Tag Archives: Ryan Hemsworth

Ryan Hemsworth: “COOL DJ MIX”

Ryan Hemsworth

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Ryan Hemsworth aproveitou como poucos o último ano. Além do sempre imenso catálogo de remixes e faixas avulsas, o produtor canadense aproveitou para investir em um bem sucedido EP (Still Awake), o primeiro álbum solo (Guilt Trips) e uma ótima coletânea de remixes (☺RYANPACKv.1☺). Dando sequência aos próprios inventos, chega a vez do artista lançar COOL DJ MIX, a primeira (e bem sucedida) mixtape lançada pelo produtor em 2014.

Com mais de uma hora de duração, o projeto mergulha em uma série de influências que abastecem de forma assertiva obra do artista, além, claro, de suas próprias impressões de Hemsworth sobre cada faixa. Além da avalanche de beats e da expressiva comunicação com o Hip-Hop, o registro ainda coleciona samples de Pokémon, Gundam e outras experiências além das musicais que cercam o cotidiano do artista. O trabalho pode ser baixado gratuitamente por aqui.

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Ryan Hemsworth – COOL DJ MIX

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The Underachievers: “Incandescent” (Prod. Ryan Hemsworth)

Rap

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Responsáveis por uma das melhores mixtapes de 2013, Indigoism, a dupla nova-iorquina The Underachievers está longe de encontrar conforto, reservando para os próximos meses a chegada do primeiro álbum de estúdio. Intitulado The Cellar Door: Terminus Ut Exordium – Kanye West sentiu inveja, hein? -, o registro deve, além das próprias criações da dupla, abrir espaço para uma série de convidados, efeito reforçado com a primeira parceria do gênero: Incandescent.

Contando com a produção de Ryan Hemsworth, que parece simplesmente “em casa”, a canção extrai o que há de melhor em cada uma das mentes por traz da criação. Menos caseira que os antigos inventos do duo, a música força a presença do canadense, que mantém nas batidas versáteis e no sample frenético um natural estímulo para a construção dos versos. Mesmo sem previsão de lançamento, o disco (na íntegra) deve aparecer ainda em 2014.

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The Underachievers – Incandescent (Prod. Ryan Hemsworth)

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O funk carioca vai dominar o mundo. Mais Uma Vez

Por: Cleber Facchi

Valesca

Dez anos se passaram desde que o produtor norte-americano Diplo – orientado pelo brasileiro DJ Marlboro -, se aproveitou das batidas do Funk Carioca para lançar o trabalho da rapper M.I.A.. Ainda que o sucesso da artista britânica só fosse confirmado um ano mais tarde, com o lançamento do disco Arular, é com a mixtape Piracy Funds Terrorism, distribuída em 2004, que o filho favelado do Miami Bass foi “oficialmente” apresentado ao mundo.

Trampolim para que nomes como Deize Tigrona – “matéria-prima” do hit Bucky Done Gun -, Tati Quebra-Barraco e posteriormente os curitibanos do Bonde do Rolê encontrassem o público estrangeiro, o gênero parcialmente esquecido volta a ocupar um lugar de destaque dentro da música internacional. Contudo, enquanto na última década o ritmo dos morros foi encarado como um som exótico, uma espécie de produto tropical emanada das “selvas” brasileiras, hoje ele ressurge sob parcial culto e evidente adoração. Continue reading

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Hunt for the Breeze: “Wishes”

Wishes

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A desconstrução das batidas e a mudança constante de rumo dentro de uma mesma faixa parece guiar o trabalho do produtor Hunt for the Breeze. Ocupando um espaço que esbarra na obra de Shlohmo, Ryan Hemsworth e outros nomes de destaque da nova cena norte-americana, o artista alcança na recém-lançada Wishes seu trabalho mais interessante até agora. São quase quatro minutos em que diferentes épocas e essências musicais parecem diluídas dentro do universo próprio do produtor.

De evidente relação com o pop, a canção traz de volta uma série de elementos testados incialmente nos remixes do artista. Responsável por versões para faixas de MØ e Justin BIeber, o produtor usa da mesma composição dinâmica das batidas como um mecanismo de natural crescimento para a faixa. O resultado está em uma criação que vai do Hip-Hop à eletrônica em poucos instantes. Uma faixa que soa tão obscura, quanto próxima do público médio.

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Hunt for the Breeze – Wishes

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Saint Pepsi: “Mr. Wonderful”

Saint Pepsi

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Mais conhecido pelo memorável remix de Call Me Maybe, da cantora Carly Rae Japsen, Saint Pepsi parece seguir de forma autêntica a cartilha da nova safra dos produtores norte-americanos, brincando com o pop em uma atmosfera experimental e menos óbvia. Íntimo dos mesmos inventos que apresentaram Ryan Hemsworth há poucos anos, o norte-americano reserva para o dia 25 de Fevereiro a chegada do primeiro grande álbum da carreira: GIN CITY.

Como um aquecimento natural para a obra e prova da capacidade em ir além de um simples remix, Pepsi entrega agora a curiosa Mr. Wonderful, uma das canções que abastecem o ainda inédito registro. Pontuada pelo cruzamento das batidas e samples de Aretha Frankin, a canção é uma atenta representação dos inventos do produtor, que passeia pela trilha sonora de videogames clássicos, arranjos típicos dos anos 1980 e todo um catálogo de referências recentes.

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Saint Pepsi – Mr. Wonderful

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Ryan Hemsworth: “☺RYANPACKv.1☺”

Ryan hemsworth

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Se existe alguém que trabalhou muito em 2013, este foi Ryan Hemsworth. Dono do ótimo Still Awake EP e do climático Guilt Trips, o produtor canadense fez do catálogo de remixes, versões e pequenos recortes instrumentais, a abertura para uma das obras mais extensas e versáteis do ano. Mesmo apresentando tudo em sua movimentada página no Soundcloud, Hemsworth reservou algumas surpresinhas especialmente para presentear o público que o acompanha. Trata-se da coletânea ☺RYANPACKv.1☺, trabalho que concentra dez músicas inéditas produzidas recentemente e que seguem a mesma trilha inventiva do produtor. Além dos (ótimos) remixes para Lorde, Danny Brown, Beyoncé e Disclosure, Hemsworth preparou uma mensagem de agradecimento ao público e um pequeno compilado de fotos tiradas por/com alguns fãs. Para baixar todo o trabalho de forma gratuita, basta clicar na capa logo em sequência. Abaixo você também pode ouvir e baixar o ótimo Still Awake EP.

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Ryan Hemsworth

Ryan Hemsworth - ☺RYANPACKv.1☺

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Ryan Hemwsorth – Still Awake EP

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Ryan Hemsworth: “Spotless” (ft. Kitty, Sasha Go Hard, Tink & Little Cloud)

Ryan hemsworth

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Seja na composição tímida de Guilt Trips, como nas emanações atentas de Still Awake, toda a obra de Ryan Hemsworth parece pensada para ir além dos limites prévios do produtor. É como se as batidas assinadas pelo canadense só estivessem completas quando em contato com as rimas ou versos complementares dos sempre mutáveis parceiros do artista. Talvez por isso Spotless, mais novo trabalho lançado por Hemsowrth, todo esse sentimento de completude se revela de maneira visível nos poucos minutos da faixa. Nada dos vocais de um único colaborador, mas quatro deles. Além das vozes de Kitty, Sasha Go Hard e Tink, o produtor Little Cloud auxilia o canadense na projeção das bases, convertendo a faixa em um imenso catálogo de referências. A canção faz parte da mixtape Out of Towner Vol. 1, do produtor/DJ Druture.

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Ryan Hemsworth – Spotless (ft. Kitty, Sasha Go Hard, Tink & Little Cloud)

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Viní: “Every Single Night”

Viní

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E se alguém misturasse as batidas marotas do Funk Carioca com toda a melancolia alcançada por Fiona Apple em The Idler Wheel (2012)? O resultado “irracional” em um primeiro pensamento parece superado com acerto na curiosa versão que o paulistano Viní trouxe para Every Single Night. Não se trata de um remix, mas uma complete perversão da faixa que marcou o retorno da cantora nova-iorquina no último ano. Valorizando o que a estrutura da composição traz de melhor – as batidas -, a “nova faixa” se esparrama em um jogo hipnótico de vozes e beats em um compasso próprio, ultrapassando sem dificuldades qualquer suposto remix assinado por algum artista gringo desde o último ano. Com ares de Ryan Hemsworth e Ta-Ku, a canção desliza fácil pelos ouvidos, sendo mais um óbvio acerto na recente fase do produtor. Pronto, agora já posso tocar Fiona Apple nas festas.

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Viní — Every Single Night

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Disco: “Guilt Trips”, Ryan Hemsworth

Ryan Hemsworth
Electronic/Hip-Hop/R&B
http://www.ryanhemsworth.com/

Por: Cleber Facchi

Ryan Hemsworth

Ryan Hemsworth parece longe de trilhar um caminho estável dentro da produção autoral que vem desenvolvendo. Distante dos inventos adocicados e sons impulsionados por curiosos entalhes pueris – resultado exposto há alguns meses com Still Awake EP -, o produtor canadense encontra em Guilt Trips (2013, Last Gang) uma quebra conceitual e ao mesmo tempo um regresso criativo aos primeiros inventos. Tendo como base a manipulação suavizada do Hip-Hop e a composição instrumental dos vocais, cada instante da obra se manifesta como uma construção de limites isolados, autorizando ao artista a possibilidade de brincar com diferentes tendências, sem necessariamente perder a direção.

Quem acompanha o trabalho de Hemsworth desde o último ano talvez encontre no novo álbum uma fuga dos remixes detalhistas e composições sempre versáteis assinadas pelo artista. Trata-se de uma obra branda, ausente de grandes transformações, mas ainda assim, um exercício atento de seu criador. Mesmo que desenvolva cada faixa individualmente, cercando e finalizando aspectos específicos em um curto espaço de tempo, o produtor não se desprende de um sentido de linearidade e aproximação, fazendo com que da abertura, ao som de Small + Lost, até o fechamento, em Day / Night / Sleep System, diversas bases alimentem uma obra que lentamente ecoa completude.

Observado com atenção, o presente disco nada mais é do que um imenso bloco instrumental, apenas fragmentado em pedaços menores e sutis. Da maneira como os vocais são aproveitados, ao manuseio ambiental dos sintetizadores, cada música parece ligada de forma exata na canção seguinte, resultando em uma movimentação dinâmica dos elementos, ainda que de forma tímida e essencialmente ponderada. Completo oposto ao resultado escolhido para Still Awake, o registro caminha a passos lentos, trazendo na busca por batidas densas e construções instrumentais comportadas uma sequência um pouco mais extensa do mesmo cardápio de sons testados no EP Last Words, de 2012.

De forma bastante nítida, Guilt Trips é uma obra de Hemsworth para ele mesmo. Parte substancial do registro parece abastecida por interferências musicais que habitam o cotidiano do produtor há bastante tempo, sendo que boa parte delas referências parece fluir para além dos próprios limites musicais do artista. Ainda que a essência da década de 1990 reverbere na forma como o R&B e outros gêneros típicos do período parecem ressuscitados (vide o bom desempenho em músicas como One for Me), por todo o álbum é possível absorver bases instrumentais típicas de videogames da época (principalmente clássicos da Nintendo), desenhos e centenas de outros traços da cultura pop. Continue reading

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Ryan Hemsworth: “Against A Wall” (ft. Lofty305)

Ryan Hemsworth

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Ryan Hemsworth

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Internet, Gatos, capinhas coloridas de celular e as batidas sempre mutáveis de Ryan Hemsworth. Em  Against A Wall, mais novo clipe/single do produtor canadense, uma série de clichês típicos do cotidiano hipster se transformam em ferramenta para a câmera do diretor Paul Labonté. Filmado todo em preto e branco, o registro foca em observar o comportamento de uma garota, algumas horas na frente do celular, além, claro, de fotos constantes de seu gatinho. “Seja bem vindo à minha vida. Eu quero compartilhar ela com você”, entrega a garota (e os versos da canção) em um instante do registro que mais parece uma representação do próprio Hemsworth, obcecado por todo o universo que decide os rumos do trabalho. A música, uma parceria com Lofty305, é parte do álbum Guilt Trips, estreia oficial do produtor e registro previsto para o dia 22 de Outubro.

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Ryan Hemsworth – Against A Wall (ft. Lofty305)

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