Wild Nothing: “Foyer” / “Blue Wings”


Jack Tatum sempre encontrou na produção musical dos anos 1980 um importante combustível criativo para as próprias obras. Entretanto, foi com o lançamento de Indigo (2018), há dois anos, que o cantor e compositor norte-americano transportou o som produzido pelo Wild Nothing para um território ainda mais nostálgico. O resultado desse criativo regresso instrumental está em canções como Letting Go, Partners in Motion e toda uma sequência de faixas que mostram a capacidade do artista em revisitar o passado de forma sempre autoral e, em nenhum momento, preguiçoso.

Exemplo disso está nas duas novas composições apresentadas pelo Wild Nothing: Foyer e Blue Wings. Parte de um novo projeto do artista, Laughing Gas (2020), ambas as canções encontram no uso de sintetizadores empoeirados e guitarras carregadas de efeitos uma passagem direta para o som produzido há mais de quatro décadas. São pouco menos de oito minutos em que Tatum utiliza desse acabamento nostálgico como um estímulo para a composição de versos sempre confessionais, base de toda a discografia produzida pelo músico no decorrer da última década. Ouça:



Wild Nothing – Foyer / Blue Wings

Jornalista, criador do Miojo Indie e integrante do podcast Vamos Falar Sobre Música. Já passou por diferentes publicações de Editora Abril, foi editor de Cultura e Entretenimento no Huffington Post Brasil, colaborou com a Folha de S. Paulo e trabalhou com Brand Experience e Creative Copywriter em marcas como Itaú e QuintoAndar. Pai do Pudim, “ataca de DJ” nas horas vagas e adora ganhar discos de vinil de presente.