Tag Archives: Singles

Flying Lotus: “Coronus, The Terminator”

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Quem acompanha o trabalho de Steve Ellison há bastante tempo sabe que cada fragmento musical produzido pelo artista deve ser apreciado com atenção. Prestes a lançar o quarto álbum de estúdio à frente do Flying Lotus – You’re Dead! (2014) -, o produtor norte-americano mostra que não são apenas as faixas em parceria o único ponto de acerto da (ainda inédita) obra. Depois de desfilar ao lado de gigantes como Kendrick Lamar e Herbie Hankcook, Ellison convence agora o ouvinte de maneira solitária, brincando com os sentimentos e colagens na estreia de Coronus, The Terminator.

Delicada, a faixa de dois minutos e 40 segundos é uma continuação inteligente de grande parte dos conceitos jazzísticos da presente fase do produtor. Um agregado brando de vozes em coro, toques controlados de soul music e toda uma carga de referências eletrônicos vindos do trabalho de Ellison com o Cartoon Network. Segundos de confissão e dor costurados pela sutileza instrumental do californiano. Com lançamento pelo selo Warp, You’re Dead! estreia no dia sete de outubro.

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Flying Lotus – Coronus, The Terminator

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The Pains Of Being Pure At Heart: “Poison Touch”

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Das mudanças lançadas pelo The Pains of Being Pure at Heart em Days of Abandon (2014), a busca por melodias menos “agressivas”, como aquelas testadas em Belong (2011), talvez seja o elemento de maior acerto da banda. Com um pé na década de 1980, Kip Berman deixa de lado a relação com gigantes como My Bloody Valentine para explorar a lírica sentimental de forma honesta, esbarrando vez o outra na obra de The Smiths e demais influências explícitas.

Próximo de lançar a edição especial do novo disco – o terceiro desde que a banda estreou em 2009 -, Berman apresenta agora a mais nova composição do TPOBPAH: Poison Touch. Descomplicada, a música “escrita para Taylor Swift” sintetiza de forma encantadora a atual postura do grupo, trazendo nos vocais Jen Goma (A Sunny Day In Glasgow) o material mais acessível do grupo desde as canções adolescentes do primeiro disco. A edição deluxe de Days Of Abandon estreia no dia 22 de setembro.

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The Pains Of Being Pure At Heart – Poison Touch

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Jessie Ware: “Kind Of…Sometimes…Maybe” (Feat. Miguel)

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Ainda faltam algumas semanas até o lançamento de Tough Love (2014), entretanto, Jessie Ware não precisa de mais nada para convencer o público sobre o acerto do trabalho. Depois da sequência de singles inaugurados pela faixa-título, Share It All, Say You Love Me e Want Your Feeling, Ware e parceiros como BenZel, Dev Hynes, James Ford, Julio Bashmore e Romy Madley-Croft já conseguiram provar que o sucessor de Devotion (2012) é melhor que o antecessor, como ocupa um lugar de destaque na lista dos grandes trabalhos do anos.

Interessada em surpreender o público – mais uma vez -, Ware revela agora mais uma das canções do trabalho assinadas em parceria: Kind Of…Sometimes…Maybe. Criação desenvolvida ao lado do rapper norte-americano Miguel, o último (?) lançamento antes da chegada oficial de Tough Love é uma peça marcada pela leveza. Vozes quase sussurradas, gemidos e batidas tímidas: respirem fundo, afinal, a viagem sentimental da cantora está só começando.

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Jessie Ware – Kind Of…Sometimes…Maybe (Feat. Miguel)

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Zola Jesus: “Go (Blank Sea)”

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A transformação exercida nas melodias e vozes de Dangerous Days, último single de Zola Jesus, é apenas o princípio da sonoridade que deve acompanhar a artistas no próximo álbum de estúdio. Tão acessível e pop quanto a antecessora, Go (Blank Sea) é uma peça que revela Nika Roza Danilova em seu melhor estágio. A relação com a eletrônica em Conatus (2011), os vocais maduros de Stridullum II (2010) e o experimento acumulado desde os primeiros anos, referências autorais diluídas com segurança no interior da nova faixa.

Uma das 11 composições inéditas de Taiga (2014), Go (Blank Sea) é tanto uma composição marcada pelo frescor dos elementos, como um resumo autêntico de tudo o que Danilova conquistou nos últimos anos. Três atos distintos, porém, organizados dentro do ambiente assinado pela produtora, responsável (junto de Dean Hurley) pela condução do material que estreia em sete de outubro pela Mute Records.

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Zola Jesus – Go (Blank Sea)

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Peaking Lights: “Everyone And Us”

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A explícita relação da dupla Peaking Lights com o Pop em Breakdown, primeiro single do ainda inédito Cosmic Logic (2014), parece reforçada com o lançamento de Everyone And Us. Detalhada pelo mesmo conjunto de ideias da canção passada, a faixa inicia em meio a batuques controlados, abre espaço para a voz parcialmente límpida da vocalista Indra Dunis e logo desagua em um oceano de cores e sintetizadores tão próximos do último álbum da dupla, Lucifer (2012), como de toda a carga de referências dos anos 1980.

Ora esbarrando na fase “World Music” do Talking Heads, ora encarada como uma versão limpa dos sons anunciados em 936 (2011), Everyone And Us talvez seja – junto de Breakdown – o invento mais acessível comercialmente e melódico já assinado por Aaron Coyes, prova de que o material reservado para o dia sete de outubro deve aparecer recheado pela surpresa. Além do novo single, na última semana a dupla apresentou o lisérigico clipe de Breakdown. Cosmic Logic conta com lançamento pelo selo Weird World.

