Tag Archives: Singles

Crystal Castles: “Deicide”

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A polêmica saída de Alice Glass do Crystal Castles em nada parece ter afetado o trabalho de Ethan Kath. Acompanhado de uma nova colaboradora em estúdio, Edith, o produtor canadense segue a mesma trilha do lançamento anterior, Frail, para presentear o público com mais uma canção marcada pelo experimento, vocais soturnos e relação cada vez mais estreita com os primeiros registros da banda.

Em Deicide, ainda que a nova parceira fosse deixada de lado, Kath teria uma composição segura, íntima de sua própria criação. São quase cinco minutos de sintetizadores crescentes, batidas rápidas e vocal sampleado, como se a nova parceira fosse apenas um instrumento – ou boneca – como Ethan parece indicar na imagem de capa do single. Mesmo sem mais informações, Deicide e Frail fazem parte do novo álbum do Crystal Castles, registro que deve aparecer ainda em 2015.

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Crystal Castles – Decide

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Puro Instinct: “M.Y.L.”

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Cada nova música da dupla Puro Instinct é uma verdadeira surpresa. Depois de brincar com a música psicodélica em 6 Of Swords e abraçar o R&B na ainda quente Lake Como, com a chegada da inédita W.Y.L., Piper e Sky Kaplan estão de volta aos anos 1980. Quatro minutos de vocais melódicos, arranjos e temas nostálgicos, como um regresso voluntário ao mesmo universo de referências testadas pela dupla no primeiro álbum de estúdio, Headbangers In Ecstacy (2011).

A diferença em relação aos primeiros lançamentos da dupla, sempre empoeirados, efeito da influência direta de Ariel Pink como produtor, está na sonoridade límpida e pop. Do vocal desimpedido ao uso de sintetizadores pulsantes, cada segundo dentro da faixa aproxima o ouvinte de um cenário novo em relação ao breve acervo da banda.

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Puro Instinct – W.Y.L.

 

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Beach House: “Sparks”

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A busca por um som cada vez menos complexo e de essência melódica continua a servir de base para os trabalhos assinados pela dupla Beach House. Na trilha segura do transformador Teen Dream, de 2010, em Depression Cherry (2015), quinto registro de inéditas, Victoria Legrand e Alex Scally dão um passo além em relação aos últimos discos, investindo de forma explícita uso sujo das guitarras, porém, sem necessariamente escapar do som angelical, etéreo, projetado desde o homônimo debut, de 2006, base para a recém-lançada Sparks.

Sobreposições de voz e guitarras, sintetizadores ruidosos e atos tão serenos quanto explosivos. Em mais de cinco minutos de composição, difícil não perceber o continuo cruzamento de temas e referências dentro da nova criação da dupla, cada vez mais próxima do rock alternativo dos anos 1990. Difícil não lembrar de gigantes como My Bloody Valentine, Rocketship e Slowdive, referências que lentamente distanciam o Beach House do alicerce sustentado por Galaxie 500 e outros representantes do Dream Pop nos anos 1980.

Em geral, esse registro mostra um retorno à simplicidade, com canções estruturadas em torno de uma melodia e alguns instrumentos… Aqui, nós continuamos a evoluir, ignorando completamente o contexto comercial em que estamos inseridos“, disse a vocalista no texto de apresentação da obra. Previsto para estrear no dia 28 de agosto pelo selo Sub Pop, Depression Cherry é o primeiro álbum de inéditas do casal desde o grandioso Bloom, obra apresentada em 2012 e um dos projetos mais “comerciais” já apresentados pela banda.

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Beach House – Sparks

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Santigold: “Radio”

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Master of My Make-Believe pode não ter repetido o mesmo sucesso e rico acervo de composições do inaugural Santogold (2008), entretanto, está longe de parecer um tropeço dentro da curta trajetória de Santi White. De fato, são as mesmas batidas e arranjos testados no álbum de 2012 que servem de base para o mais novo trabalho da artista nova-iorquina, a recém-lançada (e intensa) Radio.

Escolhida para integrar a trilha sonora de Cidades de Papel (Paper Town), filme inspirado na obra homônima do escritor John Green, a recente faixa curiosamente remete ao acervo de outra película baseada nos trabalhos de Green, A Culpa é das Estrelas (2014). Das batidas ao vocal pegajoso, difícil não lembrar de Boom Clap, da cantora britânica Charli XCX e uma clara referência para o novo trabalho de Santigold. Além da nova música, ao que tudo indica, a cantora deve apresentar um novo álbum pelos próximos meses.

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Santigold – Radio

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Marcelo Perdido: “Inverno”

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O frio chegou e com ele, Inverno (2015), novo álbum do cantor Marcelo Perdido. Segundo e mais recente trabalho de inéditas do músico paulistano, ex-integrante da Hidrocor, o presente registro segue a trilha do antecessor, Lenhador (2013), revelando ao público uma seleção de faixas de essência melancólica, sombrias e orquestradas pela leveza dos arranjos acústicos do artista.

São dez composições inéditas e produção assinada por João Erbetta, mesmo produtor do último álbum de Perdido. Entre os destaques do novo disco, a inaugural (e perturbadora) faixa-título, composição que não apenas prepara o terreno para o restante da obra, como sufoca a atmosfera pueril conquistada pelo músico no último álbum. Disponível para download gratuito, o álbum pode ser apreciado na íntegra logo abaixo:

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Marcelo Perdido – Inverno

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Owen Pallett: “The Phone Call”

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Com o lançamento de In Conflict (2014), Owen Pallett deu início a uma nova fase dentro da própria carreira. Nitidamente influenciado por Brian Eno, um de seus colaboradores no último álbum, o músico canadense continua a brincar com a música orquestral da “era” Final Fantasy, porém, cada vez mais interessado no uso de arranjos e experimentos eletrônicos, conceito reforçado com a recém-lançada The Phone Call.

Parte do acervo 2015 da coletânea de singles Adult Swim – que este ano conta com nomes como Chromatics, Shabazz Palaces e SOPHIE -, a composição pode até seguir a trilha do último álbum de Owen, entretanto, assume uma estrutura ainda mais complexa. De um lado, maquinações e ruídos sombrios, típicos da obra de Oneohtrix Point Never, no outro, a construção de bases etéreas, tão próximas de Eno como de gigantes da New Age nos anos 1970, principalmente Jean Michel Jarre.

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Owen Pallett – The Phone Call

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Nicolas Jaar: “Nymphs III”

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Nicolas Jaar não para. Um mês após o lançamento de Nymphs II, primeiro registro de canções inéditas desde o encerramento das atividades com o Darkside, o produtor nova-iorquino já está de volta com mais uma sequência de composições. Em Nymphs III, a sonoridade experimental de Jaar assume novo formato, escapando das ambientações minimalistas e temas reclusos do debut Space Is Only Noise, de 2011, para incorporar uma sonoridade quase “urgente”.

De um lado, os sintetizadores, ruídos instáveis e colagens atmosféricas de Swim, composição que mais aproxima o trabalho de Jaar de gigantes do Krautrock. No outro oposto, as batidas precisas e sonoridade dançante de Mistress, uma adaptação dos mesmos conceitos da Deep House explorados pelo artista no decorrer do primeiro álbum de estúdio. Com lançamento pelo selo Other People, o novo single é o segundo trabalho lançado por Jaar em um curto intervalo de tempo. Na última semana, a trilha sonora Pomegranates foi entregue ao público para download e audição gratuita.

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Nicolas Jaar – Swim / Mistress – Nymphs III

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Wavves x Cloud Nothings: “No Life For Me”

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Surpresa! No Life For Me (2015), trabalho em pareceria entre Nathan Williams (Wavves) e Dylan Baldi (Cloud Nothings) acaba de ser apresentado ao público. Originalmente anunciado no começo da março, porém, sem data de lançamento prevista, o álbum de nove composições inéditas e produção assinada por Sweet Valley já pode ser apreciado na íntegra pelo Bandcamp da “dupla”.

Gravado em diferentes sessões entre março de 2014 e junho de 2015, o registro é uma divisão exata das experiências, ruídos e temas que inspiram as duas bandas. Um cruzamento perfeito entre o Garage Rock “litorâneo” de Nathan Williams no Wavves as guitarras distorcidas, típicas da década de 1990, que Baldi há tempos vem explorando dentro do Cloud Nothings.

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Wavves x Cloud Nothings – No Life For Me

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Nicolas Jaar: “Pomegranates”

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Nymphs II, último trabalho apresentado por Nicolas Jaar ainda nem teve tempo de esfriar e o produtor norte-americano já está de volta com um vasto acervo de composições. Intitulado Pomegranates, o álbum de 20 faixas e temas ambientais funciona, segundo o próprio produtor, como uma espécie de trilha sonora alternativa para o clássico A Cor da Romã, filme originalmente lançado em 1969 e dirigido pelo cineasta soviético Sergei Parajanov.

Apresentado pelo próprio Jaar no Twitter e Facebook para download gratuitoPomegranates está longe de parecer uma obra de composições inéditas. Como resume no próprio texto de apresentação do trabalho, parte das canções foram resgatadas do vasto acervo do produtor, caso de Shame, música criada como base para um rap, porém, posteriormente recusada, e Garden Of Eden, faixa composta para um inseto que Jaar encontrou em casa. Com distribuição pelo selo Other People, o álbum deve ganhar em breve uma reedição em vinil. Ouça:

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Nicolas Jaar – Pomegranates

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Low: “No Comprende”

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Em boa fase, desde que deu início ao catálogo de novas obras na presente década, a banda norte-americana Low não apenas fez uso da própria maturidade, como passou a investir em uma série de novos elementos e temas musicais. Marca nos dois últimos álbuns do grupo – C’monThe Invisible Way –, as guitarras, cada vez mais densas e sombrias, parecem apontar a direção para o 11º registro de estúdio do grupo de Duluth, Minnesota, Ones and Sixes (2015).

Apresentado pela inédita No Comprende, o novo álbum parece seguir uma trilha ainda mais isolada em relação aos últimos discos do trio, transformação explícita na guitarra de Alan Sparhawk, tão íntima do Blues Rock de gigantes da década de 1970 – caso de Led Zeppelin -, como ainda próxima da sonoridade melancólica exposta pela banda desde o começo dos anos 1990. Uma faixa de sentimentos e arranjos fortes, capaz de prender o ouvinte até o último acorde.

Ones and Sixes (2015) será lançado no dia 11/09 pelo selo Sub Pop.

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Low – No Comprende

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