Tag Archives: Rap

Future: “Rock Star” (Feat. Nicki Minaj)

.

Definitivamente tem sido um bom ano para Future. Autor de um dos grandes exemplares do Hip-Hop em 2014, o rapper aparece agora com mais uma nova e bem sucedida composição. Intitulada Rock Star, a faixa excluída do elogiado Honest não apenas repete as melodias, batidas e todos os acertos do registro, como ainda reforça o lado mais comercial do artista – sempre reservado para as canções em parceria com outros representantes do R&B, rap e pop estadunidense.

Ao lado da cantora/rapper Nicki Minaj, Future revela uma faixa que parece feita para as pistas, resgatando desde elementos das próprias mixtapes, como referências lançadas no último trabalho de estúdio da esposa, a cantora Ciara. Bem que ela poderia ter entrado em Honest, não?

.

Future – Rock Star (Feat. Nicki Minaj)

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , ,

Samples & Noodles #11

Por: Rafael Hysper

Samples & Noodles

► Pode parecer que você esteja ouvindo um disco do SBTRKT, do Jamie XX, ou até do Radiohead, mas o artista aqui em questão é carioca, e seu trabalho é bem autentico em certo ponto. Estamos falando do produtor Jose Hesse, mais conhecido como Kinkid, que traz seu primeiro álbum. Dividido em oito faixas cheias de melodias experimentais e vocais sombrios, o produtor mostra canções bem elaboradas, faixas que buscam contar uma historia ou um sonho. O produtor destaca-se neste trabalho, que, por sinal, foi muito produzindo com a ajuda do de outro produtor carioca, o Manara – ambos do selo Domina. Destaque para as faixas You Needy, Let It Go e Like This, ouça e baixe todas as canções no bandcamp do selo.

.

► Já em São Paulo, recentemente foi lançado o novo clipe do Plano B, membro do grupo de hip-hop Hó Mon Tchain. No final do ano passado ele lançou o primeiro álbum solo, Montanha Russa, e na divulgação do disco ele lançou o clipe da faixa Esse é o Plano. O vídeo é conduzindo pelo mc Plano B, que mostra a cidade e algumas pessoas comuns, as quais cantam e tomam conta de alguns versos da musica, jogada simples, comum, nos molde tradicional do hip-hop, mas que ao ser tratado com uma edição bem feita, traduz o espírito da canção e do disco de forma notável.

.

► O produtor inglês Lone, um dos preferidos aqui do blog, acabou de lançar seu novo álbum, trata-se do Reality Testing. Em seu novo disco Lone incorpora uma nova fase, cheios de influencias do hip-hop e do R&B dos 1990, mas com aquele toque já característico de seus trabalhos anteriores. Além disso, também traz o vídeo da faixa Aurora Northern Quarter, no qual Lone exibe um pouco do seu cotidiano, passeia de skate, e mostra sua nova onda mais descontraída, mas não menos inspirada e criativa.

 

.

► Imagine uma mistura de Kelela, Jessy Lanza e Lana Del Rey, o resultado de forma inusitada (ou não) e surge lá na Dinamarca com a cantora e produtora Kwamie Liv. A mocinha, que já fez um belo cover do The Weeknd e promete ser a nova musa do R&B alternativo, lançou o clipe de Follow You. O enredo se passa nas ruas de Copenhague, em que Kwamie busca uma luz cada vez mais distante. Veja o vídeo e fique atento aos próximos lançamentos da artista.

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , ,

Disco: “Me. I Am Mariah… The Elusive Chanteuse”, Mariah Carey

Mariah Carey
R&B/Pop/Soul
http://www.mariahcarey.com/

Por: Cleber Facchi

A memória para no clipe de Through The Rain (2002), talvez meu primeiro contato com o trabalho de Mariah Carey – na época, o vídeo era um dos mais votados em um Top TVZ, no Multishow. Depois disso, apenas músicas avulsas e uma sessão pipoca (de filmes ruins) com os amigos para assistir Glitter, película estrelada pela cantora.

Não é preciso o comentário de um especialista no trabalho de Mariah Carey para alertar que comecei pela pior fase da artista. Charmbracelet, o disco que apresentou Through The Rain amarga uma nota 4.3 no Metacritic – 6.7 do público. Já a estreia da cantora nos cinemas sustenta uma nota 2.1 no IMDB, um baixíssimo 7% no Rotten Tomatos, e uma arrecadação fraca de US$ 5 milhões nas bilheterias norte-americanas. Vale lembrar que ele custou US$ 22 milhões. De fato, talvez tenha esbarrado na cantora em um péssimo momento, o que explica o completo desinteresse na busca por outros registros de Carey.

