Tag Archives: Still Corners

Still Corners: “Fireflies”

Still Corners

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Quando lançada em setembro do último ano, Fireflies veio como um aviso das transformações que viriam ocupar a carreira do Still Corners. Visivelmente madura em relação aos inventos anteriores da banda britânica de Dream Pop/Synthpop, a canção trouxe a voz de Tessa Murray como um complemento ao registro, uma espécie de instrumento primário enquanto todos os outros instrumentos são confortavelmente instalados. Com ares de Chillwave, mas sem desprezar a relação com alguns projetos recentes, caso de Chromatics e Grimes, a faixa surge agora em clipe, trazendo em imagens tomadas pela sutileza e cores em tom pastel o princípio para toda a obra. Fireflies é parte do disco Strange Pleasures, trabalho apresentado em maio pelo selo Sub Pop.

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Still Corners – Fireflies

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Disco: “Strange Pleasures”, Still Corners

Still Corners
Dream Pop/Synthpop/Indie
http://stillcorners.tumblr.com/

 

Por: Fernanda Blammer

Still Corners

Dois anos, este foi o tempo necessário para que os britânicos do Still Corners apurassem as próprias composições e fossem capazes de solucionar o que foi claramente testado em Creatures of an Hour (2011). De posse do segundo registro em estúdio, Strange Pleasures (2013, Sub Pop), a banda londrina trata da presente obra como um exercício de aprofundamento e também descoberta. Ainda íntimo da mesma natureza etérea que apresentou o grupo, o novo álbum vai de encontro ao experimento, mas sem romper com a aproximação com a música pop, transformando cada composição do registro em uma manifestação exata do título da obra, um estranho prazer.

Embora revele um conjunto de faixas inéditas, parte do que é manifesto no decorrer do álbum parece se conectar diretamente ao que Beach House e principalmente Chromatics testaram no último ano. Enquanto a medida climática parece expandir o propósito de Bloom (2012) ou mesmo inventos anteriores ao presente universo da dupla Victoria Legrand e Alex Scally, cada porção de sintetizadores encontrados no trabalho se relacionam com o mesmo encaminhamento imposto em Kill For Love (2012). Uma proposta de dança tímida, como se os ingleses soubessem exatamente em que instante da obra parar.

Talvez por conta dessa necessidade em se manter constantemente “preso”, há na manifestação do álbum um exercício que segue lento, pelo menos durante a primeira metade das canções. Traduzindo na ambientação mística de The Trip e Beginning To Blue uma espécie de continuação do que foi proposto no último álbum, a banda trata dos instantes iniciais da obra como um exercício fundamentado na amenidade da psicodelia bem como em resgates específicos do Dream Pop. Surge assim o ambiente mais delicado do disco, uma proposta que talvez se distancie da relação com ouvintes novatos, porém reforce o que foi testado em idos de 2011. Contudo, a partir de Fireflies os rumos se alteram e a nova proposta do Still Corners se anuncia.


Porção mais “oitentista” da obra, a partir de Berlin Lovers é rompida a calmaria e a leveza dos sons para que os temas consistentes entrem em destaque. Bastam os sintetizadores dançantes e caricatos da sexta faixa para que o universo de inventos seguido em Future Age e Beatcity possam ser anunciados. Claro que momentos orientados de forma climática, como o que é impresso em Going Back To Strange e We Killed The Moonlight trazem de volta o disco para o terreno flutuante da abertura da obra, definindo com excelência o que caracteriza a produção de todo o segundo álbum dos ingleses: uma obra que dança tanto dentro como fora das pistas. Continue reading

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Still Corners: “Berlin Lovers”

Still Corners

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Still Corners

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Originalmente apresentada ao final de Fevereiro, Berlin Lovers é mais um exemplar de todas as transformações que abastecem a recente fase do grupo inglês Still Corners. Apostando no romantismo – marca expressa logo nos sintetizadores acolhedores que controlam a faixa -, a canção traz no vídeo dirigido por Christian Sorensen Hansen uma história de amor que mais parece um filme da década de 1980. Ambientado em uma pista de patinação, o clipe aposta na troca de olhares, toques e aproximações em um primeiro encontro, tudo dentro de um constante autocontrole e timidez. Enquanto o jovem casal vai de descobrindo, os sintetizadores melódicos e os vocais de Tessa Murray servem de abertura para o que será encontrado em Strange Pleasures, próximo álbum da banda previsto para Maio.

