Tag Archives: Sebadoh

Sebadoh: “State Of Mine”

Lou barlow

.

Lou Barlow parece entusiasmado para o lançamento de Defend Yourself. Primeiro registro em estúdio do Sebadoh desde que o autointitulado registro foi lançado em 1999, o novo projeto já acumula algumas boas composições, caso de I Will, e mais recentemente de State Of Mine, novo single da banda. Despojada, a canção se esquiva parcialmente dos ruídos, trazendo no manuseio “pop” das guitarras e vozes um sentido de pequena oposição ao single anterior. Próxima em alguma medida do Superchunk, no álbum I Hate Music, a canção encontra na atmosfera melódica uma fuga da densidade que acompanha Barlow no Dinosaur Jr, mais uma prova da versatilidade do músico norte-americano.

.

Sebadoh – State Of Mine

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , , , ,

20 Discos de 1991

Picasion

Definitivamente 1991 foi um bom ano para a história da música. Ponto de verdadeira ruptura entre os sons que haviam marcado a década de 1980 e toda a nova leva de ritmos que estavam nascendo, o período sustenta não apenas o alvorecer do rock alternativo, mas de uma variedade de outros gêneros e vertentes musicais. Do nascimento do Trip-Hop aos experimentos climáticos que ocupavam a eletrônica, da consolidação do Hip-Hop ao fortalecimento dos selos independentes, cada trabalho lançado durante o ano trouxe um complemento significativo para a produção da época, o que torna o período um dos mais inventivos da música recente. Dessa forma, escolher 20 registros que marcaram 1991 não foi um exercício simples. Claro que algumas obras fundamentais acabaram  de fora, mas como a intenção era a de resgatar alguns trabalhos mais “obscuros” do período, o resultado não tinha como ser outro. Continue reading

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Disco: “I Hate Music”, Superchunk

Superchunk
Indie Rock/Alternative/Rock
http://www.superchunk.com/

 

Por: Cleber Facchi

Superchunk

Em um cenário tomado por bandas e artistas cada vez mais interessados em reviver a década de 1990, é preciso observar que os melhores registros não estão nas mãos de nostálgicos iniciantes, mas de veteranos. Artistas que surgiram para o público há duas ou mais décadas e se mantém tão ou mais inventivos quanto em início de carreira. Do retorno épico do My Bloody Valentine com o primeiro álbum pós-Loveless (1991), ao sintoma de maturidade que ocupa a obra de pequenos gigantes como Yo La Tengo, Dinosaur Jr e Sebadoh, o misto de passado e presente soa naturalmente melhor nas mãos daqueles que acumulam experiência e ruídos dentro do panorama alternativo.

É dentro desse mesmo universo que cresce I Hate Music (2013, Merge), décimo álbum de estúdio do Superchunk e um esforço claro de maturidade na obra do grupo norte-americano. Dando sequência ao mesmo resultado cativante exposto em Majesty Shredding (2010), trabalho que rompeu com o hiato de nove anos que havia colocado a banda em silêncio, o novo álbum incorpora no uso de vocais e acordes velozes um reforço. Bases fundamentais não apenas dentro da discografia do grupo, mas de todo o movimento que vem ocupando a música estadunidense com esse olhar para o passado.

Cru, o registro deixa Mac McCaughan, vocalista e criador da banda, livre para passear por entre as faixas. São 11 inéditas composições que alternam entre instantes de plena destruição, e doses bem ministradas de melodias fáceis. Vocais que parecem amenizar a carga suja de sons que borbulham em faixas como Staying Home (um hardcore efêmero) ou Overflows, composições que estabelecem uma ponte com tudo aquilo que a banda conquistou no passado. Enquanto nova geração de artistas como Speedy Ortiz e Mikal Cronin fazem dos próprios trabalhos uma coletânea de sons caricatos, tingidos pela saudade, o Superchunk faz disso algo natural, uma sequência assertiva do que acumula duas décadas de invenção.

Sem tempo para autorizar respiros, I Hate Music cresce em uma estrutura frenética no que define os instrumentos. Enquanto McCaughan desenvolve verdadeiros muros de guitarras, a bateria de Jon Wurster vai além do óbvio, brilhando ao fundo de músicas como Trees of Barcelona, ou simplesmente ditando os rumos em canções ao estilo de Void. Há também espaço para sintetizadores nos momentos mais leves do trabalho, como a melancólica What Can We Do, e até apelos clichês, efeito claro nas guitarras de Me & You & Jackie Mittoo, faixa que parece ter saído da década de 1980 diretamente para o trabalho da banda. Continue reading

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Sebadoh: “I Will”

Sebadoh

.

Depois de 14 anos de espera e Lou Barlow está de volta com um dos projetos mais queridos da década de 1990: o Sebadoh. Base para uma centena de artistas recentes interessados em reviver a sonoridade firmada a duas décadas, a banda norte-americana impõe nas guitarras e vozes limpas de I Will a premissa para o que deve abastecer o próximo lançamento do grupo. Intitulado Defend Yourself, o ainda inédito álbum surge como o primeiro registro em estúdio da banda desde a entrega do bem recebido The Sebadoh, em 1999. Com previsão de lançamento para o dia 17 de Setembro pelo Joyful Noise Recordings, o álbum, e a nova música contam ainda com um trailer que você assiste logo abaixo:

.

Sebadoh – Defend Yourself Trailer

.

Sebadoh – I Will

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , ,

Disco: “Major Arcana”, Speedy Ortiz

Speedy Ortiz
Indie Rock/Lo-Fi/Alternative Rock
https://www.facebook.com/speedyortiz

 

Por: Cleber Facchi

Speedy Ortiz

O roteiro cíclico da música é visível no esforço criativo de Major Arcana (2013, Carpark), trabalho de estreia da banda norte-americana Speedy Ortiz e olhar assumido para os sons lançados há duas décadas. Representação presente de tudo o que ocupou o rock alternativo em 1993, o álbum funde como propósito instrumental a essência de bandas como The Breeders e Sebadoh com as líricas pessoais de Liz Phair – efeito fortalecido nos vocais similares de Sadie Dupuis. Entretanto, na contramão de obras engessadas pelo Revival 90’s, o grupo de Northampton, Massachusetts fecha o disco em uma estética própria, brincando com as referências, sem necessariamente parecer como uma cópia.

A julgar pela imposição de artistas como Waxahatchee e Mikal Cronin, olhar para o reduto de obras acumuladas há 20 anos se revela como um tesouro recém-descoberto para a presente safra de compositores. Em Major Arcana o mesmo exercício é pensado de forma curiosa. Mais do que reviver sons e experiências conceituais em um sentido de “coletânea”, à exemplo de outros grupos conterrâneos, a banda faz da completa transposição dos elementos musicais a engrenagem que movimenta com acerto cada faixa. Assim, o disco deixa de pinçar marcas específicas para se transportar em essência, alimentando o álbum em uma temática de visível unidade e sons que parecem ter atravessado décadas.

Speedy Ortiz

Com o propósito de abrir mão da sonoridade versátil (e nostálgica) que comanda boa parte das obras do gênero, o grupo – representado pelo guitarrista Matt Robidoux -, acaba por concentrar todas as canções do disco em uma mesma embalagem musical. Das guitarras prazerosamente nitridas pelo ruído, às linhas de baixo que se permitem dançar pela herança de Kim Deal, todo o composto musical do disco se propaga de forma aproximada. Um meio termo entre as invenções de J Mascis com a obra inicial do Dinosaur Jr e a leveza evocada pelo Breeders Pós-Last Splash. Entretanto, longe de reviver marcas específicas como uma cria de toda uma geração, o grupo surge como parte dela. Continue reading

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,