Em 2016, os integrantes do BADBADNOTGOOD deram vida ao excelente IV, uma colcha de retalhos jazzística com algumas das melhores composições já lançadas pelo grupo canadense. Repleto de participações, como Samuel T. Herring, vocalista do Future Islands, e a cantora Charlotte Day Wilson, o trabalho de 11 faixa encanta pelo bem-sucedido encontro com o produtor Kaytranada, parceiro da banda na climática Lavender.

Transformada em um excelente clipe há poucos meses, a composição acaba de ser relançada em formato single. O destaque fica por conta do novo detalhamento da faixa, agora encorpada pelas rimas de um novo convidado, o rapper Snoop Dogg. Essa não é a primeira vez que o grupo canadense apresenta um trabalho em parceria com algum representante de peso do Hip-Hop norte-americano. Entre os convidados da banda estão nomes como Tyler The Creator e o rapper Ghostface Killah, com quem o grupo trabalhou no álbum Sour Soul, de 2015.

 


BADBADNOTGOOD – Lavender (Nightfall Remix) [ft. Kaytranada & Snoop Dogg]

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Artista: Luneta Mágica
Gênero: Psicodélico, Indie Pop, Alternativo
Acesse: https://lunetamagica.bandcamp.com/

 

Com o lançamento de No Meu Peito, em maio em 2015, os integrantes da banda amazonense Luneta Mágica encontraram um claro ponto de equilíbrio. De um lado, a psicodelia nostálgica inspirada pelo trabalho de veteranos como The Beach Boys e The Beatles, no outro oposto, a busca por um material essencialmente acessível, como um precioso diálogo com a música produzida por artistas como Skank, Los Hermanos e outros representantes de peso do pop-rock nacional.

Interessante perceber em NMP (2017, Independente), coleção de remixes e músicas adaptadas do trabalho entregue há dois anos, uma lenta desconstrução de todo esse som particular, pop, assumido pela banda. Ruídos eletrônicos, vozes ecoadas, efeitos e distorções que delicadamente conduzem o ouvinte para dentro do mesmo ambiente conceitual explorado no experimental Amanhã Vai Ser o Melhor Dia da Sua Vida (2012), álbum de estreia do grupo de Manaus.

Para a produção do disco, a banda – hoje formada por Pablo Araújo, Erick Omena, Eron Oliveira e Daniel Freire –, decidiu se cercar de amigos e demais representantes da presente safra do rock brasileira. No time de convidados, nomes como Benke Ferraz (Boogarins), Bonifrate (ex-Supercordas), Bike, os conterrâneos da Supercolisor e o músico carioca Jonas Sá. Nas mãos de cada artista, a possibilidade de desmontar e brincar com faixas como Tua Presença, Mantra, Rita e Acima Das Nuvens.

Sem ordem aparente, NMP faz de cada composição um ato isolado, curioso. Logo na abertura do disco, a introdutória No Meu Peito se converte em uma típica canção do Supercordas, esbarrando na mesma experimentação testada em Teceira Terra (2015), último álbum de estúdio da banda carioca. O mesmo som delirante se repete na construção de Preciso, 11ª faixa do disco e uma cósmica adaptação produzida pela banda paulista Bike.

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Todd Terje sempre escolheu muito bem os artistas que remixaram seus trabalhos. Conterrâneos da Space Disco, como Prins Thomas, além de outros produtores como Joakim, Eric Duncan e Pepe Bradock. Nada que se compare ao recente “experimento” do britânico Kieran Hebden, do Four Tet, no novo single do produtor norueguês. Em Jungelknugen, faixa que sequer foi lançada oficialmente por Terje, uma chuva de sintetizadores cobre todos os limites da canção.

Sem necessariamente descaracterizar o trabalho de Todd Terje, Hebden cria pequenos atos, explosões e curvas rítmicas que bagunçam a composição. O resultado está na construção de uma faixa que parece pronta para as pistas, como um convite sedutor que replica grande parte dos conceitos apresentados pelo norueguês no elogiado debut It’s Album Time, de 2014. A versão original da faixa segue sem previsão de lançamento.

 

Todd Terje – Jungelknugen (Four Tet Remix)

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Se existe uma coisa que Danny L Harle produz como ninguém é um bom remix. Basta um rápido passeio pela conta do produtor inglês no Soundcloud para encontrar pérolas como Come To Your Senses, do Panda Bear, e Shine, dos conterrâneos do Years and Years. Parceiro de longa data da cantora Charli XCX, Harle foi convidado a produzir um remix para a recém-lançada After The Afterparty, mais recente single da artista. O resultado? Uma música completamente insana.

Enquanto a voz de XCX corre com o pitch acelerado, Harle detalha um novo conjunto de batidas eletrônicas, melodias sujas e até guitarras – vide os instantes finais da faixa. São pouco mais de três minutos em que todos os elementos da composição flutuam de maneira completamente instável no decorrer da canção. Até Lil Yatchy, rapper convidado para a versão original da música, surge reformulado dentro do curioso remix.

 

Charli XCX – After The Afterparty (Danny L Harle Remix)

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Originalmente apresentada no último ano como parte do disco Ava Patrya Yndia Yracema – 4º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Nacionais de 2015 –, há poucos meses, Auto das Bacantes acabou se transformando em um provocativo clipe pelas mãos do diretor Pedro Paulo Rocha, irmão de Ava Rocha. Marcada pela temática feminista, a canção ressurge agora parcialmente transformada, efeito do novo conjunto de batidas e colagens assumidas pelo produtor paulistano Rico.

Ainda que preserve a voz da cantora, tão urgente e intensa quanto na versão original da composição, da abertura ao fechamento do “remix”, Rico brinca com as possibilidades. São sintetizadores levemente dançantes, batidas crescentes e interferências eletrônicas que acabam dialogando com a mesma ambientação produzida pelo artista em agosto do último ano, durante o lançamento do ótimo EP Ascender (2015).

 

Ava Rocha – Auto das Bacantes (RICO Edit)

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. The Big Cover-Up (2016), esse é o nome do mais recente trabalho do produtor norueguês Todd Terje. Trata-se de um EP de versões para “clássicos” assinados por Yellow Magic Orchestra, Martin Circus, Boney M e Vangelis, mas que também serão remixados por outros produtores próximos de Terje, caso de Daniel Maloso, Dan Tyler, Prins Thomas e Øyvind Morken. Para apresentar o trabalho, nada melhor do que a dançante e divertida Baby Do You Wanna Bump. Originalmente lançada na década de 1970 pelo grupo alemão Boney M, Baby Do…Continue Reading “Todd Terje & The Olsens: “Baby Do You Wanna Bump” (Daniel Maloso Remix)”

Artista: Bwana
Gênero: Electronic, Experimental, Ambient
Acesse: http://luckyme.net/bwana/

– Nós ainda não temos o poder
– Mas um dia teremos
– Por que já começou

Ainda que a frase de encerramento de Akira, filme de 1988 dirigido e criado por Katsuhiro Ôtomo, se relacione diretamente com a trama apresenta na obra, difícil não perceber a evolução do trabalho – película ou mangá – como um poderoso fenômeno cultural. Uma ativa herança conceitual que se manifesta em diferentes produtos midiáticos – como séries, filmes e livros -, alcançando no recente Capsule’s Pride (2016, LuckyMe) um de seus melhores exemplares.

Produzido pelo canadense Nathan Micay – que aqui se apresenta sob o título de Bwana -, o registro de nove composições “inéditas” nasce como uma inteligente reciclagem de grande parte da obra apresentada há quase três décadas. Diálogos, ruídos, efeitos e até mesmo trechos extraídos da trilha sonora original do filme – assinada pelo coletivo japonês Geinō Yamashirogumi – se transformam em instrumentos nas mãos do artista de Toronto.

Em uma estrutura linear, seguindo de perto a sequência de eventos que marcam a animação de 1988, Micay brinca com grande parte da obra assinada por Ôtomo de forma instável, criando uma espécie de ponte para um território dançante, particular. Da abertura do disco, com The Capsule’s Pride (Bikes), passando por faixas como Failed Escape (Where you Belong) e The Colonel’s Mistake, The Scientist’s Regret, cenas e diálogos são cuidadosamente adaptados em um poderoso remix.

Nomes de personagens – “Akira”, “Tetsuo”, “Kaneda” e “Kei” – e até cenas inteiras que se repetem de forma cíclica dentro das batidas e temas eletrônicas do canadense, alimentando a base urgente que conduz o álbum até o últimos instante. Mesmo a trilha sonora de Geinō Yamashirogumi surge de forma picotada no interior obra, como se Micay extraísse apenas o que há de mais marcante no trabalho – vide a reciclagem das vozes em coro e toda a percussão “futurística” pensada para a película.

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. Orgunga (2016), esse é o nome do primeiro álbum de estúdio do rapper paulistano Rico Dalasam. Sucessor do ótimo Modo Diverso EP – um dos 50 Melhores Discos Nacionais de 2015 -, o trabalho que conta com previsão de lançamento para o começo de maio traz uma nova sequência de composições assinadas por nomes como Xuxa Levy, Mahal Pita (Baiana System), Rodrigo Gorky (Bonde do Rolê) e outros nomes de peso da cena eletrônica/Hip-Hop nacional. Para anunciar a chegada do registro, Dalasam decidiu fazer surpresa. Nada de canções inéditas…Continue Reading “Rico Dalasam: “Riquíssima” (Remix) [VÍDEO]”

A dupla Database lançou essa semana seu mais novo EP “Another Love”, com participação de Savoir Adore, trazendo os vocais de Paul Hammer, além de três remixes, sendo dois da dupla carioca de House e Disco, Twelves e do produtor paulistano, parte do cast do selo da Kompakt, L_cio. O lançamento é pelo selo Life on Planes, do DJ White Shadow, produtor dos álbuns “Born This Way” e “Artpop” da Lady Gaga. Formado por Lucio Morais e Yuri Chix em 2007, o Database já remixou Fatboy…Continue Reading “Database: “Another Love””

. Uma das melhores, se não a melhor composição lançada em 2015, I Know There’s Gonna Be (Good Times), nona faixa do primeiro registro em carreira solo de Jamie XX, In Colour (2015) acaba de ser relançada em uma poderosa coleção de remixes. Além da versão original da faixa, uma parceria entre o produtor britânico e os rappers Popcaaan e Young Thug, a canção que utiliza de samples do clássico Good Times, do grupo The Persuasions, conta agora com versões assinadas por Skepta e Dre Skull mostra o trabalho de XX…Continue Reading “Jamie XX: “I Know There’s Gonna Be (Good Times)” [Remixes]”