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Still Corners – Berlin Lovers

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Still Corners: “Berlin Lovers”

Still Corners

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Desde o lançamento de Fireflies no último ano – uma das faixas que integram nossa Miojo Indie Mixtape Small Pop – que o trabalho do Still Corners pareceu evoluir. Apostando no uso de sintetizadores comportados e que parecem dividir o mesmo universo do Chromatics em Kill For Love, a canção lida com a calmaria como uma espécie de combustível para os vocais sofisticados que se derramam pela faixa. Uma medida constante entre a dor e a tranquilidade, algo que Berlin Lovers identifica de forma tão relevante quanto no trabalho passado. Responsáveis pelo mediano Creatures of an Hour, também lançado em 2011, o grupo parece se encaminhar para uma nova proposta, marca que guia cada instante da satisfatória nova música.

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Still Corners – Berlin Lovers

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Miojo Indie Mixtape “Small Pop” Edition

Miojo Indie Mixtape - Small Pop

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É tempo de apreciar a música pop no Miojo Indie, ou melhor, o Small Pop. Termo recente, o gênero surge para definir a nova leva de artistas capazes de passear pela música comercial (raspando vez ou outra no Mainstream), ao mesmo tempo em que caminham de forma segura pelo cenário independente. São 12 faixas grudentas, delicadas e levemente grandiosas que já passaram aqui pelo blog durante o ano, e agora foram compiladas em uma colorida seleção. Ouça, dance e aprenda a gostar da música pop recente.

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#01. Passion Pit – Take A Walk

Passion Pit

Faixa de abertura do segundo registro em estúdio da banda norte-americana Passion Pit, Take A Walk é um passeio divertido pelo pop sintetizado do grupo. Aproveitando a sonoridade descompromissada que o quinteto desenvolve desde o primeiro álbum, a canção se desenvolve de forma cuidadosa, amarrando vozes eletrônicas, teclados e guitarras festivas de forma a engrenar em um refrão explosivo. Simples e extremamente pegajosa, a faixa borbulha doce nos ouvidos, sendo um aperitivo para o que a banda entrega no restante da obra. (Resenha)

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#02. Solange – Losing You

Solange

Solange Knowles parece ainda em busca de uma sonoridade que não a aproxime dos trabalhos que definem a carreira da irmã, Beyoncé. Absorvendo de forma particular o R&B que circula no último disco da irmã, Solange faz do novo single, Losing You, um diálogo firme com a soul music que há tempos circula em solo britânico, incorporando batidas e ruídos não óbvios que crescem de forma atrativa no decorrer da faixa. Facilmente a música pop mais pegajosa de 2012. (Resenha)

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#03. Silva – Moletom

Silva

Escondida na parte final de Claridão, Moletom é a completa entrega do músico capixaba Silva aos detalhes típicos da música pop recente. Amena, a declaração de amor se posiciona dentro de um jogo doce de assertivas vozes e sintetizadores que nunca exageram, mantendo constante a linearidade da instrumentação. Com direito a um solo de guitarra no melhor estilo Anos 80, a canção rompe com a temática por vezes sombria que determina os rumos do álbum, se revelando como um ponto de legítima novidade dentro da ainda pequena obra do compositor. (Resenha)

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#04. Sky Ferreira – Everything Is Embarrassing

Sky Ferreira

Contando com uma série de influentes colaboradores em suas obras – entre eles o compositor Jon Brion -, a artista californiana faz de Everything Is Embarrassing mais uma mostra de seu esforço em renovar a música pop em múltiplos aspectos. Com um ar de Lo-Fi (que em alguns momentos lembra Frankie Rose e até Charli XCX), o Everything Is Embarrassing serve para chamar as atenções de quem procura por uma música leve e pop, mas que se mantenha distante dos exageros típicos de faixas do gênero. (Resenha)

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#05. Chad Valley – My Girl

Chad Valley

Chad Valley parece ter viajado até a década de 1980 para encontrar as referências que servem como base para Young Hunger, estreia do britânico. Com teclados pegajosos, vocais em eco e uma letra que parece capaz de seduzir até o mais bruto dos corações, My Girl, uma das melhores músicas do disco – e do ano – invade sem dificuldade os ouvidos do espectador, que encontrará nas melodias arquitetadas de forma perspicaz um som aconchegante e de puro detalhe. Perfeita para tocar nas pistas ou para tomar o coração da pessoa amada. (Resenha)

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#06. Icona Pop – I Love It

Icona Pop

A dupla Icona Pop talvez rompa com a proposta do Small Pop logo anunciado no título de nossa nova mixtape. Grandiosa e trabalhada em cima de uma dobradinha de vocais volumosos, a canção parece absorver o que há de mais comum na música pop contemporânea e resumir tudo de maneira renovada e impossível de ser evitada – mesmo por quem não gosta desse tipo de música. Cada batida, voz ou mínima sonoridade gruda feito chiclete e até parece ter cheiro de Tutti Frutti.

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#07. Still Corners – Fireflies

Still Corners

Mais recente single do grupo inglês Still Corners, Fireflies traz de volta toda a nostalgia e os sintetizadores que marcaram a década de 1980. Livre de clichês, a canção explora com beleza a mesma estrutura conceitual que marca a recente obra do Chromatics, Kill For Love, como as composições mais suaves que preenchem o álbum Visions de Grimes. Leve, a faixa separa os vocais da instrumentação doce que se revela no decorrer da faixa, fazendo com que ambos se encontrem lá na frente, ao final da música, como um só elemento.

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#08. Niki & The Dove – Tomorrow

Niki and The Dove

Seguindo os ensinamentos da dupla The Knife, a banda conterrânea Niki & The Dove conseguiu encontrar um lado mais pop e leve naquilo que o duo Karin Dreijer e Andersson Olof Dreijer promove. Exemplo claro dessa capacidade em manter as conexões com a eletrônica sem abandonar a conexão com um som mais comercial está em Tomorrow, single que inaugura o disco Instinct e vem como um excelente resumo da sonoridade do grupo. Difícil não se pegar cantarolando a música momentos depois que ela termina.

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#09. AlunaGeorge – Just A Touch

AlunaGeorge

Ainda que Your Drums, Your Love seja o maior hit já lançado pela dupla britânica AlunaGeorge, ele está longe de ser o único. Em Just a Touch, uma das faixas que integram o EP de estreia do casal, somos mais uma vez apresentados ao R&B eletrônico que a dupla sabe como ninguém como alcançar. Calorosa, a composição traz nas batidas o principal instrumento de condução da música, que lentamente é acrescida por uma série de pequenos artifícios, garantindo reforço aos vocais.

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#10. Frankie Rose – Daylight Sky

Frankie Rose

Frankie Rose passou por uma verdadeira transformação desde que lançou o primeiro álbum de estúdio. Menos tímida em relação aos próprios inventos, a cantora e compositora norte-americana fez de Interstellar um dos registros mais acolhedores de 2012, resultado do uso correto de vocais delicados e da instrumentação cuidadosa. Sempre dentro de um limite sonoro intencional, Rose alcança em Daylight Sky o melhor resultado de todo o disco, feito que se revela em cada segundo da crescente e ainda assim frágil criação. (Resenha)

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#11. Elite Gymnastics – Andreja 4-Ever

Small Pop

Dançante, melancólica e com um clima de música de motel barato, Andreja 4-Ever é facilmente uma das melhores composições já feitas pelos integrantes do Elite Gymnastics, artistas que em geral são conhecidos por seus remixes e não por composições próprias. Atrativa, a faixa se distancia visivelmente do que a dupla já havia promovido em seus anteriores discos, algo que o tom melódico e a ausência de elementos experimentais definem logo na abertura da canção.

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#12. Charli XCX – You’re The One

Charli XCX

You’re the One deixa claro por que a britânica Charli XCX é uma dos novos nomes de maior importância do atual cenário pop inglês. Com uma sonoridade que passeia pela década de 1980 e ao mesmo tempo brinca com os experimentos eletrônicos modernos, a canção representa tudo que a cantora vem produzindo nos últimos meses, se materializando como o caminho mais seguro para o que a artista deve promover com o primeiro registro de estúdio, previsto para meados de 2013.

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Veja nossas outras Mixtapes

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Still Corners: “Fireflies”

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Depois de um disco de acabamento pouco satisfatório no último ano, a banda britânica Still Corners parece ter dado a volta por cima. Fireflies, mais recente single do grupo inglês traz de volta toda a nostalgia e os sintetizadores que marcaram a década de 1980. Livre de clichês, a canção explora com beleza a mesma estrutura conceitual que marca a recente obra do Chromatics, Kill For Love, como as composições mais suaves que preenchem o álbum Visions de Grimes. Leve, a faixa separa os vocais da instrumentação doce que se revela no decorrer da faixa, fazendo com que ambos se encontrem lá na frente ao final da música, como um só elemento.

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Still Corners – Fireflies

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