Tag Archives: Rap

Disco: “Aquarius”, Tinashe

Tinashe
R&B/Pop/Hip-Hop
http://www.tinashenow.com/

Por: Cleber Facchi

“Inexperiência” é uma palavra que não se aplica ao trabalho de Tinashe. Mesmo que Aquarius (2014, RCA) seja vendido ao público como o primeiro disco da cantora, bastam os minutos iniciais da própria faixa-título para sentir a plenitude da obra. Álbum de estreia dentro de uma grande gravadora – a RCA -, o coeso arsenal de estúdio se divide entre o passado ainda recente da artista e um futuro em plena construção. Uma síntese declarada de cada faixa ou mixtape assinada individualmente na última meia década e, ao mesmo tempo, um princípio de renovação autoral.

Nascida no Zimbabwe, porém, criada em Los Angeles, Califórnia, Tinashe é uma figura ativa no meio artístico há bastante tempo. Atuando como modelo e atriz desde o começo da adolescência, em idos de 2000, a artista apaixonada por Michael Jackson e Christina Aguilera logo encontrou na música um refúgio natural. Em 2007, com o The Stunners, hoje extinto coletivo de Pop/R&B, a cantora deu os primeiros passos oficiais. Todavia, foi ao mergulhar em fase solo e investir em obras independentes que a relação com a música de fato amadureceu.

Somente em 2012 foram duas mixtapes, In Case We Die e Reverie, fragmentos do material explorado com o antigo grupo e um resumo do som que viria a ser aprimorado de forma atenta em Black Water (2013). Primeiro registro apreciado sob os ouvidos atentos da crítica, a obra chegou em boa hora. Com os holofotes mais uma vez apontados para o R&B, Tinashe não apenas foi abraçada pelo mesmo público de Jhené Aiko, Banks e outras cantoras novatas, como ainda seduziu de vez a RCA – parceira desde a mixtape Reverie -, conseguindo a autorização para o primeiro álbum de estúdio.

De fato uma surpresa, Aquarius explora de forma minuciosa a transposição do meio independente para um grande selo. Oposto de Banks, The Weekend e demais artistas que sofreram recentemente com o mesmo processo de adaptação, “forçados” a abraçar um som moldado para o grande público, Tinashe encontra no mesmo cenário uma soma ilimitada de possibilidades. Ruídos, melodias esquivas do pop tradicional, além da constante interferência de Cashmere Cat, DJ Mustard e outros nomes de peso do R&B/Hip-Hop “alternativo”; ainda imersa em um plano comercial, cercada de músicas “fáceis”, Tinashe consegue provocar. Continue reading

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Run The Jewels: “Close Your Eyes (And Count To Fuck)” (Feat. Zack De La Rocha)

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Precisa de uma única palavra para definir o trabalho do Run The Jewels em Close Your Eyes (And Count To Fuck)? Que tal “cacetada”, “porrada” ou “insana”? Da mesma forma que o material apresentado pelo duo – El-P e Killer Mike – nas últimas semanas, a nova composição mantém firme o uso das rimas, batidas e e samples, neste caso, um pequeno fragmento vocal do veterano Zack De La Rocha, vocalista do Rage Against the Machine.

Intensa e íntima de tudo aquilo que a dupla norte-americana vem desenvolvendo desde a chegada do primeiro álbum – lançado em 2013 -, o recente single chega como reforço para o material desenvolvido para RTJ2 (2014), segundo álbum de estúdio dos rappers. Com previsão de lançamento para o dia 28 de outubro pelo selo Mass Appeal Records, o novo álbum ainda conta com participações de Travis Barker (Blink 182), Diane Coffee (Foxygen) e também com o produtor Boots, grande responsável pelo último disco de Beyoncé. Precisa de mais algum motivo para ouvir?

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Run The Jewels – Close Your Eyes (And Count To Fuck) (Feat. Zack De La Rocha)

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Marra! no Da Leoni

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Descer até o chão com MC Catra ou gritar bem alto ao som de Fight the Power, esta é a proposta da festa MARRA! a nova atração do Da Leoni Bar e Danceteria. Inspirada pelos diferentes ritmos, tendências e batidas da música negra, a festa transporta para a Rua Augusta, no centro de São Paulo, um pouco da colagem de gêneros que resume a cena atual – do Brasil ou do exterior -, mas sem esquecer de reverenciar os clássicos.
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Imagine Kendrick Lamar encontrando Nego do Borel, Valesca Popozuda dividindo espaço com Beyoncé, enquanto Racionais Mc’s e Tupac chegam para botar ordem no lugar e manter o respeito. Di di di di sainha, Karol Conká e M.I.A. incendeiam a pista deixando espaço para Kanye West, Emicida, Snoop Dogg, Run-DMC e quem mais quiser colar sem arrastar. Quer experimental? Tem Shabazz Palaces. Faltou groove? Que tal Outkast? E uma pitada de pop? Serve Nicki Minaj ou Lurdez da Luz? De camisa xadrez ou moletom, tênis ou salto alto, Bitch, don’t Kill My Vibe! Afinal, hoje eu vou pro baile! Ouça a playlist de aquecimento:

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♕ RESIDENTES

• Cleber Facchi
• Douglas da Nóbrega
• Gabriel Rolim

♕ CONVIDADOS

Mud (Hó Mon Tchain)

Hó Mon Tchain é um coletivo de Rap Nacional fundado em meados de 2010 nos confins da Zona Leste de São Paulo. A ideia surgiu da vontade de unir os amigos interessados em transmitir seus pensamentos e perspectivas através da música, sem muitos recursos, porém com muita vontade de fazer acontecer. Atualmente, o grupo é formado por 6 Mc’s, abordando de formas distintas diversos temas como amizade, desilusões amorosas, sonhos, metas e caminhos, entre tantos diversos assuntos que ainda surgirão.

Soundcloud: https://soundcloud.com/homontchain
Facebook: https://www.facebook.com/AgaEmeTe/

VINÍ (Festa A$$)

Parte da nova safra de produtores que vêm brincado com o Instrumental Hip-Hop, Vinícius Miguel, ou melhor, Viní usa do manuseio preciso dos samples e beats como base para uma trilha sonora essencialmente noturna. São emanações que ultrapassam os limites das pistas, cortam os prédios e mergulham de forma lasciva em baixo dos lençóis. Atento ao que ocupa o cenário musical estrangeiro, o artista faz da obra de grandes produtores – britânicos ou estadunidenses – uma simples base para o que parece tratado com plena identidade e autonomia. Música para ouvir, dançar ou simplesmente botar pra dentro.

Soundcloud: https://soundcloud.com/vini707
Facebook: https://www.facebook.com/VINI707/

Você vai ouvir: Kanye West, Jay-Z, Wiz Khalifa, Emicida, Projota, Beastie Boys, Drake, Common, Kendrick Lamar, Kid Cudi, M.I.A., Snoop Dogg, A$ap Rocky, Missy Elliott, Gorillaz, N*E*R*D, 50 CENT, Beyoncé, Lupe Fiasco, Marcelo D2, Nicki Minaj, Tyler The Creator, Frank Ocean, Death Grips, Odd Future, Dizee Rascal, Eminem, Future, Run DMC, Wu-Tang Clan, A Tribe Called Quest, De La Soul, S.W.A., Dr. Dre, Easy-E, Ice Cube, 2Pac, DJ Quick, Racionais MC’s, Sabotage, Cypress Hill, E-40, Beastie Boys, Grandmaster Flash, Afrika Bambaataa, The Notorious B.I.G., The Roots, Nas, Outkast, Azealia Banks, Destiny’s Child, Lurdez da Luz, Karol Conká, Jennifer Lopez, Ciara, Mary J., Clams Casino, Shabazz Palaces, AraabMuzik,

♕ QUANTO

• R$ 20,00 na lista
• R$ 25,00 na porta
• R$ 40,00 na consuma

Lista: marrafesta@gmail.com

♕ QUANDO

09 de outubro de 2014
Abertura da pista / início da festa: 23h

♕ ONDE

Da Leoni Bar Rua Augusta – 591

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Flying Lotus: “Never Catch Me” (ft. Kendrick Lamar)

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Herbie Hancock, Snoop Dogg, Thundercat e Angel Deradoorian (Dirty Projectors), estes são alguns dos diversos colaboradores que devem aparecer no aguardado You’re Dead! (2014). Quinto registro da carreira de Steven Ellison como Flying Lotus, o álbum agendado para o dia seis de outubro acaba de ter mais uma criação divulgada: Never Catch Me, parceria com ninguém menos do que Kendrick Lamar. Apresentada há poucas semanas, a brilhante criação aparece agora em clipe, mudando um pouco da estrutura previamente apresentada nos vídeos de Ellison.

Ainda que marcado pela poesia, o filme dirigido por Hiro Murai transporta o público para um território diferente do onírico e pequenas animações, marcas evidentes no último álbum do produtor, Until the Quiet Comes (2012). No registro, duas crianças mortas logo se levantam do caixão e começam a dançar em ritmo frenético, acompanhando as mudanças bruscas na composição original da faixa. Passos sincronizados, saltos e até algumas brincadeiras (pós-morte) aparecem ao longo do vídeo. You’re Dead! estreia no dia sete de outubro.

