Tag Archives: Synthpop

Chromatics: “Closer To Gray” / Johnny Jewel: “The Other Side Of Midnight”

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Depois de despejar uma série de composições inéditas, versões alternativas para faixas já conhecidas e covers com o trabalho de diferentes artistas, Johnny Jewel resolveu não perder mais tempo e anunciou a chegada de um novo álbum de inéditas do Chromatics. Intitulado Dear Tommy, o registro chega ao público nos primeiros meses de 2015 – em tempo para o dia dos namorados, 14 de fevereiro nos Estados Unidos, disse o produtor. Ainda que o intervalo seja curto, enquanto o sucessor de Kill For Love (2014) não é apresentado ao público, Jewel apresentou mais duas criações inéditas.

A primeira delas, Closer To Gray, uma composição inédita do Chromatics, mas que parece seguir a mesma atmosfera incorporada ao trabalho de 2012 – vide o aproveitamento dos sintetizadores e guitarras. Já a segunda, The Other Side Of Midnight, Jewel soluciona individualmente uma peça de 31 minutos de duração e sete movimentos ambientais. Trilha sonora para um filme fictício  – acima, o cartaz de apresentação -, a extensa canção replica os mesmos conceitos lançados com o Symmetry, outro projeto do músico.

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Chromatics – Closer To Gray

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Johnny Jewel – The Other Side Of Midnight

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Chromatics: “White Light”

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Quem segue o perfil Johnny Jewel no Soundcloud foi agraciado nas últimas semanas. Grande responsável pelo trabalho de bandas como Chromatics, Glass Candy e demais projetos relacionados ao selo Italians Do It Better, Jewel começou a publicar uma série de canções resgatadas do próprio acervo. Entre edições alternativas para músicas já conhecidas e até versões para o trabalho de outros artistas – vide o cover de Blue Moon -, são as canções inéditas que realmente despertam a atenção do público.

Além de The Last Dance, música assinada individualmente e publicada por Jewell há poucos dias, chega a hora de conhecer uma canção inédita do Chromatics: White Light. Naturalmente sutil, a econômica composição invade aos poucos o mesmo ambiente de Kill For Love (2012), último registro em estúdio do coletivo. Para ouvir os demais lançamentos de Jewell, basta uma visita ao soundcloud do músico.


Chromatics – White Light

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Cozinhando Discografias: Talk Talk

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A seção Cozinhando Discografias consiste basicamente em falar de todos os álbuns de um artista, ignorando a ordem cronológica dos lançamentos. E qual o critério usado então? A resposta é simples, mas o método não: a qualidade. Dentro desse parâmetro temos uma série de fatores determinantes envolvidos, que vão da recepção crítica do disco no mercado fonográfico, além, claro, dentro da própria trajetória do grupo e seus anteriores projetos. Além da equipe do Miojo Indie, outros blogs parceiros foram convidados para suas específicas opiniões sobre cada um dos trabalhos, tornando o resultado muito mais democrático.

Poucos artistas brincaram tanto com os próprios limites em estúdio quando a banda britânica Talk Talk. Com apenas dez anos de carreira e cinco registros oficiais, o grupo formado em 1981 na cidade de Londres, Inglaterra, atravessou o som pegajoso da New Wave para mergulhar em temas densos e experimentais, antecipando uma série de conceitos que sustentariam o Pós-Rock. Aos comandos do vocalista e principal compositor Mark Hollis, Lee Harris, Paul Webb e Simon Brenner sustentaram a obras tão comerciais (It’s My Life), quanto complexas (Laughing Stock), trabalhos agora organizados do pior para o melhor lançamento em mais uma seção Cozinhando Discografias. Continue reading

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Johnny Jewel: “The Last Dance”

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Johnny Jewel sempre manteve a própria conta no Soundcloud abastecida com boas novidades do Glass Candy, Chromatics ou mesmo registros pessoais. Todavia, mesmo o rico acervo do artista norte-americano nunca contou com tamanha variedade de lançamentos quanto nos últimos dias. Aquecimento para um novo trabalho pelo selo Italians Do It Better ou apenas uma limpeza de final de ano, não importa, quem se interessa pelos diferentes projetos do músico não tem do que reclamar.

