Tag Archives: Rap

Criolo: “Convoque Seu Buda”

.

“Descanso”, “férias”, “tranquilidade”. Palavras que não se aplicam ao cotidiano do rapper Criolo desde o lançamento de Nó na Orelha, em 2011. Três anos depois de ser apresentado oficialmente ao público, lançar DVD ao vivo, desfilar ao lado de gigantes como Chico Buarque e Caetano Veloso e ainda ser transformado em meme pelo Buzzfeed, Kleber Cavalcante Gomes está de volta com mais um novo registro de inéditas: Convoque Seu Buda (2014).

Com produção assinada por Daniel Ganjaman e Marcelo Cabral – também responsáveis pelo último trabalho do rapper -, o terceiro registro em estúdio de Criolo nasce como fruto da mesma árvore referencial do antecessor. Conflitos urbanos, religiosidade e denúncias contra os incêndios criminosos que se espalham pela periferia de São Paulo. Temas já explorados nas “distópicas” Duas de Cinco e Cóccix-ência, mas agora reforçados no discurso do rapper, conceitualmente adornado por bases “orientais”. Disponível para download no site do paulistano, a canção ainda conta com lyric video produzido por Ricardo Fernandes e Mauricio Fahd. Mesmo sem data de lançamento, Convoque Seu Buda deve estrear em novembro.

.

Criolo – Convoque Seu Buda

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , ,

Nicki Minaj: “Only” (Feat. Lil Wayne, Drake, & Chris Brown)

.

Com o lançamento de Pills N Potions, Lookin Ass Nigga e demais faixas nos útimos meses, Nicki Minaj parecia seguir em direção contrária ao som incorporado no pop Pink Friday: Roman Reloaded (2012). Todavia, bastou um “turbilhão” chamado Anaconda para que a rapper voltasse ao mesmo terreno fértil e comercial dos últimos trabalhos em estúdio. De um jeito ou de outro, são estes dois argumentos que parecem servir de base para o terceiro registro da carreira de Minaj: The Pinkprint (2014).

Anunciado pelos selos Young Money, Cash Money e Republic para o dia 15 de dezembro, o trabalho deve funcionar como regresso aos primeiros anos da artista e um diálogo com o natural conceito pop dos últimos discos. Em Only, mais novo lançamento de Minaj e uma das faixas que recheiam The Pinkprint, uma nova exposição do lado “comportado” da artista. Acompanhada de Lil Wayne, Drake e Chris Brown, a canção segue a trilha de Pills N Potions, dosando entre o Rap e o R&B de forma assertiva.

.

Nicki Minaj – Only (Feat. Lil Wayne, Drake, & Chris Brown)

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , ,

Drake: “6 God”, “How Bout Now” e “Heat of the Moment”

.

Os últimos quatro anos foram bastante produtivos para Drake. Três grandes trabalhos em estúdio – Thank Me Later (2010), Take Care (2011) e Nothing Was the Same (2013) -, composições de peso bem recebidas pelo público médio – caso de Hold On, We’re Going Home – além de um posto de destaque dentro do disputado Hip-Hop norte-americano. Quem esperava que o rapper canadense resolvesse descansar depois de tamanha produção, mais uma vez acaba de ser surpreendido. A caminho do quarto registro em estúdio, Views from the 6 (2015), Drake e um time de produtores acabam de presentear o público com três criações inéditas.

Disponíveis para audição e download gratuito no soundcloud do rapper, 6 God, How Bout Now e Heat of the Moment reforçam um distanciamento do artista em relação ao último álbum, de 2013. Além de Drake, nomes como Boi-1da, 40 e Jordan Evans participaram da produção das faixas. Ainda sem previsão exata de lançamento, Views from the 6 estreia no próximo ano.

.

Drake – 6 God

.

Drake – How Bout Now

.

