Tag Archives: Superchunk

Superchunk: “Void”

I Hate Music

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Mais de 20 anos se passaram desde que o primeiro registro em estúdio do Superchunk foi apresentado ao público, e a boa forma dos veteranos do Indie Rock se mantém em alta. Com I Hate Music (2013), décimo lançamento da banda, todos os elementos propostos no começo da década de 1990 regressam de forma ainda mais melódica e crua, efeito reforçado pela explosão de vozes e guitarras assumidas em Void. Mais novo single do novo disco, a canção esbarra nos mesmos acertos recentes de grupos novatos como Japandroids e Speedy Ortiz, garantindo pouco mais de três minutos de boas distorções e versos fáceis. Seguindo a linha bem humorada que há décadas acompanha a obra do grupo, para o clipe da canção um time de humoristas foi recrutado, transformando os instantes iniciais do vídeo (e o restante dele) em mais um curioso recorte na história da banda.

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Superchunk – Void

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Twinpine(s): “As a Surprise”

Twinpine(s)

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Dona de um dos melhores álbuns nacionais de 2010 – Niagra Falls -, a paulistana Twinpine(s) fez dos últimos EPs uma continuação natural do resultado assertivo exposto no primeiro disco. Entretanto é novo single, As a Surprise, que o trio reforça um detalhamento muito mais provocante dentro da própria estética. Ainda íntimo das melodias que definiram o eixo final do rock alternativo na década de 1990, mas sem se afastar do cenário proposto por grupos como Superchunk e Dinosaur Jr. em idos do mesmo período, a nova faixa – e o B-Side First Try – acomodam o grupo em um jogo de melodias curtas, porém, proeminentes. São emanações nostálgicas que esbarram na melancolia das líricas e nos acordes tristes que fluem com leveza das guitarras, uma sequência natural (e inevitável) ao conjunto de faixas expostas no trabalho de 2010. Disponível para download no site do grupo, o novo single pode ser apreciado na íntegra logo abaixo.

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Twinpine(s) – As a Surprise

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Superchunk: “Breaking Down”

Superchunk

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Originalmente apresentada em agosto passado, Breaking Down se sustenta como um bloco melódico e sujo de reverberações, material impregnado pelos ruídos típicos da estética do Superchunk. Entretanto, longe do catálogo de guitarras, vozes e batidas que a banda norte-americana manuseia com acerto há mais de duas décadas, ao encontrar os violões e uma ambientação totalmente branda, o cenário se inverte, com Mac McCaughan, vocalista do gupo, sendo arrastado para um ambiente melancólico e naturalmente acolhedor. Lançada como parte da divulgação do ótimo I Hate Music, décimo e mais recente álbum de estúdio da banda norte-americana, a canção mostra o quanto um disco inteiro de composições acústicas (e inéditas) do grupo não seria uma má ideia.

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Superchunk – Breaking Down

 

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Sebadoh: “State Of Mine”

Lou barlow

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Lou Barlow parece entusiasmado para o lançamento de Defend Yourself. Primeiro registro em estúdio do Sebadoh desde que o autointitulado registro foi lançado em 1999, o novo projeto já acumula algumas boas composições, caso de I Will, e mais recentemente de State Of Mine, novo single da banda. Despojada, a canção se esquiva parcialmente dos ruídos, trazendo no manuseio “pop” das guitarras e vozes um sentido de pequena oposição ao single anterior. Próxima em alguma medida do Superchunk, no álbum I Hate Music, a canção encontra na atmosfera melódica uma fuga da densidade que acompanha Barlow no Dinosaur Jr, mais uma prova da versatilidade do músico norte-americano.

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Sebadoh – State Of Mine

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Disco: “I Hate Music”, Superchunk

Superchunk
Indie Rock/Alternative/Rock
http://www.superchunk.com/

 

Por: Cleber Facchi

Superchunk

Em um cenário tomado por bandas e artistas cada vez mais interessados em reviver a década de 1990, é preciso observar que os melhores registros não estão nas mãos de nostálgicos iniciantes, mas de veteranos. Artistas que surgiram para o público há duas ou mais décadas e se mantém tão ou mais inventivos quanto em início de carreira. Do retorno épico do My Bloody Valentine com o primeiro álbum pós-Loveless (1991), ao sintoma de maturidade que ocupa a obra de pequenos gigantes como Yo La Tengo, Dinosaur Jr e Sebadoh, o misto de passado e presente soa naturalmente melhor nas mãos daqueles que acumulam experiência e ruídos dentro do panorama alternativo.

