Tag Archives: Rap

10 discos (recentes) para ouvir fazendo amor

10 discos para ouvir fazendo amor

A história da música está repleta de obras marcadas por gemidos, suspiros e composições pontuadas do começo ao fim pelo erotismo. Trabalhos que vão do soul de Marvin Gaye ao trip-hop do trio britânico Portishead em uma atmosfera de pura provocação e sensualidade evidente. Mas quais são os trabalhos recentes que conseguem mergulhar na mesma sonoridade? Obras que amenizam letras provocantes e arranjos lascivos em um mesmo cenário musical? Pensando nisso, a lista abaixo resgata 10 discos (recentes) para ouvir fazendo amor. São trabalhos lançados de 2010 até hoje e que cruzam as experiências do R&B, eletrônica, pop e rock em um catálogo de sons que funcionam de maneira ainda mais intrigante embaixo dos lençóis. Respire fundo, morda os lábios e prepare-se para fortes sensações. Continue reading

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Experimente: Rico Dalasam

Rico Dasalam

Rico Dalasam é uma adorável contradição. As rimas assinadas pelo rapper não tratam sobre marginalizados, estão longe de passear pelas periferias e tampouco parecem íntimas de um contexto questionador ou minimamente complexo. Pelo contrário, cada verso assinado pelo artista paulistano funciona dentro de um ambiente particular: o dele próprio.

Longe das experiências urbanas/sociais que há quase três décadas decidem os rumos do gênero no país, o novato encontra em aspectos simples do próprio cotidiano um condimento natural para cada nova criação. Um efeito que o single Aceite – C, estreia oficial do rapper, revela como um natural ponto de partida e evidente expressão de maturidade.

Utilizando de samples de Daniela Mercury e uma levada que esbarra nos trabalhos de Karol Conká – influência confessa do artista -, a canção flui como a soma de uma sequência de obras esculpidas previamente pelo paulistano. Canções como Roda Gigante e Entreumplayeumperrei que fundem a densidade do R&B com a esquizofrenia sob controle de nomes estrangeiros como Mykki Blanco e Le1f. De fluidez dançante, a música abre passagem para o primeiro álbum do rapper, Um brinde a quem se aceita, álbum que deve aparecer na íntegra ainda em 2014.

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Danny Brown: “25 Bucks” (ft. Purity Ring)

Purity Ring

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De todos os trabalhos lançados no último ano, Old do rapper Danny Brown é um dos que parecem evoluir a cada nova audição. Dividido em dois atos bem projetados, o registro absorve desde composições intensas, típicas do repertório lançado em XXX, de 2011, até canções banhadas pela leveza dos arranjos e rimas. Uma sonoridade tratada de forma coesa no interior de 25 Bucks, parceria entre o rapper e o duo canadense Purity Ring.

Enquanto as batidas lançadas por Corin Roddick crescem em uma atmosfera minimalista e etérea, Brown tenta encontrar equilíbrio em um espaço que rompe com a aceleração de suas criações. Mediando a fluidez do rapper, Megan James, uma das metades do duo canadense, dança pela música como uma espécie de sample, construindo um delicioso contraste no decorrer da canção. Lançada agora como clipe, a canção traz de volta as boas experiências do álbum, um dos 10 melhores discos de 2013.

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Danny Brown – 25 Bucks (ft. Purity Ring)

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Chance The Rapper: “Untitled”

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Chance The Rapper anda inspirado nos últimos tempos. Depois de aparecer com uma composição inédita (e satisfatória) no começo da semana, o artista não demorou a surgir novamente em mais uma canção recém-tirada do forno, Child’s Play, parceria bem sucedida com a cantora SZA. Para a felicidade dos autor de Acid Rap (2013) – um dos grandes álbuns do último ano -, chega a vez de Chance surpreender com mais uma inédita criação.

Por enquanto, nada de título e apenas poucos minutos de duração. Apresentada em uma recente passagem do rapper por uma rádio estadunidense, a canção repete tudo o que a mixtape passada trouxe de mais assertivo. Rimas funkeadas, beats versáteis e um doce desprendimento lisérgico. Pela variedade de lançamentos recentes, é bastante provável que um novo trabalho do norte-americano apareça logo, logo.

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Chance The Rapper – Untitled

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Chance The Rapper: “Home Studio ( Back Up In This Bitch)”

Chance The Rapper

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Chance The Rapper está longe de se distanciar das preferências assumidas em seu último trabalho de estúdio, Acid Rap – 10º lugar em nossa lista dos 50 Melhores Discos de 2013. Meses após o lançamento do bem sucedido registro, o artista norte-americano aparece com mais um invento inédito pontuado pela mesma carga de experiências, sons e temas entregues no último disco: Home Studio ( Back Up In This Bitch).

Mais uma vez cruzando as experiências do R&B com o Hip-Hop, Chance fragmenta os vocais em uma medida tão acessível quando estranha. Com os dois pés na década de 1970 e a cabeça no rap lançado pelo De La Soul nos anos 1980, a canção ecoa nostalgia, pista para o que pode vir a apresentar o próximo registro em estúdio do artista – ainda sem data de lançamento e qualquer outra informação aparente.

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Chance The Rapper – Home Studio ( Back Up In This Bitch)

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Tinashe: “2 On” (feat. Schoolboy Q) (Prod. DJ Mustard)

Tinashe

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Apresentada nos últimos instantes de 2013, Black Water reforça toda a identidade da cantora Tinashe dentro da nova safra do R&B estadunidense. Naturalmente apontado para a estética dos anos 1990, o registro fez de cada uma das 13 faixas um composto erótico e ao mesmo tempo doloroso, arquitetura assumida em cada uma das canções da obra. É justamente dentro desse jogo de interferências nostálgicas que a artista apresenta agora o mais novo single de sua carreira: 2 On.

Com produção assinada pelo concorrido Dj Mustard – dono da ótima mixtape Ketchup, também lançada no último ano -, a canção entrega Tinashe em um cenário que parece desvendado em totalidade por ela. São pouco mais de três minutos que distorcem o universo aconchegante de Rihanna, Ciara e outras artistas próximas em um cenário propositalmente sombrio. A própria presença de SchoolBoy Q, convidado da faixa, reforça ainda mais esse resultado. Apresentada como um single isolado, a canção mais parece um resumo dos presentes inventos da cantora.

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Tinashe – 2 On (feat. Schoolboy Q) (Prod. DJ Mustard)

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Le1f: “BOOM”

Le1f

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Depois de três ótimas mixtapes lançadas de forma independente – Dark York (2012), Fly Zone (2013) e Tree House (2013) -, o nova-iorquino Le1f é o mais novo contratado do selo XL. Casa de artistas como Vampire Weekend, Friendly Fires e outros nomes de peso da música alternativa, o selo trouxe no último dia 11 de março a chegada de Hey EP, primeiro trabalho do rapper em nova casa.

Contando com cinco composições inéditas, o novo registro parece expandir de forma evidente os limites da sonoridade que acompanha Le1f. Em Boom, primeiro single do EP, as tramas soturnas antes impostas no trabalho do rapper/produtor agora abraçam um som menos compacto, arriscando alguns instantes mais “comerciais”. O pequeno registro conta com faixas assinadas por Boody, Harry B, Owwwls e Matrixxman, todos antigos colaboradores do artista. Abaixo o clipe da canção, que mais uma vez transforma o rapper em uma diva pop – à sua maneira, claro.

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Le1f – BOOM

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Criolo: “Duas de Cinco/Cóccix-ência”

Criolo

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Hologramas, luzes, impressoras 3-D e a “favela do futuro”. Para dar vida ao curta-metragem Duas de Cinco/Cóccix-ência, agregado dos dois singles lançados por Criolo no último ano, o artista paulistano resolveu ir além dos limites conceituais que definem a estética da favela no mundo atual. São quase 10 minutos de duração, tempo mais do que suficiente para transportar as rimas do autor de Nó Na Orelha (2011) para além do presente universo – preferência que em nenhum momento se esquiva da mesma carga de dramas que orquestram a vida dos moradores da periferia.

Dirigido por Denis Cisma, o vídeo é um passo além em relação aos inventos lançados pelo rapper em seus últimos clipes – entre eles o bem recebido (e também sombrio) Mariô, Subirusdoistiozin e Freguês da Meia-Noite. Lançado na noite de ontem (18), o vídeo foi apresentado ao vivo em uma transmissão pelo Youtube, que seguiu com um bate-papo (comandado pelo jornalista Marcus Preto) entre o rapper e o diretor do filme.

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Criolo – Duas de Cinco/Cóccix-ência

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Disco: “Aláfia”, Aláfia

Aláfia
Soul/Funk/Alternative
https://www.facebook.com/aifalaalafia

Por: Cleber Facchi

Aláfia

Música negra”. Este parece ser um rótulo automático, mas que inevitavelmente define a atuação do coletivo Aláfia no primeiro trabalho em estúdio do grupo. Autointitulado, o registro de 11 faixas atravessa qualquer estágio de aquietação em prol da versatilidade. Preferência assumida nas emanações que cruzam o Funk, bebem do Soul, caminham pelo Hip-Hop e ainda apresentam uma série de conceitos particulares ao longo das canções. Um verdadeiro bloco de experiências aglutinadas que borbulham no começo da década de 1950, com o brilho instável do jazz, e chegam ao presente cenário em um detalhamento que opta pela provocação.

Sem a necessidade em soar comercial ou minimamente aberto ao público médio, cada composição do disco encontra na perversão da própria essência um mecanismo de sustento e criativa transformação. Longe da redundância de outros projetos do gênero, inclinados a repetir a proposta de veteranos como Tim Maia, Gilberto Gil e tantos outros nomes que abasteceram a música brasileira nos anos 1970, ao pisar no presente disco o ouvinte é imediatamente transportado para um universo em plena (des)construção.

Movido pela coleção de ideias, resultado do time imenso de colaboradores que abastecem o disco – Xênia França (voz), Jairo Pereira (voz), Eduardo Brechó (voz e violão), Lucas Cirillo (gaita), Alysson Bruno (percussão), Pipo Pegoraro (guitarra), Gabriel Catanzaro (baixo) e Filipe Gomes (bateria) -, Aláfia (o álbum) é uma obra que brinca com as preferências. Enquanto faixas como Ela é favela e Dono da minha cabeça colidem referências em uma estética puramente instável, outras como Chicabum atentam para um resultado acessível, tratamento que não exclui a manipulação torta dos versos, arranjos e vozes.

Parte desse percurso torto do disco vem da própria essência dos integrantes, que assumem nos versos cotidianos de Mano Brown e na inquietação de Itamar Assumpção uma constante ferramenta para o disco. Exemplo mais eficaz desse labirinto de experiências está instalado de forma quebrada na arquitetura da música Em punga. Dividida entre as colisões sonoras da Vanguarda Paulista e o Hip-Hop dos anos 1990, a canção encontra nos versos ora cantados, ora rimados um constante senso de perturbação da ordem. A própria presença de Lurdez da Luz (Mamelo Sound System) funciona como um tempero extra para o teor ruidoso que ocupa versos e arranjos da canção. Continue reading

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The Underachievers: “Incandescent” (Prod. Ryan Hemsworth)

Rap

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Responsáveis por uma das melhores mixtapes de 2013, Indigoism, a dupla nova-iorquina The Underachievers está longe de encontrar conforto, reservando para os próximos meses a chegada do primeiro álbum de estúdio. Intitulado The Cellar Door: Terminus Ut Exordium – Kanye West sentiu inveja, hein? -, o registro deve, além das próprias criações da dupla, abrir espaço para uma série de convidados, efeito reforçado com a primeira parceria do gênero: Incandescent.

Contando com a produção de Ryan Hemsworth, que parece simplesmente “em casa”, a canção extrai o que há de melhor em cada uma das mentes por traz da criação. Menos caseira que os antigos inventos do duo, a música força a presença do canadense, que mantém nas batidas versáteis e no sample frenético um natural estímulo para a construção dos versos. Mesmo sem previsão de lançamento, o disco (na íntegra) deve aparecer ainda em 2014.

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The Underachievers – Incandescent (Prod. Ryan Hemsworth)

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