Tag Archives: Synthpop

Small Black: “No One Wants It To Happen To You”

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Nunca antes os membros do Small Black produziram um som tão dançante e acessível quanto em No One Wants It To Happen To You. Nada contida em relação ao último single da banda, Boys Life, a canção dominada pelas batidas e sintetizadores crescentes reforça a transformação assumida pela banda em Best Blues (2015), terceiro álbum de inéditas do grupo e obra que parece dar sequência ao material apresentado no “pop” Limits Of Desire, de 2013.

Com quase quatro minutos de duração, a faixa incorpora quase três décadas de referências e elementos típicos de diferentes artistas. De veteranos como Depeche Mode e New Order ao trabalho de artistas que se destacaram na última década, como LCD Soundsystem e Hot Chip, diferentes retalhos instrumentais são costurados pelo som empoeirado do grupo nova-iorquino.

Best Blues (2015) será lançado no dia 16/10 pelo selo Jagjaguwar.

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Small Black – No One Wants It To Happen To You

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CHVRCHES: “Leave A Trace” (Four Tet Remix)

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Você não precisa ir além da capa de Every Open Eye (2015) – imagem acima – para perceber quais são as inspirações do segundo álbum da banda britânica CHVRCHES. Nitidamente inspirada no clássico Power, Corruption & Lies (1983), do New Order, a imagem funciona como pista para a busca por som nostálgico, carregado de sintetizadores e melodias típicas dos anos 1980, conceito que serve de base para a inédita Leave A Trace, primeiro single do novo registro em estúdio do trio de Glasgow.

De natureza melancólica, a faixa sustenta na voz doce de Lauren Mayberry uma típica peça de separação, encontrando no uso de melodias alongadas e batidas pontuais uma explícita relação com o R&B, marca que separa o novo (e ainda inédito) disco do antecessor The Bones of What You Believe (2013). Além da nova faixa, o grupo – completo com os produtores Iain Cook e Martin Doherty – ainda reserva uma sequência de 10 faixas inéditas, todas, como dito em entrevista, movidas pelo mesmo teor entristecido da presente composição.

Depois do clipe apresentado há poucos dias, Leave A Trace acaba de se transformar completamente nas mãos e batidas de Four Tet .

Every Open Eye (2015) será lançado no dia 25/09 pelo selo GlassNote.

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CHVRCHES – Leave A Trace (Four Tet Remix)

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New Order: “Restless” (VÍDEO)

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Difícil não pensar em Restless como uma homenagem do New Order à própria carreira da banda. Do momento em que tem início o primeiro single de Music Complete (2015), décimo registro de inéditas do grupo de Manchester, cada acorde ou batida eletrônica serve de ponte para algum ponto específico dentro da discografia da banda. Do solo de guitarra, ainda apoiado na obra da extinta Joy Division, aos sintetizadores íntimos do clássico Power, Corruption & Lies (1983), toda a trajetória da banda parece resumida em pouco mais de quatro minutos de duração.

Autoplágio? De forma alguma. A julgar pelo completo estado de leveza que orienta a voz de Bernard Sumner, ou mesmo a sutil base atmosférica que cresce ao fundo da composição, poucas vezes o New Order pareceu tão criativo dentro do próprio cercado autoral. Dinâmica, a canção ainda abre passagem para a sequência de novas vozes que devem acompanhar o grupo no novo álbum. Representantes da cena atual – como Elly Jackson (La Roux) e Brandon Flowers -, artistas inspirados de forma confessa pela extensa discografia do grupo.

Music Complete (2015) será lançado no dia 25/09 pelo selo Mute.

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New Order – Restless

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CHVRCHES: “Leave A Trace” (VÍDEO)

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Você não precisa ir além da capa de Every Open Eye (2015) – imagem acima – para perceber quais são as inspirações do segundo álbum da banda britânica CHVRCHES. Nitidamente inspirada no clássico Power, Corruption & Lies (1983), do New Order, a imagem funciona como pista para a busca por som nostálgico, carregado de sintetizadores e melodias típicas dos anos 1980, conceito que serve de base para a inédita Leave A Trace, primeiro single do novo registro em estúdio do trio de Glasgow.

