Tag Archives: Psychedelic

Boogarins: “Avalanche”

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A maior demonstração de propagação do ser é o eco / Com ele o meu grito tem forças pra derrubar todos os prédios“. Praticamente um mantra, um grito espirituoso ou um trecho extraído de algum livro de autoajuda, o verso que abre a inédita Avalanche – primeira canção do aguardado álbum Manual (2015), segundo disco da Boogarins -, indica um completo amadurecimento da banda goiana em relação ao antecessor As Plantas Que Cura (2013). Vozes, arranjos e pequenas doses de distorção harmonicas. Um som melódico, polido, livre do conceito “artesanal” que orienta músicas como Doce e Lucifernandes.

Escolhida para apresentar o novo álbum, Avalanche, uma das 11 faixas inéditas que abastecem o trabalho, revela de forma sutil que a essência da banda ainda permanece a mesma, porém, levemente remodelada. Nomes como Os Mutantes, Caetano Veloso, Clube da Esquina, The Beatles, Tame Impala e Unknown Mortal Orchestra ecoam por todas as partes. Referências fragmentadas, mais do que um alicerce, o estimulo para nascimento de um som autoral, marcado pelo frescor e naturalmente dominado pelas guitarras e pequenos embates melódicos de Fernando Almeida e Benke Ferraz.

Manual (2015) será lançado no dia 30/10 pelo selo Other Music.

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Boogarins – Avalanche

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Panda Bear: “Crosswords EP”

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Como se não bastasse a produção de um dos melhores trabalhos do ano, Panda Bear Meets the Grim Reaper (2015), e a coletânea PBVSGR Remixes, Noah Lennox ainda reserva algumas novidades para o público que acompanha o Panda Bear. Em Crosswords EP (2015), mais novo lançamento do músico norte-americano, além da já conhecida faixa-título do projeto, Lennox reserva um bem-sucedido acervo com quatro composições inéditas.

Inspirado pela mesma proposta apresentada em Mr. Noah EP, de 2014, o novo projeto concentra algumas das faixas que acabaram ficando de fora da produção do último álbum de Lennox. Na lista, músicas como No Mans Land, Jabberwocky, Cosplay e The Preakness, essa última, composição que poderia facilmente ser encontrada no clássico Merriweather Post Pavilion (2009) do Animal Collective. O novo trabalho pode ser apreciado na íntegra pelo Spotify. Ouça:

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Panda Bear – Crosswords EP

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Tame Impala: “Let It Happen” (VÍDEO)

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Olhe para a capa de Currents. Uma sequência de linhas retas, paralelas perfeitamente alinhadas. De repente: um susto. A interferência de um estranho objeto esférico, algo que “não deveria estar ali”. Agitação, desordem, caos. Antes organizadas, perfeitamente posicionadas, as retas de cores sóbrias agora se desmancham em uma corredeira instável, psicodélica. Um tracejado irregular, cheio de curvas, novas cores e caminhos talvez indefinidos. Lembrou de alguma coisa?

Muito além do caráter técnico, um simples “ilustração”, a imagem assinada pelo artista gráfico e músico norte-americano Robert Beatty resume com naturalidade a curta trajetória do Tame Impala. Enquanto a psicodelia suja e forte relação entre Innerspeaker (2010) e Lonerism (2012) representa a linearidade assumida pela banda nos últimos anos, os quase oito minutos de experimentos eletrônicos, colagens e adaptações de Let It Happen, faixa de abertura do presente álbum, revela a passagem para um caminho sinuoso, propositadamente instável, turbulento, que o grupo australiano assume no presente registro. Leia o texto completo.

Com direção assinada por David Wilson e parte da faixa “editada”, Let It Happen é o mais novo clipe da banda. Assista:

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Tame Impala – Let It Happen

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Disco: “St. Catherine”, Ducktails

Ducktails
Indie/Lo-Fi/Psychedelic
https://www.facebook.com/Ducktails/

É difícil estabelecer com exatidão onde começa o trabalho de Matt Mondanile no Real Estate e tem início a relação com o Ducktails. Vozes letárgicas, captações Lo-Fi e toques precisos de música psicodélica, elementos partilhados com naturalidade entre o coletivo de New Jersey e o projeto solo do guitarrista norte-americano. Uma suposta divisão cada vez mais imperceptível, talvez desconstruída com a chegada de St. Catherine (2015, Domino).

