Tag Archives: Remix

Sharon Van Etten: “Our Love” (The Juan MacLean Remix)

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De todas as sensações repassados por Sharon Van Etten em Are We There (2014), “dançar” talvez seja a que menos tem chances de passar pela cabeça do ouvinte ao longo da triste obra. Pelo menos até agora. Carregado de melancolia, o quarto álbum de estúdio da cantora norte-americana lentamente se aproxima das pistas graças ao delicado remix de John MacLean para Our Love, uma das mais tristes faixas do último trabalho da artista.

Ainda que pareça feita para promover a obra de Van Etten, a bem executada versão serve de aviso para a chegada de In A Dream (2014), mais recente álbum do produtor à frente do The Juan MacLean. Ainda que dividido com a vocalista Nancy Whang (ex-LCD Soundsystem), o mérito do remix é todo de MacLean, responsável por estender a base soturna da versão original da faixa, bem como os vocais precisos da cantora folk, tão convincente em seu formato original, quanto “eletrônico”.

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Sharon Van Etten – Our Love (The Juan MacLean Remix)

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Caribou: “Our Love” (Daphni Remix)

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Manitoba, Caribou e Daphni. Em mais de uma década de atuação foram os diferentes projetos de Dan Snaith que mantiveram a obra do produtor canadense sempre dinâmica e atrativa a cada novo projeto de estúdio. Ainda que parta de uma mesma concepção estética, cada projeto assinado pelo artista revela uma identidade própria, percepção reforçada na nova e detalhista versão de Our Love, mais recente single do Caribou, porém, remodelado dentro dos conceitos do Daphni.

Com exceção do verso cíclico – “Our Love” -, pouco se manteve da estrutura original da canção, uma das dez faixas do ainda inédito álbum de Snaith. Recheado com batidas secas e elementos voltados às pistas da década de 1990, grande parte do remix soa como uma adaptação do material lançado em Jialong (2012), último trabalho do canadense à frente do Daphni. Para quem já havia ficado surpreso com o material anterior, eis uma nova forma de se encantar pela obra de Daniel Snaith.

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Caribou – Our Love (Daphni Remix)

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Fool’s Gold: “I’m In Love”

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Poucos grupos representam tão bem o rótulo de “tropical” quanto a californiana Fool’s Gold. São dois bons discos de estúdio – como Leave No Trace (2011) -, uma sequência de faixas e clipes coloridos e todo um acervo que parece feito para animar o dia de qualquer um. Quase uma década de referências e temas autoriais que podem ser resumidos com naturalidade no interior do mais novo single da banda, o solar I’m In Love.

Naturalmente indicado ao público que acompanha o trabalho de Vampire Weekend (do primeiro álbum) e Talking Heads (principalmente a partir do álbum True Stories, de 1986), a presente canção pode até “desacelerar” quando próxima de outros projetos do quinteto, porém, mantém firme a mesma essência da banda. Seis minutos de batuques, guitarras dançantes, linha de baixo pegajosa e a voz preguiçosa/chapada de Luke Top. Além da nova faixa – caminho para o inédito Flying Lessons, terceiro registro de estúdio da banda -, o grupo convidou a dupla Poolside para desenvolver um remix da nova faixa, resultando em uma criação ainda mais litorânea e “veranil”.

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Fool’s Gold – I’m In Love / I’m In Love (Poolside Remix)

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Arcade Fire: “Afterlife” (Flume Remix)

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Desde que foi apresentada em um Lyric Vídeo no último ano, Afterlife mantém um lugar de destaque dentro do (já riquíssimo) acervo de músicas do Arcade Fire. Facilmente uma das melhores canções apresentadas pelo coletivo canadense dentro do quarto álbum de estúdio, Reflektor (2013), a faixa passa agora por uma expressiva transformação nas mãos do australiano Flume, responsável por alterar a criação de Win Butler de forma forma a conceber um invento quase particular.

Assim como fez em Tennis Court da cantora Lorde, ou em qualquer faixa que passou recentemente por suas mãos, Flume desmonta a versão original da música para conquistar agora mais de 10 minutos de novas ambientações, uso da vozes e batidas totalmente reformuladas. Não chega a superar a versão original – que ainda funciona de forma muito mais coesa nas pistas -, mas serve para revelar novos aspectos sobre o trabalho da banda canadense. Ouça e tire suas próprias conclusões:

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Arcade Fire – Afterlife (Flume Remix)

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London Grammar: “Strong” (Evian Christ Remix)

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Mais de um ano se passou desde que Dominic ‘Dot’ Major, Hannah Reid e Dan Rothman apresentaram ao público toda a sutileza de Strong. Perfeita representação de tudo aquilo que orientou a sonoridade da banda durante o primeiro disco – If You Wait (2013) -, a serena criação deixa de lado a própria atmosfera para se transformar em um produto típico do produtor Evian Christ.

Desenvolvido a convite do grupo, o remix cresce inicialmente dentro do ambiente confortável do álbum de 2013, calmaria logo distorcida em uma série de batidas intensas e crescentes. Pronta para as pistas, a nova versão de Strong reforça todo o potencial da vocalista Hannah Reid dentro de faixas mais “dançantes”, aspecto já ressaltado com louvor em Help Me Lose My Mind, do Disclosure.

