Tag Archives: Singles

Criolo: “Convoque Seu Buda”

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“Descanso”, “férias”, “tranquilidade”. Palavras que não se aplicam ao cotidiano do rapper Criolo desde o lançamento de Nó na Orelha, em 2011. Três anos depois de ser apresentado oficialmente ao público, lançar DVD ao vivo, desfilar ao lado de gigantes como Chico Buarque e Caetano Veloso e ainda ser transformado em meme pelo Buzzfeed, Kleber Cavalcante Gomes está de volta com mais um novo registro de inéditas: Convoque Seu Buda (2014).

Com produção assinada por Daniel Ganjaman e Marcelo Cabral – também responsáveis pelo último trabalho do rapper -, o terceiro registro em estúdio de Criolo nasce como fruto da mesma árvore referencial do antecessor. Conflitos urbanos, religiosidade e denúncias contra os incêndios criminosos que se espalham pela periferia de São Paulo. Temas já explorados nas “distópicas” Duas de Cinco e Cóccix-ência, mas agora reforçados no discurso do rapper, conceitualmente adornado por bases “orientais”. Disponível para download no site do paulistano, a canção ainda conta com lyric video produzido por Ricardo Fernandes e Mauricio Fahd. Mesmo sem data de lançamento, Convoque Seu Buda deve estrear em novembro.

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Criolo – Convoque Seu Buda

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TĀLĀ: “Everybody’s Free (To Feel Good)”

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Everybody’s Free (To Feel Good) já passou por tantas adaptações e remixes ao longo dos anos, que a dançante interpretação apresentada por Rozalla em 1991 há muito deixou de ser encarada como “original”. Da adaptação “gospel” de Quindon Tarver para o filme Romeo + Juliet (1996), passando pelo resgate do Global Deejays em 2008, todo mundo já botou a mão na lucrativa e sempre bem recebida composição assinada por Nigel Swanston e Tim Cox. Agora é a vez da britânica TĀLĀ apresentar um novo “conceito” para a nostálgica criação.

Brincando com a versão lançada por Quindon Tarver há quase duas décadas, a novata transforma a base de Everybody’s Free em um complemento para o som étnico-pop incorporado nas últimas faixas autorais. Um diálogo natural (e inevitável) com a década de 1990, mas sem fugir do presente. Assim como a ótima Alchemy, apresentada há poucas semanas, a presente música é uma das quatro peças que integram o novo EP da cantora, trabalho agendado para 17 de novembro.

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TĀLĀ – Everybody’s Free (To Feel Good)

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The Dead Weather: “Buzzkill(er)”

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Jack White funciona perfeitamente em carreira solo. Tanto Blunderbuss (2012) como Lazaretto (2014) são representações coesas do bom desempenho do artista em estúdio. Todavia, são os projetos em parceria que reforçam a verdadeira face e natural crueza do músico. Mais uma vez acompanhado pelos amigos do The Dead Weather – Alison Mosshart (The Kills), Dean Fertita (Queens of the Stone Age) e Jack Lawrence (The Greenhornes) -, White brinca com as próprias referências ao apresentar a inédita Buzzkill(er).

Intensa e controlada, a peça é um mergulho no mesmo som apresentado anteriormente com Open Up (That’s Enough), em 2013. Ruídos, batida seca a voz dominadora de Mosshart. Um meio termo entre o trabalho da cantora com o The Kills e os primeiros anos de White, “o baterista”, pelo The White Stripes. Junto de It’s Just Too Bad, a canção é parte do novo single da banda, trabalho que conta com distribuição pelo Third Man Records e estreia prevista para quatro de novembro. Embora insuficiente para controlar a ânsia do público, a canção serve de estímulo parte do material que a banda deve apresentar em 2015 com o aguardado sucessor de Sea of Cowards (2010).

