Tag Archives: Singles

Jessie Ware: “Share It All”

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Diga com quem andas…

Poucas semanas após anunciar o segundo registro em carreira solo e apresentar a faixa-título do trabalho, Tough Love (2014), Jessie Ware aparece com mais uma comovente criação. Menos pulsante e sombreada por boas melodias, Share It All flutua como uma doce representação do Lado B de Devotion (2012), registro de estreia da britânica. Uma simples colisão de temas e referências que saltam da eletrônica/R&B dos anos 1990 diretamente para o presente.

Sutil e abastecida por pequenos suspiros, a faixa reforça a precisão de Julio Bashmore, velho parceiro de Ware, quanto produtor da música. Entretanto, foi a notícia de que Romy Madley-Croft (The XX) seria a co-autora do single que realmente chamou a atenção. Não por acaso Bashmore entrega uma composição limpa, costurando batidas e sintetizadores de forma a reforçar a voz de Ware. Mesmo sem data de lançamento, Tough Love está previsto para estrear ainda em 2014, contando com distribuição pelos selos Island e Cherrytree.

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Jessie Ware – Share It All

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How To Dress Well: “Let U Know”

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Na lista dos principais discos de 2014, “What Is This Heart?”, terceiro e mais recente álbum do How To Dress Well é um verdadeiro catálogo de hits melancólicos. Registro mais completo apresentado por Tom Krell até aqui, o álbum deixa a poluição acústica e os experimentos dos dois primeiros exemplares do músico/produtor para se aproximar de uma sonoridade ainda mais pop. Mesmo carregado de boas composições, o disco teve uma de suas principais faixas deixadas de fora.

Trata-se Let U Know, um resumo melancólico de toda a sonoridade entalhada por Krell ao longo da obra. Alimentada apenas pela voz e pianos do músico – pelo menos na primeira metade -, a inédita criação bem poderia ser encaixada em alguma edição especial do disco ou EP tamanha delicadeza que ela concentra. Mais de quatro minutos de vocalizações límpidas – ouça com fones de ouvido – e suspiros que não custam a fazer o ouvinte soluçar.

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How To Dress Well – Let U Know

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Iceage: “The Lord’s Favorite”

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Três anos desde a estreia com New Brigade (2011), e o Iceage continua a surpreender. Depois de mergulhar no mesmo punk sujo do debut em You’re Nothing, segundo disco de estúdio e um dos 50 Melhores Discos de 2013, a banda dinamarquesa apresenta agora sua composição mais curiosa e distinta. Intitulada The Lord’s Favorite, a nova faixa não apenas foge dos dois últimos registros do grupo de Copenhagen, como ainda se entrega ao Country.

Enquanto a voz de Johan Wieth desacelera um pouco, guitarras e batidas características surgem ao fundo da composição, ainda recheada por versos irônicos e a tradicional crueza que acompanha o grupo desde os primeiros inventos. Além da nova faixa, o grupo aproveitou para soltar o perturbador clipe da canção, trabalho dirigido por Cali Thornhill DeWitt e que surge carregado de simbolismos envolvendo os integrantes da banda.

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Iceage – The Lord’s Favorite

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The Drums: “Magic Mountain”

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Quando o The Drums apareceu com o EP Summertime!, em 2009, o clima litorâneo parecia ser a chave para entender o trabalho da banda comandada por Jonathan Pierce. Passados dois registros em estúdio – The Drums (2010) e Portamento (2011) – e uma busca por novas experiências musicais – entre elas o Pós-Punk -, hoje o “grupo” nova-iorquino tenta se (re)encontrar. Melhor exemplo disso está em Magic Mountain, o primeiro single de Encyclopedia (2014), o terceiro álbum da banda atualmente sustentada por Pierce e Jacob Graham.

Carregada de misticismo, sintetizadores psicodélicos e uma estranha relação com a New Wave, a nova música apaga de vez o passado da banda, como se indicasse os novos rumos da dupla. Vozes, batidas e arranjos: nada aqui soa de forma ensolarada, como em Let’s Go Surfing. A faixa, que já foi lançada há poucos dias, aparece agora como clipe, soando ainda mais perturbadora nas imagens assinadas por Gorjan Lauseger. Encyclopedia estreia no dia 24 de setembro pelo selo Minor Records.

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The Drums – Magic Mountain

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Absolutely Free: “Beneath The Air”

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Dona de uma das melhores faixas lançadas em 2012 – UFO -, a banda canadense Absolutely Free finalmente reserva para o dia 14 de outubro a chegada do primeiro álbum de estúdio. Autointitulado, o trabalho que conta com lançamento pelo selo Lefse e produção de Mike Haliechuk, da banda Fucked Up, parece estender os inventos psicodélicos do grupo. Na trilha do que o grupo apresentou há dois anos, é hora de ouvir ser hipnotizado por Beneath The Air, novo single da banda e passagem para o esperado debut.

Lembrando (mais do que nunca) o trabalho da veterana Flaming Lips, a canção desacelera na mesma proporção que algumas das faixas do Tame Impala em Lonerism (2012). Guitarras levemente distorcidas, vozes subaquáticas e pequenas porções de sintetizadores, tudo aquilo que o primeiro grande single da banda já havia revelado de forma assertiva, porém, dentro de um estágio quase místico. Para quem ainda desconhece o trabalho do grupo, não há melhor forma de ser surpreendido.

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Absolutely Free – Beneath The Air

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Slow Magic: “Hold Still”

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Dono de um rico acervo de faixas, o misterioso / mascarado Slow Magic reserva para o dia nove de setembro a chegada de How To Run Away (2014). Mais novo trabalho do produtor e primeiro registro apresentado por um selo de médio porte – Downtown Records -, o registro parece seguir a trilha do primeiro grande invento do produtor, ainda de 2012, proposta reforçada no lançamento de Hold Still, single que inaugura o ainda inédito disco.

Fragmentada em pequenos atos, a faixa apresenta tanto o lado mágico do produtor na primeira metade, como os sintetizadores pegajosos (no melhor estilo Passion Pit) na segunda parte. Para quem já havia se surpreendido com faixas como Youth Group, a nova música prepara com acerto o território do trabalho. Acima, a belíssima capa do disco, seguindo a linha dos últimos singles apresentados pelo produtor.

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Slow Magic – Hold Still

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SBTRKT: “New Dorp, New York” (feat. Ezra Koenig)

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O lançamento da faixa Temporary View, parceria com o cantor britânico e velho colaborador Sampha, parecia apontar a direção do segundo trabalho em estúdio de SBTRKT. Na trilha do autointitulado disco de 2011, obra que apresentou oficialmente as composições do misterioso produtor Aaron Jerome, a faixa entregue em junho espaço para que a inédita New Dorp, New York mude (parcialmente) o cenário que deve aprimorar no ainda inédito Wonder When We Land (2014).

Primeira composição confirmada dentro do segundo álbum de Jerome, a recém-lançada criação ganha destaque pela presença de Ezra Koenig (Vampire Weekend) nos vocais, além, claro, da busca por novas referências sonoras de SBTRKT. Pop e experimental em um ambiente coeso, a faixa descarta parcialmente o R&B do primeiro álbum para brincar com elementos da musica jamaicana, bem como com as imposições do Dubstep na segunda metade dos anos 2000 – a relação com The Bug é visível. Apresentada na BBC Radio 1, a faixa abre caminho para o trabalho que ainda segue sem data de lançamento.

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SBTRKT – New Dorp, New York (feat. Ezra Koenig)

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Spoon: “Inside Out”

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Os ouvintes do Spoon não tem mesmo do que reclamar. Faltando algumas semanas para o lançamento de They Want My Soul (2014), oitavo registro em estúdio do grupo norte-americano, cada nova faixa apresentada por Britt Daniel e Jim Eno apenas reforça a expectativa em relação ao novo álbum. Primeiro veio a urgente (e econômica) Rent I Pay, deixando para a leve Do You o lado mais sutil do grupo, tonalidade reforçada dentro do ambiente essencialmente melódico de Inside Out, novo e hipnótico single dos veteranos do Indie Rock.

Abastecida por sintetizadores, além, claro, da dobradinha entre a guitarra de Daniel e a bateria de Eno, a presente faixa serve como um reforço para o lado mais pop da banda, além de um inevitável regresso ao ambiente solucionado no começo dos anos 2000. Além da nova música, o grupo aproveitou para divulgar o clipe da pegajosa Do You, trabalho que conta com a direção assinada por Hiro Murai. Com lançamento pelo selo Loma Vista, They Want My Soul estreia oficialmente no dia cinco de agosto.

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Spoon – Inside Out

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Spoon – Do You

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Weezer: “Back To The Shack”

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A melhor prova de que a zoeira é infinita está em Back To The Shack. Cada vez mais distante do passado assertivo que eternizou clássicos como Blue Album (1994) e Pinkerton (1996), Rivers Cuomo mantém firme a verve “bem-humorada” do Weezer para apresentar o cenário cômico de Everything Will Be Alright In The End (2014). 10º registro em estúdio da banda californiana e o novo álbum parece surgir como um resumo (em todos os sentidos) de tudo o que a banda vem promovendo desde o lançamento de Make Believe (2005).

Riffs sujos, vozes pegajosas e versos que parecem íntimos da presente fase da banda. Um enorme autoplágio que, na medida do possível, agrada como qualquer single prévio da banda. Na trilha de Beverly Hills, Pork and Beans e demais singles que lançaram os recentes projetos da banda, Back To The Shack gruda sem dificuldades nos ouvidos, mas, está longe de reforçar qualquer grau de esperança em relação a um bom novo álbum do grupo.

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Weezer – Back To The Shack

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Pedrowl: “You Like It”

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Responsável por algumas das festas de música pop menos óbvias da noite paulistana, o jovem Pedrowl apresenta agora sua primeira (e bem sucedida) criação: You Like It. Ainda que seja um remix da faixa homônima lançada pelo rapper/cantor Omarion há poucos meses, a composição deixa de pertencer ao ex-integrante do B2K para se transformar em um produto típico das referências e bases musicais do produtor paulistano.

Sintetizadores e vozes pueris (no melhor estilo Ryan Hemsworth), beats quebrados e uma avalanche de palminhas recheiam a faixa do princípio ao fim. Quase cinco minutos de colagens, recortes e pequenas reformulações do Pop/R&B que parecem funcionar perfeitamente dentro e fora das pistas. Para quem se interessou pelo trabalho do garoto, vale ouvir a (ótima) mixtape que ele lançou pela Thump há poucas semanas. Aproveite e siga o trabalho do Pedrowl no Facebook.

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Pedrowl – You Like It

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