Tag Archives: Synthpop

Metronomy: “Hang Me Out to Dry” (ft. Robyn)

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Joseph Mount e os demais parceiros de banda não estão economizando esforços para o lançamento de Summer 08 (2016). A cada nova composição do quinto registro de inéditas do Metronomy, uma nova surpresa. Canções como a nostálgica Old Skool, parceria com Master Mike, um dos ex-integrantes do Beastie Boys, além de peças como Back Together e Night Owl, músicas que incorporam diferentes temas instrumentais dos anos 1970/1980.

Em Hang Me Out to Dry, mais recente criação do coletivo britânico, uma espécie de regresso ao mesmo ambiente acolhedor de The English Riviera (2011). Assinada em parceria com a cantora e produtora sueca Robyn, a faixa de quase quatro minutos parece crescer sem pressa, encaixando sintetizadores e vozes de forma a reproduzir um material essencialmente dançante, mesmo na timidez como cada componente da música é entregue ao público.

Summer 08 (2016) será lançado no dia 01/07.

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Metronomy – Hang Me Out to Dry (ft. Robyn)

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GL: “Hallucinate”

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Original da cidade de Melbourne, na Austrália, GL é um projeto de synthpop comandado pela dupla Graeme Pogson e Ella Thompson. Donos de um bem-sucedido catálogo de composições nostálgicas como Grip, Number One e todo o material distribuído nos últimos meses pelo selo local Plastic World, a dupla acaba de anunciar a chegada do primeiro álbum de estúdio, obra que chega até o público na segunda metade de julho.

Para anunciar o registro, Pogson e Thompson decidiram presentear o público com uma de suas melhores faixas até aqui. Trata-se de Hallucinate, música que emula os anos finais da década de 1980, incorporando elementos que seriam explorados com maior naturalidade no começo dos anos 1990. Um synthpop radiofônico, pegajoso, mas que abraça fortemente o R&B, principalmente na forma como batidas e vozes se entrelaçam durante toda a construção da faixa.

Touch (2016) será lançado no dia 15/07 pelo selo Midnight Feature/Plastic World.

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GL – Hallucinate

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Resenha: “Muzik”, Delorean

Artista: Delorean
Gênero: Electronic, Alternative, Dance
Acesse: https://www.facebook.com/dlrean

 

Com o lançamento de Apar, em 2013, os integrantes do Delorean pareciam decididos a explorar um som cada vez mais pop, comercial, como uma nova interpretação da mesma eletrônica autoral explorada nos essenciais Ayrton Senna EP (2009) e Subiza (2010). Entretanto, interessante encontrar no recém-lançado Muzik (2016, Phlex), sexto álbum de estúdio do quarteto espanhol, uma espécie de regresso ao mesmo universo de temas e referências incorporadas há meia década.

Livre de canções pegajosas e possíveis participações – como Caroline Polachek, vocalista do Chairlift e colaboradora de duas composições no álbum entregue há três anos –, Muzik se concentra na ativa relação entre os integrante da banda. Trata-se de uma obra coesa, como se cada faixa servisse de base para a canção seguinte, proposta que se reforça na forte similaridade dos sintetizadores e vozes que flutuam da abertura do disco, em Epic, até a chegada derradeira Parrhesia.

Faixa-título do disco e canção escolhida para anunciar o trabalho há poucos meses, Muzik inicialmente dança em meio a sintetizadores contidos e batidas limpas, porém, cresce lentamente, revelando ao público um segundo ato marcado pelo uso dançante dos arranjos. A mesma estrutura acaba servindo de base para outras canções ao longo da obra. Músicas como a inaugural Epic e Closer que preparam o caminho para uma explosão de sons e cores.

Levemente nostálgico, o registro de nove faixas talvez seja a trabalho em que a herança musical do grupo espanhol se revela com maior naturalidade. Difícil não lembrar da boa fase do New Order em faixas como Both e Push, composições que dialogam diretamente com a música produzida na segunda metade dos anos 1980. Um jogo de sintetizadores pulsantes, levemente embriagado pelas emanações da cena Balearic, outra grande influência dentro dos trabalhos do Delorean. Continue reading

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Resenha: “Love You to Death”, Tegan and Sara

Artista: Tegan and Sara
Gênero: Indie Pop, Synthpop, Pop
Acesse: http://teganandsara.com/

 

Em 2013, com o lançamento de Heartthrob, as irmãs Tegan e Sara Quin assumiram de vez a busca por um som cada vez mais pop, dançante e íntimo das experiências musicais testadas ao longo de toda a década de 1980. Entre faixas como Closer e I Was a Fool, a explícita desconstrução do material intimista incorporado nos iniciais If It Was You (2002) e So Jealous (2004), conceito que se repete em cada uma das canções do recente Love You to Death (2016, Vapor / Warner Bros).

