Tag Archives: Rap

Anderson .Paak: “The Season / Carry Me / The Waters” (VÍDEO)

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A colorida capa de Malibu (2016) indica o caminho assumido por Anderson .Paak no segundo álbum de estúdio. Em um passeio atento pelo Hip-Hop, Soul, Jazz e R&B de diferentes épocas e tendências, o cantor/rapper norte-americano finaliza uma obra tão íntima do trabalho assinado por veteranos como D’Angelo (Brown Sugar), Outkast (Aquemini) e Dr. Dre (The Chronic), quanto de novos representantes da música negra estadunidense, principalmente Kendrick Lamar (To Pimp a Butterfly) e Chance The Rapper (Surf).

Ambientado no mesmo universo temático do antecessor Venice, de 2014, o presente álbum utiliza de um rico acervo de histórias pessoais, personagens e conflitos extraídos de diferentes pontos da cidade de Los Angeles como um instrumento de construção dos versos. Canções que amarram cenários e sentimentos (Parking Lot), reflexões sobre o passado e presente (The Bird) ou mesmo pequenas realizações de Paak (The Dreamer), sempre preservando o colorido (e imenso) cenário que cresce ao fundo da obra. Leia o texto completo.

Dono de um dos melhores discos de 2016, o excelente Malibu, Anderson. Paak decidiu juntar três faixas do trabalho – The Season, Carry Me e The Waters – para a construção de um clipe psicodélico e repleto de referências em parceria com o diretor Chris Le. Assista:

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Anderson .Paak – The Season / Carry Me / The Waters

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Resenha: “A Good Night In The Ghetto”, Kamaiyah

Artista: Kamaiyah
Gênero: Hip-Hop, Rap, R&B
Acessehttps://soundcloud.com/kamaiyah 

 

Original da cidade de Oakland, Califórnia, Kamaiyah havia acabado de nascer quando o Hip-Hop/R&B tomou conta das principais paradas de sucesso em meados da década de 1990. Todavia, curioso perceber em cada uma das canções que marcam a mixtape A Good Night In The Ghetto (2016, Independente), primeiro registro de inéditas da jovem estadunidense, a base para um trabalhos que melhor reflete conceitos, batidas e arranjos exploradas há duas décadas

Em uma linguagem atual, capaz de dialogar com o presente cenário, Kamaiyah e um time imenso de colaboradores visita de forma criativa diferentes aspectos da poesia e sonoridade que marca o rap norte-americano. Rimas e bases que mergulham na obra veteranos como o conterrâneo Too $hort, incorporam as vozes de personagens icônicos como Aaliyah e TLC, além de todo um vasto universo de referências por vezes nostálgicas.

Ao lado de Kamaiyah, um assertivo time de produtores formado por novatos e nomes pouco conhecidos da cena californiana. Artistas como CT Beats, Trackademicks, DJ Official, 1-O.A.K, WTF NonStop, Link Up, Drew Banga e P-Lo. Em parceria com a rapper, assumindo parte das rimas, nomes como Big Money Gang, a cantora local Netta Brielle e o rapper YG – possivelmente o artista “mais conhecido” de todo o trabalho.

Como o próprio título da obra indica – “uma boa noite no gueto”, em português –, grande parte das canções apresentadas no trabalho refletem aspectos típicos do cotidiano de Oakland. Nas rimas de How Does It Feel, por exemplo, diferentes personagens, cenários, drogas, encontros e desencontros que movimentam a vida da rapper. Em outras como I’m On, o mesmo conceito, porém, ancorado em referências pessoais e versos que focam na ascensão do eu lírico. Continue reading

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M.I.A.: “Rewear It” (VÍDEO)

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M.I.A. sempre manteve um forte discurso em relação a diferentes projetos sociais e causas humanitárias. Em parceria com a marca de roupas H&M, a rapper dá início a um novo projeto, o World Recycle Week, incentivando que peças antigas e fora de uso sejam recicladas, devolvidas às lojas. A ideia é que outras marcadas abracem a campanha, criando posts de coletas – outra alternativa são os projetos e campanhas para doação de roupas que você encontra em todo o Brasil.

Para promover a nova campanha, M.I.A. decidiu lançar a inédita Rewear It, música-tema do projeto que chega acompanhada de um curioso videoclipe. Em cima de pilhas de roupas, a rapper e um time de dançarinos montam suas coreografias, criando uma espécie de comparativo entre o lixo gerado pela ausência de reciclagem e edifícios enormes. Assista:

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M.I.A. – Rewear It

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Chance The Rapper: “Angels” (VÍDEO)

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Chance The Rapper não para. No último ano, enquanto integrava o projeto Donnie Trumpet & the Social Experiment, coletivo com quem lançou o ótimo Surf – um dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2015 -, o rapper norte-americano em nenhum momento esqueceu da própria carreira. Além da série de faixas assinadas em colaboração com outros artistas – como Tinashe e Kehlani -, Chance apresentou ao público a inédita Angels.