Quinto registro autoral de Mondanile, o trabalho de 11 composições inéditas revela a busca do músico por um som cada vez menos experimental, distante do conceito sujo testado nos iniciais Ducktails e Landscapes, ambos de 2009. Arranjos, versos e até mesmo sentimentos que dialogam com o mesmo universo de harmonias doces inauguradas pelo Real Estate no álbum Days, de 2011. Um tema reforçado com a entrega Atlas, em 2014 e delicadamente reciclado dentro do universo torto que ocupa a mente do cantor no novo disco.

De natureza intimista, sereno, St. Catherine oculta nas guitarras a ponte para o álbum mais sofredor de toda a carreira de Mondanile. Ainda que o registro cresça livre de exageros, confortando o ouvinte em um cenário de fim de tarde, faixa após faixa, a melancolia corrói a essência do disco. Basta a instrumental canção de abertura, The Disney Afternoon, para perceber como a atmosfera ensolarada dos últimos trabalhos parece momentaneamente esquecida.

Dos versos que inauguram a obra, em Headbanging In The Mirror, passando por Into The Sky, Church e Reprise, tudo gira em torno da infância, adolescência e maturidade do artista. Canções que refletem a alma de um indivíduo adormentado, sempre solitário. Versos levemente embriagados, como se a sonoridade lisérgica que cresce ao fundo de cada canção lentamente fosse capaz de interferir na lírica sóbria do disco anterior, The Flower Lane (2013). Continue reading

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Shabazz Palaces: “The Mystery of Lonnie The Døn”

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O passeio de Ishmael Butler e Tendai Maraire pelo cosmos de Lese Majesty (2014) chegou ao fim. Poucos meses após o lançamento do segundo registro de inéditas do Shabazz Palaces – um dos 50 melhores discos internacionais de 2014 -, a inédita The Mystery of Lonnie The Døn mostra a busca da dupla norte-americana por um material de novas possibilidades e ambientações climáticas. Um som ainda psicodélico, íntimo do Hip-Hop e da eletrônica, porém, consumido pelas trevas.

Dos arranjos ao versos robóticos, das batidas ao uso de sintetizadores “fantasmagóricos”, nítida é a passagem da dupla para um novo cenário de referências. Quase íntima de algum clássico do cinema de horror da década de 1970, a canção é a mais nova peça do catálogo lançado pelo projeto Adult Swim em 2015. Nas últimas semanas, músicos e produtores como Danny Brown & Clams Casino e Owen Pallett presentearam o público com alguma das faixas mais interessantes da série nos últimos anos.

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Shabazz Palaces – The Mystery of Lonnie The Døn

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Disco: “Magnifique”, Ratatat

Ratatat
Indie/Experimental/Alternative
http://www.ratatatmusic.com/

Em 2008, com o lançamento de LP3, Evan Mast e Mike Stroud embarcavam em uma verdadeira viagem lisérgica/musical. Ainda que o diálogo com a música psicodélica servisse de base para o trabalho do grupo desde o primeiro registro de inéditas, de 2004, com a chegada do terceiro álbum de estúdio, um nítido “exagero criativo” parecia transportar as composições da dupla para um universo de formas e arranjos tortos, conceito seguido com naturalidade até o lançamento do trabalho seguinte, o também chapado LP4 (2010).

Em Magnifique (2015), quinto álbum de estúdio do Ratatat, uma espécie de recomeço. Primeiro registro de inéditas da dupla depois de um (longo) hiato de cinco anos, o trabalho de capa e arranjos sóbrios não apenas se distancia dos últimos inventos assinados pela banda nova-iorquina, como ainda resgata uma série de elementos “abandonados” dentro dos primeiros trabalhos da dupla – caso do ótimo Classics, de 2006.

Como explícito logo na capa do disco – uma ilustração com o rosto de diferentes personalidades, figuras históricas e ícones da cultura pop -, Magnifique cresce como uma verdadeira coleção/colagem de ideias. De natureza instável, cada faixa do registro aponta para uma direção completamente distinta, indo do rock dançante explorado no começo dos anos 200 ao Hip-Hop, até encontrar uma versão “comportada” do mesmo som (exageradamente) psicodélico testado nos dois últimos discos da banda.