Além de uma versão alternativa para a climática Cherry – intitulada I Can’t Keep Running -, e um cover do Chromatics para o clássico Blue Moon, recentemente Jewel apresentou a inédita The Last Dance. Completamente distinta em relação aos últimos projetos do músico, a faixa instrumental condensa arranjos de cordas, sintetizadores e toda uma atmosfera sutil em poucos minutos, reforçando o ar de despedida explícito no próprio título. Ouça:

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Johnny Jewel – The Last Dance

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Disco: “Animal”, Adriano Cintra

Adriano Cintra
Alternative/Pop/Synthpop
http://www.adrianocintra.com.br/

Por: Cleber Facchi

O pop sempre foi a base da música de Adriano Cintra. Ainda que os registros lançados pelo Cansei De Se Sexy sejam o principal ponto de referência em se tratando do trabalho do músico/produtor, basta se concentrar nas melodias exploradas pelo Thee Butcher’s Orchestra ou em projetos assinados com Marcelo Jeneci e Marina Vello para perceber a capacidade do paulistano em transitar e brincar com gênero, sem necessariamente fazer disso um som descartável ou minimamente comum.

Com a chegada de Animal (2014, DeckDisc), primeiro registro em carreira solo, o pop não apenas funciona como a principal ferramenta para Cintra, como ainda se curva e é moldado de acordo com as exigências do versátil produtor. Letras grudentas, arranjos plásticos e todo um arsenal de referências feitas para grudar. Da música disco em 1970 (Desde o Início), passando pelos exageros dos anos 1980 (Não Ladrão), até alcançar a flexibilidade do estilo na década de 2000, cada curva da obra arremessa o ouvinte para um novo e divertido cenário musical.

Representado com acerto pela capa “curiosa” que ostenta, Animal é um verdadeiro “Frankenstein Pop“, colecionando e adaptando um catálogo imenso de tendências líricas e instrumentais. Tendo nos sintetizadores a principal ferramenta de trabalho, Cintra não demora a explorar sentimentos (A Sedução de Um Desejo), desenvolver diferentes personagens (Abduzida, Boneca de Posto) e ainda esbarrar em temas cotidianos/nonsenses com uma leveza tão rara, que é quase impossível não voltar ao começo do disco tão logo a derradeira Fracasso Favorito chega ao fim.

Quando foi a última vez que você sentiu vontade de ouvir uma música cantada por Rogério Flausino? Nunca? Basta uma visita rápida ao som nostálgico de Desde o Início – no melhor estilo Daft Punk em Random Access Memories (2013) – para logo ser convencido pelo cantor. E não é apenas o vocalista do Jota Quest que passeia confortável pelo interior do disco. Da onipresente Nana Rizinni, responsável pelos vocais de apoio em grande parte das faixas, passando pelo veterano Guilherme Arantes em Não Vai Dominar, todos os convidados e músicos de apoio reforçam a liberdade encontrada dentro do domínio pop de Cintra. Continue reading

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Belle & Sebastian: “The Party Line”

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Ainda que não exista uma ordem específica ou estrutura pré-determinada, de tempos em tempos parece comum ver o Belle and Sebastian assumir novo posicionamento em estúdio. Um esforço de renovação natural, base para toda uma nova sequência de registros autorais. Foi assim com If You Are Feeling Sinister (1996), The Life Pursuit (2006) e esta parece ser a base do aguardado Girls in Peacetime Want To Dance (2015), o nono projeto de estúdio do coletivo escocês.

Primeiro exemplar de inéditas desde o adorável Write About Love, de 2010, o registro sustenta na recém-lançada The Party Line um pouco do que o grupo parece reservar para os próximos lançamentos. Ou pelo menos para os próximos meses. Movida pelo uso de sintetizadores, arranjos dançantes e todo um arsenal de elementos parcialmente raros dentro do extenso material do grupo, a nova faixa sustenta mais de quatro minutos de melodias envolventes, prontas para as pistas, como uma versão aprimorada do material lançado no disco de 2006.

Produzido por Ben H. Allen – Animal Collective, Washed Out -, Girls in Peacetime Want To Dance conta com distribuição pelo selo Matador Records e estreia agendada para 19 de janeiro. Relembre a obra do grupo escocês no especial Cozinhando Discografias.

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Belle & Sebastian – The Party Line

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Peaking Lights: “Everyone And Us”

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A explícita relação da dupla Peaking Lights com o Pop em Breakdown, primeiro single de Cosmic Logic (2014), parece reforçada com o lançamento de Everyone And Us. Detalhada pelo mesmo conjunto de ideias da antecessora, a faixa inicia em meio a batuques controlados, abre espaço para a voz parcialmente límpida de Indra Dunis e logo desagua em um oceano de cores e sintetizadores tão próximos do último álbum da dupla, Lucifer (2012), como de toda a carga de referências dos anos 1980.

Ora esbarrando na fase “World Music” do Talking Heads, ora encarada como uma versão limpa dos sons anunciados em 936 (2011), o novo single, junto de Breakdown, talvez seja o invento comercialmente mais acessível e melódico já assinado por Aaron Coyes; um resumo de tudo o que abastece o restante do trabalho.

Depois do clima nonsense explorado no primeiro clipe do Cosmic Logic, cores, recortes e uma dose leve de psicodelia orientam o trabalho do diretor Robbie Simon no vídeo de Everyone And Us.

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Peaking Lights – Everyone And Us

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CHVRCHES: “Get Away”

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Diálogos escasso, pouca movimentação das câmeras, silêncio. Em Drive (2011), a trilha sonora não apenas orienta as ações do personagem interpretado por Ryan Gosling, como parece conduzir a direção de Nicolas Winding Refn. Orquestrado pelo compositor Cliff Martinez, o material que cresce ao fundo da película talvez seja um dos mais influentes da presente década, servindo de inspiração para clássicos imediatos como Kill For Love (2012) do Chromatics.

Um dos principais apresentadores da BBC Radio 1 e também apaixonado pelo trabalho de Martinez, o DJ Zane Lowe lançou um desafio ambicioso: produzir uma nova trilha sonora para o filme. Intitulado Radio One Rescores: Drive, o projeto conta com a participação de Foals, SBTRKT, Baauer, Jon Hopkins e outros artistas de peso da cena alternativa, todos convidados a reformular a trilha da película. Sem fugir do som explorado no debut The Bones of What You Believe, de 2013, o CHVRCHES foi o grupo escolhido para revelar a primeira mostra do projeto com Get Away.

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CHVRCHES – Get Away

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Cozinhando Discografias: Crystal Castles

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A seção Cozinhando Discografias consiste basicamente em falar de todos os álbuns de um artista, ignorando a ordem cronológica dos lançamentos. E qual o critério usado então? A resposta é simples, mas o método não: a qualidade. Dentro desse parâmetro temos uma série de fatores determinantes envolvidos, que vão da recepção crítica do disco no mercado fonográfico, além, claro, dentro da própria trajetória do grupo e seus anteriores projetos. Além da equipe do Miojo Indie, outros blogs parceiros foram convidados para suas específicas opiniões sobre cada um dos trabalhos, tornando o resultado muito mais democrático.

Uma obra marcada pelos ruídos. Da estreia com o single Alice Pratice, em 2006, ao lançamento do perturbado terceiro álbum de estúdio, em 2012, toda a produção de Crystal Castles foi marcada pela construção suja das vozes, arranjos e efeitos eletrônicos. Com um nome inspirado no castelo homônimo da animação She-Ra, o projeto formado em 2003 na cidade de Toronto, Canadá, trouxe na voz instável de Alice Glass e produção versátil de Ethan Kath os principais elementos para a concepção de cada faixa e registro. Todavia, anunciada a saída de Glass e prováveis adaptações em relação ao projeto, nada mais justo do que resgatar o curto acervo da banda o organizar cada um dos trabalhos do pior para o melhor lançamento. Continue reading

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Mahmundi: “Sentimento”

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Desde que Marcela Vale “abandonou” o som Tropical-Lo-Fi testado em Efeito das Cores EP, de 2012, a busca por temas melancólicos, bases mais lentas e íntimas do R&B 90’s servem de inspiração para o trabalho desenvolvido com o Mahmundi. Instalada no mesmo ambiente confessional inaugurado em Vem e posteriormente aprimorado com a chegada de Setembro EP (2013), a cantora e compositora carioca revela agora outra peça sufocada pelo mesmo efeito sombrio: Sentimento.

Em um território também desbravado por Jessie Ware, How To Dress Well e outros nomes fortes da cena estrangeira, Vale desacelera a própria voz e sintetizadores para apresentar versos dramáticos como “O amor é tudo o que me interessa“. Instantes de amargura e doses controladas de esperança que logo traduzem o título da nova composição.

Inédita, Sentimento é uma das seis faixas selecionadas para a categoria Nova Canção do Prêmio Multishow 2014. Marcelo Jeneci, Sexy-Fi, Lucas Santtana, Martim Bernardes (O Terno) e Castello Branco também disputam o voto do público. Em 2013, Mahmundi venceu na categoria Novo Hit com a música Calor do Amor. Ouça as outras faixas e vote na favorita.

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Mahmundi – Sentimento

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