Tag Archives: Notícias

Matt and Kim: “We Were The Weirdos EP”

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We Were The Weirdos (2016), esse é o nome do mais novo trabalho da dupla nova-iorquina Matt and Kim. Lançado poucos meses após o fraco New Glow, de 2015, o registro apresentado durante a passagem da dupla pelo Coachella, no último final de semana, mostra a busca por novas possibilidades, ritmos e temas eletrônicos. Uma extensão do Indie Pop colorido que a banda produz desde os primeiros trabalhos de estúdio.

São apenas quatro faixas inéditas – Fall To Pieces, Let’s Run Away, Please No More e Haunting Me –, mas que mostram o duo estadunidense tão enérgico quanto em começo de carreira. Faixa mais curiosa do trabalho, Let’s Run Away talvez seja a canção que melhor sintetiza a coerência da dupla, flutuando em meio a vozes típicas do R&B e batidas que mergulham em um som mais “punk”, resgatando a mesma energia de obras como Matt & Kim (2006) e Grand (2009).

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Matt and Kim – We Were The Weirdos EP

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Vitor Brauer: “História do Brasil”

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Vitor Brauer não para. Mesmo com o fim temporário das atividades da Lupe de Lupe, o cantor e compositor mineiro acaba de apresentar ao público mais um novo projeto. Trata-se de História do Brasil, uma coletânea virtual com 52 versões para o trabalho de diferentes artistas da cena alternativa brasileira. Dividido em três partes – a segunda e terceira partes serão lançadas respectivamente em outubro de 2016 e abril de 2017 -, o registro acaba de ter a primeira sequência de faixas disponíveis para audição e download no Bandcamp.

São 13 músicas originalmente assinadas por artistas como Boogarins (Cuerdo), Baleia (Breu), Ventre (Pernas), Nvblado (Angústia) e até pela dupla Cadu Tenório e Márcio Bulk (Estela). Utilizando apenas voz, pianos e violão, um resumo de toda a rica produção nacional nos últimos anos. O projeto contou com o estímulo de um time de apoiadores pelo https://apoia.se/vitorbrauer. Ouça:

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Vitor Brauer – História do Brasil

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Céu: “Tropix”

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Quatro anos após o último registro de inéditas, o ótimo Caravana Sereia Bloom (2012), Céu está de volta com um novo álbum de estúdio: Tropix (2016). Com produção de Pupillo (baterista do Nação Zumbi) e do músico francês Hervé Salters, o trabalho de 12 faixas inéditas mostra uma sonoridade completamente distinta em relação aos últimos discos da cantora. Um mergulho delicado na música eletrônica, mas que em nenhum momento se distancia da essência musical da paulistana.

Além de Perfume do Invisível, composição escolhida para apresentar o registro há poucas semanas, Céu reserva algumas surpresas, como a quente Varanda Suspensa, a minimalista Amor Pixelado e a curiosa Chico Buarque Song. Sobra até para uma rápida participação da conterrânea Tulipa Ruiz em Pot-Pourri: Etílica/Interlúdio. Originalmente previsto para o dia 25 de março pelo selo SLAP, o trabalho pode ser apreciado na íntegra pelo Spotify. Ouça:

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Céu – Tropix

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Kendrick Lamar: “untitled unmastered.”

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To Pimp a Butterfly (2015) sequer completou um ano de lançamento e Kendrick Lamar já está de volta com um novo registro autoral. Sucessor do trabalho apresentado há poucos meses – #1 na nossa lista dos 50 melhores discos internacionais de 2015 -, untitled unmastered. (2016) entrega ao público um acervo curto com oito composições que acabaram de fora das gravações do último álbum do rapper, além, claro de uma canção com mais de oito minutos que foi finalizada há poucas semanas – vide a sequência de datas que garante nome a cada uma das faixas.