Drake – Heat of the Moment

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , ,

Disco: “Aquarius”, Tinashe

Tinashe
R&B/Pop/Hip-Hop
http://www.tinashenow.com/

Por: Cleber Facchi

“Inexperiência” é uma palavra que não se aplica ao trabalho de Tinashe. Mesmo que Aquarius (2014, RCA) seja vendido ao público como o primeiro disco da cantora, bastam os minutos iniciais da própria faixa-título para sentir a plenitude da obra. Álbum de estreia dentro de uma grande gravadora – a RCA -, o coeso arsenal de estúdio se divide entre o passado ainda recente da artista e um futuro em plena construção. Uma síntese declarada de cada faixa ou mixtape assinada individualmente na última meia década e, ao mesmo tempo, um princípio de renovação autoral.

Nascida no Zimbabwe, porém, criada em Los Angeles, Califórnia, Tinashe é uma figura ativa no meio artístico há bastante tempo. Atuando como modelo e atriz desde o começo da adolescência, em idos de 2000, a artista apaixonada por Michael Jackson e Christina Aguilera logo encontrou na música um refúgio natural. Em 2007, com o The Stunners, hoje extinto coletivo de Pop/R&B, a cantora deu os primeiros passos oficiais. Todavia, foi ao mergulhar em fase solo e investir em obras independentes que a relação com a música de fato amadureceu.

Somente em 2012 foram duas mixtapes, In Case We Die e Reverie, fragmentos do material explorado com o antigo grupo e um resumo do som que viria a ser aprimorado de forma atenta em Black Water (2013). Primeiro registro apreciado sob os ouvidos atentos da crítica, a obra chegou em boa hora. Com os holofotes mais uma vez apontados para o R&B, Tinashe não apenas foi abraçada pelo mesmo público de Jhené Aiko, Banks e outras cantoras novatas, como ainda seduziu de vez a RCA – parceira desde a mixtape Reverie -, conseguindo a autorização para o primeiro álbum de estúdio.

De fato uma surpresa, Aquarius explora de forma minuciosa a transposição do meio independente para um grande selo. Oposto de Banks, The Weekend e demais artistas que sofreram recentemente com o mesmo processo de adaptação, “forçados” a abraçar um som moldado para o grande público, Tinashe encontra no mesmo cenário uma soma ilimitada de possibilidades. Ruídos, melodias esquivas do pop tradicional, além da constante interferência de Cashmere Cat, DJ Mustard e outros nomes de peso do R&B/Hip-Hop “alternativo”; ainda imersa em um plano comercial, cercada de músicas “fáceis”, Tinashe consegue provocar. Continue reading

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , , , , , , , ,

Run The Jewels: “Close Your Eyes (And Count To Fuck)” (Feat. Zack De La Rocha)

.

Precisa de uma única palavra para definir o trabalho do Run The Jewels em Close Your Eyes (And Count To Fuck)? Que tal “cacetada”, “porrada” ou “insana”? Da mesma forma que o material apresentado pelo duo – El-P e Killer Mike – nas últimas semanas, a nova composição mantém firme o uso das rimas, batidas e e samples, neste caso, um pequeno fragmento vocal do veterano Zack De La Rocha, vocalista do Rage Against the Machine.

Intensa e íntima de tudo aquilo que a dupla norte-americana vem desenvolvendo desde a chegada do primeiro álbum – lançado em 2013 -, o recente single chega como reforço para o material desenvolvido para RTJ2 (2014), segundo álbum de estúdio dos rappers. Com previsão de lançamento para o dia 28 de outubro pelo selo Mass Appeal Records, o novo álbum ainda conta com participações de Travis Barker (Blink 182), Diane Coffee (Foxygen) e também com o produtor Boots, grande responsável pelo último disco de Beyoncé. Precisa de mais algum motivo para ouvir?

.

Run The Jewels – Close Your Eyes (And Count To Fuck) (Feat. Zack De La Rocha)

