Tag Archives: Singles

Jessie Ware: “Want Your Feeling”

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Até o lançamento de Tough Love (2014), no dia seis de outubro, Jessie Ware vai ter muito tempo para seduzir o ouvinte, preparando o terreno para a chegada do novo álbum. Todavia, ainda que o sucessor de Devotion (2012) fosse apresentado hoje, “incompleto”, a cantora britânica já teria em mãos um dos maiores acervos de músicas lançados em todo o ano. Depois de Share It All e Say You Love Me, além da própria faixa-título, é a vez de Want Your Feeling reforçar a completa beleza do ainda inédito registro.

Quarto lançamento de Ware para o novo trabalho, a canção produzida pelo veterano James Ford (Simian Mobile Disco) é uma verdadeira colisão de acertos. Escrita em parceria com Dev Hynes, a canção abre sublime, cresce lentamente e aos poucos cruza informações lançadas tanto por Ware no álbum de estreia, como pelo parceiro de composição em Cupid Deluxe (2013). Comandado pela dupla de “japonesas adolescentes” BenZel – na verdade, o duo Benny Blanco e Two Inch Punch -, produtores de grande parte da obra, o trabalho ainda reserva faixas em parceria com Miguel e outros artistas atuais, prova de algumas surpresas ainda devem aparecer nos próximos meses.

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Jessie Ware – Want Your Feeling

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Slow Magic: “How To Run Away”

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O uso de melodias sutis, bem como a explícita relação com o pop em Youth Group serviram para apontar a direção de How To Run Away (2014), mais novo lançamento do misterioso Slow Magic. Primeiro registro em estúdio do artista por um selo mediano – Downtown Records -, o trabalho previsto para o dia nove de setembro já pode ser apreciado na íntegra pelo site Hype Machine.

São dez canções típicas da sonoridade doce e letárgica projetada pelo músico, aspecto antes confirmado em músicas como Girls e Hold Still, apresentadas há poucos semanas como um preparativo para o disco. Para ouvir o álbum, basta dar um pulinho nesta playlist. Abaixo você encontra Waited 4 U, umas das canções que recheiam o sucessor do álbum de estreia de Slow Magic, lançado em 2012.

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Slow Magic  - Waited 4 U

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Lemonade: “Minus Tide” e “OST”

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Bastou ao Lemonade a leveza de Stepping para gerar expectativa em relação ao novo álbum de estúdio da banda, Minus Tide (2014). Com previsão de lançamento para o dia nove de setembro, o novo disco segue a trilha do antecessor Diver, de 2012, mantendo firme a lisergia e sutileza incorporada na atmosfera “Chillwave” do grupo. Depois de boas canções apresentadas nos últimos meses – como Orchid Bloom -, é hora de apreciar mais duas faixas inéditas que estarão no novo álbum: OST e a própria faixa-título.

Encaixadas no mesmo contexto do novo registro, ambas as composições parecem aprimorar o uso de vozes acolhedoras e ritmo arrastado, prendendo o ouvinte pela suavidade das formas. O novo disco conta com lançamento pelo selo Casine, casa de Chad Valley, Kisses e outros coletivos “tropicais”.

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Lemonade – Minus Tide

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Lemonade – OST

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Julio Bashmore: “Simple Love” (Feat J’Danna)

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A composição minimalista incorporada por Julio Bashmore em Share It All, último lançamento da cantora Jessie Ware, parece ser um resumo da sonoridade que acompanha a presente fase do produtor. Em Simple Love, mais nova criação do artista britânico, toda a sutileza do trabalho anterior volta a ser projetada, porém, dentro de uma atmosfera muito mais dançante e até mesmo nostálgica.

Enquanto Bashmore assume toda a responsabilidade pela coleção de batidas, sintetizadores e o clima comportado da canção, é função da novata J’Danna preencher os vocais que temperam a faixa. Como se fosse convertida em um sample, a artista surge entre as brechas da canção, resumindo parte da estrutura pensada para o novo álbum do produtor, a ser lançado em fevereiro de 2015.

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Julio Bashmore – Simple Love (Feat J’Danna)

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Zola Jesus: “Dangerous Days”

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Nika Danilova fez dos dois primeiros álbuns à frente do Zola Jesus – The Spoils (2009) e Stridullum II (2010) – uma interpretação particular da música (gótica) dos anos 1980. Sintetizadores e batidas lentas, adaptações da obra de Kate Bush e uma série de referências nostálgicas encaradas com amargura. Colagens que encontraram em Conatus (2011) um ponto tímido de transformação, mas que deve ser melhor resolvido com a chegada de Taiga (2014), quarto álbum de inéditas da cantora norte-americana.

Com previsão de estreia para o dia sete de outubro pelo selo Mute, o álbum encontra na recém-lançada Dangerous Days uma espécie de anúncio do ambiente que deve orientar a presente fase da artista. Com um pé na eletrônica dos anos 1990 (principalmente em se tratando da cena Industrial), a nova faixa é ao mesmo tempo uma extensão e um ponto de ruptura dentro da carreira de Danilova. Um misto de The Knife, Robyn e M83 que não exclui o estranho brilho pop da composição – compatível com a voz firme da artista.

