Tag Archives: Purity Ring

Danny Brown: “25 Bucks” (ft. Purity Ring)

Purity Ring

.

De todos os trabalhos lançados no último ano, Old do rapper Danny Brown é um dos que parecem evoluir a cada nova audição. Dividido em dois atos bem projetados, o registro absorve desde composições intensas, típicas do repertório lançado em XXX, de 2011, até canções banhadas pela leveza dos arranjos e rimas. Uma sonoridade tratada de forma coesa no interior de 25 Bucks, parceria entre o rapper e o duo canadense Purity Ring.

Enquanto as batidas lançadas por Corin Roddick crescem em uma atmosfera minimalista e etérea, Brown tenta encontrar equilíbrio em um espaço que rompe com a aceleração de suas criações. Mediando a fluidez do rapper, Megan James, uma das metades do duo canadense, dança pela música como uma espécie de sample, construindo um delicioso contraste no decorrer da canção. Lançada agora como clipe, a canção traz de volta as boas experiências do álbum, um dos 10 melhores discos de 2013.

.

Danny Brown – 25 Bucks (ft. Purity Ring)

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , ,

ASTR: “Blue Hawaii” & “We Fall Down”

ASTR

.

O flerte com as batidas do Hip-Hop e as vocalizações eletrônicas guiam o trabalho da dupla Zoe Silverman e Adam Pallin, ou melhor, ASTR. Seguindo a trilha de outros artistas próximos, caso de Purity Ring e Phantogram, o casal nova-iorquino abre espaço para a chegada do mais novo trabalho de estúdio, o EP Varsity. Como aquecimento, duas faixas de peso: Blue Hawaii e We Fall Down.

Em uma arquitetura noturna, ambas as faixas passeiam pelas pistas sem necessariamente parecerem motivadas a fazer o ouvinte dançar. São condimentos específicos do pop convencional, mas que dançam dentro da estética soturna escolhida para o projeto. Próximas, a canções atravessam emanações que vão do R&B ao Synthpop, exercício que em nenhum momento distancia a estética radiofônica escolhida para a obra. Depois de um ano orquestrado por artistas como CHVRCHES e Poliça, a dupla nova-iorquina mantém

.

ASTR – We Fall Down

.

ASTR – Blue Hawaii

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , , , , , ,

Disco: “Old”, Danny Brown

Danny Brown
Hip-Hop/Rap/Alternative
http://xdannyxbrownx.com/

Por: Cleber Facchi

Danny Brown

Enquanto o cenário norte-americano é abastecido por cenas, estéticas e coletivos que desaparecem tão rápido quanto surgem, Danny Brown se apresenta como dono de um território isolado. Insano, bem humorado e um dos poucos artistas capazes de não tropeçar na rima – mesmo quando recebe sexo oral de uma fã em uma apresentação ao vivo -, o rapper chega ao terceiro registro solo alcançando não apenas seu melhor exemplar até aqui, mas uma das obras mais complexas do panorama recente. Longe do retorno conceitual aos anos 1990 e sem buscar pela mesma atmosfera de referências que esbarram em obras como My Beautiful Dark Twisted Fantasy (2010) e Good Kid M.A.A.D City (2012), Brown, mais uma vez, materializa um universo próprio, um lugar onde drogas, sexo e o discurso cru do artista ditam todas as regras.

Enquanto XXX, álbum de 2011, orientava o artista em uma sequência alucinada de rimas e tramas lisérgicas, com Old (2013, Fool’s Gold) esse mesmo “padrão” flui potencializado, sem que Brown necessariamente perca o controle dos versos. “Fecho meus olhos, sinto que estou indo para baixo/ Em um elevador a 90 quilômetros por hora/ E tudo que eu vejo são as estrelas vindo para mim como uma espécie de chuva de meteoros”, exageradamente chapadas ou não, mas as rimas expostas em Kush Coma parecem caracterizar com acerto tudo o que orienta o presente disco. De bases e batidas velozes, princípio para os vocais do rapper, o registro beira a overdose, como se tudo fosse um embaralhado jogo de sensações, temas e pequenas referências tratadas em uma linguagem totalmente esquizofrênica, própria do artista.

Entretanto, longe de uma parada cardíaca, Brown faz valer o título da obra – “velho” -, reforçando a maturidade durante a execução de cada nova faixa. Mais uma vez passeando pelas periferias e o cotidiano de Detroit, Michigan, o artista mantém um registro que flutua entre o presente e o próprio passado, resgatando diversos conceitos de quando era traficante de drogas e vivia mergulhado nas sombras da cidade. A estrutura, longe de esbarrar no egocentrismo tão típico do Hip-Hop, faz com que o rapper apareça de forma reflexiva em grande parte da obra, algo que Lonely (“Eu não preciso de sua ajuda mano/ Porque não ninguém realmente me conhece”) e Torture (“E é tortura/ Olhar em minha mente e ver os horrores/ Toda a merda que eu já vi”) manifestam em um efeito nítido de melancolia.

