Tag Archives: Synthpop

MUNA: “Promise”

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Imagine se alguém conseguisse juntar o mesmo pop nostálgico de Caroline Polachek (Chairlift) com os sintetizadores quebrados do CHVRCHES e a voz forte de Florence Welch? A resposta talvez esteja nas mãos (e vozes) do trio norte-americano MUNA. Projeto de Dark Pop da cidade de Los Angeles, Califórnia, a banda formada por Katie Gavin (Voz, produção), Josette Maskin (Guitarras) e Naomi Mcpherson (Guitarras) resume na recém-lançada Promise um catálogo de acertos e referências que fazem do trio uma das grandes apostas de 2015.

Com referências como Robyn, R&B dos anos 1990, Björk e, claro nomes importantes da década de 1980, caso de Kate Bush e Cyndi Lauper, o grupo mantém firme a relação com a música pop, ao mesmo tempo em que aprece longe de possíveis tropeços e exageros típicos de outras cantoras do gênero. Uma interpretação talvez obscura do mesmo som leve de conterrâneas como Haim e Sky Ferreira, conceito também evidente em músicas como The Grave e So Special, no curto catálogo da banda publicado no Soundcloud. Experimente:

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MUNA – Promise

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Kate Boy: “Midnight Sun” (VÍDEO)

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Kate Akhurst passou os últimos três anos atiçando a curiosidade do público. Voz aos comandos do projeto Kate Boy, a artista australiana, hoje residente na cidade de Estocolmo, Suécia, transformou músicas como The Way You Are e In Your Eyes em exemplares interessantes da nova safra do Synthpop europeu. Pequenos ensaios para o que deve ser apresentado em completude com o lançamento do álbum ONE (2015), primeiro registro oficial da cantora/produtora.

Escolhida para representar o trabalho, Midnight Sun mantém firme as principais referências e temas que apresentaram a jovem. Uma colagem atenta que conceitos que se estende do final da década de 1990, passa pela obra de diferentes artistas locais, principalmente Robyn e The Knife, mas em nenhum momento se desprende de uma interpretação em “preto e branco” da música pop, sempre sombria, amargurada. Lançada há poucos dias, junto do anúncio da estreia de ONE, a canção reaparece agora acompanhada de um clipe dirigido pela própria Kate Boy.

ONE (2015) será lançado pelos selos Fiction, Island e Iamsound.

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Kate Boy – Midnight Sun

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New Order: “Restless”

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Difícil não pensar em Restless como uma homenagem do New Order à própria carreira da banda. Do momento em que tem início o primeiro single de Music Complete (2015), décimo registro de inéditas do grupo de Manchester, cada acorde ou batida eletrônica serve de ponte para algum ponto específico dentro da discografia da banda. Do solo de guitarra, ainda apoiado na obra da extinta Joy Division, aos sintetizadores íntimos do clássico Power, Corruption & Lies (1983), toda a trajetória da banda parece resumida em pouco mais de quatro minutos de duração.

Autoplágio? De forma alguma. A julgar pelo completo estado de leveza que orienta a voz de Bernard Sumner, ou mesmo a sutil base atmosférica que cresce ao fundo da composição, poucas vezes o New Order pareceu tão criativo dentro do próprio cercado autoral. Dinâmica, a canção ainda abre passagem para a sequência de novas vozes que devem acompanhar o grupo no novo álbum. Representantes da cena atual – como Elly Jackson (La Roux) e Brandon Flowers -, artistas inspirados de forma confessa pela extensa discografia do grupo.

Music Complete (2015) será lançado no dia 25/09 pelo selo Mute.

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New Order – Restless

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CHVRCHES: “Leave A Trace”

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Você não precisa ir além da capa de Every Open Eye (2015) – imagem acima – para perceber quais são as inspirações do segundo álbum da banda britânica CHVRCHES. Nitidamente inspirada no clássico Power, Corruption & Lies (1983), do New Order, a imagem funciona como pista para a busca por som nostálgico, carregado de sintetizadores e melodias típicas dos anos 1980, conceito que serve de base para a inédita Leave A Trace, primeiro single do novo registro em estúdio do trio de Glasgow.

De natureza melancólica, a faixa sustenta na voz doce de Lauren Mayberry uma típica peça de separação, encontrando no uso de melodias alongadas e batidas pontuais uma explícita relação com o R&B, marca que separa o novo (e ainda inédito) disco do antecessor The Bones of What You Believe (2013). Além da nova faixa, o grupo – completo com os produtores Iain Cook e Martin Doherty – ainda reserva uma sequência de 10 faixas inéditas, todas, como dito em entrevista, movidas pelo mesmo teor entristecido da presente composição.

Every Open Eye (2015) será lançado no dia 25/09 pelo selo GlassNote.

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CHVRCHES – Leave A Trace

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Puro Instinct: “M.Y.L.”

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Cada nova música da dupla Puro Instinct é uma verdadeira surpresa. Depois de brincar com a música psicodélica em 6 Of Swords e abraçar o R&B na ainda quente Lake Como, com a chegada da inédita W.Y.L., Piper e Sky Kaplan estão de volta aos anos 1980. Quatro minutos de vocais melódicos, arranjos e temas nostálgicos, como um regresso voluntário ao mesmo universo de referências testadas pela dupla no primeiro álbum de estúdio, Headbangers In Ecstacy (2011).

A diferença em relação aos primeiros lançamentos da dupla, sempre empoeirados, efeito da influência direta de Ariel Pink como produtor, está na sonoridade límpida e pop. Do vocal desimpedido ao uso de sintetizadores pulsantes, cada segundo dentro da faixa aproxima o ouvinte de um cenário novo em relação ao breve acervo da banda.

