Tag Archives: Singles

SBTRKT: “Roulette”, “No Less” & “Renegade”

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Parece até “provocação”. Depois de ter cancelado a apresentação no Lollpalooza Brasil 2015 – tudo bem, a gente entende -, Aaron Jerome resolveu “brincar” com o público (e não apenas o brasileiro) apresentado três ótimas composições inéditas: Roulette, No Less e Renegade. Nada do som experimental testado em Wonder Where We Land (2014); a julgar pelo uso de batidas limpas e pequenas doses de melancolia diluídas nos sintetizadores, um regresso (in)voluntário aos últimos singles e EPs apresentados pelo produtor, vez ou outra, capaz de dialogar com o bem sucedido registro de estreia lançado em 2011.

Enquanto No Less segue a trilha “dubstep melódico” de Jerome, equilibrando instantes de morosidade e pequenas explosões controladas, em Roulette e Renegade SBTRKT investe no oposto. São beats quebrados, encaixes assíncronos e toda a uma variedade de referências eletrônicas que lembram a série de EPs pré-Wonder Where We Land. Por enquanto, nenhuma das três canções conta com lançamento em formato físico, sendo apresentadas apenas no soundcloud do artista. Ouça:

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SBTRKT – Roulette

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SBTRKT – No Less

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SBTRKT – Renegade

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Tanlines: “Invisible Ways”

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A sonoridade incorporada pela dupla Jesse Cohen e Eric Emm do Tanlines parece seguir uma trilha cada vez menos “dançante” e muito mais sombria em relação ao debut Mixed Emotions, de 2012. Ainda que a relação do duo nova-iorquino com os conceitos reforçados na década de 1980 ainda sejam os mesmos, principalmente em relação aos arranjos, típicos do Pós-Punk inglês da época, a julgar pelo material apresentado na recente Invisible Ways, a proposta agora é outra.

Melancólica, marcada pelo uso de instrumentos acústicos, além da tradicional voz sobreposta de Eric Emm, a primeira faixa a escapar do inédito Highlights (2015) são tão íntima de gigantes como Joy Division e R.E.M., quanto de artistas românticos/bregas do mesmo período. Uma faixa de versos confessionais, estrutura montada de forma crescente e, possivelmente, a composição mais “comercial”, quase pop, já lançada pela dupla.

Highlights conta com lançamento pelo selo True Panther Sounds e estreia no dia 19 de maio.

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Glass Candy: “Shell Game”

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Mesmo com Dear Tommy (2015), quinto álbum do Chromatics próximo de ser lançado, Johnny Jewel encontrou tempo na disputada agenda para apresentar uma nova composição pelo projeto Glass Candy: Shell Game. Quase um registro particular – a parceira Ida No foi deixada de lado na nova canção -, a faixa de apenas três minutos segue a linha “atmosférica” dos últimos trabalhos de Jewel, no último ano, envolvido com a produção da trilha sonora de Lost River (2014), filme dirigido pelo ator Ryan Gosling e a morada original da presente música.

Tão próxima das trilhas soturnas de John Carpenter na década de 1970 – ou do último álbum do músico/diretor -, como da eletrônica lenta de Kill For Love (2012) do Chromatics, principalmente na segunda metade do registro, Shell Game poderia ser facilmente encontrada em outro projeto também assinado por Jewell, a trilha sonora “involuntária” apresentada em Themes For An Imaginary Film (2011), do Symmetry.

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Glass Candy – Shell Game

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Omar Souleyman: “Enssa El Ataab”

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Você não precisa de livros, textos e estudos acadêmicos para entender o conceito assinado pelo poeta Henry Longfellow sobra a música como “linguagem universal da humanidade”. Basta correr atrás da discografia e canções de Omar Souleyman. Queridinho de artistas como Björk, Caribou e diferentes representantes da cena eletrônica em Londres, o compositor de origem síria lentamente conquistou espaço em campos distintos da música alternativa, posto reforçado no lançamento do último álbum de estúdio, Wenu Wenu (2013).