Abaixo, o clipe da canção. Para saber mais sobre Zola Jesus preparamos um especial na seção Aperitivo.

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Zola Jesus – Dangerous Days

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SOHN: “The Chase”

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Ainda que Tremors (2014) não tenha superado toda a expectativa gerada com os primeiros singles de Christopher Taylor, não há como negar que o registro conseguiu representar de forma assertiva toda a sonoridade lançada pelo produtor. Registro de estreia do SOHN, o álbum é uma seleção de temas melancólicos, confessionais e abastecidos pela letargia do R&B. Preferência registrada não apenas no interior do trabalho, mas em composições que (infelizemente) acabaram de fora dele.

É o caso de The Chase, delicada tradução da presente fase do produtor austríaco/britânico, mas que foi riscada da seleção oficial da obra. Muito mais “comercial” que grande parte das faixas lançadas no registro, a inédita criação soa como um misto de How To Dress Well e Frank Ocean, referências aproximadas na trama eletrônica lentamente conduzida pelo artista.

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SOHN – The Chase

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Christopher Owens: “Never Wanna See That Look Again”

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Como Nothing More Than Everything To Me já havia comprovado há poucas semanas, Christopher Owens finalmente parece ter “se encontrado” desde o encerramento das atividades do Girls, sua antiga banda. Livre da sonoridade bucólica/tímida anunciada no primeiro registro solo – Lysandre (2013) -, o cantor e compositor norte-americano estreita novamente a relação com as guitarras, melodias pegajosas e versos carregados pelo romantismo exagerado que somente ele parece controlar, premissa para a recém-lançada Never Wanna See That Look Again.

Mais novo exemplar do ainda inédito A New Testament, a presente composição arrasta o ouvinte por efêmeros dois minutos de puro acerto e brilho pop. Na trilha das canções mais descompromissadas do clássico Album, de 2009, a faixa é a pista que faltava para que o cantor aumentar a expectativa e preparar de vez o terreno para o disco – previsto para o dia 30 de setembro. Acima, a capa do trabalho.

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Christopher Owens – Never Wanna See That Look Again

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Lowell: “LGBT”

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Desde que comentei pela primeira vez sobre o trabalho de Lowell no começo de junho, durante a divulgação do single 88, que as melodias lançadas pela artista canadense parecem ter amadurecido ainda mais. O que antes era encarado em um esforço cíclico e aprazíveis melodias pop, agora evolui a cada nova curva ou refrão pegajoso, postura ressaltada na temática séria (e ainda doce) da nova música da cantora: LGBT.

Ainda que o título da faixa seja encarado como uma criação destinado ao público homossexual, bastam os versos iniciais e o ritmo ascendente para perceber a grandeza da música. Em poucos versos Lowell fala sobre amor, respeito, inclusão e igualdade ao mesmo tempo em que cria morada nos ouvidos do espectador. Ruídos, vozes em coro e a versatilidade da artista em brincar com o pop. Como grande parte das músicas lançadas pela artista nos últimos meses, LGBT é parte do inédito We Loved Her Dearly, estreia da canadense e obra prevista para ser lançada no dia 16 de setembro.

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Lowell – LGBT

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Russo Passapusso: “Paraíso da Miragem”

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Em meados de maio, quando Russo Passapusso apresentou as primeiras canções em carreira solo – Flor De Plástico e Paraquedas -, grande parte experiências reservadas ao então inédito Paraíso da Miragem (2014) pareciam prontamente anunciadas ao ouvinte. Ledo engano. Bastam alguns segundos no interior do trabalho para perceber quão amplo é o universo que passa a ser explorado pelo cantor – até então, mais conhecido pelo trabalho com o Baiana System.

Disponível para download gratuito no próprio site de Passapusso, o registro de 12 faixas é um verdadeiro agregado de sons, referências, versos e colaboradores. Com Curumin, Zé Nigro e Lucas Martins na produção, o trabalho carrega ainda a presença de BNegão, Anelis Assumpção, Marcelo Jeneci e Edgard Scandurra, responsáveis pelas rimas, vozes e sons que recheiam a obra. Abaixo é possível ouvir Anjo e Relógio, algumas das canções presentes no álbum. Acima, a capa do disco.

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Russo Passapusso – Relógio

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Russo Passapusso – Anjo

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QT: “Hey QT”

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A estrutura sempre inexata do trabalho de SOPHIE parece feita para perturbar os sentidos do ouvinte. Desde que foi “apresentado” no single BIPP, o produtor inglês assume em cada nova criação um espaço de desconstrução para o pop tradicional. Em constante produção – há poucos dias foi apresentado o single Lemonade / Hard – Sophie aparece agora ao lado do também estranho A. G. Cook – autor da ótima Beautiful – para apresentar mais um novo projeto e, consequentemente, uma nova música: QT.

Apresentado pelo selo XL – de FKA Twigs, Adele e SBTRKT -, a canção intitulada Hey QT é um resumo acessível de tudo aquilo que os dois produtores vem desenvolvendo há tempos. Ainda que encaixada no mesmo universo do selo PC Music e outros projetos locais, a canção usa do maior recheio instrumental como uma forma de distanciamento, sendo o trabalho mais “comercial” da dupla até o momento.

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QT – Hey QT

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