Oitavo álbum de estúdio da dupla canadense, o registro que conta com produção assinada pelo veterano Greg Kurstin (Lily Allen, Kelly Clarkson) faz de cada fragmento musical um componente pegajoso, acessível aos mais variados públicos. Da abertura do disco, em That Girl, passando por músicas como Stop Desire e Boyfriend – dois dos melhores exemplares da música pop em 2016 –, uma coleção de faixas capazes de “seduzir” em poucos instantes.

A principal diferença em relação ao material entregue há três anos está no completo refinamento dos versos e melodias que preenchem o disco. Ao mesmo tempo em que cada canção se projeta como um típico exemplar da música pop, arrastando o ouvinte para as pistas, Tegan e Sara Quin detalham um mundo de desilusões, medos e confissões sentimentais. Histórias que ultrapassam os limites da vida particular da dupla e acabam dialogando com os mais variados indivíduos.

Você me trata como seu namorado / E confiem em mim como seu melhor amigo / Mas eu não quero mais ser o seu segredo”, desabafa o eu lírico da grudenta Boyfriend, música que explora a tumultuada história de amor de um casal que se relaciona em segredo. Já em Dying To Know, quarta faixa do disco, a dolorosa reflexão de uma personagem que acaba iludida em meio a diversas tentativas de reatar com a ex – “Eu deixei um pouco de luz na escuridão / Causar um apagão dentro do meu coração”. Continue reading

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Puro Instinct: “What You See”

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Piper e Sky Kaplan seguem com a divulgação do segundo álbum de estúdio do Puro Instinct, Autodrama (2016). Depois de sutilmente arrastar os ouvintes para as pistas em Tell Me, canção que incorpora o espírito da década de 1980, além de brincar com as referências em Peccavi – difícil não lembrar dos primeiros anos de Madonna –, a dupla norte-americana está de volta com mais uma canção inédita: What You See.

Menos frenética do que as faixas que a antecedem, com a nova faixa, as irmãs Kaplan trazem de volta o mesmo Dream Pop “estranho” que marca o primeiro álbum de estúdio da dupla, Headbangers In Ecstacy (2011). São vozes, batidas e sintetizadores sempre empoeirados, como se as garotas flutuassem em um mundo de sonhos e detalhes etéreos, resgatando parte da sonoridade explorada pelo antigo parceiro Ariel Pink, colaborador ativo no disco lançado há cinco anos.

Autodrama (2016) será lançado no dia 24/06 pelo selo Manifesto.

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Puro Instinct – What You See

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Puro Instinct: “Peccavi”

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Com o lançamento de Tell Me, há poucas semanas, Piper e Sky Kaplan reforçaram de forma natural o diálogo com a música produzida na década de 1980. Do uso de batidas ecoadas ao toque dançante dos sintetizadores, todos os fragmentos da canção se agrupam de forma a revelar um material típico da música produzida há mais de três décadas, preferência que se repete de forma “transformada” dentro da nova canção da dupla: Peccavi.

Ao mesmo tempo em que dialoga com o passado, efeito da instrumentação empoeirada e sintetizadores que se espalham do primeiro ao último ato da canção, o vocal límpido das duas irmãs indica a inevitável aproximação com o presente. Uma fuga não apenas de grande parte das referências da dupla, mas do próprio som caseiro que marca Headbangers In Ecstacy, álbum de estreia do Puro Instinct lançado em 2011.

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Puro Instinct – Peccavi

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CHVRCHES: “Bury It” (ft. Hayley Williams)

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O que acontece quando você une o trio escocês CHVRCHES com a cantora norte-americana Hayley Williams, do Paramore? A resposta está em Bury It. Mais recente criação do grupo de Glasgow, a canção foi produzida especialmente para a reedição de Every Open Eye, segundo registro de estúdio da banda e obra originalmente lançada em setembro do último ano, mas que conta com uma edição especial prevista para os próximos meses.

Na canção, Williams e Lauren Mayberry, vocalista do CHVRCHES se completam, duelando contra a sequência de sintetizadores lançados pelos produtores Iain Cook e Martin Doherty. Musicalmente, uma extensão declarada do material apresentado no último em faixas como Leave a Trace e, principalmente, na frenética Clearest Blue, composição que conta com batidas e melodias bem similares ao som que cresce em Bury It.

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CHVRCHES – Bury It (ft. Hayley Williams)

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Resenha: “X-Communicate”, Kristen Kontrol

Artista: Kristin Kontrol
Gênero: Synthpop, Pop, Dream Pop
Acesse: http://www.kristinkontrol.com/

 

Kristin Welchez passou os últimos oito anos se aprofundando nas melodias sujas do Dum Dum Girls. Sob o pseudônimo de Dee Dee, a cantora e compositora californiana entregou ao público três grandes registros de inéditas – I Will Be (2010), Only in Dreams (2011) e Too True (2014) –, uma bem-sucedida sequência de EPs – como He Gets Me High (2011) e End of Daze (2012) –, além de uma coleção de faixas melancólicas, íntimas de uma série de referências musicais vindas da década de 1980.

