Tag Archives: Synthpop

Porches: “Car”

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Com o lançamento de Pool (2016) se aproximando, Aaron Maine apresenta ao público a última peça antes da entrega do primeiro registro de estúdio do Porches. Intitulada Car, a nova composição reforça a busca do cantora/produtor em ampliar o universo referencial testado no single anterior, Be Apart. Uma seleção de versos sentimentais, sintetizadores e guitarras que poderiam facilmente ser encontradas na década de 1980, como em obras recentes de Ariel Pink e Future Islands.

Tão intimista quanto o material apresentado anteriormente pelo músico, em Car, Main se transporta para dentro de um veículo, encontrando na própria fuga um instante de libertação – “It takes us away from where we are/ Oh, what a machine/ Oh, what a machine“. Na mixagem da composição – e de todo o restante da obra -, mais um assertivo enquadramento nostálgico de Chris Coady, produtor que já trabalhou com nomes como Tobias Jesso Jr. e Beach House.

Pool (2016) será lançado no dia 05/02 pelo selo Domino.

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Porches – Car

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Disco: “Moth”, Chairlift

Chairlift
Synthpop/Pop/R&B
http://chairlifted.com/

 

O pop se comporta de forma inusitada a cada novo álbum do Chairlift. Se em 2008, com o lançamento de Does You Inspire You, Caroline Polachek, Patrick Wimberly e o ex-integrante Aaron Pfenning seguiam a trilha de outros nomes do indie pop norte-americano, com a chegada de Something, em 2012, uma clara evolução tomou conta do trabalho assinado pela banda. Livre do som “inofensivo” do primeiro registro em estúdio, faixas como I Belong In Your Arms, Cool as a Fire e Amanaemonesia pareciam indicar um mundo de novas possibilidades – mesmo ancoradas em temas vindos da década de 1980.

Em Moth (2016, Columbia), terceiro álbum de inéditas da dupla nova-iorquina, cada faixa parece crescer dentro de um instável ambiente criativo. Um vasto catálogo de ideias, letras, sons e referências que passeiam por diferentes campos da música pop, ampliando o terreno explorado pela dupla em Something. Da abertura, com Look Up, ao fechamento, em No Such Thing as Illusion, fragmentos que utilizam dos sentimentos de Polachek como um instrumento para a formação de versos sempre confessionais e sensíveis.

Me desculpe por chorar em público deste jeito / Eu estou apaixonada por você / Me desculpe por fazer uma cena no trem / Eu estou apaixonada por você, eu estou apaixonada por você”, canta Polachek na melancólica Crying In Public, uma síntese da lírica conturbada que abastece grande parte do registro. Obra de exposições intimistas, Moth amplia a forte carga emocional reforçada pela dupla em trechos do álbum anterior, transformando composições como Polymorphing e Unfinished Business em músicas que dialogam diretamente com o ouvinte.

Co-autora de No Angel, uma das canções que abastecem o último álbum de Beyoncé, Polachek transporta para o interior de Moth uma série de referências que incorporam a música negra de diferentes épocas e tendências. São passagens bem-sucedidas pelo R&B/Hip-Hop dos anos 1980, manipulações vocais e batidas que distanciam a dupla do synthpop aplicado em Something. Um nostálgico jogo de possibilidades que visita a obra de Michael Jackson com Ch-Ching, passa pela música disco em Moth to the Flame e ainda dialoga com o presente cenário na comercial Show U Off, faixa que poderia facilmente ser encontrada nos últimos discos de Janelle Monáe. Continue reading

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Chairlift: “Moth to the Flame”

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Depois de um breve respiro melancólico em Crying In Public, e o Chairlift já está de volta com uma nova composição essencialmente dançante. Menos urgente do que a antecessora Romeo ou flerte com o R&B de Ch-Ching, a nova criação de Caroline Polachek e Patrick Wimberly transporta o ouvinte para um ambiente dançante que flerta com a música dance do final dos anos 1980 e início da década de 1990. O mesmo catálogo de referências aplicadas em Something (2012), porém, exploradas a partir de um novo ângulo.