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London Grammar – Strong (Evian Christ Remix)

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Pedrowl: “You Like It”

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Responsável por algumas das festas de música pop menos óbvias da noite paulistana, o jovem Pedrowl apresenta agora sua primeira (e bem sucedida) criação: You Like It. Ainda que seja um remix da faixa homônima lançada pelo rapper/cantor Omarion há poucos meses, a composição deixa de pertencer ao ex-integrante do B2K para se transformar em um produto típico das referências e bases musicais do produtor paulistano.

Sintetizadores e vozes pueris (no melhor estilo Ryan Hemsworth), beats quebrados e uma avalanche de palminhas recheiam a faixa do princípio ao fim. Quase cinco minutos de colagens, recortes e pequenas reformulações do Pop/R&B que parecem funcionar perfeitamente dentro e fora das pistas. Para quem se interessou pelo trabalho do garoto, vale ouvir a (ótima) mixtape que ele lançou pela Thump há poucas semanas. Aproveite e siga o trabalho do Pedrowl no Facebook.

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Pedrowl – You Like It

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Aperitivo: Jamie XX

Um novo disco a caminho? Aquele artista que você tanto gosta vai lançar um projeto inédito nas próximas semanas? Então se delicie com o nosso Aperitivo. São 15 composições – autorais, remixes, mixtapes – ou mesmo versões criativas de faixas de outros artistas que resumem o trabalho daquela banda ou produtor que você tanto gosta. Nada de ordem, preferência ou classificação aparente. Apenas um conjunto de músicas capazes de resumir a proposta do artista selecionado.

Com a aproximação do primeiro álbum solo de Jamie XX – previsto para estrear ainda em 2014 -, nada melhor do que passear pela extensa produção do artista britânico e trazer ao público algumas das mais significativas faixas entregues pelo produtor nos últimos anos. Entre remixes, composições autorais e variações do próprio trabalho desenvolvido com os parceiros do The XX, selecionamos faixas que resumem de forma climática a obra o artista inglês, e ainda preparam o caminho antes da chegada do tão esperado debut. Continue reading

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Coldplay: “Magic” (AlunaGeorge Remix)

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Ghost Stories (2014), sexto álbum de estúdio do Coldplay, disputa sem grandes concorrentes o título de um dos piores lançamentos do ano. Reaproveitamento meloso da (até então) pior fase do grupo, durante a estreia do álbum X&Y (2005), o novo registro parece feito apenas para os fãs dos britânicos, interessados na velha reciclagem de referências. Todavia, mesmo em meio ao universo de clichês da banda, George Reid, uma das metades do duo AlunaGeorge, conseguiu encontrar um pouco de novidade dentro do remix feito para a faixa Magic.

Tudo bem, grande parte dos arranjos, batidas e samples quebrados que orientam a “nova” versão da música parecem escapar da composição lançada em Body Music (2013), bem sucedida estreia do duo inglês. Ainda assim é difícil não ser conduzido pela movimentação dançante do remix, distanciando (parcialmente) o teor arrastado da versão original da música. O texto para Ghost Stories está aqui, mas se você é fã do Coldplay, já aviso: não vai gostar do que está escrito.

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Coldplay – Magic (AlunaGeorge Remix)

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Lorde: “Royals” (João Brasil Remix)

Lorde

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Quem pensou que o trabalho de João Brasil à frente do Rio Shock iria privar os ouvintes dos tradicionais meshups que apresentaram o produtor carioca pode respirar aliviado: ele está de volta. Na verdade, sempre esteve, apenas em um ritmo um pouco mais lento, mas nada que o novo invento do (insano) artista não dê conta de recuperar o tempo perdido. É hora da aguardada adaptação de Royals, dessa vez, no ritmo da Timbalada.

Intitulada Royals No Pelô, a adaptação mantém o clássico Toque de Timbaleiro como plano de fundo, enquanto os versos da canção permanecem os mesmos – para o agrado do público revoltoso. Disponível para audição e download no player logo abaixo, a canção naturalmente agradou a neo-zelandesa, que já preparou a fantasia para o Carnaval do ano que vem (foto acima). Vejam como ela está feliz e radiante na foto, até ganhou uma corzinha.

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Lorde – Royals (João Brasil Remix)

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Lorde: “Tennis Court” (Flume Remix)

Lorde

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Flume pode passar certo tempo até aparecer com algum novo invento de verdadeira relevância, mas quando ele se inspira, mesmo, algo mágico acontece. Dessa vez a escolhida para se transformar nas mãos do produtor australiano que passou recentemente pelo Lollapalooza Brasil foi ninguém menos do que a “vizinha” Lorde. Royals? Que nada, Flume resolveu investir todas as suas cartas em Tennis Court, composição de longa data da cantora, mas que surge transformada nas mãos do produtor.

Concentrando as atenções nos pequenos atos da música, bem como os vocais cíclicos da artista, Flume transforma a música da artista neozelandesa em uma composição apenas dele. Começa pequena, cresce no meio e explode nos momentos finais. Tudo em uma atmosfera específica do produtor, meio ambient, meio Hip-Hop. Não serve para dançar na balada (infelizmente), mas funciona com acerto para você aquecer em casa.

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Lorde – Tennis Court (Flume Remix)

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