Mais uma vez acompanhado do produtor Kieran Hebden (Four Tet), com quem trabalhou no último disco, Souleyman reserva para 28 de julho a chegada de um novo álbum de inéditas: Bahdeni Nami. A surpresa? Hebden deixa de ser o único envolvido na produção da obra. Mais novo integrante do selo Monkeytown, Omar entrega os comandos da dupla Modeselektor, responsáveis pela marca. Com mais de nove minutos de duração e produzida pelo duo germânico, Enssa El Ataab foi a composição escolhida para apresentar o trabalho.

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Omar Souleyman – Enssa El Aatab (prod. by Modeselektor)

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Toro Y Moi: “Run Baby Run”

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Pouco parece sobrevivido da obra de Chaz Bundick em Causers of This (2010), primeiro álbum como Toro Y Moi. A julgar pelo som pop, acessível e intenso promovido desde o lançamento de Empty Nesters, há poucos meses, cada vez mais o músico norte-americano parece em busca do grande público, o que faz de What For? (2015), quarto registro em estúdio dentro do mesmo projeto como a última pá de terra nas ambientações letárgicas, típicas da Chillwave, que marcaram os anos iniciais do artista.

Mais recente lançamento de Bundick, Run Baby Run nasce como um reforço ao som cativante que deve movimentar todo o quarto álbum do músico. Poderia ser Teenage Fanclub, Kinks ou qualquer outro artista “especializado” na construção de temas pop, entretanto, é o mesmo responsável pelo soul-funk sujo de Underneath the Pine (2011) e pelos flertes com o Hip-Hop em Anything in Return (2013). Não desagrada, entretanto, a estranheza é inevitável quando voltamos os ouvidos para o passado recente do Toro Y Moi. Que venha o novo disco.

Com lançamento pelo selo Carpark, What For? estreia no dia sete de abril.

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Toro Y Moi – Run Baby Run

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QT: “Hey QT” (VÍDEO)

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A estrutura sempre inexata do trabalho de SOPHIE parece feita para perturbar os sentidos do ouvinte. Desde que foi “apresentado” no single BIPP, o produtor inglês assume em cada nova criação um espaço de desconstrução para o pop tradicional. Em constante produção – há poucos dias foi apresentado o single Lemonade / Hard – Sophie aparece agora ao lado do também estranho A. G. Cook – autor da ótima Beautiful – para apresentar mais um novo projeto e, consequentemente, uma nova música: QT.

Apresentado pelo selo XL – de FKA Twigs, Adele e SBTRKT -, a canção intitulada Hey QT é um resumo acessível de tudo aquilo que os dois produtores vem desenvolvendo há tempos. Ainda que encaixada no mesmo universo do selo PC Music e outros projetos locais, a canção usa do maior recheio instrumental como uma forma de distanciamento, sendo o trabalho mais “comercial” da dupla até o momento.

Veja abaixo o clipe da composição, registro dirigido por Bradley & Pablo e que, no site do QT, tenta vender uma bebida energética que vai “elevar sua consciência”.

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QT – Hey QT

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Tei Shi: “Go Slow”

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A passagem de Valerie Teicher para um ambiente típico do R&B/Soul dos anos 1980 em Bassicaly parece servir de estímulo para todo o recente arsenal da cantora nova-iorquina. Com o novo trabalho do Tei Shi a caminho, Verde EP (2015), a jovem não apenas garante continuidade ao som produzido nos últimos meses, como ainda encontra uma passagem segura para o material desenvolvido no (ótimo) primeiro EP da carreira, Saudade, lançado ainda em 2012.