Composição que mais aproxima o trabalho da dupla do mesmo R&B-Pop comercial de nomes como The Weeknd e outros artistas atuantes na cena norte-americana, a faixa de apenas três minutos chega como um verdadeiro arrasa-quarteirões das pistas. Coros de vozes, sintetizadores, versos apaixonados e batidas típicas da eletrônica do começo dos anos 1990, um imenso catálogo de referências que se encaixam com o acerto, abrindo uma nova passagem para a chegada do aguardado Moth (2016).

Moth (2016) será lançado no dia 22/01 pelo selo Columbia.

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Chairlift – Moth to the Flame

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Chairlift: “Crying In Public”

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A explícita relação de Caroline Polachek com o Pop/R&B dos anos 1990 parece crescer a cada movimento do novo álbum do Chairlift. Depois de flertar com Beyoncé na dançante Ch-Ching e resgatar parte das referências exploradas em Something (2012) na inédita Romeo, com a chegada de Crying In Public, terceiro e mais recente faixa de Moth (2016), Polachek e o parceiro Patrick Wimberly estabelecem um mundo de novas possibilidades para o aguardado terceiro álbum de estúdio da banda.

A julgar pela lenta sobreposição de vozes e sintetizadores que ocupam a presente faixa, difícil não lembrar do último trabalho solo de Polachek como Ramona Lisa, o intimista Arcadia (2014). De fato, parte de Crying In Public parece ter sido resgatada do trabalho, sendo lentamente costurada ao mesmo acervo de arranjos tristes anteriormente testadas em faixas como Cool as a Fire e Take It Out On Me, pequenos respiros dentro do trabalho lançado em 2012.

Moth (2016) será lançado no dia 22/01 pelo selo Columbia.

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Chairlift – Crying In Public

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Ra Ra Riot: “Absolutely”

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A sonoridade dançante explorada pelos integrantes do Ra Ra Riot em Water parece ser o ponto de partida para o novo álbum de inéditas da banda, Need Your Light (2016). Seguindo a trilha do material apresentado em novembro do último ano, uma composição assinada ao lado de Rostam Batmanglij – um dos integrantes do Vampire Weekend e parceiro de longa data do vocalista Wes Miles -, a recém-lançada Absolutely mostra uma relação de proximidade ainda maior em relação ao pop do ótimo Beta Love, de 2012.

Em um jogo cíclico de vozes, guitarras e sintetizadores, Miles e os parceiros de banda finalizam uma faixa que parece grudar no ouvido do público logo nos primeiros segundos. Uma adaptação bem-sucedida do material entregue há quatro anos com Beta Love, mas que em nenhum momento se distancia do “indie pop” incorporado nos primeiros registros de inéditas do grupo, caso de The Rhumb Line (2008) The Orchard (2010).

Need Your Light (2016) será lançado no dia 19/02 pelo selo Barsuk.

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Ra Ra Riot – Absolutely

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GRRL PAL: “Caught by the Light”

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Formado na cidade de Perth, Austrália, casa de bandas como Pond e Tame Impala, GRRL PAL é um projeto que brinca com elementos do Synthpop, R&B e Pop de forma autoral. Comandado pela dupla Danny K. e Jay LeKat, responsáveis pelo ótimo Paradise EP, obra lançada há poucos meses, o duo acaba de apresentar mais uma peça importante dentro do curto acervo de estúdio. Trata-se do recém-lançado single Caught by The Light.

Nada tímida em relação aos últimos lançamentos da dupla, a faixa dominada pelo uso de sintetizadores, batidas eletrônicas e vozes robóticas de LeKat apontam para um novo cenário musical. Difícil não lembrar do som produzido pela dupla nova-iorquina Chairlift dentro do álbum Something. O próprio uso de vocais enevoados fez lembrar os últimos discos da canadense Grimes, seja em Visions, de 2012, ou mesmo no recente Art Angels (2015). Uma coleção de temas e referências que se encontram com acerto dentro do ambiente proposto pelo casal. Aproveite para conhecer outras canções do projeto espalhadas pelo Soundcloud.

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GRRL PAL – Caught by the Light

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Chairlift: “Romeo” (VÍDEO)

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Com o lançamento de Ch-Ching, em outubro deste ano, Caroline Polachek e o parceiro Patrick Wimberly pareciam dar novo sentido ao som produzido pelo Chairlift. Longe do catálogo de sintetizadores e ambientações nostálgicas que marcam Something (2012), segundo e bem-sucedido álbum de estúdio da dupla, o flerte com o R&B e o uso de batidas quebradas pareciam indicar um caminho renovado dentro do terceiro registro de inéditas da banda, o aguardado Moth(2016).

