Videografia: Sexo

Por: Carlos Botelho

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Não, SEXO não é uma banda ou artista (talvez uma arte), mas sim a pauta do primeiro Videografia temático. Com dez vídeos que exploram assuntos que vão da arte da sedução até o ato propriamente dito, vamos percorrer esse interessante tema que sempre gerou polêmicas e que é considerado por Freud a energia motivacional primária do ser humano.

Aviso: Conteúdo não recomendado para menores de 18 anos.  Alguns vídeos têm cenas de natureza explícita, ou seja, você adolescente tarado mantenha distância daqui.

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I Just Don’t Know What To Do With Myself – The White Stripes

Diretor: Sofia Coppola

Filmado em preto e branco e dirigido pela cineasta Sofia Coppola, o vídeo do cover clássico do álbum Elephant de 2003 traz a modelo Kate Moss trajada apenas com uma lingerie, em uma sensual performance de pole dance. No melhor estilo sexy sem ser vulgar de ser, Kate e sua dança contrastam de forma harmoniosa com a melancólica canção do duo White.

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Body Language – Queen

Diretor: Mike Hodges

Temos um precursor entre nós, Body Language foi o primeiro vídeo a ser banido pela MTV, que no longínquo ano de 1982 ainda tinha uma programação voltada aos videoclipes. Para os padrões atuais a carga erótica contida nesse vídeo não choca, mas para a época um grupo de modelos insinuando a linguagem corporal era tabu. Com estilo bem oitentista e uma série de controvérsias na bagagem, podemos dizer que ele é um clássico do gênero “proibidão”.

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Girls On Film – Duran Duran

Diretor: Godley & Creme

O cenário: Um misto de ringue com passarela. O elenco: Belas mulheres em trajes sensuais nas mais inusitadas situações.

Banido da BBC e censurado pela MTV, esse controverso vídeo se mostra bem saidinho para a época, mas segundo a banda a intenção era que ele fosse exibido em telões de casas noturnas e canais como a Playboy. A repercussão dele em 1981 mostra que vídeos polêmicos geram buzz para a música em questão e para o artista.

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Closer – Nine Inch Nails

Diretor: Mark Romanek

Controvérsia deveria ser o segundo nome de Closer. O vídeo tem várias cenas bizarras, desde um coração de porco pulsando até um macaco crucificado. Porém ele figura nessa lista pela clara alusão ao sadomasoquismo, o que também contribuiu para que uma versão censurada fosse feita.

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Pieces of Gold – The Aikiu

Diretor: Panteros, Myd & Boston Bun

Nada como um pouco de criatividade para se fazer um vídeo e em Pieces of Gold temos um claro exemplo disso. Nele temos sempre a tela dividia: em uma parte um membro da banda tocando e no outro uma cena de um filme pornô de modo que as duas cenas se completem. O vídeo é bem divertido e vale a pena ser visto só pela boa idéia.

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Foolin – Devendra Banhart

Diretor: Isaiah Seret

Sadomasoquismo de uma forma descontraída, assim pode ser definido esse vídeo do Devandra Banhart.  Apesar do tema polêmico e das cenas um tanto quanto fortes, o vídeo não tem uma atmosfera pesada e se mostra até divertido em muitos momentos. E quem não gosta de ver um romance em que um parceiro corta o dedo do outro entre uma chicota ou outra?

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Cochon Ville – Sébastien Tellier

Diretor: Alex Courtès

Sébastien assume nessa produção o controle de uma festa bem animadinha. Em plena pista de dança um grupo de pessoas começa a tirar a roupa e tudo se transforma numa grande orgia e nenhuma nudez frontal foi poupada na edição final do vídeo. Cenas nonsense e algumas parafilias são outros elementos que enriquecem essa celebração no mínimo peculiar.

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Justify My Love – Madonna

 Diretor: Jean-Baptiste Mondino

Seria uma injustiça deixar esse vídeo de fora, pois a temática sexual é algo presente em boa parte da carreira de Madonna. Seja no álbum Erotica de 1992, turnês ou no seu Sex Book, a cantora sempre causou frisson explorando o assunto. Sadomasoquismo, bissexualidade e voyeurismo estão presentes no vídeo e nele temos Madonna e o então namorado da época Tony Ward em cenas picantes. O vídeo foi banido da MTV e foi lançado como video-single e se tornou um sucesso de vendas.

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Juicebox – The Strokes

Diretor: Michael Palmieri

Esse vídeo quebrou em grande estilo a mesmice videográfica dos Strokes de uma vez por todas. Pegação é carro-chefe por aqui e tem para todos os públicos sexuais, sem preconceitos. O vídeo foi completamente censurado pela sempre moralista MTV, que mesmo tendo um reality show como Jersey Shore ainda insiste em “limpar” alguns vídeos para exibi-los em sua programação. O diretor não gostou nem um pouco da edição da emissora e não quis mais seu nome creditado à obra.

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Protège-Moi – Placebo

Placebo – Protege Moi (uncensored)

Diretor: Gaspar Noé

Desde a primeira vez que vi esse vídeo até a finalização desse post, ainda não consegui ver muita diferença entre ele e uma produção pornográfica. Nele temos sexo explícito do começo ao fim e nada é censurado ou ao menos amenizado. Como esperado o vídeo nunca foi oficialmente lançado e ele é o extremo do que um videoclipe que aborda o sexo pode ser.

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