Em novembro do último ano, o produtor sueco Mr. Tophat em parceria com a cantora Robyn anunciou a chegada do colaborativo Trust Me, um EP de três faixas com produção dividida entre a dupla. Na ocasião, o casal apresentou ao público a extensa faixa-título do registro. Pouco mais de dez minutos de duração que aproximam a obra a autora de obras como Body Talk (2010) e Do It Again (2014) das pistas de dança e da House Music que movimenta os trabalhos do parceiro de composição.

Dando sequência ao processo de divulgação do trabalho, Robyn e Mr. Tophat apresentam ao público a inédita Right Time. Em um intervalo de quase dez minutos, vozes picotadas da cantora se espalham em meio a batidas e ambientações eletrônicas, esbarrando com naturalidade em elementos do Dub originalmente testados durante o lançamento do single anterior. Esse é o terceiro registro colaborativo de Robyn, que já trabalhou em com a dupla Röyksopp e no projeto paralelo La Bagatelle Magique.

Trust Me EP (2017) será lançado no dia 13/01 via Smalltown Supersound.

 

Mr. Tophat – Right Time (Feat. Robyn)

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. Joseph Mount e os demais parceiros de banda não estão economizando esforços para o lançamento de Summer 08 (2016). A cada nova composição do quinto registro de inéditas do Metronomy, uma nova surpresa. Canções como a nostálgica Old Skool, parceria com Master Mike, um dos ex-integrantes do Beastie Boys, além de peças como Back Together e Night Owl, músicas que incorporam diferentes temas instrumentais dos anos 1970/1980. Em Hang Me Out to Dry, mais recente criação do coletivo britânico, uma espécie de regresso ao mesmo ambiente acolhedor de…Continue Reading “Metronomy: “Hang Me Out to Dry” (ft. Robyn)”

Body Talk (2010) da sueca Robyn ou 1989 (2014) da norte-americana Taylor Swift? E•MO•TION (2015) de Carly Rae Jepsen ou Teenage Dream (2010) de Katy Perry? Qual é o melhor exemplar da música pop lançado na presente década? Nas últimas semanas perguntei a diversos amigos, blogueiros, jornalistas e até mesmo para os leitores pelo Twitter quais são os trabalhos mais importantes da música pop entregues ao público nos últimos seis anos. Obras lançadas entre 2010 e 2015 e que foram compiladas em uma lista de 10 discos essenciais – abaixo. Menções honrosasBorn This Way (2011) de Lady Gaga, 4 (2011) de Beyoncé, Days Are Gone (2013) do Haim, True Romance (2013) de Charli XCX e #1 (2015) do paraense Jaloo.

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. Robyn adora pegar o próprio público de surpresa. Prestes a se apresentar no Brasil pelos próximos meses, a cantora/produtora sueca acaba de anunciar o lançamento de mais um novo projeto: Robyn & La Bagatelle Magique. Passo além em relação ao trabalho desenvolvido com a dupla Röyksopp no mini-álbum Do It Again, de 2014, o novo projeto dividido o tecladista Markus Jägerstedt e o produtor Christian Falkcom mostra uma artista renovada, cada vez mais próxima da eletrônica concebida nos anos 1990 e tão dinâmica quanto nos últimos registros…Continue Reading “Robyn & La Bagatelle Magique: “Love Is Free” (Feat. Maluca)”

. Grizzly Bear, Hot Chip, Sufjan Stevens, Foals, Jens Lekman, Dev Hynes, St. Vincent e Devendra Banhart. Basta uma entrevista ou pesquisa rápida para logo ver o nome de Arthur Russell como uma das principais influências de grande parte dos artistas nascidos nas últimas duas décadas. Com uma discografia curta que ocupa parte da década de 1980, além de obras compiladas a partir dos anos 1990, o cantor – morto em 1992 devido a complicações causadas pela Aids -, permanece como um nome ativo e…Continue Reading “Vários Artistas: “Red Hot + Arthur Russell””

. Do It Again pode até ser a faixa mais comercial e melhor representação da parceria entre Röyksopp e a cantora Robyn no EP homônimo lançado há poucos meses, entretanto, é no vídeo de Monument que o trio parece realmente interessado em investir. Com direção assinada por Max Vitali, o trabalho apresentado pelo The Creators Project vai além do vídeo em branco e preto apresentado há poucas semanas, refletindo toda a sutileza e o caráter místico que acompanha grande parte do crescimento do EP. Orquestrado…Continue Reading “Röyksopp & Robyn: “Monument””

. Do cenário concebido por Adam Bainbridge em World, You Need a Change of Mind, de 2012, pouco parece ter se modificado conceitualmente. Registro de estreia do produtor britânico pelo Kindness, o álbum carregado de boas melodias, groove e nostalgia parece ser a base para o segundo e ainda inédito Otherness (2014). Mais novo álbum de estúdio do artista, o registro anunciado para o dia 13 de outubro entrega na inicialmente controlada World Restart um eficiente resumo dos futuros (e anteriores) inventos assinados por Bainbridge….Continue Reading “Kindness: “World Restart” (feat. Kelela & Ade)”

. Na lista das composições mais importantes que surgiram em 2014 – até agora -, Do It Again talvez seja o melhor resumo da carreira da sueca Robyn ou da dupla norueguesa Röyksopp, os responsáveis pelas bases e batidas da composição que garante título ao EP em parceria entre o trio. Pouco mais de cinco minutos de sintetizadores controlados, beats instáveis, vocalizações típicas do pop e um passeio pela eletrônica que atravessam as décadas de 1970, 1980 e 1990 até alcançar o presente. Originalmente apresentado…Continue Reading “Röyksopp & Robyn: “Do It Again””

. Enquanto Neneh Cherry ocupou um lugar de destaque na música sueca (e mundial) dos anos 1990, a partir da década de 2000 foi a vez da conterrânea Robyn assumir o mesmo posto com evidente destaque. Mais de duas décadas depois do trabalho da veterana ter início, chega a vez do tão esperado encontro entre a dupla acontecer. A canção escolhida para isso foi Out Of The Black, uma das faixas que abastecem o recente Blank Project (2014), quarto disco solo de Cherry. Seguindo a…Continue Reading “Neneh Cherry: “Out Of The Black” (feat. Robyn)”

Neneh Cherry
Electronic/Female Vocalists/Trip-Hop
http://nenehcherry.com/

Por: Cleber Facchi

Neneh Cherry

É um erro encarar os 18 anos que separam Man (1996), terceiro registro em estúdio da cantora Neneh Cherry, de seu sucessor, o recém-lançado Blank Project (2014, Smalltown Supersound). Ainda que o distanciamento entre um trabalho e outro tenha acrescentado uma vírgula extensa aos inventos em carreira solo da artista sueca, Cherry, diferente de tantos músicos que mergulham no silêncio e no isolamento autoral, aproveitou como poucos o período de “férias” e todo esse distanciamento da própria obra.

Como se não bastassem as interferências em registros tão opostos quanto Love Box (2002) do Groove Armada e Demon Days (2005) do Gorillaz, desde 2006 a cantora é parte importante do CirKus, coletivo de Trip-Hop que, entre outros nomes, conta com Burt Ford (Massive Attack, Portishead) como um dos principais organizadores. Os pequenos desdobramentos e rápidas colaborações se estendem até The Cherry Thing, parceria com o grupo norueguês The Thing lançada em 2012 e faísca para a explosão controlada que parece alimentar a presente obra da cantora.

Continuando exatamente de onde parou em 1996, porém, atenta aos desdobramentos recentes dos gêneros que a apresentaram, Cherry dança por um conjunto de referências atuais, mas ainda assim pontuadas pela nostalgia. São músicas como Across the Water, logo na abertura do disco, que se relacionam com toda a intimidade melancólico dos primeiros inventos da cantora, ao mesmo tempo em que outras, como a faixa-título, anunciam uma liberdade poucas vezes vista dentro da obra de Cherry. Um constante cruzamento entre passado e presente que organiza toda a atmosfera do disco.

Tão confessional quanto qualquer outro registro da cantora, Blank Project é um trabalho em que a maturidade de Cherry se converte como uma ferramenta extra para a formação do projeto. Matéria-prima do próprio disco, a artista usa de músicas como Naked ou mesmo da própria faixa-título como um reforço da individualidade lírica do registro, entretanto, são os versos de Everything, faixa de encerramento da obra que Cherry se revela em essência: “Eu gostaria de vê-lo/ Ter me divertido/ Se você puder/ Eu olho para você/ Mas sou eu que vejo”.

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