Tag Archives: Psychedelic

Ricky Eat Acid: “Triple Cup”

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Poucos artistas produzem um som tão lisérgico e dançante quanto Sam Ray. Responsável pelo Ricky Eat Acid, projeto de música eletrônica que flerta com elementos do Hip-Hop e música psicodélica, o artista norte-americano está de volta com uma nova criação inédita. Em Triple Cup, uma extensão inteligente do material apresentado há dois anos em Three Love Songs (2014), último grande álbum do produtor original de Maryland.

Sintetizadores e batidas dançantes, fragmentos de vozes sampleadas do rapper Waka Flocka, batidas que crescem e encolhem a todo segundo. A sensação de tomar um doce e se trancar no quarto para ouvir a trilha sonora de jogos clássicos da Nintendo. Um turbilhão de referências coloridas, quebras e mudanças bruscas de direção, como se o som originalmente atmosférico de Ray fosse remixado de forma propositadamente instável, louca.

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Ricky Eat Acid – Triple Cup

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Animal Collective: “Gnip Gnop” / “Hounds of Bairro”

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Poucas semanas após o lançamento do álbum Painting With (2016), décimo registro de estúdio do Animal Collective, a banda de Baltimore, Maryland está de volta com um curta seleção de composições inéditas. Trata-se da sequência formada por Gnip Gnop e Hounds of Bairro. Duas canções que acabaram de fora da edição final do o último trabalho da banda, mas que foram compiladas agora e serão lançadas em um vinil 7″ – acima, a imagem de capa.

Enquanto Gnip Gnop reflete o lado mais pop do grupo, esbarrando nos mesmos erros e repetições que caracterizam grande parte das canções em Painting With, Hounds of Bairro parte para o mesmo aprazível da boa fase do grupo norte-americano. Sintetizadores e batidas precisas que se amarram ao corro de vozes da dupla Panda Bear e Avey Tare, conceito anteriormente explorado em obras como Feels, de 2005, além do clássico Merriweather Post Pavilion, lançado em 2009.

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Animal Collective – Gnip Gnop / Hounds of Bairro

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Disco: “Mantra Happening”, Lê Almeida

Lê Almeida
Nacional/Indie Rock/Psychedelic
http://lealmeida.bandcamp.com/

 

Com o lançamento de Paraleloplasmos, em março de 2015, o cantor e compositor fluminense Lê Almeida parecia indicar a busca por um novo conjunto de referências e sonoridades. Entre composições essencialmente efêmeras, guitarras sujas e ruídos caseiros, Fuck The New School, com mais de 11 minutos de duração, e Câncer dos Trópicos, com quase nove, sutilmente conseguiram transportar o ouvinte para um cenário parcialmente renovado, marcado pela psicodelia. Uma extensão torta do mesmo som produzido pelo músico durante quase uma década de atuação.

Em Mantra Happening (2016, Transfusão Noise Records), terceiro e mais recente registro de inéditas do guitarrista, um delicado regresso ao mesmo ambiente cósmico apresentado há poucos meses. Cinco composições extensas, pouco mais de 50 minutos de duração, tempo suficiente para que Almeida e o time de instrumentistas formado por João Casaes (guitarra), Bigú Medine (baixo) e Joab Régis (bateria) brinque com os ruídos, ondas de distorção e vozes de forma sempre mutável.

Escolhida para inaugurar o disco, a longa Oração da Noite Cheia, com mais de 15 minutos de duração, cria uma ponte involuntária para o trabalho apresentado no último ano. Emanações psicodélicas, imensos paredões de guitarra e a voz pueril de Almeida, assim como em grande parte dos registros do artista, explorada como um “instrumento” complementar. Dois atos distintos, mas que se completam ao longo da execução da faixa, como uma visita o rock da década de 1970, mas sem necessariamente abandonar o presente.

Fina representação do lado mais “experimental” da obra, Maré, segunda canção do disco, não apenas garante sequência ao material apresentado nos primeiros minutos de Mantra Happening, como ainda estabelece uma série de regras para o restante da obra. São quase 13 minutos de texturas sobrepostas e vozes carregadas de efeitos. Arranjos e conceitos que esbarram de forma autoral na obra de Ty Segall, Thee Oh Sees e outros representantes da cena norte-americana. Continue reading

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Quarup: “O Mensageiro”

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Passado e presente se encontram em O Mensageiro, primeiro single da banda paulistana Quarup. Formado por Guta Batalha (vocais), Ione Aguiar (guitarras, violões e vocais), Beni Teixeira (teclados, piano e vocais), Marcelo Maia (baixo e vocais) e Lucas Cassoli (bateria, percussão e vocais), o coletivo que que encontra inspiração na obra de artistas como Clube da Esquina, Fleet Foxes, Guilherme Arantes e The Beatles anuncia para os próximos meses a chegada do primeiro álbum de estúdio.

Com nome inspirado no ritual fúnebre dos índios do Xingu e projeto gráfico que flerta com o estilo concretista, o homônimo registro de estreia da Quarup é uma obra que mergulha com o universo particular dos próprios integrantes. Um registro ancorado de forma confessa no rock da década de 1970, gravado e produzido artesanalmente pela banda, mas que conta com masterização assinada pelo veterano Arthur Joly (Guizado, O Terno).

“Soldamos cabos, carregamos, montamos e desmontamos equipamentos mil vezes, escolhemos e compramos microfones e outros equipamentos de áudio, microfonamos os instrumentos, apertamos o REC e tocamos”, resume o texto de apresentação do trabalho. O resultado está em uma composição temperada por guitarras piscodélicas, vozes em coro e versos que dialogam de forma curiosa com o cotidiano de qualquer jovem adulto.

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Quarup – O Mensageiro

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Aperitivo: 10 Músicas Para Gostar de Animal Collective

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Como montar uma lista de apenas dez faixas quando o artista em questão faz de cada novo registro em estúdio uma obra completamente distinta, singular? Grupo responsável por alguns dos trabalhos mais importantes da cena norte-americana na última década, o Animal Collective, banda original da cidade de Baltimore, Maryland, chega ao décimo álbum da carreira, Painting With (2016), reciclando uma série de conceitos explorados desde o começo dos anos 2000.

São temas eletrônicos, acústicos e psicodélicos que passam por obras significativas como Spirit They’re Gone Spirit They’ve Vanished (2000), Sung Tongs (2004), Feels (2005), Strawberry Jam (2007) e, claro, pela obra-prima da banda, o clássico Merriweather Post Pavilion (2009). Na seleção abaixo, um compilado de dez faixas recomendadas para quem ainda desconhece o trabalho do grupo.

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Disco: “Painting With”, Animal Collective

Animal Collective
Experimental/Psychedelic/Electronic
http://myanimalhome.net/

 

A ideia parecia boa: inspirados pelos principais movimentos artísticos do começo do século XX – como dadaísmo e surrealismo -, David Portner (Avey Tare), Noah Lennox (Panda Bear) e Brian Weitz (Geologist) construíram a base do décimo registro em estúdio do Animal Collective, Painting With (2016, Domino). Uma confessa (e inicialmente curiosa) visita ao passado, mas que acaba se perdendo em meio a experimentos e fórmulas que parecem requentadas pela banda desde o fim da última década.

Ambientado no mesmo universo do antecessor Centipede Hz, de 2012, Painting With mostra o coletivo norte-americano brincando com o mesmo jogo de formas eletrônicas, vozes e temas psicodélicos testadas há quatro anos, porém, de forma menos “esquizofrênica”. Uma versão contida da mesma coleção de vozes e ruídos sintéticos testados em Applesauce, Monkey Riches e até em faixas memoráveis como Peacebone, de Strawberry Jam (2007), e Brother Sport, canção de encerramento da obra-prima Merriweather Post Pavilion (2009).

Curiosamente, esse talvez seja o trabalho que mais dialoga com o som produzido no oitavo álbum de estúdio da banda. Seja na forma “instrumental” como as vozes são detalhadas, passando pelo uso de melodias que remetem ao trabalho de veteranos como The Beach Boys, durante toda a execução da obra, diversas pontes conceituais levam o ouvinte ao mesmo cenário de 2009. Um caminho seguro para a banda, mas que ignora quem esperava por um registro verdadeiramente inovador, íntimo das constantes transformações do grupo em começo de carreira.

Não é difícil passear aleatoriamente pelas faixas de Painting With e pensar: “Eu já ouvi isso antes”. E talvez tenha ouvido. Da forma como os arranjos partem de uma mesma fonte eletrônica, repetitiva em grande parte da obra, não seria um erro pensar que tudo não passa de uma coletânea de sobras dos dois últimos trabalhos em carreira solo de Panda Bear e Avey Tare. É fácil visualizar Summing The Wretch como parte do bem-sucedido Panda Bear Meets the Grim Reaper (2015) e Vertical como uma peça perdida do esquizofrênico Enter The Slasher House (2014).     Continue reading

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Woods: “Can’t See At All”

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A mudança de sonoridade ressaltada em Sun City Creeps está longe de ser um ato isolado dentro do novo álbum do Woods, City Sun Eater In The River Of Light (2016). Em Can’t See At All, mais recente single do grupo nova-iorquino, vozes, guitarras carregadas de efeitos e sintetizadores trazem de volta a mesma sonoridade psicodélica dos anos 1970. Uma mistura do mesmo material proposto pelo grupo nos dois últimos discos com uma pitada dos arranjos quentes produzidos pelo guitarrista Carlos Santana.

Sucessor dos ótimos os ótimos Bend Beyond (2012) e With Light And With Love (2014),City Sun Eater In The River Of Light é o novo registro de estúdio produzido pela banda. Com lançamento pelo selo Woodist, do próprio grupo, o trabalho conta com outras oito canções inéditas além da dobradinha apresentada ao público nas últimas semanas.

City Sun Eater In The River Of Light (2016) será lançado no dia 08/04 pelo selo Woodsist.

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Woods – Can’t See At All

 

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Peaking Lights: “Little Flower” (Feat. Chloë Sevigny)

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Na última semana, Johnny Jewel (Chromatics) apareceu acompanhado pela atriz Chloë Sevigny na curiosa e inédita Prayer To Saint Therese. Trata-se do primeiro fragmento de uma série de canções produzidas para uma nova linha de perfumes da marca Régime des Fleurs. Parte da mesma sequência de composições, a também inédita Little Flower, parceria entre Sevigny e o casal Aaron Coyes e Indra Dunis, do Peaking Lights, expande ainda mais a trilha sonora da marca.

De um lado, os versos declamados/sussurrados de Sevigny, no outro, os sintetizadores e temas psicodélicos que caracterizam o trabalho do duo norte-americano desde o início da carreira, ainda na década passada. Curiosamente, longe do som “pop” explorado pela dupla no mediano Cosmic Logic (2014), são os mesmos temas instrumentais aplicados no ótimo Lucifer, de 2012, que orientam a bem-sucedida parceria.

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Peaking Lights – Little Flower (Feat. Chloë Sevigny)

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Animal Collective: “Golden Gal”

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Nunca antes o Animal Collective pareceu tão “pop” e acessível quanto nas canções de Painting With (2016). Depois do refrão pegajoso de Floridada, primeira canção do novo álbum a ser apresentada ao público, e Lying In The Grass, música que une elementos dois últimos discos da banda – Merriweather Post Pavilion (2009) e Centipede Hz (2012) -, em Golden Gal, o grupo norte-americano parte em busca de uma sonoridade ainda mais descomplicada.

Além do psicodélico clipe dirigido por Celeste Potter, uma animação que dialoga com a presente grande do Cartoon Network, vozes, batidas e instrumentos se organizam de forma previsível, quase pueril. Soa como uma canção infantil, um reflexo do movimento dadaísta que o Animal Collective parece tão interessado em explorar dentro do novo álbum, um reflexo dos principais movimentos culturais do começo do século XX – como o surrealismo e o cubismo.

Painting With (2016) será lançado no dia 19/02 pelo selo Domino.

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Animal Collective – Golden Gal

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Yeasayer: “Prophecy Gun” (VÍDEO)

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Um mês após o lançamento de I Am Chemestry, faixa que anunciou a chegada do quarto álbum de estúdio do Yeasayer, Amen & Goodbye (2016), Chris Keating, Ira Wolf Tuton, Anand Wilder e Cale Parks estão de volta com uma nova criação. Em Prophecy Gun, mais recente criação do grupo nova-iorquino, vozes e instrumentos se movimentam lentamente, estabelecendo um curioso diálogo com o cenário montado para a psicodélica imagem de capa do disco – imagem acima.

Longe dos exageros e temas “explosivos” aplicados pelo grupo durante o lançamento dos antecessores Fragrant World (2012) e Odd Blood (2010), cada ato da presente faixa ecoa de forma essencialmente branda. Uma solução tímida de vozes que evoca a boa fase do Sigur Rós, passa por instantes de tranquilidade dentro da discografia do Animal Collective e traz de volta parte do canto aplicado por veteranos como The Beach Boys na década de 1960. A direção do vídeo é de Yoonha Park.

Amen & Goodbye (2016) será lançado no dia 01/04 pelo selo Mute.

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Yeasayer – Amen & Goodbye 6

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