A obra de Brown, longe de se espatifar no elevador metafórico que cai em Kush Coma, é um trabalho que permite ao artista o próprio crescimento. Parte natural desse sintoma de grandeza do álbum está no número maior de colaboradores. Ainda que o principal composto da obra seja fruto da individualidade do rapper, em uma sequência natural ao mesmo efeito exposto em XXX, a presença de SchoolBoy Q, Ab-Soul e A$ap Rocky tira o álbum de um possível estágio de redundância. Mais do que se manter atento dentro do próprio cenário, Brown acerta ao transitar por diferente territórios, encontrando na presença de velhos colaboradores, como Charli XCX em Float On e a dupla Purity Rings na ótima 25 Bucks, um complemento natural para a obra. Continue reading

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Danny Brown: “DIP”

Danny Brown

.

Danny Brown

.

Kush Coma, ODB e Side A (Old), com estas três composições Danny Brown parece ter representado com acerto parte do que alimenta Old, terceiro registro solo e uma das obras mais aguardadas do Hip-Hop em 2013. Entretanto, mesmo a boa forma das canções ainda parecem esconder parte substancial do que será oficialmente revelado no dia 30 de Setembro, como as parcerias – incluem Schoolboy Q e Purity Ring -, além de um catálogo de faixas individuais. Com DIP, mais novo single do rapper esse efeito de descoberta e controle volta a se repetir, afinal Brown produz uma faixa essencialmente veloz, crua e e carregada de boas rimas, mas que está longe de revelar a verdadeira face do álbum. Marcado por uma fluidez eletrônica e rimas que talvez aproximem o artista do público médio, a canção traz no clipe – que mistura imagens ao vivo com animações – uma passagem direta para o estranho cenário conceitual do artista, que não oculta a carga de referências lisérgicas bem como o toque expressivo de provocação.

.


Danny Brown – DIP

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , , ,

Danny Brown: “Side A (Old)”

Danny Brown

.

Danny Brown passou o último ano preparando o terreno, agora é hora de mergulhar de vez no universo de Old. Terceiro registro em estúdio do rapper, o trabalho que concentra Purity Ring, Schoolboy Q e Charli XCX em um mesmo universo vem sendo proclamado pelo artista como seu próprio Kid A – obra clássica do Radiohead e que marcou a ruptura em torno da proposta da banda. Exageros (ou não) à parte, Brown entrega agora mais um exemplar atento para somar com Kush Coma e ODB, singles anteriores e que fazem parte do novo álbum. Trata-se de Side A (Old), canção que inaugura o trabalho e, pelo teor das rimas, serve como uma espécie de apresentação para o próprio rapper e todo o conceito do disco. Com lançamento previsto para o dia 30 de Setembro, o trabalho, lançado pelo selo Fool’s Gold, é facilmente uma das obras mais esperadas do ano e um dos registros que podem abalar as listas de melhores discos do gênero ao fim de 2013.

.


Danny Brown – Side A (Old)

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , , , , ,

MØ: “XXX 88″ (ft. Diplo)

XXX 88

.

Mozão

.

Em um cenário cada vez mais ocupado por novas cantoras europeias, a dinamarquesa MØ assume com beleza um ponto de destaque dentro desse universo. Longe do princípio comportado, a cantora trouxe em XXX 88, parceria com o caçador de tendências Diplo uma pequena ruptura. Desenvolvida em cima de batidas levemente voluptuosas, a canção esbarra na estética de Lykke Li, corre pelo Hip-Hop instrumental do Purity Ring, até agrupar os sons etéreos da obra de Grimes em um ambiente ensolarado, base para aquilo que o diretor Tim Erem entrega no clipe da canção. Quente, a canção leva a cantora para o deserto, entrecortando o trabalho com cenários cotidianos e uma curiosa tentativa de ressaltar o apelo sexual da artista.

.


MØ – XXX 88 (ft. Diplo)

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , , ,

Danny Brown: “ODB”

Danny brown

.

Tem sido difícil baixar a expectativa em relação ao segundo e ainda inédito álbum de Danny Brown, o aguardado Old. A cada novo lançamento do rapper, a evolução em proximidade ao “debutXXX (2011) é clara e ampla. Agora, depois de um longo período de espera, Brown finalmente anuncia para o dia 30 de Setembro a chegada do registro, álbum que conta com lançamento pelo selo Fool’s Gold, mesmo do trabalho anterior. Com a presença de Rustie, A-Track e mais uma sequência de colaboradores na produção, e ASAP Rocky, Schoolboy Q, Purity Ring e outros mais como convidados, Old parece encontrar um caminho seguro para se transformar em (mais) uma das grandes obras de 2013. Entregando pistas concretas do que deve abastecer o disco, o rapper apresenta a inédita ODB, faixa que traz na base melódica e no flow acessível um abraço no grande público, sem necessariamente perder a boa forma do trabalho anterior.