Mesmo recheado com faixas marcadas pelo experimento – caso de Rome, Drift e I Will Return -, difícil não encarar Magnifique como o trabalho mais acessível já apresentado pelo Ratatat. É o caso da trinca inicial formada por Cream on Chrome, Abrasive e a canção-título do álbum. Uma coleção de faixas marcadas pelo diálogo com as pistas, guitarras rápidas e batidas dançantes, preferência que imediatamente transporta o ouvinte para o mesmo ambiente temático de músicas como Wildcat e Lex. Continue reading

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Disco: “Currents”, Tame Impala

Tame Impala
Psychedelic/Experimental/R&B
http://www.tameimpala.com/

Olhe para a capa de Currents. Uma sequência de linhas retas, paralelas perfeitamente alinhadas. De repente: um susto. A interferência de um estranho objeto esférico, algo que “não deveria estar ali”. Agitação, desordem, caos. Antes organizadas, perfeitamente posicionadas, as retas de cores sóbrias agora se desmancham em uma corredeira instável, psicodélica. Um tracejado irregular, cheio de curvas, novas cores e caminhos talvez indefinidos.

“Em mecânica dos fluidos, um estudo dos efeitos do escoamento de fluidos na redondeza – troca de forças e energia -, o escoamento chega laminar (ordenado) até a interferência onde se formam regiões de turbulência. A diferença de pressão entre o fluido que bateu no cilindro e o fluido que está atrás dele gera a turbulência. Note que a capa do single Let It Happen, primeira canção do disco, ainda mostra o escoamento ordenado”*.

Lembrou de alguma coisa?

Muito além do caráter técnico, um simples “ilustração”, a imagem assinada pelo artista gráfico e músico norte-americano Robert Beatty resume com naturalidade a curta trajetória do Tame Impala. Enquanto a psicodelia suja e forte relação entre Innerspeaker (2010) e Lonerism (2012) representa a linearidade assumida pela banda nos últimos anos, os quase oito minutos de experimentos eletrônicos, colagens e adaptações de Let It Happen, faixa de abertura do presente álbum, revela a passagem para um caminho sinuoso, propositadamente instável, turbulento, que o grupo australiano assume no presente registro.

Led Zeppelin virou Bee Gees, The Flaming Lips encontrou Toro Y Moi, enquanto Britney Spears, confessa influência de Kevin Parker em Lonerism, agora abre espaço para a chegada de Michael Jackson. Como não lembrar de clássicos como Thriller (1982) e Bad (1987) quando começam as batidas dançantes de The Moment? E o que dizer de Past Life, música que vai do Synthpop ao R&B dos anos 1980 em segundos. A essência psicodélica da banda ainda é a mesma dos primeiros discos, porém, agora aparece em segundo plano, dissolvida em meio as emanações vocais de Parker, um romântico em cada movimento lírico do trabalho.

Obra de sentimentos, Currents sustenta nos versos uma rara exposição de Kevin Parker. Trata-se do álbum mais intimista, doloroso e, ainda assim, acolhedor já montado pela banda. Canções marcadas por pedidos de desculpas (‘Cause I’m A Man), relacionamentos fracassados (Eventually) e até mesmo versos costurados pelo mais profundo sofrimento (The Less I Know The Better). Uma constante sensação de que todo o arsenal melancólico do álbum anterior – caso de She Just Won’t Believe Me e Why Won’t They Talk To Me? – “floresceu” dentro do campo fértil de sintetizadores que se espalha do primeiro ao último instante da obra. Continue reading

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Disco: “Amor Violento”, Quarto Negro

Quarto Negro
Indie/Alternative/Post-Punk
https://www.facebook.com/quartonegro

Amor violento (2015, Balaclava Records), segundo álbum de estúdio da banda paulistana Quarto Negro é uma obra difícil de ser explorada. Arranjos de cordas e instrumental sufocante. Versos densos, como um retrato honesto (e triste) de qualquer separação. Composições longas, dramáticas, propositadamente arrastadas. Uma constante sensação de peso e descrença que prende, perturba e até mesmo conforta o ouvinte durante quase uma hora de duração.

Verdadeiro martírio sentimental, por vezes íntimo dos pesadelos mais profundos de qualquer ouvinte, o sucessor de Desconocidos (2011) está longe de parecer um álbum de fácil interpretação. De fato, é necessário tempo até conseguir apoio ou mínimo equilíbrio dentro do ambiente instável montado por Eduardo Praça e Thiago Klein. Como um tecido esvoaçante, vozes e arranjos balançam da abertura ao fechamento do disco, resultando em uma obra dividida entre a hipnose e permanente desconforto.