Ambientado no mesmo universo do registro lançado em 2015, untitled unmastered. mostra o lado mais “experimental” do rapper. Entre arranjos jazzísticos e solos de saxofone assinados pelo parceiro Kamasi Washington – autor do excelente The Epic (2015) -, Lamar continua a discutir racismo e criminalidade, atacando diferentes aspectos da cultura norte-americana – vide untitled 03 | 05.28.2013. O trabalho pode ser apreciado na íntegra logo abaixo:

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Kendrick Lamar – untitled unmastered.

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^L_: “The Outsider”

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A transformação é clara dentro do segundo registro de inéditas do brasiliense ^L_. Em The Outsider (2016), sucessor do ótimo Love Is Hell – um dos 50 melhores discos nacionais de 2014 -, batidas, sintetizadores e delicados fragmentos de vozes apontam de forma explícita para o som produzido por um time de gigantes na década de 1990 – Aphex Twin, Autechre, Squarepusher. Uma evidente visita ao passado, mas que mantém os dois pés e a mente fixa ao presente.

Desse ambiente essencialmente nostálgico nascem as seis composições que sustentam o recém-lançado trabalho de ^L_. Músicas que se dividem entre instantes de plena calmaria e explosão orquestrada pelas batidas, caso de Hello, I’m Richard Clayderman, Phil Spector e Too Weird To Live, To High To Die. Com lançamento pelo selo germânico ANTIME e disponível no iTunes, o álbum pode ser apreciado na íntegra pelo Spotify. Além do disco, abaixo você encontra o clipe de She Just Loves Me Because She Doesn’t Live With Me, composição apresentada há poucos dias pelo produtor.

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^L_ – The Outsider

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ˆL_ – She Just Loves Me Because She Doesn’t Live With Me

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Hó Mon Tchain: “Assim que Nóis Trabalha”

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Três anos após o lançamento do ótimo Ascensão, álbum de estreia do coletivo Hó Mon Tchain e um dos 50 Melhores Discos Nacionais de 2013, Amiltex, Diham, Falcon Mc, Mud, JG‐Mano e Plano B estão de volta com mais um novo registro de estúdio: Assim que Nóis Trabalha (2016). São 13 composições inéditas, além da já conhecida Malandrão, música transformada em clipe no final de 2015 e uma espécie de resumo da lírica urbana que acompanha a produção assinada por Mud até os últimos segundos do disco.

Além do revezamento do time de rappers na construção de cada faixa, AQNT abre espaço para a chegada de um time de novos colaboradores. Nomes como D‐Cazz, Jimmy Luv e Yunei Rosa, responsáveis por Essa Noite, A.Q.N.T e Fim de Expediente, respectivamente. Sobra até para um sample de Björk na pesada Amo os que me Odeiam, 11ª faixa do disco. Disponível para audição pelo Youtube, AQNT também pode ser baixado gratuitamente.

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Hó Mon Tchain – Assim que Nóis Trabalha

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AraabMuzik: “Goon Loops EP” & “King EP”

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Abraham Orellana está de volta. Depois da série de mixtapes (Instrumental University, For Professional Use Only), registros de sobras e remixes (The Remixes, Vol. 1), o produtor de Rhode Island está de volta com uma bem-sucedida sequência de novos EPs dentro do projeto AraabMuzik. De um lado, as seis composições climáticas e experimentais de Goon Loops EP. Em King EP, o habitual diálogo do norte-americano com a EDM, Trap e Hip-Hop, marca das principais canções assinadas pelo artista pós-Electronic Dream (2011).

Musicalmente distintos, ambos os trabalhos abrem passagem para o novo registro de inéditas de Orellana, o aguardado Dream World, álbum que conta com lançamento previsto para 2016. Tanto Goon Loops como King podem ser apreciados na íntegra pelo soundcloud de AraabMuzik. O primeiro EP é o único que conta com download gratuito (e com tempo limitado) pelo perfil do produtor.

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AraabMuzik – Goon Loops EP

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AraabMuzik – King EP

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Disco “O Novato”, Nobat

Nobat
Nacional/Indie/Alternative
https://soundcloud.com/nobatmusic

Fotos: Rafael Sandim

O caminho assumido por Luan Nobat em O Novato (2015, Independente) está longe de parecer o mesmo do antecessor Disco Arranhado (2012). Livre do jogo de guitarras, batidas e vozes rápidas que marcam o trabalho apresentado há três anos, o cantor e compositor mineiro faz do segundo registro de inéditas uma peça marcada pela delicadeza. Versos e arranjos que passeiam por pequenos fragmentos do cotidiano, relacionamentos e tormentos que muitas vezes escapam do cercado particular do artista.

