Quem esperava por uma possível continuação do som acústico e intimista do álbum Put Your Back N 2 It, de 2012, acabou encontrando em Too Bright – 27º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2014 –, uma obra de ruptura. Terceiro registro de inéditas de Mike Hadreas como Perfume Genius, o disco lançado há três anos serviu para aproximar o músico de um universo de temas eletrônicos e pequenos experimentos, proposta que deve se repetir No Shape (2017).

Quarto álbum de estúdio do cantor e compositor norte-americano, o registro de 13 faixa inéditas sintetiza na recém-lançada Slip Away parte do som produzido por Hadreas. Um som inicialmente claustrofóbico, minimalista, produzido a partir da lenta sobreposição dos elementos, mas que explode em uma nuvem de sons e vozes quase ensurdecedoras. Vozes e arranjos que se projetam de forma cênica, como um estímulo para o clipe teatral que leva a assinatura do diretor Andrew Thomas Huang.

 

No Shape

01 Otherside
02 Slip Away
03 Just Like Love
04 Go Ahead
05 Valley General
06 Wreath
07 Every Night
08 Choir
09 Die 4 You
10 Sides (Feat. Weyes Blood)
11 Braid
12 Run Me Through
13 Alan

No Shape (2017) será lançado dia 05/05 via Matador Records.

 

Perfume Genius – Slip Away

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É hora de completar a trilogia iniciada em Beta EP (2014). Dois anos após o lançamento do último registro de inéditas, Malverde EP (2015), os integrantes da Alternadores estão de volta com um novo trabalho de estúdio. Em Wanderlust EP (2017), Carlos Eduardo Batista (Bidu), Igor Gadelha (Pepeu Guzman) e Gustavo Pozzobon se revezam na construção de um som propositadamente instável, produzido a partir da sobreposição de ruídos eletrônicos, samples e melodias detalhadas de forma cuidadosa.

Como indicado durante o lançamento das ótimas Glitched GamelevelPra onde corre o rio, dobradinha entregue ao público nas últimas semanas, cada faixa produzida pelo trio paraibano se abre de forma a revelar um mundo de pequenas possibilidades. São temas psicodélicos, fragmentos de vozes e melodias típicas da trilha sonora de jogos dos anos 1980. Na lista de referências da banda, nomes como Kraftwerk, Prodigy, Animal Collective e Battles. Ouça o disco completo:

 

Alternadores – Wanderlust EP

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Responsável por alguns dos principais lançamentos do último ano, como Songs of Wood & Fire, do M O O N S, e Submarine Dreams, do do cantor e compositor JP Cardoso, o selo belga-brasileiro La Femme Qui Roule anuncia a chegada de um novo trabalho de inéditas. Trata-se de Agosto (2017), registro de seis faixas composto e tocado inteiramente pelo músico Arthur Melo, artista que flutua entre o minimalismo do folk e instantes breves de pura psicodelia.

Com produção de Leonardo Marques (Transmissor, Congo Congo), o trabalho se divide com naturalidade entre reflexões intimistas, relacionamentos confusos e problemas típicos de qualquer jovem adulto. Músicas como a semi-descritiva Coração ou mesmo a inaugural faixa-título, representações perfeitas do som produzido por Melo. Distribuído em diferentes plataformas digitais, o álbum também pode ser baixado no Bandcamp do músico.

 

Arthur Melo – Agosto

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Dois anos após o lançamento de O Novato – 23º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Nacionais de 2015 –, o cantor e compositor mineiro Luan Nobat está de volta com um novo projeto. Pelos próximos meses, o artista deve produzir um “conteúdo inédito e amplo que será publicado ao longo dos próximos meses no seu canal do YouTube“. Uma seleção de composições inéditas e versões adaptadas do trabalho de diferentes artistas.

Canção escolhida para apresentar esse novo projeto, Sudoeste, de Adriana Calcanhotto, se transforma em um pequeno experimento por parte do cantor e compositor mineiro. Originalmente produzida para o álbum A Fábrica do Poema, de 1994, a parceria entre a cantora e o compositor Jorge Salomão não é a primeira faixa já interpretada ao vivo por artista. Para a turnê do álbum Disco Arranhado, de 2012, Nobat decidiu interpretar a faixa Inverno.

 

Nobat – Sudoeste

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Formado na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais, o Congo Congo é um coletivo de rock alternativo/psicodélico que reúne alguns dos nomes mais importantes da cena local. Uma parceria entre os músicos André Travassos (Câmera, Invisível, M O O N S), Leonardo Marques e Pedro Hamdan (Transmissor), Yannick Falisse (Teach Me tiger), Victor Magalhães e Gustavo Cunha (Iconili) que resultou no primeiro álbum de estúdio do grupo.

São oito faixas inéditas, entre elas, a já conhecida Into The Breeze, música entregue ao público em janeiro deste ano. Surgem ainda composições como as delicadas Moon Moon, King Congo e Tomorrow is a Long Way, além de outras canções enérgicas, caso de The Original Congo, Tom Tom. Uma verdadeira colagem de diferentes ideias e referências que passa pelos trabalhos paralelos de cada colaborador de forma sempre curiosa, inventiva.

