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Lollapalooza Brasil: os acertos e erros do festival

Por: Cleber Facchi

Lollapalooza Brasil

Dois dias, mais de cinquenta artistas e muitos, muitos quilômetros para circular entre uma atração e outra. Quem se aventurou pela edição 2014 do Lollapalooza Brasil foi acompanhado por dois dias de sol forte, muito movimento por parte do público e, claro, música por todos os lados.

Em nova casa – o evento deixou o Jockey Club, região Oeste de São Paulo, para se acomodar no Autódromo de Interlagos -, o festival organizado pela Time4Fun trouxe uma seleção variada de artistas, apresentando desde gigantes da música atual, como Arcade Fire e Muse, até veteranos dos anos 1980 (New Order, Johnny Marr) e 1990 (Soundgarden e Nine Inch Nails). Sobraram ainda novatos, caso de Lorde, Savages e Disclosure, todos autores de boas performances.

No meio desse cenário abastecido pela música e a força do público – que subiu e desceu ladeiras para acompanhar cada show -, aqui vão alguns dos erros e acertos que tomaram conta dos dois dias do festival. Continue reading

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10 coisas que você precisa saber antes de ir ao Lollapalooza Brasil

Lollapalooza

Quão grande é a sua disposição para “enfrentar” o Lollapalooza Brasil? Com mais de 50 atrações entre os dois dias do evento e uma nova área a ser explorada – o Autódromo de Interlagos -, o público vai ter que andar bastante se quiser aproveitar ao máximo cada minuto do festival.

Convidado para conhecer o novo espaço dos shows, fui até a região do autódromo para testar qual a melhor forma de acesso, o que esperar da estrutura do festival, além, claro, de todos os transtornos e facilidades que devem guiar os espectadores no próximo sábado (05) e domingo (06) em São Paulo. Prepare a botina, não esqueça do filtro solar e é hora de música. Continue reading

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Lollapalooza Brasil: 10 shows que você precisa ver (e um para fugir)

Por: Cleber Facchi

Lollapalooza Brasil 2014

Ainda que entregue mais de 50 atrações entre os dois dias do evento, a terceira edição Lollapalooza Brasil deve fazer o público correr menos para aproveitar mais cada instante do festival. Com apresentações dispostas em horários bem planejados, além de um time de artistas escolhidos para agradar aos mais variados públicos – como Vampire Weekend (Indie), Ellie Goulding (pop) e Disclosure (eletrônica) -, quem for até o evento deve encontrar um cenário cujo foco é (realmente) a música.

Mas no meio de tantas atrações disputadas e headliners como Arcade Fire, New Order, Muse e Soundgarden, qual banda assistir? Levando em conta as recentes apresentações de cada artista, últimos registros em estúdio e, claro, o histórico ao vivo de cada um deles, montei uma seleção de 10 shows que você precisa ver no Lollapalooza 2014. Bandas veteranas e novatas, artistas nacionais e estrangeiros, além, claro, de um show que você precisa evitar a qualquer custo. Continue reading

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Daft Punk: “Random Memories Access” Pôsteres

RAM

Lançado em maio de 2013, Random Access Memories não apenas rompeu com o hiato de oito anos da dupla Daft Punk, como serviu para aproximar o duo francês de um novo universo de possibilidades musicais. Com os dois pés na década de 1970, Thomas Bangalter e Guy-Manuel de Homem-Christo conduziram o ouvinte por entre um conjunto de novas composições, apresentando um catálogo de faixas propositalmente nostálgicas, como Get Lucky e Lose Yourself to Dance. Mais do que voltar no tempo musicalmente, a dupla resolveu abraçar de vez a estética lançada há mais de três décadas, tratamento explícito na série de anúncios divulgados na loja oficial da dupla.

Para promover as camisetas, pôster e até mesmo a fivela oficial do novo álbum, cartazes inspirados em anúncios da década de 1970 foram transportados para o presente. São imagens propositalmente envelhecidas, fontes caricatas e todo um visual típico dos anúncios apresentados até o meio da década de 1980. Abaixo você encontra cada um dos anúncios e decide (ou não) se compra alguns dos produtos na loja da banda. Impressão minha, ou os cartazes parecem melhores do que os próprios produtos? Abaixo você encontra todos os cartazes. Continue reading

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Tributo a Belchior: “Ainda Somos os Mesmos”

Belchior

Quase quatro décadas se passaram desde que Alucinação (1976), obra-prima do cantor e compositor Belchior e um dos grandes registros da música brasileira foi apresentada ao público. Morada de alguns dos maiores clássicos do artista cearense, como Apenas um rapaz latino-americano, Velha roupa colorida e Como nossos pais – as duas últimas eternizadas na voz de Elis Regina -, o registro aparece agora em nova versão, aos comandos de um coletivo de artistas independentes.

Organizado pelo produtor Jorge Wagner – também responsável pela coletânea tributo ao Raça Negra -, o projeto intitulado Ainda Somos os Mesmos visita cada uma das 10 faixas do disco original em um sentido de aproximação com o presente. Estão lá nomes como Nevilton, Lucas Vasconcellos (da dupla Letuce) e Transmissor, todos inclinados a adaptar o trabalho de Belchior sem necessariamente fugir das próprias experiências musicais.

Além do álbum fechado, o EP paralelo Entre o Sonho e o Som busca ressuscitar outros clássicos do cantor que não integram o disco de 1976. São músicas como Medo de Avião, Todo Sujo de Batom e Paralelas, faixas interpretadas por um time que inclui The Baggios e a cantora baiana Nana. Disponíveis para download exclusivo no site Scream & Yell, os dois registros podem ser apreciados na íntegra no player logo abaixo.

Tributo a Belchior – Ainda Somos os Mesmos

Tributo a Belchior – Entre o Sonho e o Som EP

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Constantina: “Pelicano”

Pelicano

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Depois de navegar por um oceano de preferências instrumentais no excelente Haveno (2011), a mineira Constantina, dona de um dos 100 melhores discos dos anos 2000, abre as portas para mais um novo trabalho em estúdio. Intitulado Pelicano, o registro de “apenas” quatro faixas é mais uma viagem do grupo pelas experiências sutis do pós-rock, esforço que ocupa os quase 50 minutos de duração do novo disco entre acordes abrandados e um aparato de referências eletrônicas.

Espécie de continuação do disco de 2011 – percepção evidente nos arranjos sintéticos que esculpem a autointitulada faixa de abertura -, o novo registo usa do lento desenrolar dos acordes como um estímulo para o público – independente de suas exigências. Como a própria banda anuncia, “as quatro canções que compõem o álbum dizem muito a respeito tanto do que o que Constantina já foi quanto do que a banda se tornou”. Disponível para download gratuito na página do grupo, o álbum também pode ser ouvido na íntegra logo abaixo.

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Constantina – Pelicano

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De La Soul: “Smell the Da.I.S.Y. Bundle”

De LA Soul

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Parceiros de longa data, o trio nova-iorquino De La Soul e o produtor J Dilla atravessaram a década de 1990 em uma série de faixas pontuadas pelas rimas dos primeiros, e as bases do segundo. Morto em 2006, em virtude de uma doença, Dilla vem aos poucos sendo redescoberto por toda uma nova geração de ouvintes, resultado da série de materiais inéditos lançados pela mãe de produtor, além, claro, de composições apresentadas por seus antigos colaboradores.

É o caso da recém-lançada Smell the Da.I.S.Y. Bundle (2014). Trata-se de uma mixtape gratuita apresentada pelo próprio De La Soul e com algumas das velharias deixadas para trás pelo produtor ao longo dos anos. São faixas capazes de reforçar a versatilidade de ambos os lados e preparar terreno para o que deve aquecer o novo registro em estúdio do trio – disco previsto para 2014 e o primeiro lançamento dos rappers em mais de uma década. Abaixo, uma das faixas da mixtape, que pode ser ouvida ou baixada gratuitamente por aqui.