Parceria com o conterrâneo Saba, a canção de versos melódicos e batidas que resgatam elementos da música gospel nasce como uma espécie de ponte para o trabalho de Chance no ótimo Acid Rap, de 2013. Agora transformada em clipe, o trabalho dirigido pelo velho colaborador Austin Vesely mostra o rapper em uma série de voos pela cidade de Chicago, como um herói ou anjo como os versos e imagens do registro acabam indicando.

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Chance The Rapper – Angels

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Schoolboy Q: “Groovy Tony” (VÍDEO)

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Dois anos se passaram desde que Schoolboy Q apresentou ao público o último registro de inéditas da carreira: Oxymoron (2014). Longe dos holofotes que acabaram apontando para outros parceiros do selo Top Dawg Entertainment – como Kendrick Lamar, Jay Rock e Ab-Soul -, o rapper californiano decidiu se isolar, mantendo-se afastado do grande público e voltando somente agora com uma nova composição inédita, a agressiva Groovy Tony.

Inspirada no personagem Tony Montana, protagonista do filme Scarface (1984) interpretado pelo ator Al Pacino, Schoolboy Q faz da recém-lançada composição uma curiosa metáfora em relação à própria carreira como rapper. Versos que falam sobre drogas, sexo e criminalidade, proposta que ultrapassa o limite das rimas e chega até o clipe da canção, projeto que leva a assinatura do diretor Jack Begert.

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Schoolboy Q – Groovy Tony

 

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Red Bull Pulso 2016

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De 04 a 30 de abril, os ritmos de todo o Brasil vão se misturar no centro de São Paulo. A segunda edição da ocupação Pulso retorna ao prédio do Red Bull Station em 2016 com a criatividade e a sonoridade de 30 músicos e produtores de diversas partes do país. Além de impulsionar a cena independente identificando suas oportunidades e desafios, o evento abre as suas portas ao público com uma intensa programação de palestras e dois dias de shows para celebrar a música.

As quatro semanas de Pulso são formadas por encontros para identificar as oportunidades e desafios da música independente no Brasil. Além disso, os músicos e produtores de diversas regiões trabalharão em conjunto para criar novos sons e pesquisas. Com diferentes trajetórias e estilos musicais, eles estarão divididos em grupos para ocupar os seis ateliês do edifício e gravar no Red Bull Studio, também no local. O objetivo é partir dos mais variados gêneros – do rock ao tecnobrega, do rap ao eletrônico – em busca de um horizonte novo para a música independente. Entre os participantes estão nomes como o DJ Nyack (Emicida), Keila Gentil (Gang do Eletro), Mahal Pita (BaianaSystem) e Lê Almeida.

Todos os artistas foram selecionados por seis curadores convidados: Chico Dub (responsável pelo festival Novas Frequências, no Rio de Janeiro), Felix Robatto (produtor e um dos principais responsáveis por projetar a música paraense Brasil afora), Filipe Cartaxo (artista visual de Salvador, assina a concepção e direção artística do grupo multidisciplinar BaianaSystem), Juliana Baldi (radialista e DJ de Porto Alegre), Kamau (MC paulistano) e Macloys Aquino (guitarrista e produtor da banda Carne Doce).

Da cultura maker à discussão sobre gênero na música, passando pelos desafios do uso da tecnologia para fazer o trabalho de artistas independentes circular, o Pulso traz uma série de conversas abertas. Ao longo do programa, haverá palestras como a de KL Jay, do grupo Racionais MC`s, e a do produtor Arthur Joly com o empresário Michel Nath, que falarão sobre o espírito “faça-você-mesmo” e a abertura da fábrica Vinil Brasil, na Barra Funda. O Pulso inclui ainda shows gratuitos nos dias 16 e 30 de abril. A programação do evento está disponível no site:
www.redbullstation.com.br/pulso.

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Disco: “A Coragem da Luz”, Rashid

Rashid
Nacional/Hip-Hop/Rap
http://rashid.com.br/

 

“Você já teve um sonho?”, pergunta Rashid logo nos minutos iniciais de A Coragem da Luz (2016, Independente). Obra de realizações, o primeiro álbum em estúdio do rapper paulistano indica uma completa transformação do artista em relação ao material produzido para as últimas três mixtapes – Dádiva e Dívida (2011), Que Assim Seja (2012) e Confundindo Sábios (2013). Rimas que discutem preconceito, cobiça, os excessos dentro das redes sociais e a convivência em uma sociedade cada vez mais caótica, raivosa, porém, alimentada por instantes breves de esperança.

O que fizemos aos senhores / Além de nascer com essa cor? / E de sorrir lindamente, diante / De nossa amiga dor?”. Tendo como ponto de partida a provocativa A Cena, composição entregue ao público em novembro do último ano, o trabalho de 15 faixas amarra passado e presente em uma estrutura que vai da escravidão (DNA) à horda de zumbis digitais (Laranja Mecânica). Conceitos anteriormente explorados por Criolo em Convoque Seu Buda (2014) e Emicida em O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui (2013), mas que encontram novo enquadramento nas rimas e referências lançadas por Rashid.