Contudo, ao tropeçar em #Beautiful, single lançado em maio de 2013, a cantora conseguiu despertar minha atenção. Mesmo que o apreço pelo trabalho do convidado Miguel seja o motivo para chegar até ela, ao ouvir a canção é difícil não ser seduzido. Produção coesa, versos grudentos e uma adaptação pop do “novo R&B” testado por Miguel em Kaleidoscope Dream (2012). Carey e seu time de produtores, letristas e músicos criaram o cenário perfeito, simples, ainda que detalhista, quando comparado com a obra de outras cantoras recentes do mesmo gênero. Nada mais satisfatório do que perceber o mesmo cuidado em Me. I Am Mariah… The Elusive Chanteuse, 14º e mais recente lançamento de estúdio da cantora.

Lançado em boa hora, o disco segue a trilha do Pop/R&B iniciado no álbum 4 (2011) de Beyoncé, ampliado por Frank Ocean em Channel, Orange (2012) e reforçado por cantoras como Cassie (RockaByeBaby), Kelly Rowland (Talk A Good Game) e Ciara no último ano. Em busca de um resultado particular, Carey transforma o registro um passeio por diferentes tonalidades da música negra, utilizando das batidas, rimas e elementos do Hip-Hop para movimentar o pop naturalmente doce que ela sustenta.

Parte substancial dessa relação com o Hip-Hop vem da passagem da cantora para o selo Def Jam, focado no gênero. Logo, nomes como Nas (Dedicated) e Wale (You Don’t Know What To Do) marcam assertiva presença pela obra, contrastando os versos melancólicos/apaixonados do grande parte do disco. Claro que isso não é nenhuma novidade dentro da discografia de Carey. Basta reservar alguns minutos para ouvir Butterfly (1997) e perceber essa natural proposta. A diferença em relação aos outros discos, principalmente The Emancipation of Mimi (2005), que compartilha os mesmos elementos, está na forma como a sonoridade do novo disco escapa do tradicional, experimenta (musicalmente) e estimula a voz da cantora. Continue reading

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Disco: “CLPPNG”, Clipping.

Clipping.
Hip-Hop/Electronic/R&B
https://www.facebook.com/clppng

Por: Cleber Facchi

O grande problema de qualquer artista novato que invade o território dominado por um veterano está na inevitável comparação. Com três integrantes “misteriosos”, estética anárquica e uma proposta que une musicalmente Hip-Hop, Noise e boas doses de experimentos eletrônicos, o trio californiano Clipping. não tardou a ver o próprio trabalho comparado com os vizinhos do Death Grips. Contudo, ainda que a relação com o trio de Sacramento, na California, seja inevitável, a proposta lançada pela trinca de Los Angeles partilha de uma orientação completamente oposta.

Imensa colcha de retalhos sintéticos, CLPPNG (2014, Sub Pop) – estreia do rapper Daveed Diggs em parceria com a dupla de produtores Jonathan Snipes e William Hutson – é uma tentativa bem resolvida em assumir a própria identidade. Sim, a comunicação com a proposta lançada há poucos anos por Zach Hill, Andy Morin e MC Ride está por todos os lados, mas a sonoridade que vai da abertura ao fechamento do presente álbum pouco (ou nada) se assemelha ao mesmo universo. Se o Death Grips trouxe o caos, então o Clipping. veio como um registro comercial, uma espécie de tentativa em estabelecer um mínimo estágio de ordem dentro desse (suposto) estranho cenário aproximado.

Muito mais íntimo da proposta do duo Run the Jewels ou Danny Brown no ainda recente Old (2013), CLPPNG é uma obra que usa da forte comunicação com a eletrônica para resolver musicalmente seus versos. Basta ouvir com atenção faixas em que os arranjos ocupam mais espaço do que o canto/rima para perceber isso. Em Work Work, por exemplo, se os versos de Diggs ou da convidada Cocc Pistol Cree fossem deixadas de lado, teríamos em mãos um delicioso exemplar da nova IDM, talvez uma sobra dos últimos discos de Flying Lotus.