Fragmento mais recente a escapar do novo registro, Go Slow revela todo o arsenal de referências da artista – sejam elas atuais ou resgatadas dos primeiros anos dentro do Tei Shi. Esculpida pelos vocais de Teicher, a composição parece se encaminhar para um terreno etéreo, entretanto, logo é puxada de volta pela cantora, para “o chão”. Um tecido delicado de pianos, guitarras que tropeçam na obra de Blood Orange, mas sem escapar da confessa influência da musicista pelo trabalho de St. Vincent – principalmente nos últimos discos.

Verde EP conta com lançamento previsto para o dia 14 de abril.

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Tei Shi – Go Slow

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Torres: “Sprinter”

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O sofrimento existe por um motivo muito claro: servir de inspiração para o trabalho da norte-americana Torres. Na trilha do homônimo álbum de estreia apresentado em janeiro de 2013, a cantora e compositora de Nashville reserva para o dia cinco de maio a chegada de Sprinter (2015), o segundo projeto da carreira e primeiro lançado sob os cuidados de um selo, o Partisan Records. Como aquecimento para disco – trabalho que conta com a presença de Adrian Utley (Portishead) -, nada melhor do que a faixa-título da obra.

Sempre confessional, valorizando as nuances da própria voz, Mackenzie Scott ocupa os quase cinco minutos da peça em meio a guitarras levemente distorcidas e batidas precisas. Atos climáticos que remetem ao trabalho de PJ Harvey, voz doce, típica de Annie Erin Clark nos primeiros anos como St. Vincent, além de todo um arsenal de referências do Alt. Country recheiam a criação, uma das mais complexas já assinadas pela musicista.

Sprinter (2015) estreia no dia cinco de maio pelo selo Partisan.

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Torres – Sprinter

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Hudson Mohawke: “Very First Breath” (Feat. Irfane)

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Ainda que o trabalho de Hudson Mohawke e Lunice esteja com as atividades (temporariamente) suspensas no projeto TNGHT, em se tratando da carreira solo de cada produtor, a atividade continua intensa. Seis anos depois de apresentar o primeiro álbum de estúdio, Butter (2009), Mohwake reserva para o dia 16 de junho o lançamento do inédito Lantern (2015), primeiro (grande) registro de inéditas depois de um hiato de seis anos e segundo álbum dentro do selo Warp.

Anunciado há poucas semanas, junto da extensa turnê do produtor pelos Estados Unidos e Europa, o novo álbum acaba de ter o primeiro single entregue ao público. Mais “leve” em relação aos beats assinados com o parceiro do TNGHT, o uso de sintetizadores carregados de efeitos, além da voz precisa do convidado Irfrane, fazem de Very First Breath uma das criações mais acessíveis do artista escocês, em essência íntimo das mesmas colagens robóticas de Calvin Harris e outros produtores comerciais da cena britânica recente.

Lantern (2015) estreia no dia 16 de junho pelo selo Warp.

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Hudson Mohawke – Very First Breath (Feat. Irfane)

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Blur: “Lonesome Street”

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As pistas deixadas pelo Blur em Go Out parecem servir de base para todo o restante do novo trabalho da banda britânica. Assim como no primeiro single de The Magic Whip (2015) – oitavo álbum de estúdio do grupo e primeiro lançamento de inéditas desde o “derradeiro” Think Tank (2003) -, com a inédita Lonesome Street o quarteto londrino encontra no uso das guitarras sujas e pequenos encaixes melódicos a inspiração, reforço e natural movimento para os versos.

Faixa de abertura do novo disco, a recém-lançada composição passeia entre os anos iniciais do Blur, durante a fase Modern Life Is Rubbish (1993), ao mesmo tempo em que encontra um novo condimento na melancolia e tom sujo do clássico 13, lançado em 1999. Difícil não perceber a herança de bandas como The Beatles e outros veteranos da década de 1960 nos instantes finais da canção, principalmente quando vozes em coro, guitarras e arranjos “de cordas” se movimentam de forma coesa.

The Magic Whip (2015) estreia no dia 27 de abril pelo selo Parlophone.

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Blur – Lonesome Street

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