Danny Brown passou as últimas semanas presenteando o público com pequenos fragmentos do aguardado Atrocity Exhibition (2016). Primeiro veio a caótica When It Rain, depois foi a vez de Pneumonia, música produzida por Evian Christ, deixando para Really Doe, parceria com os rappers Kendrick Lamar, Earl Sweatshirt e Ab-Soul a última peça antes do lançamento definitivo do disco. Uma seleção de 15 faixas originalmente previstas para o dia 30/09, porém, entregues ao público um pouco mais cedo.

Disponível para audição desde o último dia 27, Atrocity Exhibition é o quarto álbum de estúdio do rapper original da cidade de Detroit, Michigan. O trabalho – que ainda conta com nomes como Kelela e B-Real – é o primeiro registro de inéditas de Brown desde o elogiado Old – 8º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2013. Entre os produtores do disco, nomes como The Alchemist e Petite Noir, também responsável pelo canto em Rolling Stone.

 

Danny Brown – Atrocity Exhibition

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Separamos alguns dos principais eventos que irão acontecer no segundo semestre brasileiro. Mas precisamente durante o período da primavera, as apresentações internacionais vão “florescer” a agenda dos fãs da boa música. Diversos shows de bandas e cantores, apresentações especiais e discotecagens, reforçam o calendário.

Alguns festivais e shows solos estão com preços bem salgados, também existem aqueles que parecem até sonho, pela qualidade musical e pelo valor camarada. Mas nem tudo é ouro e pokemon raro não vem de graça, então preparem o bolso, tênis confortável e aquela camiseta descolada, porque começou a temporada que nos faz quebrar os cofrinhos de moedas e deixar de jantar fora, para tentar comparecer no máximo possível.

Infelizmente o Planeta Terra Festival não existe mais, Sonar vai passar longe de terras tupiniquins e o Ultra ta mais pra lá do que pra cá no quesito qualidade, mas abaixo tem os que mais nos interessam e que tem tudo pra ser muito bom ou ao menos deixar a Netflix pro outro dia:

 

23/09 – Festival Vaca Amarela @ Martin Cerêrê

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02/10 – Disclosure @ Citibank Hall

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08/10 – Popload Festival 2016 @ URBAN STAGE

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13/10 – Ibeyi e Julia Holter @ Audio

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A paixão de Kurt Feldman pela década de 1980 se revela com naturalidade no mais recente álbum do Ice Choir: Designs In Rhythm (2016). Segundo e mais novo registro de inéditas do grupo norte-americano, o trabalho anunciado durante o lançamento de Unprepared, há poucos meses, mostra um completo amadurecimento da banda, ainda íntima do mesmo som testado em 2012 durante o lançamento do ótimo Afar.

O novo álbum – que conta com distribuição pelos selos Shelflife e Fastcut –, revela ao público um conjunto de 10 faixas inéditas. São composições claramente inspiradas pelo passado, referência marcada na interferência constante dos sintetizadores, vozes carregadas de efeitos ecoados e guitarras que esbarram de leve no Dream Pop do grupo nova-iorquino The Pains of Being Pure At Heart, projeto que apresentou Feldman no final da década passada.

 

Ice Choir – Designs In Rhythm

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Lugares é o segundo álbum de Alexandre Klinke, paulista que deixou o Brasil há oito anos para morar em Vancouver, Canadá, porém esse é o primeiro que ele lança oficialmente no país. O disco acaba tratando desse limbo de morar em um lugar, mas ter a cultura e raízes em outro. Alexandre também explora lugares e sentimentos que ainda não conheceu como na canção Roma, que é um belo resumo do disco e seus elementos. As canções navegam entre momentos de nostalgia, como em Lugar, em que relembra espaços extremamente brasileiros: “O mato queima no Cerrado, a linha do horizonte avermelhou/O rio cortando o pasto ameniza o sol debaixo do Equador”, canta. Compara a vida do Brasil e do Canadá em Avesso; traz a falta de chão, e o sentimento abstrato de viver entre dois lugares em Distração e Cabeça-coração

Feito com bases eletrônicas, o disco não é apenas mais um disco de música eletrônica, é sim uma mistura de sons e ritmos brasileiros. Dentro das bases que deram início a Lugares, ele foi inserindo instrumentos e voz. Entraram baixo elétrico, instrumentos de percussão, incluindo caixa de fósforos e garrafas de cerveja, viola caipira, pífanos, flautas indígenas e misturou com sintetizadores, samplers e outras texturas eletrônicas. Todos os instrumentos foram tocados por Alexandre, que acabou também gravando, produzindo e mixando o disco sozinho. Uma maneira bem solitária de se fazer um álbum. O disco está disponível para audição no Bandcamp, Spotify e Deezer.

Alexandre Klinke – Lugares

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A cantora canadense Charlotte Day Wilson passou os últimos meses colecionando uma verdadeira seleção de canções inéditas e colaborações. São faixas como a delicada After All, lançada em janeiro deste ano, o soul/jazz de Work, entregue ao público meses mais tarde, além, claro, de In Your Eyes, parceria com os conterrâneos do BADBADNOTGOOD e uma das faixas do novo álbum de inéditas do coletivo original de Toronto, o ótimo IV (2016).

