Tag Archives: Notícias

Blood Orange: “Freetown Sound”

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Dev Heynes está de volta. Três anos após o lançamento do delicado Cupid Deluxe, uma das obras mais complexas da presente década e um dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2013, o cantor, compositor e produtor de origem inglesa faz de Freetown Sound (2016) o terceiro álbum de inéditas como Blood Orange. Originalmente previsto para o dia 01/07, o novo registro já pode ser apreciado em diferentes plataformas digitais.

São 17 composições repletas de parcerias, vozes e rimas assinadas por diferentes nomes da música negra norte-americana. Entre os destaques do disco, a já conhecida Hadron Collider, composição originalmente apresentada no final de 2015 como uma parceria com a cantora Nelly Furtado. O disco ainda conta com a participação de Empress Of, Debbie Harry, Carly Rae Jepsen, Vince Staples, De La Soul e outros nomes da cena estadunidense. De forte carga política, o álbum amplia o debate racial iniciado por Heynes durante o lançamento de Sandra’s Smile, em outubro do último ano. Ouça:

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Blood Orange – Freetown Sound

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Bixiga 70: “The Copan Connection: Bixiga 70 meets Victor Rice”

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Entregue ao público em abril do último ano, o terceiro álbum de estúdio do coletivo paulistano Bixiga 70 continua rendendo bons frutos. Um dos 50 Melhores Discos Nacionais de 2015, o registro de nove faixas surge transformado nas mãos do produtor Victor Rice. Assim como fez recentemente no segundo álbum de estúdio de Matheus Brant, Assume Que Gosta (2016), Rice transportou parte das canções para o universo de emanações jamaicanas do Dub.

O resultado está em uma sequência com sete composições marcadas pelo eco, reverberações e novas texturas que distanciam o coletivo paulistano do Funk/Soul dos anos 1970 que tanto inspira a obra original. Um trabalho dominado pelo uso sutil das batidas e pequenas interferências instrumentais que vez ou outra cortam a nuvem sonora produzida por Rice.

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Bixiga 70 – The Copan Connection: Bixiga 70 meets Victor Rice

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Chance The Rapper: “Coloring Book”

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Chance The Rapper está de volta. Três anos após o lançamento do excelente Acid Rap – um dos 50 melhores discos internacionais de 2013 –, além, claro, do colaborativo Surf (2015), trabalho apresentado ao público como parte do coletivo do Hip-Hop-Jazz-Soul Donnie Trumpet & The Social Experiment, Chance The Rapper entrega ao público mais um novo registro de inéditas, a aguardada mixtape Coloring Book (2016).

São 14 composições, grande parte delas já conhecidas do público fiel do rapper, como Angels, além do time imenso de colaboradores que inclui Kanye West, Lil Wayne, Justin Bieber, Jeremih, Young Thug, Jay Electronica, 2 Chainz, Future e outros gigantes do Hip-Hop norte-americano. Disponível para download gratuito, o álbum parece seguir a trilha da última mixtape do artista, costurando elementos do R&B, Soul e música pop dentro das batidas e rimas do trabalho. Ouça:

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Chance The Rapper – Coloring Book

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James Blake: “The Colour in Anything”

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The Colour in Anything (2016), esse é o título do terceiro álbum de inéditas do cantor e produtor britânico James Blake. Lançado “de surpresa” na noite do último dia 05 de maio, o registro – inicialmente batizado como Radio Silence –conta com 17 novas composições. Entre as músicas que abastecem o disco, faixas como a já conhecida Modern Soul, entregue ao público em fevereiro deste ano, além de Timeless, composição apresentada há poucos dias.

Sucessor do excelente Overgrown, de 2013, The Colour In Anything traz como destaque a melancólica My Willing Heart, composição escrita em parceria com o norte-americano Frank Ocean. I Need a Forest Fire é outra que surpreende. Trata-se de uma parceria com o cantor e compositor Justin Vernon, do Bon Iver. Essa é a segunda colaboração da dupla, que há cinco anos colaborou na delicada Fall Creek Boys Choir, uma das canções do EP Enough Thunder (2011). Ouça:

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James Blake – The Colour in Anything

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Matt and Kim: “We Were The Weirdos EP”

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We Were The Weirdos (2016), esse é o nome do mais novo trabalho da dupla nova-iorquina Matt and Kim. Lançado poucos meses após o fraco New Glow, de 2015, o registro apresentado durante a passagem da dupla pelo Coachella, no último final de semana, mostra a busca por novas possibilidades, ritmos e temas eletrônicos. Uma extensão do Indie Pop colorido que a banda produz desde os primeiros trabalhos de estúdio.

São apenas quatro faixas inéditas – Fall To Pieces, Let’s Run Away, Please No More e Haunting Me –, mas que mostram o duo estadunidense tão enérgico quanto em começo de carreira. Faixa mais curiosa do trabalho, Let’s Run Away talvez seja a canção que melhor sintetiza a coerência da dupla, flutuando em meio a vozes típicas do R&B e batidas que mergulham em um som mais “punk”, resgatando a mesma energia de obras como Matt & Kim (2006) e Grand (2009).

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Matt and Kim – We Were The Weirdos EP

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Vitor Brauer: “História do Brasil”

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Vitor Brauer não para. Mesmo com o fim temporário das atividades da Lupe de Lupe, o cantor e compositor mineiro acaba de apresentar ao público mais um novo projeto. Trata-se de História do Brasil, uma coletânea virtual com 52 versões para o trabalho de diferentes artistas da cena alternativa brasileira. Dividido em três partes – a segunda e terceira partes serão lançadas respectivamente em outubro de 2016 e abril de 2017 -, o registro acaba de ter a primeira sequência de faixas disponíveis para audição e download no Bandcamp.

São 13 músicas originalmente assinadas por artistas como Boogarins (Cuerdo), Baleia (Breu), Ventre (Pernas), Nvblado (Angústia) e até pela dupla Cadu Tenório e Márcio Bulk (Estela). Utilizando apenas voz, pianos e violão, um resumo de toda a rica produção nacional nos últimos anos. O projeto contou com o estímulo de um time de apoiadores pelo https://apoia.se/vitorbrauer. Ouça:

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Vitor Brauer – História do Brasil

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Céu: “Tropix”

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Quatro anos após o último registro de inéditas, o ótimo Caravana Sereia Bloom (2012), Céu está de volta com um novo álbum de estúdio: Tropix (2016). Com produção de Pupillo (baterista do Nação Zumbi) e do músico francês Hervé Salters, o trabalho de 12 faixas inéditas mostra uma sonoridade completamente distinta em relação aos últimos discos da cantora. Um mergulho delicado na música eletrônica, mas que em nenhum momento se distancia da essência musical da paulistana.

Além de Perfume do Invisível, composição escolhida para apresentar o registro há poucas semanas, Céu reserva algumas surpresas, como a quente Varanda Suspensa, a minimalista Amor Pixelado e a curiosa Chico Buarque Song. Sobra até para uma rápida participação da conterrânea Tulipa Ruiz em Pot-Pourri: Etílica/Interlúdio. Originalmente previsto para o dia 25 de março pelo selo SLAP, o trabalho pode ser apreciado na íntegra pelo Spotify. Ouça:

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Céu – Tropix

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Kendrick Lamar: “untitled unmastered.”

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To Pimp a Butterfly (2015) sequer completou um ano de lançamento e Kendrick Lamar já está de volta com um novo registro autoral. Sucessor do trabalho apresentado há poucos meses – #1 na nossa lista dos 50 melhores discos internacionais de 2015 -, untitled unmastered. (2016) entrega ao público um acervo curto com oito composições que acabaram de fora das gravações do último álbum do rapper, além, claro de uma canção com mais de oito minutos que foi finalizada há poucas semanas – vide a sequência de datas que garante nome a cada uma das faixas.

Ambientado no mesmo universo do registro lançado em 2015, untitled unmastered. mostra o lado mais “experimental” do rapper. Entre arranjos jazzísticos e solos de saxofone assinados pelo parceiro Kamasi Washington – autor do excelente The Epic (2015) -, Lamar continua a discutir racismo e criminalidade, atacando diferentes aspectos da cultura norte-americana – vide untitled 03 | 05.28.2013. O trabalho pode ser apreciado na íntegra logo abaixo:

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Kendrick Lamar – untitled unmastered.

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^L_: “The Outsider”

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A transformação é clara dentro do segundo registro de inéditas do brasiliense ^L_. Em The Outsider (2016), sucessor do ótimo Love Is Hell – um dos 50 melhores discos nacionais de 2014 -, batidas, sintetizadores e delicados fragmentos de vozes apontam de forma explícita para o som produzido por um time de gigantes na década de 1990 – Aphex Twin, Autechre, Squarepusher. Uma evidente visita ao passado, mas que mantém os dois pés e a mente fixa ao presente.

Desse ambiente essencialmente nostálgico nascem as seis composições que sustentam o recém-lançado trabalho de ^L_. Músicas que se dividem entre instantes de plena calmaria e explosão orquestrada pelas batidas, caso de Hello, I’m Richard Clayderman, Phil Spector e Too Weird To Live, To High To Die. Com lançamento pelo selo germânico ANTIME e disponível no iTunes, o álbum pode ser apreciado na íntegra pelo Spotify. Além do disco, abaixo você encontra o clipe de She Just Loves Me Because She Doesn’t Live With Me, composição apresentada há poucos dias pelo produtor.

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^L_ – The Outsider

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ˆL_ – She Just Loves Me Because She Doesn’t Live With Me

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Hó Mon Tchain: “Assim que Nóis Trabalha”

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Três anos após o lançamento do ótimo Ascensão, álbum de estreia do coletivo Hó Mon Tchain e um dos 50 Melhores Discos Nacionais de 2013, Amiltex, Diham, Falcon Mc, Mud, JG‐Mano e Plano B estão de volta com mais um novo registro de estúdio: Assim que Nóis Trabalha (2016). São 13 composições inéditas, além da já conhecida Malandrão, música transformada em clipe no final de 2015 e uma espécie de resumo da lírica urbana que acompanha a produção assinada por Mud até os últimos segundos do disco.

Além do revezamento do time de rappers na construção de cada faixa, AQNT abre espaço para a chegada de um time de novos colaboradores. Nomes como D‐Cazz, Jimmy Luv e Yunei Rosa, responsáveis por Essa Noite, A.Q.N.T e Fim de Expediente, respectivamente. Sobra até para um sample de Björk na pesada Amo os que me Odeiam, 11ª faixa do disco. Disponível para audição pelo Youtube, AQNT também pode ser baixado gratuitamente.

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Hó Mon Tchain – Assim que Nóis Trabalha

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