Tag Archives: Synthpop

Classixx: “Safe Inside” (Ft. Passion Pit)

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O que acontece quando você mistura as batidas e sintetizadores quentes da dupla Classixx com a voz característica de Michael Angelakos? A resposta está em Safe Inside. Mais recente composição do projeto comandado pelos produtores Michael David e Tyler Blake, a faixa de versos marcados pelos sentimentos mostra a busca dos californianos por um som cada vez mais acessível, pop, proposta reforçada desde o lançamento de Just Let Go (com How To Dress Well) e Whatever I Want (ao lado do rapper T-Pain).

Em Safe Inside, a proposta da dupla californiana está em replicar todos os elementos produzidos por Angelakos no Passion Pit, porém, dentro dos limites e ambientações típicas do Classixx. Uma espécie de remix do mesmo material apresentado pelo músico de New Jersey nos últimos cinco anos. Do coro de vozes ao uso delicado dos sintetizadores, uma das composições mais delicadas do projeto e uma espécie de fuga do material apresentado em 2013 com Hanging Gardens.

Faraway Reach (2016) será lançado no dia 03/06.

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Classixx – Safe Inside (Ft. Passion Pit)

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Resenha: “Oh No”, Jessy Lanza

Artista: Jessy Lanza
Gênero: Electronic, R&B, Synthpop
Acessehttp://jessylanza.com/

 

Jessy Lanza parece seguir um caminho completamente isolado em relação ao trabalho de grande parte das cantoras norte-americanas. Longe de um enquadramento óbvio, comercial, cada trabalho assinado pela produtora de Hamilton, Canadá, dança em meio a reverberações nostálgicas da década de 1980. Vozes e arranjos eletrônicos que replicam grande parte dos conceitos incorporados há mais de três décadas, base do recém-lançado Oh No (2016, Hyperdub), segundo e mais recente álbum de inéditas da artista.

Delicada continuação do material apresentado em Pull My Hair Back, de 2013, o novo registro mostra a evolução de Lanza em relação ao uso da própria voz. Longe do conceito “instrumental” do disco anterior, trabalho que explora os vocais como mero complemento para a base eletrônica das canções, em Oh No a voz da cantora se destacam. Da abertura, em New Ogi, passando por músicas como Never Enough e It Means I Love You, pela primeira vez Lanza soa como protagonista da própria obra.

Acompanhada de perto por Jeremy Greenspan, uma das metades do projeto canadense Junior Boys, Lanza encara o registro como uma obra de completa exposição. Em cada uma das 10 faixas do disco, um sussurro romântico da cantora, como se desilusões amorosas e conflitos recentes servissem de base para o trabalho da canadense. “Quando você olha nos meus olhos / Isso significa que eu te amo“, canta em It Means I Love You, um fino exemplo da temática confessional que invade o disco.

Longe de parecer uma novidade dentro do repertório de Lanza, vide composições como Strange Emotion e Keep Moving, do trabalho anterior, em Oh No, o amor e toda a base sentimental da compositora se destaca pela forma essencialmente honesta como os versos são explorados no interior de cada música. Músicas como Never Enough e Could Be U que mostram um aspecto “universal” do amor, preferência que dialoga diretamente com o trabalho de Kelela, FKA Twigs e outros nomes do novo R&B. Continue reading

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Delorean: “Contra”

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A trilha “comercial” assumida pelo Delorean em Apar, de 2013, parece ser a base para o novo trabalho do grupo espanhol. Passado o lançamento da dançante Muzik, composição apresentada ao público em meados de abril, a banda de Zarautz está de volta com mais uma criação inédita. Em Contra, sintetizadores, versos e vozes se orientam de forma a revelar uma das peças mais dolorosas de toda longa discografia do grupo – em atividade desde o começo dos anos 2000.

Coleção de temas minimalistas, a nova faixa parece revelada ao público em pequenas doses. O sintetizador, a voz, as guitarras e até mesmo as batidas. Um lento agrupamento de temas eletrônicos que acaba resultando no encerramento dançante que pontua o trabalho. Além da presente faixa e da já conhecida faixa-título, MUZIK (2016), novo álbum do Delorean, conta ainda com outras sete canções inéditas.

MUZIK será lançado no dia 22/06 pelo selo PHLEX

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Delorean – Contra

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Tegan and Sara: “Stop Desire”

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As irmãs Tegan e Sara Quin têm se esforçado bastante para a divulgação do novo álbum de inéditas, Love You To Death (2016). Como se não bastasse a responsabilidade por uma das melhores – se não a melhor – música pop do ano, Boyfriend, o duo canadense vem presenteando o público com uma seleção de faixas essencialmente pegajosas. É o caso da “oitentista” U-Turn, a adorável 100x e seu clipe repleto de cachorros e a recém-lançada Stop Desire.

Síntese do lado mais pop da dupla canadense, a canção de batidas e vozes quentes nasce como um convite para as pistas, uma continuação explícita do material produzido anteriormente no álbum Heartthrob, de 2013. Difícil passar pela canção e não sair com o refrão pegajoso grudado na cabeça. Apenas mais um componente da imensa fábrica de hits que a dupla vem produzindo desde que assumiu uma nova postura musical no começo da presente década.

Love You To Death (2016) será lançado no dia 03/06 pelo selo Warner Bros.

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Tegan and Sara – Stop Desire

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Nite Jewel: “Kiss The Screen” (VÍDEO)

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Poucas vezes antes Ramona Gonzalez pareceu tão “pop” e acessível ao grande público quanto emKiss The Screen. Mais recente single do novo álbum de inéditas da artista californiana como Nite Jewel, Liquid Cool (2016), a nova composição amplia de forma curiosa e dançante parte do material apresentado há quatro anos com o trabalho One Second of Love, de 2012. Uma versão “simplificada” do Dream Pop eletrônico que acompanha a artista desde final da década passada.

Menos complexa do que a antecessora Boo Hoo, composição apresentada ao público há poucas semanas, Kiss The Screen mostra o peso dos vocais e sintetizadores no trabalho de Gonzalez. Difícil não lembrar das canções produzidas por Caroline Polachek para o Chairlift e, em menor escala, no som dançante de Sprawl II (Mountains Beyond Mountains), música de encerramento do terceiro álbum de estúdio do Arcade Fire, The Suburbs (2010). A direção do clipe conta com a assinatura de Delaney Bishop.

Liquid Cool (2016) será lançado no dia 10/06 pelo selo Gloriette.

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Nite Jewel – Kiss The Screen

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CHVRCHES: “Warning Call”

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Com dois ótimos discos em mãos – The Bones of What You Believe (2013) e Every Open Eye (2015) –, o trio CHVRCHES se projeta como um dos projetos mais assertivos da recente safra do pop/synthpop britânico. Convidado a colaborar com a trilha sonora do jogo Mirror’s Edge Catalyst, o grupo apresenta ao público a inédita Warning Call, faixa escrita pela vocalista Lauren Mayberry e inspirada em uma das personagens do jogo em questão.

Lírica e musicalmente, uma clara extensão do material produzido pela banda nos últimos três anos. Sintetizadores brandos e detalhistas no primeiro ato, o vocal entristecido de Mayberry, um gancho poderoso para o refrão e a colisão de ruídos eletrônicos que marcam o instante final da canção. Talvez a principal diferença sejam os pequenos toques de “8-bit” ao fundo da canção, sonoridade que faz lembrar das trilhas sonoras de jogos produzidos pelo produtor Disasterpeace.

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CHVRCHES – Warning Call

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Metronomy: “Old Skool” (VÍDEO)

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Com dois álbuns de peso nas mãos – The English Riviera (2011) e Love Letters (2014) –, o grupo britânico Metronomy segue em boa fase, entregando ao público uma sequência de grandes composições. É o caso da recém-lançada Old Skool. Escolhida para apresentar o novo registro de inéditas da banda, Summer 08 (2016), a canção parece seguir o caminho contrário de boa parte do material entregue pelo grupo inglês nos últimos anos.

Da forma como as batidas são exploradas ao uso dos sintetizadores, Joseph Mount e os parceiros de banda parecem mergulhar na música dos anos 1990 de forma inusitada, nostálgica, porém, de forma ainda íntima dos últimos registros do grupo. O destaque da canção fica por conta da presença de Master Mike, um dos integrantes do Beastie Boys e responsável pela sequência de scratches que invadem a faixa nos instantes finais. Quem dirige o clipe da canção é Dawn Shadforth.

Summer 08 (2016) será lançado no dia 07/01.