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , ,

Marra! no Da Leoni

.
Descer até o chão com MC Catra ou gritar bem alto ao som de Fight the Power, esta é a proposta da festa MARRA! a nova atração do Da Leoni Bar e Danceteria. Inspirada pelos diferentes ritmos, tendências e batidas da música negra, a festa transporta para a Rua Augusta, no centro de São Paulo, um pouco da colagem de gêneros que resume a cena atual – do Brasil ou do exterior -, mas sem esquecer de reverenciar os clássicos.
.
Imagine Kendrick Lamar encontrando Nego do Borel, Valesca Popozuda dividindo espaço com Beyoncé, enquanto Racionais Mc’s e Tupac chegam para botar ordem no lugar e manter o respeito. Di di di di sainha, Karol Conká e M.I.A. incendeiam a pista deixando espaço para Kanye West, Emicida, Snoop Dogg, Run-DMC e quem mais quiser colar sem arrastar. Quer experimental? Tem Shabazz Palaces. Faltou groove? Que tal Outkast? E uma pitada de pop? Serve Nicki Minaj ou Lurdez da Luz? De camisa xadrez ou moletom, tênis ou salto alto, Bitch, don’t Kill My Vibe! Afinal, hoje eu vou pro baile! Ouça a playlist de aquecimento:

.
♕ RESIDENTES

• Cleber Facchi
• Douglas da Nóbrega
• Gabriel Rolim

♕ CONVIDADOS

Mud (Hó Mon Tchain)

Hó Mon Tchain é um coletivo de Rap Nacional fundado em meados de 2010 nos confins da Zona Leste de São Paulo. A ideia surgiu da vontade de unir os amigos interessados em transmitir seus pensamentos e perspectivas através da música, sem muitos recursos, porém com muita vontade de fazer acontecer. Atualmente, o grupo é formado por 6 Mc’s, abordando de formas distintas diversos temas como amizade, desilusões amorosas, sonhos, metas e caminhos, entre tantos diversos assuntos que ainda surgirão.

Soundcloud: https://soundcloud.com/homontchain
Facebook: https://www.facebook.com/AgaEmeTe/

VINÍ (Festa A$$)

Parte da nova safra de produtores que vêm brincado com o Instrumental Hip-Hop, Vinícius Miguel, ou melhor, Viní usa do manuseio preciso dos samples e beats como base para uma trilha sonora essencialmente noturna. São emanações que ultrapassam os limites das pistas, cortam os prédios e mergulham de forma lasciva em baixo dos lençóis. Atento ao que ocupa o cenário musical estrangeiro, o artista faz da obra de grandes produtores – britânicos ou estadunidenses – uma simples base para o que parece tratado com plena identidade e autonomia. Música para ouvir, dançar ou simplesmente botar pra dentro.

Soundcloud: https://soundcloud.com/vini707
Facebook: https://www.facebook.com/VINI707/

Você vai ouvir: Kanye West, Jay-Z, Wiz Khalifa, Emicida, Projota, Beastie Boys, Drake, Common, Kendrick Lamar, Kid Cudi, M.I.A., Snoop Dogg, A$ap Rocky, Missy Elliott, Gorillaz, N*E*R*D, 50 CENT, Beyoncé, Lupe Fiasco, Marcelo D2, Nicki Minaj, Tyler The Creator, Frank Ocean, Death Grips, Odd Future, Dizee Rascal, Eminem, Future, Run DMC, Wu-Tang Clan, A Tribe Called Quest, De La Soul, S.W.A., Dr. Dre, Easy-E, Ice Cube, 2Pac, DJ Quick, Racionais MC’s, Sabotage, Cypress Hill, E-40, Beastie Boys, Grandmaster Flash, Afrika Bambaataa, The Notorious B.I.G., The Roots, Nas, Outkast, Azealia Banks, Destiny’s Child, Lurdez da Luz, Karol Conká, Jennifer Lopez, Ciara, Mary J., Clams Casino, Shabazz Palaces, AraabMuzik,

♕ QUANTO

• R$ 20,00 na lista
• R$ 25,00 na porta
• R$ 40,00 na consuma

Lista: marrafesta@gmail.com

♕ QUANDO

09 de outubro de 2014
Abertura da pista / início da festa: 23h

♕ ONDE

Da Leoni Bar Rua Augusta – 591

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , ,

Flying Lotus: “Never Catch Me” (ft. Kendrick Lamar)

.

Herbie Hancock, Snoop Dogg, Thundercat e Angel Deradoorian (Dirty Projectors), estes são alguns dos diversos colaboradores que devem aparecer no aguardado You’re Dead! (2014). Quinto registro da carreira de Steven Ellison como Flying Lotus, o álbum agendado para o dia seis de outubro acaba de ter mais uma criação divulgada: Never Catch Me, parceria com ninguém menos do que Kendrick Lamar. Apresentada há poucas semanas, a brilhante criação aparece agora em clipe, mudando um pouco da estrutura previamente apresentada nos vídeos de Ellison.

