Tag Archives: Singles

Baio: “Endless Rhythm”

Baio

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De toda a série de composições apresentadas por Chris Baio nos últimos meses, Endless Rhythm talvez seja a faixa que mais se aproxima do trabalho do músico com o Vampire Weekend. Vocais contidos, a base de piano que abre e fecha a canção – no melhor estilo Rostam Batmanglij – e a linha de baixo volumosa, elementos que acompanha o grupo nova-iorquino desde a estreia, em 2008, porém, assumem novo enquadramento dentro da proposta ensolarada de Baio para o primeiro álbum em carreira solo: The Names (2015).

Distante da eletrônica testada em faixas como Brainwash yyrr Face e Sister Of Pearl, com a nova canção, Baio se concentra apenas nas melodias. Uma coleção de sintetizadores controlados, letra suave e batidas de bateria secas, lembrando muito o estilo do parceiro Chris Tomson. Uma curva leve em relação aos últimos trabalhos em carreira solo do multi-instrumentista, temporariamente próximo do mesmo universo de bandas como Ra Ra Riot, The Walkmen e, claro, do indie pop típico da cena sueca.

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Baio – Endless Rhythm

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Ought: “Men For Miles”

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Quem chegou a ouvir Beautiful Blue Sky, último single do Ought, já deve ter percebido a urgência (e certa dose de raiva) que abastece a recente fase do grupo canadense. Além da habitual colagem de referências extraídas do final da década de 1970 – como Joy Division, Gang Of Four e Talking Heads -, vozes e arranjos típicos do quarteto de Montreal indicam a composição de um som ainda mais enérgico, por vezes cru, assumido pelo grupo.

Em Men For Miles, segundo single do álbum Sun Coming Down (2015), uma expansão desse resultado. Um pouco mais curta que a média de composições da banda, a faixa de quase seis minutos continua a investir no Punk e Post-Punk de 1977, colidindo de forma involuntária uma série de arranjos e vozes tão próximos de grupos como Cap’n Jazz, como do garage rock que apresentou os nova-iorquinos do Strokes no começo dos anos 2000. Os mesmos ingredientes do álbum More Than Any Other Day (2014), porém, em uma estrutura ainda mais explosiva.

Sun Coming Down (2015) será lançado no dia 18/09 pelo selo Constellation Records.

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Ought – Men For Miles

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MUNA: “Promise”

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Imagine se alguém conseguisse juntar o mesmo pop nostálgico de Caroline Polachek (Chairlift) com os sintetizadores quebrados do CHVRCHES e a voz forte de Florence Welch? A resposta talvez esteja nas mãos (e vozes) do trio norte-americano MUNA. Projeto de Dark Pop da cidade de Los Angeles, Califórnia, a banda formada por Katie Gavin (Voz, produção), Josette Maskin (Guitarras) e Naomi Mcpherson (Guitarras) resume na recém-lançada Promise um catálogo de acertos e referências que fazem do trio uma das grandes apostas de 2015.

Com referências como Robyn, R&B dos anos 1990, Björk e, claro nomes importantes da década de 1980, caso de Kate Bush e Cyndi Lauper, o grupo mantém firme a relação com a música pop, ao mesmo tempo em que aprece longe de possíveis tropeços e exageros típicos de outras cantoras do gênero. Uma interpretação talvez obscura do mesmo som leve de conterrâneas como Haim e Sky Ferreira, conceito também evidente em músicas como The Grave e So Special, no curto catálogo da banda publicado no Soundcloud. Experimente:

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MUNA – Promise

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Kane West: “Mexicans”

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Muita gente se assustou quando Western Beats (2014) foi apresentado ao público pelo misterioso Kane West no último ano. “Disco novo do Kanye West assinado com fonte Comic Sans? Que merda é essa?!“. Melhor ler (e ouvir) direito. Trata-se do projeto em carreira solo do produtor londrino Gus Lobban, um dos integrantes do versátil coletivo britânico PC Music e responsável por boa parte das composições assinadas pelo trio Kero Kero Bonito.