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Metronomy – Old Skool

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Resenha: “Mahmundi”, Mahmundi

Artista: Mahmundi
Gênero: Synthpop, R&B, Pop
Acesse: https://www.facebook.com/mahmundionline/

 

Marcela Vale passou os últimos quatro anos colecionando hits. Do som empoeirado de Efeito das Cores, EP lançado em 2012, passando pelo R&B melancólico que cresce em Setembro, bem-sucedido registro de 2013, cada trabalho assinado pela cantora e compositora carioca parece estreitar a relação entre o pop nostálgico da década de 1980 e a som que marca o presente cenário. Uma colisão de ideias, melodias e vozes que acabou resultando em faixas como Calor do Amor e Sentimento – vencedora na categoria Nova Canção no Prêmio Multishow de 2014 –, base para a pequena “coletânea” que marca a homônima estreia da jovem artista.

Das dez composições entregues pela cantora, apenas cinco foram produzidas especialmente para o registro – que conta com distribuição pelo selo StereoMono, casa de artistas como Jaloo e Boogarins. Quase sempre, Calor do Amor e Desaguar, resgatadas de Efeito das Cores; Leve inicialmente apresentada no EP Setembro, enquanto Sentimento, faixa de encerramento do disco, foi originalmente lançada em 2014. Canções já conhecidas do público fiel da artista, porém, musicalmente reformuladas, íntimas da mesma ambientação límpida que orienta o restante do trabalho.

De essência melancólica, intimista, cada faixa cresce como um delicado exercício de exposição sentimental. “Quando tudo terminar enfim / Meu desejo transformado em saudade Te espero, te espero, te espero / Não vá”, desaba Mahmundi em Azul, uma síntese de toda a tristeza que corrompe a obra. Em Eterno Verão, primeiro single do trabalho, uma extensão “comercial” do mesmo tom confessional e amargo que rege o álbum. “E é tão fácil, tão mágico, se perder no coração”, canta Vale enquanto guitarras e sintetizadores dialogam com o mesmo som pegajoso de Guilherme Arantes.

Composição que mais se distancia do restante da trabalho, Meu Amor cria uma espécie de ponte inusitada para o R&B da década de 1990. “Meu amor por favor / A certeza vai habitar e a cabeça agradecer / Pela noite com você”, canta Mahmundi enquanto as batidas e sintetizadores crescem lentamente, revelando uma composição que poderia facilmente ocupar um espaço em qualquer trilha sonora de novela. Difícil não lembrar do trabalho produzido pela britânica Jessie Ware, influência confessa de Vale e um evidente alicerce em grande parte das canções que recheiam o disco. Continue reading

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Kristin Kontrol: “(Don’t) Wannabe”

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Cada música de Kristin Kontrol parece ancorada em um conceito específico da música produzida nos anos 1980. Do synthpop que explode em X-Communicate, faixa-título do primeiro disco solo da musicista, passando pelo Dream Pop de Show Me, música que replica conceitos de veteranos como Cocteau Twins, cada música produzida pela artista brinca com o passado de forma curiosa, atual, proposta que volta a se repetir em (Don’t) Wannabe.

Ao mesmo tempo em que mergulha no pop-neon da época, difícil ignorar a forte influência que Kate Bush exerce sobre o trabalho de Kontrol – principalmente na forma como os vocais são explorados. Um som essencialmente cósmico, dividido entre a utilização coesa de sintetizadores e guitarras climáticas, completamente distantes do som testado há poucas semanas durante o lançamento das duas últimas canções da musicista.

X-Communicate (2016) será lançado no dia 27/05 pelo selo Sub Pop.

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Kristin Kontrol – (Don’t) Wannabe

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Chromatics: “Headlight’s Glare”

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Enquanto o esperado Dear Tommy, novo álbum do Chromatics, não é finalmente apresentado ao público, Johnny Jewel e os parceiros de banda continuam a explorar o material originalmente entregue pela banda no álbum Kill For Love, de 2012. Em Headlight’s Glare, mais recente composição do grupo norte-americano, parte da melancólica The River, faixa de encerramento do último álbum da banda, se transforma em uma faixa parcialmente inédita.

Batidas sob controle, vozes ecoadas e uma curiosa sensação de acolhimento. Se há quatro anos a mesma canção era explorada como um curioso ato de encerramento, em Headlight’s Glare todos os elementos se organizam de forma a revelar um material inédito, como um novo ponto de partida para o Chromatics. Com lançamento em formato digital, a canção também será distribuída em uma edição limitadíssima que o selo Italians Do It Better Music apresenta esta semana. (via)

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Chromatics – Headlight’s Glare

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