Tag Archives: Singles

Of Montreal: “My Fair Lady”

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Há tempos Kevin Barnes não apresentava uma composição tão pegajosa quanto It’s Different For Girls. Entregue ao público no começo de junho, a faixa que fala sobre as diferentes formas de opressão sofridas pelas mulheres cresce em umas espiral de sons psicodélico-tropicais, como um novo respiro criativo dentro da extensa carreira da banda. A canção, posteriormente transformada em clipe, anuncia a chegada de um novo álbum de inéditas do grupo norte-americano: Innocence Reaches (2016).

Com 12 canções inéditas, o trabalho inspirado em artistas como Jack Ü, Chairlift e Arca acaba de ter mais uma de suas faixas liberadas, a psicodélica My Fair Lady. Assim como a música que a antecede, a nova criação de Barnes parece crescer lentamente, sem pressa, alavancando o uso de sintetizadores, batidas, guitarras e vozes que explodem nos instantes finais da faixa, revelando um som tão colorido quanto em clássicos como Satanic Panic in the Attic (2004) e Skeletal Lamping (2008).

Innocence Reaches (2016) será lançado no dia 12/08 pelo selo Polyvinyl.

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Of Montreal – My Fair Lady

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Poolside: “And The Sea”

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Com o verão tomando conta de todo o Hemisfério Norte, Filip Nikolic e Jeff Paradise não poderiam deixar de presentear o público do Poolside com uma canção inédita. Entregue poucos meses após o lançamento da ótima Contact High (2016), mais recente mixtape produzida pela dupla californiana, a nova faixa revela ao público o que existe de melhor no trabalho dos dois produtores, flutuando em meio a vozes etéreas e batidas deliciosamente dançantes.

Típica composição do Poolside, a canção de quase cinco minutos de duração parece estabelecer uma ponte para o primeiro registro em estúdio da dupla, o ótimo Pacific Standard Time (2012), efeito das guitarras econômicas e ambientações etéreas que crescem ao fundo da canção. A própria capa do presente single (imagem acima) parece pensada como um fragmento da ilustração pensada para apresentar o trabalho lançado há quatro anos.

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Poolside – And The Sea

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S U R V I V E: “A.H.B.”

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Mais conhecido pelo música de abertura da excelente série da Netflix, Stranger Things (2016), o S U R V I V E é um projeto de Ambient Music/Synthpop original da cidade Austin, Texas. Aos comandos da dupla Kyle Dixon e Michael Stein, a banda acumula uma sequência de obras distribuídas de forma independente pelo Bandcamp. São registros essencialmente climáticos, nostálgicos e sombrios, íntimos da mesma atmosfera que marca a música tema da recente série de Sci-Fi/Horror.

Com um novo álbum a caminho, RR7349 (2016), a dupla decidiu apresentar ao público mais uma composição inédita: A.H.B.. Com pouco mais de quatro minutos de duração, a música é a primeira de uma sequência de nove faixas produzidas pelos produtores. Uma coleção de sintetizadores climáticos que tanto se aproximam das canções produzidas por John Carpenter durante toda a década de 1980 como dos trabalhos de Johnny Jewel para o Chromatics.

RR7349 (2016) será lançado no dia 30/09 pelo selo Relapse Records.

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S U R V I V E – A.H.B.

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Sin Fang: “Candyland” (ft. Jónsi) [VÍDEO]

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Marcada pelos detalhes, a música do islandês Sin Fang exige tempo até ser refinada e entregue ao público. Três anos após o lançamento do terceiro álbum de inéditas, Flowers (2013), obra que sucede o delicado Summer Echoes (2011), o cantor e compositor original de Reykjavík está de volta com um novo registro de estúdio. Trata-se de Spaceland (2016), uma seleção com nove canções inéditas, incluindo a recém-lançada Candyland.

Produzida em parceria com o conterrâneo Jónsi, a nova composição confirma a capacidade de Sin Fang em dialogar com o pop sem necessariamente se desviar de pequenos experimentos e temas complexos. Em um cenário dominado pelo uso de batidas levemente dançantes e sintetizadores, a dupla passeia livremente, detalhando uma letra marcada pelos sentimentos. Junto da canção, o lançamento do psicodélico clipe dirigido por Ingibjörg Birgisdóttir.

Spaceland (2016) será lançado no dia 16/09 pelo selo Morr Music.

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Sin Fang – Candyland (ft. Jónsi)

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Mykki Blanco: “The Plug Won’t”

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Responsável por um vasto acervo de obras, Mykki Blanco passou os últimos cinco anos em busca de um espaço dentro da cena californiana de Hip-Hop. Entre batidas e bases marcadas pelo uso de experimentos, além, claro, dos versos que alavancaram o movimento Queer Rap, o artista original de Orange County deu vida a obras como Betty Rubble: The Initiation (2013) e Gay Dog Food (2014), preparativos para a sequência de faixas que serão apresentadas dentro do primeiro registro de estúdio do rapper: Mykki (2016).