Em X-Communicate (2016, Sub Pop), primeiro álbum em carreira solo, Welchez não apenas assume uma nova identidade, se apresentando como Kristin Kontrol, como passa a explorar um conjunto de ideias e temas instrumentais renovadas. Em um diálogo explícito com o trabalho de gigantes como Cocteau Twins, Kate Bush, Madonna e Siouxsie and the Banshees, a cantora delicadamente expande os próprios limites, produzindo um som que abraça o passado, porém, mantém firme a relação com o presente.

Da abertura do disco, com Show Me, passando por faixas como White Street, (Don’t) Wannabe e Smoke Rings, Kontrol finaliza um trabalho de essência pop, pegajoso em cada melodia sintetizada, batida ou uso assertivo da voz. Trata-se de uma verdadeira coleção de hits, como se diferentes composições lançadas há mais de três décadas fossem resgatados, polidos, e delicadamente encaixados dentro do presente disco. Uma verdadeira homenagem da cantora aos clássicos do Synthpop/New Wave.

Movida pelos sentimentos e histórias de relacionamentos fracassados, Kontrol cria uma obra marcada pela dor. Basta mergulhar e composições como What Is Love, Goinh Thru the Motions e (Don’t) Wannabe para perceber a completa exposição da cantora, honesta e dolorosamente apaixonada em cada fragmento de voz que preenche o registro. Observado de forma atenta, X-Communicate nasce como uma extensão do material produzido em faixas como Bedroom Eyes e Lord Knows, com o Dum Dum Girls. Continue reading

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Disco: “Yoncalla”, Yumi Zouma

Artista: Yumi Zouma
Gênero: Indie Pop, Alternative, Synthpop
Acesse: http://www.yumizouma.com/

 

Dois anos após o lançamento do primeiro EP de inéditas, Christie Simpson e os parceiros Sam Perry, Charlie Ryder e Josh Burgess continuam em busca do mesmo som leve que serviu de base para faixas como The Brae e A Long Walk Home For Parted Lovers. Em Yoncalla (2016, Cascine), primeiro álbum de estúdio do quarteto neo-zelandês, uma extensão evidente do som delicado que apresentou a banda, base de cada uma das 10 composições que se espalham sem pressa no interior da obra.

Sintetizadores e batidas sempre comportadas, arranjos de guitarra levemente dançantes, flutuando entre os instantes finais da cena Disco e a boa fase da década de 1980. Durante pouco mais de 30 minutos – tempo de duração do álbum –, todos os elementos parecem flutuar em uma delicada espiral de ideias e referências. Uma atmosfera acolhedora, levemente empoeirada, como se diferentes épocas e tendências musicais fossem amarradas dentro de uma linguagem própria do quarteto.

Muito além do diálogo com a música concebida há mais de quatro décadas, Yoncalla firma em cada composição uma ponte declarada para diferentes obras vindas da cena sueca. São fragmentos de voz, temas eletrônicos e arranjos que esbarram no trabalho de artistas como jj, The Tough Alliance e principalmente no som o extinto duo Air France. Importante lembrar que em 2014, meses após a entrega do primeiro EP do grupo neo-zelandês, o mesmo projeto foi “ressuscitado” pelo Yumi Zouma lançamento de It Feels Good To Be Around You.

Obra de detalhes, Yoncalla sobrevive do minimalismo exato de suas canções. Um sintetizador estratégico em Keep It Close to Me, as alterações na voz que sustenta Remember You at All, o toque de “bossa nova” nas guitarras de Better When I’m by Your Side. Encaixes que se revelam ao público em pequenas doses, como se uma atmosfera essencialmente sutil servisse de base para o disco, delicado até na imagem de capa – uma ilustração que oculta o rosto dos quatro integrantes da banda. Continue reading

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Classixx: “Safe Inside” (Ft. Passion Pit)

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O que acontece quando você mistura as batidas e sintetizadores quentes da dupla Classixx com a voz característica de Michael Angelakos? A resposta está em Safe Inside. Mais recente composição do projeto comandado pelos produtores Michael David e Tyler Blake, a faixa de versos marcados pelos sentimentos mostra a busca dos californianos por um som cada vez mais acessível, pop, proposta reforçada desde o lançamento de Just Let Go (com How To Dress Well) e Whatever I Want (ao lado do rapper T-Pain).

Em Safe Inside, a proposta da dupla californiana está em replicar todos os elementos produzidos por Angelakos no Passion Pit, porém, dentro dos limites e ambientações típicas do Classixx. Uma espécie de remix do mesmo material apresentado pelo músico de New Jersey nos últimos cinco anos. Do coro de vozes ao uso delicado dos sintetizadores, uma das composições mais delicadas do projeto e uma espécie de fuga do material apresentado em 2013 com Hanging Gardens.

Faraway Reach (2016) será lançado no dia 03/06.

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Classixx – Safe Inside (Ft. Passion Pit)

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