Tag Archives: Singles

TĀLĀ: “Praise” (ft. Sylas)

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Das batidas rápidas ao explícito diálogo com elementos da World Music, do misto de canto e rima ao visual estilizado, íntimo dos povos árabes, a britânica TĀLĀ sempre pareceu atuar como uma cria da conterrânea M.I.A.. Basta ouvir composições como Alchemy e Everybody’s Free (To Feel Good) para perceber a forte relação da novata com a veterana. Curioso encontrar na recém-lançada Prise um completo distanciamento dessa mesma proposta.

Parceria com o também londrino Sylas, a faixa de versos, batidas e bases instrumentais arrastadas inverte completamente a ordem dos trabalhos de TĀLĀ, transportando o ouvinte para o começo dos anos 1990. A essência da cantora ainda aparece ao fundo da canção, nada que prejudique o rendimento da faixa, cercada de vozes em coro, sintetizadores e, claro, o melancólico dueto entre a cantora e o convidado.

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TĀLĀ – Praise (ft. Sylas)

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Beatwise: “Years Anniversary Compilation”

Imagens VINIL_Frente

Já faz um tempo desde que ouvimos pela primeira vez os caras da Beatwise, antes mesmo do selo existir eles já estavam em nosso radar e playlist. De 2012 pra cá, eles lançaram uma penca de discos, faixas e remixes, provando que não só temos bons produtores no Brasil, como temos os melhores.

Fundada por Cesar Pierri (CESRV) e Diego Santos (Sants) tinham como principal objetivo documentar uma cena em andamento naquele momento, a nova geração de produtores brasileiros independentes de beats e suas ramificações. Hoje o selo conta com 19 lançamentos de distintas referências e oito artistas que são prata da casa. Mesmo assim, ainda não existe uma cena ou suporte suficiente para que músicas desse tipo ou qualquer gênero que corra fora da linha popular e do comum, seja compreendido e destacado, tão pouco possa ser rentável, mas eles mantêm nossos ouvidos sempre atentos com o melhor que há no estilo.

A pequena produtora de batidas paulistana, que lança gente de diversos locais do país, comemora mais um ano de vida em grande estilo, lançado seu primeiro disco de vinil, com oito faixas fresquinhas e cheias de grave. Com apoio da marca LRG Brasil, o desejo e o projeto do disco tomou forma, sendo financiado e promovido com a intenção de colaborar com a cultura local e criadores do gênero no qual o selo faz parte.

A Beatwise foca agora no relançamento do projeto Zambi, selo que nasceu das mãos do Sants e do produtor VINÍ, mas que a partir desse ano renasceu como sub-selo da BW, prometendo disseminar sons com perspectivas diferentes do label chefe. Interessou-se? O vinil estará disponível para compra, a partir de setembro por R$ 50,00 durante as apresentações do selo.

Ouça e baixe o catálogo da Beatwise no bandcamp abaixo:
https://beatwiserecordings.bandcamp.com/

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Boogarins: “Avalanche”

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A maior demonstração de propagação do ser é o eco / Com ele o meu grito tem forças pra derrubar todos os prédios“. Praticamente um mantra, um grito espirituoso ou um trecho extraído de algum livro de autoajuda, o verso que abre a inédita Avalanche – primeira canção do aguardado álbum Manual (2015), segundo disco da Boogarins -, indica um completo amadurecimento da banda goiana em relação ao antecessor As Plantas Que Cura (2013). Vozes, arranjos e pequenas doses de distorção harmonicas. Um som melódico, polido, livre do conceito “artesanal” que orienta músicas como Doce e Lucifernandes.

Escolhida para apresentar o novo álbum, Avalanche, uma das 11 faixas inéditas que abastecem o trabalho, revela de forma sutil que a essência da banda ainda permanece a mesma, porém, levemente remodelada. Nomes como Os Mutantes, Caetano Veloso, Clube da Esquina, The Beatles, Tame Impala e Unknown Mortal Orchestra ecoam por todas as partes. Referências fragmentadas, mais do que um alicerce, o estimulo para nascimento de um som autoral, marcado pelo frescor e naturalmente dominado pelas guitarras e pequenos embates melódicos de Fernando Almeida e Benke Ferraz.