Maquiado pela sonoridade detalhista do músico Daniel Nunes, co-produtor do álbum também integrante da banda de rock instrumental Constantina, o trabalho de apenas 10 faixas cresce lentamente, sem pressa ou possíveis exageros. Ainda que a já conhecida LSD, parceria com a cantora Julia Branco lançada em 2014, pareça apontar a direção seguida no interior do disco, está no tempero pessimista da inaugural faixa-título o estímulo lírico e instrumental de todo o restante da obra.

Era uma bíblia na mão / E a pistola na outra / Matando os filhos de Deus pelo próprio Deus”, despeja Nobat em uma solução de versos sóbrios que discutem não apenas a temática da religião, mas todo o universo de conflitos e ilusões que bagunçam o cotidiano de qualquer indivíduo. Ponto de partida para a sequência de faixas que abastecem o álbum, a canção orquestrada de forma crescente, cercada pela bateria marcial de um time de percussionistas, resume o esmero de Nobat na montagem do trabalho.

Produzido em um intervalo de quase dois anos, O Novato encanta pelo imenso catálogo de detalhes que parece crescer a cada nova faixa. Mesmo que a voz do artista falhe em diversos momentos – “E minha voz desafinada exclama e cresce” -, sobram encaixes minimalistas que prendem a atenção do ouvinte com naturalidade. O naipe de metais em Judith; guitarras coloridas na apaixonada Luísa; a percussão descontrolada de Nara Torres (Iconili) em Agosto. Entre curvas sonoras e abismos sentimentais, Nobat finaliza um trabalho que convida o público a se perder dentro dele. Continue reading

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Nobat: “O Novato”

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Responsável por uma das melhores e mais fortes composições de 2015, o mineiro Luan Nobat está de volta com um novo registro em carreira solo: O Novato (2015). Produzido em parceria com Daniel Nunes, também integrante do grupo Constantina, o trabalho chega ao público recheado com 10 canções inéditas e parcerias ao lado de músicos como Helio Flanders (Vanguart), Tatá Aeroplano (Cérebro Eletrônico), Julia Branco, Tiago Eiras (Dibigode), Nara Torres (Iconili) e Fernando de Sá (A Fase Rosa).

De essência melancólico, delicado em grande parte dos versos, o registro gravado entre maio e setembro deste ano mergulha em casos de amor (Outros Dias), discute temas como religião (O Novato) e conflitos pessoais (LSD) sempre acompanhados com uma primorosa solução de arranjos instrumentais. Assim como o último álbum de Nobat, Discos Arranhados (2012), o novo álbum conta com audição gratuita pelo soundcloud ou no player abaixo.

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Nobat – O Novato

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Ceticências: “Deus Sabe”

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Passado o anúncio de um novo disco, seguido do lançamento do single/vídeo de Deus Sabe #2, Cadu Tenório e Sávio de Queiroz apresentam ao público o segundo álbum de inéditas do Ceticências: Deus Sabe (2015). Sucessor do ótimo Lua, um dos 10 melhores discos nacionais de 2013, o álbum de apenas oito faixas e distribuição pelo selo Domina, do Rio de Janeiro, parece seguir uma trilha completamente distinta em relação ao trabalho lançado há dois anos.

Livre das habituais bases sombrias tradicionalmente testadas por Tenório, cada peça do novo registro encontra na constante quebra de ritmo uma ferramenta eficiente para todo o desenvolvimento do álbum. Composições curtas, como Medusa, ou mesmo faixas extensas, caso de Drugs & Homossexualism, em que sintetizadores, colagens de vozes e batidas sempre instáveis ditam as regras de cada ruído eletrônico encaixado pela dupla.

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Ceticências – Deus Sabe

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