Tag Archives: Rustie

A. G. Cook: “Beautiful” (Rustie Remix)

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De todas as músicas apresentadas pelo selo PC Music em 2014, Beautiful talvez seja a que melhor sintetize toda a excentricidade e curiosa interpretação do pop que define o trabalho do coletivo britânico. Embora completa, a criação assinada pelo produtor A. G. Cook, “líder” do grupo passa por uma roupagem ainda mais curiosa e intensa nas mãos do produtor Rustie. Distante da parcial morosidade que ocupa Green Language (2014), o artista invade o próprio território em Glass Swords (2011) para remodelar completamente a música de Cook.

Em ritmo eufórico e coberta por uma nova camada de sintetizadores, a edição de Rustie não apenas transporta a (nova) música para um terreno dançante, flertando com os anos 1990, como ainda replica uma série de referências e temas característicos do próprio produtor. Assim como a inédita Tomb For Anatole, de How To Dress Well, o remix integra o catálogo anual do selo LuckyMe Records, em que todo o dinheiro arrecadado pelo projeto será doado à uma instituição de combate ao câncer.

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A. G. Cook – Beautiful (Rustie Edit)

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As Melhores Capas de 2014

Fotografias, ilustrações, formas estranhas, colagens e arte minimalista. É hora de escapar dos arranjos e letras para explorar algumas das melhores capas de discos apresentadas ao longo do ano. Das imagens distorcidas de Jesse Kanda para os trabalhos de FKA Twigs e Arca, passando pelo trabalho de diversos artistas brasileiros, como ruído/mm, Kalouv e Juçara Marçal, cada uma das imagens da compilação sintetizam (visualmente) um pouco do universo musical de 2014. Concorda ou discorda da nossa seleção? Use os comentários para listar as suas imagens favoritas. Continue reading

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Rustie: “Lost” (ft. Redinho)

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De todos os aspectos ressaltados no trabalho de Rustie em Glass Swords (2011), o mais interessante deles se concentra na imensa carga de referências dissolvidas pela obra. Da homenagem ao jogo The Legend of Zelda: Ocarina of Time em Hover Trap, passando pelos sintetizadores em Flash Back – típicos do Van Halen -, a estreia do artista escocês é mais do que uma coleção de gêneros sobrepostos – Dubstep, Hip-Hop, R&B, Pop, Techno e até Rock Progressivo -, mas uma obra a ser desvendada dentro e principalmente fora das pistas.

Com a apresentação de faixas como Raptor e Attak nos últimos meses, todas as evidências indicavam que Green Language (2014, Warp) seria conduzido sob o mesmo refinamento do antecessor. Batidas intensas, harmonias detalhadas de sintetizadores e até o uso coeso de vocais – assumidos pelo amigo/colaborador Danny Brown. Uma sensação de que os elementos e temas entregues no registro de estreia seriam não apenas expandidos, mas acrescidos por toda uma nova carga de experiências. Doce ilusão. Leia a resenha completa.

Assista abaixo ao clipe de Lost, trabalho dirigido por A-Rock.

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Rustie – Lost (ft. Redinho)

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Rustie: “Attak” (ft. Danny Brown)

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Em 2013, quando apresentou ao público o terceiro (e intenso) trabalho de estúdio, Old, Danny Brown apareceu cercado por um time de jovens produtores ao longo do toda a obra. Entre os destaques do trabalho, o britânico Rustie, responsável pelas bases de Side B (Dope Song), Break It (Go) e Way Up Here, algumas das melhores faixas do segundo lado do registro. Partindo do mesmo conceito, rapper e produtor se encontram mais uma vez para solucionar as bases e versos da inédita Attak.

Uma das composições que abastecem o ainda inédito Green Language (2014), segundo trabalho de estúdio do artista inglês, Attak é uma faixa que pode ser traduzida em uma só palavra: intensa. Carregada de sintetizadores pegajosos e tomada por uma atmosfera “veranil”, a faixa estende tudo aquilo que Rustie já havia testado no debut Glass Swords (2011), aproximando o produtor de uma sonoridade visivelmente comercial, próxima do ouvinte médio. Com lançamento pelo selo Warp, Green Language estreia no dia 26 de agosto.

Abaixo, o clipe da canção:

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Rustie – Attak (ft. Danny Brown)

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Rustie: “Attak” (ft. Danny Brown)

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Em 2013, quando apresentou ao público o terceiro (e intenso) trabalho de estúdio, Old, Danny Brown apareceu cercado por um time de jovens produtores ao longo do toda a obra. Entre os destaques do trabalho, o britânico Rustie, responsável pelas bases de Side B (Dope Song), Break It (Go) e Way Up Here, algumas das melhores faixas do segundo lado do registro. Partindo do mesmo conceito, rapper e produtor se encontram mais uma vez para solucionar as bases e versos da inédita Attak.

Uma das composições que abastecem o ainda inédito Green Language (2014), segundo trabalho de estúdio do artista inglês, Attak é uma faixa que pode ser traduzida em uma só palavra: intensa. Carregada de sintetizadores pegajosos e tomada por uma atmosfera “veranil”, a faixa estende tudo aquilo que Rustie já havia testado no debut Glass Swords (2011), aproximando o produtor de uma sonoridade visivelmente comercial, próxima do ouvinte médio. Com lançamento pelo selo Warp, Green Language estreia no dia 26 de agosto.

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Rustie – Attak (ft. Danny Brown)

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Rustie: “Raptor”

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Mesmo que tenham se passado três anos desde a estreia com Glass Swords (2011), poucos produtores aproveitaram os últimos anos com tamanho acerto quanto Rustie. Autor de uma sequência de remixes, faixas avulsas e canções em parceria – incluindo criações ao lado da dupla AlunaGeorge -, o artista escocês reserva a chegada de Green Language (2014), segundo álbum em carreira, e trabalho que será mais uma vez apresentado pelo selo Warp, antiga casa do produtor.

Como passagem para o novo registro – agendado oficialmente para o dia 26 de agosto -, Rustie reforça a própria relevância com a chegada da intensa (não há definição melhor) Raptor. Naturalmente fragmentada em pequenos atos – ascendentes e econômicos -, a canção segue a trilha do mesmo detalhamento encontrado em músicas como Surph e After Light do disco passado. Um cruzamento inteligente que perverte Grime, Hip-Hop e Dubstep dentro das harmonias características que solucionam a base do produtor.

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Rustie – Raptor

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Disco: “Reality Testing”, Lone

Lone
Electronic/IDM/Hip-Hop
https://www.facebook.com/magicwirelone

Por: Cleber Facchi

Lone

O teor frenético encontrado por Matt Cutler há dois anos, em Galaxy Garden (2012), parece longe de orientar a presenta fase do produtor como Lone. Ainda que a relação do artista inglês permaneça sustentada pela eletrônica dos anos 1990 – House, Ambient ou os experimentos da IDM -, em Reality Testing (2014, R&S), mais recente invento do artista, o resultado passa a ser outro. Menos “conceitual”, o disco se manifesta como uma verdadeira colagem de essências, fórmula que está longe de fugir da precisão estética dos últimos álbuns.

Talvez com exceção da faixa de abertura, First Born Seconds, cada segundo dentro da obra se manifesta como uma readequação do Instrumental Hip-Hop. Ainda olhando para o passado – principalmente para o trabalho de J Dilla, Madlib e, de forma autoral, DJ Shadow -, Lone utiliza de cada criação do disco como uma doce adequação de velhas imposições. Nostálgico, mas não menos transformador – vide o diálogo com a cena Garage -, o novo catálogo de Cutler é uma obra de temas atmosféricos, abstratos, mas não menos desafiadores em relação aos antigos temas do produtor – ou mesmo suas influências.

Da mesma forma que o bem sucedido single Airglow Fires, de 2013, Reality Testing usa de sintetizadores atmosféricos (no melhor estilo Boards Of Canada) como uma delicada base instrumental para o restante do disco. Todavia, enquanto a canção apresentada há poucos meses alcançava o mesmo detalhamento entusiasmado do disco de 2012, abraçando as pistas em sua “segunda parte”, com o presente disco Lone mantém os beats densos, típicos do Hip-Hop.

Outro aspecto importante em relação ao novo cenário desenvolvido por Cutler, diz respeito ao uso de diálogos e vocalizações aleatórias no meio das faixas. Livre de qualquer caráter “gratuito” e dissolvidos ao longo do registro, os samples de vozes criam uma imposição ruidosa em proximidade ao efeito essencialmente límpido do álbum de 2012. Basta perceber como Restless City e Meeker Warm Energy gerenciam essa estrutura, expandindo o teor “urbano” que recheia o álbum. A medida parece vir como uma alternativa à ausência de rimas – instintivas em faixas como a arrastada 2 is 8. Continue reading

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Gang Gang Dance: “Upside Down”

Gang Gang Dance

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Poucas coisas são tão aprazíveis e ainda assim excêntricas quanto a obra do Gang Gang Dance. Em parcial silêncio desde o lançamento de Eye Contact, em 2011, o coletivo nova-iorquino volta a brincar com as percepções do ouvinte na inédita Upside Down. Contrariando a expectativa de que um novo registro em estúdio está à caminho, a faixa é parte da coletânea Boats, que além do grupo já contabiliza nomes como Rustie, Bear In Heaven e demais nomes de peso da cena alternativa.

Serena, a canção usa dos quase sete minutos de duração como um mecanismo de experimento delicado dentro da obra do grupo. São batidas suaves, vozes ponderadas e uma transição atmosférica que esbarra em diversos momentos no que há de mais climático na Ambient Music. Pelo visto, quem espera pelo teor frenético dos inventos regressos da banda vai ter de esperar um pouco mais.

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Gang Gang Dance – Upside Down

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Rustie: “Terra Star”

Rustie

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Rustie parece flutuar entre pequenos hiatos próprios e instantes de inventiva produção. Desde a dobradinha Triadzz/Slasherr, lançada há alguns meses, o produtor britânico ajudou na construção de Old, do rapper Danny Brown, e até colaborou com uma faixa para a coletânea organizada pela ONG Everything Is New, Boatsss. Agora Rustie está de volta, não para anunciar um novo single ou possível disco (previsto para 2014), mas para entregar a sua colaboração de fim de ano para o selo LuckyMe Records. Com a proposta de apresentar uma música nova por dia, até o natal, o selo britânico apresenta agora a intensa Terra Star. Menos fragmentada que os anteriores inventos do produtor, a canção encontra na arquitetura linear um exercício atento de construção. São as tradicionais batidas épicas de Rustie, apenas confortadas em um cenário em que o detalhe fala um pouco mais alto.

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Rustie – Terra Star

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YACHT: “Icarus Complex”

YACHT

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Já falamos sobre o projeto Boats há algumas semanas, durante o lançamento da faixa homônima assinada pelo produtor britânico Rustie. Trabalho relacionado à ONG Everything Is New – que atende crianças Dalit -, o álbum/coletânea apresenta agora mais um novo colaborador que estará na edição final da obra. Trata-se do duo norte-americano YACHT, que presenteia o público com Icarus Complex. Assim como no trabalho de Rustie, a canção se acresce de vocais e coros de vozes das próprias crianças atendidas pelo projeto, resultando em uma obra que parece pensada tanto para dentro, como fora das pistas. Tecnicamente distinta em relação aos inventos prévios da dupla Jona Bechtolt e Claire L. Evans, a canção segue um caminho contrário ao que parecia evidente em Shangri-La (2011), último registro em estúdio do YACHT. A coletânea tem lançamento agendado para o dia 20 de Janeiro pelo selo Transgressive North.

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YACHT – Icarus Complex

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