Meses após o lançamento da última (mini-)mixtape, além da série de remixes para artistas como Tiga e o próprio Kero Kero Bonito, Lobban está de volta com mais um lançamento inédito sob o título de Kane West. Em Mexicans, a relação do artista com a década de 1990 parece ainda mais estreita. Sintetizadores caricatos, adaptações “pop” da música e todos os clichês da época são amarrados em quase cinco minutos de batidas prontas para as pistas.

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Kane West – Mexicans

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Kate Boy: “Midnight Sun” (VÍDEO)

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Kate Akhurst passou os últimos três anos atiçando a curiosidade do público. Voz aos comandos do projeto Kate Boy, a artista australiana, hoje residente na cidade de Estocolmo, Suécia, transformou músicas como The Way You Are e In Your Eyes em exemplares interessantes da nova safra do Synthpop europeu. Pequenos ensaios para o que deve ser apresentado em completude com o lançamento do álbum ONE (2015), primeiro registro oficial da cantora/produtora.

Escolhida para representar o trabalho, Midnight Sun mantém firme as principais referências e temas que apresentaram a jovem. Uma colagem atenta que conceitos que se estende do final da década de 1990, passa pela obra de diferentes artistas locais, principalmente Robyn e The Knife, mas em nenhum momento se desprende de uma interpretação em “preto e branco” da música pop, sempre sombria, amargurada. Lançada há poucos dias, junto do anúncio da estreia de ONE, a canção reaparece agora acompanhada de um clipe dirigido pela própria Kate Boy.

ONE (2015) será lançado pelos selos Fiction, Island e Iamsound.

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Kate Boy – Midnight Sun

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Wet: “You’re the Best” (VÍDEO)

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De todos os novos projetos previstos para estrear nos próximos meses, Don’t You (2015), adorável debut da banda nova-iorquina Wet talvez seja um dos mais interessantes. Flutuando em um espaço entre o novo R&B e o som minimalista de bandas como London Grammar e The XX, o trio formado por Kelly Zutrau, Marty Sulkow e Joe Valle cultiva na sutileza dos vocais e batidas a base para cada composição autoral. É o caso de You’re The Best, mais recente single (e clipe) apresentado pelo grupo.

Já conhecida dos antigos seguidores da banda, a “nova” faixa mantém o mesma leveza já detalhada em faixas como Deadwater, composição entregue ao público há poucos meses e uma das principais faixas que integram o primeiro registro de inéditas do trio – ainda sem data de lançamento. No clipe da canção, um passeio em uma pista de patinação “controlada” pela voz doce de Zutrau. O trabalho conta com direção assinada por Scott J. Ross e Hassan Rahim.

Don’t You tem previsão de lançamento para a primavera de 2015 pelo selo Columbia.

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Wet – You’re the Best

 

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Jamie XX: “Loud Places” (John Talabot’s Loud Synths Reconstruction)

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Longe de sufocar em uma provável zona de conforto, Smith utiliza do registro de forma a brincar com os próprios limites, trabalhando em cima de velhas bases conceituais. Efeito dessa constante ruptura sobrevive de forma comercial, quase pop, nas melodias, samples e rimas de I Know There’s Gonna Be (Good Times). Faixa mais acessível de todo o disco, a composição que resgata trechos de Good Times – música lançada em 1972 pelo coletivo The Persuasions – logo se entrega aos domínios de Young Thug e Popcaan, artistas convidados especialmente para a canção e, temporariamente, donos de toda a obra.

Mesmo a aproximação de Smith com o UK Garage/Dubstep parece alterada com o passar do disco. Músicas que apontam para uma sonoridade ainda mais intensa, urbana, ponto de equilíbrio nas dançantes The Rest Is Noise e Hold Tight. Outro elemento sedutor da obra são os samples. É fácil se perder pelo disco, passar horas pesquisando sobre cada música (antiga) utilizada por Smith, tão íntimo de clássicos da década de 1970 – vide Could Heaven Ever Be Like This (1977) do músico Idris Muhammad em Loud Places -, como de faixas ainda “recentes” – caso de Karma(2003) da cantora Alicia Keys em Sleep Sound. Leia o texto completo.