Observado com atenção, a rima é a parcela menor de CLPPNG, que durante toda a formação das músicas reforça a posição do duo Snipes e Hutson em um estágio de plena libertação criativa. Não por acaso músicas como a delicada Dream ou Summertime revelam detalhistas bases melódicas, manipulando o rapper e seus convidados como “instrumentos”. De forma matemática ou orgânica, Diggs é orquestrado com precisão ao longo de todo o trabalho, o que está longe de ser encarado como um erro, afinal, é aí que reside a verdadeira identidade do grupo. Continue reading

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Disco: “Niggas On The Moon”, Death Grips

Death Grips
Hip-Hop/Rap/Experimental
http://thirdworlds.net/

Por: Cleber Facchi

Björk

A surpresa sempre foi parte do trabalho assinado pelo Death Grips. Desde a estreia com a mixtape Exmilitary, em 2011, a ausência de expectativa garantiu ao grupo californiano um campo aberto ao experimento. Dessa forma, o conjunto de álbuns lançados logo em sequência – The Money Store (2012), NO LOVE DEEP WEB (2012) e Government Plates (2013) – fez da ausência de informações, além do natural detalhamento complexo, um projeto sempre curioso para o público, agora parcialmente sufocado com a expectativa gerada em Niggas on the Moon (2014, Harvest/Third Worlds).

Primeira parte de The Powers That B – “quarto” álbum do grupo californiano e trabalho que será completo com a chegada de Jenny Death -, o presente disco parece sustentado e ao mesmo tempo prejudicada pelo anúncio de que Björk teria emprestado a própria voz para a formação do registro. E, de fato, lá está ela, em cada canto sujo ou base desconcertante da obra. Da abertura em Up My Sleeves, ao fechamento com Big Dipper, a cantora islandesa é a grande “arma” do trio norte-americano no novo disco, talvez, não como grande parte do público talvez estivesse esperando.

Quem busca por algo doce como It’s Not Up To You vai encontrar apenas o oposto. Esqueça as vocalizações alongadas de obras como Homogenic (1997), ou os gritos doces entregues em Post (1995). Como todo disco do Death Grips, os vocais (sampleados) de Björk servem apenas como um tempero para as rimas de MC Ride. Simples fragmentos, ou “objetos”, como ela própria definiu, para o trabalho ruidoso arquitetado por Zach Hill e Andy Morin. Niggas on the Moon é, antes de tudo, um disco do Death Grips e a presença de Björk um “mero” complemento.

Death Grips

Com a expectativa abandonada e esta percepção em mente, a travessia pelo ambiente obscuro lançado ao longo do álbum se revela de forma satisfatória. Mais uma obra de perversão dentro dos próprios conceitos do grupo, a primeira parte de The Powers That B parece apagar tudo aquilo que o grupo havia testado há poucos meses, em Government Plates. Enquanto o álbum de 2013 reforçou um evidente diálogo com a IDM, Industrial Rock e outras tendências musicais dos anos 1990, com a presente obra, Hill e Morin mais uma vez colidem ruídos sintéticos e batidas de forma propositadamente caótica. Continue reading

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Death Grips: “Niggas on The Moon” (ft. Björk)

Björk

.

Desde o lançamento da primeira mixtape, Exmilitary (2011), os integrantes do Death Grips nunca fizeram muito suspense em torno de seus próprios lançamentos. Não por acaso The Money Store (2012), No Love Deep Web (2012) e Government Plates (2013), projetos lançados posteriormente pelo trio Stefan Burnett, Zach Hill e Andy Morin pegaram o público de calças arriadas. Entretanto, nenhum parece ter causado o mesmo impacto que o recém-lançado Niggas on The Moon (2014), a primeira parte do álbum duplo The Powers That B, registro em parceria com ninguém menos do que a cantora Björk.

Disponível para download gratuito e streaming na íntegra pelo Youtube e Soundcloud, a primeira metade do álbum e suas oito composições invertem (mais uma vez) a direção encontrada pelo grupo. Enquanto Government Plates, lançado há poucos meses, reforçou o lado mais sintético e controlado do Death Grips, o presente registro abraça os arranjos de forma anárquica, manipulando a tão cobiçada voz da convidada de forma torta, suja e típica dos primeiros registros do grupo. A segunda parte do álbum, intitulada Jenny Death, será apresentada ainda em 2014, contando com lançamento pelos selos Harvest e Third Worlds Records.

.

Death Grips – Niggas on The Moon (ft. Björk)

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Drake: “0 To 100/The Catch Up”

Drake

.

