Tag Archives: Singles

Tame Impala: “Cause I’m a Man” (VÍDEO)

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Currents (2015), este é o nome do terceiro álbum de estúdio da banda australiana Tame Impala. Sucessor do elogiado Lonerism, de 2012, o novo registro aponta para uma direção contrária em relação aos dois últimos lançamentos do grupo comandado por Kevin Parker; transformação explícita nos mais de sete minutos da “eletrônica” Let It Happen, primeira composição da “nova fase” e, agora, oficialmente completa com a entrega de Cause I’m a Man.

Dotada de vocais e arranjos compactos, acompanhados de perto pelo uso delicado de sintetizadores, a nova faixa reforça o completo interesse de Parker no trabalho produzido por Michael Jackson nos anos 1980, representação marcada pelo distanciamento do som enérgico/psicodélico de Lonerism, conceito temporariamente substituído por uma proposta muito mais branda, melancólica e íntima do R&B.

Assista abaixo ao divertido clipe dirigido por Dan Dipaola & Megan McShane e que utiliza de bonecos para representar o coletivo australiano.

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Tame Impala – Cause I’m a Man

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It Looks Sad: “Creature”

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Vocal “dramático”, no melhor estilo Sunny Day Real Estate e WU LYF, guitarras que crescem e encolhem a todo instante, emulando o pós-hardcore da década de 1990, isso sem esquecer da estranha atmosfera de “Indie-Rock-dos-anos-2000″ que invade a mente do ouvinte com nostalgia, sem grandes dificuldades. Em pouco mais de três minutos de duração, incontáveis são as referências que explodem e se espalham no interior de Creature, mais recente faixa lançada pelo quarteto da cidade de Charlotte, Carolina do Norte, It Looks Sad.

Uma das metades digital-single Kaiju, a canção de versos amargos vai muito além do grito de um jovem adulto, discutindo solidão e isolamento sem necessariamente parecer uma composição tola. Montada em cima de uma base muito mais complexa em relação ao single anterior do grupo, Ocean, a nova faixa reforça um claro amadurecimento do quarteto em um curto período de tempo.

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It Looks Sad – Creature

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Plano B lança videoclipe da música A.D.O

planopromo

 O mc paulistano Plano B lançou essa semana seu novo trabalho audiovisual. Integrante do grupo Hó Mon Tchain, fundado em 2009, o grupo conhecido como HMT lançou seu primeiro álbum no ano de 2012. Com seus 27 anos de idade, Plano B é um dos principais membros do coletivo, com diversas canções de sua autoria e com sua voz peculiar. Em 2014, Rodrigo lançou seu disco solo, intitulado “Montanha-Russa”. O álbum tem esse nome devido aos altos e baixos da vida do cantor, com coisas boas e ruins que ele passou.

Contendo 17 faixas, o debut do rapper conta muito sobre a história e o cotidiano do Plano B. A faixa “A.D.O” (que usa frases que termina com “-ado”) surgiu de um Freestyle em cima da música Little Young do Masta Ace & Edo. G. Produzida pelo produtor MUD, que também faz parte do grupo Hó Mon Tchain, a faixa traduz de forma eficaz a ideia de ambos. Já o videoclipe foi dirigido por Johnny Germano, responsável pela gravação, ilustração e edição do vídeo. O promissor videomaker deu vida à música, e dessa forma o resultado, mesmo que simples e intimista, consegue surpreender a todos pela qualidade e integridade do trabalho. O segundo disco do Hó Mon Tchain será lançado no segundo semestre de 2015, além disso em breve será lançado um novo clipe do grupo.

 

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Christopher Owens: “Chrissybaby Forever”

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Surpresa! Passados poucos meses desde o lançamento do último trabalho em estúdio, A New Testament (2014), o ex-vocalista e guitarrista do Girls, Christopher Owens segue em carreira solo com um novo álbum de inéditas. Intitulado Chrissybaby Forever (2015), o registro produzido de forma independente e, por enquanto, disponível apenas no Bandcamp entrega ao ouvinte 15 composições inéditas e uma temática completamente distinta em relação ao resultado “mediano” do disco anterior.

Como um diálogo involuntário com o registro de estreia do Girls, o excelente Album, de 2009, Owens investe de forma inteligente no uso de arranjos ensolarados e guitarras diretas, base para o vocal sempre “arrastado” e dramático do artista. São faixas sustentadas por temas românticos, melancolia ou mesmo aspectos simples do cotidiano. Mesmo sem previsão de lançamento em formato físico (vinil), o disco pode ser apreciado na íntegra logo abaixo:

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Christopher Owens – Chrissybaby Forever

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Neon Indian: “Annie”

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A julgar pelos temas e conceitos “obscuros” lançados em 2011 com Era Extraña, seria mais do que natural que Alan Palomo assumisse uma direção cada vez menos ensolarada em relação ao debut com o Neon Indian, Psychic Chasms (2009). Entretanto, curioso perceber em Annie, primeiro single do terceiro e ainda inédito álbum do projeto, um completa ruptura desse resultado, passagem para que o músico texano se aproxime do mesmo som “regueiro” e leve do conterrâneo Washed Out.

Mesmo apontando para a referencial década de 1980, mergulhado em uma piscina de sons e experiências nostálgicas, Palomo mantém firme a própria essência, carregando na utilização de sintetizadores e pequenos atos ambientais – principalmente na segunda metade da faixa – a própria identidade. Com versos acessíveis, pegajosos, e um ritmo tão dançante quanto o “clássico” Coco Jambo do grupo Mr. President, o clima festivo parece ser o caminho escolhido pelo músico para o terceiro registro da carreira.

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Neon Indian – Annie

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Disclosure: “Holding On” (Feat. Gregory Porter)

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Depois de reforçar as batidas, sintetizadores frenéticos e brincar de forma versátil com um antigo sample na inédita Bang That, já estava na hora do Disclosure presentear o público uma composição de fato marcada pela voz. Atendendo a pedidos e ainda preparando o terreno para o segundo registro de inéditas, Guy e Howard Lawrence sustentam na recém-lançada Holding On a mesma soma de acertos, boas melodias e refrão pegajoso testado em faixas como You & Me, White Noise ou F For You do álbum Settle (2013)

De um lado, o ritmo eufórico, consistente diálogo com a eletrônica britânica e toda a somatória de elementos que transportam o ouvinte diretamente para as pistas; no outro oposto, a voz precisa do convidado Gregory Porter, uma das grandes vozes do Jazz norte-americano e responsável por completar as pequenas lacunas da dupla. Difícil não lembrar da parceria da dupla britânica com a cantora Mary J. Blige no último ano.

Holding On (o single) conta com lançamento previsto para o dia 17/07. Nenhum informação sobre o novo trabalho do Disclosure ainda foi divulgada oficialmente.

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Disclosure – Holding On (Feat. Gregory Porter)

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Baio: “Brainwash yyrr Face”

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Enquanto o Vampire Weekend parece cada vez mais distante do som “tropical” reforçado nos dois primeiros álbuns de estúdio – vide Modern Vampires Of The City (2013) -, em carreira solo, Chris Baio, baixista da banda, parece assumir a responsabilidade por toda essa herança musical. Depois da sequência de singles e também do EP Sunburn, apresentado em maio de 2012, Baio reserva para o dia 18 de setembro o primeiro trabalho em carreira solo, The Names (2015), a sequência da mesma temática.

Escolhida para apresentar (e abrir) o novo trabalho, Brainwash yyrr Face explode em meio a cores e arranjos descompromissados do baixista/produtor. Sem necessariamente fugir da mesma atmosfera sustentada em Sunburn EP, elementos da recente obra de bandas como Lemonade, Poolside ou veteranos como Air France surgem a todo instante, reforçando a leveza instalada tanto nos vocais como nas bases (eletrônicas) da canção.

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Baio – Brainwash yyrr Face

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Icona Pop: “Emergency”

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Caroline Hjelt e Aino Jawo estão pouco interessadas em repetir a mesma sonoridade frenética do primeiro álbum como Icona Pop, This Is… Icona Pop, de 2013. Longe das batidas aceleradas, gritos plásticos – “I Love It” – e toda a matemática comercial de hits como All Night, GirlfriendReady for the Weekend, em Emergency, mais recente lançamento do duo sueco depois do single Get Lost, a busca por novas possibilidades reforça o amadurecimento do projeto.

Acompanhadas do parceiro sueco Erik Hassle e sem medo de parecer “brega”, Hjelt e Jawo resgatam uma série de conceitos inspirados no pop dos anos 1980/1990, brincando com o uso de saxofones, colagens de ritmos e outros elementos inusitados dentro dos trabalhos iniciais do Icona Pop. Difícil não sentir a influência de artistas como Miley Cyrus e Katy Perry, com quem a dupla colaborou em diferentes turnês desde o último ano.

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Icona Pop – Emergency

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Destroyer: “Dream Lover”

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Quem acompanha o trabalho de Dan Bejar com o Destroyer sabe que o tempo flui de maneira particular, sem pressa ou possíveis prazos para o lançamento de um novo álbum de inéditas. Melhor exemplo disso está no intervalo de quatro anos que separa o hoje clássico Kaputt (2011) e o ainda inédito Poison Season (2015). Previsto para estrear em agosto de 2015, o décimo registro em estúdio da banda canadense parece seguir em uma direção contrária ao arsenal exposto no antecessor, transformação reforçada nas guitarras, vozes e certa dose de urgência de Bejar dentro da inédita Dream Lover.

Primeiro single do novo trabalho, a canção resgata os mesmos elementos incorporados no disco de 2011, entretanto, de forma bagunçada, suja e tumultuada até o último acorde. Antes sedutoras, as guitarras se comportam de forma a “agredir” o ouvinte, estabelecendo as regras do ambiente caótico da canção, lentamente completo pela inclusão de metais, batidas e, claro, a voz tradicionalmente macia de Bejar. Em recente entrevista ao site da Pitchfork, o músico mais uma reforça o fascínio da banda pelos sons da década de 1970 – principalmente Soft Rock -, citando ainda nomes como Frank Sinatra e Van Morrison.

Poison Season (2015) será lançado no dia 28 de agosto pelos selos Marge e Dead Oceans.

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Destroyer – Dream Lover

 

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MXMS: “Rx”

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Pianos soturnos, vocal sempre preciso e um ritmo que cresce lentamente. Em RX, mais recente single da dupla MXMS, toda a temática obscura apresentada no single OMG não apenas ganha ritmo, como ainda transporta a sonoridade do casal para um novo ambiente, ainda mais intenso e sombrio. Lado B do novo single assinado por Ariel Levitan (voz) e Jeremy Dawson (pianos/produção), a canção reforça o amadurecimento na composição dos versos e arranjos, resultando em um dos projetos mais curiosos da nova safra estadunidense.

Soando como um encontro entre Lana del Rey e The XX – em versão acelerada, claro -, RX se afasta dos vícios da década de 1980 para dialogar de forma expressiva com o presente cenário – principalmente o norte-americano. Ainda que seja possível tropeçar em elementos típicos da obra de Owen Pallet e Chelsea Wolf – “culpa” dos pianos -, a sonoridade explorada na recente faixa comprova a identidade da dupla, hoje “representante” de gêneros curiosos (e divertidos) como o Funeral Pop e Dead Western… Só faltou o Gótico Suave.

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MXMS – RX

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