Parceiro de longa data de Jamie XX – veja aqui -, John Talabot acaba de apresentar uma curiosa adaptação do trabalho do produtor britânico com Loud Places (John Talabot’s Loud Synths Reconstruction). Ouça:

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Jamie XX – Loud Places (John Talabot’s Loud Synths Reconstruction)

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Skylar Spence: “Affairs”

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Com o lançamento de Can’t You See, em meados de junho, Ryan DeRobertis conseguiu criar bastante expectativa para o projeto Skylar Spence. Novo pseudônimo escolhido pelo produtor nova-iorquino, também responsável pelo Saint Pepsi, o projeto que flerta com a música Disco, Chillwave e Future Pop deve ter o primeiro disco apresentado nos próximos meses, Prom King (2015), solucionando na recém-lançada Affairs uma eficiente continuação do single anterior.

Versão menos intensa do último trabalho do produtor, a nova faixa joga com elementos típicos da eletrônica empoeirada que tomou conta dos Estados Unidos desde o final da última década. Um meio termo entre o som dançante e os vocais enevoados de Washed Out, semelhança que ultrapassa a similaridade entre as vozes de Spence e Ernest Greene, solucionando uma música tão próxima das pistas, quanto relaxante, íntima de obras como Within and Without (2011).

Prom King (2015) será lançado no dia 18/09 pelo selo Carpark.

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Skylar Spence – Affairs

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Erykah Badu: “FEEL BETTER, WORLD!” Mixtape

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Quer entender melhor a essência musical de Erykah Badu? Então deixe que a própria cantora se apresente. Em um passeio atento por diferentes décadas e estilos como Jazz, Soul, Hip-Hop e R&B, a cantora e compositora norte-americana apresenta ao público a mixtape FEEL BETTER, WORLD! (2015). Trata-se de uma extensa coleção de clássicos da música negra, como um aquecimento para o sexto registro de inéditas da artista, sucessor do elogiado New Amerykah Part Two (2010), porém, ainda sem data de estreia prevista.

No catálogo de obras da nova mixtape, 18 composições que dialogam com a própria carreira musical de Badu. Faixas como When There Is No Sun do jazzista Sun Ra, Brazillian Rhyme do grupo Earth, Wind & Fire e Love In Need Of Love do cantor Stevie Wonder. Pouco mais de uma hora de duração em que diferentes traços da discografia de Badu são resumidos pelas vozes, rimas e arranjos de outros artistas. Erykah Badu integra nossa lista de 12 discos para entender o R&B dos anos 1990 com o álbum Baduizm (1997).

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FEEL BETTER, WORLD! … LOVE, MS.BADU by Erykah She Ill Badu on Mixcloud

 

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Pure Bathing Culture: “Pray For Rain”

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Com um pé na década de 1980 e outro no litoral, a dupla Sarah Versprille e Daniel Hindman mantém firme a mesma sonoridade empoeirada que em 2012 apresentou o projeto Pure Bathing Culture. Depois de apostar em um material marcado pela sobriedade e temas mais melancólicos em Moon Tides, de 2013, a banda original da cidade de Portland, Oregon encontra no uso de melodias e temas sorridentes a passagem para o terceiro registro de inéditas: Pray For Rain.

Faixa-título do novo álbum, a recém-lançada composição não apenas reforça a completa mudança dentro da nova fase da dupla, como também indica a busca do casal pelo uso de temas voltados para a música pop. Vocal pegajoso, guitarras sujas e uma letra que prende o ouvinte em pequenos ciclos. Pensar em veteranos como R.E.M. e Bruce Springsteen não seria um erro, afinal, da abertura ao fechamento da canção, a montagem de pequenas pontes para alguns dos maiores clássicos da música norte-americana no começo dos anos 1980.

Pray For Rain (2015) será lançado no dia 23/10 pelo selo Partisan.

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