A assertividade expressa por Drake em Nothing Was The Same (2013) não parece limitada apenas ao último lançamento do artista. Poucos meses após o lançamento do bem sucedido terceiro álbum, o rapper canadense já está de volta com mais uma criação inédita. Ou melhor, duas. Em 0 To 100/The Catch Up, o norte-americano aproveita dos seis minutos contados da (dupla) criação para reforçar o mesmo detalhamento dado ao último disco.

Fragmentada entre as rimas e o canto lento do artista, a canção continua a habitar o cotidiano do próprio criador, resultando em uma sequência de versos tão particulares quanto os exaltados em Started From The Bottom, Worst Behaviour e demais faixas entregues originalmente em 2013. O melhor de tudo talvez seja a base pensada para a segunda parte da canção, uma espécie de sobre dos inventos lançados por James Blake em Overgrown, registro também entregue no último ano.

.

Drake – 0 To 100/The Catch Up

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , ,

Riff Raff: “Kokayne” (Prod. Diplo)

Riff Raff

.

Riff Raff não é um artista que pretende ser levado a sério, e se você (ainda) não entendeu isso, é bom parar por aqui. Continua lendo e adora o caráter “farofa” do artista? Ótimo, então é hora de falar sobre a mais nova e divertida criação do rapper/cantor: Kokayne. Possivelmente a canção mais “pop” já lançada por Raff, a nova faixa deixa de lado a relação com o Hip-Hop para abraçar de vez os versos melódicos, o canto e o rock (!). Três minutos de arranjos e vozes que praticamente obrigam o ouvinte a dançar.

Uma das 14 canções inéditas que abastecem o novo álbum de Riff Raff, NEON iCON – previsto para 24 de Junho -, a música usa da presença de Diplo como um assertivo componente. Produtor da faixa, o responsável por parte do trabalho adapta de forma coesa o novo universo do artista, que vai do Garage Rock ao Eletro Pop em segundos – pelo menos na nova música. Com lançamento pelo selo Mad Decent, do próprio diplo, o novo disco ainda reserva parcerias com Childish Gambino, Mac Miller e Amber Coffman, do Dirty Projectos.

.

Riff Raff – Kokayne (Prod. Diplo)

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , , , ,

Nacey: “I Own It” (ft. Angel Haze)

Nacey

.

De todas as faixas lançadas em 2014, Travel With Me do coletivo norte-americano Misun talvez seja uma das mais pegajosas e essenciais. Resultado da assertiva relação de seus integrantes, a canção é também resultado do confesso fascínio de Nacey, guitarrista/produtor do grupo em flertar com a música negra – principalmente o Hip-Hop e o Miami Bass. Aproveitando o tempo livre para investir em carreira solo, o artista apresenta agora sua mais nova e intensa criação, I Own It, mostra assertiva dessa relação com os outros gêneros além do próprio grupo.

Lembrando (e muito) o trabalho do conterrâneo Diplo em seus momentos mais comerciais, a faixa abraça o pop, o dance e o rap com verdadeiro acerto, lançando nas rimas de Angel Haze um mecanismo para pescar o ouvinte. Intensa e crescente, a música de apenas três minutos parece feita para fritar na pistas, efeito dos sintetizadores frenéticos e bases que crescem desgovernadas ao fundo da canção. Quente, a canção será oficialmente lançada no próximo dia três pelo selo Casablanca Records, mas você já pode baixar ela gratuitamente logo abaixo.

.

Nacey – I Own It (ft. Angel Haze)

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , , , , ,

Clipping.: “Body and Blood”

Clipping

.

Como Work Work serviu para reforçar há poucos meses, a sonoridade lançada pelo Clipping. está longe de ser abastecida por pequenos clichês do Hip-Hop norte-americano. Pelo contrário, cada instante do projeto comandado por Jonathan Snipes, William Hutson e Daveed Diggs parece abastecido pelo experimento sob controle, efeito que elimina os ruídos cacofônicos do Death Grips e soa potencialmente acessível em se tratando do universo de CLPPNG (2014), ainda inédito álbum de estreia da tríade.

Seguindo a linha do single passado, porém, apostando em uma composição ainda mais caótica, Body and Blood reforça o assertivo cruzamento entre rimas e bases que tanto orientam a formação do trio. Consumida pelos ruídos, a canção soa como um encontro entre o NIN dos anos 2000 e Kanye West do álbum Yeezus (2013), esforço evidente nas batidas secas e arranjos sujos, preferência que será encontrada na íntegra no dia 10 de junho, data escolhida para o lançamento do disco.

.

Clipping. – Body and Blood

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , , ,