Tag Archives: Singles

Davis: “Repique EP”

Foto-davis

São Paulo vive uma onda forte de produtores de diversos estilos, sempre criativos e abusados, mas devemos destacar o pessoal que vem produzindo sons com batidas 4X4, principalmente a união desses produtores como os coletivos e festas: Brazilian Disco Club, Gop Tun, Selvagem, Dusk entre outros. Mas existe um produtor que vem já algum tempo mostrando faixas energéticas e extravagantes, com um toque próprio dentro da cena, o nome a ser lembrado é Davis Genuino.

Dj e produtor paulistano, Davis é residente na noite Freak Chic do clube D-Edge em São Paulo, do Warung Club em Itajaí e da festa multidisciplinar Laço. Ele também é integrante do projeto The Drone Lovers ao lado de Pedro Zopelar e da vocalista Érica Alves, no qual lançou recentemente um ep pelo selo Ganzá, da plataforma Skol Music, e em breve lançaram seu disco de estreia. Mas em sua carreira solo o cara já lançou muita coisa boa, por diversos selos renomados, agora acaba de lançar seu novo trabalho, trata-se do Repique EP.

O pequeno disco trata de formal natural e hibrida, musicas que passeiam pelo universo da house e disco music. O trabalho tenta transmitir momentos de Introspecção e escapismo, assim como uma excelente energia, conseguindo o resultado no ponto certo. Repique sai as ruas pelo selo paulistano Paunchy Cat Records, contendo quatro faixas que estão disponíveis no soundcloud do selo.

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Passion Pit: “Lifted Up (1985)”

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“Contraste” parece ser a palavra que melhor define o trabalho do Passion Pit. Desde a entrega do primeiro EP, Chunk of Change, lançado em setembro de 2008, Michael Angelakos, vocalista e líder da banda, explora de maneira assertiva a essência melancólica dos próprios versos, posicionando sintetizadores festivos e arranjos voltados ao pop de forma a construir a base de cada composição. Um som de natureza doce, reforçado com delicadeza nos dois últimos trabalhos do grupo, Manners (2009) e Gossamer (2012).

Longe de parecer uma surpresa, com a entrega de Lifted Up (1985), primeiro single de Kindred (2015), terceiro álbum da carreira do grupo, todos os “ingredientes” que caracterizam a obra do Passion Pit são mais uma vez resgatados (e expostos) por Angelakos. Enquanto acomoda confissões e versos nostálgicos – “1985 was a good year / The sky broke apart then you walked in” – ao longo da música, uma frente de sintetizadores e vozes carregadas de efeito explodem com entusiasmo, transportando o ouvinte para o mesmo cenário de It’s Not My Fault, I’m Happy, Cry Like A Ghost e outras faixas mezzo apaixonadas, mezzo sofredoras do último disco.

Com um total de 10 faixas e lançamento pelo selo Columbia, Kindred estreia no dia 21 de abril.

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Passion Pit – Lifted Up (1985)

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Sufjan Stevens: “No Shade In The Shadow Of The Cross”

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O explícito reforço no uso de sintetizadores, batidas e arranjos eletrônicos incorporados em The Age of Adz (2010) pareciam afastar Sufjan Stevens do mesmo ambiente compacto, acústico, dos primeiros trabalhos de estúdio. A julgar pelo continuo reforço e maior aproveitamento de novas sonoridades a cada novo registro, a expectativa para o sétimo álbum do músico norte-americano seria a de um projeto ainda mais focado em elementos sintéticos, completamente livre da ambientação “orgânica” lançada em 2003 com Michigan.

Entretanto, com o anúncio do sétimo registro oficial do cantor, Carrie & Lowell (2015), a promessa de uma obra acústica, voltada aos primeiros anos de Stevens, serviu de estímulo para atrair a atenção do público. Prova dessa “visita” ao passado do músico está em No Shade In The Shadow Of The Cross, o primeiro single do novo álbum. Em uma estrutura econômica, inspirada pela história da própria mãe e padrasto – personagens centrais do disco -, Stevens lentamente transporta o ouvinte para o mesmo cenário criado pelo compositor no começo dos anos 2000.

Previsto para o dia 31 de março, Carrie & Lowell conta com distribuição pelo selo Asthmatic Kitty.

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Sufjan Stevens – No Shade In The Shadow Of The Cross

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Twin Shadow: “I’m Ready”

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Contrário ao resultado imediatamente previsto, a passagem de George Lewis Jr. para uma grande gravadora – neste caso, a gigante Warner Bros. – em nada prejudicou o rendimento do músico à frente do Twin Shadow. Ao menos por enquanto. Assim como no último single do músico norte-americano, Turn Me Up, referências típicas da década de 1980 servem de base para o trabalho de Lewis, mais uma vez livre da ambientação “caseira” explorada no álbum de 2010, e ainda focado na estrutura limpa do sucessor Confess (2012).

Em I’m Ready, mais novo fragmento de Eclipse (2015), terceiro registro em estúdio do Twin Shadow, o explícito reforço nas guitarras mostra a direção assumida por Lewis Jr. Ao mesmo tempo em que parece íntimo dos últimos discos, os versos parcialmente declamados da canções logo aproximam o músico do mesmo universo de Depeche Mode, U2 e outros artistas próximos, como um diálogo breve com a música eletrônica/pop no começo dos anos 1990.

Eclipse conta com lançamento previsto para o dia 17 de março pela Warner Bros.

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Twin Shadow – I’m Ready

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Modest Mouse: “The Ground Walks, with Time in a Box”

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A expectativa em relação a Strangers To Ourselves (2015), novo trabalho do Modest Mouse, cresce e diminui a cada single inédito apresentado pelo grupo norte-americano. Em um exercício proposital – ou não -, Isaac Brock e colegas de banda se concentram na projeção de faixas tão melódicas e “cantaroláveis”, por vezes íntimas dos dois últimos álbuns de estúdio, como em peças arrastadas e musicalmente densas, evidência reforçada nos versos e temas “políticos” da extensa The Best Room.

Mudança brusca em relação ao último single da banda – talvez, correndo atrás do prejuízo -, com a chegada de The Ground Walks, With Time In A Box o coletivo de Issaquah, Washington entrega ao público seu exemplar menos complexo mais até “pop” do novo disco. Soando como uma possível “sobra” de We Were Dead Before the Ship Even Sank (2007), a composição de seis minutos equilibra boas guitarras e versos cantados/narrados por Brock, marca desde os projetos iniciais em estúdio.

Agendado para o dia 17 de março e distribuição pelo selo Epic, Strangers to Ourselves é primeiro trabalho de inéditas do grupo depois de um hiato de oito anos.

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Modest Mouse – The Ground Walks, with Time in a Box

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Earl Sweatshirt: “Quest/Power” (Feat. Budgie & Samiyam)

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A ambientação soturna e versos pessimistas testados por Earl Sweatshirt no interior de Doris (2013) ainda servem de base para o trabalho do jovem rapper. Com algumas composições inéditas apresentadas desde o último ano, além dos boatos de que estaria com um novo registro em mãos, aos poucos o artista norte-americano e seus parceiros – do Odd Future ou além dele – continuam a explorar o mesmo universo obscuro reforçado há dois anos.

Em Quest/Power, mais recente e bem sucedido trabalho de Sweatshirt, o coro de vozes cíclico e ritmo quebrado das batidas dos produtores Budgie & Samiyam apresentam o ambiente perfeito para que as rimas do rapper resgatem a mesma estrutura lançada em 2013. Uma boa forma de passar o tempo antes que algum registro oficial seja de fato apresentado.

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Earl Sweatshirt – Quest/Power (Feat. Budgie & Samiyam)

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Hot Chip: “Huarache Lights”

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Em constante produção desde a estreia de Coming on Strong, em 2004, com um novo álbum em mãos a cada dois anos, nunca antes o Hot Chip enfrentou um “hiato” tão grande quanto o reforçado nos último período. Três anos depois de apresentar (o excelente) In Our Heads (2012) e com um espaço aberto para o trabalho solo de boa parte dos integrantes, é chegada a hora de conhecer o tão esperado sexto registro em estúdio da banda londrina: Why Make Sense? (2015).

Segundo lançamento do coletivo pelo selo Domino Records, o álbum de dez composições inéditas – e um EP de “extras” – parece seguir uma abordagem diferente em relação ao último projeto da banda. Em Huarache Lights, faixa de abertura do novo trabalho, elementos típicos da Disco Music e traços da eletrônica pós-Disclosure convivem em perfeita harmonia, resultando em um material tão recente quanto marcado pela nostalgia dos arranjos. Lançada também em clipe, Huarache Lights (o vídeo) conta com direção de Andy Knowles e imagens captadas em uma instalação do artista plástico Robert Bell.

Why Make Sense? estreia oficialmente no dia 18 de maio.

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Hot Chip – Huarache Lights

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Speedy Ortiz: “Raising The Skate”

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Os anos 1990 voltaram? Não, é apenas mais um disco do Speedy Ortiz. Dois anos depois de estrear (oficialmente) com Major Arcana (2013) – em 2011 o grupo já havia lançado de forma independente o debut The Death of Speedy Ortiz -, a banda de Northampton, Massachusetts continua a investir no mesmo som pesado, sujo e melódico do começo de carreira, posicionamento reforçado no interior de Rising The Skate, a primeira faixa inédita do esperado Foil Deer (2015).

Da mesma forma que no álbum apresentado há dois anos, atos curtos, instantes de silêncio e pequenas explosões rítmicas sustentam o trabalho da banda. Enquanto a voz firme de Sadie Dupuis assume a direção da música, referências ao trabalho de Pixies, The Breeders e Pavement ecoam em cada canto da obra, uma extensão do som reforçado há poucos meses em Real Hair (2014). Também lançado pelo selo Carpark Records, Foil Deer estreia no dia 21 de abril.

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Speedy Ortiz – Raising The Skate

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Braids: “Miniskirt”

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Arranjos minimalistas, vozes comportadas e temas eletrônicos que parecem “esfarelar” na mente do ouvinte: se essa ainda é a sua interpretação sobre o trabalho da banda canadense Braids, talvez seja melhor pensar duas vezes. Longe do ambiente compacto explorado nos dois primeiros álbuns de estúdio, o grupo de Calgary, Canadá parece encarar o terceiro registro da carreira como uma obra de transformação, postura explícita nos quase cinco minutos de Miniskirt, primeira composição inédita do grupo desde o lançamento do ótimo Flourish // Perish, em 2012.

Primeiro exemplar do (ainda) inédito Deep In The Iris (2015), a nova composição talvez seja a melhor representação da essência musical do trio. Enquanto arranjos e batidas parecem dialogar com a obra de Aphex Twin, a voz de Raphaelle Standell-Preston assume um maior estágio de grandeza, esbarrando de forma natural no trabalho de Björk dentro de obras como Post (1995) e Homogenic (1997). Com previsão de lançamento para o dia 28 de Abril, o terceiro disco de inéditas do Braids conta com lançamento pelo selo canadense Arbutus Records.

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Braids – Miniskirt

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Lightning Bolt: “The Metal East”

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Precisa de uma palavra para definir o trabalho da dupla canadense Lightning Bolt? Que tal “ruído”. Mais de uma década de pois de apresentar ao público o primeiro álbum “de estúdio”, Brian Chippendale e o parceiro Brian Gibson continuam a reproduzir o mesmo som sujo apresentado no homônimo álbum de 1999. Uma overdose de distorções, vozes maquiadas pela captação caseira e batidas tão ruidosas que encarar Fantasy Empire (2015) como o primeiro álbum profissional da banda, lançado sob a tutela de um grande selo, seria um erro.

Em The Metal East, primeiro exemplar do grupo longe do selo Load Records, toda a essência da banda não apenas parece preservada, como encontra um novo estágio de inquietação. Livre de um possível estágio de conforto, a música de quase quatro minutos funde elementos do Noise, Hardcore e Punk em um mesmo agregado sujo, deixando o caminho livre para o material que será apresentado na íntegra em 24 de março pelo selo Thrill Jockey.

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Lightning Bolt – The Metal East

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