Oposto ao conceito do primeiro disco da banda, uma obra homogênea, porém, marcada pela continua formação de brechas e canções “comerciais”, Amor Violento é um registro que precisa ser apreciado em completude. Dos pianos comportados em Filhos do Frio, passando pelas guitarras de Há um Oceano entre nós, até alcançar a derradeira faixa-título, cada música espalhada pela obra serve de estimulo para a canção seguinte. Capítulos (musicais) em uma lenta narrativa melancólica.

Em se tratando da estrutura musical montada para o novo disco, uma clara evolução. Livre do encaixe descomplicado de pianos e vozes melódicas, Amor Violento é uma obra marcada pelos ruídos e tonalidade sombria dos temas instrumentais. Como uma espiral lenta, solos de guitarras, efeitos de distorção e até mesmo os vocais são orquestrados de maneira soturna, tão íntimos de veteranos como Echo and the Bunnymen – influência confessa do grupo -, quanto de “novatos” como Arcade Fire e Grizzly Bear. Continue reading

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Disco: “O∆”, London O’Connor

London O’Connor
Hip-Hop/Psychedelic/Alternative
https://www.facebook.com/LondonOConnor

A música de London O’Connor é torta, estranha e, consequentemente, hipnótica. Personagem curioso da nova safra de representantes do Hip-Hop nova-iorquino, o artista de 24 anos encontra no primeiro álbum em carreira solo uma obra entregue ao experimento. Um passeio que começa pela mente (e versos) perturbados do compositor, segue de forma segura pelo Rap dos anos 1990 e só estaciona no final dos anos 1960, flertando com a mesma sonoridade de artista como The Velvet Undergound e outros gigantes que bagunçaram a música produzida no leste dos Estados Unidos.

Apresentado em pequenas “doses” no perfil de O’Connor no Soundcloud, O∆ (2015, Independente) é uma fuga de limites conceituais e bases previsíveis. Em um misto de canto, rima e lamentações, a formação de um registro de essência particular, isolado, como se diferentes tormentos sentimentais e existencialistas do jovem artista fossem essencialmente expostos e dissecados em cada instante sombrio que preenche o trabalho.

Interessante perceber que mesmo dentro de um cercado de versos e experiências particulares, O∆ está longe de parecer uma obra reclusa, pouco convincente. Em uma estrutura melódica, O’Connor revela ao público uma coleção de 10 faixas musicalmente atrativas, talvez não comerciais, porém, dificilmente ignoradas. Logo de cara, a dobradinha formada por OATMEAL e NATURAL, músicas que brincam com as mesmas melodias de vozes de grupos de músicas pop nos anos 1960, como das batidas minimalistas de Fever Ray e outros nomes recentes da música eletrônica.

Mesmo que o “pop” não seja a palavra certa para caracterizar o trabalho do rapper/cantor, escapar da armadilha de harmonias etéreas e versos pueris ressaltados em Nobody Hangs Out Anymore ou GUTS é uma tarefa quase impossível. São mais de cinco décadas de referências disformes, opositoras, mas que dialogam de forma segura até o encerramento da obra, sempre amarradas pela lírica sensível, pós-adolescente e particular de O’Connor. Continue reading

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London O’Connor: “O∆”

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Depois da sequência de boas composições apresentadas nas últimas semanas – como GutsNobody Hangs Out Anymore -, já era hora de ter acesso ao primeiro álbum de London O’Connor. Na trilha dos últimos lançamentos do jovem artista, O∆ (2015), nasce como reflexo do passeio do cantor/rapper por diferentes campos da música estadunidense, buscando referências que se escondem no rock nova-iorquino de grupos como The Velvet Underground, além, claro, de diálogos curtos com o Hip-Hop, R&B e Soul de diferentes épocas.

São 10 composições, algumas já conhecidas do Soundcloud de O’Connor, além de outras NATURAL e Steal, pequenas representações do som experimental assinado pelo músico. Disponível para download gratuito – clique aqui -, o álbum também pode ser apreciado na íntegra logo abaixo. Para quem acompanha o trabalho de Frank Ocean e King Krule, uma excelente recomendação:

 

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London O’Connor – O∆

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