. Embora já acumule dois trabalhos em estúdio – % (2010) e Best Behavior (2012) -, a banda nova-iorquina Dinowalrus só deve receber a merecida atenção com o novo disco, Complexion (2014). Previsto para estrear no dia quatro de junho, o terceiro álbum de estúdio está longe de ser uma sequência dos registros que o antecedem: é uma quebra. Parte dessa mudança não vem da própria imposição da tríade de compositores – Pete Feigenbaum, Liam Andrew e Max Tucker -, mas do produtor do disco,…Continue Reading “Dinowalrus: “Tropical Depression””

Temples
Psychedelic/Indie/Alternative
http://templestheband.com/

Temples

Mais de quatro décadas se passaram desde que as cores do verão de 1967 alteraram o curso do rock psicodélico. Entretanto, o caminho mágico percorrido e essência proposta há 40 anos está longe de ter fim, algo que o quarteto britânico Temples reforça em um evidente estágio de nostalgia com a chegada de Sun Structures (2014, Sun Structures). Primeiro registro em estúdio da banda de Kettering, Inglaterra, o álbum segue as pistas coloridas deixadas por veteranos como The Beatles e Love, matéria-prima para a formação de um conjunto de músicas melódicas e instrumentalmente amigáveis.

Longe de assumir a mesma posição revolucionária imposta pelos gigantes do Tame Impala em Lonerism (2012), o debut de 12 faixas se arma como uma fuga rápida e descompromissada. São canções de versos simples, tramas propositalmente redundantes, mas que agradam ao espectador sem qualquer dificuldade. Não se trata de uma obra que busca pela complexidade das formas, pelo contrário, utiliza de todos os atributos em seu interior para ocupar com leveza os ouvidos do público.

Mais do que uma (re)interpretação do cenário musical proposto há quatro décadas, Sun Structure é um disco que brinca com diversos exageros e marcas específicas do rock montado para a década de 1990. Novos queridinhos do ex-Oasis Noel Gallagher, a banda passeia pelo Britpop em uma composição empoeirada, como se camadas sobrepostas de nostalgia servissem de estímulo para a projeção das canções. A relação com o ambiente musical lançado há duas décadas é evidente na segunda metade do disco, quando músicas como Colours To Life controlam a psicodelia e se apegam ao pop.

Todavia, o grande acerto da obra está mesmo em mergulhar de vez nos anos 1960. As vozes ecoadas, arranjos distorcidos de forma lisérgica e versos que se perdem lentamente são os grandes atrativos do grupo. Ainda que a inaugural Shelter Song sirva para prender o ouvinte, é a partir de The Golden Throne e Shelter Song que a banda realmente mostra a que veio. Lidando com variações de um mesmo tema, o grupo soa como um Foxygen menos bucólico, ou mesmo um Quilt mais acelerado, estratégia que deve atingir em cheio o grande público.

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. Mais novos queridinhos da cena britânica, o Tamples parece ser a resposta inglesa aos inventos psicodélicos de grupos como Tame Impala e Foxygen. Apostando em uma sonoridade que ruma diretamente para a década de 1970, mas sem fugir do presente, o grupo britânico – composto por James Edward Bagshaw, Thomas Edison Warmsley, Sam Toms e Adam Smith – reserva para o dia 10 de Fevereiro a chegada do primeiro e aguardado registro da carreira: Sun Structures. Tendo na velha conhecida Mesmerise a primeira canção…Continue Reading “Temples: “Mesmerize””