De natureza melancólica, a faixa sustenta na voz doce de Lauren Mayberry uma típica peça de separação, encontrando no uso de melodias alongadas e batidas pontuais uma explícita relação com o R&B, marca que separa o novo (e ainda inédito) disco do antecessor The Bones of What You Believe (2013). Além da nova faixa, o grupo – completo com os produtores Iain Cook e Martin Doherty – ainda reserva uma sequência de 10 faixas inéditas, todas, como dito em entrevista, movidas pelo mesmo teor entristecido da presente composição. Assista abaixo ao clipe da canção.

Every Open Eye (2015) será lançado no dia 25/09 pelo selo GlassNote.

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CHVRCHES – Leave A Trace

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Neon Indian: “Slumlord”

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Em maio deste ano, Alan Palomo entregou ao público a inédita Annie e, pouco tempo depois, simplesmente desapareceu. Inédita, a composições deixou o público do Neon Indian eufórico. Disco novo do Neon Indian a caminho? A resposta chega agora com o lançamento da também inédita Slumlord, mais recente trabalho do músico norte-americano e passagem direta para o terceiro álbum o primeiro registro de estúdio do artista desde o ótimo Era Extraña (2011): VEGA INTL. Night School (2015).

Com a chegada da nova composição, Palomo (mais uma vez) reforça a busca por um som completamente distinto em relação ao tema psicodélico levantado desde a estreia com Psychic Chasms (2009). Em um diálogo que ultrapassa os limites da década de 1980 e se estende até o começo dos anos 1990, o novo disco do Neon Indian deve flertar com a mesma Italo Disco/Eletrônica “brega” que ocupou o período. Uma divertida adaptação da obra tropical de artistas como Mr. President, Inner Circle e DJ Bobo, base da recém-lançada Slumlord.

VEGA INTL. Night School (2015) será lançado no dia 16/10 pelo selo Mom + Pop.

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Neon Indian – Slumlord

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CHVRCHES: “Never Ending Circles”

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Leave A Trace mostrou um CHVRCHES diferente. Longe das melodias e sintetizadores fáceis que lançaram o trio britânico em 2013, a primeira faixa inédita do segundo álbum da banda, Every Open Eye (2015), trouxe maior espaço para a poesia de Lauren Mayberry, decisão que obrigou a dupla Iain Cook e Martin Doherty a se afastar (temporariamente) das pistas. Com a chegada de Never Ending Circles, o nascimento de uma faixa tão poderosa e dançante quanto as canções que preenchem o rico arsenal de The Bones of What You Believe (2013).

Típica composição do CHVRCHES, a faixa montada em cima de sintetizadores pegajosos e vocal direto aos poucos resgata o lado mais pop do trio. Ainda que as confissões de Mayberry cresçam ao fundo da canção, a busca por um som descomplicado, comercial, aproxima a banda do público médio, resultando em uma peça tão dançante, quanto reflexiva. Se Every Open Eye já começa assim, imagine o restante do trabalho.

Every Open Eye (2015) será lançado no dia 25/09 pelo selo GlassNote.

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CHVRCHES – Never Ending Circles

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Pessoas Que Eu Conheço: ” Eu Creio Que Neste Momento da História A China Ainda Não Tenha Uma Ideologia A Vender”

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Lucas de Paiva está de volta. Mais conhecido pelo trabalho com as bandas Opala e Mahmundi, o produtor carioca que se apresenta sob o nome de Pessoas Que Eu Conheço acaba de finalizar mais um projeto recheado com composições inéditas e título naturalmente extenso: Eu Creio Que Neste Momento da História A China Ainda Não Tenha Uma Ideologia A Vender (2015).

São apenas canções, as mesmas que dão título ao trabalho, faixas que parecem seguir a mesma trilha “nostálgica” incorporada pelo produtor no último registro de inéditas, Uma Carta de Amor Para SEGA EP (2014). A principal diferença em relação ao trabalho anterior está na forma como Paiva brinca com os sintetizadores, mantendo uma distância segure em relação ao Ambient-Techno-Experimental explorado nas primeiras composições autorais. Pouco mais de sete minutos que poderiam preencher a trilha sonora de algum vídeo game clássico dos anos 1980 ou ocupar alguma brecha nos trabalhos de Rustie e outros nomes da eletrônica estrangeira. Ouça:

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Pessoas Que Eu Conheço – Eu Creio Que Neste Momento da História A China Ainda Não Tenha Uma Ideologia A Vender

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Disco: “All Possible Futures”, Miami Horror

Miami Horror
Electropop/Synthpop/Alternative
http://www.miamihorror.com/

Não existe palavra que melhor sintetize o trabalho da australiana Miami Horror do que “leveza”. Do bem-sucedido álbum de estreia, Illumination (2010), passando pela série de remixes e faixas assinadas em parceria com outros artistas – como Kimbra e Alan Palomo (Neon Indian) -, é fácil cair na armadilha ensolarada que cresce em cada composição do grupo de Melbourne, maduro e ainda mais próximo de um som comercial no melódico All Possible Futures (2015, Heaven Sounds / Dine Alone).