Com esse pequeno arsenal em mãos, Wilson, também integrante do coletivo de jazz The Wayo, apresenta ao público o primeiro EP em carreira solo: CDW. São apenas seis faixas, quatro delas inéditas, caso da melancólica Where Do You Go, música que conta com a produção do também conterrâneo River Tiber – dono do ótimo Indigo (2016). Nas canções, a mesma atmosfera delicada que acompanha a cantora desde os primeiros trabalhos, como uma ponte para a obra de artistas como Sade, Rhye e Jessie Ware.

Charlotte Day Wilson – CDW

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Dois anos após o lançamento de Primal Swag (2014), os paulistanos da INKY estão de volta com um novo registro de inéditas. Intitulado Animania (2016), o álbum que conta com produção de Guilherme Kastrup, – artista que trabalhou na construção do elogiado A Mulher do Fim do Mundo (2015), de Elza Soares –, mostra a transformação do quarteto, focado em explorar novas sonoridades e temas orgânicos, expandindo conceitos inicialmente testados no primeiro disco de inéditas.

Além de Parallax, música escolhida para anunciar o disco há poucas semanas e uma das criações mais intensas do rock (inter)nacional nos últimos meses, o grupo reserva ao público outras oito faixas. Canções como a experimental Devil`s Mark, faixa que conta com a presença dos músicos da Bixiga 70, e a derradeira In The Middle Of A Rising, uma colagem de vozes, ruídos controlados e batidas que parecem de algum terreiro.

INKY – Animania

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Endless (2016), esse é o título do segundo e mais recente álbum de Frank Ocean. Trata-se de um registro visual, uma seleção com 18 composições entregues ao público dentro do mesmo ambiente em preto e branco que o cantor apresentou na capa do próprio site oficial há poucos dias – boysdontcry.co. Entre as músicas que abastecem o disco, a já conhecida At Your Best (You Are Love), uma adaptação da faixa de mesmo nome composta pelo coletivo The Isley Brothers.

No time de convidados que surgem ao longo do disco, nomes como James Blake, Jonny Greenwood, London Contemporary Orchestra – orquestra que colaborou no último álbum do Radiohead, A Moon Shaped Pool (2016) –, Sampha, Jazmine Sullivan e até canções que contam com a produção de Arca. Segundo informações publicadas na Rolling Stone, este não é o único trabalho que será apresentado por Ocean este ano. Nos próximos dias um novo registro deve ser entregue ao público. Atualização: o vídeo foi retirado do ar. Veja pelo iTunes.

 

Frank Ocean – Endless

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Foto: Julia Rodrigues

Depois de mais de uma década como vocalista de uma das principais bandas de matal brasileiras, o Madame Saatan, Sammliz apresenta ao público o primeiro álbum de estúdio: Mamba (2016). Com lançamento pelo projeto Natura Musical, o registro de dez faixas mostra a busca da cantora paraense em busca de novas sonoridades, estreitando a natural relação com o stoner rock, elementos típicos da música eletrônica e gêneros que distanciam a artista de uma possível zona de conforto.

Com produção artística de Carlos Eduardo Miranda, músico que trabalho com nomes como Mahmundi e Boogarins nos últimos meses, o trabalho ainda conta com a produção de Leo Chermont e João Lemos, além, claro, da própria cantora. São dez composições inéditas, caso de Oya, um rock eletrônico típico do começo dos anos 2000, e a densa faixa-título, composição que mostra como seria o Queens Of The Stone Age com uma mulher nos vocais. Ouça o disco na íntegra aqui.

Sammliz – Mamba

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Miocárdio (2016), esse foi o título escolhido pelo cantor e compositor pernambucano Felipe Barros para o primeiro álbum em carreira solo. Sob o título de Barro, o músico, mais conhecido pelos trabalhos em parceria com a Benda Dessinée, faz do presente registro uma colisão de ideias e pequenos experimentos com música pop. Uma obra leve, efeito da delicada interferência de Gui Amabis como um dos produtores do disco.

Marcado pelas parcerias, o trabalho se abre para a passagem de nomes como Juçara Marçal (Nouvelles Vagues), Catalina Garcia (Volver), Lisa Moore (No Era) e Serena Altavilla, convidada para a versão em italiano da música Vai. Sobram ainda nomes Dengue (Nação Zumbi) e todo o time de instrumentistas – completo com Ricardo Fraga, Guilherme Assis, Jam da Silva, Gilú Amaral e Ed Staudinger – que acompanha o músico durante toda a construção da obra.

Barro – Miocárdio

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Nove faixas, pouco menos de 40 minutos de duração. Assim é o recém-lançado CHA (2016), segundo e mais novo álbum de estúdio do coletivo gaúcho Catavento, o trabalho movido por temas garageiros/psicodélicos mostra a transformação do grupo de Caxias do Sul em relação ao disco entregue há dois anos, Lost Youth Against The Rush (2014). Vozes e experimentos ecoados, como um diálogo com a obra de artistas como Ty Segall, Tame Impala e Thee Oh Sees.

Além de Plantinha e City’s Angel, composições apresentadas pelo grupo nas últimas semanas, o álbum entrega ao público alguns destaques, caso da cósmica Red Lagoa, um complexo exercício de experimentação que que flutua entre o começo da década de 1970 e a presente geração da música psicodélica. Com lançamento pelo selo gaúcho Honey Bomb Records – casa de bandas como Bike e Supervão –, o trabalho já pode ser ouvido gratuitamente:



Catavento – CHA

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