Tag Archives: Singles

Transmissor: “De lá não ando só″

Transmissor

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Depois de alguns boatos de que seria lançado em meados de 2013, De lá não ando só (2014), terceiro registro em estúdio da banda mineira Transmissor, finalmente chega aos ouvidos do público. Sucessor do já maduro Nacional – um dos 50 Melhores Discos Nacionais de 2011 -, o novo álbum parece seguir de perto o exercício proposto há três anos, reverberando melodias acolhedores, versos melancólicos e experiências que aproximam o Rock Alternativo dos anos 2000 de veteranos da década de 1970, principalmente do Clube da Esquina.

Aos comandos de Pedro Hamdan (Bateria), Daniel Debarry (Baixo), Henrique Matheus (Guitarra/Bandolim), Leonardo Marques (Voz/Guitarra/Teclado), Thiago Corrêa (Voz/Violão/Teclado) e Jennifer Souza (Voz/Guitarra/Teclado), o trabalho de 12 inéditas composições mostra o bom domínio em estúdio do veterano Carlos Eduardo Miranda, produtor do álbum. Emanando todo um conjunto de novas experiências – líricas e musicais -, o trabalho já pode ser apreciado na íntegra logo abaixo.

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Transmissor – De lá não ando só

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Ramona Lisa: “Arcadia”

Ramona Lisa

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Como tirar maior proveito de uma viagem para a Europa? Ora, grave um disco. Aproveitando as pequenas férias de sua banda, o Chairlift, Caroline Polachek resolveu transformar suas experiências pessoais em um novo projeto. Sob o nome de Ramona Lisa, a cantora/produtora norte-americana deu um passo além em relação ao synthpop dançante que a tornou conhecida, fazendo do recém-lançado Arcadia (2014) um olhar para os elementos mais sombrios e confessionais da década de 1980.

Gravado e produzido inteiramente em um laptop, o trabalho emula arranjos sintetizados e efeitos eletrônicos em um ambiente tão acolhedor quanto claustrofóbico. Orquestrado pelos vocais robóticos da artista, o álbum expande aquilo que Backwards And Upwards ou mesmo a própria faixa-título já haviam anunciado há poucas semanas. Instantes capazes de reviver a obra de Kate Bush ou Cocteau Twins sem perder a atmosfera MIDI que escorre pelas harmonias do disco. Abaixo você encontra cada uma das canções do álbum, anunciado oficialmente para o dia 29 de abril.

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Ramona Lisa – Arcadia

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Little Dragon: “Let Go”

Little Dragon

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Há poucos dias Yukimi Nagano e os parceiros de banda do Little Dragon entregaram ao público uma pequena mostra do que está por vir com o quarto registro em estúdio do grupo, Nabuma Rubberband (2014). Em Paris, os suecos não apenas resgataram as experiências musicais proporcionadas em Ritual Union, de 2011, como foram ainda mais longe, brincando com pequenas colagens eletrônicas que devem decidir os rumos do novo e ainda inédito álbum.

Agora é a vez de conhecer Let Go, mais recente single da banda. Tão atrativo quanto a faixa passada, a nova música deixa o pop de lado para investir em um toque sombrio das experiências. Brincando com elementos do Trip Hop e até do R&B, a canção cria o cenário musical perfeito para que a voz de Nagano possa crescer com liberdade, exaltando desde vocalizações densas, até falsetes encantadores. Segura, a canção reforça as experiências que devem abastecer na íntegra o trabalho agendado para o dia 13 de maio.

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Little Dragon – Let Go

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Tombs: “Edge of Darkness”

Tombs

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Em um ano dominado por grandes lançamentos para o metal alternativo – entre eles Heathen, do Thou e As The Stars, do Woods Of Desolation -, há sempre espaço para mais um novo (bom) registro do gênero. Quem chega pelos próximos meses com mais um registro de peso para a cena nova-iorquina é o trio do Brooklin, Tombs. Responsáveis por um dos melhores registros lançados em 2011 – Path of Totality -, o grupo entrega no dia 10 de junho o esperado Savage Gold, terceiro registro em estúdio da banda e obra que chega oficialmente pelo selo Relapse Records.

Com produção do veterano Erik Rutan, o disco tem o caminho aberto com o lançamento da intensa Edge of Darkness. Resumo autêntico de tudo aquilo que a banda vem desenvolvendo desde Winter Hours (2009), a canção deixa de lado as experimentações, típicas em se tratando do Tombs, para soar minimamente comercial – se é que alguma canção do grupo pode ser encarada dessa forma. Mesma “acessível”, a nova faixa não se esquiva das quebras bruscas e a bateria adequada de Andrew Hernandez II, que já demonstrou um trabalho eficiente dentro do último álbum.

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Tombs – Edge of Darkness

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Tourist: “Patterns” (ft. Lianne La Havas)

Tourist

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Dono de uma das grandes composições lançadas no último ano, Together, e autor de um bem sucedido remix da faixa Lies do CHVRCHES, o britânico William Phillips continua a investir em boas parcerias. Para o lançamento de Tonight EP, mais novo trabalho do produtor pelo Tourist, a presença da conterrânea Lianne La Havas acrescenta um tempero especial ao som naturalmente sedutor/melancólico entregue pelo artista.

Com os dois pés no R&B, mas sem cair nas emanações exaltadas ao longo dos anos 1990, a canção surge como um verdadeiro ponto de novidade para o gênero. Dançante em uma medida ponderada, a faixa aos poucos acrescenta sintetizadores, estabelece batidas concisas e funciona como uma espécie de hit perdido de Jessie Ware – culpa dos vocais e dos coros de vozes. Capaz de esboçar o lado mais comercial de Phillips, a faixa segue até o último segundo em uma estrutura grandiosa, abertura para o que conduz as três outras canções do álbum.

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Tourist – Patterns (ft. Lianne La Havas)

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Jamie XX: “Girl”

Jamie XX

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Jamie XX continua a promover um universo particular e ainda assim íntimo do The XX em sua carreira paralela como produtor. Em um sentido de oposição e ao mesmo tempo continuidade ao que Sleep Sound trouxe de forma bem sucedida há poucas semanas, o Lado B do mesmo single é um objeto de experimento. Soando como um remix de alguma faixa menos tímida do catálogo registrado em Coexist (2012), a nova música se espalha em um ambiente essencialmente climático, mas capaz de convidar para a dança.

Apresentada por James Blake em sua última passagem pela BBC Radio, a canção – que será lançada oficialmente no dia cinco de maio – fragmenta vozes e bases em um mesmo cenário. Enquanto a faixa anterior parecia seguir as pistas dos single de 2011, Far Nearer/Beat For, a nova canção quebra o comodismo, mas, por enquanto, nada de exageros. São quase quatro minutos de emanações melancólicas, matéria-prima que se estende para além dos inventos autorais de Smith, mergulham na obra de Gil-Scott Heron e sustentam a nova faixa até o último segundo.

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Jamie XX – Girl

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Mazzy Star: “I’m Less Here”

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De todos os grandes retornos musicais de 2013, a volta do duo Mazzy Star é de longe uma das melhores e mais bem sucedidas. Com o lançamento de Seasons of Your Day, quarto registro em estúdio do casal David Roback e Hope Sandoval, todas as experiências armazenadas em Among My Swan (1996) não apenas foram resgatadas, como reforçaram a boa forma do projeto – capaz de seguir em um ambiente tão familiar quanto inédito aos novos e velhos ouvintes.

Entre as grandes composições que definem a recente fase da banda está I’m Less Here, faixa que parece seguir exatamente de onde a dupla parou há 18 anos, como assume um ponto isolado dentro da presente fase do Dream Pop estadunidense. Conduzida de forma simples, ao som de violões climáticos e a voz ecoada de Sandoval, a canção lançada especialmente para o Record Store Day flutua em emanações pacatas, trazendo melancólico que carrega um evidente objeto de complemento estético.

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Mazzy Star – I’m Less Here

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Sunny Day Real Estate: “Lipton Witch”

Sunny Day Real Estate

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Lá se vão 14 anos desde que The Rising Tide (2000), último registro em estúdio do Sunny Day Real Estate foi apresentado. Mais antigo do que isso? Que tal Diary (1994), álbum de estreia do grupo norte-americano e registro que 20 anos de lançamento no próximo dia 10 de maio. Responsável por boa parte do encaminhamento melódico/melancólico dado ao rock alternativo na segunda metade dos anos 1990, a banda de Seattle está de volta não apenas com a turnê de celebração do elogiado debut, mas com algumas novidades aos velhos seguidores.

Parte dos lançamentos exclusivos para o Record Store Day de 2014, Lipton Witch é a primeira composição inédita da banda em mais de 14 anos de hiato em estúdio. Intensa, a canção cresce como tudo aquilo que o grupo vem promovendo há mais de duas décadas, equilibrando vocais e guitarras em um mesmo cenário. O grupo integra nosso especial de 10 discos para gostar de EMO.

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Sunny Day Real Estate – Lipton Witch

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Lykke Li: “Gunshot”

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A expectativa para I Never Learn (2014), terceiro registro em estúdio de Lykke Li é alta. Você mesmo já deve ter visto algum amigo eufórico compartilhando as recentes criações da artista sueca pelas redes sociais. Desde a apresentação do novo álbum, com a estreia da faixa Love Me Like I’m Not Made of Stone, a cantora vem reforçando a própria melancolia, aspecto característico que o clipe de No Rest For The Wicked trouxe na última semana e Gunshot, nova música da artista sustenta ainda mais.

Leve, ainda que triste, a canção deixa de lado os pequenos experimentos testados em Wounded Rhymes (2011) para ecoar acessível. Dominada do começo ao fim pelos vocais da cantora, a música (mais uma vez) entrega ao ouvinte os sentimentos de Li, que desde o debut Youth Novels (2008) mantém firme a necessidade de expor suas confissões ao público. Para ouvir a música, só indo para esta página. Oficialmente I Never Learn estreia no dia seis de maio. Abaixo você encontra o último clipe da cantora.

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Lykke Li – Gunshot

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Yuck: “Southern Skies”

Yuck

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Pelo visto os membros do Yuck não querem tirar férias tão cedo. Poucos meses depois de apresentar o segundo álbum de estúdio, Glow & Behold (2013), e provar que o grupo é capaz de seguir em frente mesmo sem o ex-vocalista Daniel Blumberg, chega a vez de conhecer mais um novo invento da banda. Trata-se do EP Southern Skies, um trabalho que passeia tanto pelas melodias sujas da década de 1990, marca da banda, como por caminhos raros dentro da estética original do projeto.

Exemplo eficaz disso está no interior da própria faixa-título do EP. Com mais de cinco minutos de duração, a música é uma representação de tudo aquilo que o Yuck nunca foi: uma banda pacata. Movida por guitarras tímidas e os vocais quase sussurrados de Max Bloom, a nova música usa da calmaria como uma passagem para pianos, versos tristes e uma bateria quase imperceptível. O melhor talvez seja perceber como isso funciona para o grupo. Abaixo você encontra o vídeo da canção, que conta com assinatura de Jacob Perlmutter.

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Yuck – Southern Skies

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