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De La Soul – Dilla Plugged In (Prod. J Dilla)

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Kalouv: “Pluvero”

Kalouv

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O tempo trouxe verdadeiras melhorias para o trabalho exposto pela banda pernambucana Kalouv. Responsáveis por uma das estreias mais interessantes que ocuparam a música nacional em 2011, o atento Sky Swimmer, o grupo retorna ao território apresentado há três anos para incorporar uma gama ainda maior de referências e possibilidades dentro do segundo álbum de estúdio, o recém-lançado Pluvero.

Livre das experiências sutis que apresentaram o coletivo – formado por Túlio Albuquerque  (Guitarra), Saulo Mesquita (Guitarra), Basílio Queiroz (Baixo),  Bruno Saraiva (Teclado) e Rennar Pires (Bateria) -, o novo álbum firma no experimento um ponto de ascensão. Desenvolvido em cima de dez composições inéditas, algumas delas extensas e complementares, o presente disco encontra nas paisagens instrumentais uma ponte para se comunicar com o ouvinte. Recomendado para os ouvintes de Tortoise, Sigur Rós e Explosions in the Sky, o álbum pode ser apreciado na íntegra logo abaixo, ou baixado gratuitamente na página da banda.

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Kalouv – Pluvero

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Marcelo Perdido: “Lenhador”

Marcelo Perdido

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O fim das atividades da Hidrocor, em 2013, de forma alguma pôs fim ao folk confortável proposto pelo cantor e compositor Marcelo Perdido. Em um sentido de continuidade e ainda assim transformação em relação ao som conquistado ao lado do velho parceiro Rodrigo Caldas, Perdido abre as portas do delicado Lenhador (2014), primeiro registro em carreira e a continua busca por um universo universo de composições abrandas, movidas pela serenidade das confissões e o uso atento dos acordes.

Dissolvido em 14 composições – boa parte delas apresentadas ao longo dos meses -, o cantor assume no decorrer do presente álbum um cuidado talvez maior do que o anterior Edifício Bambi (2012), registro concebido com a extinta banda. Músicas como Aritimética, É Pimenta e Sacolé (parceria com Laura Lavieri) que brincam com a atmosfera compacta lançada pelo músico. Apresentado oficialmente hoje (24), Lenhador pode ser apreciado na íntegra logo abaixo ou baixado gratuitamente na página do músico. O show de lançamento do álbum está previsto para o próximo domingo (30) na Casa do Mancha, em São Paulo.

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Marcelo Perdido – Lenhador

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Criolo: “Duas de Cinco/Cóccix-ência”

Criolo

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Hologramas, luzes, impressoras 3-D e a “favela do futuro”. Para dar vida ao curta-metragem Duas de Cinco/Cóccix-ência, agregado dos dois singles lançados por Criolo no último ano, o artista paulistano resolveu ir além dos limites conceituais que definem a estética da favela no mundo atual. São quase 10 minutos de duração, tempo mais do que suficiente para transportar as rimas do autor de Nó Na Orelha (2011) para além do presente universo – preferência que em nenhum momento se esquiva da mesma carga de dramas que orquestram a vida dos moradores da periferia.

Dirigido por Denis Cisma, o vídeo é um passo além em relação aos inventos lançados pelo rapper em seus últimos clipes – entre eles o bem recebido (e também sombrio) Mariô, Subirusdoistiozin e Freguês da Meia-Noite. Lançado na noite de ontem (18), o vídeo foi apresentado ao vivo em uma transmissão pelo Youtube, que seguiu com um bate-papo (comandado pelo jornalista Marcus Preto) entre o rapper e o diretor do filme.

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Criolo – Duas de Cinco/Cóccix-ência

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