São 13 composições, incluindo faixas assinadas em parceria com nomes Jeremiah Meece. Para apresentar o novo disco, Blanco apresenta a inédita The Plug Won’t. Das batidas ao uso de sintetizadores atmosféricos e rimas, todos os elementos da canção se projetam de forma a sintetizar o trabalho do rapper californiano nos últimos anos. Uma seleção de rimas costuradas por instantes de vozes e atos marcados pelo delicado uso de melodias.

Mykki (2016) será lançado no dia 16/09 pelo selo !K7.

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Mykki Blanco – The Plug Won’t

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Wild Beasts: “Celestial Creatures”

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A busca por um som cada vez mais dançante parece indicar a sonoridade assumida pelos integrantes do Wild Beasts dentro do quinto registro de inéditas da banda, Boy King (2016). Como indicado durante o lançamento de Get My Bang, em meados de maio, parte dos elementos e experimentos instrumentais testados nos antecessores Smother (2011) e Present Tense (2014) assumem um novo enquadramento, mudança também explícita na curiosa Big Cat e dentro da recém-lançada Celestial Creatures.

Enquanto as batidas indicam a busca por um som semi-tribal, vozes e sintetizadores minimalistas transportam o quarteto diretamente para os anos 1980, esbarrando com naturalidade na obra de artistas como David Bowie e, principalmente, Prince. Ao fundo da canção, um delicado catálogo de ruídos atmosféricos, colagens eletrônicas e guitarras sempre contidas, como se a banda ocupasse todas as brechas da canção com extrema delicadeza.

Boy King (2016) será lançado no dia 05/08 pelo selo Domino.

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Wild Beasts – Celestial Creatures

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Ablebody: “Backseat Heart” (VÍDEO)

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Mais conhecido pelo trabalho com guitarrista das bandas The Pains of Being Pure At Heart e The Depreciation Guild, o músico Christoph Hochheim decidiu em 2014 dar vida a um novo projeto autoral. Trata-se do Ablebody, um duo de Indie Pop assumido em parceria com o próprio irmão do cantor, colaborador em uma rápida sequência de faixas lançadas em 2013, dentro de All My Everbody EP, além do single After Hours, de 2014.

Passado um longo período de produção, a dupla está de volta com a nostálgica Backseat Heart, música que parece ter saído de algum estúdio no começo dos anos 1980. Longe de parecer um registro isolado, a canção de versos e melodias descomplicadas, íntima de artistas como Ducktails e Ariel Pink, foi a escolhida para anunciar o primeiro álbum de estúdio da banda, Adult Contemporaries (2016), um registro de dez composições inéditas.

Adult Contemporaries (2016) será lançado no dia 14/10 pelo selo Lolipop Records.

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Ablebody – Backseat Heart

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The Pooches: “Mulligan”

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The Pooches é uma quarteto de Indie Pop original da cidade de Glasgow, na Escócia. Inicialmente pensado como um projeto solo do cantor e compositor Jimmy Hindle, a banda criada em 2013 acabou crescendo nos últimos meses, encontrando no uso de melodias aprazíveis a base para o EP Heart Attack, lançado em janeiro deste ano. Quatro composições essencialmente acolhedoras que acabam servindo de base para a mais recente criação do grupo: Mulligan.

Em um meio termo entre os versos irônico do Belle and Sebastian e o som descomplicado de artistas como The Beatles, a nova faixa indica o caminho que deve ser explorado pela banda dentro do primeiro registro de inéditas. Uma obra homônima em que Hindle e os demais integrantes do projeto decidiram apresentar ao público os próprios sentimentos, histórias de amor e pequenos fracassos típicos de qualquer adulto.

The Pooches (2016) será lançado no dia 09/09 pelo selo Lame-O Records.

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The Pooches – Mulligan

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White Lung: “Dead Weight” (VÍDEO)

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Apresentado ao público em junho de 2014, Deep Fantasy é um verdadeiro exercício de transformação dentro da curta trajetória do White Lung. Ao mesmo tempo em que mantém firme o conceito agressivo explorado nos dois primeiros discos da banda canadense – It’s the Evil (2010) e Sorry (2012) –, está na utilização do canto melódico e versos sempre perturbadores da vocalista Mish Way o principal componente para a nova fase do grupo.

Em Paradise (2016, Domino), quarto e mais recente álbum de inéditas da banda de Vancouver, uma extensão aprimorada do material apresentado há dois anos. Um fino exercício do desespero e angústia que orienta de forma sempre confessional as canções assinadas por Way. Da abertura do disco, com Dead Weight, passando por músicas como Kiss Me When I Bleed e Demented, a clara sensação de que o White Lung segue em sua melhor fase. Leia o texto completo.

Com direção de John Stavas, Dead Weight, faixa de abertura do excelente Paradise (2016), foi a escolhida para se transformar no novo clipe da banda canadense. O vídeo não é recomendado para pessoas que sofrem com ataques epiléticos.

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White Lung – Dead Weight

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