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Puro Instinct – W.Y.L.

 

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Shura: “White Light” (VÍDEO)

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De toda a nova safra de artistas, Shura parece ser a que mais brinca com as referências. De um lado, o confesso fascínio pelo R&B de Mariah Carey, Whitney Houston e Janet Jackson. No outro oposto, a relação com o som experimental e empoeirado que se estende de novatos como Ariel Pink e Blood Orange, até veteranos como Portishead e Massive Attack. Fragmentos expostos com naturalidade no interior de White Light, mais recente single apresentado pela cantora britânica.

Fuga da sonoridade contida exposta por Shura em faixas como Touch, Just Once e 2Shy, a composição lentamente abre passagem para que a cantora/produtora de Manchester se aproxime das pistas. Difícil não lembrar do trabalho de Blood Orange em Cupid Deluxe (2013) ou mesmo dos primeiros trabalhos de Sky Ferreira. Agora transformada em clipe, a faixa entrega na direção de Noel Paul o encontro de duas criaturas místicas.

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Shura – White Light

 

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Samantha Urbani: “U Know I Know”

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O passeio de Samantha Urbani pela década de 1980 está só começando. Depois de abrir as portas do primeiro trabalho em carreira solo com o single 1 2 3 4, em U Know I Know a artista nova-iorquina vai ainda mais longe, cruzando elementos, vozes e arranjos típicos do R&B-Soul do período de forma a estreitar ainda mais a relação com a sonoridade exaltada pelo parceiro/namorado Blood Orange.

Diferentes variações de voz, sintetizadores, batidas ecoadas e pequenas colagens instrumentais que muito se aproximam de Something (2012), último álbum dos conterrâneos do Chairlift. Pouco mais de três minutos de boas reverberações que apenas aumentam a expectativa em relação ao primeiro disco solo da artista. Assim como o lançamento anterior da cantora, U Know I Know conta com produção dividida entre Urbani e Sam Mehran (Test Icicles).

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Samantha Urbani – U Know I Know

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Duran Duran: “Pressure Off” (Ft. Janelle Monáe & Nile Rodgers)

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Alguma vez você imaginou ver a banda britânica Duran Duran, o produtor Nile Rodgers e a cantora Janelle Monáe trabalhando juntos? Provavelmente não, certo? Verdadeira surpresa, o resultado dessa inusitada parceria está na assertiva Pressure Off. Primeiro single de Paper Gods (2015), aguardado 14º registro de inéditas dos veteranos da New Wave, a canção é apenas uma das faixas do novo álbum que será repleto de boas colaborações e convidados “inesperados” – entre eles, Mr Hudson, John Frusciante e Kieza.

Dançante, a recente faixa parece pronta para as pistas. Guitarra funkeada, a voz limpa de Simon Le Bon e a precisa colaboração de Monáe, elementos que resgatam a mesma sonoridade exaltada por gigantes como Michael Jackson na década de 1980 e ainda se “disfarça” de registro ao vivo por conta do coro de vozes e palmas que acompanham a faixa nos instantes finais. Difícil escapar da letra grudenta da composição, de longe, um dos melhores exemplares da música pop em 2015.

Paper God (2015) será lançado no dia 11/09 pelo selo Warner Bros.

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Duran Duran – Pressure Off (Ft. Janelle Monáe & Nile Rodgers)

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Metric: “Cascades”

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Pelo visto, a relação do Metric com os mesmo sintetizadores e arranjos eletrônicos testados no álbum de 2012, Synthetica, está longe do fim. Passados três anos desde o lançamento do último registro em estúdio, a banda canadense não apenas retorna ao território dançante do trabalho, como reforça de forma expressiva essa mesma sonoridade, reforçando no single Cascades um pouco do que será apresentado em essência no inédito Pagans In Vegas (2015).

Em uma dança lenta, sempre crescente, não somente os teclados, como a própria voz da líder Emily Haines parece cercada pela maquiagem eletrônica da canção. Sem necessariamente escapar do ambiente inaugurado no disco anterior, difícil não perceber a semelhança com a obra de Robyn em obras como Body Talk (2010), ou mesmo da norueguesa Annie nos instantes menos “coloridos” do debut Anniemal (2004).

Pagans In Vegas (2015) será lançado no dia 18/09 pelos selos MMI e Crystal Math.

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Metric – Cascades

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Neon Indian: “Annie”

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A julgar pelos temas e conceitos “obscuros” lançados em 2011 com Era Extraña, seria mais do que natural que Alan Palomo assumisse uma direção cada vez menos ensolarada em relação ao debut com o Neon Indian, Psychic Chasms (2009). Entretanto, curioso perceber em Annie, primeiro single do terceiro e ainda inédito álbum do projeto, um completa ruptura desse resultado, passagem para que o músico texano se aproxime do mesmo som “regueiro” e leve do conterrâneo Washed Out.

Mesmo apontando para a referencial década de 1980, mergulhado em uma piscina de sons e experiências nostálgicas, Palomo mantém firme a própria essência, carregando na utilização de sintetizadores e pequenos atos ambientais – principalmente na segunda metade da faixa – a própria identidade. Com versos acessíveis, pegajosos, e um ritmo tão dançante quanto o “clássico” Coco Jambo do grupo Mr. President, o clima festivo parece ser o caminho escolhido pelo músico para o terceiro registro da carreira.

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Neon Indian – Annie

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