Ainda que marcado pela poesia, o filme dirigido por Hiro Murai transporta o público para um território diferente do onírico e pequenas animações, marcas evidentes no último álbum do produtor, Until the Quiet Comes (2012). No registro, duas crianças mortas logo se levantam do caixão e começam a dançar em ritmo frenético, acompanhando as mudanças bruscas na composição original da faixa. Passos sincronizados, saltos e até algumas brincadeiras (pós-morte) aparecem ao longo do vídeo. You’re Dead! estreia no dia sete de outubro.

.

Flying Lotus – Never Catch Me (ft. Kendrick Lamar)

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , ,

Kendrick Lamar: “i”

.

Quem conheceu o trabalho de Kendrick Lamar em Good Kid, m.A.A.d. City, talvez tenha se espantado com a sonoridade que acompanha o mais novo invento do rapper: i. Fuga evidente do ambiente “comportado” que grande parte das canções lançadas no álbum de 2012, a nova música – primeiro single do ainda inédito quarto álbum de Lamar – segue em direção ao mesmo território de Section.80 (2011), de fato, o primeiro grande trabalho do rapper.

Desenvolvida a partir da faixa That Lady, clássico do Funk/R&B lançado em 1964 pelo grupo The Isley Brothers, a canção assinada pelo produtor Rahki logo se transforma em um produto típico de Lamar. Trata-se da composição mais acessível do artista desde a boa recepção em torno de Bitch, Don’t Kill My Vibe, a música mais “comercial” do disco entregue em 2012. Ainda que a expectativa para o novo álbum do rapper seja grande, Lamar já informou em entrevista à revista Rolling Stone que o disco não deve estrear em 2014, o que faz de i um satisfatório aperitivo.

.

Kendrick Lamar – i

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , ,

Azealia Banks: “Chasing Time”

.

Quem esperava que a demissão de Azealia Banks do selo Interscope e natural regresso ao meio “independente” fosse surpreendido apenas por faixas ásperas, como Heavy Metal And Reflective, vai encontrar em Chasing Time a representação do lado mais pop da rapper/cantora. Passagem de Banks para Broke with Expensive Taste, o esperado primeiro álbum de estúdio da artista – agora reservado para 2015 -, a presente canção talvez seja o material mais fresco e acessível da norte-americana desde a estreia com o single 212.

Naturalmente instalada no mesmo ambiente nostálgico que apresentou o trabalho de Banks, Chasing Time soa tão próxima da década de 1990 como do recente cenário. Quase quatro minutos de vocalizações detalhadas, batidas limpas e um preciosismo nos arranjos que há muito não aparecia pelo trabalho da rapper.

.

Azealia Banks – Chasing Time

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , ,

Disclosure: “Latch” (Feat. Schoolboy Q) (Remix)

.

Das canções que recheiam Settle (2013), álbum de estreia do Disclosure, Latch parece ser a que mais seduziu o grande público. Em um lugar de destaque em diferentes paradas de sucesso e boa recepção em qualquer festa – experimente discotecar ela -, a parceria entre os irmãos Howard e o cantor Sam Smith resume de forma significativa todo o acervo “pop” da obra – uma imensa homenagem aos sons que marcaram a década de 1990. E que tal uma versão da mesma faixa em parceria com o rapper Schoolboy Q?

Por mais inusitado que possa parecer o encontro, é exatamente isso o “quarteto” apresenta na atual versão de Latch. Ainda que siga o ritmo natural da faixa, o “remix” abre espaço na chegada do último refrão para que os versos do rapper norte-americano tenham destaque. Uma interferência rápida, porém, satisfatória. Enquanto o Disclosure segue na produção do novo álbum de Mary J. Blige, Schoolboy Q continua com a divulgação de Oxymoron (2014), trabalho apresentado no começo do ano.

.

Disclosure – Latch (Remix) (Feat. Schoolboy Q)

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , ,