Tag Archives: Singles

Charlotte Day Wilson: “Work”

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Com o lançamento de After All, em janeiro deste ano, a cantora e compositora canadense Charlotte Day Wilson conseguiu chamar a atenção de muita gente. Uma voz pesada, essencialmente densa, sempre acompanhada de versos melancólicos, conceito que muito se assemelha ao trabalho produzido por artistas como Blood Orange, Jessie Ware e Rhye, referências também claras dentro do mais recente trabalho do jovem artista, a inédita Work.

Mais uma vez cercada por sintetizadores arrastados, Wilson, também integrante do coletivo The Wayo, mostra um som que dialoga em poucos instantes com o ouvinte. Uma faixa que reflete o isolamento de dois personagens em meio a uma sociedade cada vez mais corrida, marcada pelos excessos. Ao fundo da canção, um amontoado de vozes melancólicas, tão íntimas do soul/jazz da década de 1970, quanto do canto reconfortante da música gospel.

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Charlotte Day Wilson – Work

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Sally Shapiro: “If You Ever Wanna Change Your Mind”

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São dez anos de carreira, três ótimos trabalhos em estúdio – Disco Romance (2006), My Guilty Pleasure (2009) e Somewhere Else (2013) –, além de um acervo imenso de composição avulsas, lançadas durante todo o período. Três anos após a chegada do último registro de inéditas, Sally Shapiro anuncia o fim da bem-sucedida parceria com o produtor Johan Agebjörn. Para o encerramento do projeto que carrega o nome da cantora de synthpop/italodisco, uma canção nunca antes apresentada ao público.

Em If You Ever Wanna Change Your Mind, passagem para a nova fase de Shapiro, uma coleção de elementos que transportam o ouvinte para os primeiros anos de atuação da cantora. São vozes doces, sempre acompanhadas de versos entristecidos, batidas essencialmente contidas e uma fina base de sintetizadores que acolhem não apenas a artista sueca, como o ouvinte, convidado a ouvir o último suspiro musical do projeto.

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Sally Shapiro – If You Ever Wanna Change Your Mind

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Todd Terje & The Olsens: “Baby Do You Wanna Bump” (Daniel Maloso Remix)

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The Big Cover-Up (2016), esse é o nome do mais recente trabalho do produtor norueguês Todd Terje. Trata-se de um EP de versões para “clássicos” assinados por Yellow Magic Orchestra, Martin Circus, Boney M e Vangelis, mas que também serão remixados por outros produtores próximos de Terje, caso de Daniel Maloso, Dan Tyler, Prins Thomas e Øyvind Morken. Para apresentar o trabalho, nada melhor do que a dançante e divertida Baby Do You Wanna Bump.

Originalmente lançada na década de 1970 pelo grupo alemão Boney M, Baby Do You Wanna Bump resume com naturalidade o som que deve orientar as oito verões/remixes do projeto. Sintetizadores pegajosos, batidas prontas para as pistas e uma coleção de vozes festivas, conceito que se reforça na letra “sedutora” e marcada de referências ao sexo que sustenta a composição.

The Big Cover-Up EP (2016) será lançado no dia 17/06 pelo selo Olsen Records.

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Todd Terje & The Olsens – Baby Do You Wanna Bump (Daniel Maloso Remix)

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Anna Meredith: “Something Helpful” (VÍDEO)

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As ideias cobrem toda a extensão do curioso Varmints (2016, Moshi Moshi). Primeiro registro de estúdio da cantora, compositora e multi-instrumentista britânica Anna Meredith, o trabalho que flutua entre temas acústicos e ensaios eletrônicos delicadamente expande o rico catálogo de experimentos compilados pela artista nos dois últimos registros de inéditas, os bem-sucedidos Black Prince Fury EP (2012) e Jet Black Raider EP (2013).

Entre diálogos com a “música clássica” (Scrimshaw, Nautilus), experimentos que flertam abertamente com o Math Rock (Taken) e composições marcadas pela delicadeza das vozes e arranjos (Something Helpful, Dowager), Meredith cria um imenso conjunto de fórmulas pensadas para bagunçar a cabeça do ouvinte. Sintetizadores, arranjos de cordas, guitarras, vozes e batidas que vão de um ambiente introspectivo à explosão em poucos segundos. Leia o texto completo.

Uma das melhores canções do elogiado Varmints, Something Helpful se transforma em um colorido clipe de Jonny Sanders em parceria com o também animador Sam Williams. Assista:

 

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Anna Meredith – Something Helpful

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Roosevelt: “Colours / Moving On” (VÍDEO)

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Em 2013, o produtor alemão Marius Lauber conseguiu chamar a atenção de muita gente. Com o lançamento de faixas como Montreal, Elliot e Around You, o artista original da cidade de Colônia criou uma ponte curiosa entre a Disco Music e a mesma sonoridade empoeirada de grandes nomes da Chillwave – principalmente Toro Y Moi e Neon Indian. Agora é hora de ter acesso ao primeiro registro de estúdio do produtor como Roosevelt, uma obra homônima que se apresenta oficialmente com o clipe de Colours / Moving On.

Duas das composições que abastecem o aguardado registro, as faixas delicadamente se amarram nas imagens assinadas pelo diretor Elliott Arndt, reforçando parte da estética dançante e inspirações nostálgicas de Lauber. Musicalmente, um curioso encontro entre o Daft Punk da fase Random Access Memories (2013) e o Cut Copy de obras como In Ghost Colours (2008) e Zonoscope (2011).

Roosevelt (2016) será lançado no 19/08 pelo selo Greco-Roman/City Slang.

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Roosevelt – Colours / Moving On

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Dawn Richard: “Honest”

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Dawn Richard passou os últimos meses “brincando” com o ouvinte. Da mudança de nome em faixas Not Above That e Hollywould, passando pelo trabalho com a produtora britânica Et Aliae em Sober, Richard delicadamente parece ter expandido o universo apresentado há poucos meses em Blackheart (2015), seu melhor trabalho até aqui. Em Honest, mais recente lançamento da cantora, a passagem para um novo mundo de possibilidades.

Primeiro exemplar da série de composições produzidas em parceria com o produtor nova-iorquino Kingdom, a canção de versos confessionais e sentimentos expostos mostra o que há de melhor no trabalho de Richard. De um lado, a completa entrega da cantora – nos vocais e sentimentos –, no outro, a coesa interferência de Kindom, transportando a parceira para um ambiente que vai do R&B ao Future Garage sem necessariamente perder a essência nostálgica que marca o trabalho de Dawn Richad.

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Dawn Richard – Honest

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Tegan and Sara: “Boyfriend” (VÍDEO)

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Com o lançamento de Heartthrob, em 2013, as irmãs Tegan e Sara Quin abraçaram de vez a música pop, principalmente o som dançante originalmente apresentado na década de 1980. Três anos depois, a dupla canadense está de volta com um novo álbum de estúdio, Love You To Death (2016), uma extensão declarada (e ainda mais pegajosa) do mesmo material entregue anteriormente. Para apresentar o trabalho, Boyfriend, uma típica canção de (des)amor, grudenta e, possivelmente, o melhor exemplar do pop nos últimos meses.

Sintetizadores crescentes, a batida pronta para as pistas, vozes e versos que chegam perfeitamente limpos até o ouvinte. Uma completa fuga do indie pop semi-acústico produzido pelas irmãs em começo de carreira. Uma extensão do mesmo trabalho produzido pela sueca Robyn nos últimos anos, ou mesmo o recente trabalho de Carly Rae Jepsen em Emotion (2015). No clipe de Clea Duvall, uma cômica interpretação da música pela dupla em estúdio.

Love You To Death (2016) será lançado no dia 03/06 pelo selo Warner Bros.

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Tegan and Sara – Boyfriend

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Swanning: “Sleep My Pretties”

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Não é necessário fazer muito esforço para perceber de onde vem grande parte das inspirações de Cynthia Ann Schemmer. Cantora e compositora original da cidade de Filadélfia, Pennsylvania, a musicista, também integrante do coletivo Radiator Hospital, acaba de anunciar a formação de um novo projeto em carreira solo. Trata-se do Swanning, banda de Indie Rock/Indie Pop que parece vinda diretamente do começo da década de 1990.

Para inaugurar oficialmente o projeto e anunciar a chegada do primeiro álbum do Swanning, Drawing Down The Moon (2016), Schemmer decidiu apresentar a inédita Sleep My Pretties. Da captação suja das guitarras e vozes ao uso de melodias pegajosas, típicas de bandas como Alvvays, todos os elementos se organizam de forma a revelar uma canção que parece criada há mais de duas décadas, mas que acabou se perdendo no tempo.

Drawing Down The Moon será lançado no dia 27/05 pelo selo Salinas Records.

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Swanning – Sleep My Pretties

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Yumi Zouma: “Barricade (Matter Of Fact)”

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Quem esperava por um som cada vez mais acelerado e dançante talvez encontre o completo oposto disso no primeiro álbum de estúdio do Yumi Zouma. Como indicado em Keep It Close To Me, faixa apresentada há poucas semanas, o quarteto neo-zelandês decidiu transformar o aguardado debut Yoncalla em um registro de vozes e melodias ambientais, tímidas, como a seleção de faixas exploradas como respiros dentro da sequência de EPs apresentada pelo grupo nos últimos anos.

Em Barricade (Matter Of Fact), mais recente canção de trabalho do grupo, uma continuação da mesma proposta. São sintetizadores comportados e a voz sempre delicada de Kim Pflaum, como se todos os elementos assentassem suavemente ao fundo da canção. Uma típica canção de grupos como Chromatics e Mr. Twin Sister, porém, em versão “miniatura”, como se todos elementos fossem encaixados de maneira sutil.

Yoncalla (2016) será lançado no dia 27/05 pelo selo Cascine.

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Yumi Zouma – Barricade (Matter Of Fact)

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Terry: “Don’t Say Sorry””

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O que acontece quando você junta os integrantes de alguns dos projetos mais interessantes de Pós-Punk e garage rock da cena australiana? A respostas está na recém-lançada Don’t Say Sorry, primeira composição assinada pelo coletivo Terry. Entre os músicos que formam a banda, artistas que também colaboram em diferentes grupos locais, caso de UV Race, Dick Diver e o mais conhecido deles, o ótimo Total Control.

Em Don’t Say Sorry, um resumo coeso do som produzido pela banda. Pouco mais de três minutos em que as guitarras passeiam pela década de 1970, refletindo o mesmo som de veteranos como Talking Heads, Television e outros gigantes da época. De forma autoral, a mesma estrutura montada em grande parte das canções de bandas recentes como Parquet Courts e OUGHT. Além da presente faixa, o grupo reserva outras nove faixas para o primeiro álbum de inéditas.

Terry HQ (2016) será lançado no dia 01/07 pelo selo Upset The Rhythm.

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Terry – Don’t Say Sorry

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