É dentro desse mesmo universo que cresce I Hate Music (2013, Merge), décimo álbum de estúdio do Superchunk e um esforço claro de maturidade na obra do grupo norte-americano. Dando sequência ao mesmo resultado cativante exposto em Majesty Shredding (2010), trabalho que rompeu com o hiato de nove anos que havia colocado a banda em silêncio, o novo álbum incorpora no uso de vocais e acordes velozes um reforço. Bases fundamentais não apenas dentro da discografia do grupo, mas de todo o movimento que vem ocupando a música estadunidense com esse olhar para o passado.

Cru, o registro deixa Mac McCaughan, vocalista e criador da banda, livre para passear por entre as faixas. São 11 inéditas composições que alternam entre instantes de plena destruição, e doses bem ministradas de melodias fáceis. Vocais que parecem amenizar a carga suja de sons que borbulham em faixas como Staying Home (um hardcore efêmero) ou Overflows, composições que estabelecem uma ponte com tudo aquilo que a banda conquistou no passado. Enquanto nova geração de artistas como Speedy Ortiz e Mikal Cronin fazem dos próprios trabalhos uma coletânea de sons caricatos, tingidos pela saudade, o Superchunk faz disso algo natural, uma sequência assertiva do que acumula duas décadas de invenção.

Sem tempo para autorizar respiros, I Hate Music cresce em uma estrutura frenética no que define os instrumentos. Enquanto McCaughan desenvolve verdadeiros muros de guitarras, a bateria de Jon Wurster vai além do óbvio, brilhando ao fundo de músicas como Trees of Barcelona, ou simplesmente ditando os rumos em canções ao estilo de Void. Há também espaço para sintetizadores nos momentos mais leves do trabalho, como a melancólica What Can We Do, e até apelos clichês, efeito claro nas guitarras de Me & You & Jackie Mittoo, faixa que parece ter saído da década de 1980 diretamente para o trabalho da banda. Continue reading

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Superchunk: “FOH”

Superchunk

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I Hate Music. Este é o título do mais novo e ainda inédito álbum da banda norte-americana Superchunk. Décimo registro em estúdio do grupo de Chapel Hill, Carolina do Norte, o álbum deve manter a mesma proposta acelerada e suja que há mais de duas décadas esculpe cada lançamento da banda. Previsto para o dia 20 de Agosto pelo selo Marge, o disco tem na aceleração de FOH seu melhor exemplar, por enquanto. Rápida, carregada de crueza e vozes tomadas pelo melódico, a canção parece feita para grudar, soando como uma versão pop de tudo o que o Dinosaur Jr vem produzindo nos últimos anos. O último disco da banda foi o bem recebido Majesty Shredding, de 2010, que parece se relacionar diretamente com o ainda inédito álbum.

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[youtube http://www.youtube.com/watch?v=zk2MnAz7lcM?rel=0]
Superchunk – FOH

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Yo La Tengo: “Ill Be Around”

Yo La Tengo

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Yo La Tengo

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Texto e música. Assim é a construção do mais novo clipe da banda norte-americana Yo La Tengo. Dirigido por Phil Morrison, o vídeo de Ill Be Around traz ninguém menos do que Mac McCaughan, vocalista do Superchunk e grande mente por trás do selo Marge Records se apresentando de maneira tranquila no meio de uma floresta. Enquanto o músico encena a execução da faixa, trechos da composição surgem em blocos de palavras no meio da tela, ora tratando diretamente sobre a música, ora incluindo versos aleatórios e até receitas de comida. A canção faz parte do mais novo álbum do grupo, o recém-lançado Fade.

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Superchunk: “Crossed Wires”

Ainda colhendo os frutos de Majesty Shredding (2010) o último disco de estúdio do Superchunk, a banda, um dos símbolos do indie rock acaba de lançar seu mais novo clipe. Dessa vez é a raivosa Crossed Wires que ganha sua versão em vídeo, por sinal muito divertido, mostrando o mundo a partir dos olhos de um gato nada normal.

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