Tag Archives: Singles

Ariel Pink: “Black Ballerina”

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Conforto e adaptação orientam a presente fase de Ariel Pink. Depois de transformar Put Your Number In My Phone em uma síntese coesa dos últimos trabalhos com o Haunted Graffiti, em Black Ballerina o músico californiano mergulha de vez no universo vasto da própria obra. Uma das 17 composições de Pom Pom (2014), oficialmente o “primeiro” registro solo do cantor, a música de arranjos tortos e letra cômica utiliza dos próprios sintetizadores em uma visita rápida ao passado.

De atmosfera “caseira”, a faixa revive grande parte dos arranjos e melodias partilhadas entre Pink e John Maus no final da década de 1990. Uma estranha colagem de sons nostálgicos tão próximos de Captain Beefheart quanto do pop tosco dos anos 1980. Com quase 70 minutos de duração e lançamento pelo selo 4AD, Pom Pom estreia oficialmente no dia 18 de novembro.

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Ariel Pink – Black Ballerina

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Sleater-Kinney: “Bury Our Friends”

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Mesmo elogiado por grande parte da crítica e recebido com total adoração pelo público, o sucesso de The Woods (2005) não foi suficiente para impedir o hiato do Sleater-Kinney. Em junho de 2006, passada a turnê de divulgação do álbum – sétimo registro de inéditas na discografia do grupo -, Corin Tucker, Carrie Brownstein e Janet Weiss resolveram silenciar a banda, passando a investir em outros trabalhos e projetos paralelos, entre eles, o Wild Flag.

Depois de oito anos de “férias”, o grupo encerra o hiato, anuncia uma série de shows e ainda reserva para janeiro de 2015 um novo registro de estúdio: No Cities To Love (2015). Produzido por John Goodmanson, velho parceiro do trio, o álbum carrega dez composições inéditas e distribuição pelo selo Sub Pop. Como aquecimento, nada melhor do que a inédita Bury Our Friends, um resumo eficiente do som produzido pelo trio desde a década de 1990. Também lançada em clipe, a faixa conta com direção de Miranda July.

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Sleater-Kinney – Bury Our Friends

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CHVRCHES: “Get Away”

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Diálogos escasso, pouca movimentação das câmeras, silêncio. Em Drive (2011), a trilha sonora não apenas orienta as ações do personagem interpretado por Ryan Gosling, como parece conduzir a direção de Nicolas Winding Refn. Orquestrado pelo compositor Cliff Martinez, o material que cresce ao fundo da película talvez seja um dos mais influentes da presente década, servindo de inspiração para clássicos imediatos como Kill For Love (2012) do Chromatics.

Um dos principais apresentadores da BBC Radio 1 e também apaixonado pelo trabalho de Martinez, o DJ Zane Lowe lançou um desafio ambicioso: produzir uma nova trilha sonora para o filme. Intitulado Radio One Rescores: Drive, o projeto conta com a participação de Foals, SBTRKT, Baauer, Jon Hopkins e outros artistas de peso da cena alternativa, todos convidados a reformular a trilha da película. Sem fugir do som explorado no debut The Bones of What You Believe, de 2013, o CHVRCHES foi o grupo escolhido para revelar a primeira mostra do projeto com Get Away.

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CHVRCHES – Get Away

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Baauer: “One Touch” (Feat. AlunaGeorge)

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As batidas ditam as regras de One Touche, intensa parceria entre o estadunidense Baauer e a dupla britânica AlunaGeorge. Escolhida pelo público a partir de uma lista de canções inéditas publicadas no Facebook do produtor, recentemente a canção foi apresentada durante o programa da DJ Annie Mac, na BBC Radio 1. Naturalmente imersa nos mesmos conceitos assinados pelo criador de Harlem Shake, a música de quase quatro minutos está longe de economizar na quentura dos arranjos e beats.

Enquanto Baauer define base da faixa, esbarrando em elementos típicos do Major Lazer e rápidos “assovios”, George Reid brinca com as possibilidades vocais de Aluna Francis, equilibrando efeitos e distorções de forma a ocupar as pequenas brechas da faixa. Esta não é o primeiro encontro do trio. Em 2013, Baauer lançou um remix para Attracting Flies, uma das principais canções de Body Music, álbum de estreia do duo inglês.

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Baauer – One Touch (Feat. AlunaGeorge)

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How To Dress Well: “Words I Don’t Remember” (The Range Remix)

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Ainda emocionado com a delicadeza e melancolia de How To Dress Well em “What Is This Heart?”? Então saiba que Tom Krell, grande responsável pelo projeto, ainda reserva boas novidades para o próprio público em 2014. Além da turnê de divulgação do trabalho, o músico norte-americano reserva para o dia 27 de outubro o lançamento da coletânea/EP “What Is This Heart?” Remixes.

Com distribuição pelo selo Weird World, o registro apresenta diferentes versões para algumas das melhores faixas do recente álbum. Depois de A. G. Cook brincar de forma assertiva com a estrutura de Repeat Pleasure, lançada há poucas semanas, chega a vez de James Hinton (The Range) garantir novo acabamento à delicada Words I Don’t Remember. Mesmo próxima do som explorado pelo produtor em Nonfication (2013), a essência do HTDW permanece estável, prova de que Krell escolheu bem os colaboradores do novo projeto.

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How To Dress Well – Words I Don’t Remember (The Range Remix)

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Caribou: “Essential Mix”

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Em processo de divulgação do ótimo Our Love (2014), novo álbum do Caribou, o produtor Dan Snaith fez da passagem pela BBC Radio 1 uma verdadeira exposição de composições inéditas. Ao longo de duas horas, tempo médio de duração do programa Essencial Mix, o canadense não apenas explorou o próprio acervo de composição, apresentando duas faixas novas do Daphni – Carry On e Tin -, como ainda tocou músicas inéditas de Les Sins (Past, Call), Boddika & Joy Orbison, Anthony Naples (Miles) e Pearson Sound (Rubber Tree).

Para ouvir o material na íntegra, basta uma visita ao site da própria estação. Esta não é a primeira vez que Snaith passou pela BBC Radio. Além do rico material de faixas autorais, no soundcloud do produtor é possível encontrar outros trabalhos e diferentes mixtapes lançadas com exclusividade para a rádio britânica. Abaixo, a faixa-título do novo álbum de Caribou.

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Caribou – Our Love

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Parkay Quarts: “Uncast Shadow Of A Southern Myth”

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Mesmo depois de apresentar um dos grandes discos do ano, o nostálgico Sunbathing Animal (2014), os membros do Parquet Courts já estão de volta com mais um registro de inéditas. Sob o nome de Parkay Quarts, o grupo nova-iorquino reserva para o dia 11 de novembro a chegada Content Nausea, obra lançada pelo selo What’s Your Rupture? e que, ao menos por enquanto, parece seguir em direção contrária ao último trabalho da banda.

Para apresentar o novo disco, o grupo resolveu começar pelo fim, entregando ao ouvinte a derradeira e sóbria Uncast Shadow Of A Southern Myth. Com quase sete minutos de versos extensos, confissões e arranjos lentos, a música esbarra na mesma composição incorporada pelo Television no Lado B de Marquee Moon (1977), reforçando o fascínio do grupo pela cena de Nova York no final dos anos 1970. Ainda que a banda já tenha brincado com o mesmo tipo de som em Sunbathing Animal, bastam os primeiros versos da nova música para perceber o completo distanciamento.

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Parquet Courts – Uncast Shadow Of A Southern Myth

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Cult Of Youth: “Roses”

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Por mais que os trabalhos de Sean Ragen sejam marcados pela utilização de arranjos acústicos, a explícita relação do norte-americano com os temas e elementos típicos do Pós-Punk, naturalmente tendem a afastar o ouvinte de um material brando e cômodo. Como bem reforçou durante o lançamento de Empty Faction, há poucas semanas, grande parte das canções assinadas pelo músico para o Cult Of Youth quase sempre mergulham em uma estrutura rápida e crua, formação rompida parcialmente com a chegada de Roses.

Pouco mais extensa que a canção anterior, a nova música cresce lentamente, envolvendo o ouvinte em um jogo de vozes e violões quase acolhedores durante os minutos iniciais. Por vezes íntima do material apresentado por Michael Gira em The Seer, álbum de 2012 do Swans, a canção brinca com a desconstrução das melodias. Assim como o single anterior, a nova música é parte do aguardado Final Days (2014), terceiro disco do Cult Of Youth e obra agendada para 11/11 pelo selo Sacred Bones.

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Cult Of Youth – Roses

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Andy Stott: “Faith in Strangers”

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Andy Stott parece ter um mundo novo nas mãos. Ainda que Violence, faixa inédita apresentada há poucas semanas, tenha servido de aviso para essa “transformação” do produtor britânico, é com a chegada de Faith in Strangers que os horizontes se ampliam. Faixa-título do novo álbum de Stott, a canção encanta não apenas pela inclusão parcialmente límpida de vozes e versos, mas no completo reforço nas batidas que definem a criação.

Enquanto a voz de Alison Skidmore – também responsável pelos vocais de Violence e grande parte das canções de Luxury Problems (2012) -, segue de maneira precisa, batidas sobrepostas, diálogos com o Techno e um distanciamento dos elementos do Dub transportam o ouvinte para um cenário parcialmente novo. São quase sete minutos em que ecos da década de 1990 são adaptados ao presente contexto de Stott, cada vez mais afastado do som atmosférico e denso dos últimos discos e EPs. Com lançamento pelo selo Modern Lovers, Faith in Strangers estreia no dia 17 de novembro.

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Andy Stott – Faith in Strangers

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Majical Cloudz: “Your Eyes”

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Em atuação desde o fim da última década, autor de faixas em parceria com Grimes e boas composições avulsas, Devon Welsh só apareceu de fato para o grande público no último ano, durante o lançamento de Impersonator (2013). Mais recente trabalho em estúdio do músico canadense à frente do Majical Cloudz – projeto dividido com Matthew Otto -, o álbum parece ser a direção para o som e sentimentos incorporados por músico.

Como já havia revelado em Savage, composição entregue no fechamento de 2013, Welsh e o parceiro continuam acomodados no mesmo ambiente minimalista e sofredor do último disco, estímulo para a recém-lançada Your Eyes. Tão confessional e melancólica quanto os recentes versos do compositor, a nova faixa sufoca imediatamente o ouvinte. Quatro minutos em que sentimentos amargos, declarações e arranjos sujos são costurados aos vocais fortes do vocalista. Apresentada no soundlcoud da banda, a música alimenta as expectativas de um novo disco de inéditas em 2015.

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Majical Cloudz – Your Eyes

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