Tag Archives: Remix

Todd Terje & The Olsens: “Baby Do You Wanna Bump” (Daniel Maloso Remix)

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The Big Cover-Up (2016), esse é o nome do mais recente trabalho do produtor norueguês Todd Terje. Trata-se de um EP de versões para “clássicos” assinados por Yellow Magic Orchestra, Martin Circus, Boney M e Vangelis, mas que também serão remixados por outros produtores próximos de Terje, caso de Daniel Maloso, Dan Tyler, Prins Thomas e Øyvind Morken. Para apresentar o trabalho, nada melhor do que a dançante e divertida Baby Do You Wanna Bump.

Originalmente lançada na década de 1970 pelo grupo alemão Boney M, Baby Do You Wanna Bump resume com naturalidade o som que deve orientar as oito verões/remixes do projeto. Sintetizadores pegajosos, batidas prontas para as pistas e uma coleção de vozes festivas, conceito que se reforça na letra “sedutora” e marcada de referências ao sexo que sustenta a composição.

The Big Cover-Up EP (2016) será lançado no dia 17/06 pelo selo Olsen Records.

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Todd Terje & The Olsens – Baby Do You Wanna Bump (Daniel Maloso Remix)

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Disco: “Capsule’s Pride”, Bwana

Artista: Bwana
Gênero: Electronic, Experimental, Ambient
Acesse: http://luckyme.net/bwana/

– Nós ainda não temos o poder
– Mas um dia teremos
– Por que já começou

Ainda que a frase de encerramento de Akira, filme de 1988 dirigido e criado por Katsuhiro Ôtomo, se relacione diretamente com a trama apresenta na obra, difícil não perceber a evolução do trabalho – película ou mangá – como um poderoso fenômeno cultural. Uma ativa herança conceitual que se manifesta em diferentes produtos midiáticos – como séries, filmes e livros -, alcançando no recente Capsule’s Pride (2016, LuckyMe) um de seus melhores exemplares.

Produzido pelo canadense Nathan Micay – que aqui se apresenta sob o título de Bwana -, o registro de nove composições “inéditas” nasce como uma inteligente reciclagem de grande parte da obra apresentada há quase três décadas. Diálogos, ruídos, efeitos e até mesmo trechos extraídos da trilha sonora original do filme – assinada pelo coletivo japonês Geinō Yamashirogumi – se transformam em instrumentos nas mãos do artista de Toronto.

Em uma estrutura linear, seguindo de perto a sequência de eventos que marcam a animação de 1988, Micay brinca com grande parte da obra assinada por Ôtomo de forma instável, criando uma espécie de ponte para um território dançante, particular. Da abertura do disco, com The Capsule’s Pride (Bikes), passando por faixas como Failed Escape (Where you Belong) e The Colonel’s Mistake, The Scientist’s Regret, cenas e diálogos são cuidadosamente adaptados em um poderoso remix.

Nomes de personagens – “Akira”, “Tetsuo”, “Kaneda” e “Kei” – e até cenas inteiras que se repetem de forma cíclica dentro das batidas e temas eletrônicas do canadense, alimentando a base urgente que conduz o álbum até o últimos instante. Mesmo a trilha sonora de Geinō Yamashirogumi surge de forma picotada no interior obra, como se Micay extraísse apenas o que há de mais marcante no trabalho – vide a reciclagem das vozes em coro e toda a percussão “futurística” pensada para a película. Continue reading

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Rico Dalasam: “Riquíssima” (Remix) [VÍDEO]

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Orgunga (2016), esse é o nome do primeiro álbum de estúdio do rapper paulistano Rico Dalasam. Sucessor do ótimo Modo Diverso EP – um dos 50 Melhores Discos Nacionais de 2015 -, o trabalho que conta com previsão de lançamento para o começo de maio traz uma nova sequência de composições assinadas por nomes como Xuxa Levy, Mahal Pita (Baiana System), Rodrigo Gorky (Bonde do Rolê) e outros nomes de peso da cena eletrônica/Hip-Hop nacional.

Para anunciar a chegada do registro, Dalasam decidiu fazer surpresa. Nada de canções inéditas – por enquanto -, apenas uma nova versão da pegajosa Riquíssima. Originalmente apresentada no trabalho lançado em 2015, a faixa surge agora com uma nova roupagem, efeito direto da produção de Mahal Pita e do novo clipe produzido por Oga Mendonça, mesmo diretor do trabalho apresentado pelo rapper no final do mês de janeiro. Assista:

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Rico Dalasam – Riquíssima (Mahal Pita Remix)

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Database: “Another Love”

databasepromopic

A dupla Database lançou essa semana seu mais novo EP “Another Love”, com participação de Savoir Adore, trazendo os vocais de Paul Hammer, além de três remixes, sendo dois da dupla carioca de House e Disco, Twelves e do produtor paulistano, parte do cast do selo da Kompakt, L_cio. O lançamento é pelo selo Life on Planes, do DJ White Shadow, produtor dos álbuns “Born This Way” e “Artpop” da Lady Gaga.

Formado por Lucio Morais e Yuri Chix em 2007, o Database já remixou Fatboy Slim e lançou um EP pelo selo de Norman Cook; lançou em 2010 o single “Beach and Friends”, em parceria com os americanos do French Horn Rebellion, que alcançou o primeiro lugar no site The Hype Machine e destaque na programação da BBC Radio 1; lançou o EP “New Disco” pela label francesa Kitusné (a mesma de Two Door Cinema Club, Phoenix, La Roux, Klaxons, Digitalism e Classixx) em 2011, alcançando o oitavo lugar no TOP100 das faixas mais vendidas do site de compra de música Beatport, e teve sua segunda parceria com o French Horn Rebellion; e o EP “Poster Girl”, figurou novamente entre os mais escutados do The Hype Machne em 2012 e chamou a atenção do rapper Jay-Z, que a postou em seu blog pessoal.

A dupla já se apresentou em festivais como Lollapalooza, MECA Festival e SWU, além de discotecar em vários clubes no Brasil e fazer uma turnê nos EUA em 2011 que rendeu o documentário “Midnight Cowboys”. Another Love estará presente no álbum debute da dupla que será lançado ainda no primeiro semestre deste ano, e está disponível para audição no Soundcloud da dupla.

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Jamie XX: “I Know There’s Gonna Be (Good Times)” [Remixes]

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Uma das melhores, se não a melhor composição lançada em 2015, I Know There’s Gonna Be (Good Times), nona faixa do primeiro registro em carreira solo de Jamie XX, In Colour (2015) acaba de ser relançada em uma poderosa coleção de remixes. Além da versão original da faixa, uma parceria entre o produtor britânico e os rappers Popcaaan e Young Thug, a canção que utiliza de samples do clássico Good Times, do grupo The Persuasions, conta agora com versões assinadas por Skepta e Dre Skull mostra o trabalho de XX em novos formatos.

De um lado, a edição acelerada de Skepta, no outro, o som enevoado e ainda dançante de Dre Skull, produtor responsável pela inclusão de um novo catálogo de rimas no interior da faixa – já apresentada ao vivo. Para o fechamento do trabalho, Jamie XX ainda reserva uma versão instrumental da faixa, excluindo as rimas originalmente lançadas pela dupla norte-americana.

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Jamie XX – I Know There’s Gonna Be (Good Times)

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Dave Harrington: “12 Days of Remixes”

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Enquanto Dave Harrington não aparece com o primeiro registro de inéditas em carreira solo, o jeito é correr atrás dos diferentes projetos e inventos esporádicos do produtor e multi-instrumentista norte-americano. É o caso da coletânea 12 Days of Remixes. Como o próprio nome indica, trata-se de uma seleção de remixes e adaptações que passeiam pelo trabalho de diferentes nomes da música pop (Michael Jackson), rock (Lou Reed) e veteranos da música experimental (Laurie Anderson).

Entre os destaques do recém-lançado trabalho – disponível para audição gratuita no soundcloud de Harrington -, a adaptação dançante de Realize You, de Empress Of, a montagem provocante de Blow, da cantora Beyoncé, além, claro, da sonoridade empoeirada que toma conta da nova versão de Human Nature do rei do pop Michael Jackson. Além da coletânea, no soundcloud do produtor é possível encontrar uma série de outros remixes, incluindo versões para artistas como The Antlers e Tame Impala.

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Dave Harrington – 12 Days of Remixes

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Jay Rock: “Traffic Jam (Easy Bake Remix)” [feat. Kendrick Lamar & SZA]

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Uma das principais músicas de 90059 (2015), segundo e mais recente álbum de inéditas do rapper Jay Rock, Easy Bake acaba de ser completamente remodelada por Kendrick Lamar. Convidados na versão original da faixa – que também conta com a presença da cantora/rapper SZA -, Lamar decidiu acelerar a composição, transformando a faixa de quase cinco minutos em uma peça essencialmente radiofônica de apenas dois minutos.

Como o recorte de uma transmissão de rádio, Lamar brinca com a inserção de um apresentador nos instante iniciais, valoriza a relação com o R&B na voz forte de SZA e ainda apresenta uma sequência de novas rimas no interior da composição, ampliando ainda mais o catálogo de acertos que marcam o remix. Lançado em setembro deste ano pelo selo Top Dawg Entertainment, 90059 também conta com a participação de Isaiah Rashad, Busta Rhymes, Macy Gray e outros nomes de peso do Hip-Hop estadunidense.

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Jay Rock – Traffic Jam (Easy Bake Remix) [feat. Kendrick Lamar & SZA]

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Disclosure: “Magnets” (ft. Lorde) [Jon Hopkins Remix]

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Se existe uma coisa que o produtor britânico John Hopkins sabe fazer muito bem, além das próprias canções, claro, são remixes. Responsável pelo excelente Immunity – um dos 50 melhores discos internacionais de 2013 -, além de faixas assinadas ao lado de Purity Ring e outros artistas recentes, Hopkins foi convidado pelos irmãos Guy e Howard Lawrence para produzir o novo remix de Magnets, parceria com a cantora neozelandesa Lorde e uma das principais composições do álbum Caracal (2015).

Em um explícito distanciamento da versão original da música, dominada pelo uso de batidas lentas e a voz precisa de Lorde, Hopkins cria uma faixa extensa, essencialmente climática e quase psicodélica nos instantes finais. Enquanto o canto da convidada parece dissolvido no interior da música, uma avalanche de sintetizadores vai conquistando terreno, criando uma espécie de ponte para os inventos particulares do artista em carreira solo.

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Disclosure – Magnets (ft. Lorde) [Jon Hopkins Remix]

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Wet: “Weak” (Clams Casino Remix)

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Depois de muita expectativa – e nenhuma data anunciada -, Don’t You, álbum de estreia da banda nova-iorquina Wet deve acabar ficando para o começo de 2016. Entretanto, mesmo com a ausência de um prazo específico, o trio formado por Kelly Zutrau, Marty Sulkow e Joe Valle continua a presentear o público com uma sequência de composições inéditas. É o caso da recém-lançada Weak, uma das faixas mais delicadas e comerciais já apresentadas pelo grupo.

Livre da base minimalista detalhada em faixas como You’re The Best, a nova faixa parece seguir a trilha deixada pelo trio em Deadwater, costurando elementos do R&B e música pop sem necessariamente produzir um som demasiado “sorridente”. Uma lenta colisão de vozes e versos crescentes, como se essência musical dos anos 1990 fosse delicadamente retrabalhada, estímulo para a delicada inserção da voz de Kelly Zatrau, tão intimista e provocante quanto nos primeiros singles.

Transformada em clipe há poucos dias, Weak reaparece agora nas mãos e batidas sempre instáveis de Clams Casino. Don’t You (2016), álbum de estreia do Wet conta com lançamento previsto para o dia 22/01 pelo selo Columbia.

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Wet – Weak (Clams Casino Remix)

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Sufjan Stevens: “Blue Bucket of Gold” (Remix)

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Na lista dos melhores discos de 2015 – se não o melhor -, Carrie & Lowell, sétimo registro de inéditas do cantor e compositor Sufjan Stevens é um relato triste da infância e juventude do músico ao lado da mãe (Carrie) e do padrasto (Lowell) durante as férias de verão. Marcado por conflitos familiares e problemas relacionados ao alcoolismo/depressão da mãe do cantor, o trabalho se espalha por entre faixas como Should Have Known Better, Fourth Of JulyBlue Bucket of Gold, esta último, remodelada em um novo remix assinado pelo próprio músico.

De volta ao cenário eletrônico detalhado no sexto álbum de estúdio, The Age of Adz (2010), Stevens mantém firme a delicadeza da obra, porém, espalha sintetizadores, bases eletrônicas e vozes em loop que parecem completar as pequenas lacunas acústicas do registro. Um novo passeio pelo mesmo universo triste detalhado pelo músico há poucos meses.

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Sufjan Stevens – Blue Bucket of Gold (Remix)

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