Tag Archives: Remix

Pedrowl: “You Like It”

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Responsável por algumas das festas de música pop menos óbvias da noite paulistana, o jovem Pedrowl apresenta agora sua primeira (e bem sucedida) criação: You Like It. Ainda que seja um remix da faixa homônima lançada pelo rapper/cantor Omarion há poucos meses, a composição deixa de pertencer ao ex-integrante do B2K para se transformar em um produto típico das referências e bases musicais do produtor paulistano.

Sintetizadores e vozes pueris (no melhor estilo Ryan Hemsworth), beats quebrados e uma avalanche de palminhas recheiam a faixa do princípio ao fim. Quase cinco minutos de colagens, recortes e pequenas reformulações do Pop/R&B que parecem funcionar perfeitamente dentro e fora das pistas. Para quem se interessou pelo trabalho do garoto, vale ouvir a (ótima) mixtape que ele lançou pela Thump há poucas semanas. Aproveite e siga o trabalho do Pedrowl no Facebook.

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Pedrowl – You Like It

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Aperitivo: Jamie XX

Um novo disco a caminho? Aquele artista que você tanto gosta vai lançar um projeto inédito nas próximas semanas? Então se delicie com o nosso Aperitivo. São 15 composições – autorais, remixes, mixtapes – ou mesmo versões criativas de faixas de outros artistas que resumem o trabalho daquela banda ou produtor que você tanto gosta. Nada de ordem, preferência ou classificação aparente. Apenas um conjunto de músicas capazes de resumir a proposta do artista selecionado.

Com a aproximação do primeiro álbum solo de Jamie XX – previsto para estrear ainda em 2014 -, nada melhor do que passear pela extensa produção do artista britânico e trazer ao público algumas das mais significativas faixas entregues pelo produtor nos últimos anos. Entre remixes, composições autorais e variações do próprio trabalho desenvolvido com os parceiros do The XX, selecionamos faixas que resumem de forma climática a obra o artista inglês, e ainda preparam o caminho antes da chegada do tão esperado debut. Continue reading

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Coldplay: “Magic” (AlunaGeorge Remix)

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Ghost Stories (2014), sexto álbum de estúdio do Coldplay, disputa sem grandes concorrentes o título de um dos piores lançamentos do ano. Reaproveitamento meloso da (até então) pior fase do grupo, durante a estreia do álbum X&Y (2005), o novo registro parece feito apenas para os fãs dos britânicos, interessados na velha reciclagem de referências. Todavia, mesmo em meio ao universo de clichês da banda, George Reid, uma das metades do duo AlunaGeorge, conseguiu encontrar um pouco de novidade dentro do remix feito para a faixa Magic.

Tudo bem, grande parte dos arranjos, batidas e samples quebrados que orientam a “nova” versão da música parecem escapar da composição lançada em Body Music (2013), bem sucedida estreia do duo inglês. Ainda assim é difícil não ser conduzido pela movimentação dançante do remix, distanciando (parcialmente) o teor arrastado da versão original da música. O texto para Ghost Stories está aqui, mas se você é fã do Coldplay, já aviso: não vai gostar do que está escrito.

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Coldplay – Magic (AlunaGeorge Remix)

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Lorde: “Royals” (João Brasil Remix)

Lorde

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Quem pensou que o trabalho de João Brasil à frente do Rio Shock iria privar os ouvintes dos tradicionais meshups que apresentaram o produtor carioca pode respirar aliviado: ele está de volta. Na verdade, sempre esteve, apenas em um ritmo um pouco mais lento, mas nada que o novo invento do (insano) artista não dê conta de recuperar o tempo perdido. É hora da aguardada adaptação de Royals, dessa vez, no ritmo da Timbalada.

Intitulada Royals No Pelô, a adaptação mantém o clássico Toque de Timbaleiro como plano de fundo, enquanto os versos da canção permanecem os mesmos – para o agrado do público revoltoso. Disponível para audição e download no player logo abaixo, a canção naturalmente agradou a neo-zelandesa, que já preparou a fantasia para o Carnaval do ano que vem (foto acima). Vejam como ela está feliz e radiante na foto, até ganhou uma corzinha.

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Lorde – Royals (João Brasil Remix)

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Lorde: “Tennis Court” (Flume Remix)

Lorde

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Flume pode passar certo tempo até aparecer com algum novo invento de verdadeira relevância, mas quando ele se inspira, mesmo, algo mágico acontece. Dessa vez a escolhida para se transformar nas mãos do produtor australiano que passou recentemente pelo Lollapalooza Brasil foi ninguém menos do que a “vizinha” Lorde. Royals? Que nada, Flume resolveu investir todas as suas cartas em Tennis Court, composição de longa data da cantora, mas que surge transformada nas mãos do produtor.

Concentrando as atenções nos pequenos atos da música, bem como os vocais cíclicos da artista, Flume transforma a música da artista neozelandesa em uma composição apenas dele. Começa pequena, cresce no meio e explode nos momentos finais. Tudo em uma atmosfera específica do produtor, meio ambient, meio Hip-Hop. Não serve para dançar na balada (infelizmente), mas funciona com acerto para você aquecer em casa.

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Lorde – Tennis Court (Flume Remix)

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CHVRCHES: “We Sink” (The Range Remix)

Chvrches

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Se por um lado as canções lançadas pelo CHVRCHES em The Bones Of What You Believe, de 2013, reverberam boas melodias, letras fáceis e um cuidado típico da música pop, em se tratando dos remixes a sonoridade buscada é outra. Em busca de um resultado minimamente estranho, o trio já se relacionou com produtores como Tourist, KDA e Ikonika, deixando nas mãos de James Hinton, produtor aos comandos do The Range, a nova versão da música We Sink.

Segunda canção do álbum, a faixa originalmente rápida e crescente mergulha de vez na atmosfera lançada pelo norte-americano. Valorizando as batidas, camadas cíclicas e a voz Lauren Mayberry tratada como uma ferramenta, Hinton praticamente recria a música. Ainda que a abertura mantenha a tonalidade da música original, quanto mais cresce, mais a faixa parece com uma sobra (ou extensão) de Nonfication, estreia do artista. Estranha e ainda assim atrativa.

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CHVRCHES – We Sink (The Range Remix)

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St. Vincent: “Digital Witness” (Darkside Remix)

St. Vincent

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As guitarras, vozes e pequenas distorções “limpas” promovidas por Annie Erin Clark encontram novo sentido nas mãos de Nicolas Jaar e o parceiro de criação Dave Harrington. Convidados a produzir o remix de Digital Witness, um dos hits que abastecem o quarto e mais novo álbum de St. Vincent, o duo norte-americano não apenas deu novo sentido à ensolarada criação, como transportou a obra de Clark para o mesmo universo de Psychic (2013), último álbum da dupla pelo Darkside.

Excêntrica, suja e maquiada pelos ruídos, a canção mantém o mesmo direcionamento da faixa original, porém, interpretada de acordo com as exigências dos produtores. Com um minuto a mais do que a versão original, o remix reforça todas as características do duo à frente do Darkside, como as vozes remodeladas, guitarras tratadas em um esforço sombrio e toda uma base de pequenas colisões sintéticas, palco para os quatro minutos e 20 segundos da “nova” composição.

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St. Vincent – Digital Witness (Darkside Remix)

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Beyoncé: “Drunk In Love” (Kanye West/The Weeknd Remix)

Beyoncé

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Todos querem ser Beyoncé. Lançado aos 45 dos segundo tempo em 2013, o quinto trabalho de estúdio da cantora norte-americana continua reverberando de forma assertiva em diferentes campos da música pop – e até mesmo fora dela. Depois da série de remixes e versões que vem ocupando a internet ao longo dos últimos meses, chega a vez de dois artistas de peso apresentarem suas próprias interpretações/remixes da faixa: Kanye West e The Weeknd.

Enquanto o primeiro é encaixado em um remix curioso da canção, o segundo resolveu brincar completamente com a essência da música. Utilizando do próprio vocal e de pequenas alterações instrumentais na faixa, Abel Tesfaye encontra na música uma espécie de continuação do exercício testado com Kiss Land, lançado em 2013. São as mesmas batidas ascendentes em proximidade aos vocais frenéticos, exercício que sustenta apenas o versão da música original. Na dúvida, fique com a versão original.

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Beyoncé – Drunk In Love (ft. Jay Z & Kanye West)

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Beyoncé – Drunk In Love (The Weeknd Remix)

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Seinabo Sey: “Younger”

Seinabo Sey

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A voz forte e a melancolia enquadrada de maneira particular garantiram ao trabalho de Seinabo Sey um lugar de destaque na presente cena britânica. Ao lado de Ella Eyre, e demais vozes locais, a cantora parece aproximar o R&B e o Pop sem perder o toque leve de experimentação, tratamento que Younger, primeira canção de trabalho da artista, reforça em uma sutileza comovente.

Conduzida em totalidade pelos vocais consistentes da cantora, a nova música aparece agora transformada em clipe. Com um trabalho de direção assinado por Gustav Johansson, o registro lembra em diversos aspectos a estética de Adele, utilizando de planos centrados na cantora, e outros em personagens específicos. Ainda que se sustente por conta, a canção traz no remix de Kygo (abaixo), um reforço mais do que natural para a obra de Seinabo.

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Seinabo Sey – Younger

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Seinabo Sey – Younger (Kygo Remix)

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Neneh Cherry: “Everything”

Neneh Cherry

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Desde que alcançou os ouvidos do público com Blank Project, no último ano, Neneh Cherry fez do ainda inédito quarto álbum solo uma das obras mais aguardadas de 2014. Produzido ao lado de Kieran Hebden (Four Tet), o trabalho é o primeiro grande invento particular da artista sueca desde Man, de 1996. Ainda atenta ao cruzamento de ritmos – Eletrônica, Hip-Hop, Soul e Trip-Hop -, a cantora faz da recente Everything mais uma prévia do que se esconde nas emanações do novo álbum.

Com mais de sete minutos de duração, a nova faixa segue de perto toda a atmosfera do single anterior. Um pouco mais “tímida”, mas não menos atraente, a canção dança por entre colagens experimentais, vozes que transitam por diferentes esferas, até aportar em um conjunto de reverberações essencialmente hipnóticas e quentes ao final da música. À convite, os produtores Ricardo Villalobos e Max Loderbauer apresentaram ainda um remix da canção, que se estende por mais de 10 minutos e reforça ainda mais a proposta climática em torno da recente faixa. Blank Project tem lançamento agendado para o dia 26 de Fevereiro.

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Neneh Cherry – Everything

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Neneh Cherry – Everything (Ricardo Villalobos & Max Loderbauer Remix)

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