Segundo registro de inéditas da banda, o trabalho de 15 faixas e arranjos orientados pela sutileza das vozes e sintetizadores é uma obra que encanta logo na primeira audição. Quando próximo de outros discos apresentados por diferentes nomes do Synthpop – caso de Metronomy, Hot Chip e dos conterrâneos do Cut Copy -, um álbum que pouco inova. Entretanto, o acerto da banda não está na novidade, mas na completa reciclagem de referências exploradas desde o fim dos anos 1970.

Como ficar parado quando as guitarras funkeadas de Love Like Mine praticamente obrigam o ouvinte a dançar? E o que dizer da soma de sintetizadores que inauguram o disco na colorida American Dream? Mesmo quando a serenidade e melancolia tomam conta do trabalho em Stranger e Colours In The Sky, ficar parado é uma tarefa praticamente impossível. A mesma sonoridade nostálgica que tanto inspira Daft Punk, Toro Y Moi e Chromeo, porém, em uma ambientação serena, capaz de converter qualquer noite fria em uma ensolarada tarde de verão.

Menos contido em relação ao último disco da banda, All Possible Futures é uma obra em que o Miami Horror abraça de vez a música pop. Logo na abertura do trabalho, uma coleção de versos e arranjos essencialmente melódicos, dançantes e acessíveis, como um passeio pela Disco Music/Synthpop sem necessariamente abandonar as pitadas de Nu-Disco que apresentaram o grupo em 2010. Precisa de uma faixa para começar? Que tal a dançante Cellophane (So Cruel)? Pouco mais de quatro minutos em que vozes e instrumentos dialogam com perfeição. Continue reading

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MUNA: “Promise”

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Imagine se alguém conseguisse juntar o mesmo pop nostálgico de Caroline Polachek (Chairlift) com os sintetizadores quebrados do CHVRCHES e a voz forte de Florence Welch? A resposta talvez esteja nas mãos (e vozes) do trio norte-americano MUNA. Projeto de Dark Pop da cidade de Los Angeles, Califórnia, a banda formada por Katie Gavin (Voz, produção), Josette Maskin (Guitarras) e Naomi Mcpherson (Guitarras) resume na recém-lançada Promise um catálogo de acertos e referências que fazem do trio uma das grandes apostas de 2015.

Com referências como Robyn, R&B dos anos 1990, Björk e, claro nomes importantes da década de 1980, caso de Kate Bush e Cyndi Lauper, o grupo mantém firme a relação com a música pop, ao mesmo tempo em que aprece longe de possíveis tropeços e exageros típicos de outras cantoras do gênero. Uma interpretação talvez obscura do mesmo som leve de conterrâneas como Haim e Sky Ferreira, conceito também evidente em músicas como The Grave e So Special, no curto catálogo da banda publicado no Soundcloud. Experimente:

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MUNA – Promise

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Kate Boy: “Midnight Sun” (VÍDEO)

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Kate Akhurst passou os últimos três anos atiçando a curiosidade do público. Voz aos comandos do projeto Kate Boy, a artista australiana, hoje residente na cidade de Estocolmo, Suécia, transformou músicas como The Way You Are e In Your Eyes em exemplares interessantes da nova safra do Synthpop europeu. Pequenos ensaios para o que deve ser apresentado em completude com o lançamento do álbum ONE (2015), primeiro registro oficial da cantora/produtora.

Escolhida para representar o trabalho, Midnight Sun mantém firme as principais referências e temas que apresentaram a jovem. Uma colagem atenta que conceitos que se estende do final da década de 1990, passa pela obra de diferentes artistas locais, principalmente Robyn e The Knife, mas em nenhum momento se desprende de uma interpretação em “preto e branco” da música pop, sempre sombria, amargurada. Lançada há poucos dias, junto do anúncio da estreia de ONE, a canção reaparece agora acompanhada de um clipe dirigido pela própria Kate Boy.

ONE (2015) será lançado pelos selos Fiction, Island e Iamsound.

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Kate Boy – Midnight Sun

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