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Flying Lotus – Never Catch Me (ft. Kendrick Lamar)

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Kendrick Lamar: “i”

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Quem conheceu o trabalho de Kendrick Lamar em Good Kid, m.A.A.d. City, talvez tenha se espantado com a sonoridade que acompanha o mais novo invento do rapper: i. Fuga evidente do ambiente “comportado” que grande parte das canções lançadas no álbum de 2012, a nova música – primeiro single do ainda inédito quarto álbum de Lamar – segue em direção ao mesmo território de Section.80 (2011), de fato, o primeiro grande trabalho do rapper.

Desenvolvida a partir da faixa That Lady, clássico do Funk/R&B lançado em 1964 pelo grupo The Isley Brothers, a canção assinada pelo produtor Rahki logo se transforma em um produto típico de Lamar. Trata-se da composição mais acessível do artista desde a boa recepção em torno de Bitch, Don’t Kill My Vibe, a música mais “comercial” do disco entregue em 2012. Ainda que a expectativa para o novo álbum do rapper seja grande, Lamar já informou em entrevista à revista Rolling Stone que o disco não deve estrear em 2014, o que faz de i um satisfatório aperitivo.

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Kendrick Lamar – i

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Azealia Banks: “Chasing Time”

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Quem esperava que a demissão de Azealia Banks do selo Interscope e natural regresso ao meio “independente” fosse surpreendido apenas por faixas ásperas, como Heavy Metal And Reflective, vai encontrar em Chasing Time a representação do lado mais pop da rapper/cantora. Passagem de Banks para Broke with Expensive Taste, o esperado primeiro álbum de estúdio da artista – agora reservado para 2015 -, a presente canção talvez seja o material mais fresco e acessível da norte-americana desde a estreia com o single 212.

Naturalmente instalada no mesmo ambiente nostálgico que apresentou o trabalho de Banks, Chasing Time soa tão próxima da década de 1990 como do recente cenário. Quase quatro minutos de vocalizações detalhadas, batidas limpas e um preciosismo nos arranjos que há muito não aparecia pelo trabalho da rapper.

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Azealia Banks – Chasing Time

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Disclosure: “Latch” (Feat. Schoolboy Q) (Remix)

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Das canções que recheiam Settle (2013), álbum de estreia do Disclosure, Latch parece ser a que mais seduziu o grande público. Em um lugar de destaque em diferentes paradas de sucesso e boa recepção em qualquer festa – experimente discotecar ela -, a parceria entre os irmãos Howard e o cantor Sam Smith resume de forma significativa todo o acervo “pop” da obra – uma imensa homenagem aos sons que marcaram a década de 1990. E que tal uma versão da mesma faixa em parceria com o rapper Schoolboy Q?

Por mais inusitado que possa parecer o encontro, é exatamente isso o “quarteto” apresenta na atual versão de Latch. Ainda que siga o ritmo natural da faixa, o “remix” abre espaço na chegada do último refrão para que os versos do rapper norte-americano tenham destaque. Uma interferência rápida, porém, satisfatória. Enquanto o Disclosure segue na produção do novo álbum de Mary J. Blige, Schoolboy Q continua com a divulgação de Oxymoron (2014), trabalho apresentado no começo do ano.

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Disclosure – Latch (Remix) (Feat. Schoolboy Q)

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SBTRKT: “Voices in My Head” (Feat. A$AP Ferg & Warpaint)

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Pelo visto o produtor Aaron Jerome não quer mais perder tempo na divulgação de Wonder Where We Land (2014), novo (e ainda inédito) disco do SBTRKT. Um dia depois de apresentar a ótima Higer, parceria gerada com o rapper Raury, o britânico já está de volta com mais uma nova composição. Faixa de encerramento do novo disco, Voices in My Head é mais do que um melancólico ato de encerramento, mas a canção mas distinta já lançada por Jerome dentro do escasso material do novo disco.

Com quase cinco minutos de duração, a nova faixa é mais uma assertiva prova da relação do produtor e seus convidados, neste caso, A$ap Ferg e parte das garotas do Warpaint. Enquanto o rapper assume com naturalidade as rimas e até mesmo os cantos da criação, o grupo norte-americano assume a responsabilidade e passa a controlar parte do arranjo desenvolvido para a faixa. O resultado está em um cruzamento inevitável entre a obra de Ferg em Trap Lord (2013) com o Dub/Dream Pop do segundo álbum do Warpaint, lançado no começo deste ano.

Com distribuição pelo selo Young Turks, Wonder Where We Land estreia no dia 22 de setembro.

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SBTRKT – Voices in My Head (Feat. A$AP Ferg & Warpaint)

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Disco: “Gana Pelo Bang”, Lurdez da Luz

Lurdez da Luz
Hip-Hop/Rap/Pop
http://www.lurdezdaluz.com/

Por: Cleber Facchi

Lurdez da Luz está longe de ser uma iniciante. Mesmo que o primeiro trabalho solo da rapper paulistana seja apresentado somente agora, Gana Pelo Bang (2014, YB Music), são quase duas décadas de projetos em parceria, colaborações e toda uma bagagem imensa de composições – experiência raramente igualada dentro do produção brasileira. Da parceria com Rodrigo Brandão no Mamelo Sound System, passando pela série de faixas ao lado de diferentes nomes do rap nacional – ou mesmo além dele, como Lucio Maia e Garotas Suecas -, maturidade é o que não falta para a presente “debutante”,  aspecto refletido na segurança do novo lançamento de estúdio.

Norteado pela mesma composição do EP homônimo de 2010, o trabalho de 10 faixas aos poucos se distancia da atmosfera inicial lançada por Da Luz, revelando ao público um material totalmente inédito. Mais do que um olhar atento sobre a periferia de São Paulo, Gana Pelo Bang dialoga de forma explícita com diferentes cenários, pessoas e principalmente ritmos nacionais. Uma espécie de passeio pela periferia brasileira sem necessariamente fugir do território urbano/cinza há décadas sustentado pela rapper – liricamente versátil em toda a construção do álbum.

Parte dessa carga de referências flutua com naturalidade na composição instrumental do disco. Funk carioca em Mente Aê, ritmos nordestinos no interior de Ping Pong e até passagens fragmentadas pela cultura nortista – como as variações de Technobrega na romântica Beijinho. Postura inédita para quem descobriu o trabalho da rapper no EP de 2010, grande parte dessa colagem de referências antecede a fase solo de Da Luz, esbarrando em temas e pequenas imposições musicais já alcançadas em Velha-Guarda 22 (2006), ainda com o Mamelo Sound System.

A diferença talvez esteja no ritmo (sempre) intenso dado ao disco, efeito reforçado pelo time de produtores que trabalham de forma cooperativa ao longo de toda a obra. Com Leo Justi, Nave e a dupla Stereodubs como produtores do álbum, Da Luz segue em ritmo frenético até o último instante do trabalho. Tão intenso (Fervo), quanto dançante (Poder), o disco cresce como uma colisão de temas, samples e batidas propositadamente instáveis, matéria volátil aos poucos amarrada pela rima firme e ainda melódica da rapper. Continue reading

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Disco: “Angels & Devils”, The Bug

The Bug
Electronic/Hip-Hop/Dubstep
http://ninjatune.net/us/artist/the-bug

Por: Cleber Facchi

Poucos trabalhos resumem de forma tão expressiva a cena britânica da última década quanto London Zoo. Terceiro álbum de estúdio de Kevin Martin à frente do The Bug – um dos inúmeros projetos paralelos do artista -, o registro lançado em julho de 2008 se espalha como uma verdadeira colcha de retalhos instrumentais. Dub, dancehall, dubstep, grime e Hip-Hop; referências ainda presentes na assinatura musical do produtor, porém encaradas sob novo detalhamento no recente Angels & Devils (2014, Ninja Tune).

Natural continuação da sonoridade lançada por Martin em Filthy EP, de 2013, o novo álbum cresce como um registo voltado em essência no Hip-Hop, costurando aleatoriamente os temas ressaltados anteriormente pelo produtor. Trata-se de uma obra feita para desbravar territórios, capaz de dialogar com diferentes cenas/tendências urbanas ao redor do globo, porém, sem escapar das imposições autorais do próprio criador.

Parte dessa pluralidade reside na busca de Martin por colaboradores alheios à cena britânica – posição ressaltada no zoológico de espécies locais do trabalho passada. São representantes de peso da música norte-americana (Death Grips, Gonjasufi), germânica (Inga Copeland), além, claro, de parceiros que marcaram presença em grande parte do álbum de 2008 – caso específico de Warrior Queen e Flowdan. Curiosa também é a inclusão de nomes como Liz Herris (Grouper) e outros instrumentistas externos ao ambiente “natural” do artista, forçando ainda mais o aspecto amlpiado da obra.

Musicalmente ponderado em relação ao campo imenso explorado em London Zoo, Angels & Devils é uma obra que mantém sob controle toda a estrutura dos arranjos e bases assinadas por Martin – ou mesmo seus colaboradores. Grande parte das composições parecem impulsionadas por uma mesma concepção rítmica, sonoridade explícita no uso das texturas ainda mais densas, sobrepostas ao uso de batidas limpas, além do expressivo espaço para os vocais. Entretanto, como a dualidade do próprio título resume, dois espaços distintos crescem no interior do trabalho. Continue reading

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