Manual (2015) será lançado no dia 30/10 pelo selo Other Music.

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Boogarins – Avalanche

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Yumi Zouma: “Right, Off The Bridge”

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Poucos meses após o lançamento do segundo registro de inéditas, EP II (2015), os membros da banda neo-zelandesa Yumi Zouma estão de volta com alguns novidades. Enquanto o grupo não entrega de vez o primeiro trabalho em estúdio, o selo Cascine decidiu compilar todas as canções lançadas pela banda nos últimos anos em um único pack de singles em vinil. Além do material entregue nos dois primeiros EPs, o single It Feels Good To Be Around You, parceria com o Air France, e, claro, a inédita Right, Off The Bridge.

Ambientada no mesmo universo de sintetizadores e guitarras doces que apresentaram o grupo, a nova faixa cria um pequeno embate entre os dois vocalistas do grupo. Um contrastado diálogo que esbarra em declarações e conflitos típicos de qualquer casal. Essencialmente detalhista, a canção parece abrir passagem para uma nova fase dentro da carreira do grupo, em atuação desde 2013. No Youtube, além da nova faixa, você encontra todo o acervo de composições lançadas pela banda nos últimos anos.

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Yumi Zouma – Right, Off The Bridge

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SEXWITCH: “Helelyos”

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Quem estava torcendo pelo anúncio de um novo álbum do Bat For Lashes vai ter que esperar um pouco. Três anos após o lançamento do último registro de inéditas da banda, o excelente The Haunted Man (2012), Natasha Khan deixa de lado o som sereno incorporado desde a estreia com Fur and Gold (2006) para investir em um novo projeto, o SEXWITCH. Uma parceria entre Khan, o produtor Dan Carey e os britânicos do TOY, banda que já havia trabalhado com a cantora no single The Bride, de 2013.

Para o autointitulado primeiro álbum do coletivo, Khan e os parceiros montaram uma seleção com seis faixas “esquecidas” da cena Folk, Psicodélica e World Music dos anos 1970. Canções vindas de diferentes países e adaptadas ao som obscuro do grupo. É o caso de Helelyos. Faixa escolha para apresentar o novo projeto, a composição de origem iraniana sustenta quase cinco minutos de gritos, vocais sobrepostos e batidas tribais, reforçando o caráter ritualístico do SEXWITCH.

Sexwitch (2015) será lançado no dia 25/09 pelos selos Echo/BMG.

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SEXWITCH – Helelyos

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Vic Mensa: “All That Shines”

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Vic Mensa parece crescer a cada nova faixa. Dono de uma das melhores composições apresentadas em 2014, Down On My Luck, o artista original da cidade de Chicago, Illinois, deve apresentar pelos próximos meses o primeiro álbum de estúdio, Traffic. Mesmo sem data de lançamento, o trabalho que conta com distribuição pelo selo Roc Nation, do rapper Jay-Z, começa a tomar forma, revelando em faixas avulsas entregues por Mensa um pouco do que deve abastecer todo o álbum.

Mais recente composição assinada pelo rapper, All That Shines mantém firme todo o catálogo de elementos que apresentou o trabalho de Mensa. Versos rápidos, sintetizadores e um refrão melódico, naturalmente íntimo dos trabalhos de Kanye West no final dos anos 2000. Além de Mensa, Stefan Ponce, e Peter Cottontale assinam a produção da faixa. Ouça:

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Vic Mensa – All That Shines

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Boots: “AQUΛRIA” (ft. Deradoorian)

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Mais conhecido pela produção do último álbum de Beyoncé, apresentado em 2013, além do recém-lançado M3LL155X (2015), novo EP da britânica FKA Twigs, Boots acabou decepcionando muita gente quando, em 2014, entregou a mixtape WinterSpringSummerFall (2014). Demasiado experimental, o trabalho parecia uma colcha de retalhos e composições avulsas compiladas pelo produtor, conceito que também acabou prejudicando o rendimento do último EP do artista, o “esquecível” Motorcycle Jesus (2015), lançado há poucos meses.

Talvez correndo atrás do prejuízo, repetindo a boa forma ao lado de Beyoncé e FKA Twigs, o produtor norte-americano acaba de apresentar a inédita AQUΛRIA. Faixa-título do primeiro álbum de Boots em carreira solo, a canção dividida com Angel Deradoorian (ex-Dirty Projectors) reforça a completa versatilidade do artista, capaz de colidir elementos do Hip-Hop/R&B sem necessariamente perder o caráter experimental dos últimos inventos autorais.

AQUΛRIA (2015) será lançado no dia 13/11 pelo selo Columbia.

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Boots – AQUΛRIA (Ft. Deradoorian)

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Panda Bear: “Crosswords EP”

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Como se não bastasse a produção de um dos melhores trabalhos do ano, Panda Bear Meets the Grim Reaper (2015), e a coletânea PBVSGR Remixes, Noah Lennox ainda reserva algumas novidades para o público que acompanha o Panda Bear. Em Crosswords EP (2015), mais novo lançamento do músico norte-americano, além da já conhecida faixa-título do projeto, Lennox reserva um bem-sucedido acervo com quatro composições inéditas.

Inspirado pela mesma proposta apresentada em Mr. Noah EP, de 2014, o novo projeto concentra algumas das faixas que acabaram ficando de fora da produção do último álbum de Lennox. Na lista, músicas como No Mans Land, Jabberwocky, Cosplay e The Preakness, essa última, composição que poderia facilmente ser encontrada no clássico Merriweather Post Pavilion (2009) do Animal Collective. O novo trabalho pode ser apreciado na íntegra pelo Spotify. Ouça:

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Panda Bear – Crosswords EP

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Stefanini: “Eu Sei” (Prod. Pedrowl)

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Voz entristecida, batidas densas, sintetizadores limpos e arrastados, passagem para a chegada de um catálogo de versos marcados pela confissão. Basta uma única audição para que Eu Sei, mais recente single do cantor e compositor goiano Stefanini, grude sem dificuldade nos ouvidos. Na trilha melancólica do último trabalho do jovem músico, Quiçá, a nova faixa, composição produzida pelo paulistano Pedrowl, cresce, perturba e ainda joga com a ânsia do próprio artista: “São intensos meus desejos de você / A cada som da sua voz“.

A semelhança com o trabalho do capixaba Silva é inevitável, entretanto, enquanto o autor de Vista Pro Mar (2014) parte em busca de um material ensolarado, quase sorridente, Stefanini explora o oposto. Corrompido pela saudade, o cantor flutua em meio ao ondular de bases graves que Pedrowl espalha ao fundo da canção. Um labirinto de ruídos, batidas e temas que evocam com naturalidade o mesmo arsenal de referências lançadas por nomes como Cashmere Cat e Clams Casino.

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Stefanini – Eu Sei (Prod. Pedrowl)

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Tereza: “Seria Tão Bom”

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É difícil afirmar se a inédita Seria Tão Bom é apenas o novo jingle do Pão de Açúcar ou a nova música da banda carioca Tereza. Vocais sorridentes, palmas, versos fáceis e uma overdose de temas ensolarados, exageradamente felizes. Livre da energia exposta pela banda no último álbum de inéditas, Vem Ser Artista Aqui Fora (2012), a música que conta com pouco mais de três minutos de duração funciona como uma espécie de aquecimento, abrindo passagem para o segundo registro em estúdio do grupo.

Marcada pelo caráter esperançoso dos versos – “Seria tão bom / Se a vida passasse assim / Como quem passa por mim / Com um sorriso fácil / Sem deixar de guardar” -, a faixa cresce lentamente, reservando para apenas para eixo central uma pequena dose de batidas eletrônicas e sintetizadores testados pelo grupo há dois anos. Segundo informações do Move That Jukebox, o novo álbum da Tereza deve ser apresentado em outubro.

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Tereza – Seria Tão Bom

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