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Peaking Lights – Everyone And Us

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Angel Olsen: “All Right Now” e “High & Wild”

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Repleto de referências aos sons incorporados no Country/Folk dos anos 1970, Burn Your Fire for No Witness (2014) é mais do que uma representação da essência musical de Angel Olsen, mas uma tradução amarga dos sentimentos da própria artista. Satisfatório em se tratando do conjunto de 11 faixas que definem a versão original do trabalho, o sucessor do satisfatório Half Way Home (2012) ganha no dia 18 de novembro uma edição especial abastecida por cinco composições inéditas.

Também com lançamento pelo selo Jagjaguwar, o “novo” álbum resume na singeleza de All Right Now uma mostra convincente do que Olsen reserva para os próximos meses. Adornada pelos mesmos elementos referenciais do restante da obra, a canção borbulha em um agregado de vocalizações sublimes e arranjos econômicos, um resumo de todo o material lançado no começo de fevereiro. Além da nova música, a cantora aproveitou para apresentar o clipe de High & Wild, registro caseiro que conta com o apoio do próprio público e membros da banda de apoio da artista.

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Angel Olsen – All Right Now

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Angel Olsen – High & Wild

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ruído/mm: “Cromaqui”

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Quem acompanha a paranaense ruído/mm desde o álbum/EP Série Cinza, de 2004, talvez fique espantado com a ferocidade que invade o interior de Cromaqui. Mais recente invento do coletivo de Curitiba, a efêmera criação de dois minutos talvez seja a faixa mais distinta já lançada pela banda desde a estreia definitiva com o álbum A Praia, em 2008. Urgente, suja e até mesmo “pop” em alguns instantes, a nova música resume com naturalidade o material que o grupo reserva para o próximo registros de estúdio, o esperado Rasura.

Primeira composição inédita da banda desde o álbum de 2011, Introdução à Cortina do Sotão, Cromaqui rompe com a expectativa de quem esperava por um som delicado, na linha de Índios, interpretação da banda para o clássico de 1986 da Legião Urbana. Parte de uma compilação montada pela banda Labirinto e lançada no soundcloud da Brasil Music Exchange, a recente canção é parte do disco que estreia oficialmente no dia 27 deste mês.

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ruído/mm – Cromaqui

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Holly Herndon: “Home”

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Quem acompanha o trabalho de Holly Herndon desde o álbum Movement, de 2012, sabe da estrutura complexa que invade cada criação da compositora/pesquisadora musical. Inclinada ao executar de peças complexas, diferentes métodos de gravação e uso experimental da voz, a artista californiana vem desde o começo do ano investindo na ativa relação entre som e imagem, preferência já reforçada durante a construção do clipe de Chorus, porém, aprimorada com o lançamento de Home.

Íntima das mesmas referências lançadas por Daniel Lopatin no último álbum do Oneohtrix Point Never, R Plus Seven (2013), a canção flutua em um mar de formas digitais e acústicas instáveis, porém, controladas. São mais de seis minutos de formas sobrepostas, imagens limpas e uma chuva de referências visuais capazes de completar as lacunas de voz deixadas pela cantora. A direção do vídeo conta com a assinatura do estúdio holandês Metahaven.

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Holly Herndon – Home

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SBTRKT: “Look Away” (ft. Caroline Polachek)

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Cada novo lançamento de Aaron Jerome nas últimas semanas tem sido uma verdadeira surpresa para o público que acompanha o trabalho do SBTRKT. Entre composições ao lado de Ezra Koenig (New Dorp, New York) e faixas desenvolvidas em parceria com rappers como Raury (Higher) e A$AP Ferg (Voices in My Head), todos os elementos apontam que Wonder Where We Land (2014), novo álbum do produtor britânico, tem tudo para se transformar em um dos trabalhos mais amplos e convincentes do ano.

Há poucos dias da estreia do disco – prevista para 23 de setembro -, SBTRKT lança o primeiro clipe oficial do registro e, ao mesmo tempo, mais uma assertiva parceria. Trata-se de Look Away, faixa mais experimental do novo disco (até agora) e uma assertiva parceria com Caroline Polachek, do Chairlift. Para o estranho vídeo interativo da canção – projeto desenvolvido pelo estúdio Resn -, a webcam do computador é utilizada para que a figura soturna do clipe desvie o olhar do próprio espectador. Ouça a faixa abaixo ou assista ao vídeo aqui.

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SBTRKT – Look Away (ft. Caroline Polachek)

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Medicine: “Move Along – Down The Road”

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Um dos grandes medos em se tratando da volta do Medicine – banda que permaneceu em hiato durante 10 anos -, não estava na possibilidade de Brad Laner ser incapaz de repetir o acerto dos primeiros discos do grupo, mas que passado o lançamento de To the Happy Few (2013) a banda californiana entrasse em um novo (e extenso) hiato. Para a felicidade do público, o quinto álbum do grupo de Los Angeles não apenas surpreende, como ainda serve de estímulo para o próximo disco da banda: Home Everywhere (2014).

Ainda mais intenso do que no último ano, Laner e os parceiros de banda abraçam de vez o Noise Pop para apresentar a inédita Move Along – Down The Road, o primeiro exemplar do novo disco. Soando como uma típica criação do grupo no começo da década de 1990, a faixa ainda estreita a relação com a presente geração de bandas, dividindo o mesmo campo experimental do grupo A Sunny Day In Glasgow no ótimo Sea When Absent (2014). Com lançamento previsto para 28 de outubro, o novo disco estreia pelo selo Captured Tracks, o mesmo do trabalho anterior.

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Medicine – Move Along – Down The Road

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