 

Congo Congo – Congo Congo

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Poucos meses após o lançamento de A Moon Shaped Pool – 4º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2016 –, Thom Yorke e o parceiro Jonny Greenwood foram convidados a participar da semana de moda de Paris com um projeto inusitado. Para a estreia da nova coleção do designer japonês Jun Takahashi, a dupla britânica produziu uma coletânea especial, resgatando diversas músicas produzidas pelo Radiohead ao longo da carreira.

Intitulado Bloom (Creatures Mix For Jun Takahashi), o trabalho passeia por entre músicas como Bloom, Glass Eyes, Spectre, Motion Picture SoundtrackEverything In Its Right Place, além, claro, de outros experimentos delicadamente produzidos por Yorke e Greenwood. Sem um lançamento oficial, o trabalho segue apenas como uma captação ao vivo do desfile, o que justifica o som abafado e o barulho de máquinas fotográficas durante o registro.

 

Thom Yorke & Jonny Greenwood – Bloom (Creatures Mix For Jun Takahashi)

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Depois de muita expectativa e quatro composições excelentes – Keep Your Name, Little Bubble, Up in Hudson e Cool Your Heart, parceria com Dawn Richard –, o novo álbum de estúdio do Dirty Projectors está disponível para audição. Sucessor de Swing Lo Magellan – 22º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2012 –, o registro conta com nove composições inéditas e uma série de referências que passam por diversos aspectos da carreira do grupo.

Produzido ao longo de 2016 pelo próprio vocalista e líder da banda, Dave Longstreth, o autointitulado lançamento reflete o distanciamento entre o músico e Amber Coffman, ex-integrante do Dirty Projectors e antiga parceira de Longstreth. Repleto de curvas, manipulações vocais e flertes com o R&B, o novo disco talvez seja o registro mais revolucionário da banda desde o elogiado Bitte Orca (2009), obra responsável por catapultar o trabalho do coletivo nova-iorquino.

 



Dirty Projectors – Dirty Projectors

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Recentemente, Michael Angelakos, vocalista e líder do Passion Pit, deu vida a uma plataforma intitulada The Wishart Group. Trata-se de um projeto de incentivo a jovens artistas que prestará auxílio educacional, jurídico e até tratamento de saúde a jovens músicos. Com um fundo de 250 milhões de dólares doados por diferentes nomes de peso do cenário musical, o coletivo visa proteger e estimular projetos independentes para que os artistas tenham mais chances de sobreviver no mercado.

Enquanto segue sem um lançamento oficial, Angelakos aproveitou o canal do Youtube do projeto para apresentar uma série de músicas inéditas do Passion Pit. São faixas como Inner Dialogue, I’m Perfect, Moonbeam, a grudenta Somewhere Up There e, mais recentemente, Hey K. Uma clara continuação do mesmo pop pegajoso e eletrônico que a banda original da cidade de Cambridge, Massachusetts vem desenvolvendo desde o primeiro álbum de estúdio, Manners (2009).

 

Passion Pit – Hey K

 

Passion Pit – Somewhere Up There

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Seis anos se passaram desde o lançamento de Bandarra (2011), primeiro álbum de Tibério Azul (Mula Manca & a Fabulosa Figura) em carreira solo. De lá para cá, o cantor e compositor pernambucano vem se revezando em uma série de apresentações do disco, além, claro, na composição do segundo registro de inéditas. O resultado desse longo período de gestação está nas nove músicas de Líquido ou a vida pede mais abraço que razão (2017).

Com produção de Yuri Queiroga, o trabalho se abre para a chegada de um imenso time de instrumentistas da cena pernambucana. Na composição dos versos, músicas assinadas em parceria com artistas como Zé Manoel, Vinícius Sarmento e Vítor Araújo, este último, responsável pelo belíssimo Levaguiã Terê, de 2016. O disco ainda conta com a participação de Clarice Falcão, responsável pela voz em Chover, e Pedro Luis, convidado a ocupar os versos de Nem a pedra é dura.

 

Tibério Azul – Líquido

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Depois de duas composições inéditas – Elogio à Instituição do Cinismo e Olhos –, os integrantes da banda goiana Boogarins estão de volta com um novo lançamento. Intitulado Desvio Onírico (2017), o trabalho de apenas quatro faixas – todas com mais de nove minutos de duração –, resume parte parte da extensa turnê produzida pela banda para a divulgação do elogiado Manual ou Guia Livre de Dissolução dos Sonhos (2015), segundo álbum de estúdio da banda.

São pouco mais de 40 minutos em que o grupo detalha pequenos experimentos e variações instrumentais de faixas já conhecidas do público, caso de Tempo, originalmente gravada no disco de 2015, porém, reformulada na apresentação do grupo no Rock In Rio Lisboa. Em recente entrevista à Rolling Stone Brasil, os integrantes explicaram que esse é apenas o primeiro dos dois discos que a Boogarins deve apresentar pelos próximos meses.

 

Boogarins – Desvio Onírico

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