Tag Archives: Outside

CFCF: “Windswept”

CFCF

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Trabalhador incansável, Michael Silver não passa mais do que algumas semanas sem lançar algum novo invento pelo CFCF. Para se ter uma noção do ritmo que dita o cotidiano do músico canadense, apenas em 2013 Silver apresentou dois (ótimos) discos – Outside e Exercises EP -, isso sem contar na variedade de composições avulsas apresentadas no sempre movimentado soundcloud do artista.

Seguindo o natural fluxo de trabalho, eis que o produtor anuncia mais um novo registro. Trata-se de Outsiders, um EP que concentra uma série de remixes relacionados ao último álbum do norte-americano, bem como algumas composições inéditas, caso da recém-lançada Windswept. Seguindo de onde o músico parou há poucos meses com a apaixonada Lorraine – uma das melhores composições já feitas pelo CFCF -, a nova faixa mantém firme o clima romântico-tropical, guiando o espectador por entre sussurros e batidas brandas que emanam um toque firme de sedução. Sexy.

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CFCF – Windswept

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CFCF: “Lorraine”

CFCF

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O minimalismo e a sutileza das batidas são mecanismos fundamentais para o sustento da obra de Michael Silver. Dono do CFCF, o produtor canadense passou grande parte do último ano brincando com o uso de composições atmosféricas, premissa para a nova série de registros que teve em Outside (2013) um criativo primeiro exemplar. Dando sequência ao catálogo de referências apresentadas há poucos meses, Silver lança agora mais uma nova e uma de suas melhores criações até agora: Lorraine.

Marcada pela mesma tapeçaria delicada que sustenta a obra do artista, a canção se esparrama em uma medida despretensiosa, ainda que atenta. São guitarras típicas da Chillwave em uma medida atmosférica que beira o R&B 80’s, salto criativo para as primeiras invenções lançadas pelo músico. Com quase seis minutos de duração, a faixa é uma declaração apaixonada de Silver para a misteriosa Lorraine, como logo entrega na descrição da música no soundcloud.

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CFCF – Lorraine

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10 discos “obscuros” de David Bowie que você deveria conhecer

David Bowie

Rock, eletrônica, pop e até música barroca, em mais de cinco décadas de carreira, poucos artistas brincaram tanto com a própria estética quanto David Bowie. Fazendo jus ao título de “Camaleão Do Rock”, o veterano da música britânica assume em cada registro em estúdio uma obra entregue ao reinvento. Entre discos clássicos como The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars (1972), Aladdin Sane (1973) e a aclamada trilogia Berlim – Low (1977), “Heroes” (1977) e Lodger (1979) -, o cantor reserva para os trabalhos mais obscuros e distantes do grande público uma série de referências e experimentos a serem revisitados. Para quem busca por um caminho alternativo de forma a desbravar a discografia do cantor, separamos dez discos pouco conhecidos da discografia de Bowie, mas que merecem ser desvendados pelo público. Continue reading

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Majical Cloudz: “Childhood’s End” (CFCF Remix)

Majical Cloudz

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Na lista dos grandes lançamentos de 2013, Childhood’s End do Majical Cloudz trouxe a melancolia da banda canadense a um novo patamar. É como se toda a melancolia de Devon Welsh fosse concentrada em uma só composição, resultado expandido por conta dos bem empregados vocais. Agora a faixa, uma das composições que alimentam o álbum Impersonator, aparece levemente reformulada, completa pelos teclados do conterrâneo de Welsh, Michael Silver, do CFCF. Utilizando da mesma carga de sintetizadores empregados em Outside, o músico mantém a mesma condução da faixa original, garantindo formas, músculos e toda uma nova arquitetura capaz de ampliar o sentimento amargo que se derrama sobre ela.

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Majical Cloudz – Childhood’s End (CFCF Remix)

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Disco: “Outside”, CFCF

CFCF
Canadian/Electronic/Ambient
https://www.facebook.com/cfcfmusic

 

Por: Fernanda Blammer

CFCF

Certeza é uma palavra que parece não existir no vocabulário de Michael Silver. Músico responsável pelo CFCF, o canadense acumula em um rico catálogo de EPs, singles e diferentes obras de estúdio, um princípio constante de mutação. São transições amenas pela Ambient Music, condensados que brincam de forma sutil com eletrônica e todo um jogo de heranças musicais que parecem atravessar décadas até crescer pelo trabalho do artista. Mais uma vez flutuando em um cenário de nuvens instrumentais, Silver chega ao segundo registro oficial em um esforço continuo de reformulação, efeito que modifica a obra prévia do artista e mergulha o ouvinte em um cenário de novidades.

Se há pouco menos de um ano a tapeçaria musical tímida de Exercices EP guiava o trabalho do canadense, há algumas semanas, quando Music for Objects foi lançado, Silver já demonstrava um novo interesse. Aplicando os sintetizadores em um exercício confortável, quase como um cobertor leve sendo desenrolado, o músico faz do presente registro um completo oposto dos trabalhos anteriores, principalmente em relação ao debut Continent (2009). Se há quatro anos a proposta do músico era a de entregar ao ouvinte passos tímidos de dança, hoje o detalhe introspectivo toma conta de cada invento do CFCF.

Partilhando uma série de referências próximas da Chillwave, Silver atravessa a década de 1980 até aportar nos primórdios da ambient music, no meio dos anos 1970. Discípulo de Brian Eno e capaz de brincar com a mesma sutileza harmônica que marca a fase mais rica do Kraftwerk, o canadense utiliza de Outside como uma obra de detalhes. Homogêneo em essência, o trabalho incorpora em cada uma das dez composições um esforço nada tímido nos sons que ocupam as canções. São bases sobrepostas, batidas compactas e vozes que praticamente se transformam em instrumentos dentro da estética etérea do artista.

De alinhamento preguiçoso, Outside cresce em um misto de presença e timidez. Utilizando dos sintetizadores como um princípio para cada composição, Silver faz com que o trabalho siga até o último instante em um ambiente delicado, uma nuvem de sons atmosféricos e limites bem definidos. Enquanto músicas como Jump Out Of The Train ecoam como uma versão menos excêntrica do universo de Daniel Lopatin com o Oneohtrix Point Never, outras como Find partilham do mesmo teor bucólico que ocupa a obra de Washed Out. São músicas que parecem simplesmente se desfazer ao longo do disco, como se tudo fosse agrupado em uma espuma de sons essencialmente leves. Continue reading

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