Artista: Rio Sem Nome
Gênero: Experimental, Alternativo, Indie
Acesse: https://riosemnome.bandcamp.com/

 

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Os últimos meses foram bastante produtivos para o cantor e produtor mineiro João Carvalho. Ao lado dos parceiros da El Toro Fuerte, um universo de confissões intimistas, medos e tormentos que marcam as composições do inaugural Um Tempo Lindo Pra Estar Vivo (2016). Em carreira solo, a passagem para um ambiente etéreo, marcado pelo uso de temas eletrônicos e minimalistas que alimentam as canções de Memoro Fantomo_Rio Preto (2016), mais recente trabalho do músico como Sentidor.

Ponto de encontro entre esses dois universos, Rio Sem Nome (2016, Geração Perdida), novo registro autoral de Carvalho, mostra o esforço do artista mineiro em explorar novas sensações e temas intimistas, porém, mantendo firme a mesma atmosfera que orienta as músicas do Sentidor. Em um intervalo de 50 minutos e apenas dez faixas, memórias de um passado ainda recente, angústias e declarações de amor se espalham em meio a sintetizadores e texturas eletrônicas.

Produzido e gravada durante a turnê “Bons Amigos, Maus Hábitos”, projeto que envolveu os integrantes da El Toro Fuerte, Jonathan Tadeu, Fernando Motta e Sentidor em uma série de apresentações por diversas cidades do Nordeste do país, a estreia de Carvalho como Rio Sem Nome cresce com leveza, em uma medida própria de tempo. São canções extensas, algumas com mais de seis minutos, em que a voz arrastada do artista se apoia em uma poesia sensível, preciosa, movida em essência pela saudade.

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Dói mais é tão bom / Seu sonho pode ser minha raiz / Meu sonho sempre foi tudo que eu fiz / Não te assusta com a ferida aberta”, canta na delicada Cosmorama, composição que utiliza de uma melodia ensolarada, crescente, de forma a contrastar com a letra dolorosa lançada por Carvalho. O mesmo conceito sorumbático acaba se repetindo em outros instantes do disco, caso de Liberdade, nona faixa do disco e, principalmente, na dolorosa Teca – “E eu nunca mais senti / Outra saudade tão fria assim”.

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Produzido e gravada durante a turnê “Bons Amigos, Maus Hábitos”, projeto que envolveu os integrantes da El Toro Fuerte, Jonathan Tadeu, Fernando Motta e Sentidor em uma série de apresentações por diversas cidades do Nordeste do país, Rio Sem Nome é o mais novo trabalho do mineiro João Carvalho. Trata-se de uma adaptação de diversos conceitos incorporados pelo artista nos últimos meses. Um melancólico jogo de texturas eletrônicas, versos confessionais e sentimentos expostos.

Além das três composições apresentadas por Carvalho recentemente – Cosmorama, Liberdade e Recife –, o registro ainda conta com outras sete canções inéditas. Músicas como a cósmica A História Não Nos Redimirá, repleta de fragmentos de vozes e sintetizadores delicados, além de outras, como a sombria Teca, e derradeira Alvorada. Com distribuição pelo selo/coletivo Geração Perdida, o trabalho ainda conta com download gratuito pelo bandcamp do Rio Sem Nome.

 

Rio Sem Nome – Rio Sem Nome

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Em passagem pelo Nordeste do país para uma série de shows, o músico mineiro João Carvalho decidiu registrar ao vivo uma das composições que recheiam o primeiro álbum de inéditas do Rio Sem Nome. Intitulada Recife, a canção foi a escolhida para integrar o catálogo de performances intimistas que caracterizam o projeto Bands on Frame, canal do Youtube que ainda conta com a participação de artistas como Boogarins, Jonathan Tadeu e Câmera.

Experimental, a nova faixa nasce como uma lenta desconstrução de tudo aquilo que o músico, também integrante das bandas El Toro Fuerte e Sentidor, explorou nas iniciais Liberdade e Cosmorama. São ruídos minimalistas que utilizam da própria voz do artista como um “instrumento” complementar, proposta que acaba aproximando o som produzido por Carvalho do mesmo universo de coletivos como Sigur Rós e outros representantes do pós-rock.

Rio Sem Nome (2016) será lançado dia 14/11 via Geração Perdida.

 

Rio Sem Nome – Recife

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Os sentimentos tomam conta de cada fragmento de voz ou melodia eletrônica produzido pelo mineiro João Carvalho. Dias após o lançamento de Cosmorama, composição escolhida para anunciar o primeiro registro do projeto Rio Sem Nome, Carvalho está de volta com mais uma canção inédita. Em Liberdade, música que incorpora os mesma atmosfera minimalista dos trabalhos produzidos pelo artista como Sentidor, a construção por um material tão delicado e leve, quanto intimista e doloroso.

Enquanto os versos olham para o passado de forma nostálgica, detalhando a tentativa de reaproximação de um casal – “Tempo atrás / pensei em corrermos de volta / das vezes que ninguém se feriu” –, musicalmente, o novo invento autoral de Carvalho se espalha e cresce. São vozes incorporadas como instrumentos, pianos melancólicos e toda uma atmosfera de reverberações etéreas, como se o músico esbarrasse na mesma composição abstrata de artistas como Tim Hecker, Oneohtrix Point Never e demais nomes da eletrônica recente.

Rio Sem Nome (2016) será lançado em novembro via Geração Perdida.

Rio Sem Nome – Liberdade

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De um lado, as ambientações minimalistas e experimentos eletrônicos que dialogam com o rico catálogo de obras do Sentidor – entre eles, o recente Memoro Fantomo_Rio Preto (2016). No outro oposto, a completa melancolia estampada nos versos e temas sempre confessionais, como uma extensão do som produzido há poucos meses em Um Tempo Lindo Pra Estar Vivo (2016), estreia do grupo El Toro Fuerte. Ponto de encontro entre esses dois universos, Cosmorama, primeiro single do Rio Sem Nome, novo projeto do cantor e compositor mineiro João Carvalho.

Composta e gravada durante a turnê “Bons Amigos, Maus Hábitos”, projeto que envolveu El Toro Fuerte, Jonathan Tadeu, Fernando Motta e Sentidor se apresentando em diversas cidades do Nordeste do país, a canção montada em uma estrutura crescente hipnotiza e comove em segundos. Enquanto os versos sufocam pela dor, musicalmente, Carvalho brinca com as possibilidades, costurando batidas secas, vozes marcadas pelo auto-tune e melodias coloridas em um ambiente sempre mutável. Junto da canção, um curioso lyric video à la Bon Iver repleto de efeitos e interferências visuais.

Rio Sem Nome (2016) será lançado em novembro via Geração Perdida.

 

Rio Sem Nome – Cosmorama

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