Tag Archives: Psychedelic

Yeasayer: “Prophecy Gun” (VÍDEO)

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Um mês após o lançamento de I Am Chemestry, faixa que anunciou a chegada do quarto álbum de estúdio do Yeasayer, Amen & Goodbye (2016), Chris Keating, Ira Wolf Tuton, Anand Wilder e Cale Parks estão de volta com uma nova criação. Em Prophecy Gun, mais recente criação do grupo nova-iorquino, vozes e instrumentos se movimentam lentamente, estabelecendo um curioso diálogo com o cenário montado para a psicodélica imagem de capa do disco – imagem acima.

Longe dos exageros e temas “explosivos” aplicados pelo grupo durante o lançamento dos antecessores Fragrant World (2012) e Odd Blood (2010), cada ato da presente faixa ecoa de forma essencialmente branda. Uma solução tímida de vozes que evoca a boa fase do Sigur Rós, passa por instantes de tranquilidade dentro da discografia do Animal Collective e traz de volta parte do canto aplicado por veteranos como The Beach Boys na década de 1960. A direção do vídeo é de Yoonha Park.

Amen & Goodbye (2016) será lançado no dia 01/04 pelo selo Mute.

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Yeasayer – Amen & Goodbye 6

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Disco: “We Are King”, KING

KING
R&B/Soul/Psychedelic
http://www.weareking.com/

 

Sintetizadores e batidas tímidas criam um delicado plano de fundo. O coro de vozes cresce lentamente, espalhando suspiros e vocais sobrepostos. Sentimentos se convertem em versos apaixonados e solitários de forma sempre contida, por vezes embriagada. Dentro desse ambiente de notável equilíbrio e precisa movimentação nasce o primeiro álbum de estúdio do KING, We Are King (2016, King Creative), trabalho orquestrado com acerto por Anita Bias e as irmãs Paris e Amber Strother, de Los Angeles, Califórnia.

Fruto de diferentes obras e conceitos que abasteceram o Soul/R&B dos anos 1970 e 1980, o álbum de sentimentos confessos pode até apontar para o passado, entretanto, mantém os dois pés bem firmes no presente. Extensão detalhada do material entregue há cinco anos em The Story EP (2011), o registro de 12 faixas – parte delas recicladas de outros trabalhos -, flutua em um universo de emanações cósmicas que vão da música negra ao Rock psicodélico dos anos 1960, transportando o trio californiano para um cenário de parcial ineditismo. Entre os artistas que influenciam o trabalho do grupo, nomes curiosos como Cocteau Twins, XTC e Ryuichi Sakamoto, além, claro, de gigantes da música negra, caso de Quincy Jones, Herbie Hancock e Prince.

Basta uma rápida passagem pela nova versão de Supernatural, quarta faixa do disco, para perceber a pluralidade de referências que alimentam o som do grupo. Originalmente lançada em 2011, a canção de versos apaixonados surge com uma nova roupagem, dançando com leveza por mais de seis minutos. São vozes brandas, palmas e o precioso uso de sintetizadores. Um curioso diálogo entre as melodias de Erykah Badu no clássico Baduizm (1997) e os mesmos delírios psicodélicos de nomes como Deerhunter e Ariel Pink – este último, presente em grande parte das playlists assinadas pelo trio no Spotify.

Minnie Riperton encontra Tame Impala na inaugural The Right, Washed Out e Prince dançam juntos na entusiasmada Oh, Please!, o jazz abraça a eletrônica em Love Song, composição que parece nascer do encontro entre Stereolab e Thundercat. São quase 60 minutos em que a educação musical de Paris Strother – produtora do disco e responsável pela gravação de grande parte dos instrumentos -, se projeta de forma cuidadosa, resultando em um trabalho que rompe com grande parte da atual cena norte-americana. Nada de batidas dançantes, fragmentos óbvios da EDM e versos pegajosos. A beleza de We Are King se concentra na lenta composição dos detalhes. Continue reading

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Cavern of Anti Matter: “Liquid Gate” (ft. Bradford Cox)

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Em mais de duas décadas de atuação dentro do Stereolab, Tim Gane e os parceiros de banda deram vida a um valioso acervo de obras. Clássicos como Mars Audiac Quintet (1994), Emperor Tomato Ketchup (1996) e Dots and Loops (1997). Com o grupo temporariamente em hiato, o músico britânico decidiu aproveitar o tempo livre investindo em um novo projeto “em carreira solo”. Trata-se do curioso Cavern of Anti Matter, projeto que conta com o primeiro álbum de inéditas, Void Beats / Invocation (2016), previsto para o dia 19 de fevereiro.