Em Romeo, segundo single do novo trabalho, um parcial regresso ao mesmo material produzido pela dupla há três anos. Enquanto os versos de Polachek passeiam pelo mito grego de Atalanta – como uma extensão do lirismo explorado no projeto solo Ramona Lisa -, vozes e sintetizadores saltam para o final da década de 1980. O mesmo jogo de referências que serviram de inspiração para músicas como I Belong In Your ArmsAmanaemonesia, mas em uma versão límpida, parcialmente aberta ao grande público.

Com direção assinada por That Go – que já trabalhou com Lily Allen e Bat For Lashes -, Romeo foi a canção escolhida para se transformar no mais novo clipe do Chairlift. Moth (2016) será lançado no dia 22/01 pelo selo Columbia.

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Chairlift – Romeo

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Sleigh Bells: “Champions of Unrestricted Beauty”

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A busca por um som cada vez mais pop parece servir de estímulo para a dupla Derek E. Miller e Alexis Krauss do Sleigh Bells. Longe das distorções, ruídos sujos e vozes desgovernadas de Krauss, em Champions of Unrestricted Beauty, mais recente single do duo norte-americano, são os sintetizadores límpidos, vocal contido e pequenos diálogos com a música pop que parecem orientam o trabalho promovido pela banda.

Na trilha de Bitter Rivals (2013), último álbum de estúdio da dupla, Champions of Unrestricted Beauty não apenas confirma o romantismo de Krauss, como a capacidade de Miller – ex-integrante de uma banda de hardcore – em mergulhar de cabeça no pop/synthpop. São passagens rápidas pelo R&B e Hip-Hop, vocais que parecem extraídos dos trabalhos de La Roux e Charli XCX e todo um catálogo de referências comerciais que distanciam o duo nova-iorquino dos dois primeiros álbuns de estúdio, os excelentes Treats (2010) e Reign of Terror (2012).

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Sleigh Bells – Champions of Unrestricted Beauty

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Still Corners: “Horses at Night”

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Duo responsável por um dos trabalhos mais graciosos do Dream Pop em 2013, Strange Pleasures, os ingleses Greg Hughes e Tessa Murray começam a preparar o terreno para o lançamento de um novo álbum de estúdio. Ainda sem título, o sucessor do álbum lançado há dois anos – casa de músicas como Firflies e Berlin Lovers – resume na inédita Horses at Night um pouco do material que deve ser oficialmente apresentado ao público nos próximos meses.

Em uma relação ainda mais estreita com o pop, enquanto Hughes estabelece as bases para a recém-lançada composição, Murray detalha uma letra marcada pela melancolia. “Pare de partir o meu coração“, canta a vocalista enquanto a habitual nuvem de sintetizadores da banda desaparece, abrindo passagem para a chegada de um solo nostálgico de guitarra, típico dos grupos da década de 1980.

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Still Corners – Horses at Night

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Chairlift: “Romeo”

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Com o lançamento de Ch-Ching, em outubro deste ano, Caroline Polachek e o parceiro Patrick Wimberly pareciam dar novo sentido ao som produzido pelo Chairlift. Longe do catálogo de sintetizadores e ambientações nostálgicas que marcam Something (2012), segundo e bem-sucedido álbum de estúdio da dupla, o flerte com o R&B e o uso de batidas quebradas pareciam indicar um caminho renovado dentro do terceiro registro de inéditas da banda, o aguardado Moth (2016).

Em Romeo, segundo single do novo trabalho, um parcial regresso ao mesmo material produzido pela dupla há três anos. Enquanto os versos de Polachek passeiam pelo mito grego de Atalanta – como uma extensão do lirismo explorado no projeto solo Ramona Lisa -, vozes e sintetizadores saltam para o final da década de 1980. O mesmo jogo de referências que serviram de inspiração para músicas como I Belong In Your ArmsAmanaemonesia, mas em uma versão límpida, parcialmente aberta ao grande público.

Moth (2016) será lançado no dia 22/01 pelo selo Columbia.

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Chairlift – Romeo

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