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The Dead Weather – Buzzkill(er)

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Julio Bashmore: “Rhythm Of Auld” (Feat. J’Danna)

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Aos poucos o catálogo de obras reservadas para 2015 começa a se formar. Depois de Joel Ford, é a vez do britânico Julio Bashmore criar expectativa para os lançamentos com foco na música eletrônica. Ainda que a assertiva Simple Love, composição apresentada há poucas semanas, tenha servido de aperitivo, são as batidas, vozes bem encaixadas e toda a carga nostálgica da recém-lançada Rhythm Of Auld que seduz o ouvinte.

Com um pé nos anos 1970 e outro no som apresentado por James Murphy na década passada, a nova criação funciona como um verdadeiro convite para as pistas. Assinada em parceria com a cantora J’Danna, também responsável pelos vocais do último single, Rhythm Of Auld reforça a atmosfera empoeirada que Bashmore vem desenvolvendo para o primeiro disco – ainda sem título, data de lançamento, porém, previsto para 2015. De forma autoral, uma adaptação dos temas apresentados por Todd Terje em It’s Album Time (2014), ao mesmo tempo que um regresso ao último álbum do Disclosure.

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Julio Bashmore – Rhythm Of Auld (Feat. J’Danna)

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PCPC: “Fell Into The Wrong Crowd” (Parquet Courts & PC Worship)

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Se você acompanha o trabalho do Parquet Courts, não faltam motivos para celebrar. Como se não bastasse ao grupo a construção de um dos grandes discos de 2014, Sunbathing Animal, há poucas semanas os integrantes da banda nova-iorquina anunciaram o lançamento de um novo projeto paralelo, o Parkay Quarts, transformando a insana Uncast Shadow Of A Southern Myth em aperitivo para o trabalho de inéditas Content Nausea (2014).

Acha pouco? Tudo bem, o grupo ainda reserva algumas “surpresas” para os ouvintes. Além da série de novas composições apresentadas com a “banda gêmea”, os integrantes do Parquet Courts acabam de formar um novo projeto. Trata-se do PCPC, projeto colaborativo que ainda conta com a presença de membros do PC Worship. Como apresentação para o “supergrupo”, ouça a extensa (e estranha) Fell Into The Wrong Crowd.

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PCPC – Fell Into The Wrong Crowd (Parquet Courts + PC Worship)

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Belle & Sebastian: “The Party Line”

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Ainda que não exista uma ordem específica ou estrutura pré-determinada, de tempos em tempos parece comum ver o Belle and Sebastian assumir novo posicionamento em estúdio. Um esforço de renovação natural, base para toda uma nova sequência de registros autorais. Foi assim com If You Are Feeling Sinister (1996), The Life Pursuit (2006) e esta parece ser a base do aguardado Girls in Peacetime Want To Dance (2015), o nono projeto de estúdio do coletivo escocês.

Primeiro exemplar de inéditas desde o adorável Write About Love, de 2010, o registro sustenta na recém-lançada The Party Line um pouco do que o grupo parece reservar para os próximos lançamentos. Ou pelo menos para os próximos meses. Movida pelo uso de sintetizadores, arranjos dançantes e todo um arsenal de elementos parcialmente raros dentro do extenso material do grupo, a nova faixa sustenta mais de quatro minutos de melodias envolventes, prontas para as pistas, como uma versão aprimorada do material lançado no disco de 2006.

Produzido por Ben H. Allen – Animal Collective, Washed Out -, Girls in Peacetime Want To Dance conta com distribuição pelo selo Matador Records e estreia agendada para 19 de janeiro. Relembre a obra do grupo escocês no especial Cozinhando Discografias.

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Belle & Sebastian – The Party Line

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The Bug & Earth: “Boa”

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Em Angels & Devils (2014), último álbum do The Bug, Kevin Martin decidiu dividir o peso das próprias composições com um time imenso de convidados. Além de colaboradores antigos como Flowdan e Warrior Queen, nomes como Gonjasufi, Liz Harris (Grouper) e toda uma nova frente de produtores cortam os inventos do álbum de forma provocativa. Em Boa, parceria com o veterano Dylan Carlson, do Earth, Martin volta a repetir as mesmas experiências, porém, dentro de uma nova estrutura musical.