.


Danny Brown – ODB

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , , , ,

Glasser: “Shape”

Glasser

.

Responsável por um dos trabalhos mais provocantes de 2010, quando oficialmente apresentou o Glasser ao público, a californiana Cameron Mesirow está de volta com mais uma sequência de inventos musicais. Trata-se de Shape, composição que abre as portas do segundo e ainda inédito álbum da artista. Misto de Bjork e toda a ruptura musical que ocupa a cena canadense – principalmente a obra de Grimes e Purity Ring -, Mesirow faz dos quase cinco minutos da faixa um ponto de colisão assertivo entre vozes e sons. Enquanto as batidas remetem ao clássico Homogenic (1997), as vozes carregadas de eco mantém a conexão com o disco passado da artista, rompendo com qualquer som de natureza previsível até o encerramento da música.

.

Glasser – Shape

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , , , ,

Purity Ring & Jon Hopkins: “Breathe This Air” e “Amenamy”

tumblr_mg9u6ua9Zd1rezl2bo1_1280

.

Assim como fizeram no último ano com Belispeak II, convidando o rapper Danny Brown para uma nova versão da faixa, agora a dupla Purity Ring vai atrás do produtor inglês Jon Hopkins. Em busca de novidade para o trabalho de ambos, a dupla canadense entrega os versos, enquanto o produtor apresenta as bases de Breathe This Air, uma das mais sutis composições de Immunity (2013), último registro em estúdio de Hopkins. O resultado essa parceria vai ainda além de uma única música. Como presente para o casal canadense, o artista britânico entrega a nova versão de Amenamy, uma das faixas mais dolorosas de Shrines (2012), estreia da banda, e que agora surge totalmente reformulada dentro de um novo universo.

.

Purity Ring – Amenamy (Jon Hopkins Remix)

.

Jon Hopkins – Breathe This Air (feat. Purity Ring)

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , ,

Disco: “Skyer”, Postiljonen

Postiljonen
Swedish/Dream Pop/Indie
http://postiljonen.tumblr.com/

Por: Fernanda Blammer

Postiljonen

Olhar para o passado sem necessariamente se fixar a ele, esta parece ser a premissa do trio sueco Postiljonen com o lançamento do primeiro registro em estúdio. Intitulado Skyer (2013, Hybris), o disco incorpora na construção de 10 faixas uma viagem assumida pela segunda metade década de 1980, trazendo no Dream Pop de bandas como Cocteau Twins e Kate Bush um princípio de novidade. Capaz de flertar com a eletrônica de forma atenta aos rumos experimentais que orientam a música recente, a banda firma no álbum uma estrutura coesa, delimitada com acerto da primeira até a última composição.

Com base em uma cartilha de sons particulares, o grupo brinca com as melodias de forma a transportar o ouvinte para um limite agradável entre o etéreo e o terreno. Rompendo de forma decidida com a estrutura de sintetizadores climáticos já desgastados dentro do gênero, o trio formado por Daniel Sjörs, Joel Nyström Holm e Mia Bøe encontra em uma fina tapeçaria eletrônica o mesmo teor de novidade que há mais de uma década alimenta as canções de M83. Uma aproximação visível, mas que da mesma forma que os sons conquistados nos anos 80, encontram identidade na música dos suecos.

Dividida entre variações instrumentais e encaixes límpidos, a voz de Mia Bøe parece trabalhada de forma a circundar os sons. Enquanto músicas como We Raise Our Hearts revelam uma porção minimalista dos vocais, como se tudo não passasse de um tímido acréscimo, em faixas como Help são eles que acabam guiando o trabalho do trio. Como se fosse um encontro entre a dupla canadense Purity Ring com as vocalizações firmadas pelo Cocteau Twins no clássico Heaven or Las Vegas (1990), a canção dá início ao bem aproveitado passeio pelo pelas melodias do pop, exercício que a banda desenvolve de forma ascendente pela obra.

De esforço melancólico, o disco foge à regra no que orienta boa parte dos registros de mesmo gênero. Longe de soar como um novo Beach House ou um possível agrupado de bandas recentes que se entregam às lamúrias, o trio puxa pela instrumentação bem delineada um fio esperançoso. Exercício que mesmo nos instantes mais sombrios não tocam o fundo do poço. Exemplo disso está em Rivers e All That We Had Is Lost, músicas capazes de se entregar ao uso de versos esculpidos pela dor, mas que encontram na sonoridade um princípio de crescimento. Continue reading

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , , , , , , ,