Tag Archives: Singles

Andy Butler: “You Can Shine” (Feat. Richard Kennedy)

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Pelo visto a boa fase de Andy Butler não parece limitada apenas ao último disco do Hercules and Love Affair. Imerso no mesmo ambiente dançante (e nostálgico) explorado em The Feast of the Broken Heart (2014), terceiro álbum de estúdio da banda, o produtor norte-americano assume no interior do novo EP em carreira solo uma espécie de aprimoramento da sonoridade lançada há poucos meses. Euforia, elementos típicos da eletrônica dos 1990 e a natural capacidade de Butler em construir versos acessíveis: seja bem vindo ao ambiente luminoso de You Can Shine.

Faixa-título do novo EP – de apenas duas canções -, a inédita composição carrega na voz forte do convidado Richard Kennedy um componente fundamental para o crescimento da peça assinada por Butler. Seis minutos em que todos os conceitos lançados pelos veteranos do Black Box no clássico Dreamland, de 1990, são prontamente ressuscitados e adaptados ao cenário recente. Com lançamento em vinil e formato digital, You Can Shine EP conta com distribuição pelo selo mr. intl., do próprio Butler.

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Andy Butler – You Can Shine (Feat. Richard Kennedy)

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Mikal Cronin: “Made My Mind Up”

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Em busca de boas melodias e guitarras levemente distorcidas? Então talvez seja hora de visitar o universo nostálgico de Mikal Cronin. Dois anos depois de transformar MCII (2013) em um clássico recente do Power Pop, o músico norte-americano está de volta, reservando para o dia três de maio a chegada do terceiro álbum da carreira: MCIII (2015). Como aperitivo para o material produzido e gravado pelo próprio Cronin, a Marge Records, distribuidora do álbum, apresentou o primeiro single do trabalho: Made My Mind Up.

Ainda acomodado em elementos do rock clássico lançado na década de 1970, ao mesmo tempo em que interpreta elementos típicos do rock alternativo dos anos 1980 e 1990, Cronin garante pouco mais de três minutos de vocais acessíveis e guitarras que chegam rapidamente aos ouvidos. Um misto de descompromisso e natural liberdade que apenas fortalece toda a carga de elementos reforçados pelo músico no último álbum. Acima, a capa do disco, trabalho que conta com 11 faixas inéditas.

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Mikal Cronin – Made My Mind Up

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Death Cab For Cutie: “Black Sun”

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Com a saída de Chris Walla, o futuro criativo do Death Cab For Cutie parece incerto. Presente desde a estreia da banda, em 1997, o guitarrista e produtor de grande parte dos álbuns do grupo norte-americano assume com o inédito Kintsugi (2015), oitavo registro oficial, sua última participação em estúdio. Produzido pelo veterano Rich Costey (Interpol, Muse) e agendado para o dia 31 de março pelo selo Atlantic, o novo álbum carrega no primeiro single, Black Sun, a prova de que, pelo menos por enquanto, a banda ainda se mantém segura, saboreando os últimos instantes de Walla.

Ao mesmo tempo em que o instrumental sóbrio resgata a essência do DCFC no começo dos anos 2000, o uso de sintetizadores altera bruscamente a sonoridade lançada no último álbum da banda, o “animadinho” Codes and Keys (2011). Guitarras encaixadas com o delicadeza, sentimentos amargos e a voz precisa de Benjamin Gibbard; sem dúvidas, um melancólico e assertivo aperitivo do  Death Cab For Cutie.

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Death Cab For Cutie – Black Sun

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Toro Y Moi: “Empty Nesters”

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A rápida passagem de Chazwick Bundick pelo território eletrônico de Michal (2014) – primeiro álbum à frente do Les Sins – em nada parece ter afetado a sonoridade melódica exposta pelo músico com o Toro Y Moi. Dois anos depois de abandonar (parcialmente) a Chillwave para flertar com elementos da música Disco, Funk, R&B e Hip-Hop em Anything in Return (2013), o norte-americano assume na pegajosa Empty Nesters uma espécie de regresso ao ambiente psicodélico apresentado nos primeiros anos de estúdio.

Primeiro exemplar de What For? (2015), quarto álbum de inéditas de Toro Y Moi, a canção talvez seja a peça mais acessível de toda a carreira de Bundick. Ainda que os temas explorados no último disco sejam preservadas – como a relação musical com a década de 1970 -, durante toda a construção da faixa, guitarras, vozes e sintetizadores entusiasmados trazem de volta o mesmo tempero pop aprimorado em Freaking Out EP, de 2011.

Com distribuição pelo selo Carpark Records, casa do projeto desde o debut Causers of This (2010), o novo álbum conta com lançamento previsto para o dia sete de abril.

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Toro Y Moi – Empty Nesters

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Mew: “Satellites”

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Desde a estreia com A Triumph for Man, em 1997, a banda dinamarquesa Mew sempre soube como equilibrar arranjos marcados pelo experimento e versos íntimos do pop. Hoje, com duas décadas de experiência e cinco trabalhos de peso na bagagem, o quarteto de Hellerup não apenas mantém a boa forma, como mantém uma dose de surpresa a cada novo lançamento, marca explícita na recém-lançada Satellites.

Na trilha de outros “hits” da banda, caso de Special e Am I Wry? No, a composição parece crescer sem dificuldades, dosando arranjos distorcidos e boas melodias dentro de uma estrutura própria do grupo. Faixa de abertura de + - (lê-se “plus minus”), sexto álbum de estúdio do Mew, a canção também marca o fim do hiato de quase seis anos canções inéditas da banda – o último trabalho do grupo foi a coletânea Eggs Are Funny (2010). Com dez composições, o novo álbum está previsto para o dia 27 de abril.

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Mew – Satellites

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Strausz: “Não Deixe De Alimentar” (ft. Ledjane Motta & Maria Pia)

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Ex-guitarrista da falecida banda R. Sigma, Diogo Strausz passou os últimos meses envolvido em uma série de projetos da cena (alternativa) carioca. Da bem sucedida estreia do parceiro Castello Branco – em Serviço (2013) -, passando pelo recente álbum de Alice Caymmi – Rainha dos Raios (2014) -, até a breve colaboração com Mahmundi – em Habitat -, cada projeto em que se envolveu como produtor, Strausz se concentra em reforçar a diversidade da própria essência – tão atual, como alimentada de forma assertiva pelo passado.

Em Não Deixe de Alimentar, composição assumida pelas vozes das convidadas Ledjane Motta e Maria Pia, Strausz lentamente se despede dos bastidores para solucionar o primeiro registro em carreira solo, Spectrum Vol.1 (2015). Com previsão de lançamento para o dia 27 de janeiro, o trabalho ainda conta com a participação de Kassin, Apollo, Bonde do Rolê, Alice Caymmi e Leno, pai do guitarrista e um dos principais “personagens” da Jovem Guarda. Em entrevista ao site da Rolling Stone Brasil, Strausz comentou o processo de produção do disco e até mesmo a bem-humorada capa do trabalho.

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Strausz – Não Deixe De Alimentar (ft. Ledjane Motta & Maria Pia)

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Purity Ring: “Begin Again”

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Com o lançamento da inédita Push Pull, em dezembro do último ano, Corin Roddick e Megan James entregaram ao público as primeiras pistas em relação ao sucessor de Shrines (2012), elogiado registro de estreia da dupla como Purity Ring. Poucas semanas depois, a também inédita Begin Again reforça o novo compromisso do casal canadense, cada vez mais inclinado ao uso de melodias pop, porém, ainda imersos no ambiente onírico de vozes e batidas flutuantes testadas durante o primeiro disco.

Ao mesmo tempo em que a voz de James se espalha confortável em meio a arranjos típicos do R&B e pop dos anos 1990, Roddick continua a explorar diferentes fórmulas, esbarrando vez ou outra no mesmo ambiente de Clams Casino e outros artistas próximos da mesma cena Instrumental Hip-Hop. Instantes de leveza alternados com beats grandiosos, premissa testada no single anterior, porém, aprimorada somente agora.

Assim como o último lançamento, Begin Again é parte do novo álbum de estúdio da dupla, Another Eternity (2015), registro de 10 faixas que conta com distribuição pelo selo 4AD e lançamento previsto para o dia três de março.

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Purity Ring – Begin Again

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The Decemberists: “A Beginning Song”

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Um misto de simplicidade e detalhamento parece direcionar o trabalho de Colin Meloy dentro do novo álbum do The Decemberists. Como explícito em Make You Better e Lake Song, toda a estrutura orquestral testada nos primeiros anos da banda parece substituída por um acervo de versos diretos e arranjos suavizados, estrutura também reforçada em A Beginning Song, uma das 14 composições que integram o material reservado para What a Terrible World, What a Beautiful World (2015).

Enquanto a voz de Meloy parece ter alcançado um novo estágio de limpidez, o bom direcionamento dos versos resulta em uma espécie de “canção de autoajuda”, um hino involuntário para quem precisa recomeçar ou carece de um estímulo depois de qualquer situação adversa. Assertivamente posicionada no encerramento do novo álbum – previsto para 20 de janeiro pelos selos Rough Trade e Capitol -, a faixa aparece agora em um lyric video/apresentação, seguindo a linha dos últimos lançamentos da banda.

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The Decemberists – A Beginning Song

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Glue Trip: “A New Place To Start”

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Para uma música lançada na primeira semana de 2015, a banda paraibana Glue Trip não poderia ter encontrado um título melhor: A New Place To Start. Ainda que o título da recente criação – dividida entre Lucas Moura e Gouveia Phill – pareça dialogar de forma subjetiva com a passagem para o novo ano, em se tratando dos arranjos, toda a estrutura testada no decorrer da composição revela uma sonoridade parcialmente distinta em relação ao debut/EP Just Trippin’ (2013).

Ao mesmo tempo em que o detalhismo dos instrumentos esbarre no mesmo universo de Old Blood e outras faixas mais recentes do projeto, a leveza dos vocais e lento crescimento dos temas acústicos reforça um descompromisso ainda maior. Cinco minutos em que a mente facilmente se transporta de qualquer centro urbano para a frente de uma praia, reverberando temas psicodélicos e um tempero praiano que invade a mesma fórmula de Animal Collective, Tame Impala e outros gigantes recentes. Um doce delírio.

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Glue Trip – A New Place To Start

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Lxury: “Let Down”

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Entre um experimento eletrônico e outro, o produtor britânico Lxury involuntariamente acaba presenteando o ouvinte com alguma nova composição essencialmente dançante e provocativa. Depois de aparecer com as ótimas Never Love e Company, dois exemplos do lado mais acessível do artista, chega a vez de conhecer Let Down. Contrário ao que o título “radioheadniano” possa indicar, nada de melancolia, e, sim, quase quatro minutos de vocalizações sobrepostas que imediatamente convidam o ouvinte para um terreno descompromissado, íntimo das pistas inglesas.

Replicando uma série de conceitos encontrados no primeiro álbum do Disclosure, Settle (2013), Lxury garante uma faixa dinâmica, pegajosa e, ainda assim, marcada por pequenas doses de experimento (vocais) testados nos primeiros trabalhos. Com lançamento no programa da conterrânea Annie Mac pela BBC Radio, a canção “Lo-Fi” já pode ser apreciada na íntegra logo abaixo, sendo parte do próximo EP do artista: Into The Everywhere.

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Lxury – Let Down

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