Breaking Bad, Pulp Fiction, Laranja Mecânica, Nausicaä do Vale do Vento, Angústia de Graciliano Ramos, citações ao falecido humorista Jorge Lafond e 1984 de George Orwell. Bastam os primeiros minutos de A Coragem da Luz para perceber o imenso catálogo de ideias, personagens e obras que preenchem as lacunas líricas do trabalho. Uma clara extensão do material apresentado há três anos, dentro da mixtape Confundindo Sábios, porém, agora completo com uma nova seleção de versos, sempre provocativos – “Seu elitismo é toxina / Com cinco reais ‘cê’ compra crack, já um livro é de 30 pra cima”.  

A mesma fluidez versátil que sustenta as rimas ecoa com naturalidade na manipulação dos arranjos e bases que abastecem o disco. De um lado, faixas como A Cena, Reis e Rainhas, Como Estamos e Cê Já Teve um Sonho, representantes do mesmo jazz/soul que serviu de base para o último álbum de Kendrick Lamar, To Pimp a Butterfly (2015). No outro oposto, o samba com pitadas de funk, estímulo para o nascimento de faixas aos moldes de DNA, Homem do Mundo e Groove do Violão. Sobram pontes para o rock, vide Futuro / No Meio do Caminho, além de passagens rápidas pelo R&B, base da autobiográfica Segunda-Feira. Continue reading

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Criolo: 10 anos e contando

criolomiojo

Despensa comentários para esse artista, Criolo é mais do que conhecido em nosso site ou em nosso país, ele é referência e exemplo quando se fala de música de qualidade e de uma personalidade de mente aberta. Kleber Cavalcante ou Criolo Doido como era conhecido nas ruas e no rap no inicio de sua carreira, faz parte da cena do hip-hop desde a década 90, mas seu primeiro e forte registro, veio oficialmente a tomar forma em 2006, dez anos atrás.

O clássico disco “Ainda Há Tempo”, é um dos registros mais classudos e autênticos do rap nacional da última década. Muitas pessoas, principalmente os novos fãs do cantor, desconhecem ou pouco ouviu esse trabalho do Criolo, que por sua vez, decidiu relança-lo. Na reaparição deste disco, celebrado com uma nova turnê, do qual algumas músicas já fazem parte do repertório dos shows do Criolo, novos e talentosos produtores de rap brasileiro foram chamados para recriar algumas das batidas. Daniel Ganjaman, que também assinará a produção de algumas canções do disco, ficou responsável de finalizar o trabalho em parceria com Marcelo Cabral.

Nessa turnê especial, o rapper preferiu uma apresentação mais intimista, junto aos DJs DanDan e Marco, enquanto Ganja pilota a mesa de som, mixando ao vivo com técnicas dos soundsystems de reggae e dos live P.A.s de música eletrônica, trazendo toda uma experiência especial para os ouvintes. Além disso, o show conta com visuais de animações, proporcionando uma dinâmica diferente no espetáculo. O primeiro show acontece na Audio Club em São Paulo. Os ingressos podem ser adquiridos pelo site da Ticket 360, por meio do link abaixo:
https://www.ticket360.com.br/evento/5284/criolo

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Rashid: “DNA”

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Desde o lançamento de A Cena, no último ano, que Rashid parece seguir uma nova trilha instrumental e lírica. Com A Coragem da Luz (2016), primeiro álbum de estúdio previsto para estrear no dia 18 de março, o rapper paulistano decidiu apresentar ao público mais uma inédita composição. Trata-se de DNA, primeira canção desde a melódica Depois da Tempestade, entregue no final de 2015, e um curioso diálogo entre o rap e o samba.

O violão sublime na abertura, a lenta inserção de cuícas e teclados que emulam arranjos de cordas. Uma leveza rara, mesmo quando voltamos os ouvidos para o último trabalho do rapper, a ótima mixtape Confundindo Sábios (2013). Nos versos, o mesmo teor esperançoso dos últimos lançamentos de Rashid – “Vim de onde a esperança dá em pés / E faz de cada um, camisa 10” -, composição que dialoga com a montagem crescente das batidas assinadas pelo produtor Damien Seth.

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Rashid – DNA

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Baauer: “Temple” (ft. M.I.A. & G-Dragon)

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Para Aa (2016), primeiro álbum em carreira solo, Baauer decidiu investir em um time imenso de colaboradores. Entre os nomes que acompanham o produtor nova-iorquino, rapper como Tirzah, Pusha T e Future, além do produtor inglês Rustie. Em Temple, mais recente composição lançada pelo norte-americano, um assertivo encontro entre Baauer, a rapper inglesa M.I.A. e o ícone do K-Pop o cantor/rapper G-Dragon.

O resultado está em uma composição essencialmente dançante. Enquanto as batidas e bases produzidas pelo nova-iorquino passeiam por um universo de sons cósmicos, religiosos como o título da composição indica, M.I.A. e o parceiro coreano despejam uma seleção de rimas pegajosas, tão íntimas das pistas quanto o último trabalho de Baauer em Kung Fu e GoGo.

Aa (2016) será lançado no dia 18/03 pelo selo LuckyMe.

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Baauer: “Temple” (ft. M.I.A. & G-Dragon)

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