Entre as canções que abastecem o esperado registro, Liquid Gate, uma parceria entre Gane e Bradford Cox, vocalista do Deerhunter e um confesso apreciador da obra do Stereolab. Além de Cox, Sonic Boom, ex-integrante do Spaceman 3 e produtor do ótimo Panda Bear Meets The Grim Reaper, último registro de inéditas do Panda Bear, é um dos artistas confirmados para o disco.

Void Beats / Invocation (2016) será lançado no dia 19/02 pelo selo Duophinic.

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Cavern of Anti Matter – Liquid Gate (ft. Bradford Cox)

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Lushlife: “Hong Kong (Lady of Love)” [Ft. Ariel Pink]

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Com dois álbuns em mãos – Cassette City (2009) e Plateu Vision (2012) -, o rapper Lushlife reserva para o dia 19/02 o lançamento do terceiro registro de inéditas: Ritualize (2016). Trata-se de uma obra marcada pela interferência de diferentes colaboradores, uma das principais marcadas no trabalho do norte-americano. Depois de colaborar com integrantes da banda sueca I Break Horses, em The Waking World, e Killer Mike, na ótima This Ecstatic Cult, chega a vez de Ariel Pink fazer uma participação.

Parceiro de longa data do rapper, Pink, que em 2009 colaborou na faixa In Soft Focus, parece assumir o controle sobre a nova faixa. Da forma como os sintetizadores crescem lentamente ao refrão característico, Pink e Lushlife finalizam a construção de uma música tão íntima dos trabalhos do rapper, como do som versátil produzido pelo músico em obras como pom pom (2014). Uma perturbadora canção de amor que parece brincar com a interpretação do ouvinte.

Ritualize (2016) será lançado no dia 19/02 pelo selo Western Vinyl.

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Lushlife – Hong Kong (Lady of Love) [Ft. Ariel Pink]

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Animal Collective: “Lying In The Grass”

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Vozes sobrepostas, sintetizadores e batidas loucas, uma pitada de experimentos jazzísticos e constantes quebras bruscas marcam o trabalho do Animal Collective em Lying In The Grass. Mais recente composição do aguardado Painting With (2016), obra que será apresentada no dia 19/02, a canção de versos abstratos traz de volta o mesmo brilhantismo que projetou o grupo norte-americano no fim a década passada, sonoridade já explícita na antecessora Floridada.

A diferença em relação ao material apresentado no último single está na forma como as vozes se transformam em um componente de sustentação para os instrumentos. O saxofone de Colin Stetson, um dos músicos convidados a colaborar dentro da obra é outro destaque notável. Inspirado em diferentes movimentos culturais do começo do século XX – como o dadaísmo e o cubismo -, Painting With também conta com a presença do veterano John Cale (The Velvet Underground).

Painting With (2016) será lançado no dia 19/02 pelo selo Domino.

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Animal Collective – Lying In The Grass

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DIIV: “Is The Is Are”

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É impressionante como diferentes sonoridades se amarram dentro do trabalho do DIIV. Enquanto DopamineMire (Grant’s Song) mergulharam de cabeça nas melodias sujas de grupos como Ride e Slowdive, com Bent (Roi’s Song)Under The Sun, a banda norte-americana resgata a essência de veteranos como R.E.M. e The Replacements, passeando por diferentes fases do rock alternativo na década de 1980. Com a chegada de Is The Is Are, faixa-título do segundo álbum do DIIV, um novo mundo de possibilidades.

Enquanto guitarras psicodélicas correm delicadamente ao fundo da composição, lembrando a base letárgica dos últimos discos do The War on Drugs, nítido é o diálogo do grupo com o pós-punk inglês dos anos 1980, conceito que toma conta da linha de baixo e batidas secas orientam a faixa. Uma espécie de ponte para o mesmo som do primeiro álbum em estúdio da banda comandada por Zachary Cole Smith, Oshin (2012).

Is the Is Are (2016) será lançado no dia 05/02 pelo selo Captured Tracks.

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DIIV – Is The Is Are

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Woods: “Sun City Creeps”

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Prontos para um novo álbum do Woods? Em uma sequência de grandes obras que teve início em At Echo Lake (2010) e segue com os ótimos Bend Beyond (2012) e With Light And With Love (2014), os integrantes do grupo nova-iorquino parecem não medir esforços para surpreender o próprio público a cada novo registro de inéditas. Uma seleção de obras assertivas que deve se estender até o inédito City Sun Eater In The River Of Light (2016).

Novo trabalho de inéditas da banda, o registro carrega na recém-lançada Sun City Creeps um leve distanciamento dos últimos projetos de estúdio. São pouco mais de cinco minutos em que o grupo abandona (temporariamente) o folk psicodélico dos anos 1960 para mergulhar no rock da década de 1970. Um conceito explorado com timidez nos dois últimos álbuns, mas que explode no jogo de temas “latinos” da presente canção.

City Sun Eater In The River Of Light (2016) será lançado no dia 08/04 pelo selo Woodsist.

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Woods – Sun City Creeps

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Yeasayer: “I Am Chemestry” (VÍDEO)

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Com três álbuns de estúdio em mãos – All Hour Cymbals (2007), Odd Blood (2010) e Fragrant World (2012) -, os integrantes do Yeasayer reservam para o dia 01/04 a chegada do quarto álbum de inéditas da carreira: Amen & Goodbye (2016). Com 13 composições inéditas e uma capa que reflete a psicodelia torta do grupo (imagem acima), o grupo sustenta na recém-lançada I Am Chemestry um resumo da sonoridade que orienta o novo álbum.

Distante do material restrito de Fragrant World, com a nova faixa o grupo norte-americano traz de volta a mesma sonoridade versátil explorada em Odd Blood. Em uma permanente quebra de ritmos, vozes, batidas e melodias mergulham na música eletrônica, absorvem a mesma psicodelia testada por grupos conterrâneos como Animal Collective e ainda entregam ao ouvinte uma colagem de temas orquestrais e vozes em coro que orientam os rumos da faixa até os últimos segundos. Cinco minutos que resumem com naturalidade a boa fase do grupo no começo da presente década. Tão perturbador quanto a faixa é o clipe que a acompanha, trabalho que conta com direção de New Media Limited.

Amen & Goodbye (2016) será lançado no dia 01/04 pelo selo Mute.

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Yeasayer – I Am Chemestry

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Prince Rama: “Bahia”

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Depois de sobreviver ao fim do mundo com o lançamento do álbum Top Ten Hits of the End of the World, em 2012, Taraka Larson, Nimai Larson e Ryan Sciaino estão de volta com um novo registro de inéditas pelo Prince Rama. Batizado Xtreme Now (2016), o álbum que leva a assinatura do produtor XXXChange, do grupo Spankrock, mostra o grupo envolvido em uma nova temática conceitual, encontrando em diferentes esportes arriscados a base para todos esse cenário musical.

Primeira composição do novo trabalho a ser entregue ao público, Bahia resgata com acerto grande parte dos elementos que apresentaram o Prince Rama no fim da década passada. São batidas dançantes e sintetizadores eletrônicos, sempre encaixados de forma nostálgica, vozes gravadas de forma caseira e doses controladas de psicodelia, sonoridade que orienta o ouvinte durante os quase três minutos da recém-lançada composição.

Xtreme Now (2016) será lançado no dia 04/03 pelo selo Carpark Records.

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Prince Rama – Bahia

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