Tag Archives: Singles

Cadu Tenório e Márcio Bulk: “Banquete”

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Depois dos esboço detalhista apresentado em Vozes (2014), há poucos meses, Cadu Tenório mostra que a incorporação de vocais dentro da própria obra está apenas começando. Ao lado do compositor Márcio Bulk, o músico/produtor carioca revela ao público o inédito Banquete (2014), peça colaborativa que mesmo íntima do recente acervo de Tenório, converte ruídos e experimentos antes “complexos” ao público médio em um material hipnótico, quase acessível.

Como explica no texto de apresentação, “Banquete é um projeto de Cadu Tenório e Marcio Bulk baseado na sonoridade característica explorada por Tenório sobre os poemas e letras de Bulk“. Para a construção das quatro faixas do álbum, nomes como Alice Caymmi, Bruno Cosentino, César Lacerda, Lívia Nestrovski e Michele Leal preenchem com delicadeza todas as lacunas de voz, atuando de forma a contrastar o som obscuro que orienta a atmosfera da obra. Abaixo, o trabalho na íntegra para audição. O álbum também está disponível para download gratuito no Banda Desenhada.

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Cadu Tenório e Márcio Bulk – Banquete

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Les Sins: “Talk About”

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É difícil acreditar que as melodias brandas, clima preguiçoso e arranjos letárgicos do Toro Y Moi sejam fruto do mesmo responsável pelo material frenético do Les Sins. Ainda que tenha desacelerado durante a construção de Why, faixa apresentada há poucas semanas, em Talk About Chaz Bundick regressa de maneira expressiva ao ambiente intenso da inaugural Bother, reforçando ainda mais o som que será explorada em Michael (2014).

Primeiro álbum de Bundick pelo Les Sins, o projeto soa como uma completa desconstrução de todo o inicial acervo do produtor. Uma interpretação curiosa da mesma composição lançada por Four Tet em Pink (2012), ou mesmo o próprio amigo Dan Snaith no último álbum do Daphni. Com lançamento pelo selo Carpark, mesmo do Toro Y Moi, Michael estreia oficialmente no dia quatro de novembro.

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Les Sins – Talk About

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Noel Gallagher’s High Flying Birds: “In The Heat Of The Moment”

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Enquanto os irmãos Liam e Noel Gallagher não fazem as pazes temporariamente e voltam com uma nova turnê do Oasis – segundo boatos, algo que pode acontecer no próximo ano -, o jeito é lidar com os projetos individuais de cada ex-integrante da banda britânica. Responsável pelo trabalho menos cômodo e musicalmente bem sucedido dessa divisão, o filho mais velho da família Gallagher está de volta com mais um novo lançamento à frente do Noel Gallagher’s High Flying Birds: In The Heat Of The Moment.

Melódica, essencialmente recheada por versos pegajosos e muito “la la la la las“, a nova composição chega em sequência ao material apresentado em 2011 pelo cantor inglês. Pouco mais de três minutos em que arranjos típicos da década de 1960 esbarram com acerto no britpop dos anos 1990, garantindo ao ouvinte uma das composições mais grudentas de 2014. A canção é parte do inédito Chasing Yesterday (2015), trabalho que chega oficialmente em março do próximo ano.

O clipe de In The Heat Of The Moment conta com direção de Ollie Murray.

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Noel Gallagher’s High Flying Birds – In The Heat Of The Moment

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Panda Bear: “Mr Noah”

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Noah Lennox andava bastante inquieto. Desde que começou a desenterrar canções avulsas e mixtapes aleatórias, ainda em 2013, que o cantor parecia indicar a chegada de um novo álbum à frente do Panda Bear. Depois de muita expectativa, Panda Bear Meets the Grim Reaper, o aguardado sucessor de Tomboy (2011) não apenas é confirmado pelo músico, como ainda conta com data de lançamento – 15 de janeiro pelo selo Domino -, um EP de aquecimento, além, claro de um primeiro single e clipe que vão deixar o público eufórico: Mr Noah.

Intensa, a primeira mostra oficial do novo disco e canção-título do récem-lançado EP é uma verdadeira surpresa. Ainda que Lennox, também integrante do Animal Collective, tenha revelado ao público uma série de pistas com a mixtape Mix Ticks (2014), pouco do que orienta a canção parece esbarrar nos antigos projetos do músico. Voz desgovernada, sintetizadores completamente loucos e guitarras que logo tropeçam no trabalho de Peter “Sonic Boom” Kember (Spaceman 3), também produtor do disco. Tão assertivo quanto a própria música é o clipe dirigido por AB/CD/CD. Uma sequência frenética de luzes e câmera instável que parecem moldadas para causar enjoo.

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Panda Bear – Mr Noah

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Thiago Pethit: “Quero Ser Seu Cão”

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Diálogos com o rock da década de 1970, os característicos versos bilingues e melodias voltadas cada vez mais ao pop. Há poucas semanas quando apresentou ROMEO, primeiro single de Rock’n’Roll Sugar Darling (2014), Thiago Pethit parecia resumir o terceiro álbum de estúdio como uma extensão maquiada e levemente acessível do antecessor Estrela Decadente (2012). Em Quero Ser Seu Cão, nova criação inédita do cantor, antes mesmo de chegar ao final da música, a interpretação é clara e gratificante: estar errado nunca foi tão bom.

Guitarras sujas, versos e vozes direcionados com acerto, além de batidas que pintam com novidade cada instante da faixa. Uma verdadeira colisão de temas e arranjos emergenciais, ruídos capazes de distorcer a comodidade inicialmente exposta pelo paulistano. Acompanhado de perto por Adriano Cintra e Kassin, Pethit não apenas autoriza a (nítida) interferência dos convidados, como ainda brinca com a própria essência no último álbum, transformando Quero Ser Seu Cão em uma composição rápida, intensa e deliciosamente dançante.

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Thiago Pethit – Quero Ser Seu Cão

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HAERTS: “No One Needs To Know”

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É difícil não se apaixonar pelo som da banda nova-iorquina HAERTS. Letras fáceis e adultas, uma interpretação agradável do pop tradicional em se tratando das melodias, além, claro, da voz limpa de Nini Fabi, envolvente desde as primeiras composições. Com todo esse conjunto de acertos e boas referências, o grupo formado em 2010, logo foi contratado por um grande selo – a Columbia Records -, reservando para 27 de outubro a estreia do primeiro álbum de estúdio.

Em um direcionamento contrário ao som grandioso de Giving Up, música lançada há poucas semanas, No One Needs To Know ecoa suavidade, como um mergulho na essência nostálgica do próprio HAERTS. Com um pé na década de 1970 e outro no início de 1980, a faixa de arranjos enevoados e voz doce esbanja delicadeza, esbarrando vez ou outra nas canções de Stevie Nicks dentro do clássico Rumours (1977). Ao público não iniciado, uma boa forma conhecer o trabalho do grupo.

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HAERTS – No One Needs To Know

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Misun: “Superstitions”

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É difícil resumir o som produzido pelo trio norte-americano Misun. Depois de brincar com o Pop e até mesmo o “Funk Carioca” em Travel With Me – uma das melhores faixas de 2014 -, a banda (hoje) centrada na cidade de Los Angeles diminuiu o próprio ritmo, viajou para a década de 1960 e trouxe ao público a nostálgica Goodbye Summer. Mesmo em busca da própria identidade, o grupo encabeçado por Misun Wojcik anuncia que já está pronto para o desafio do primeiro álbum de estúdio.

Com previsão de lançamento para 11/11, o trabalho que carrega o título da própria banda reforça na inédita Superstitions um pouco do som versátil incorporado pelo trio nos últimos meses. Entre sintetizadores psicodélicos, batidas típicas do Hip-Hop e vozes sempre orientadas por melodias nostálgicas, a canção parece grudar com facilidade nos ouvidos. Uma mostra da capacidade do grupo em manipular o pop.

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Misun – Superstitions

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Ariel Pink: “Black Ballerina”

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Conforto e adaptação orientam a presente fase de Ariel Pink. Depois de transformar Put Your Number In My Phone em uma síntese coesa dos últimos trabalhos com o Haunted Graffiti, em Black Ballerina o músico californiano mergulha de vez no universo vasto da própria obra. Uma das 17 composições de Pom Pom (2014), oficialmente o “primeiro” registro solo do cantor, a música de arranjos tortos e letra cômica utiliza dos próprios sintetizadores em uma visita rápida ao passado.

De atmosfera “caseira”, a faixa revive grande parte dos arranjos e melodias partilhadas entre Pink e John Maus no final da década de 1990. Uma estranha colagem de sons nostálgicos tão próximos de Captain Beefheart quanto do pop tosco dos anos 1980. Com quase 70 minutos de duração e lançamento pelo selo 4AD, Pom Pom estreia oficialmente no dia 18 de novembro.

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Ariel Pink – Black Ballerina

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Sleater-Kinney: “Bury Our Friends”

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Mesmo elogiado por grande parte da crítica e recebido com total adoração pelo público, o sucesso de The Woods (2005) não foi suficiente para impedir o hiato do Sleater-Kinney. Em junho de 2006, passada a turnê de divulgação do álbum – sétimo registro de inéditas na discografia do grupo -, Corin Tucker, Carrie Brownstein e Janet Weiss resolveram silenciar a banda, passando a investir em outros trabalhos e projetos paralelos, entre eles, o Wild Flag.

Depois de oito anos de “férias”, o grupo encerra o hiato, anuncia uma série de shows e ainda reserva para janeiro de 2015 um novo registro de estúdio: No Cities To Love (2015). Produzido por John Goodmanson, velho parceiro do trio, o álbum carrega dez composições inéditas e distribuição pelo selo Sub Pop. Como aquecimento, nada melhor do que a inédita Bury Our Friends, um resumo eficiente do som produzido pelo trio desde a década de 1990. Também lançada em clipe, a faixa conta com direção de Miranda July.

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Sleater-Kinney – Bury Our Friends

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CHVRCHES: “Get Away”

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Diálogos escasso, pouca movimentação das câmeras, silêncio. Em Drive (2011), a trilha sonora não apenas orienta as ações do personagem interpretado por Ryan Gosling, como parece conduzir a direção de Nicolas Winding Refn. Orquestrado pelo compositor Cliff Martinez, o material que cresce ao fundo da película talvez seja um dos mais influentes da presente década, servindo de inspiração para clássicos imediatos como Kill For Love (2012) do Chromatics.

Um dos principais apresentadores da BBC Radio 1 e também apaixonado pelo trabalho de Martinez, o DJ Zane Lowe lançou um desafio ambicioso: produzir uma nova trilha sonora para o filme. Intitulado Radio One Rescores: Drive, o projeto conta com a participação de Foals, SBTRKT, Baauer, Jon Hopkins e outros artistas de peso da cena alternativa, todos convidados a reformular a trilha da película. Sem fugir do som explorado no debut The Bones of What You Believe, de 2013, o CHVRCHES foi o grupo escolhido para revelar a primeira mostra do projeto com Get Away.

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CHVRCHES – Get Away

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