Com lançamento pelo selo Ninja Tune, o material é parte de um single exclusivo que será lançado pelo Record Store Day durante a Black Friday. Extensa, a criação resume parte do material que será completo com a inédita Cold. Uma coleção de ruídos sobrepostos, efeitos eletrônicos controlados, além, claro, das tradicionais guitarras de Carlson, presentes durante toda a formação da peça. Oficialmente a edição física do single estreia no dia 28 de novembro, mas a segunda metade do trabalho deve ser apresentada pelas próximas semanas.

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The Bug Vs. Earth – Boa

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Nicki Minaj: “Only” (Feat. Lil Wayne, Drake, & Chris Brown)

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Com o lançamento de Pills N Potions, Lookin Ass Nigga e demais faixas nos útimos meses, Nicki Minaj parecia seguir em direção contrária ao som incorporado no pop Pink Friday: Roman Reloaded (2012). Todavia, bastou um “turbilhão” chamado Anaconda para que a rapper voltasse ao mesmo terreno fértil e comercial dos últimos trabalhos em estúdio. De um jeito ou de outro, são estes dois argumentos que parecem servir de base para o terceiro registro da carreira de Minaj: The Pinkprint (2014).

Anunciado pelos selos Young Money, Cash Money e Republic para o dia 15 de dezembro, o trabalho deve funcionar como regresso aos primeiros anos da artista e um diálogo com o natural conceito pop dos últimos discos. Em Only, mais novo lançamento de Minaj e uma das faixas que recheiam The Pinkprint, uma nova exposição do lado “comportado” da artista. Acompanhada de Lil Wayne, Drake e Chris Brown, a canção segue a trilha de Pills N Potions, dosando entre o Rap e o R&B de forma assertiva.

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Nicki Minaj – Only (Feat. Lil Wayne, Drake, & Chris Brown)

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Baauer: “One Touch” (Feat. AlunaGeorge & Rae Sremmurd)

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As batidas ditam as regras de One Touche, intensa parceria entre o estadunidense Baauer e a dupla britânica AlunaGeorge. Escolhida pelo público a partir de uma lista de canções inéditas publicadas no Facebook do produtor, recentemente a canção foi apresentada durante o programa da DJ Annie Mac, na BBC Radio 1. Naturalmente imersa nos mesmos conceitos assinados pelo criador de Harlem Shake, a música de quase quatro minutos está longe de economizar na quentura dos arranjos e beats.

Enquanto Baauer define base da faixa, esbarrando em elementos típicos do Major Lazer, George Reid brinca com as possibilidades vocais de Aluna Francis, equilibrando efeitos e distorções pueris de forma a ocupar as pequenas brechas da faixa. Isso sem mencionar a presença de Rae Sremmurd, responsável por garantir complemento aos vocais da cantora. Esta não é o primeiro encontro do trio. Em 2013, Baauer lançou um remix para Attracting Flies, uma das principais canções de Body Music, álbum de estreia do duo inglês.

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Baauer – One Touch (Feat. AlunaGeorge & Rae Sremmurd)

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Låpsey: “Falling Short”

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Depois de boas composições apresentadas nos últimos meses, Holly Fletcher reserva para o começo de 2015 o primeiro álbum como Låpsey. Agendado para o dia cinco de janeiro pelo selo XL – casa de The XX, Vampire Weekend e King Krule -, Understudy EP apresenta ao público quatro composições inéditas da artista, ainda inclinada em brincar com elementos do R&B e eletrônica de forma minimalista. Como assertivo resumo e aquecimento para o registro, a cantora apresentou a primeira canção de trabalho do material: Falling Short.

Acessível e ainda assim experimental, a peça melancolia soa como os primeiros inventos de James Blake dentro da música negra. Voz densa, sentimentos expostos e delicadeza na construção dos versos. Durante todo o percurso da faixa Låpsey brinca com as referências, soando tão próxima de Dean Blunt e FKA Twigs, quanto de Jai Paul, Jamie XX e outros conterrâneos de selo. Quem se interessar pelo trabalho da cantora pode ouvir outras músicas já publicadas no Soundcloud.

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Låpsey – Falling Short

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