Tag Archives: Remixes

Arcade Fire: “Afterlife” (Flume Remix)

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Desde que foi apresentada em um Lyric Vídeo no último ano, Afterlife mantém um lugar de destaque dentro do (já riquíssimo) acervo de músicas do Arcade Fire. Facilmente uma das melhores canções apresentadas pelo coletivo canadense dentro do quarto álbum de estúdio, Reflektor (2013), a faixa passa agora por uma expressiva transformação nas mãos do australiano Flume, responsável por alterar a criação de Win Butler de forma forma a conceber um invento quase particular.

Assim como fez em Tennis Court da cantora Lorde, ou em qualquer faixa que passou recentemente por suas mãos, Flume desmonta a versão original da música para conquistar agora mais de 10 minutos de novas ambientações, uso da vozes e batidas totalmente reformuladas. Não chega a superar a versão original – que ainda funciona de forma muito mais coesa nas pistas -, mas serve para revelar novos aspectos sobre o trabalho da banda canadense. Ouça e tire suas próprias conclusões:

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Arcade Fire – Afterlife (Flume Remix)

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London Grammar: “Strong” (Evian Christ Remix)

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Mais de um ano se passou desde que Dominic ‘Dot’ Major, Hannah Reid e Dan Rothman apresentaram ao público toda a sutileza de Strong. Perfeita representação de tudo aquilo que orientou a sonoridade da banda durante o primeiro disco – If You Wait (2013) -, a serena criação deixa de lado a própria atmosfera para se transformar em um produto típico do produtor Evian Christ.

Desenvolvido a convite do grupo, o remix cresce inicialmente dentro do ambiente confortável do álbum de 2013, calmaria logo distorcida em uma série de batidas intensas e crescentes. Pronta para as pistas, a nova versão de Strong reforça todo o potencial da vocalista Hannah Reid dentro de faixas mais “dançantes”, aspecto já ressaltado com louvor em Help Me Lose My Mind, do Disclosure.

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London Grammar – Strong (Evian Christ Remix)

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Pedrowl: “You Like It”

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Responsável por algumas das festas de música pop menos óbvias da noite paulistana, o jovem Pedrowl apresenta agora sua primeira (e bem sucedida) criação: You Like It. Ainda que seja um remix da faixa homônima lançada pelo rapper/cantor Omarion há poucos meses, a composição deixa de pertencer ao ex-integrante do B2K para se transformar em um produto típico das referências e bases musicais do produtor paulistano.

Sintetizadores e vozes pueris (no melhor estilo Ryan Hemsworth), beats quebrados e uma avalanche de palminhas recheiam a faixa do princípio ao fim. Quase cinco minutos de colagens, recortes e pequenas reformulações do Pop/R&B que parecem funcionar perfeitamente dentro e fora das pistas. Para quem se interessou pelo trabalho do garoto, vale ouvir a (ótima) mixtape que ele lançou pela Thump há poucas semanas. Aproveite e siga o trabalho do Pedrowl no Facebook.

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Pedrowl – You Like It

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Aperitivo: Jamie XX

Um novo disco a caminho? Aquele artista que você tanto gosta vai lançar um projeto inédito nas próximas semanas? Então se delicie com o nosso Aperitivo. São 15 composições – autorais, remixes, mixtapes – ou mesmo versões criativas de faixas de outros artistas que resumem o trabalho daquela banda ou produtor que você tanto gosta. Nada de ordem, preferência ou classificação aparente. Apenas um conjunto de músicas capazes de resumir a proposta do artista selecionado.

Com a aproximação do primeiro álbum solo de Jamie XX – previsto para estrear ainda em 2014 -, nada melhor do que passear pela extensa produção do artista britânico e trazer ao público algumas das mais significativas faixas entregues pelo produtor nos últimos anos. Entre remixes, composições autorais e variações do próprio trabalho desenvolvido com os parceiros do The XX, selecionamos faixas que resumem de forma climática a obra o artista inglês, e ainda preparam o caminho antes da chegada do tão esperado debut. Continue reading

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Coldplay: “Magic” (AlunaGeorge Remix)

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Ghost Stories (2014), sexto álbum de estúdio do Coldplay, disputa sem grandes concorrentes o título de um dos piores lançamentos do ano. Reaproveitamento meloso da (até então) pior fase do grupo, durante a estreia do álbum X&Y (2005), o novo registro parece feito apenas para os fãs dos britânicos, interessados na velha reciclagem de referências. Todavia, mesmo em meio ao universo de clichês da banda, George Reid, uma das metades do duo AlunaGeorge, conseguiu encontrar um pouco de novidade dentro do remix feito para a faixa Magic.

Tudo bem, grande parte dos arranjos, batidas e samples quebrados que orientam a “nova” versão da música parecem escapar da composição lançada em Body Music (2013), bem sucedida estreia do duo inglês. Ainda assim é difícil não ser conduzido pela movimentação dançante do remix, distanciando (parcialmente) o teor arrastado da versão original da música. O texto para Ghost Stories está aqui, mas se você é fã do Coldplay, já aviso: não vai gostar do que está escrito.

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Coldplay – Magic (AlunaGeorge Remix)

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The Hellen Hollins Singers: “Consolation” (Nicolas Jaar Edit)

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Se o Chile vencer vou compartilhar uma faixa nova“. Ainda que o desejo de Nicolas Jaar no Twitter não tenha se concretizado – a seleção do país onde o artista morou na infância perdeu para o time do Brasil em uma das partidas da Copa -, a promessa do produtor em lançar uma nova composição ao fim do jogo se concretizou. Tudo bem, Consolation, faixa lançada em 1980 pelo coletivo gospel The Helen Hollins Singers está longe de ser uma criação de Jaar, mas passou por uma adaptação que soa como qualquer trabalho do norte-americano.

Movida pelo coro de vozes negras e teclados da versão original da música, o remix aos poucos é acrescido por experimentos ambientais e batidas quebradas. Além de alterar parcialmente o ritmo da canção, Jaar resgata uma série de elementos testados em Psychic (2013), último disco do projeto paralelo Darkside. Disponível para audição no player abaixo, a canção também pode ser baixada gratuitamente.

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The Hellen Hollins Singers – Consolation (Nicolas Jaar Edit)

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Lorde: “Royals” (João Brasil Remix)

Lorde

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Quem pensou que o trabalho de João Brasil à frente do Rio Shock iria privar os ouvintes dos tradicionais meshups que apresentaram o produtor carioca pode respirar aliviado: ele está de volta. Na verdade, sempre esteve, apenas em um ritmo um pouco mais lento, mas nada que o novo invento do (insano) artista não dê conta de recuperar o tempo perdido. É hora da aguardada adaptação de Royals, dessa vez, no ritmo da Timbalada.

Intitulada Royals No Pelô, a adaptação mantém o clássico Toque de Timbaleiro como plano de fundo, enquanto os versos da canção permanecem os mesmos – para o agrado do público revoltoso. Disponível para audição e download no player logo abaixo, a canção naturalmente agradou a neo-zelandesa, que já preparou a fantasia para o Carnaval do ano que vem (foto acima). Vejam como ela está feliz e radiante na foto, até ganhou uma corzinha.

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Lorde – Royals (João Brasil Remix)

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Lorde: “Tennis Court” (Flume Remix)

Lorde

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Flume pode passar certo tempo até aparecer com algum novo invento de verdadeira relevância, mas quando ele se inspira, mesmo, algo mágico acontece. Dessa vez a escolhida para se transformar nas mãos do produtor australiano que passou recentemente pelo Lollapalooza Brasil foi ninguém menos do que a “vizinha” Lorde. Royals? Que nada, Flume resolveu investir todas as suas cartas em Tennis Court, composição de longa data da cantora, mas que surge transformada nas mãos do produtor.

Concentrando as atenções nos pequenos atos da música, bem como os vocais cíclicos da artista, Flume transforma a música da artista neozelandesa em uma composição apenas dele. Começa pequena, cresce no meio e explode nos momentos finais. Tudo em uma atmosfera específica do produtor, meio ambient, meio Hip-Hop. Não serve para dançar na balada (infelizmente), mas funciona com acerto para você aquecer em casa.

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Lorde – Tennis Court (Flume Remix)

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Beyoncé: “Drunk In Love” (Kanye West/The Weeknd Remix)

Beyoncé

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Todos querem ser Beyoncé. Lançado aos 45 dos segundo tempo em 2013, o quinto trabalho de estúdio da cantora norte-americana continua reverberando de forma assertiva em diferentes campos da música pop – e até mesmo fora dela. Depois da série de remixes e versões que vem ocupando a internet ao longo dos últimos meses, chega a vez de dois artistas de peso apresentarem suas próprias interpretações/remixes da faixa: Kanye West e The Weeknd.

Enquanto o primeiro é encaixado em um remix curioso da canção, o segundo resolveu brincar completamente com a essência da música. Utilizando do próprio vocal e de pequenas alterações instrumentais na faixa, Abel Tesfaye encontra na música uma espécie de continuação do exercício testado com Kiss Land, lançado em 2013. São as mesmas batidas ascendentes em proximidade aos vocais frenéticos, exercício que sustenta apenas o versão da música original. Na dúvida, fique com a versão original.

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Beyoncé – Drunk In Love (ft. Jay Z & Kanye West)

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Beyoncé – Drunk In Love (The Weeknd Remix)

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Beyoncé: “Partition” (Azealia Banks & Busta Rhymes)

Beyoncé

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Azealia Banks não perde a oportunidade de passear pela obra alheia. Assim como já aconteceu com Baauer, Interpol e The Strokes no último ano, chega a vez da artista nova-iorquina brincar com o trabalho de Beyoncé. A escolhida para ser remixada e ter alguns dos versos da rapper encaixados sem grandes alterações foi Partition, uma das composições mais sóbrias do quinto e homônimo álbum da diva. acompanhada de perto por Busta Rhymes, que inclusive abre a canção, Banks assume a função de potencializar o clima brando da faixa – pontuada pelo uso de vocalizações climáticas e batidas soturnas que esbarram no R&B 90’s.

Diferente dos anteriores projetos em que emprestou os próprios vocais, em Partition a rapper parece até recatada, o que não quer dizer que seja impossível notar sua presença, ainda mais rimando de forma erótica, em francês. Distante dos holofotes há alguns meses, Azealia reserva para março a chegada do aguardado Broke With Expensive Taste, primeiro e aguardado registro em estúdio.

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Beyoncé – Partition (Azealia Banks & Busta Rhymes)

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