Meredith (Nautilus), ABRA (Vegas), Fatima-al-Qadiri (Szechuan) e Empress Of (Woman is a Word). Lançados em 2010, o ótimo Plastic Beach e The Fall são os últimos registros de inéditas do projeto que conta com a produção de Damon Albarn, vocalista do Blur, e o designer Jamie Hewlett.

私 Noodle❗️

Narração por Delia Derbyshire e Evelyn Glennie
Mystere De Voix Bulgares (Bulgarian Women’s Choir) – Kaval Sviri
Anna Meredith – Nautilus
Lully – Slow D’s
Grimes – Realiti
Kali Uchis– Ridin Around
Fatima-al-Qadiri – Szechuan
Empress Of – Woman is a Word
Haitus Kaiyote – Molasses
Laurie Anderson – O Superman
ABRA – Vegas
Mica Levi & Oliver Coates – Barok Main
Delia Derbyshire – Doctor Who

 

Gorillaz – 私 Noodle❗️

Continue Reading "Gorillaz: “私 Noodle❗️”"

 

Casa de alguns dos projetos mais interessantes (e barulhentos) da cena nacional, o selo paulistano Sinewave acaba de anunciar a chegada de mais uma edição da clássica coletânea Sinewave Essentials. Trata-se de um resumo caótico de tudo aquilo que os produtores, músicos e artistas relacionados ao coletivo produziram entre janeiro e dezembro deste ano. Uma extensa seleção com 25 composições já conhecidas do público.

Entre as canções que abastecem o álbum, experimentos como Music For Airports (Airplanes, Hope And Sadness), do carioca Cadu Tenório, e Baião de Stoner, parte do último disco da Macaco Bong. Ambos os trabalhos fazem parte da nossa lista dos 50 Melhores Discos Nacionais de 2016. A seleção ainda conta com outros destaques, caso da hipnótica Peixe Voador, criação recente do grupo pernambucano Kalouv e faixa que chegada acompanhada com um dos melhores clipes do ano.

 

Vários Artistas – Sinewave Essentials – The Best of 2016

Continue Reading "Vários Artistas: “Sinewave Essentials – The Best of 2016”"

 

O encerramento temporário das atividades do Câmera pode ter silenciado uma das grandes bandas da cena brasileira, entretanto, fez com que cada integrante mergulhasse na construção de um novo e bem-sucedido projeto. Um bom exemplo disso está no primeiro álbum em carreira solo do baixista Bruno Faleiro. Sob o título de Sci Fi, uma seleção marcada por seis faixas sujas, caseiras, íntimas de gigantes do rock alternativo dos anos 1980 e 1990 – principalmente Sonic Youth e My Bloody Valentine.

Em uma trilha contrária ao som produzido no melódico Mountain Tops (2014), último trabalho do Câmera, ou mesmo o recente Songs for Wood & Fire (2016), do parceiro André Travassos na estreia como M O O N S, Faleiro brinca com a crueza dos arranjos e pequenas doses de distorção. Uma viagem declarada em direção ao passado, como se cada composição indicasse as principais referências e obras que influenciaram o trabalho do músico mineiro.

 

Sci Fi – Sci Fi

Continue Reading "Sci Fi: “Sci Fi”"