Tag Archives: Still Awake

Ryan Hemsworth: “COOL DJ MIX”

Ryan Hemsworth

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Ryan Hemsworth aproveitou como poucos o último ano. Além do sempre imenso catálogo de remixes e faixas avulsas, o produtor canadense aproveitou para investir em um bem sucedido EP (Still Awake), o primeiro álbum solo (Guilt Trips) e uma ótima coletânea de remixes (☺RYANPACKv.1☺). Dando sequência aos próprios inventos, chega a vez do artista lançar COOL DJ MIX, a primeira (e bem sucedida) mixtape lançada pelo produtor em 2014.

Com mais de uma hora de duração, o projeto mergulha em uma série de influências que abastecem de forma assertiva obra do artista, além, claro, de suas próprias impressões de Hemsworth sobre cada faixa. Além da avalanche de beats e da expressiva comunicação com o Hip-Hop, o registro ainda coleciona samples de Pokémon, Gundam e outras experiências além das musicais que cercam o cotidiano do artista. O trabalho pode ser baixado gratuitamente por aqui.

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Ryan Hemsworth – COOL DJ MIX

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Ryan Hemsworth: “Spotless” (ft. Kitty, Sasha Go Hard, Tink & Little Cloud)

Ryan hemsworth

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Seja na composição tímida de Guilt Trips, como nas emanações atentas de Still Awake, toda a obra de Ryan Hemsworth parece pensada para ir além dos limites prévios do produtor. É como se as batidas assinadas pelo canadense só estivessem completas quando em contato com as rimas ou versos complementares dos sempre mutáveis parceiros do artista. Talvez por isso Spotless, mais novo trabalho lançado por Hemsowrth, todo esse sentimento de completude se revela de maneira visível nos poucos minutos da faixa. Nada dos vocais de um único colaborador, mas quatro deles. Além das vozes de Kitty, Sasha Go Hard e Tink, o produtor Little Cloud auxilia o canadense na projeção das bases, convertendo a faixa em um imenso catálogo de referências. A canção faz parte da mixtape Out of Towner Vol. 1, do produtor/DJ Druture.

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Ryan Hemsworth – Spotless (ft. Kitty, Sasha Go Hard, Tink & Little Cloud)

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Disco: “Guilt Trips”, Ryan Hemsworth

Ryan Hemsworth
Electronic/Hip-Hop/R&B
http://www.ryanhemsworth.com/

Por: Cleber Facchi

Ryan Hemsworth

Ryan Hemsworth parece longe de trilhar um caminho estável dentro da produção autoral que vem desenvolvendo. Distante dos inventos adocicados e sons impulsionados por curiosos entalhes pueris – resultado exposto há alguns meses com Still Awake EP -, o produtor canadense encontra em Guilt Trips (2013, Last Gang) uma quebra conceitual e ao mesmo tempo um regresso criativo aos primeiros inventos. Tendo como base a manipulação suavizada do Hip-Hop e a composição instrumental dos vocais, cada instante da obra se manifesta como uma construção de limites isolados, autorizando ao artista a possibilidade de brincar com diferentes tendências, sem necessariamente perder a direção.

Quem acompanha o trabalho de Hemsworth desde o último ano talvez encontre no novo álbum uma fuga dos remixes detalhistas e composições sempre versáteis assinadas pelo artista. Trata-se de uma obra branda, ausente de grandes transformações, mas ainda assim, um exercício atento de seu criador. Mesmo que desenvolva cada faixa individualmente, cercando e finalizando aspectos específicos em um curto espaço de tempo, o produtor não se desprende de um sentido de linearidade e aproximação, fazendo com que da abertura, ao som de Small + Lost, até o fechamento, em Day / Night / Sleep System, diversas bases alimentem uma obra que lentamente ecoa completude.

Observado com atenção, o presente disco nada mais é do que um imenso bloco instrumental, apenas fragmentado em pedaços menores e sutis. Da maneira como os vocais são aproveitados, ao manuseio ambiental dos sintetizadores, cada música parece ligada de forma exata na canção seguinte, resultando em uma movimentação dinâmica dos elementos, ainda que de forma tímida e essencialmente ponderada. Completo oposto ao resultado escolhido para Still Awake, o registro caminha a passos lentos, trazendo na busca por batidas densas e construções instrumentais comportadas uma sequência um pouco mais extensa do mesmo cardápio de sons testados no EP Last Words, de 2012.

De forma bastante nítida, Guilt Trips é uma obra de Hemsworth para ele mesmo. Parte substancial do registro parece abastecida por interferências musicais que habitam o cotidiano do produtor há bastante tempo, sendo que boa parte delas referências parece fluir para além dos próprios limites musicais do artista. Ainda que a essência da década de 1990 reverbere na forma como o R&B e outros gêneros típicos do período parecem ressuscitados (vide o bom desempenho em músicas como One for Me), por todo o álbum é possível absorver bases instrumentais típicas de videogames da época (principalmente clássicos da Nintendo), desenhos e centenas de outros traços da cultura pop. Continue reading

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Ryan Hemsworth: “Against A Wall” (Ft. Lofty305)

Ryan Hemsworth

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O catálogo de composições apresentadas por Ryan Hemsworth é extenso e crescente. Ao longo dos últimos dois anos o produtor canadense assumiu um lugar de destaque dentro da cena eletrônica – de diferentes vertentes -, transformando remixes e canções autorais em inventos delineados pela identidade das batidas e bases. Agora chega a hora do artista entregar ao público o primeiro grande álbum de fato. Responsável por uma sequência de bem sucedidos EPs, Mixtapes e até um trabalho em parceria com o rapper Shady Blaze (Distorted, de 2011), Hemsworth reserva para 22 de Outubro o lançamento de Guilt Trips. Como preparação ao registro, o produtor apresenta Against A Wall, música em parceria com o rapper Lofty305 e uma sequência das faixas entregues anteriormente dentro do EP Still Awake.

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Ryan Hemsworth – Against A Wall (Ft. Lofty305)

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Ta-Ku: “We Were In Love”

Ta-Ku

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Quem conhece o trabalho do australiano Ta-Ku sabe da capacidade do produtor em brincar com diferentes texturas em um cenário totalmente climático e hipnótico. Dono de uma sequência de boas composições e remixes que incluem Justin Timberlake, The Presets, Flume e uma série de outros artistas, o produtor está de volta com mais uma composição autoral: We Were In Love. Desenvolvida em cima de pequenas colagens minimalistas, a faixa esbarra em respiros, batidas comportadas e vozes que lembram uma versão desacelerada do que Ryan Hemsworth conquistou recentemente no EP Still Awake. Brincando com vozes em japonês e uma base que lentamente é acrescida de sintetizadores, a canção anuncia a chegada do próximo EP de Ta-Ku, previsto para o próximo mês.

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Ta-Ku – We Were In Love

 

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Disc: “Still Awake EP”, Ryan Hemsworth

Ryan Hemsworth
Electronic/Experimental/Indie
http://www.ryanhemsworth.com/

Por: Cleber Facchi

Ryan Hemsworth

Ryan Hemsworth é uma representação natural de tudo o que abastece a presente cena norte-americana, principalmente a música canadense. Workaholic e responsável por uma produção constante que já soma três anos de registros ininterruptos, o produtor de Nova Scotia, Canadá faz de cada música assinada uma representação desse estranho e presente universo que guia suas criações. Faixas que percorrem a agitação do Hip-Hop, transbordam elementos etéreos e brincam com a eletrônica como se fossem remixes de pequenas sonorizações cotidianas. Um fluxo rápido que percorre a Internet, festas, gravações, bebedeiras, vídeos e demais efeitos diários naturalmente capazes de tirar o fôlego.

Não por acaso o mais novo registro em estúdio de Hemsworth traz o título de Still Awake – “ainda acordado” em português. Espécie de resposta do próprio artista ao fluxo ininterrupto de suas composições, o trabalho de seis inéditas faixas parece justamente se ausentar da correria que acompanha o mundo individual do canadense. Um respiro. Mergulhado em sintetizadores brandos, batidas que transitam por um terreno onírico e colagens instrumentais livres de exagero, o produtor aquece em cada música um propósito despretensioso e de extrema leveza. É quase possível encarar o álbum como uma antítese em relação ao que fora proposto em Last Words EP (2012), ou mesmo nas recentes invenções do músico. Ryan precisa de tempo para si próprio, mas acaba inevitavelmente obrigando o ouvinte a encontrar isso.

De natureza introspectiva, o presente EP se eleva em uma medida constante de calmaria e dor. Ainda que faixas como Perfectly e (。◕‿◕。) (or, I Want To Stare At Your Face Until I Die) pareçam costuradas dentro de um propósito suave, tamanha a quantidade de acertos adocicados, quanto mais o registro cresce, mais o sofrimento das melodias acompanham esse desenvolvimento. Dessa forma, ao alcançar Mistakes To Make, no meio do trabalho, Hemsworth declina involuntariamente, apresentando um cardápio de sons amargurados, muito próximos daquilo que Baths e outros produtores recentes parecem interessados em desvendar. É como se a overdose de acontecimentos que cercam a vida do canadense fossem nada mais do que um refúgio para ocultar a dor que lentamente escorre pelo disco. Continue reading

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Ryan Hemsworth: “Still Awake”

Ryan Hemsworth

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Até o lançamento do primeiro registro oficial, Ryan Hemsworth deve continuar entregando pequenas mostras de sua obra em singles e esporádicos EPs. Depois de passar os últimos meses revelando um catálogo atento de composições tomadas pela leveza dos experimentos, o produtor canadense faz do recém-lançado Still Awake mais um cuidadoso registro. Primeiro EP do artista lançado em 2013 – só ano passado foram dois – o trabalho concentra em sete composições um pouco dos inventos de Hemsworth, que abandona os ruídos ocasionais para brincar com a sutileza das faixas. Trabalho mais melódico e encantador do norte-americano até aqui, a obra faz de Empty Thoughts Over A Shallow Ocean e (。◕‿◕。) (or, I Want To Stare At Your Face Until I Die) algumas das composições mais graciosas já fabricadas pelo músico.

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Ryan Hemsworth – Still Awake

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