Tag Archives: Singles

Twin Shadow: “To The Top”

Twin Shadow

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Com base na série de versões lançadas desde o último ano por George Lewis Jr. para o projeto UNDER THE CVRS, não seria de se estranhar que o terceiro álbum de estúdio do Twin Shadow fosse uma rica coletânea de covers. Ainda que a relação com a década de 1980 sirva (mais uma vez) de estímulo para o trabalho do músico/produtor, eis que o autor de Forget (2010) e Confess (2012) aparece agora com mais uma inédita e bem solucionada criação: To The Top.

Naturalmente íntima de tudo que o Synthpop/Rock de Arena trouxe há três décadas, a nova faixa cresce como uma extensão dos inventos promovidos pelo músico desde o último disco. Vozes ascendentes e trabalhadas em frações (no melhor estilo Bruce Springsteen), batidas com ecos e guitarras climáticas jogam o projeto com acerto para o passado. Poderia ser U2, Prince ou qualquer nome de peso do período, mas é apenas o Twin Shadow brincando com uma série de experiências que soam como clichês nas mãos de outros músicos. Se a faixa é a garantia de um novo disco em 2014, isso ainda é uma incógnita, mas isso já vale como uma esperança.

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Twin Shadow – To The Top

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The Pains Of Being Pure At Heart: “Eurydice”

The pains

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Não existe nada de realmente novo no trabalho do grupo nova-iorquino The Pains Of Being Pure At Heart, mas isso está longe de parecer um erro. Seguindo uma fórmula que resgata o Noise Pop/Shoegaze desde o primeiro álbum, a banda fez do segundo disco, Belong (2011), uma intensa continuação, algo que o novo Days Of Abandon expande com as mesmas preferências “originais” do grupo. Passada a apresentação do terceiro disco com Simple And Sure, chega a vez da banda entregar o segundo single do álbum: Eurydice.

Na linha da faixa que a antecede, a nova música cresce como um verdadeiro mergulho nas experiências sutis reveladas pelo grupo há cinco anos, em músicas como Young Adult Friction e A Teenager In Love. São vozes em dueto, guitarras econômicas e a volta dos sintetizadores, colisão doce de elementos que resgata o aspecto mais gracioso da banda. Days Of Abandon tem estreia anunciada para o dia 13 de maio pelo selo Yebo.

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The Pains Of Being Pure At Heart – Eurydice

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A Sunny Day in Glasgow: “Crushin’”

A Sunny Day In Glasgow

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Um misto de maturidade e doce composição juvenil toma conta da obra lançada pelo coletivo A Sunny Day in Glasgow. Com três bem resolvidos trabalhos em estúdio – Scribble Mural Comic Journal (2007), Ashes Grammar (2009) e Autumn, Again (2010) -, o grupo norte-americano reserva para o dia 24 de junho a estreia do aguardado Sea When Absent (2014), o quarto registro em estúdio da banda e o primeiro trabalho apresentado ao público depois de quatro anos em hiato. Depois da ótima In Love With Useless, apresentada em janeiro, é a vez de Crushin’ mostrar os “novos” rumos da banda.

Ainda apoiada em ambientações típicas do Dream Pop, marca desde o primeiro álbum da banda, o canção usa dos quase cinco minutos de duração como um convite para um cenário flutuante, quase místico. São vocais femininos sobrepostos, sintetizadores tratados de forma climática e batidas lentas que aos poucos tecem a capa enevoada da criação. Confessional, assim como a música passada, a canção entrega o que será entregue na íntegra com o novo álbum, apresentado pelo selo Lefse.

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A Sunny Day in Glasgow – Crushin’

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The Black Keys: “Turn Blue”

Black Keys

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Enquanto Fever, composição apresentada na última semana, serviu para apresentar o lado mais descontraído e naturalmente pop da dupla The Black Keys, Turn Blue revela o lado mais “comportado” dessa mesma proposta. Faixa escolhida para dar título ao mais novo trabalho em estúdio de Dan Auerbach e Patrick Carney, a canção reforça (de uma vez por todas) que a relação com o Blues Rock está mais do que abandonada dentro da presente fase da banda norte-americana.

Praticamente uma sobra de estúdio do trabalho de Danger Mouse (produtor do disco) desenvolvido com James Mercer (The Shins) no Broken Bells, a canção é mais uma tentativa da dupla em mergulhar no soul dos anos 1970. Branda, a faixa se derrete em meio a arranjos econômicos de guitarras e batidas sempre tímidas, deixando para a massa de sintetizadores lançados por Mouse uma espécie de “complemento”. Com lançamento previsto para o dia 13 de maio pelo selo Nonesuch, Turn Blue é o sucessor do bem recebido El Camino, de 2011.

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The Black Keys – Turn Blue

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Disclosure x Friend Within: “The Mechanism”

Disclosure

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O que acontece quando quatro artistas fanáticos pela eletrônica lançada no começo da década de 1990 se encontram? Ora, ouça The Mechanism e tire suas próprias conclusões. Parceria entre ninguém menos do que o duo britânico Disclosure e os conterrâneos do Friend Within, a canção é ao mesmo tempo uma grande homenagem aos sons lançados há duas décadas e uma atenta interpretação da nova safra da eletrônica inglesa.

Feita para as pistas, a canção dá um passo além em relação ao que Settle, estreia dos irmãos Lawrance, trouxe no último ano. São pouco mais de cinco minutos de duração em que as ambientações típicas da House Music abraçam o Future Garage, dividindo com exatidão as interferências lançadas pela música. Batidas orgânicas, sintetizadores funkeados e vocais que crescem como uma sobra de When a Fire Starts to Burn, ingredientes que ao serem colados em um só bloco de experiências praticamente obrigam o ouvinte a dançar.

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Disclosure x Friend Within – The Mechanism

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Charli XCX: “Boom Clap”

Charli XCX

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Todo ano algum filme teen se apodera de um catálogo invejável de artistas alternativos para apresentar uma trilha sonora bem abastecida. Um efeito propagado com a saga Crepúsculo, reforçado em As Vantagens de Ser Invisível (2012) e agora transportado para a trilha de The Fault In Our Stars, ou em português, A Culpa é das Estrelas. Com previsão de estreia para o dia cinco de junho, o trabalho dirigido por Josh Boone conta com ninguém menos do que Lykke Li, M83 e The Radio Dept. entre os convidados.

Outra presença garantida na trilha sonora do filme é a cantora britânica Charli XCX. Seguindo a linha dos inventos anunciados em True Romance, de 2013, Boom Clap entrega ao público o mesmo pop despretensioso lançado pela artista. Curtinha, são menos de três minutos, a canção entrega ao ouvinte versos fáceis, mas funcionais, estratégia natural dentro de cada single assinado por XCX. Para a felicidade do público, a trilha sonora do filme chega oficialmente no dia 19 de maio, menos de um mês antes da estreia da película.

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Charli XCX – Boom Clap

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Fear of Men: “Descent”

Fear Of Men

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Luna, Alta, Waterfall e Outrun Me, o que todas estas faixas têm em comum? Todas reforçam a evolução do grupo britânico Fear Of Men. Dona de um dos grandes registros de estreia lançados em 2013, o sombrio Early Fragments, a banda original de Brighton, Inglaterra lança no dia 22 de abril o segundo álbum de estúdio, Loom, obra que já pode ser conhecida em essência pelo público, mas revela ainda algumas boas surpresas.

Mais recente exemplar do novo disco a ser apresentado aos ouvintes é Descent. Menos íntima das experiências que consolidam o novo álbum, a canção usa no aproveitamento de melodias cantaroláveis uma fina extensão do álbum lançado há poucos meses. Enquanto os vocais de Jessica Weiss, vocalista da banda, dita os rumos da recente criação, as guitarras de Daniel Falvey preenchem todas as lacunas da música, resgatando desde elementos nostálgicos de grupos como The Smiths, até inventos de grupos recentes, principalmente o The Pains Of Being Pure At Heart.

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Fear of Men – Descent

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Jacques Greene: “No Excuse”

Jacques Greene

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Jacques Greene perdeu, mais uma vez, a oportunidade de investir em um registro fechado para se concentrar novamente um novo EP. Tudo bem, em Phantom Vibrate, registro de três faixas previsto para o dia 28 de abril, o artista canadense não apenas se reinventa, como aprimora uma série de conceitos lançados em Concealer EP, de 2012. São pouco mais de 15 minutos de duração que buscam reformular os clichês da música House/R&B em um mesmo espaço criativo, posição assumida logo de cara pelo semi-hit No Excuse.

Comercial dentro de alguns limites naturais, a canção funde vozes e batidas em uma atmosfera abrangente, capaz de romper com os possíveis limites dos últimos trabalhos de Greene. Lançada agora em clipe – dirigido por TRUSST e Melissa Matos -, o projeto abusa das cores e do corpo humano, tratado como uma matéria-prima para as imagens ressaltadas ao longo do vídeo. O novo EP de Jacques Greene tem lançamento pelo selo LuckyMe Record.

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Jacques Greene – No Excuse

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Total Control: “Flesh War”

Total Control

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Enquanto boa parte do Punk inglês/nova-iorquino opta pela aceleração e o tom raivoso das composições, o grupo australiano Total Control parece seguir um caminho particular dentro das mesmas referências. Autora de um dos grandes lançamentos de 2011, Henge Beat, a banda de Melbourne, reserva para o segundo trabalho de estúdio, Typical System, uma continuação e um ponto de construção da própria estética, algo que o recém-lançado single Flesh War apresenta com firmeza.

Lembrando alguma composição perdida da primeira metade dos anos 1980, a canção reverbera tanto as guitarras e sintetizadores de Mikey Young, como a voz caricata de Dan Stewart – um típico representante das emanações do pós-punk anunciado há três décadas. Com arranjos capazes de agradar tanto aos antigos seguidores do Interpol como aos fanáticos por Joy Division, a canção antecipa boa parte do que deve rechear as dez faixas do novo disco, ainda distante, previsto para estrear no dia 22 de junho.

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Total Control – Flesh War

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Lykke Li: “No Rest For The Wicked”

Lykke Li

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Não existe fim para o sofrimento que acompanha a obra de Lykke Li. Assim como Love Me Like I’m Not Made of Stone, primeiro single de I Never Learn (2014), novo registro em estúdio da cantora logo anunciou, parte significativa do inédito álbum chega banhado pela melancolia. Em um autêntico esforço de continuidade ao trabalho lançado em Youth Novels (2008) e Wounded Rhymes (2011), a cantora sueca mergulha mais uma vez no oceano das próprias confissões e tristezas, tudo para apresentar a ascendente No Rest For The Wicked.

Densa, a canção funciona como uma autêntica representação dos trabalhos lançados por Li. Das batidas que abandonam a serenidade para explodir nos minutos finais, aos versos pontuados pela lírica sorumbática da cantora, cada ato do registro reverbera a boa forma da artista – ainda mais madura e atenta aos próprios inventos. Além da faixa, chega também o clipe da canção, trabalho que conta com a própria Li como atriz e direção de Tarik Saleh. I Never Learn estreia no dia seis de maior pelo selo Atlantic.

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Lykke Li – No Rest For The Wicked

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